Montes Claros resgata cavalhada, tradição que surgiu na Idade Média

Espetáculo será atração no “Aniversário da Cidade”, comemorado nesta segunda-feira (3/7), em meio à polêmica sobre data da emancipação Por Luiz Ribeiro – Jornal Estado de Minas Uma antiga tradição, que teria surgido na Idade Média, será resgatada em Montes Claros nesta segunda-feira (03/07). Trata-se da Cavalhada de Montes Claros, uma representação teatral ao ar livre, que acontecerá no Parque de Exposições João Alencar Athayde, às 10 horas, dentro da programação da Exposição Agropecuária Regional de Montes Claros (Expomontes). Com entrada gratuita, a cavalhada será um dos eventos comemorativos do aniversário da cidade. A tradição será resgatada depois de 66 anos, pois foi realizada pela última vez no município em 1957, quando foi comemorado o “Centenário da Cidade”, que teve um dos convidados ilustres o então presidente da República Juscelino Kubitscheck . A comemoraçao do “Aniversário da Cidade” envolve polêmica neste 3 de julho, já que um grupo afirma que a data foi “inventada” e que o dia da emancipação político-administrativa do município é 16 de outubro. A cavalhada é uma representação de uma luta entre mouros e cristãos, com duração de cerca uma hora. A encenação ao livre contará com a participação de cerca de 40 cavaleiros do Norte de Minas. O resgate da tradição foi viabilizado por meio de um estudo da escritora e pesquisadora Marta Verônica Vasconcelos Leite, professora aposentada da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), instituição que apoia o evento, juntamente com a Prefeitura de Montes Claros. Marta Veronica realizou a “pesquisa histórica sobre a cavalhada de Montes Claros”. Após o levantamento  foi elaborado o projeto “Cavalhada de Montes Claros – Grupo de Cavaleiros Nivaldo Maciel”. A iniciativa é da família Maciel, em homenagem ao produtor rural e seresteiro Nivaldo Maciel (1920/2009), que se apresentou como Rei Mouro na cavalhada do Centenário da Cidade, em 1957. Nivaldo foi um dos fundadores da Sociedade Rural de Montes Claros, organizadora da Expomontes. Marta Verônica Vasconcelos Leite explica que a montagem da “cavalhada Nivaldo Maciel” teve como uma das fontes de pesquisa o livro “Montes Claros, sua história, sua gente e seus costumes”, do médico, historiador e folclorista Hermes de Paula (1909/1983. Ela ressalta que na obra, o historiador registra como a primeira realização da calhada em Montes Claros há 183 anos, em 1840, sendo que a manifestação acontecia durante as “Festas de Agosto”, no Largo da Matriz. Conforme a pesquisadora, há registros da manifestação em Montes Clarosa  nos anos de 1905, 1928, 1938 e, por último, na comemoração do centenário da cidade. Marta Verônica salienta que o folclorista Saul Martins (1917/2009), relatou que as  “cavalhadas  foram criadas na Idade Média, entre os séculos XI e XIII, baseando na vida do Imperador Carlos Magno (742-814)”. “Sabe-se que durante a Idade Média, os bardos da Europa Ocidental criaram estórias que produziam a vida da época e serviam de modelo para o comportamento dos cavaleiros cristãos. Essas estórias eram apresentadas em festividades realizadas em