STF inicia o terceiro julgamento de envolvidos nos atos de 8 de Janeiro

Tribunal analisa, até o dia 8 de maio, o caso de mais 250 pessoas envolvidas nos atos de terrorismo em Brasília; Moraes, relator, já depositou sem voto para receber as denúncias. O Supremo Tribunal Federal (STF) iniciou, na madrugada desta quarta-feira 3, o terceiro julgamento de envolvidos nos atos golpistas de 8 de Janeiro, em Brasília. O grupo alvo do tribunal nesta ocasião reúne 250 presos pelos atos de vandalismo. Até o momento, apenas Alexandre de Moraes, relator do caso, votou. Assim como nos dois primeiros julgamentos, o ministro depositou sua posição favorável ao recebimento das denúncias apresentadas pela Procuradoria-Geral da República. Os demais ministros têm até o dia 8 de maio para expressarem suas posições no plenário virtual. Se a maioria dos ministros aceitar as denúncias, os acusados passarão a responder a uma ação penal e se tornam réus no processo. Eles deverão responder pelos crimes de associação criminosa armada, abolição violenta do Estado democrático de direito, golpe de estado, dano qualificado e incitação ao crime. Até o momento, 300 investigados se tornaram réus pelo STF nos dois primeiros julgamentos. Nas duas ocasiões, apenas André Mendonça e Kassio Nunes Marques, ministros indicados pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao tribunal, divergiram integral ou parcialmente do relator. Com a leva que está na mira do tribunal nesta quarta-feira, chega a 550 o número de envolvidos com casos avaliados ou em avaliação. Após o encerramento do julgamento, restarão cerca de 850 denunciados pela PGR para serem julgados. Presos Conforme levantamento do STF, das 1,4 mil pessoas que foram presas no dia dos ataques, 294 continuam no sistema penitenciário do Distrito Federal. Destas, 86 são mulheres e 208 homens. Os demais já foram soltos – com restrições – por não representarem mais riscos à sociedade e às investigações. (Com informações de Agência Brasil)
Operação conjunta combate esquema de sonegação fiscal

Microempresas e MEIs são alvos do Ministério Público, Receita Estadual e Polícia Militar – Uma das empresas envolvidas na investigação possui débito de ICMS superior a R$ 1 milhão (Receita Estadual / Divulgação) Da Agência Minas Uma força-tarefa composta pelo Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), Receita Estadual e Polícia Militar de Minas Gerais (PMMG) deflagrou, nas primeiras horas desta quarta-feira (3/5), a operação Ostentare, que busca combater o crime de sonegação fiscal no Norte de Minas. Foram cumpridos mandados judiciais de busca e apreensão em seis alvos, sendo cinco empresas comerciais varejistas de artigos do vestuário e acessórios e uma residência de duas pessoas físicas. Todo o material apreendido será analisado para apuração da sonegação tributária e responsabilização criminal dos envolvidos. As primeiras investigações foram motivadas pelo recebimento de valores milionários detectados em cruzamento de dados (malhas fiscais), por diversos CPFs e microempreendedores individuais (MEIs). De acordo com a delegada fiscal da Receita Estadual em Montes Claros, Cássia Simony, o esquema consiste na utilização de CPFs e constituição de diversas empresas, inclusive MEIs, para a prática da fraude tributária. “Algumas dessas empresas funcionam no mesmo endereço, com mesmo nome comercial, em nome dos reais proprietários e de interpostas pessoas, os chamados laranjas. A prática entre elas é a venda sem emissão de documentos fiscais”, explica a delegada fiscal. A rede de lojas opera também com vendas pelo sistema e-commerce. Uma das empresas envolvidas na investigação já possui débito de ICMS superior a R$ 1 milhão, que não vem sendo honrado. Com as provas apreendidas durante a operação, novos créditos tributários devem ser constituídos, podendo aumentar ainda mais o valor devido pela empresa. Ostentare O nome da operação, Ostentare, que significa “mostrar com muito excesso realizações e posses”, faz referência à ostentação do grupo nas redes sociais, divulgando grande estoque de mercadorias, construções e inaugurações de lojas de luxo em toda a região Norte de Minas. Participam da operação 17 servidores da Receita Estadual, um promotor de Justiça e um servidor do MPMG, além de 12 policiais militares.
