PF faz operação de busca e apreensão na casa de Bolsonaro e prende o coronel Cid

Além do Coronel Mauro Cid, ajudante de ordens e braço direito de Jair Bolsonaro, a Operação da Polícia Federal também prendeu Max Guilherme, ex-assessor do ex-presidente A casa do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) é um dos alvos da operação que a Polícia Federal (PF) realiza na manhã desta quarta-feira (3), no bairro Jardim Botânico, em Brasília (DF). A ação foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, e cumpre 16 mandados de busca e apreensão, em Brasília e no Rio de Janeiro. Além disso, a operação da PF também cumpre mandados de prisão preventiva contra dois ex-assessores de Bolsonaro: o tenente-coronel Mauro Cid e o ex-sargento do Bope Max Guilherme. Conforme nota da PF, operação batizada de ‘Venire’ apura o caso de uma “associação criminosa constituída para a prática dos crimes de inserção de dados falsos de vacinação contra a Covid-19 nos sistemas SI-PNI e RNDS do Ministério da Saúde.” A investigação analisa a inserção de dados falsos no sistema do Ministério da Saúde para geração de certificados de vacinação. “Com isso, tais pessoas puderam emitir os respectivos certificados de vacinação e utilizá-los para burlarem as restrições sanitárias vigentes imposta pelos poderes públicos (Brasil e Estados Unidos) destinadas a impedir a propagação de doença contagiosa, no caso, a pandemia de covid-19″, informou a Polícia Federal. Esta operação ocorre dentro do inquérito que analisa a atuação das “milícias digitais” e os fatos investigados podem configurar, segundo nota da PF, os crimes de infração de medida sanitária preventiva, associação criminosa, inserção de dados falsos em sistemas de informação e corrupção de menores.
Mais livros e menos clubes de tiro – Lula anuncia retorno de políticas para leitura

Secretário de Formação Cultural, Livro e Leitura do MinC, Fabiano Piúba, conta com respaldo da ministra da Cultura, Margareth Menezes – Marcelo Camargo/ Agência Brasil Direito inalienável de todo ser humano, a leitura vai muito além dos livros e trata-se de jeitos de ler o mundo, na análise de Paulo Freire. Com esse mote, o Plano Nacional do Livro e Leitura (PNLL) voltará a ser uma política importante durante o novo governo Lula, que anunciou iniciativas conjuntas entre ministérios, especialmente os da Cultura e da Educação. As políticas de incentivo à leitura extrapolam o universo do tradicional livro em papel e tentam compreender a nova realidade e as novas ferramentas da comunicação, cada vez mais digitais e descentralizadas, graças às redes sociais. À frente da Secretaria de Formação, Livro e Leitura do Ministério da Cultura, Fabiano Piúba reforça que esses conceitos já existiam e começaram a ser implementados, mas foram ignorados durante o governo de Jair Bolsonaro (PL). “O presidente Lula, no ano passado, ainda no processo da campanha, tanto falava da dimensão da cultura, das artes, como trazia de uma maneira muito poderosa o papel do livro, quando ele dizia ‘mais livros e menos armas’. Ou ‘mais bibliotecas e menos clubes de tiro’. Então, essa dimensão metafórica e simbólica do livro e da leitura é vital neste momento”, conta Piúba, que participou do plano em mandatos passados de Lula. “Lembro que era uma meta que nós pudéssemos implantar pelo menos uma biblioteca em cada município brasileiro. Naquela ocasião, realizamos um censo nacional sobre as bibliotecas do Brasil, visitamos todas, fizemos um retrato muito crítico com a ideia de implementar bibliotecas. Naquela época eram em torno de 1300 municípios sem bibliotecas. Em 2010, conseguimos atingir essa meta. Atualmente, são mais de 800 municípios sem biblioteca e a ideia não é simplesmente implantar de novo, é reabrir essas bibliotecas e modernizar as que já existem”, anuncia. Criado em 2006, em acordo assinado pelos então ministros Gilberto Gil (Cultura) e Fernando Haddad (Educação), o PNLL partiu de premissas semelhantes e definiu quatro eixos que ainda serão norteadores: a democratização do acesso ao livro; a promoção da leitura por agentes treinados, a comunicação voltada ao