Senado aprova MP que reestrutura ministérios no limite do prazo

Proposta manteve estrutura definida pela Câmara, que retirou funções dos ministérios do Meio Ambiente e Povos Indígenas O governo federal conseguiu garantir que o Congresso Nacional validasse a Medida Provisória (MP) editada em janeiro que reorganizou a estrutura ministerial da Esplanada. A confirmação ocorreu nesta quinta-feira (1º), quando o Senado converteu o texto em lei, com 51 votos favoráveis e 19 contrários – além de uma abstenção. Os senadores não promoveram alterações na estrutura aprovada pela Câmara na noite desta quarta-feira (31). Apesar de ter mantido a estrutura básica organizada pelo governo Lula em janeiro, o relatório aprovado esvaziou as pastas do Meio Ambiente e dos Povos Originários. O segundo não terá mais competência formal para demarcar terras indígenas. O primeiro perdeu órgãos relacionados ao controle de recursos hídricos, resíduos sólidos e ao Cadastro Ambiental Rural (CAR). A conversão da MP em lei no último dia possível é o desfecho de uma tensão entre Planalto e Congresso, especialmente a Câmara. No ápice das tensões, Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara, chegou a ameaçar sutilmente o governo com a possibilidade de sequer votar o texto. Caso a medida caducasse, a Esplanada dos Ministérios voltaria a se organizar tal como no último dia de governo Bolsonaro (PL). Senadores e senadoras seguiram, com poucas exceções, as orientações partidárias em relação à MP. A única legenda na qual todos integrantes votaram contra a medida foi o Republicanos, já que nem o PL – partido de Jair Bolsonaro – conseguiu manter a coesão absoluta de sua bancada, com um senador, Zequinha Marinho (PA), endossando a medida. Do outro lado, apesar das orientações dos líderes, algumas poucas defecções ocorreram. Sérgio Moro (União Brasil-PR) e Marcos do Val (Podemos-ES), como de praxe, votaram contra o governo federal – e contra a orientação de suas legendas.
Mais de um ano após o fim da CPI, ninguém foi responsabilizado pelo desmonte da Cemig

Relatório da comissão aponta provas de irregularidades na gestão da estatal e pede indiciamento Brasil de Fato – Passado mais de um ano do encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nenhum encaminhamento foi tomado pelos órgãos de Justiça. A apuração, que durou oito meses e foi concluída em fevereiro de 2022, identificou uma série de irregularidades na condução da estatal. Entre os problemas encontrados, estão interferências do partido do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparelhamento, espionagem, peculato, contratações ilegais, corrupção passiva e sucessivas tentativas de desinvestimento na Cemig, visando a privatização da empresa. Extenso, o relatório final da CPI possui mais de 300 páginas e pede o indiciamento de 16 pessoas, incluindo o presidente da estatal Reynaldo Passanezi Filho, e a abertura de ações de improbidade administrativa para averiguar a postura de sociedades empresariais ou advocatícias. O documento foi entregue ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que foi recomendado a apresentar as denúncias. Porém, não se tem mais notícias sobre o andamento do processo. Questionado pela reportagem sobre quais medidas já haviam sido tomadas e quais o órgão ainda pretende tomar, o MPMG não respondeu até o fechamento desta matéria. Não tem justificativa para a demora Para o advogado Flávio Roesberg, que acompanhou de perto o desenvolvimento da comissão na ALMG, a demora para dar desdobramentos ao procedimento não tem justificativas, uma vez que os fatos encontrados estão embasados em provas. “Entendo que a apuração dos fatos pela CPI e suas respectivas recomendações encontram-se suficientemente fundamentadas e embasadas em provas convincentes da prática de