Com brilho do goleiro, Brasil vence Paraguai e se garante no Mundial sub-20

Em noite inspirada do goleiro Mycael, autor de ao menos três ‘milagres’, Brasil bate Paraguai e confirma vaga no Mundial sub-20 – Jogadores da seleção brasileira comemoram um dos gols — Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação A seleção brasileira sub-20 está no Mundial da Indonésia, agendado para o mês de maio. A vaga veio por antecedência, após a terceira vitória seguida no hexagonal final do Campeonato Sul-Americano. Líder com nove pontos, a equipe de Ramon Menezes manteve os 100% de aproveitamento na fase final ao aguentar enorme pressão e superar o Paraguai, por 2 a 0, em Cali. Em segundo, os uruguaios têm a mesma pontuação brasileira e também se classificaram. Acostumado a ver o artilheiro Vitor Roque fazer a festa ou o volante Andrey Santos surpreender, desta vez o Brasil celebrou os três pontos graças a noite inspirada do goleiro Mycael, que brilhou com grandes defesas em uma partida de enorme pressão dos paraguaios, sobretudo na etapa final. Atrás do placar, o time de Bobadilla atuou os últimos 45 minutos todos no campo ofensivo e merecia melhor sorte, carimbando a trave e parando em ao menos três defesas difíceis do goleiro brasileiro. Em seu primeiro ataque na fase final, já com 35 minutos, Ronald ampliou de cabeça para garantir o alívio brasileiro em seu jogo mais complicado até então no Sul-Americano. Mycael, pelo brilho entre as traves, ainda recebeu o prêmio de melhor em campo. O Jogo Como vem sendo praxe neste hexagonal final, o Brasil entrou em campo necessitando ganhar para retomar a liderança após presenciar um triunfo do Uruguai na preliminar. Desta vez, o principal rival ao título não apenas ganhou, como fez saldo ao golear a Venezuela por 4 a 1. Depois de passar aperto para superar o Paraguai na última rodada da fase de grupos, por 2 a 1, de virada, os brasileiros não queriam repetir tal sofrimento no reencontro e adotaram postura ofensiva. Desta vez a escalação era a titular, o que aumentava a confiança no técnico Ramon Menezes em ganhar a terceira seguida pela manutenção da liderança. E o gol surgiu logo no primeiro ataque. Aos 9 minutos, Patrick cruzou da esquerda, os marcadores focaram em tentar neutralizar o artilheiro Vitor Roque e a bola chegou na cabeça de Giovane que abriu o marcador e festejou bastante o gol tão buscado no Sul-Americano. Abrir o placar cedo era uma das metas para obrigar os paraguaios a abrirem mão do esquema defensivo. Bastava, contudo, acertar os contragolpes. Os brasileiros estavam apostando na ligação direta e devolvendo a bola aos oponentes. Giovane sentiu uma lesão no tornozelo e saiu com somente 25 minutos. Stênio ganhou nova chance para provar que pode retomar a vaga de titular. Mas quem assustou foi Guilherme Biro, carimbando a trave em batida cruzada. Querendo abrir saldo por ter pela frente a Colômbia e a torcida contra na quinta-feira, o Brasil era quem mais levava perigo. E apanhava bastante. O Paraguai demorou 37 minutos para ter uma grande chance. Andrey perdeu na saída e Mycael precisou de reflexo para defender a bola desviada e depois dar um leve toque para escanteio. O goleiro voltou a trabalhar bem dois minutos mais tarde em novo lance criado após falha brasileira e bola entregue de graça. Além de não “matar o jogo”, o Brasil ainda fez os rivais crescerem ao darem a bola de graça. O começo da segunda etapa foi de enorme sufoco, com novo milagre de Mycael e bola na trave em menos de quatro minutos. A seleção já não conseguia se impor e via os paraguaios acumularem chances desperdiçadas. A vantagem verde amarela já não era merecida, tamanho o sufoco recebido. Quando o empate já era questão de tempo, porém, o Brasil definiu. Em rara chegada na frente, finalizou pela primeira vez no segundo tempo já com 35 minutos. Andrey parou no goleiro. Na cobrança do escanteio, um castigo aos paraguaios, com Ronald ampliando, de cabeça, garantindo a vitória, a liderança no saldo de gols (7 a 5), a festa e o retorno ao Mundial, ao qual não disputa desde 2015. (Estadão Conteúdo)