imaginário da leitura e dos livros na sociedade; e o fomento à cadeia produtiva do livro, o que envolve escritores, editoras e distribuidores. Essas frentes que buscam despertar o envolvimento comunitário sobre a importância do conhecimento e do respeito à diversidade. De acordo com o filósofo João Castilho, que foi Secretário Executivo do PNLL durante sete anos não consecutivos, o desenho do programa é criado em torno das bibliotecas públicas e direcionado, primordialmente, a atender às diferentes necessidades dos leitores. “Nós temos uma larga experiência já realizada no Brasil de outros programas que demonstram com toda clareza que as bibliotecas pública, escolar e comunitária são as iniciativas principais de democratização do acesso ao livro e a leitura. Contempla um segundo eixo do PNLL que é a mediação de leitura. É fundamental ter um mediador de leitura e não precisa ser ninguém formado, especializado. Pode ser a mãe, o pai, o professor, o agente comunitário, alguém que faça essa ponte, que apresente o livro às pessoas, que tire a ideia de que o livro é para poucos; o livro é para todos”, afirma. Promoção da leitura quer pegar carona no PAC O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) é tido como uma das chaves para a distribuição de livros de forma mais direta e com um alcance mais variado do que as estruturas públicas convencionais. Segundo Piúba, experiências internacionais demonstram a eficiência da ampliação e diversificação do acesso, o que no Brasil poderia ter o impulso do ambicioso plano de infraestrutura retomado no atual governo. “Vamos apresentar dentro do Minha Casa, Minha Vida [programa habitacional do governo Lula] para que as famílias ao receberem as chaves já ganhem uma mini biblioteca com literatura brasileira, clássica, contemporânea, para que tenha um espaço para formação leitora”, comenta o secretário, mencionando também o desejo de as casas já serem equipadas com uma estante para abrigar esse material. Castilho lembra que a iniciativa já havia sido pensada em anos anteriores e incluiria um acervo de 10 a 12 livros por família, iniciativa que seria reforçada por bibliotecas coletivas em cada conjunto habitacional. “Ou seja, teria uma ação de leitura naquela região, onde todos contariam com os livros e não seria um tipo de livro para cada, mas poderia haver até um intercâmbio, para que a biblioteca se movimentasse na comunidade”, afirma o filósofo. Outra proposta apresentada para análise do PAC, segundo Piúba, é a de incluir a construção de bibliotecas-parque em diversos territórios, principalmente nas periferias das capitais ou em grandes cidades do interior. “Experiências como as de Medellín, na Colômbia, produzem, para além da própria leitura, outros serviços sociais, que tornam a relação orgânica com a comunidade”, comenta. Do ponto de vista escolar, há planos do Ministério da Educação que tentam acelerar a criação de acervos dentro das escolas, como o Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb), regulamentado em 2020. De acordo com a socióloga Marcele Frossard, da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, é possível aferir quanto deve ser investido ao ano por aluno de cada etapa escolar a partir de levantamentos e indicadores. “O direito à leitura está relacionado ao direito à educação. E para se concretizar, a gente reforça a importância em investir na formação dos profissionais que atuam nessa área. Também é importante a infraestrutura. Nem todas as escolas têm espaços para que exista uma sala destinada para a criação de bibliotecas e isso é fundamental para que esses livros circulem e para que esses estudantes e a comunidade escolar tenham acesso a esses livros”, comenta Frossard. Cruzada ideológica freou mercado do livro e qualidade das obras Especialistas alertam que nenhuma dessas iniciativas será constante se não forem consolidadas em políticas permanentes de Estado, que resistam a eventuais mudanças de governo. Nesse sentido, há o respaldo da lei 13.696, sancionada em 2018, e que estabelece a reavaliação das metas e
CNJ faz mutirão para registro de pessoas sem documentos de 8 a 12 de maio