Concurseiros têm mais de 2.270 vagas disponíveis em Minas

Salários ultrapassam os R$ 11,9 mil; Secretaria de Educação deve ter nova seleção neste ano Da Agência Minas O Governo de Minas tem mais de 2.270 oportunidades de ocupação para trabalhadores interessados em ingressar na máquina pública e em hospitais ligados ao Executivo estadual. As seleções dos candidatos estão sendo feitas por meio de concursos públicos e processos seletivos simplificados. Confira: IPSEMG Publicado em fevereiro deste ano, o edital do concurso do Ipsemg está com inscrições abertas até o dia 16/5. São disponibilizadas 280 vagas para médicos, analistas e técnicos de seguridade social. Os salários variam de R$ 1.186,24 a R$ 5.897,08. Serão selecionados para atuar em Belo Horizonte médicos nas áreas de anestesiologia, clínica geral, ginecologia e obstetrícia e terapia intensiva, além de profissionais das áreas enfermagem, biomedicina, fisioterapia, fonoaudiologia, técnico em radiologia, terapia ocupacional, farmácia, nutrição, odontologia, psicologia e serviço social. O valor da taxa de inscrição para os cargos de analista de seguridade social e técnico de seguridade social é R$ 50. Já para médico e analista de seguridade social sobe para R$ 55. DEFESA SANITÁRIA Já o Instituto Mineiro de Agropecuária tem 132 oportunidades para os mineiros. O processo de seleção, via concurso público, está aberto também até o dia 16/5, com oportunidades de vagas para as carreiras de fiscal agropecuário (médico veterinário e engenheiro agrônomo), fiscal assistente agropecuário (ensino médio ou curso de educação profissional de ensino médio) e assistente de gestão de defesa agropecuária (ensino médio). Os salários variam de R$ 1.453,58 a R$ 3.283,49. O valor da taxa de inscrição para todos os cargos é de R$ 36,25. ÁREA HOSPITALAR A Fhemig publicou também o edital para realização de um novo concurso público. São 1.822 vagas no total, sendo 319 para as carreiras de analista (nível superior), 557 para médicos, 741 para profissionais de enfermagem (níveis superior e técnico) e 205 para técnicos operacionais de saúde (níveis médio e técnico). As inscrições terão início a partir das 16h do dia 20/6 e seguem até as 16h do dia 25/7. O valor da taxa é de R$135 para o cargo de médico; R$100 para os de analista e de profissional de enfermagem de nível superior; e R$75 para os cargos de técnico e auxiliar administrativo. O edital pode ser conferido nos sites da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e no da própria Fhemig. PROCESSOS SIMPLIFICADOS A Fhemig está também com processos seletivos simplificados para 30 vagas em Belo Horizonte e em Sabará, na Grande BH. As oportunidades são para os complexos de Especialidades (hospitais Júlia Kubitschek e Alberto Cavalcanti) e de Urgência e Emergência (hospitais João XXIII, João Paulo II e Maria Amélia Lins), para os hospitais Eduardo de Menezes e Cristiano Machado e também para o MG Transplantes. No Complexo Hospitalar de Especialidades as inscrições vão até 2/5, assim como no Hospital Cristiano Machado, em Sabará. Já no Hospital Eduardo de Menezes e Complexo Hospitalar de Urgência e Emergência se encerram no dia 3/5. Os interessados têm até o dia 4/5 para concorrerem à vaga de auxiliar administrativo do MG Transplantes. Há ainda mais três vagas para a Administração Central da Fhemig e mais sete para o Complexo Hospitalar de Barbacena. EDUCAÇÃO Além da autorização do governador Romeu Zema para nomear 5 mil candidatos excedentes do concurso de 2017 na área de educação, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) já definiu a Fundação Getúlio Vargas (FGV) como a banca organizadora de um novo certame, cujo edital deve sair ainda em maio deste ano. Ao todo, estão previstas 19.878 vagas. Segundo informações da própria SEE, estão previstas 13.121 vagas para professor de educação básica, 3.393 para assistente técnico de educação básica, 1.656 de especialistas em educação básica, além de oportunidades para técnico de educação (311), analista educacional (407); analista educacional, na função de inspetor escolar (438) e analista de educação básica (552).