Viver mais… E melhor – Montes Claros lança programa para movimentar os idosos

A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, lançou oficialmente, na tarde desse sábado, 4, o programa “Viver Mais”, no Ginásio Professor Darcy Ribeiro (Praça de Esportes). Com a presença de secretários e grupos de idosos de diversos bairros da cidade, incluindo o Sesc + 60, diversas atividades foram realizadas. Para o lançamento oficial, integrantes da banda carnavalesca “Bloco da Morada”, do bairro Morada do Parque, animaram o público com diversas marchinhas. Aulas de dança e apresentações de judô de alunos do bairro Village do Lago abrilhantaram a programação. O VIVER MAIS vai oferecer diversas atividades físicas, ações educativas e momentos de socialização para o público da “melhor idade”, sendo desenvolvido pela Secretaria de Desenvolvimento Social através dos Centros de Referência de Assistência Social (CRAS) e de um polo na Praça de Esportes, numa interação entre a Diretoria de Políticas e Programas Sociais e a Diretoria de Assistência Social. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a população considerada idosa (acima de 60 anos de idade) é de cerca de 40 mil pessoas em Montes Claros. Foi para promover a saúde física e mental desse enorme público que a Prefeitura criou o programa VIVER MAIS, que vai movimentar essa fatia da população. Aurindo Ribeiro, secretário municipal de Desenvolvimento Social, enfatiza que “o programa vem ao encontro do que determinou o prefeito Humberto Souto: cuidar das pessoas. Criamos esse projeto para proporcionar momentos de interação e entretenimento para esse público”. Mais informações podem ser obtidas pelos fones 2211-3806 e 2211-3816. Fonte Prefeitura de Montes Claros

Espaço Cultural Márcia Prates – Exposição fotográfica ‘raízes, rosto e alma’ termina dia 10

Termina nesta sexta-feira (10), no Espaço Cultural Márcia Prates, a Exposição Fotográfica “Raízes, Rosto e Alma”, evento, promovido pela Associação dos Catopês, Marujos e Caboclinhos em parceria com a empresa Farol Cultural Brasil e que traz 12 retratos do artista e fotógrafo Samuel Reis que mostram momentos marcantes dos grupos folclóricos em apresentação nas tradicionais Festas de Agosto de Montes Claros. A atração é gratuita e aberta para visitação de segunda a sábado. O horário de visitação da Exposição Fotográfica é das 8h30 às 11h30 e das 13h30 às 17 horas A exposição tem o objetivo de ajudar a Associação dos Catopês, Marujos e Caboclinhos a gerar recursos através da venda das obras expostas, visando à manutenção do espaço, a continuidade dos projetos e novas iniciativas, mantendo assim suas manifestações, histórias, cultura, tradição e legado. Para o presidente da Associação dos Catopês, Marujos e Caboclinhos, Júnio Pimenta Santos, a exposição tem muita importância para a sociedade norte-mineira, pois evidencia a tradição ancestral das Festas de Agosto e seus protagonistas: “de uma forma geral, a atração faz uma homenagem a estas pessoas que doaram e doam a vida em prol da nossa cultura folclórica”, destacou Santos. Fonte: Jornal gazeta