torneios, fazendo parte das práticas em voga nas cortes europeias”, escreveu Martins. Por sua vez, segundo Hermes de Paula,  a Cavalhada representa um episódio guerreiro entre mouros e cristãos, ocorrido na Península Ibérica, hoje Portugal e Espanha. A Cavalhada foi trazida para o Brasil pelos colonizadores portugueses. Em Portugal, a cavalhada era elemento de festas religiosas, políticas e guerreiras, envolvendo temas relativos ao período em que esse país se libertou do domínio espanhol. No Brasil, as cavalhadas apareceram no nordeste, no século XVII, com características portuguesas e se espalharam por todo o país. Participam, no Brasil, pessoas de maiores possibilidades econômicas, como os fazendeiros, pois a beleza da festa está ligada a riqueza das vestimentas e acessórios usados nos cavalos”, descreve Marta Verônica. Como é o espetáculo da cavalhada A apresentação da cavalhada é realizada em uma arena, onde, de um lado é colocado o trono do Rei Cristão e do outro a torre do Rei dos Mouros. A manifestação teatral é composta pelo rei e cavaleiros cristãos, vestidos em azul, e pelo Rei e cavaleiros mouros, vestidos em vermelho. Também faz parte da Cavalhada o Rei Mouro, Embaixador, Espique e cavaleiros, todos com vestimentas em vermelho, com lua crescente branca – símbolo do Império Otomano, na era medieval. O jovem e impetuoso Rei Mouro se apaixona pela Princesa Cristã e vai pedi-la em casamento, que é aceito sob condições do pretendente de ser batizado e se converter para o Cristianismo. O jovem e impetuoso Rei Mouro se apaixona pela Princesa Cristã e vai pedi-la em casamento, que é aceito sob condições do pretendente de ser batizado e se converter para o Cristianismo. O rei mouro não aceita e rapta a princesa e a leva para o seu reino. Os dois reinos entram em guerra e, na última batalha, o rei mouro se rende e se submete ao rei cristão, quando é feita a conversão do exército mouro e celebrado o casamento do rei com a princesa. Mas, na “Cavalhada Nivaldo Maciel” foram incluídos novos elementos, que tornam a encenação única’, como de explica Murilo Maciel, filho do Nivaldo Maciel e um dos responsáveis pela montagem da encenação teatral dos cavaleiros. “Foi incluída uma abertura cívica, para celebrar o Aniversário da Cidade e apresentar um resumo da história do surgimento de Montes Claros, e só então é encenado o enredo tradicional. E, ao final, também foi inserido mais um personagem, que é o Cavaleiro da Paz, vestido de branco, que circula pela arena fazendo um clamor pela paz, num belíssimo texto de autoria do jornalista Benedito Said”,  explica Murilo Maciel. Outra novidade”, segundo ele, é o encerramento da Cavalhada, que contará com a participação de membros de movimentos culturais da cidade, como os Catopês, Marujos e Caboclinhos, formando um grande cortejo, “simbolizando a reincorporação da Cavalhada à cultura de Montes Claros e, também, ressaltando a cultura como um único corpo”. Documentação em livro Numa segunda fase do projeto “ Cavalhada de Montes Claros – Grupo de Cavaleiros Nivaldo Maciel”, informa Murilo,  será preparado um material gráfico, com encartes e livros, contando a história de Montes