Instituto de Matemática abre inscrições para Olimpíada Mirim

Competição é voltada a alunos do ensino fundamental – (Tânia Rêgo/ Agência Brasil) O Instituto de Matemática Pura e Aplicada (Impa) está com inscrições abertas para a 2ª Olimpíada Mirim (OBMEP), competição voltada a alunos do 2º ao 5º ano do ensino fundamental. Este ano, a novidade foi a inclusão de escolas particulares, depois do sucesso da primeira edição, quando participaram 2,7 milhões de estudantes de escolas públicas. As inscrições podem ser feitas pelas instituições de ensino ou secretarias de Educação até 16 de junho, no site da competição. O diretor adjunto do Impa e coordenador-geral da Olimpíada Brasileira de Matemática, Claudio Landim, disse que o objetivo é usar propostas lúdicas e criativas para transformar a relação das crianças com a matéria. Acrescentou que esta segunda edição traz muitos desafios, entre eles despertar o interesse das crianças pela matéria, envolver os professores dos primeiros anos do ensino fundamental, além de ampliar a participação das escolas. “Este ano, convidamos pela primeira vez os colégios privados para esta festa da matemática”, afirmou o coordenador. Segundo Landim, a inclusão das escolas privadas permite que um número maior de alunos tenha acesso a material didático que estimula o raciocínio lógico, a exemplo do que já acontece com a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP) que, desde 2017, conta com a participação das instituições particulares. Fases A Olimpíada Mirim-OBMEP será realizada em duas fases, que serão aplicadas pelas escolas. A primeira está marcada para 28 de agosto e consiste em prova classificatória, composta de 15 questões de múltipla escolha. Os estudantes classificados nessa etapa poderão participar da segunda, no dia 9 de novembro, também com 15 questões objetivas. O conteúdo das provas corresponde ao grau de escolaridade dos alunos, que são divididos nos níveis Mirim 1 (2º e 3º anos do ensino fundamental) e Mirim 2 (4º e 5º anos do ensino fundamental). Aos melhores classificados serão dados certificados digitais correspondentes a medalhas de ouro, prata e bronze. Claudio Landim lembrou que as inscrições devem ser feitas exclusivamente pelas escolas públicas municipais, estaduais, federais, secretarias de Educação e escolas privadas. O responsável pela candidatura deve informar o número total de alunos participantes por nível (Mirim 1 e Mirim 2), mas não é necessário inscrever nominalmente cada estudante. A inscrição das escolas públicas é gratuita; já as particulares têm que pagar taxa de inscrição. A Olimpíada Mirim-OBMEP é realizada pelo Impa com o poio da B3 Social, da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), além da Sociedade Brasileira de Matemática (SBM). A competição é promovida pelos ministérios da Ciência, Tecnologia e Inovação e da Educação.
Cerco a Bolsonaro se fecha e ele terá de ajustar contas com a Justiça

Parlamentares avaliam que a situação dele é cada vez mais crítica. “O destino de quem comete crimes é numa hora se encontrar com a Justiça”, diz o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA) Deputados e senadores avaliaram como crítica a situação de Bolsonaro que nesta quarta-feira (3) recebeu agentes da Polícia Federal (PF) na porta da sua casa num condomínio do Jardim Botânico, em Brasília. O ex-presidente e a ex-primeira-dama Michele Bolsonaro tiveram os celulares apreendidos na operação Verine, que investiga suposta fraude no cartão de vacina do casal e da filha Laura Bolsonaro. Foram cumpridos 16 mandados de busca e apreensão e seis mandados de prisão preventiva em Brasília e no Rio de Janeiro. De acordo com a PF, houve uma associação criminosa para inserir falsas informações relativas à vacinação contra a covid-19 no Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SI-PNI), do Ministério da Saúde, e na Rede Nacional de Dados em Saúde (Rnds). “Conspirar contra a saúde pública é uma corrupção gravíssima”, afirmou o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, durante reunião nesta quarta-feira da Comissão de Fiscalização Financeira e Controle da Câmara dos Deputados. Desde quando chegou dos Estados Unidos, onde se autoexilou, Bolsonaro já depôs duas vezes à PF: a primeira no caso dos atos golpistas do 8/1 e depois no desvio das joias sauditas. Nesta quarta-feira, outro depoimento estava marcado quando ele foi surpreendido