A campanha acontece em parceria com diversas associações de registradores civis, visando viabilizar certidões de nascimento às pessoas que não possuem este documento – Marcello Casal Jr. / Agência Brasil Durante a semana de 8 e 12 de maio, o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) faz um mutirão de emissão de documentos, visando alcançar sobretudo a população em situação de rua, povos indígenas, ribeirinhos, refugiados e a população carcerária. De acordo com informações prévias colhidas pelo Censo 2022, existem mais de 2,7 milhões de pessoas que não possuem nenhum tipo de documento de identificação civil, o que acaba impedindo o acesso a demais direitos básicos como saúde, educação e trabalho. A campanha “Primeira Semana Nacional de Registro Civil – Registre-se!” acontece em parceria com diversas associações de registradores civis, visando viabilizar certidões de nascimento às pessoas que não possuem este documento. As defensorias públicas e o Ministério Público também estão compondo a iniciativa. O mutirão faz parte do Programa de Enfrentamento ao Sub-registro Civil e de Ampliação ao Acesso à Documentação Básica por Pessoas Vulneráveis, criado pelo CNJ neste ano. A ideia é que a campanha aconteça pelo menos uma vez a cada ano, disponibilizando o serviço em locais públicos como praças, por exemplo.É válido ressaltar que o CNJ está realizando articulações com instituições e pessoas que possam aproximar a campanha dos sujeitos que necessitam da emissão de documentos, como por exemplo, o Padre Júlio Lancellotti, que trabalha com a população em situação de rua em São Paulo. O trabalho de fiscalização do serviço e a apresentação dos resultados do mutirão está a cargo das corregedorias-gerais dos tribunais de cada estado.
Adolescentes morreram afogados durante ‘batismo’ de evangélicos em Ninheira

Um evento que era para ser de celebração terminou em tragédia no Norte de Minas Gerais. Dois adolescentes, um garoto de 13 anos e uma menina de 12, morreram afogados durante cerimônia de batismo de uma igreja evangélica em uma represa no último domingo (30). O evento religioso foi realizado na represa Machado Mineiro, que fica na comunidade Nogueira, zona rural da cidade de Ninheira, próximo à divisa com a Bahia. Os dois adolescentes foram batizados, assim como outros fiéis, em uma parte rasa da represa. Depois, foi realizado um churrasco às margens do local e algumas pessoas resolveram nadar. Em dado momento, adultos perceberam que Renan Felipe Souza Santos e Isabella Soares Faria estavam se afogando. Um grupo, então, se mobilizou para resgatar os dois adolescentes. Segundo a Polícia Militar, a garota foi retirada da água ainda com vida e levada a uma unidade de saúde, mas não resistiu e faleceu. O menino, por sua vez, já havia morrido na represa quando seu corpo foi resgatado. Relatos de testemunhas dão conta de que outras pessoas que foram nadar na represa se afogaram, mas foram resgatadas com vida e se recuperaram. Os corpos das duas vítimas fatais foram velados na segunda-feira (1) em uma igreja evangélica de Ninheira sob forte comoção da população. Em nota divulgada através das redes sociais, a prefeitura da cidade informou que “lamenta profundamente” a fatalidade. Confira:
Por que o MST assusta tanto? Por Frei Betto, em seu site

20ª Festa da Colheita do Arroz Agroecológico. Foto: Renan Mattos O MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra), que vi nascer e ao qual permaneço vinculado, é o mais popular, combativo e democrático movimento popular do Brasil. Congrega, hoje, cerca de 500 mil famílias assentadas e 100 mil acampadas. Luta por um direito elementar, jamais efetivado no Brasil, um país de dimensões continentais e onde há muita gente sem terra e muita terra sem gente – a reforma agrária. É, no mínimo, uma vergonha constatar que no século XXI os únicos países que não fizeram reforma agrária na América Latina foram Brasil, Argentina e Uruguai. O modelo de propriedade da terra que ainda perdura em nosso país é o das capitanias hereditárias. E a relação de muitos proprietários de terras com seus empregados pouco difere dos