atos ilegais graves que acarretam prejuízos ao interesse público”, avalia. Ele destaca que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) também está sob posse do relatório e que deveria analisar os fatos para a adoção das medidas cabíveis. Porém, procurado pela reportagem, o TCEMG respondeu que “não foi encontrado processo sobre esse tema” e que está “apurando internamente se há alguma ação de controle em execução ou prevista”. O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) Emerson Andrada afirma que, enquanto a sociedade mineira espera que os órgãos responsáveis tomem providências, a empresa e seus trabalhadores seguem sofrendo com o processo de desmonte. “É decepcionante. Não temos nenhum tipo de informação sobre os andamentos tomados pelo MPMG e pelo TCE. O que sabemos é que, logo após o resultado da CPI, Romeu Zema esteve na sede da Cemig, tranquilizando os gestores que foram incriminados no relatório de que não haveria grandes consequências para nenhum deles. Nós precisamos de providências que possam cessar a sangria interna que tem sido feita na empresa”, destaca. Edição: Larissa Costa
Moradores do “Minha Casa, Minha Vida” fizeram cursos de Informática e Confeitaria

A Prefeitura de Montes Claros, através da Diretoria de Habitação e Cidadania da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, realizou na noite dessa quarta-feira, 31, mais uma formatura dos cursos profissionalizantes de Informática e Confeitaria voltados para os moradores dos residenciais do programa habitacional “Minha Casa, Minha Vida”. Continue após a propaganda As duas turmas somaram, juntas, 65 alunos. Novas turmas serão formadas nos próximos dias. Participaram da solenidade de formatura representantes do Senac (ofertante do curso), o vice-prefeito de Montes Claro, Guilherme Guimarães, o secretário municipal de Desenvolvimento Social, Aurindo Ribeiro, servidores públicos municipais e familiares dos alunos. É importante destacar que mais de 1.100 vagas estão sendo ofertadas para os moradores dos residenciais Vitória I e II, Rio do Cedro, Montes Claros, Nova Suíça, Santos Dumont, Monte Sião I, II e IV e Minas Gerais. Nos próximos dias novas turmas serão formadas para a realização dos cursos de Informática, Maquiagem, Cabeleireiro, Confeitaria e Salgados. Os cursos terão aulas diárias, com carga horária de quatro horas, nos períodos matutino e vespertino, e três horas, no período noturno. Lembrando que a Prefeitura paga a passagem de ida e volta para os alunos assistirem as aulas. Em seu discurso, Aurindo Ribeiro destacou que “por determinação do prefeito Humberto Souto elaboramos esse projeto para que os moradores possam adquirir mais conhecimento, gerando emprego e renda. Agradeço aos moradores pelo empenho”. Guilherme Guimarães enfatizou que “essa qualificação vai levar mais conhecimento, para que eles tenham liberdade e autonomia para a prospecção de novos empreendimentos”. Maria Vitória Rodrigues Santos, 16 anos, é moradora do Residencial Rio do Cedro e foi uma das alunas formadas no curso de Informática. Ela contou que “participar do curso está proporcionando novos conhecimentos. Embora eu tivesse um pouco de conhecimento, não sabia fazer da forma correta. Aprendi a formatar diversos documentos e agora pretendo fazer novos cursos. É uma grande oportunidade para os moradores e não podemos desperdiçar, temos que aproveitar!”. Rafaela Cristine Ferreira de Sena, 32 anos, mora no Residencial Monte Sião há nove e participou do curso de Confeitaria. “Eu já tinha um gosto por essa área de Confeitaria. É uma grande oportunidade porque aprendemos na prática como fazer. Quem não está fazendo os cursos oferecidos pela Prefeitura de Montes Claros está perdendo uma grande oportunidade de agregar novos conhecimentos ao currículo”, afirma.