na operação de busca e apreensão. Repercussão “Bolsonaro e sua turma desdenharam a saúde, as leis, a Constituição, o povo brasileiro. O destino de quem comete crimes é numa hora se encontrar com a justiça, independente de quem seja. Fraudar cartões de vacina. Que gente é essa ?”, afirmou o deputado Márcio Jerry (PCdoB-MA). Para a deputada Gleisi Hoffmann (PR), presidente nacional do PT, o ex-presidente surpreendeu. “Bolsonaro prevaricou na pandemia, vendeu remédio ineficaz, infringiu medidas sanitárias, cometeu crime de responsabilidade e contra a humanidade. E quando a gente pensa que já viu de tudo sobre o genocida, descobre mais. Que homem é esse que falsifica o cartão de vacinação da própria filha?”, indagou. “É questão de tempo para o golpista responder por seus atos que em tese são: infração de medida sanitária preventiva, inserção de dados falsos de informação. Mas sabemos que daí vão surgir muitos mais!”, afirmou o senador Beto Faro (PT-PA) Sigilo O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), retirou o sigilo sobre sua decisão determinando buscas na casa de Bolsonaro. “Diante do exposto e do notório posicionamento público de Jair Messias Bolsonaro contra a vacinação, objeto da CPI da Pandemia e de investigações nesta Suprema Corte, é plausível, lógica e robusta a linha investigativa sobre a possibilidade de o ex-presidente da República, de maneira velada e mediante inserção de dados falsos nos sistemas do SUS, buscar para si e para terceiros eventuais vantagens advindas da efetiva imunização, especialmente considerado o fato de não ter conseguido a reeleição nas eleições gerais de 2022”, escreveu o ministro. Moraes também refutou a possibilidade do tenente-coronel Mauro Cid, ajudante de Bolsonaro, tenha inserido os dados falsos sem a autorização do ex-presidente. “Não há qualquer indicação nos autos que conceda credibilidade à versão de que o ajudante de ordens do ex-Presidente da República Jair Messias Bolsonaro pudesse ter comandado relevante operação criminosa, destinada diretamente ao então mandatário e sua filha, sem, no mínimo, conhecimento e aquiescência daquele, circunstância que somente poderá ser apurada mediante a realização da medida de busca e apreensão requerida pela autoridade policial”, justificou o ministro.
Câmara aprova mudanças nas regras da Bolsa-Atleta

A Câmara dos Deputados aprovou nesta terça-feira (2) projeto de lei que altera as regras da Bolsa-Atleta (Lei 10.891/04) para ampliar direitos e garantias às atletas gestantes e mães de recém-nascidos. A matéria será enviada ao Senado. O Projeto de Lei 1084/23, do Poder Executivo, foi aprovado com emendas de redação da relatora, deputada Nely Aquino (Podemos-MG). O projeto do governo garante à atleta gestante e puérpera o recebimento regular das parcelas da Bolsa-Atleta durante o período da gestação acrescido de até 6 meses após o nascimento da criança, desde que o período adicional do benefício não exceda a 15 parcelas mensais consecutivas. Conforme a lei atual, a Bolsa-Atleta é concedida pelo prazo de um ano, e não há exceção prevista para essas atletas. Para Nely Aquino, “as mulheres têm o direito de disputar e participar do esporte com suas garantias”. Bolsa na gestação e puerpério De acordo com o texto, a comprovação de plena atividade esportiva não será exigida das atletas na prestação de contas dos recursos recebidos durante o período da gestação ou do puerpério. A concessão dos direitos à atleta gestante ou puérpera ficará condicionada, porém, à disponibilidade orçamentária e financeira do Ministério do Esporte, que deverá regulamentar o tema. Os direitos previstos na lei também serão válidos no caso de adoção. Dados do Executivo indicam que as novas regras vão custar em torno de R$ 1,09 milhão do valor total pago às bolsas, considerando o pagamento integral de 15 parcelas, representando menos de 1% do valor total da dotação orçamentária para essa ação. Prioridade na renovação Pela proposta, as atletas gestantes ou puérperas terão prioridade para a renovação da Bolsa-Atleta, juntamente com os atletas que conquistarem medalhas nos jogos olímpicos e paraolímpicos e com os atletas da categoria Atleta Pódio, que já têm prioridade na renovação hoje. Ainda segundo o texto, caso a atleta não possa comprovar a participação em competição nacional ou internacional em decorrência de afastamento determinado pela gestação ou pelo puerpério, poderá ser utilizado o resultado esportivo obtido no ano antecedente à gestação ou ao puerpério para pedir a renovação da bolsa. Constrangimento Para as ministras das Mulheres e do Esporte, Cida Gonçalves e Ana Moser, respectivamente, há casos de atletas gestantes beneficiárias do programa que sofreram constrangimentos ou desistiram de postular nova bolsa em virtude do “velado desestímulo oficial e o questionamento social quanto à sua capacidade de retomar a prática esportiva de alto desempenho após a maternidade”. Fonte: Agência Câmara de Notícias