tempos de escravidão. Nascido em 1984 e prestes a completar 40 anos em 2024, o MST sabe, desde seus primórdios, que governo é como feijão, só funciona na panela de pressão… Ainda que tenha contribuído decisivamente para eleger Lula presidente, o MST jamais se deixou cooptar pelo governo. Mantém a sua autonomia e sabe muito bem que a relação de governo com movimentos sociais não pode ser de “correia de transmissão” e, sim, de representação das bases sociais junto às instâncias governamentais. Muitos políticos enchem a boca com a palavra “democracia”, mas temem que passe de mera retórica para ser, de fato, um governo cujo principal protagonista é o povo organizado. O MST se destaca também pelo cuidado que dedica à formação política de seus militantes, o que muitos movimentos e partidos de esquerda negligenciam. Os sem-terra mantêm, inclusive, um espaço próprio para o trabalho pedagógico, a Escola Florestan Fernandes, em Guararema (SP). E em todos os eventos que promove, o movimento valoriza a “mística”, ou seja, atividades lúdicas (cantos, hinos, painéis etc.) e símbolos (fotos, artesanato etc.) de caráter emulador. O MST segue rigorosamente os ditames da Constituição Cidadã de 1988. A Carta defende o uso social da terra, que deve respeitar o meio ambiente e ser produtiva. E exige algo ainda em compasso de espera e imprescindível se o Brasil quiser alcançar o desenvolvimento sustentável e abandonar sua submissão aos ditames das nações metropolitanas, que nos impõem a mera condição de exportadores de produtos primários, hoje elegantemente chamados de “commodities”… Ocupação não é invasão. Jamais o MST ocupa terras produtivas. Hoje, o movimento é o maior produtor de arroz orgânico na América Latina e defende a Reforma Agrária Agroecológica, capaz de facilitar o acesso à terra como direito humano; produzir alimento saudável e sustentável para toda a sociedade brasileira; oferecer ao mercado alimentos salubres e livres de agrotóxicos; valorizar o papel da mulher trabalhadora do campo; expandir o número de cooperativas de agroecologia; e ampliar a soberania e a biodiversidade alimentares no combate à fome e à insegurança alimentar. A campanha do “Abril Vermelho” não usa o adjetivo como evocação da cor preferida dos símbolos comunistas (e, também, das vestes solenes dos cardeais), como querem interpretar os detratores do MST. É, sim, a cor do sangue dos 19 sem-terra cruelmente assassinados pela Polícia Militar em Eldorado dos Carajás, no sul do Pará, a 17 de abril de 1996. Sete vítimas foram mortas por foices e facões, e os demais por tiros à queima-roupa. Cerca de 100 mil famílias aguardam assentamento no Brasil. E é no mínimo um desserviço o agronegócio promover o desmatamento de nossas florestas para expandir a fronteira agrícola, usufruir de isenção fiscal na exportação de seus produtos e concentrar sua produção em apenas cinco mercadorias: soja, milho, trigo, arroz e carne, controladas por grandes empresas transnacionais. A fome cresce no mundo. Já são quase 1 bilhão de pessoas afetadas. E isso não resulta da falta de alimentos. O planeta produz o suficiente para alimentar 12 bilhões de bocas. Resulta da falta de justiça. No sistema capitalista, o faminto morre na calçada à porta do supermercado. Porque o alimento tem valor de troca e não de uso. Ora, enquanto a produção alimentar não seguir os padrões agroecológicos e a terra e a água, recursos naturais limitados, não forem considerados patrimônios da humanidade, a desigualdade tende a se agravar e, com ela, toda sorte de conflitos. Paz rima com pão. O MST assusta tanto porque luta para que o Brasil, uma das nações mais ricas do mundo, e que figura entre as cindo maiores produtoras de alimentos, deixe de ser um país periférico, colonizado, marcado por abissal desigualdade social. Tomara que, um dia, nunca mais se torne realidade os versos cantados por João Cabral de Melo Neto em “Funeral de um lavrador”: “Não é cova grande / É cova medida / É a terra que querias / Ver dividida”. * Frei Betto é escritor, autor de “O marxismo ainda é útil?” (Cortez), entre outros livros. Livraria virtual: freibetto.org.
