Avião da Igreja Quadrangular é pego pela PF com 290 quilos de maconha

A carga ocupava todo o espaço disponível na aeronave e o forte cheiro que emanava do avião indicava que a maconha já estava presente há horas A Polícia Federal (PF) efetuou no último sábado (27), a prisão em flagrante de um indivíduo por tráfico interestadual de drogas. O suspeito foi detido no aeroporto de Belém, quando tentava transportar 290 quilos de skunk, uma forma concentrada de maconha, a bordo de um avião. Surpreendentemente, o Conselho Estadual da Igreja Quadrangular veio a público assumir a propriedade da aeronave apreendida. Em comunicado oficial, a igreja afirmou ter acionado a Polícia Federal assim que tomou conhecimento do conteúdo ilícito que seria transportado pelo suspeito. Agentes da PF foram informados sobre um carregamento de entorpecentes que tinha como destino a cidade de Petrolina, e agiram prontamente. O responsável pela droga foi abordado antes da decolagem, chegando a tentar fugir, mas foi capturado em seguida. Todo o espaço da aeronave A carga, que consistia em 290 quilos de skunk, ocupava todo o espaço disponível na aeronave, deixando apenas assentos para o piloto e um passageiro. O forte odor que emanava do avião indicava que a carga já estava presente há horas, aguardando a partida. Diante desse grave incidente, foi instaurado um inquérito para investigar minuciosamente os detalhes que envolvem o crime. O piloto foi liberado, uma vez que não foram encontradas evidências de sua participação no delito. Contudo, a aeronave e o celular do indivíduo detido foram apreendidos como parte das evidências. Avião da Igreja do Evangelho Quadrangular em Belém foi apreendido pela PF com 290kg de droga (skunk) no último dia 26. O caso está sendo abafado pela mídia!!!Via RomaNews pic.twitter.com/Hx59rZKQze — ???????? ???? (@mdpant25) May 29, 2023

Justiça Eleitoral cassa mandato de deputado de Crivella e o torna inelegível

 O ex-prefeito do Rio de Janeiro, Marcelo Crivella, durante entrevista coletiva sobre as manifestações dos taxistas. (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil) A Justiça Eleitoral determinou a cassação do mandato do deputado federal Marcelo Crivella, ex-prefeito do Rio de Janeiro. Ele é acusado de montar um esquema para impedir reportagens sobre a Saúde no Rio em período eleitoral. A juíza Márcia Capanema determinou que Crivella fique inelegível nos oito anos subsequentes à eleição municipal de 2020, além de pagar multa de R$ 433.290. A magistrada avaliou uma ação ajuizada pela coligação ‘É a vez do Povo’, do PT e PCdoB feita em 2020. Na peça, os proponentes acusam Crivella de “prática de abuso de poder de autoridade e conduta vedada a agente público em campanhas eleitorais, com base na Constituição. Segundo a coligação, ele montou um esquema para “monitorar e impedir a interlocução de cidadãos com profissionais de imprensa” com o intuito de barrar informações sobre o sistema de Saúde do Rio em período eleitoral. Crivella teria articulado servidores públicos municipais que ficaram conhecidos como Guardiões do Crivella. A acusação apontou quem seriam os integrantes do esquema, utilizados de maneira ilegal por Crivella. Ao dar a sentença, a juíza destacou que a decisão tinha “caráter pedagógico-preventivo” e também demonstrava o repúdio à “conduta moral e ilegal perpetrada”. Originalmente publicado por Brasil de Fato