Minas Gerais tem apenas um auditor fiscal do trabalho para cada 15 cidades

O auditor fiscal do trabalho e médico do MTE Airton Marinho da Silva discursou no debate público – Foto: Guilherme Bergamini / ALMG Em debate público, na ALMG, pesquisadores afirmam que concurso público para o setor é urgente A reestruturação do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) é condição fundamental para garantir a saúde e a segurança dos trabalhadores. Essa foi uma das conclusões do debate público realizado na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), no último 28 de abril, Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho. Um dos pontos centrais da discussão foi a necessidade da realização de concurso público para o setor. Segundo o auditor fiscal do trabalho e médico do MTE Airton Marinho da Silva, o estado mineiro conta com apenas 57 profissionais que atuam como auditores. São eles que garantem o cumprimento da legislação trabalhista, desde a verificação de pagamento do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) até a observância de disposições legais sobre segurança do trabalho. Em Minas Gerais, os auditores fiscais são responsáveis por 570 estabelecimentos cada um. Pensando a nível de municípios, existe um profissional para cada 15 cidades. “A gente tenta trabalhar de uma forma mais coletiva. Ao cobrar das empresas de um determinado setor, de supermercados ou de bancos, por exemplo, fazemos ações coletivas”, pondera Airton Marinho. Porém, há inúmeras situações que podem gerar risco imediato, o que exige a presença do auditor no local. No ano passado, o MTE realizou 6.309 ações de saúde e segurança do trabalho em Minas Gerais, e 319 empreendimentos foram embargados, principalmente na construção civil. Está disposto na Constituição Federal, no artigo 7º, que é direito do trabalhador urbano e rural, a redução de riscos inerentes ao trabalho, por meio de normas de saúde, higiene e segurança. MG lidera a lista de trabalho escravo A história recente de Minas Gerais reforça a necessidade do trabalho dos auditores. O estado é constante líder na lista suja de trabalho análogo à escravidão e, além disso, em 2015 e 2019, passou por dois rompimentos de barragens de rejeitos de minérios, sendo o de Brumadinho considerado o maior caso de acidente de trabalho do país. Nas palavras do coordenador do Observatório de Saúde do Trabalhador de Belo Horizonte Tarcísio Márcio Magalhães Pinheiro, as tragédias estão sendo chamadas de ergocídio. “A gente começou a cunhar esse termo. No meio ambiente falamos muito de ecocídio. No meio do trabalho começamos a usar o ‘ergocídio’, que é o trabalho que mata, que é homicida”, explica. A pesquisadora e coordenadora do Fórum Sindical e Popular de Saúde e Segurança do Trabalhador de Minas (FSPSST/MG) Marta de Freitas corrobora com a opinião sobre a cruel organização do trabalho nas mineradoras. “Virou festa. Todas as mineradoras fazem turnos de 12 por 36 horas. Trabalha dois, três dias de 12 horas, descansa dois, volta de novo. Depois a gente não sabe porque a mineração brasileira é a atividade que mais mata no mundo”, indigna-se. Respostas O superintendente do MTE Carlos Calazans, presente no debate público, informou que a reivindicação de concurso público para auditor fiscal foi enviada aos ministros Alexandre Padilha e Márcio Macêdo. “Estamos estudando as demandas que envolvem a inspeção do trabalho e a área administrativa, porque temos carência em todas as áreas do Ministério do Trabalho, não só na fiscalização”, apontou. A expectativa, segundo Calazans, é que o concurso para a área saia no final do primeiro semestre de 2023. Fonte: BdF Minas Gerais
Romeu Zema sanciona lei que aumenta o próprio salário em 298%