Presidente da Petrobrás acusa Globo de disparar fake news

Prates destacou que as informações da matéria sobre uma possível “exploração da Foz do Amazonas em seis meses” não existem – Jean Paul Prates e logo da Globo (Foto: Tomaz Silva/Agência Brasil | Reprodução) O presidente da Petrobrás, Jean Paul Prates, acusou o jornalismo da Rede Globo de promover fake news, após a jornalista Malu Gaspar publicar uma matéria baseada em “fontes do Conselho da Petrobras”. Prates destacou que as informações contidas na matéria sobre uma possível “exploração da Foz do Amazonas em seis meses” não existem. “Esta “notícia” (abaixo) NÃO É VERDADEIRA. Um dos problemas sérios que vamos ter que resolver urgentemente é o vazamento de informações e a invenção de notícias falsas atribuída a ‘fontes do Conselho da Petrobras’”, disse Paul. “Desde gestões anteriores vem um hábito despreocupado de vazar (sempre para os mesmos colunistas) tudo o que se discute no CA da Petrobrás, agora piorado por práticas de desinformação, falsidade ideológica, difamação e quebra de sigilo/distorção intencional de informação privilegiada”, destacou. O gestor ainda ponderou que “conselheiros serão alertados mais uma vez sobre isso e medidas já estão sendo tomadas para investigar esse tipo de prática. Colunistas que se alimentam dessas fontes, e cultivam o hábito de divulgar sem checar, também terão mais dificuldades a partir das medidas que serão tomadas. Esta “notícia” (abaixo) NÃO É VERDADEIRA. Um dos problemas sérios que vamos ter que resolver urgentemente é o vazamento de informações e a invenção de notícias falsas atribuída a “fontes do Conselho da Petrobras”. Desde gestões anteriores vem um hábito despreocupado de vazar… pic.twitter.com/sWuhz1cv82 — Jean Paul Prates (@jeanpaulprates) May 31, 2023
Presença de Moraes em Clube dos Oficiais de BH “não é bem recebida” entre militares

O anúncio da presença do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), no Clube dos Oficiais Militares Mineiros tem gerado manifestações contrárias de associados e militares que frequentam o local. A informação é do Estado de Minas. Moraes irá participar do evento “Encontro Nacional de Segurança nas Eleições”, promovido pelo Tribunal Regional Eleitoral de Minas Gerais (TRE-MG), na sexta-feira (2) e no sábado (3). Durante o evento, o magistrado irá discutir a segurança no processo de votação do país. O coronel da Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG), Edgard Soares, afirmou que a repercussão negativa sobre a presença do ministro é unânime dentro do clube. “A presença do ministro Alexandre de Moraes não é bem recebida pelos associados e pela oficialidade dos militares e deixa o próprio clube constrangido. Ele virou um ditador, um cara que suprime a liberdade de todo mundo, de jornalistas, de deputados. Alguém que prendeu o comandante da Polícia Militar de Brasília, que abusa do poder de estar no STF”, disparou. O coronel ainda disse que pediu ao TRE-ME, que alugou o auditório do Clube dos Oficiais para realizar as palestras e oficinas, para “desinfetarem” o espaço depois do evento. Para Soares, a escolha do Clube dos Oficiais para sediar o evento foi pensada pelo tribunal como uma forma de ampliar a segurança de Moraes. “O TRE fez uma jogada de mestre e jogou a segurança do evento em cima da PM. Eles sabem que o Alexandre de Moraes não é uma pessoa bem-quista e deram um jeito de envolver a polícia”, disse. Via DCM
O golpista Luciano Hang terá sigilo quebrado? Por Altamiro Borges

No início dos trabalhos da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) dos atos golpistas do 8 de janeiro, o senador Rogério Carvalho (PT-SE) apresentou pedido de quebra de sigilo contra o ricaço Luciano Hang. Para ele, o patético “Véio da Havan” ajudou a criar o clima para as ações terroristas em Brasília, com a invasão e a depredação dos prédios do Congresso Nacional, do Palácio do Planalto e do Supremo Tribunal Federal (STF). “Entendemos que há fortes indícios de que o empresário bolsonarista utilizou-se, em 2022 e 2023, de recursos próprios e das Lojas Havan (de sua propriedade) para o financiamento