Lula recebe presidentes de 10 países da América do Sul

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva reúne no Palácio do Itaramaty, na próxima terça-feira (30), presidente de sul-americanos de 10 países e um representante do governo do Peru. A atual presidente peruana Dina Boluarte, impossibilitada de comparecer, será representada pelo presidente do Conselho de Ministros, Alberto Otárola. Deverão participar do encontro os presidentes Alberto Fernández (Argentina), Luís Arce (Bolívia), Gabriel Boric (Chile), Gustavo Petro (Colômbia), Guillermo Lasso (Equador), Irfaan Ali (Guiana), Mário Abdo Benítez (Paraguai), Chan Santokhi (Suriname), Luís Lacalle Pou (Uruguai) e Nicolás Maduro (Venezuela). O evento terá duas sessões na terça, no Palácio do Itamaraty. Pela manhã, os convidados serão recebidos pelo Presidente Lula e, na sequência, proferirão discursos de abertura. Na parte da tarde, está prevista uma conversa mais informal, em formato reduzido, em que cada presidente será acompanhado pelo respectivo chanceler e apenas um ou dois assessores. À noite, os chefes de Estado e delegações participarão de um jantar oferecido pelo presidente Lula e pela primeira-dama Janja da Silva no Palácio da Alvorada. Diálogo Os líderes sul-americanos atenderam a um convite feito por Lula, que busca retomar a cooperação dentro do continente. Segundo a embaixadora Gisela Figueiredo Padovan, secretária de América Latina e Caribe do Ministério das Relações Exteriores, as principais pautas, além da integração, são em torno de questões comuns nas áreas de saúde, infraestrutura, energia, meio ambiente e combate ao crime organizado. “A ideia é retomar o diálogo e a cooperação com países sul-americanos. Identificar denominadores comuns. A região dispõe de capacidades que serão chaves no futuro da humanidade, como recursos naturais, água, minérios, área para produção de alimentos. Uma agenda concreta de cooperação pode ser iniciada imediatamente”, disse a embaixadora, durante um briefing sobre o encontro no Itamaraty. Com informações da Presidência da República

Erdogan vence segundo turno e é reeleito presidente da Turquia

Com vantagem apertada, o atual mandatário obteve 52% dos votos, superando o opositor Kemal Kilicdaroglu para conquistar seu terceiro mandato –  Reprodução Youtube O conservador Recep Tayyip Erdogan, atual presidente da Turquia e líder do Partido da Justiça e do Desenvolvimento, venceu o segundo turno das eleições no país, realizado neste domingo (28/05), conquistando sua segunda reeleição consecutiva. O triunfo de Erdogan foi tão apertado que só ocorreu quando havia 98% dos votos apurados, com o atual mandatário chegando a 26,8 milhões de votos, equivalentes a 52,12% do total, enquanto seu adversário, Kemal Kilicdaroglu, do Partido Republicano do Povo [de centro-esquerda], tinha 24,7 milhões, ou 47,88% Com a vitória, Erdogan garante seu terceiro mandato como presidente da Turquia, que durará até 2028. O conservador governa o país desde 2014, quando venceu sua primeira eleição. Vitória no interior O mapa eleitoral turco país não registrou muitas diferenças na comparação entre o primeiro e o segundo turnos, com Erdogan vencendo amplamente na maioria das províncias, mas Kilicdaroglu mostrando pequena vantagem nos principais centros urbanos, como Istambul e Ancara. No primeiro turno, Erdogan superou Kilicdaroglu em 51 das 81 províncias do país. No segundo turno, foram 52 vitórias regionais do presidente reeleito. A única diferença aconteceu em Hatay, no Sul do país, onde o primeiro turno terminou com Kilicdaroglu obtendo 48,08% contra 48,03% de Erdogan. No segundo turno, o atual presidente virou o jogo e ficou com 50,13%, contra 49,87% do opositor. Importância geopolítica As eleições na Turquia eram consideradas muito importantes para o cenário geopolítico atual. Erdogan é tido como um conservador nacionalista que não adere automaticamente às pressões dos Estados Unidos e do Ocidente. Um dos exemplos disso é o fato de que ele tem buscado manter uma posição neutra com relação à guerra entre Rússia e Ucrânia, apesar de seu país ser membro da Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN). Além disso, Erdogan tem sido resistente às intenções de Washington de aceitar Finlândia e Suécia como novos membros da aliança militar [o que só pode ser concretizado com aprovação unânime dos integrantes atuais]. Em contrapartida, o opositor Kilicdaroglu, embora seja líder de uma aliança de centro-esquerda, é defensor de um discurso que prega maior aproximação da Turquia com os países europeus. Alguns analistas consideravam que uma possível eleição de Kilicdaroglu poderia levar a Turquia a se tornar um novo aliado de Kiev, o que seria decisivo no confronto com Moscou, devido ao tamanho do país e sua posição estratégica. (*) BdF, com informações da agência turca Anadolu