Janaina Paschoal ‘não é mais bem-vinda’, afirmam alunos de direito da USP

Volta da professora e ex-deputada estadual Janaina Paschoal (PRTB-SP) à USP causa “perturbação”, afirmam alunos (foto: Fernando Moraes/UOL/Folhapress)  – Nota do Centro Acadêmico XI de Agosto criticam Janaina ‘Desde que se tornou uma das lideranças e a principal fiadora jurídica da extrema direita’ Por MÔNICA BERGAMO – Folhapress O retorno da deputada estadual de São Paulo Janaina Paschoal (PRTB) à Faculdade de Direito da USP, na capital paulista, causou espécie entre alunos da instituição. Integrantes do Centro Acadêmico XI de Agosto já preparam um abaixo-assinado em que se opõem ao retorno da professora à sala de aula. Como mostrou a coluna, Janaina demonstrou interesse em retomar as aulas no Largo de São Francisco logo após as eleições de 2022, quando não se elegeu para o Senado. Licenciada da faculdade desde que chegou à Assembleia Legislativa de São Paulo, em 2019, ela encerrará o seu mandato em 15 de março. “Você não cabe mais aqui. As nossas salas de aula se tornaram grandes demais para você”, diz uma nota elaborada pelo Centro Acadêmico XI de Agosto e obtida pela coluna. No documento, os alunos ainda afirmam que receberam a notícia “com perturbação”, classificam a parlamentar como uma “bolsonarista esclarecida” e questionam o fato de ela não ter aderido à carta em defesa da democracia articulada e lida na Faculdade de Direito durante o processo eleitoral de 2022. A participação de Janaina como autora do pedido de impeachment de Dilma Rousseff (PT) também é criticada. “Desde que se tornou uma das lideranças e a principal fiadora jurídica da extrema direita, Janaína abandonou os valores democráticos que devem permear as salas de aula da principal instituição de ensino jurídico do país”, diz o texto. “Nos quatro anos sombrios que o país enfrentou sob o governo de [Jair] Bolsonaro, Janaína se apresentou como uma espécie de bolsonarista esclarecida. No entanto, as suas supostas divergências com os movimentos de extrema direita são mínimas e consideramos haver, em suas mãos, tanto sangue quanto nas mãos deles”, continua. Janaina Paschoal Procurada pela coluna, Janaina Paschoal diz que cumprirá um dever voltando à faculdade, já que sua licença chegará ao fim, e que protestos fazem parte da democracia, mas não devem ultrapassar “os limites da manifestação do pensamento”. “Quando ninguém falava em cotas, eu as defendia. Enquanto muitos colegas são filhos e netos de diplomatas e desembargadores, eu sou neta de migrantes nordestinos e oriunda da periferia de São Paulo. Sou professora concursada. O término de minha licença implica retornar às aulas, e retornarei”, afirma a deputada, por mensagem. “Quanto aos protestos, são da democracia, desde que não ultrapassem os limites da manifestação do pensamento”, finalizou. Janaina propôs à Faculdade de Direito da USP ministrar disciplinas de segurança pública, conflitos religiosos ou bioética, mas elas já haviam sido distribuídas entre outros docentes. A deputada, agora, aguarda uma resposta da faculdade sobre qual aula poderá assumir. Leia, abaixo, a íntegra da nota elaborada por alunos do Centro Acadêmico XI de Agosto: “O retorno de Janaína Paschoal às atividades de docência na Faculdade de Direito da USP é uma notícia recebida com perturbação pelo corpo discente do Largo de São Francisco e pelo Centro Acadêmico XI de Agosto. Desde que se tornou uma das lideranças e a principal fiadora jurídica da extrema direita, Janaína abandonou os valores democráticos que devem permear as salas de aula da principal instituição de ensino jurídico do país. Exemplo notório desse desvio é ter sido uma das poucas docentes que não assinou a ‘Carta às brasileiras e aos brasileiros em defesa do Estado Democrático de Direito’, documento histórico escrito pela Faculdade de Direito, que congregou o Brasil em defesa da democracia. Consideramos que Janaína Paschoal tem dado uma contribuição indecente para o país. Foi a responsável por fundamentar juridicamente o processo de impeachment contra a ex-presidente Dilma Rousseff e, em 2018, apoiou e surfou a onda bolsonarista para alcançar um mandato na Assembleia Legislativa de São Paulo. Nos quatro anos sombrios que o país enfrentou sob o governo de Bolsonaro, Janaína se apresentou como uma espécie de bolsonarista esclarecida. No entanto, as suas supostas divergências com os movimentos de extrema direita são mínimas e consideramos haver, em suas mãos, tanto sangue quanto nas mãos deles. Felizmente, a população de São Paulo a negou um mandato no Senado. Por outro lado, a sua derrota na política possibilita um retorno às arcadas. É por isso que, antes que pise novamente no Território Livre do Largo de São Francisco, queremos que saiba que não é mais bem-vinda. Hoje a Faculdade de Direito da USP é dos alunos negros e pobres. Hoje a universidade pertence aos defensores da democracia, não aos seus detratores. É exatamente por isso que você não cabe mais aqui. As nossas salas de aula se tornaram grandes demais para você.”