de inúmeras práticas antidemocráticas, que culminaram nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023”, argumentou o senador. Até sexta-feira (26), já tinham sido apresentados na CPMI do Golpe 48 pedidos de quebras de sigilo bancário e fiscal, que agora serão apreciados pelos 16 deputados federais e 16 senadores que compõem a comissão. Inelegível por oito anos Essa não foi a única notícia ruim recebida por Luciano Hang nos últimos dias. O bolsonarista até sumiu da mídia e escondeu suas roupas ridículas de “patriotário” para fugir dos holofotes e das investigações. Mas o passado o condena. No início de maio, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) cassou, por 5 votos a 2, o mandato do prefeito de Brusque (SC), Ari Vequi, por abuso de poder econômico na eleição municipal de 2020. Neste julgamento, os ministros também tornaram inelegível por oito anos o proprietário das lojas Havan. Em sua decisão, o presidente do TSE, ministro Alexandre de Moraes, afirmou que as condutas do prefeito e do empresário tornaram a disputa desigual. “Houve a utilização de toda a estrutura das lojas Havan na campanha eleitoral. Houve também flagrante e ostensiva quebra da igualdade das chances entre os candidatos”. Além do uso abusivo de suas lojas, o empresário financiou mensagens mentirosas sobre o pleito, “em uma tentativa de fazer confusão entre pessoa física e pessoa jurídica, colocando a força da empresa na cidade de Brusque contra a outra candidatura, inclusive com desinformação, com fake news e com várias notícias falsas, pedindo voto”. Já a ministra Cármen Lúcia justificou o seu voto contra o prefeito e o ricaço afirmando que as provas reunidas mostraram que “houve uma ação contínua para interferir na vontade do eleitor e que a legislação não permite impulsionamento negativo nas redes sociais para atacar adversário… Se cuida, aqui, sim, de um caso em que há abuso na atuação e a consequente quebra de isonomia entre os candidatos”. No maior cinismo, a defesa de Luciano Hang considerou que a decisão do TSE atentou contra “a sua liberdade de expressão, expondo aquilo que achava mais apropriado para que nossa cidade continuasse seguindo seu caminho”. Censura à música “Eu odeio o Véio da Havan” Curiosamente, nessa semana, o empresário bolsonarista entrou com um processo na Justiça para censurar a banda porto-alegrense “Punkzilla” pela música intitulada “Eu odeio o Véio da Van”, que foi lançada em 2020 e já teve mais de 130 mil execuções no Spotify. Segundo matéria do site g1 nesta quinta-feira (25), “a ação movida pelos seus advogados tramita no Tribunal de Justiça de Santa Catarina (TJSC) desde 11 de maio e classifica a letra da canção como ‘extremamente ofensiva e desrespeitosa’. Ela pede indenização de R$ 100 mil por danos morais e a retirada de circulação da música”. Ué! Cadê a tal “liberdade de expressão”? Antes que a música seja censurada – o que é uma possiblidade real, já que o empresário segue muito influente mesmo após a derrota eleitoral do seu “mito” e do fiasco do golpe fascista -, vale conferir a letra satírica: ***** Eu odeio o Véio da Van “Ei, véio da van Pra você o meu abraço mais fraterno Mentira, eu quero que você (se Ilumine) No poço mais fundo do inferno Eu odeio o véio da van Eu vou cuspir no véio da van Eu vou jogar um ovo no véio da van No véio da van, no véio da van Eu detesto o véio da van Vou dar um pescotapa no véio da van Ninguém gosta do véio da van Do véio da van, do véio da van Babaca, bobalhão Trouxa, senil Gagá, caloteiro Barbeiro, bobo Eu odeio o véio da van Eu vou cuspir no véio da van Eu vou jogar um ovo no véio da van No véio da van, no véio da van Como fala asneira, esse véio da van Eu vou cagar no véio da van Vai pro inferno, veio da van! Véio da van, véio da van Filho da mãe, escroto, demente Corno, decrépito, caduco Sem noção! Besta, canalha, tosco Nojento, boquinha de cemitério, abestado Sem moral, abobado, estupido Ignorante, mangolão, brocha Energúmeno, babaca Meia roda, panaca, seu bolha Bobalhão, bagaceiro, chinelão Cachorro da mulesta Salafrário, cara de caipora Vai se danar, paspalho Infeliz das costa oca, desgraçado Reaça malditinho Tá loco, tchê! Isso aí não dá pra querer Essa é a minha contribuição É pra mim mandar quem se fu…?” Blog do Moro