Morre o cineasta montes-clarense Carlos Alberto Prates Correia

Entre os filmes de maior projeção do diretor, estão ‘Cabaré mineiro’ (1984) e ‘Noites do sertão’ (1984), estrelado por Débora Bloch e Tony Ramos – Em seus filmes, Carlos Alberto Prates Correia trazia elementos tradicionais da cultura mineira (foto: Acervo Estado de Minas) Morreu na noite de sábado (27/5), aos 82 anos, no Rio de Janeiro, o cineasta Carlos Alberto Prates Correia. Natural de Montes Claros, no Norte de Minas, ele foi um dos principais nomes do cinema mineiro das últimas décadas. Entre seus filmes de maior projeção, estão “Cabaré mineiro” (1980) e “Noites do sertão” (1984), estrelado por Débora Bloch e Tony Ramos. A causa da morte não foi divulgada. Correia se mudou jovem para Belo Horizonte. Na capital mineira, começou a trabalhar como crítico de cinema no extinto jornal Diário de Minas. No cinema, iniciou a carreira em 1965, auxiliando o diretor Joaquim Pedro de Andrade no filme “O padre e a moça”, estrelado por Paulo José, que, coincidentemente, também estava estreando no cinema. Na sequência, ainda na década de 1960, Correia reuniu alguns amigos e montou o Centro Mineiro de Cinema Experimental (Cemice), na capital mineira. Foi com esse grupo que ele produziu “O milagre de Lourdes” (1965), sobre um padre corrupto que, para fugir dos fiéis enfurecidos com sua má-conduta, se esconde em um dos bordéis da famigerada Rua Guaicurus – local até hoje conhecido pelo grande número de prostíbulos no Centro de Belo Horizonte. Em 1966, Correia se mudou para o Rio de Janeiro, local onde a produção cinematográfica vivia maior efervescência. De lá, dirigiu o episódio “Guilherme”, do filme “Os marginais” (1966), de Moisés Kendler, onde repetiu a dobradinha com Paulo José. Em 1969, voltou a trabalhar com o diretor Joaquim Pedro de Andrade e o ator Paulo José no clássico “Macunaíma”, no qual Correia foi assistente de direção. O primeiro filme precisamente dele foi “Crioulo doido” (1970). Ambientado em Sabará, o drama acompanha Florisberto (papel de Jorge Coutinho em um dos primeiros filmes brasileiros tendo um negro como protagonista), um alfaiate de origem humilde que sonha em ascender socialmente. Tentando alcançar esse objetivo, Felisberto acaba por se envolver em negócios escusos, como agiotagem e jogo do bicho. Embora questionáveis, as empreitadas dão certo e Felisberto vira um grande fazendeiro. No meio do caminho, ele encontra a interesseira Sebastiana (papel de Selma Caronezzi), que tenta surfar na propriedade de Felisberto para também ascender socialmente. Notícias sobre um “fim do mundo” iminente, contudo, deixam Felisberto transtornado, de modo que os planos de riqueza que ele tinha seguem outra direção, completamente diferente do que foi traçado inicialmente. Depois do lançamento de “Crioulo doido”, Correia trabalhou como produtor em “Os inconfidentes” (1972) e “Guerra conjugal” (1974), ambos de Joaquim Pedro, e “Vai trabalhar, vagabundo” (1973), de Hugo Carvana. Também trabalhou com Cacá Diegues nos longas “Quando o carnaval chegar” (1972) e “Joana Francesa” (1975). Entre o subemprego e a prostituição Só depois de todos esses projetos que ele rodaria seu segundo longa, “Perdida” (1976). Sobre uma mulher que está indecisa entre o subemprego e a prostituição. Na sequência, vieram “Cabaret Mineiro” e “Noites do sertão”. No primeiro, estrelado por Nelson Dantas, acompanha as andanças de um sertanejo pelo interior do norte de Minas Gerais. Pelo caminho, encontra mulheres marcantes e elementos típicos da região, como a culinária à base de pequi, danças tradicionais, a literatura de Guimarães Rosa, entre outros. O filme ganhou os principais prêmios do Festival de Gramado de 1981, entre eles os de Melhor Filme, Melhor Direção, Melhor Fotografia, Melhor Ator (Nelson Dantas), Melhor trilha sonora (Tavinho Moura) e Melhor atriz coadjuvante (Tânia Alves). No mesmo ano, adaptou a novela Buriti, de Guimarães Rosa, com o nome de “Noites do sertão”, estrelado por Débora Bloch e Tony Ramos. No final dos anos 1980, Correia rodou “Minas-Texas” (1989). A trama acompanhava a relação tumultuada entre uma jovem romântica (Andréa Beltrão) e um peão (José Dumont). “O Prates era um cineasta além de muito talentoso, com uma grande ligação com a cultura mineira. Ele sabia dirigir muito bem e tinha essa ligação profunda com Minas Gerais”, afirma o cineasta Helvécio Ratton, que foi produtor executivo de “Noites dos sertão”. “Ele tinha uma importância no cinema. O trabalho dele era muito autoral”, complementa Maria Tereza Correia, sobrinha do diretor. “Foi uma pessoa que sempre valorizou o cinema mineiro, desde o começo, quando participou do Centro Mineiro de Cinema Experimental. Ele teve um papel importante em vários filmes do cinema brasileiro”, emenda. Em 2007, Correia gravou seu último trabalho, o documentário “Castelar e Nelson Dantas no País dos Generais”. Carlos Alberto Prates Correia deixa a companheira, Margarida, e o filho, João. O corpo do diretor será cremado amanhã, no Rio de Janeiro, em cerimônia restrita à família. Via: Estado de Minas