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), sancionou nesta quarta-feira (3) a lei que aumenta o próprio salário em 298%. Com o número 24.314, ela foi publicada no Diário Oficial. Com o reajuste, a remuneração do político passará de R$ 10,5 mil para R$ 41,8 mil em três anos. Já a partir de 1º de abril deste ano, o pagamento passou a ser de R$ 37,5 mil. A nova lei também amplia a remuneração do vice-governador, Mateus Simões (Novo), de secretários e de secretários adjuntos do estado. “São mais de 15 anos de congelamento dos salários dos Secretários Estaduais, situação incompatível com o cargo”, defendeu Zema, nas redes sociais. No dia 19 de abril, em segundo turno, o projeto foi aprovado pela ALMG (Assembleia Legislativa de Minas Gerais), com votos favoráveis de 39 deputados e contra de outros 18 parlamentares. Em relação aos valores, a justificativa do projeto diz que “foram utilizados como referência os subsídios estabelecidos para o desembargador do Tribunal de Justiça do Estado, no caso do governador, e aqueles fixados para o deputado estadual, no caso dos secretários de estado”.
POLÊMICA – Os detalhes do escândalo que está afastando Messi do PSG

Um novo ingrediente no caso aponta na direção de que o clube francês deve desistir de tentar renovar contrato com o argentino (Messi viajou com a família para a Arábia Saudita. Créditos: Reprodução/Twitter Ahmed Al Khateeb) Tudo indica que os dias do craque argentino Lionel Messi, de 35 anos, no Paris Saint-Germain (PSG) estão mesmo contados. O jogador já manifestou anteriormente o desejo de deixar a França. Agora, um novo ingrediente no caso aponta na direção de que o clube deve desistir de tentar renovar contrato com o camisa 30. O vínculo termina em junho. O pano de fundo para a crise entre Messi e PSG foi a viagem que o craque fez com a família para a Arábia Saudita, nesta segunda-feira (1º). A imprensa francesa destacou que o clube não autorizou o passeio. O PSG deu um dia de folga aos jogadores, na segunda, após a derrota para o Lorient, no domingo (30), por 3 a 1, em casa. Na terça (2), marcou treinamento. Messi não apareceu. Por tudo isso, a diretoria suspendeu o argentino por duas semanas, o que azedou, ainda mais, a já conturbada relação. A punição foi uma decisão do presidente Nasser al-Khelaïfi. O técnico Christophe Galtier chamou o elenco para uma conversa em meio à polêmica, que teria incomodado também outros jogadores, assim como o diretor Luis Campos. O jornal France Blue assegurou que foi o próprio Campos quem telefonou para Messi para avisá-lo de que havia sido instaurado um processo disciplinar contra ele. Messi já havia remarcado por duas vezes a viagem por causa de resultados negativos do PSG. Ele exerce o cargo de embaixador do turismo na Arábia Saudita, desde março de 2022. Horas depois da divulgação da punição ao craque argentino, o ministro do Turismo do país do Oriente Médio, Ahmed Al Khateeb, postou fotos do jogador se divertindo com a família. “Messi e sua família se deliciaram com uma grande seleção de cozinha internacional e uma luxuosa experiência de compras em #ViaRiyadh, seguida de uma tarde divertida de jogos, experiências de realidade virtual e tempo de qualidade para a família no Riyadh City Boulevard”, publicou. Além de todo o imbróglio, existe um fato que alguns meios de comunicação já começaram a divulgar: as relações tensas entre o Catar, país de origem do presidente do clube, e a Arábia Saudita. Messi & his family treated themselves to a delightful selection of international cuisine & a luxurious shopping experience in #ViaRiyadh followed by a fun-filled afternoon of games, VR experiences, & quality family time at Riyadh City Boulevard. #WelcomeMessi pic.twitter.com/3O6gRQEN4h — Ahmed Al Khateeb أحمد الخطيب (@AhmedAlKhateeb) May 2, 2023 Cenário incerto desperta boato da possível volta de Messi ao Barcelona A imprensa espanhola anunciu que o jogador continua a ser a grande prioridade do Barcelona. Os dirigentes, inclusive, já realizaram os primeiros movimentos para tentar conseguir o regresso do atleta. Dias atrás, representantes do Barça começaram a articular o cumprimento de todos os requisitos necessários em termos de fair play financeiro. Na semana passada, foi dado um grande passo para o clube conseguir o retorno de Messi, conforme e imprensa da Catalunha. Quatro executivos se reuniram em um restaurante em Madri, por mais de uma hora, e conversaram sobre um único objetivo: abrir as portas para Messi retornar ao Barça.