Luiza Trajano quer puxar abaixo-assinado empresarial contra Campos Neto

Objetivo é pressionar pela queda da taxa de juros A empresária Luiza Trajano, dona do Magalu, tem se empenhado em buscar alternativas para reduzir a taxa de juros no país. Após mais de 20 ligações frustradas ao presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, sem obter sucesso em seu pedido, Trajano decidiu adotar uma nova estratégia, informa o colunista Lauro Jardim, no Globo. A empresária entrou em contato com integrantes do Conselhão, grupo de conselheiros de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente do Brasil, buscando apoio para endossar um abaixo-assinado que pressiona o presidente do Banco Central a reduzir a taxa básica de juros, a Selic. Luiza Trajano tem se mostrado determinada em sua luta pela diminuição dos juros, uma vez que acredita que essa medida é essencial para impulsionar a economia brasileira e favorecer o desenvolvimento de pequenos e médios negócios. Com sua influência no setor empresarial, a empresária busca ampliar o apoio à causa, envolvendo outros setores da sociedade.

Sindicato convoca professores estaduais a fazerem paralisação por reajuste

Paralisação dos professores é marcada para quarta (5/7) e quinta-feira (6/7) em resposta ao adiamento da votação do projeto de reajuste salarial da educação Por Estado de Minas Os professores da rede estadual de educação de Minas Gerais anunciaram paralisação das atividades para esta quarta (5/7) e quinta-feira (6/7). A categoria tenta pressionar os parlamentares da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) pela aprovação do Projeto de Lei (PL) 822/23, que trata do reajuste salarial da educação. A paralisação foi convocada pelo Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE) em resposta ao adiamento da votação do PL, que altera o piso inicial dos professores estaduais, assegurando uma recomposição desde janeiro deste ano. O texto já foi aprovado no primeiro turno, mas teve a votação do segundo turno suspensa na última quinta-feira (29/6). O Sind-UTE acusa o Governo de Minas e sua base na Assembleia Legislativa de impedir a votação do reajuste de 12,84%. “Nós estaremos paralisados para pressionar pela aprovação do projeto de lei, do reajuste da educação. A educação precisa ser respeitada, e não merece ser tratada como moeda de troca pelo governo do Estado”, disse Denise Romano, coordenadora-geral do Sind-UTE. Na quarta (5/7) e quinta-feira (6/7) os servidores farão um ato em frente à Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), na Região Centro-Sul de BH. A reportagem do Estado de Minas procurou o governo do Estado e aguarda um retorno. Impasses O PL altera o piso inicial dos professores estaduais de R$ 2.350,49 para R$ 2.652,22. A categoria, no entanto, ainda reivindica o pagamento do piso nacional dos professores, que teve um reajuste de 15% em relação ao ano passado, saindo R$ 3.845,63 para R$ 4.420,55. Os servidores cobram urgência na aprovação do projeto, já que os salários deveriam ter sidos atualizados seis meses atrás, em janeiro. “Nós queremos os 12,84%, mas vamos continuar na luta pelo nosso piso nacional”, disse a coordenadora-geral do Sind-UTE.