Maio tem recorde de alertas de desmatamento no Cerrado

Em todo 2023, o total de áreas em alerta é de 2.800 km²; dados são consolidados pelo Monitoramento do Cerrado (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil Os primeiros dias de maio foram terríveis para o Cerrado. Nos primeiros 18 dias do mês foram registrados 627 quilômetros quadrados de áreas em alerta de desmatamento. Para o período, considerando a série histórica iniciada em 2018 pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), é a maior área com alertas. O tamanho equivale ao do município de Taubaté, em São Paulo. Segundo o Sistema de Detecção de Desmatamentos em Tempo Real (Deter), Bahia, Maranhão, Piauí e Tocantins tiveram o maior número de avisos, sendo Riachão Das Neves e São Desidério, na Bahia, e Mirador, no Maranhão, os municípios mais afetados. Em 2023, já são 2.800 quilômetros quadrados acumulados de alerta de desmatamento do Cerrado. Os números são consolidados pelo Projeto Monitoramento do Cerrado (Prodes), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), captados pelo Deter – sistema de alerta rápido para dar suporte à fiscalização e agilizar o combate a crimes ambientais. *Informações Agência Brasil. Edição Vermelho, Murilo da Silva

Eduardo Bolsonaro abriu empresa nos EUA com empresário golpista e divulgador de fake news