Entenda a história da capivara Filó, o influencer Agenor e a ativista Luisa Mell

O assunto tomou conta das redes depois que o animal silvestre foi confiscado pelo Ibama Uma história com três personagens tomou conta das redes sociais neste sábado: o influencer Agenor e sua capivara Filó, e a ativista da causa animal Luisa Mell. Tudo começa com a história do tiktoker Agenor Tupinambá, que usava o seu perfil no TikTok para mostrar a rotina de uma capivara, que ele deu o nome de Filó. Com a popularização da história, o Ibama (Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis) recebeu denúncia por suspeita de abuso, maus-tratos e exploração animal. Além disso, ele foi multado em R$ 17 mil. Posteriormente, o animal foi confiscado. E é aqui que entra a ativista da causa animal Luisa Mell, pois, ela passou a ser acusada por internautas por ter sido a responsável pela denúncia ao Ibama, o que ela nega veementemente. “Eu vim aqui dizer a verdade, porque estou sendo massacrada por uma coisa que eu não fiz. As coisas não aconteceram dessa maneira. Mas acho que não vai adiantar muito, porque as pessoas já estão querendo me crucificar de qualquer jeito. Há pessoas se aproveitando desta história para me dar uma facada nas costas”, disse Luisa Mell. Em seguida, Luisa Mell afirmou que tomou conhecimento do caso pela imprensa e que fez contato com Agenor para saber se podia ajudar de alguma forma. “Agora inventaram que eu denunciei. Olha que confusão. E todo mundo dizendo isso como se fosse uma verdade. Não é verdade. Tentei ajudar o Agenor de alguma forma. Mas o Ibama estava irredutível”, revelou a ativista. ????AGORA: Após Joana Darc fazer stories em prantos de choro dizendo que o Ibama não estava deixando ela e o Agenor verem a capivara Filó, Luísa Mel cobra posicionamento: “Ibama, se vocês prometeram tem que cumprir.” pic.twitter.com/5cvJ22kgPU — CHOQUEI (@choquei) April 29, 2023 A história da capivara Filó foi longe e o Agenor recebeu o apoio da deputada estadual Joana Darc (União Brasil-AM), que publicou um vídeo em suas redes para afirmar que o Ibama não estava permitindo fazer uma visita a capivara. O que depois aconteceu. ????VEJA: Joana Darc faz stories em prantos de choro dizendo que o Ibama está impedindo ela e o Agenor de verem a capivara Filó. pic.twitter.com/jTeKX6SBz6 — CHOQUEI (@choquei) April 29, 2023 De toda maneira, agora a capivara Filó vai ficar sob os cuidados do Ibama e para pagar a multa, Agenor abriu uma vaquinha online e já conseguiu obter o valor necessário. ????AGORA: Vaquinha de Agenor Tupinambá, ex-tutor da capivara Filó, atinge R$ 80 mil. O influencer precisava de apenas R$ 17 mil para pagar a multa do Ibama. pic.twitter.com/4SFW4m840o — CHOQUEI (@choquei) April 29, 2023 ????VEJA: Depois de muitas horas e insistência, Joana Darc e o Agenor conseguiram ver a capivara Filó. pic.twitter.com/jn63BRdJGD — CHOQUEI (@choquei) April 29, 2023 Após ampla repercussão do caso, a Justiça determinou na tarde deste sábado (29) que Agenor possa visitar a capivara Filó. ????EXCLUSIVO: A capivara Filó NÃO será devolvida ao Agenor. A decisão da Justiça diz apenas que pessoas podem visitar o animal no IBAMA a qualquer momento. Assessor de Agenor disse em live com Luísa Mell que ela seria solta, mas o órgão entrou em contato com a Choquei e desmentiu. pic.twitter.com/H7IwkYGY7i — CHOQUEI (@choquei) April 29, 2023 "A Capivara vivia no ambiente natural dela" Não sabia que capivaras viviam no mesmo habitat que o Cristiano Ronaldo… Um habitat sem caspa. pic.twitter.com/TDNNREahbl — O FISCAL do IBAMA ???? (@fiscaldoibama) April 29, 2023 Tadinho dele ???? matou uma preguiça-real, cometeu maus-tratos a animais silvestres, usou uma espécime silvestre para lucrar (sem autorização), explorou a imagem da capivara e do papagaio (que estava em situação de abuso)… Tadinho né? Ele "só" violou o artigo 29 da lei 9605/1998 https://t.co/IsWpa7XBXm — Gaby pri(demon)th | ???? Sombras do Sul ????❄️ (@GabyLVasques_) April 29, 2023 Até para cumprir ordem judicial o cara explorou até a última gota a capivara. Aliás, atitude corretíssima do IBAMA. https://t.co/QbQ9rthQJs — judz (@nietzsche4speed) April 28, 2023 Luisa Mell tentou defender o "recolhimento" da capivara Filó pelo Ibama usando de argumento a falta de "debate sério" sobre a possibilidade dela ficar com Agenor. Segunda ela, restavam "muitas dúvidas" sobre como a capivara era tratada. O assessor do Agenor, porém, desmentiu. pic.twitter.com/zePsbp2Jbp — Felippe Terra (@felippebterra) April 28, 2023 Revista Forum