‘Traição é algo que você faz e não avisa’, diz Cid Gomes sobre Ciro

Desde a eleição de 2022, a relação entre os irmãos Ferreira Gomes, Ciro e Cid (ambos do PDT), está estremecida RIO DE JANEIRO, RJ (FOLHAPRESS) – Desde a eleição de 2022, a relação entre os irmãos Ferreira Gomes, Ciro e Cid (ambos do PDT), está estremecida. O ex-presidenciável amargou o quarto lugar na disputa ao Palácio do Planalto, seu pior resultado nas quatro vezes que concorreu ao cargo, sem ter o senador em seu palanque. O parlamentar, por sua vez, foi mais ativo na campanha de segundo turno do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT)Passados meses do pleito, os dois irmãos voltam a se encontrar em lados opostos. Cid trava uma disputa pela presidência do PDT no Ceará, berço eleitoral da família Ferreira Gomes. Ciro, por sua vez, defende a manutenção do deputado federal André Figueiredo no cargo. O pano de fundo para a discordância, que aprofunda ainda mais o racha entre os irmãos, é a eleição do ano passado. O ex-candidato à Presidência acusa Cid de ter sido abandonado por ele, que priorizou uma aliança com o PT e com o ex-governador do Ceará e atual ministro da Educação, Camilo Santana (PT). O senador não se envolveu na candidatura do irmão da mesma forma que fez nos pleitos passados, quando foi seu coordenador de campanha À reportagem, Cid rebateu os lamentos de Ciro. “Não foi traição. Traição é algo que você faz e não avisa. Eu avisei que não me manifestaria sobre a eleição estadual. Agora Ciro fica aí falando de facada”, diz o senador, fazendo referência à fala do irmão sobre a ter sido atacado pelas costas por ele por causa do pleito. A analogia foi dita pelo ex-presidênciável nas vésperas da votação do primeiro turno, e repetida recentemente em entrevista coletiva no encontro regional do PDT, em Fortaleza. “Não quero comentar porque a facada nas minhas costas está doendo muito ainda”, respondeu Ciro, no último dia 22, ao ser questionado sobre a relação com Cid. Racha entre os irmãos  O racha entre os dois irmãos começou na indicação do PDT do candidato do partido ao governo do Ceará. Ciro foi a favor da escolha do ex-prefeito de Fortaleza Roberto Cláudio, enquanto Cid preferia que o postulante fosse a então chefe do Palácio da Abolição, Izolda Cela -nome defendido pelo PT. A decisão pôs fim a aliança de mais de duas décadas entre os dois partidos no estado. “Como não concordava em romper a aliança, me recolhi para não brigar com Ciro e me resguardei. Eu avisei que não iria manifestar na eleição estadual”, diz Cid, justificando porque preferiu não ser uma voz ativa durante o pleito passado. “Tudo que eu previ aconteceu. Tivemos uma grande derrota”. Roberto Cláudio ficou em terceiro na eleição, com 14,14% dos votos. O candidato do PT, Elmano Freitas, foi eleito em primeiro turno, com 54,02%. Afastamento entre os irmãos ficou nítido nas duas agendas finais de campanha de Ciro, nas vésperas do primeiro turno. Na ocasião, o então candidato apareceu sem Cid em carreatas feitas em Fortaleza e Sobral, cidade cearense que os dois administraram. O atual prefeito do município, Ivo Gomes, terceiro irmão da dupla, também não compareceu aos dois eventos, reforçando, assim, a imagem de isolamento do ex-presidenciável. Cid justifica a decisão: “Não fomos [aos eventos] porque ele estava com Roberto Cláudio. Eu e Ivo propusemos para que Ciro fizesse uma agenda sem Roberto Cláudio, mas ele não quis”. O senador conta que o afastamento do irmão, a decisão do partido por Roberto Cláudio e o rompimento com o PT no Ceará fizeram com que ele passasse por uma fase difícil no ano passado. “Eu achava errada a postura do partido e me resguardei. Foram os piores meses da minha vida”, diz Cid, que acrescenta que esperava que a situação melhorasse após a eleição. Disputa pelo PDT no Ceará O novo racha entre os irmãos passa pela eleição municipal do ano que vem e também envolve o PT. Cid faz parte da ala do PDT que defende retomar as alianças com os petistas no estado para que eles apoiem um candidato pedetista à prefeitura de Fortaleza, hoje ocupada por José Sarto (PDT). Em troca, a sigla passaria a fazer parte oficialmente da base do governo de Elmano. Do outro lado, pedetistas mais próximos de Ciro, André Figueiredo e Roberto Cláudio preferem que o partido mantenha a independência do PT. Segundo aliados, um dos motivos para isso é que não ocorra a mesma briga da eleição passada, isto é, uma cisão no PDT porque petistas preferem um nome diferente do que quer o partido. Nos bastidores, a ala de Figueiredo, que também acumula o cargo de presidente interino do PDT nacional, afirma que a tentativa de Cid de controlar o diretório do Ceará não condiz com a posição do senador de não ter apoiado o candidato do próprio partido na eleição passada. A ofensiva tem sido vista como uma forma de transformar o PDT em um “puxadinho do PT”. Cid, por sua vez, nega com veemência a acusação e afirma que tem o apoio da maioria do diretório estadual para retomar a aliança. “Temos o apoio da maioria dos deputados e dos prefeitos. O André começou a tomar uma posição de oposição contra a vontade da maioria”, diz Cid, que completa: “Não estou pleiteando [a presidência do partido no estado] por capricho ou desejo”. Para resolver o impasse, a ala de Cid convocou uma reunião do PDT cearense para o dia 7 de julho. O ato, no entanto, foi questionado por adversários, que alegaram que o encontro não teria legitimidade. O senador, por sua vez, afirmou que a convocação teve a assinatura de mais de dois terços do diretório, respeitando o estatuto do partido. No meio da briga, pedetistas chegaram a falar que Cid sairia do partido. As suspeitas aumentaram após conversas que o senador teve com a presidente nacional do Podemos, a deputada federal Renata Abreu (SP). À Folha de S.Paulo, o parlamentar confirmou que chegou a ser