Firma foi aberta quando Jair Bolsonaro estava morando nos Estados Unidos – Foto: Reprodução: Redes Sociais Por Alice Maciel, Juliana Dal Piva, Laura Scofield – Agência Pública No período em que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) morou nos Estados Unidos, seu filho “03”, deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), abriu uma empresa no estado do Texas em sociedade com pessoas ligadas à disseminação de fake news no Brasil, que apoiaram os atos golpistas de 8 de janeiro e que passaram pelo governo do pai. É o que revela a investigação feita em uma aliança entre a Agência Pública, o UOL e o CLIP (Centro Latinoamericano de Investigação Jornalística) nos últimos cinco meses. Eduardo abriu uma empresa em 18 de março deste ano em sociedade com o influenciador Paulo Generoso – conhecido por compartilhar notícias falsas e por ter apoiado os atos golpistas – e com o ex-secretário nacional de fomento e incentivo à cultura no governo Bolsonaro, André Porciúncula. A firma Braz Global Holding LLC foi registrada por Generoso no endereço de sua casa, em Arlington. No mesmo local, outras duas empresas dos sócios de Eduardo na holding também foram abertas, mas sem seu nome. A reportagem procurou pessoalmente o deputado Eduardo Bolsonaro na Câmara no último dia 24. Questionado sobre a empresa, ele respondeu: “Por que vocês estão me investigando? Conhecendo um pouquinho do UOL e um pouquinho de vocês, eu prefiro não falar nada”. Indagado sobre as atividades da empresa, o parlamentar se esquivou novamente: “Não tem nada demais. Explicar o quê? Estou devendo alguma coisa?”. Ao final, o parlamentar afirmou, andando rápido pelo corredor em meio aos seguranças, que “não devia explicações” e citou o TSE sem sequer ser questionado. “Eu estou traficando droga? Eu estou roubando alguém? É corrupção?”, acrescentando que “falaria com o Tribunal Superior Eleitoral (TSE)”, se fosse chamado. Os demais sócios foram procurados, mas não retornaram até a última atualização desta reportagem. Braz Global Holding A reportagem obteve junto ao governo do Texas os documentos de registro da Braz Global Holding, mas neles não há informações sobre qual é o ramo do negócio. No mesmo local, em um curto espaço de tempo, Paulo Generoso abriu outras duas empresas: a Liber Group Brasil, em 13 de janeiro, e o Instituto Liberdade, em 8 de fevereiro. Nessas, Eduardo Bolsonaro não consta oficialmente como responsável, apenas Generoso, André Porciúncula e outra ex-servidora do governo Bolsonaro, Raquel Brugnera, apresentados como diretores. Raquel e Paulo Generoso são criadores do Movimento República de Curitiba, que surgiu em 2016 para apoiar a Operação Lava Jato. O movimento também defendeu a eleição do ex-presidente em 2018 e 2022. Com 1,2 milhão de seguidores, a página do grupo no Facebook espalhou notícias falsas sobre as urnas eletrônicas, a pandemia de Covid-19 e saiu em defesa dos atos golpistas. Paulo Generoso, inclusive, teve a conta no Twitter suspensa, em janeiro de 2023, após decisão judicial conforme marcado pela empresa na rede. Já André Porciúncula é chamado de “amigo” por Eduardo Bolsonaro no curso online “Formação essencial em política”. Porciúncula – que no governo Bolsonaro foi responsável por analisar e aprovar propostas para captação da Lei de Incentivo à Cultura, conhecida como Lei Rouanet – fala como especialista em arte e defende que a esquerda estaria tentando destruir a fé cristã, a beleza, a moralidade para implantar seus ideais políticos. Depois de derrotado nas urnas em outubro do ano passado, Jair Bolsonaro viajou para Miami, onde ficou de 30 de dezembro a 30 de março. Nesse período, Eduardo esteve ao menos três vezes nos EUA, em janeiro, fevereiro e março. Na última visita, ele participou de eventos da extrema direita americana ao lado de seu pai. Dias antes da Braz Global Holding ser registrada no Texas, em 5 de março, os dois falaram no CPAC, congresso conservador organizado pela União Conservadora Americana (ACU, na sigla em inglês), que aconteceu em Washington. Bolsonaro viajou aos EUA no fim de dezembro de 2022, depois de ter sido derrotado na eleição, e, na ocasião, transferiu U$ 135 mil (R$ 675 mil) para uma conta nos EUA. Tudo que ele declarou em conta para a Justiça Eleitoral brasileira, ao registrar sua candidatura meses antes, foi R$ 906 mil. O valor enviado aos EUA representa quase 75% do dinheiro líquido que o ex-presidente tinha em conta. A conta foi descoberta no âmbito das investigações da PF (Polícia Federal) sobre fraudes no cartão de vacinação de Bolsonaro e seus assessores. Do serviço público à sociedade com família Bolsonaro Na trama de empresas e sócios ligados a Eduardo Bolsonaro nos Estados Unidos, há outros dois personagens que foram empregados pela família Bolsonaro e seus aliados: André Porciúncula e Raquel Brugnera. Porcíncula foi o número dois da Secretaria de Cultura do governo Bolsonaro de 6 de agosto de 2020 a 31 de março de 2022. Ele deixou o cargo para se candidatar a deputado federal pelo estado da Bahia. Derrotado nas urnas, em 18 de outubro foi nomeado por Jair como secretário adjunto da Secretaria e, em 6 de dezembro, faltando menos de um mês para terminar o governo, virou o chefe da pasta. Em março deste ano, além de virar sócio da Braz Global Holding LLC, nos EUA, ele abriu no Brasil, a Spalla Consultoria, Marketing e Publicidade Ltda. A empresa foi registrada no Centro Empresarial Brasil 21 em Brasília, no mesmo prédio, mas quatro andares abaixo do escritório nacional do Partido Liberal. A reportagem foi até o endereço que consta na Receita Federal, onde funciona um coworking. Antes de entrar para a política, André Porciúncula era capitão da Polícia Militar da Bahia. Foi o emprego no governo federal que o despertou para o ramo, como o próprio explicou em uma aula em outro curso de Eduardo Bolsonaro do qual participou, chamado “O Brasil precisa saber” e disponível na plataforma de cursos “Formação Conservadora” e no canal de Youtube do deputado. “Comecei a entender como a cultura tinha sido sequestrada e transformada em um meio de ação revolucionário e isso me