Estadão destaca “rocambolesca agonia” e “final melancólico” da Lava Jato

Em editorial publicado nesta segunda-feira (29), o jornal Estado de S. Paulo, que foi um dos maiores defensores da Lava Jato durante sua ascensão, destacou a “rocambolesca agonia” e o “final melancólico” da operação que, segundo o jornal, “decepcionou muitos brasileiros que depositaram na operação a esperança pelo resgate do princípio fundamental da República”. O Estadão trouxe toda a recente trama envolvendo a Lava Jato, desde o comando do juiz Eduardo Appio na 13.ª Vara Federal de Curitiba, ao seu afastamento, as ações que revogaram decisões de Sergio Moro sobre o advogado Rodrigo Tacla Duran e depois a anulação dessas revogações pelo desembargador Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), que pediu afastamento dos processos após virem a público seus laços com a família Moro. Com o afastamento de Appio, os casos remanescentes da operação passaram para as mãos da juíza substituta Gabriela Hardt, a qual o Estadão diz que “se mostrou incapaz do cuidado mais comezinho que se espera de um julgador: saber quem está julgando. A magistrada, vale lembrar, tratou como sendo pessoas distintas José Aldemário Pinheiro Filho e ‘Léo Pinheiro’, apelido pelo qual o ex-presidente da OAS é conhecido”. Leia alguns trechos: O roteiro da agonia da Lava Jato é digno de uma novela de baixo orçamento. Veja-se o que ocorre agora na 13.ª Vara Federal de Curitiba, que durante o período áureo da operação anticorrupção foi transformada em uma espécie de “Tribunal Oficial do Brasil” e hoje oferece ao País um lastimável show de horrores. (…) Até outro dia, a 13.ª Vara Federal estava sob a chefia do juiz Eduardo Appio. Declarado simpatizante do presidente Lula da Silva e crítico da Lava Jato, Appio revogou algumas decisões que Sérgio Moro tomou quando esteve à frente daquele juízo, entre as quais uma ordem de prisão contra Rodrigo Tacla Duran, advogado acusado de ser operador de transações financeiras ilegais da Odebrecht. Tacla Duran, que vive fora do País há alguns anos, acusa Moro e Deltan Dallagnol de terem exigido substancial soma em dinheiro para o livrarem da cadeia. Ou seja, teriam praticado extorsão. Em meados de abril, o desembargador Marcelo Malucelli, do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), anulou o despacho de Appio revogando a prisão de Tacla Duran e ordenou que o advogado fosse preso, tal como Moro havia feito em 2016. Malucelli era o relator dos processos da Lava Jato no TRF-4 até pedir seu afastamento por suspeição após terem vindo a público seus laços com a família Moro. Para piorar, Appio foi substituído na 13.ª Vara Federal pela juíza Gabriela Hardt, a mesma que em uma de suas sentenças no âmbito da Lava Jato se mostrou incapaz do cuidado mais comezinho que se espera de um julgador: saber quem está julgando. A magistrada, vale lembrar, tratou como sendo pessoas distintas José Aldemário Pinheiro Filho e “Léo Pinheiro”, apelido pelo qual o ex-presidente da OAS é conhecido. (…) Tal foi o desserviço prestado por essa turma que hoje delinquentes posam como supostas vítimas dos erros cometidos pela força-tarefa com a maior desfaçatez e levam muitos brasileiros de boa-fé a acreditar que eles possam estar dizendo a verdade. A Lava Jato, hoje se sabe, padeceu de um terrível vício de origem, o desabrido desrespeito ao princípio do devido processo legal, que selou seu destino. Direitos fundamentais foram solapados pela sanha punitiva e pela agenda política de muitos servidores ligados à operação, principalmente suas duas maiores estrelas. Ao se apropriarem de uma ação oficial do Estado como plataforma de lançamento de seus projetos particulares, esses agentes públicos, a um só tempo, feriram de morte a Lava Jato e decepcionaram muitos brasileiros que depositaram na operação a esperança pelo resgate do princípio fundamental da República, a igualdade de todos perante a lei, do fosso das grandes desilusões nacionais.