Delgatti e Zambelli participaram do plano para grampear Alexandre de Moraes

O hacker Delgatti Neto e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Reprodução O plano de grampear o ministro Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelado pelo senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos-ES), e classificado pelo magistrado como “golpe Tabajara”, teria sido iniciado em setembro de 2022. Além disso, teria, inclusive, a participação de Walter Delgatti Neto, o “hacker de Araraquara”, responsável por divulgar conversas de procuradores da Lava Jato, que deram origem à Vaza Jato, e ajudaram o presidente Lula (PT) a sair da prisão e ter seus direitos políticos restabelecidos De acordo com reportagem da coluna Maquiavel, na Veja, no dia 10 de agosto do ano passado, Delgatti se encontrou com a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). O objetivo dos aliados próximos a Jair Bolsonaro (PL) era cooptar o hacker para expor supostas vulnerabilidades das urnas eletrônicas e engrossar o discurso golpista contra o sistema eleitoral. No início de setembro, Zambelli teria chamado Delgatti para outra conversa, que seria, nessa oportunidade, com o próprio Bolsonaro, por telefone. “Eu encontrei a outra (Zambelli) e ela levou um celular, abriu o celular novo, colocou um chip, aí ela cadastrou o chip e ele (Bolsonaro) telefonou no chip. Foi por chamada normal”, declarou Delgatti. O ex-presidente, então, teria convidado o hacker a assumir a autoria da ação que visava grampear Alexandre de Moraes, conforme relatou o próprio Delgatti. “Eles precisam de alguém para apresentar (os grampos) e depois eles garantiram que limpam a barra. Ele (Bolsonaro) falou: ‘A sua missão é assumir isso daqui. Só, porque depois o resto é com nós’. Eu falei: beleza. Aí ele falou: ‘E depois disso você tem o céu’”, disse. Ainda de acordo com a Veja, na suposta conversa com o hacker, Bolsonaro teria dito que eles já tinham obtido mensagens internas trocadas entre Moraes e servidores da Justiça, nas quais o ministro abordava supostas vulnerabilidades das urnas e uma preferência por Lula. Esse ponto deveria ser explorado na imprensa para alegar a suspeição do ministro e tirá-lo do comando do processo eleitoral. O hacker aceitou a oferta e ficou no aguardo de novos contatos dos apoiadores de Bolsonaro. Hacker teria oferecido dinheiro pela ajuda de funcionário da TIM Delgatti, inclusive, segundo a Veja, chegou a procurar um funcionário da operadora de telefonia TIM. Ele teria oferecido dinheiro para que ele o ajudasse a grampear o ministro do STF. O funcionário teria de fornecer um chip com o mesmo número utilizado por Moraes, mas se recusou a participar do crime. A coluna Maquiavel diz, ainda, que a conversa telefônica entre o hacker e o funcionário da TIM foi gravada, sem o conhecimento de Delgatti. Com a divulgação do plano por Marcos do Val, Delgatti teria comentado com pessoas próximas que esta seria a continuação da trama iniciada em setembro de 2022.

Com Mercadante, BNDES Terá foco na reindustrialização e promoção de exportações

Economista diz que 98% do mercado potencial para as empresas brasileiras está fora do Brasil – Aloizio Mercadante (Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil | Reuters/Sergio Moraes) O ex-ministro e economista Aloizio Mercadante toma posse hoje numa instituições que terá papel central na retomada do crescimento: o BNDES, que foi praticamente abandonado durante o ciclo neoliberal dos governos Temer/Bolsonaro, e que agora assumirá a liderança do processo de reindustrialização da economia e transição para uma economia verde. Neste processo, um dos grandes eixos será a criação de um ‘Eximbank’, um banco voltado ao estímulo às exportações. “Nossa diretoria não veio para retomar o BNDES do passado, mas para construir o do futuro. Um banco que será verde, digital, industrializante e inclusivo. O BNDES teve historicamente uma participação no PIB de 1,5% a 2%. Na crise de 2008, o BNDES chegou a quase 4% e gerou esse tensionamento com o mercado de capitais. Hoje ela é de 0,7%, mas tem espaço para crescer e retomar esse patamar de até 2% do PIB. Este BNDES não pode se alavancar com subsídios fiscais. Não tem espaço no orçamento. Por outro lado, o BNDES devolveu ao Tesouro de 2015 para cá R$ 678 bilhões. Tinha recebido 54% desse valor. Uma série de instrumentos foram desenvolvidos para este processo de transferência de recursos. Este não é o espaço de um banco de desenvolvimento, mas o de impulsionar o investimento público e privado. Até 2024 devolveremos os R$ 24 bilhões que restam. E é este equilíbrio com o Tesouro que buscamos”, disse ele, em entrevista à jornalista Maria Cristina Fernandes, do Valor. Na entrevista, Mercadante explicou o foco em exportações. “O BNDES tem que constituir um Eximbank para o comércio exterior. Todos os países desenvolvidos, EUA, China, Alemanha, os países da OCDE já têm um Eximbank, um banco focado no fomento às exportações. Nós queremos fortalecer as exportações porque 98% do mercado está fora do Brasil. A competitividade depende de escala. As cadeias globais de valor estão se regionalizando. Há uma mudança no cenário geopolítico internacional e um caminho de oportunidades no Brasil. Só oito países no mundo produzem aviões. Não existiria Embraer sem BNDES. Nenhum banco queria financiar o ERJ 145, que foi o salto tecnológico da aviação regional da Embraer, quando foi apresentado. O BNDES financiou e foi um êxito. Ganhou 0,5% de royalties para cada avião que fosse vendido. E 1.270 aviões foram exportados. Tem que financiar inovação, patentes. É importante que o Brasil seja um grande produtor de alimentos, mas o emprego de qualidade é a indústria que gera. Temos que reindustrializar o país”, apontou. Ele toma posse hoje, às 10h, na sede do BNDES, no Rio de Janeiro, com as presenças do presidente Luiz Inácio Lula da Silva e do vice Geraldo Alckmin, que é também ministro da Indústria, Desenvolvimento e Comércio.