Autor do pedido de CPMI do 8/1 incitou a invasão, conclui Polícia Federal

Deputado André Fernandes (PL) convocou ato e debochou da depredação do patrimônio público; hoje, ele integra a comissão de inquérito – Foto: Reprodução, TV Câmara  A PF concluiu que o deputado André Fernandes (PL; foto), autor e integrante da CPMI do 8 de janeiro, incitou a invasão às sedes dos Três Poderes naquele dia. A informação é do G1, publicada nesta quinta-feira (25), dia de abertura da CPMI Nas redes sociais, Fernandes convocou “ato contra governo Lula” na Praça dos Três Poderes na antevéspera, assim como publicou uma foto com a depredação da porte de um armário do gabinete do ministro Alexandre Moraes e a legenda “quem rir, vai preso“. Segundo a PF, o deboche da depredação demonstra que ele convocou o “ato” com a intenção da prática de vandalismo e de tentativa de golpe de Estado. “Depreende-se que ele coadunou com a depredação do patrimônio público praticada pela turba que se encontrava na Praça dos Três Poderes e conferiu ainda mais publicidade a ela (tendo em vista o alcance das suas redes sociais) restando, portanto, demonstrada sua real intenção com aquela primeira postagem, que era a de incitar a prática delituosa acima citada“, disse a polícia. Os investigadores classificaram a conduta criminosa de Fernandes como “incitação, pública, à prática de crime, qual seja, de tentar, com emprego de violência ou grave ameaça, abolir o Estado Democrático de Direito, impedindo ou restringindo o exercício”. Fernandes é alvo de investigação no STF a pedido da PGR.