44 ANOS DE CULTURA E ARTE – Tino Gomes deu show no aniversário do Centro Cultural

Uma grande multidão compareceu à Praça da Matriz nesta sexta, 26, para participar das comemorações pelo 44º aniversário do Centro Cultural Hermes de Paula. Para marcar tão importante data, a Prefeitura de Montes Claros promoveu um grande show ao ar livre, bem em frente ao Centro Cultural, com o cantor montes-clarense Tino Gomes apresentando ao público o espetáculo musical “Catrumano”. Presente ao evento, o vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, declarou ser “muito gratificante estar aqui nesse momento, nessa bela noite, ao lado do nosso Centro Cultural de grande história, recebendo Tino Gomes. Isso demonstra que Montes Claros é uma cidade cada vez mais acolhedora, alegre, amigável e feliz”. “Muito feliz pelo convite da Prefeitura de participar dos 44 anos do Centro Cultural, que eu inaugurei. Acho importantíssimo, porque Montes Claros é um celeiro de talentos, e o Centro Cultural é o formador desses talentos. Viva Doutor Hermes de Paula!”, exclamou Tino Gomes. CENTRO CULTURAL – O Centro Cultural Hermes de Paula é composto pela Galeria de Artes Godofredo Guedes, pelo Teatro Municipal Cândido Canela e pela Biblioteca Pública Municipal Dr. Antônio Teixeira de Carvalho. A Galeria de Artes Godofredo Guedes é um lugar onde são expostas as mais variadas manifestações artísticas em forma de telas, esculturas e materiais fotográficos de renomados artistas. Nas tradicionais Festas de Agosto, por exemplo, o espaço costuma receber obras e fotos que valorizam as manifestações dos catopês, marujos e caboclinhos. O Teatro Municipal Cândido Canela é outro ambiente que respira cultura. Para incentivar a ida da população ao teatro, as atrações costumam ser a preços populares. A Biblioteca Pública Dr. Antônio Teixeira de Carvalho é um ambiente onde o conhecimento e os saberes estão sempre presentes. O espaço conta com um acervo de mais de 70 mil livros catalogados, entre obras literárias e acadêmicas. A biblioteca também oferece um acervo audiovisual, que auxilia os estudantes em suas pesquisas. Dentro das dependências da Biblioteca há um espaço onde ficam expostas, todos os dias, poesias de vários artistas convidados: o famoso Painel Permanente de Poesia Juca Silva Neto. TINO GOMES – Natural de Montes Claros, o contato de Tino com a música e com a arte vem desde a mais tenra idade. Dos 10 aos 16 anos, período em que foi seminarista, cantava no coro e atuava no teatro da instituição religiosa, fazendo dramas e comédias. Ainda adolescente, já fora do Seminário, montou sua primeira banda de rock, intitulada “The Wilds”. Com ela, se apresentava nos bailes da cidade. Tino fundou, junto com mais três atores (Charles Boavista, Ângela Linhares e Eliane Steves), o “Grupo Raízes”, cuja proposta era fortalecer a música regional do Brasil. A ligação de Tino Gomes com o Centro Cultural é muito grande, já que ele participou da inauguração do local, em 1979. Acom/Prefeitura de Montes Claros
Abel Ferreira arranca celular de repórter da Globo e tenta apagar imagens