Brasil aplica 4 x 0 no Chile em último amistoso antes da Copa do Mundo feminina

Seleção embarca nesta segunda-feira (3) para o mundial na Austrália; despedida foi em clima de festa em Brasília A seleção brasileira feminina aplicou uma goleada contra o Chile, neste domingo (02), no Mané Garrincha, em Brasília, e embarca para a Copa do Mundo na Austrália e Nova Zelândia em clima de festa. O jogo terminou 4 a 0 para as brasileiras, com gols de Gabi Nunes, Duda Sampaio, Luana e Geyse. Cerca de 16 mil pessoas assistiram ao último amistoso. Marta, artilheira da seleção, entrou aos 29 minutos do segundo tempo, após pedidos da torcida. A treinadora Pia Sundhage planejou deixar a jogadora descansar, já que ela se recupera de uma lesão. Mas a treinadora acabou não resistindo aos gritos da arquibancada e chamou a goleadora para a reta final do jogo. A estreia do Brasil será no dia 24 de julho, às 08h (horário de Brasília), no estádio Hindmarsh, em Adelaide, na Austrália, contra a seleção do Panamá. O grupo ainda tem Jamaica e França. A seleção dessa vez embarca com nomes muito experientes no elenco, como a craque Marta, eleita seis vezes como melhor jogadora do mundo, e a goleira Bárbara. Mas também tem 11 atletas que vão disputar pela primeira vez uma Copa do Mundo Pia Sundhage, que já levou os Estados Unidos ao vice-campeonato mundial em 2011 e comandou também o time de seu país natal, a Suécia, chega pela primeira vez ao Mundial no comando do Brasil. Ao anunciar o nome das escolhidas, ela mostrou otimismo, e disse que o Brasil está entre as dez seleções que chegam com chance de conquistar o troféu Apoio presidencial Neste sábado(01), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva visitou o treinamento da seleção brasileira, no Mané Garrincha,  e defendeu maiores investimentos no futebol de feminino. Elogiou o trabalho da CBF no incentivo aos clubes femininos pelo país e afirmou que a expansão do futebol entre as mulheres precisa de mais divulgação. “Eu sonho que um dia o futebol feminino possa lotar os estádios como o futebol masculino. É um trabalho de politização da sociedade, é um trabalho de divulgação, é um trabalho de convencimento”, analisou. Lula também defendeu que o Brasil tem condições para sediar a Copa do Mundo de futebol feminino em 2027. Ele afirmou que o país tem estrutura para receber o tornei, e seria a mesma que foi utilizada na Copa do Mundo de 2014. O presidente disse que se sente frustrado com os acontecimentos que antecederam o mundial de 2014 aqui no Brasil. Naquela época, o país foi tomado por manifestações contra a realização do evento e as remoções das populações para execução de obras vinculadas ao projeto. “O ano de 2013 foi um inferno nesse país, e a Copa do Mundo foi banalizada, porque nem os patrocinadores divulgavam a Copa do Mundo corretamente. Foi uma Copa do Mundo sem ter clima, muito negativo. Tudo se dizia que havia corrupção nos estados, e não se provou corrupção. Já faz 10 anos que houve a Copa do Mundo, e em nenhum estado foi provado que houve corrupção, mas as denúncias aconteceram. Dessa vez parece que vai ser mais fácil, porque a gente não tem mais que gastar dinheiro para fazer estádio”

Bolsonaro inelegível enquanto Trump segue candidato, compara o New York Times

Deu no New York Times. O jornal americano compara a disparidade entre os sistemas políticos nos Estados e no Brasil. Por um lado, os ex-presidentes Jair Bolsonaro, do Brasil, e Donald Trump, dos Estados Unidos, compartilharam comportamentos notavelmente semelhantes após perderem as eleições, com alegações de fraude eleitoral e invasões de prédios do governo por seus apoiadores. No entanto, suas trajetórias políticas tiveram desfechos opostos. Enquanto Trump permanece uma figura influente e pode concorrer novamente à presidência, Bolsonaro foi barrado pelo tribunal eleitoral brasileiro pelo abuso de seu poder ao questionar a integridade do sistema de votação. Bolsonaro foi declarado inelegível pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 2030. Nos EUA, a Constituição não impede que um indivíduo concorra a um cargo mesmo quando acusado ou indiciado. Trump, embora enfrente acusações, pode oficialmente ser candidato à presidência em 2024. Por outro lado, no Brasil, a legislação estabelece que políticos que abusam de seus cargos podem ser temporariamente inelegíveis. Essa abordagem mais proativa dos tribunais brasileiros, em vez de deixar o destino nas mãos dos eleitores, deixou Bolsonaro inelegível – sem o direito de disputar um mandato político – pelo resto da década. Essa disparidade nas consequências reflete diferenças fundamentais entre os sistemas políticos e governamentais dos dois países. Nos Estados Unidos, as eleições são conduzidas pelos estados, com poucos obstáculos para a candidatura, permitindo que Trump persista como uma figura influente. Já no Brasil, as eleições são regidas pelo TSE, que impõe restrições aos candidatos, como vimos com Bolsonaro. O sistema político centralizado do Brasil também impediu que Bolsonaro travasse uma batalha prolongada sobre os resultados eleitorais, semelhante à experiência de Trump nos EUA. No Brasil, o sistema de votação eletrônica agiliza a contagem dos votos, e a autoridade eleitoral central declara rapidamente o vencedor, evitando a incerteza prolongada que ocorreu nos EUA após a eleição de 2020. Enquanto isso, o Brasil adotou uma abordagem mais agressiva contra a desinformação e teorias antidemocráticas, por meio de ações rigorosas dos tribunais. No entanto, essa postura centralizadora também gerou críticas por restringir a participação do eleitor e aumentar o poder dos juízes. Em última análise, apesar das semelhanças nas condutas de Bolsonaro e Trump, as diferentes estruturas políticas de seus países resultaram em resultados políticos contrastantes. O sistema dos EUA deixou o destino de Trump nas mãos dos eleitores, enquanto o sistema brasileiro agiu de forma mais assertiva para proteger a jovem democracia do país, segundo o jornal The New York Times.