Ogronegócio: pacote de maldades contra Marina Silva chega às licenças ambientais

Ruralistas e apoiadores no Congresso querem “depenar” ministério do Meio Ambiente; ministra reage: “ogronegócio” A ministra do Meio Ambiente, Marina Silva (Rede), avisou nesta quarta-feira (24), que estão “depenando” o seu ministério e ainda lembrou que “nem a ditadura fez isso”. As mudanças na estrutura da pasta propostas por Isnaldo Bulhões (MDB), relator da MP que reestrutura os ministérios, dá toda a razão para a ministra: A Agência Nacional de Águas, por exemplo, será transferida para o Ministério da Integração e Desenvolvimento Regional. A pasta, comandada pelo União Brasil, também deve assumir o controle da política nacional sobre recursos hídricos. O Cadastro Ambiental Rural será incorporado ao Ministério da Gestão. E a gestão dos resíduos sólidos ficará com o Ministério das Cidades, feudo do MDB de Bulhões. icenças ambientais Bulhões e os representantes do agronegócio no Congresso, no entanto, querem mais. A ideia agora é inserir no texto a possibilidade de as licenças ambientais poderem ser autorizadas por outros órgãos, como o Ministério de Minas e Energia. A ideia, de acordo com a coluna de Lauro Jardim, foi lançada por Isnaldo em conversas com alguns políticos. A Casa Civil, diz o jornalista, vai se movimentar para que este retrocesso não avance paras a votação em plenário. Ogronegócio Não à toa, Marina se referiu aos representantes do agronegócio nesta quarta-feira, em audiência na Câmara, como ‘ogronegócio’. “O governo vai apostar nessa transição [para agricultura de baixo carbono]. Para que a gente tire o agronegócio brasileiro da condição de ‘ogronegócio’”. Ao ser chamada a atenção pelo deputado Evair Vieira de Melo (PP-ES) , ela respondeu que se trata de uma minoria dos ruralistas. “Eu disse que nós temos o agronegócio e temos uma pequena parte que resiste a mudança, resiste as transformações que é o ‘ogronegócio’, mas eu não generalizei”. Ele ainda acusou Marina de querer “lacrar” na comissão. Ela então finalizou, sob aplausos: “Desculpa, deputado. Mas eu sou uma mulher preta, pobre, que chegou aqui porque ralou muito, não porque lacrou”, disse a ministra.