Preso, auxiliar de Bolsonaro faz revelação à PF sobre assassinato de Marielle

Já é o segundo assessor preso que tem relação com o assassinato político da vereadora carioca; Cerco vai se fechando sobre o clã e seu entorno (Foto: Aílton Barros (PL-RJ) e Jair Bolsonaro (PL). Créditos: Reprodução /Redes Sociais) Um dos auxiliares de Jair Bolsonaro (PL) presos nesta quarta-feira (3) pela Polícia Federal no âmbito das investigações que apuram fraude no cartão de vacinação do ex-presidente e de sua filha Laura, de 12 anos, é Ailton Barros. Ele afirma em mensagens reveladas pela própria PF – informação confirmada pela imprensa nacional – que sabe quem foi o mandante do assassinato da vereadora Marielle Franco (PSOL-RJ), ocorrido em 14 de março de 2018. Ailton Gonçalves Moraes Barros é ex-major do Exército formado na Aman (Academia Militar de Agulhas Negras) e em 2022 foi candidato a deputado estadual no Rio de Janeiro pelo PL, partido do ex-presidente. Na campanha, se apresentava como “o 01 do presidente”. Eleito suplente, não é incomum ver em suas redes sociais fotos em que aparece ao lado de Bolsonaro. Na presente investigação, Barros foi preso por suspeita de ter participado na adulteração do cartão de vacinação de Bolsonaro. Ele faria parte do esquema que operava a fraude em postos de saúde de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense (RJ). Marcello Siciliano Além de Barros, o ex-vereador carioca Marcello Siciliano também é investigado pela Polícia Federal no escândalo da falsificação dos cartões de vacinação, que pode levar Jair Bolsonaro para a prisão. O político teria ajudado o tenente-coronel e ajudante de ordens de Bolsonaro, Mauro Cid, a conseguir um cartão de vacinação falso para a sua esposa. Em 2018, a Polícia Civil captou uma ligação entre Siciliano e um miliciano, onde o então vereador conversava com milicianos sobre acelerar a investigação de um crime de interesse da organização criminosa e realização de projetos sociais em uma região controlada pelos bandidos. No encerramento da conversa, Marcello diz “te amo, irmão” para um miliciano. À época, o vereador negou a associação, dizendo que “não tem e nunca teve envolvimento com milícia”. Sobre a morte de Marielle Franco, Marcello Siciliano foi citado por uma testemunha como um dos interessados na morte da vereadora, ao lado do miliciano Orlando Curicica. Posteriormente, o motorista e ajudante de ordens de Curicica, Renatinho Problema, confirmou que o vereador e o miliciano se encontraram em quatro ocasiões anteriores ao assassinato de Marielle Franco. Siciliano nega envolvimento. “Eu fui injustamente acusado, há 10 meses, por um miliciano – réu confesso, um bandido, que eu também quero saber o porquê ele fez isso contra mim -, que prejudicou diretamente toda a minha família e a minha vida. Só quem sofre uma injustiça sabe o que é isso. Uma injustiça desse tamanho, então, nem se fala”, disse em 2020. Ainda em 2020, a campanha de Marcello Siciliano foi acusada de ameaçar fisicamente adversários políticos. “Nós procurávamos um local melhor para divulgar o nosso trabalho e resolvemos dar uma volta na orla da Barra (…) Intimidaram dizendo: ‘você não pode ficar aqui. Tem tanta área, tanto lugar para você fazer campanha. Aqui não. Aqui é a gente. Aqui quem manda somos nós. Você tem que sair daqui”, disse uma testemunha em anonimato.