Titãs põe Bolsonaro em letra histórica que cita ditadores e assassinos

Nome do ex-presidente de extrema direita que tentou demolir democracia brasileira foi parar na icônica “Nome aos Bois”, de 1987. Só que ele não deve ter gostado nada da “homenagem” Os Titãs resolveram fazer uma “homenagem” ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o líder de extrema direita que tentou dar um golpe de Estado no Brasil, mas que acabou sendo impedido pela força das urnas. A banda, que após 30 anos volta a uma turnê com sua formação clássica, se apresentou no sábado em Belo Horizonte (MG) e para surpresa do público acrescentou o nome do político bufão ultrarreacionário na lista de assassinos e ditadores de “Nome aos Bois”, canção de 1987, lançada no LP “Jesus Não Tem Dentes no País dos Banguelas” A letra, muito conhecida, tem também alguns nomes controversos, que não teriam propriamente sido ditadores ou matado pessoas, que Naldo Reis, um dos compositores da música, explicou, há dois anos, que foram parar na relação por molecagem da juventude ou até mesmo por circunstâncias da época, num Brasil que havia acabado de sair da Ditadura Militar (1964-1984 Em “Nome aos Bois”, Jair Bolsonaro foi colocado ao lado de figuras execráveis e funestas como Hilter, Mussolini, Pinochet, Franco, Papa Doc, Baby Doc, entre outros. Ouça a apresentação ocorrida em BH: Os @titasoficial NUNCA decepcionam. Incluiram BOLSONARO na música ‘Nome aos bois’ que critica figuras reacionárias como Hitler e Mussolini Na turnê “Encontro”, que marca o retorno da formação original dos Titãs após 30 anos, a banda atualizou a letra de “Nome aos bois”, 1987,… pic.twitter.com/V6gFnmAGO4 — Rede Marco ???? (@rede_marco) April 30, 2023
Lula anuncia política de reajuste do salário mínimo e isenção de IR

Governo enviará projeto que estabelece reajuste acima da inflação Agência Brasil – O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou, neste domingo (30), que vai enviar ao Congresso Nacional, nos próximos dias, um projeto de lei (PL) que, se aprovado, tornará obrigatório o reajuste do salário mínimo acima da inflação. Lula também se comprometeu a, até o fim de seu atual mandato, em 2026, aprovar a isenção do pagamento do imposto de renda para quem ganha até R$ 5 mil mensais. “Nos próximos dias, encaminharei ao Congresso Nacional um projeto de lei para que esta conquista seja permanente e o salário mínimo volte a ser reajustado todos os anos acima da inflação”, antecipou Lula ao fazer um pronunciamento em rede nacional de rádio e TV, por ocasião do Dia do Trabalhador, nesta segunda-feira (1º). Segundo o presidente, a “valorização do salário mínimo” é parte do projeto de governo, que busca “recompor as conquistas perdidas pelos trabalhadores e trabalhadoras” ao longo dos últimos anos. “A partir de amanhã, o salário mínimo passa a valer R$ 1.320,00 para trabalhadores da ativa, aposentados e pensionistas. É um aumento pequeno, mas real”, reconheceu Lula ao ponderar que, nos últimos seis anos, o reajuste do valor salário mínimo sempre ficou abaixo da inflação acumulada. Fim do congelamento Lula também comentou a medida que eleva, a partir de maio, a faixa de isenção do Imposto de Renda cobrado de trabalhadores formais – uma promessa de campanha do presidente. A correção da tabela já tinha sido anunciada pelo ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho. “Estamos mudando a