Anitta não vence a categoria de artista revelação do Grammy 2023

A cantora Anitta não venceu a categoria de artista revelação no Grammy 2023. A artista perdeu o prêmio para Samara Joy. Mesmo assim, a Poderosa fez história como a primeira brasileira indicada em quase 50 anos em uma das categorias principais do prêmio, o principal da música. As informações são do portal Metrópoles. Anitta concorria ao lado de Muni Long, Latto Måneskin, DOMi & JD Beck, Tobe Nwigwe, Omar Apollo, Samara Joy, Molly Tuttle e Wet Leg A Billboard, revista especializada em música e considerada a mais influente no ramo nos EUA, colocou a “Girl from Rio” como uma das quatro prováveis vencedoras. Ela também aparece nas apostas da Time e da agência Associated Press. “Menina, é uma loucura. Me sinto fazendo história. 50 anos que o brasil não é nomeado em uma categoria do Grammy. Quase 50, faz 49. É tanto trabalho, a gente escuta tanto não. Estou super feliz. Eu acho que a determinação e a vontade de conseguir é a mesma. Eu vou atrás, estudo até que realmente eu esteja ali… É um caminho muito grande e não tinha ninguém que a gente olhava. Espero que isso abra espaços para um montão de brasileiros”, disse a cantora ao TNT, antes do evento.

Carlos Viana diz ter se sentido traído e abandonado por Bolsonaro

Senador fez referência ao aceno de Bolsonaro a Zema nas eleições ao governo de Minas Gerais; Carlos Viana deixou o PL e se filiou ao Podemos na última quarta-feira (1º) O senador Carlos Viana (Podemos-MG) declarou ter se sentido traído e abandonado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) ao se candidatar para o governo de Minas Gerais pelo Partido Liberal nas últimas eleições. A declaração foi concedida em entrevista à CNN neste domingo (5). Ele cont ou que foi convidado para se filiar ao PL, partido em que concorreu, em abril de 2022 pelo próprio ex-mandatário, por seu filho, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), e pelo presidente da sigla, Valdemar Costa Neto. O convite envolvia uma aliança eleitoral que, segundo Viana, foi descumprida. “A proposta era que eu seria candidato a governador de Minas Gerais, que era o meu desejo, fazendo um palanque para o [ex-]presidente Bolsonaro no estado. Eu me comprometi a ser candidato e cumpri com a minha palavra até o último minuto. Pois bem, na primeira aparição pública que tivemos, Bolsonaro levantou o braço do governador de Minas Gerais, Romeu Zema [Novo], e daí para a frente começou a dizer que em time que está ganhando, não se muda”, afirmou. “Em várias lives, ele [Bolsonaro] disse inclusive que era importante eleger um senador, deixando de lado o meu cargo. Eu me senti abandonado e traído naquilo que eu havia me comprometido”, disse. “Mas desistir da candidatura, eu não iria desistir. Isso não passa pela minha vida uma vez que eu aceitei. Cumpri até o último minuto, fui fiel em todos os momentos”, acrescentou. Apesar de Viana ter sido lançado como candidato do PL com articulação direta de Bolsonaro, o ex-presidente manteve acenos a Zema durante a campanha eleitoral. Em 4 de outubro de 2022, dois dias depois do primeiro turno das eleições, Zema confirmou apoio a Bolsonaro para o segundo turno presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Com o caso, o senador deixou o PL e se filiou, na última quarta-feira (1º), ao Podemos. Ele contou que fez um trato com Valdemar de que ajudaria na candidatura de Rogério Marinho (PL-RN) à Presidência do Senado – derrotado por Rodrigo Pacheco (PSD-MG) também na quarta (1º) -, mas que faria a troca de partido em seguida. A intenção, segundo Viana, é reconstruir uma base política voltada ao centro em Minas Gerais. “Fui recebido no Podemos de uma maneira muito especial, diferentemente de como fui recebido no PL de Minas, com vários deputados fazendo críticas [e dizendo] que o projeto era uma imposição. Então fica difícil você se acertar em uma legenda. É desgastante, mas eu confesso que estou me sentindo muito mais tranquilo hoje em voltar ao Podemos”, afirmou. Viana frisou, ainda, que prefere o diálogo em vez de radicalismos que não permitem discutir propostas independentemente da questão ideológica. A referência foi direta à disputa presidencial do último ano. “Eu acho que todos têm a contribuir. Esse pensamento incomodou”, apontou na entrevista. Jornal O Tempo