É do Norte de Minas Gerais a primeira mulher negra indicada para o TSE

Políticos, juristas e acadêmicos de todo o país comemoraram a indicação de Lula da advogada Edilene Lobo,a pra a Corte Nascida em Taiobeiras, município da região Norte de Minas Gerais, Edilene Lobo é a primeira mulher negra a ocupar o cargo de ministra substituta do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A advogada foi indicada pelo presidente Lula (PT) e a decisão foi comunicada pelo ministro Alexandre de Moraes na terça-feira (27). Edilene é doutora em Direito Processual pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC Minas) e mestre em Direito pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Como pesquisadora, ela tem em seu currículo estudos sobre inclusão, direitos humanos, sexualidade, entre outros temas. Atualmente, atua como professora do curso de Direito da Universidade de Itaúna e como docente convidada da pós-graduação em Direito Eleitoral da PUC Minas. Em sua trajetória, Edilene também já publicou livros e atuou como advogada do Partido dos Trabalhadores. Em 2018, ela contribuiu com a campanha da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) ao Senado e, desde as últimas eleições, também atua como advogada da Federação Brasil da Esperança, composta pelo PT, PCdoB e PV. Edilene também faz parte da Academia Brasileira de Direito Eleitoral e Político (ABRADEP), que tem o objetivo de fomentar a democracia, a partir de debates sobre direito e política. Nas redes sociais, políticos, juristas e acadêmicos de todo o país comemoraram a indicação da advogada para a Corte. Uma das poucas parlamentares negras da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), Macaé Evaristo (PT) enfatizou a importância de Edilene ocupar o cargo. “Viva a Dra. Edilene Lobo! A primeira mulher negra da história na Corte Eleitoral brasileira é de Minas Gerais. Edilene é sinônimo de competência e seriedade. Com certeza fará um trabalho brilhante. Quando uma de nós avança, todas nós avançamos. Parabéns pela nomeação, ministra”, comemorou a deputada estadual.É

Zema posta frase de líder fascista Mussolini em rede social

Ao dar bom dia a seguidores neste sábado (1º), governador cita fala atribuída ao líder do Partido Nacional Fascista da Itália O governador Romeu Zema (Novo) compartilhou, neste sábado (1º), em uma rede social, uma frase do líder fascista Benito Mussolini (1883-1945). Mussolini, que liderou o Partido Nacional Fascista da Itália, foi primeiro-ministro entre 1922 e 1943. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi um dos principais aliados de Adolf Hitler quando a Itália, ao lado do Japão, integrou a aliança então conhecida como Potências do Eixo. Ao dar bom dia aos seguidores, Zema publicou o trecho “fomos os primeiros a afirmar que, quanto mais complexa se torna a civilização, mais se deve restringir a liberdade do indivíduo”. O governador, que, nessa sexta-feira (30), cumpriu agenda em Araxá e Tapira, no Alto Paranaíba, e, neste sábado, não tem agenda oficial. Corriqueiramente, Zema publica frases na rede social quando dá bom dia e boa noite aos seguidores. Na sexta, por exemplo, o governador havia citado o sacerdote britânico John Henry Newman (1801-1890). “O mal prega tolerância até que se torne dominante. A partir daí, ele procura silenciar o bem”, compartilhou Zema.