faixa de isenção do Imposto de Renda, que há oito anos estava congelada em R$ 1.903,98. A partir de agora, até R$ 2.640,00 por mês não pagará mais nenhum centavo de imposto”, pontuou Lula ao classificar esta como “outra medida muito importante”. “E até o final do meu mandato, a isenção valerá para até R$ 5 mil por mês”, acrescentou Lula, voltando a se comprometer com a elevação gradual da faixa de isenção que, segundo o governo federal, passará a vigorar já a partir de maio por meio da combinação de duas medidas. Além de, na prática, elevar a faixa de isenção dos atuais R$ 1.903,98 para R$ 2.112, o governo concederá um desconto de R$ 528 sobre o imposto pago na fonte, que é retido automaticamente, todos os meses. A soma dos dois valores totaliza os R$ 2.640,00 anunciados – cifra que equivale a dois salários mínimos de R$ 1.320. Trabalhadores “Não haverá reconstrução do Brasil sem a valorização dos trabalhadores e das trabalhadoras. O Brasil vai voltar a crescer com inclusão social e com novos empregos sendo criados. Podem estar certos de que o esforço de seu trabalho vai ser cada vez mais reconhecido e recompensado. E o 1º de Maio, que sempre foi um dia de luta, voltará a ser um dia de conquista para o povo trabalhador”, disse Lula, ao defender a política de valorização do salário mínimo como um “grande instrumento de transformação social”. “Foi graças a isso que [nos governos petistas, entre 2003 e 2016], milhões de brasileiros e brasileiras saíram da extrema pobreza, abrindo caminho para uma vida melhor. É preciso lembrar que a valorização do salário mínimo não é essencial apenas para quem o ganha. Com mais dinheiro em circulação, as vendas do comércio aumentam. A indústria produz mais. A roda da economia volta a girar e novos empregos são criados.” Agencia Brasil
Lula parabeniza Santiago Peña, eleito novo presidente do Paraguai

Santiago Peña após votar nas eleições do Paraguai. (Foto: Daniel Duarte/AFP) O presidente Luiz Inácio Lula da Silva parabenizou o novo presidente do Paraguai, Santiago Peña, por sua vitória nas eleições deste domingo (30). O economista de 44 anos é o novo presidente do Paraguai, após vencer as eleições de um único turno contra Efraín Alegre, o candidato da coalizão de esquerda. O novo presidente do Paraguai vai assumir o cargo a partir do dia 15 de agosto, em um mandato de cinco anos. Santiago é do Partido do Colorado, que comanda o país há mais de 70 anos, e foi eleito com 42,67% dos votos. Em sua conta no Twitter, Lula desejou boa sorte em seu mandado, e pediu para que ambos trabalhassem juntos, para relações cada vez melhores entre seus países e uma América do Sul unida. Parabéns ao presidente eleito do Paraguai @SantiPenap pela vitória nas eleições. Boa sorte no seu mandato. Vamos trabalhar juntos por relações cada vez melhores e mais fortes entre nossos países, e por uma América do Sul com mais união, desenvolvimento e prosperidade ???????????????? — Lula (@LulaOficial) May 1, 2023
Professora que participou dos atos golpistas é demitida

A professora universitária Sandra de Moraes Gimenes Bosco, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), detida enquanto retornava dos atos golpistas de 8 de janeiro, em Brasília (DF), foi demitida da universidade. A demissão foi publicada no Diário Oficial do Estado de São Paulo desse sábado (29/4). Ela estava afastado do cargo desde o dia 9 de janeiro, quando se tornou alvo de um processo administrativo da universidade para apurar a participação nos atos golpistas. A professora trabalhava no Instituto de Biociência, do campus Botucatu. A decisão informa a punição como “resultado do processo administrativo disciplinar”, mas não detalha os fundamentos da demissão. A professora foi detida pela Polícia Rodoviária Federal (PRF), no dia 9 de janeiro, enquanto retornava de Brasília em um ônibus juntamente com outros 44 extremistas. Na época, a PRF informou que os passageiros do veículo confessaram que participaram da invasão.