A cena ocorreu enquanto o diretor executivo Anderson Barros, do Palmeiras, questionava o quarto árbitro Ronei Cândido sobre o gol de Rony anulado Abel Ferreira, técnico do Palmeiras, teve um desvario fascista após o empate do seu time com o Atlético-MG, por 1 a 1, neste domingo, no Mineirão. Ele tomou o celular da mão do repórter Pedro Spinelli, da TV Globo, quando fazia um registro na parte interna do estádio, e tentou apagar um vídeo em que ele tentou presentear o membro da equipe de arbitragem com uma camisa do Palmeiras. O árbitro recusou a oferta. A cena ocorreu enquanto o diretor executivo Anderson Barros, do Palmeiras, questionava o quarto árbitro Ronei Cândido sobre o gol de Rony anulado. Ronei ainda tentou fazer com que o técnico conduzisse Anderson Barros para o vestiário para encerrar as queixas à equipe de arbitragem. Sem gostar da postura, o dirigente foi em direção ao quarto árbitro para tentar prosseguir com o debate, que ocorria de forma educada. Ao ver jornalistas registrando as cenas, Abel Ferreira tomou o celular das mãos do repórter Pedro Spinelli, da TV Globo, e tentou apagar o registro. Críticas ao futebol brasileiro Logo em seguida, Abel Ferreira ficou ainda mais irritado ao perceber que a reportagem da Itatiaia havia flagrado o seu gesto desrespeitoso. O treinador do Palmeiras, então, acusou o jornalista de ser o culpado de “o futebol brasileiro estar assim”. Desculpas Na coletiva após o jogo, Abel Ferreira pediu desculpas por ter excedido e tratou o episódio como “coisas que se passam”: “Fazer um esclarecimento, uma vez que todo mundo aqui gosta de transformar um copo d’água em uma tempestade. Passou-se aqui uma discussão, uma confusão ali no túnel, entre nosso diretor esportivo e um dos assistentes da arbitragem. E tinha ali, não sei se repórteres, a filmarem tudo. Eu peço desculpas se me excedi. São coisas do futebol, isso é muito nosso, mas infelizmente hoje todos têm câmeras. Peço desculpas se me excedi. Há coisas que a imprensa não tem que saber. Mas antes que vire uma tempestade, são coisas que se passam, então essa introdução, esclarecimento”. Com informações da Rádio Itatiaia
Montes Claros entrega primeira regularização fundiária do REURB

A Prefeitura de Montes Claros entregou na tarde da última quinta-feira, 25, o primeiro título de regularização fundiária dentro do programa REURB (REGULARIZAÇÃO FUNDIÁRIA URBANA). Nos próximos dias, mais de 140 proprietários de terrenos do bairro Canelas também serão beneficiados. Miramar de Jesus Pereira Oliveira, moradora da Vila Regina há mais de 30 anos, foi a primeira beneficiada. Além dela, participaram da solenidade de entrega o vice-prefeito de Montes Claros, Guilherme Guimarães, o secretário municipal de Infraestrutura e Planejamento Urbano, Vanderlino Silveira, e o Presidente da Comissão de Regularização Fundiária, Melquiades Ferreira de Oliveira. O vice-prefeito destacou que “é com muita satisfação e gratidão que estamos entregando o primeiro termo de regularização fundiária do município de Montes Claros. Com essa documentação a moradora pode ir em um cartório e conseguir a escritura do imóvel, garantindo que ele seja dela. É importante ressaltar que todo esse trabalho foi realizado com a integração de diversas secretarias e o importante apoio da Procuradoria Jurídica”. “Conseguir a regularização é um antigo sonho. Venho lutando há anos pra conseguir esse benefício. E, hoje, agradeço a Deus e à Administração por executar a lei para beneficiar aqueles que mais precisam”, afirmou a moradora. REURB – A Regularização Fundiária Urbana abrange medidas jurídicas, urbanísticas, ambientais e sociais destinadas à incorporação dos núcleos urbanos informais ao ordenamento territorial urbano e à titulação de seus ocupantes. A regularização tem por objetivo principal ampliar o acesso à terra urbanizada pela população de baixa renda, de modo a priorizar a permanência dos ocupantes nos próprios núcleos urbanos informais regularizados e promover a integração social e a geração de emprego e renda. Ascom/Prefeitura de Montes Claros