Venda de carros novos cresce 7,4% em junho com redução de preços

As vendas de veículos leves e pesados aceleraram na última semana de junho, que terminou com 189,5 mil unidades licenciadas. O resultado representa alta de 7,4% em comparação a maio. Os dados são baseados no Renavam (Registro Nacional de Veículos Automotores). Após um período de represamento nos registros de modelos zero-quilômetro, os emplacamentos ocorreram em grande volume. A alta se deve à redução dos preços devido ao programa de R$ 500 milhões em incentivos lançado pelo governo no início do mês. A estimativa era de que o plano teria duração de cerca de quatro meses, mas os recursos para os automóveis atingiram R$ 400 milhões em apenas duas semanas. Ao se considerar apenas os carros de passeio, que são o principal alvo da medida, as vendas tiveram alta de 11,4%. Foram emplacadas 142 mil unidades no último mês. As vendas diárias atingiram a média de 9.025 unidades em junho. Em maio, foram registrados 8.024 licenciamentos/dia Nesta sexta (30), ocorreu um pico: cerca de 30 mil veículos leves e pesados foram emplacados Brasil afora, o que confirma o represamento. Os descontos concedidos pelo plano do governo vão de R$ 2.000 a R$ 8.000, sendo aplicados sobre carros que custam até R$ 120 mil. Mas algumas montadoras oferecem promoções e bônus, além de lançar versões com preços mais em conta para se adequar à faixa proposta. Uma segunda rodada de benefícios prevê mais R$ 300 milhões, dessa vez incluindo as vendas para empresas, como as locadoras. Segundo Ciro Possobom, presidente da Volkswagen do Brasil, esse segmento representa aproximadamente 50% do mercado. A montadora está com os pátios lotados e teve que interromper a produção. O problema ocorreu devido à espera das empresas de locação, que aguardavam a liberação dos descontos. Com a retomada das vendas, o desafio é distribuir esses veículos pelo Brasil. No acumulado do ano, a comercialização de veículos leves e pesados registra alta de 8,8% em relação a 2022. O primeiro semestre terminou com 998,6 mil de unidades emplacadas. (Folhapress)