Polícia Federal vai investigar golpista da CPI do MST – Por Altamiro Borges*

A chamada CPI do MST – que visa esconder os podres dos agrotrogloditas, criminalizar os movimentos sociais e desgastar o governo Lula – já nasceu sob fortes questionamentos. Nesta terça-feira (23), a imprensa noticiou que Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a dar continuidade às investigações sobre participação do deputado federal Tenente Coronel Zucco (Republicanos-RS), presidente da Comissão Parlamentar de Inquérito, nos atos terroristas do fatídico 8 de janeiro em Brasília. Segundo matéria do site UOL, “o caso envolve a suspeita de patrocínio e incentivo aos atos golpistas no Rio Grande do Sul e em Brasília, após as eleições que deram a vitória ao presidente Lula contra Jair Bolsonaro (PL). O caso foi para o STF porque o deputado tem foro privilegiado. Em despacho, Moraes afirma que a notícia do suposto crime foi levada ao Ministério Público Federal, que decidiu enviar ao Supremo”. “Encaminhem-se os autos à Polícia Federal, para continuidade das investigações”, despachou o ministro do STF. Ligações com os agrotrogloditas O tenente-coronel Zucco foi apontado no ano passado pela polícia gaúcha como apoiador de acampamentos e outras manifestações antidemocráticas. Em uma postagem feita pelo então deputado estadual em frente ao Comando Militar do Sul, ele incentivava a ida dos golpistas ao local. O parlamentar é um reacionário convicto, com fortes ligações com os agrotrogloditas – inclusive com aqueles que foram denunciados por explorar trabalho análogo a escravidão no Estado. O fascistoide é um inimigo declarado do MST, a quem chama de “terrorista” e de “grupo criminoso travestido de movimento social”. “Ele tem como bandeira o conservadorismo e estreou na política em 2018, ao ser eleito deputado estadual no Rio Grande do Sul. Conforme conta em seu próprio site, o convite veio de Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Na ocasião, ele recebeu 166.747 votos. Zucco é amigo de Tarcísio de Freitas. E é próximo do atual governador de São Paulo há mais de 30 anos. Os dois se conheceram na Academia Militar das Agulhas Negras, a escola de ensino superior do Exército Brasileiro”, descreve a reportagem do site UOL. Trabalho escravo e trabalho infantil Já o imperdível site “De olho nos ruralistas” descreve nesta quarta-feira (24) outros crimes do deputado, o que retira qualquer legitimidade da chamada CPI do MST. Entre outras denúncias, ele comprova que “o tenente-coronel Zucco recebeu doação do fazendeiro Bruno Pires Xavier, condenado por manter 23 trabalhadores em condições degradantes em Mato Grosso; ele é apoiado pela Farsul, que minimizou o trabalho escravo em vinícolas e quer punições mais brandas para o trabalho infantil”. Vale conferir outros trechos da excelente reportagem: ***** “Antes de ser escolhido para presidir a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) sobre o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), o deputado Tenente-coronel Zucco (Republicanos-RS) era uma figura desconhecida na política nacional. Eleito em 2022 com apoio do movimento armamentista Proarmas – na mesma chapa do ex-vice-presidente e atual senador Hamilton Mourão –, o militar gaúcho havia estreado na política quatro anos antes, ao conquistar uma vaga no legislativo estadual em 2018”. “Ex-chefe de segurança de Lula e Dilma, Luciano Zucco foi o deputado estadual mais votado no Rio Grande do Sul, em grande parte pelo engajamento direto de Mourão e de Jair Bolsonaro – com quem acompanhou a apuração de 2018, em sua casa no Rio de Janeiro. Mas sua ascensão política também contou com um personagem mais obscuro. Um dos principais financiadores de Zucco naquele ano foi Bruno Pires Xavier. Segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o fazendeiro doou R$ 10 mil para a campanha do militar. Dona do Frigorífico Quatro Marcos, a família Xavier é alvo de diversas denúncias de crimes ambientais e trabalhistas. Ao todo, 324 trabalhadores foram resgatados de condições análogas à escravidão em imóveis rurais do grupo, durante cinco operações do Ministério Público do Trabalho (MPT)”. “Na Câmara, Zucco tenta honrar os compromissos com seus fiadores políticos. Em março de 2023, em meio ao escândalo de trabalho escravo nas vinícolas gaúchas, Zucco votou a favor da tramitação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que visa extinguir o MPT e a Justiça do Trabalho no Brasil. De autoria do ‘príncipe’ Luiz Philippe de Orléans e Bragança (PL-SP), o projeto contava com 66 assinaturas. O projeto envolveu também a Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), aliada de primeira hora do deputado bolsonarista”. “O financiamento de campanha não é a única ponta que liga Luciano Zucco ao universo agrário e a violações trabalhistas. Durante a campanha para a Câmara, em 2022, o representante da ‘bancada da bala’ se aproximou da ala ruralista através da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul). A relação teve início ainda em 2019, graças à proximidade de Zucco com Jair Bolsonaro… Em 2020, quando Zucco ainda era deputado estadual, a Farsul emitiu uma nota conjunta com outras entidades patronais atacando um projeto da deputada Luciana Genro (PSOL-RS) que previa impedir as atividades de empresas flagradas com trabalho infantil. Segundo o empresariado gaúcho, a punição traria reflexos negativos para o ‘ambiente de negócios’”. Blog do Miro