Por 5 a 2, TSE torna Jair Bolsonaro inelegível por oito anos

Ex-presidente só poderá voltar a disputar eleições em 2030; maioria da Corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) formou maioria nesta sexta-feira (30) para condenar o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e deixá-lo inelegível pelo prazo de oito anos. O voto decisivo foi dado pela ministra Cármen Lúcia. O placar final ficou em 5 a 2 pela condenação. Confirmada a condenação e a inelegibilidade, Bolsonaro ficará fora das eleições até 2030. A maioria da Corte entendeu que o ex-presidente cometeu abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação ao fazer uma reunião com embaixadores em julho de 2022 e atacar sem provas o sistema eleitoral. A ação foi apresentada pelo PDT. A defesa do ex-presidente poderá recorrer da decisão ao próprio TSE e ao Supremo Tribunal Federal (STF), mas o efeito da inelegibilidade é imediato. O advogado de Bolsonaro no caso, Tarcísio Vieira de Carvalho, já indicou que acionará o Supremo. Antes de recorrer ao STF, é preciso esgotar todas as possibilidades de recurso na Corte eleitoral. Assim, a condenação deverá ser contestada pelo chamado “embargo”. O instrumento não tem o potencial de alterar a decisão, e permite esclarecer eventuais contradições e obscuridades no acórdão. Também não serve para suspender o efeito de eventual decretação de inelegibilidade O recurso ao Supremo precisa, antes, ser apresentado ao TSE para verificação dos requisitos de sua admissibilidade. No STF, os três integrantes da Corte que participam do TSE (Moraes, Cármen e Nunes), ficam excluídos da distribuição do recurso. Ao fim, a iniciativa também tende a não prosperar. Isso porque quem dá a última palavra em temas eleitorais é o TSE. O Supremo avaliaria eventuais ofensas à Constituição no caso. Os três ministros do Supremo que atuam no TSE podem participar de um eventual julgamento no plenário. Julgamento O voto pela condenação e inelegibilidade de Bolsonaro foi apresentado pelo relator do caso, ministro Benedito Gonçalves, na terça-feira (27). Acompanharam o entendimento os ministros Floriano de Azevedo, André Ramos Tavares, Cármen Lúcia e Alexandre de Moraes. O ministro Raul Araújo e Nunes Marques divergiram, votando contra a condenação e a inelegibilidade de Bolsonaro. A ação contra o ex-presidente foi movida pelo PDT e contesta uma reunião realizada por Bolsonaro com embaixadores, em julho de 2022, no Palácio da Alvorada. Na ocasião, o então presidente fez ataques ao sistema eleitoral. O encontro foi transmitido pela TV Brasil e por perfis de Bolsonaro nas redes sociais. Voto A ministra Cármen Lúcia disse que as falas de Bolsonaro foram um ataque ao Poder Judiciário e integrantes do STF e TSE, além de ter tido caráter eleitoreiro. Os fatos, segundo a magistrada, são de gravidade pelo cargo de presidente da República e pelo uso da estrutura do governo. “Já estávamos a praticamente 3 meses das eleições. O primeiro investigado [Bolsonaro] repete as referências de desqualificação de Luiz Inácio Lula da Silva, que seria o adversário nas urnas. Houve agravos contundentes contra o Poder Judiciário, desqualificação do Poder Judiciário, ataque deliberado. Exposição de fatos que já tinham sido, objetiva e formalmente, profundamente refutados por este tribunal”. “Até mesmo a leitura dos autos mostra que sequer órgãos do executivo foram respeitados. Por norma expressa a organização desses eventos se dá, quando se trata de ato de governo, ao Itamaraty. O então ministro das Relações Exteriores, Carlos França, disse que não sabia, não participou”. Conforme Cármen Lúcia, a fala de Bolsonaro “Se tratou de monologo não qual se teve autopromoção”. “A crítica feita a qualquer servidor público acontece, e faz parte, o que não se pode é um servidor pública, em espaço público, com equipamento público e transmissão pública fazer achaques contra ministros do supremo como se não estivesse achacando a própria instituição – e a democracia é feita com um judiciário independente”. Segundo a ministra, os atos colocaram em risco a normalidade e legitimidade do processo eleitoral e a própria democracia. “Mas isto foi divulgado. Ou seja, com uso indevido dos meios de comunicação para solapar a confiabilidade de um processo sem o qual nós não teríamos sequer o Estado de Direito, porque a Constituição não se sustentaria”, declarou. Relator Ao votar para condenar Bolsonaro, na terça-feira (27), o ministro Benedito Gonçalves disse ter ficado comprovado abuso de poder político e uso indevido dos meios de comunicação pela reunião com embaixadores. Conforme o relator, as provas do processo apontam para a conclusão de que Bolsonaro “foi integral e pessoalmente responsável pela concepção intelectual do evento” com embaixadores. “Isso abrange desde a ideia de que a temática se inseria na competência da Presidência da República para conduzir relações exteriores — percepção distinta que externou o ex-chanceler ao conceituar a matéria como um tema interno — até a definição do conteúdo dos slides e a tônica da exposição — que parece ter sido lamentada pelo ex-chefe da Casa Civil”, afirmou. Benedito Gonçalves foi duro nas palavras usadas em seu voto. Ele disse que teorias conspiracionistas e mentiras de Bolsonaro não estão respaldadas na liberdade de expressão e que o ex-presidente usou as redes sociais para incitar dúvidas, insegurança, desconfiança e paranoia coletiva. Gonçalves afirmou ter ficado constatado que a estrutura e o serviço do Poder Executivo foram “rapidamente mobilizados para a viabilizar a reunião”. Para o relator, a magnitude do evento com embaixadores não se mede pelos custos da atividade Conforme o voto, os representantes estrangeiros que foram à reunião assistiram “por mais de uma hora” a uma apresentação em que Bolsonaro fez “elogios” a “si próprio e a seu governo”, críticas à atuação de servidores públicos, “ilações a respeito de ministros” do TSE, além de “supostas conspirações para que seu principal adversário viesse a ser eleito, exaltação às Forças Armadas, defesa de proposta de voto impresso, recusada pela Câmara dos Deputados quase um ano antes e alerta contra a inocuidade das missões de observação internacional”. “O improvável fio condutor de todos esses tópicos foi a afirmação de que houve manipulação de votos nas eleições de