Michelle teria pagado implante de silicone nos seios com cartão corporativo

Peituda – Michelle Bolsonaro pode ser investigada pela prática de supostos crimes.Créditos: Alan Santos/PR A partir de investigações que têm como alvo um auxiliar de Bolsonaro, o STF já descobriu que um cartão de crédito usado por Michelle era quitado pelo Palácio do Planalto ESCÂNDALO – Investigações sobre gastos no cartão corporativo da Presidência da República, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), apontaram mais uma despesa “estranha”, digamos assim. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria utilizado os recursos para colocar novos implantes de silicone nos seios e realizar caros procedimentos estéticos, de acordo com informações da coluna Radar, na Veja. Segundo a reportagem, por meio de investigações que têm como alvo um auxiliar de Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) já descobriu que um cartão de crédito utilizado por Michelle era quitado pelo Palácio do Planalto. No caso do implante de silicone, em 2020, há um mistério: a conta foi paga a partir de um boleto. O senador Huberto Costa (PT-CE) anunciou, neste sábado (4), que vai acionar diferentes órgãos para que Michelle seja investigada pela prática de supostos crimes relatados em reportagem divulgada na sexta-feira (3) pelo portal Metrópoles. Entre as denúncias contra a ex-primeira-dama, estão a de que ela comandaria um esquema de corrupção conhecido como rachadinha, que assediaria moralmente servidores do Palácio da Alvorada e de que teria, ainda, “saqueado” lotes de carnes nobres, como picanha e contrafilé, além de caixas de camarão e bacalhau, entre outros alimentos refinados, da dispensa da residência oficial da presidente da República. “Após as graves denúncias apresentadas pelo – que ligam Michelle Bolsonaro a série de crimes como prática de ‘rachadinha’, assédio moral e corrupção – decidi entrar com uma série de representações nos órgãos competentes para a apuração dos fatos. Vou socilitar ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal que apurem os possíveis crimes de apropriação indébita, corrupção e atos de improbidade administrativa cometidos pela ex-primeira-dama”, declarou Humberto Costa através das redes sociais. Rachadinha Depois das denúncias publicadas no dia 20 de janeiro apontando o presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa, Michelle Bolsonaro, como suspeitos de praticar um esquema de ‘rachadinha’ dentro do Palácio do Planalto, o site Metrópoles publicou na noite desta sexta-feira (3) uma sequência de sua investigação sobre o caso. Na reportagem de agora, a ex-primeira-dama surge como protagonista de um esquema que os autores da matéria acreditam ser o de repasse de uma parte do salário de uma assessora parlamentar. Trata-se de Rosimary Cardoso Cordeiro, a melhor amiga de Michelle, que anteriormente já apareceu no noticiário como sendo a dona do cartão de crédito usado pela esposa do presidente da República. Rosimary teria conseguido um cargo no gabinete do senador bolsonarista Roberto Rocha (PTB-MA) logo no início do governo Bolsonaro, em 2019, com salário de pouco mais de R$ 6 mil. Tempos depois, diz a reportagem, a amiga foi “promovida” e chegou a um posto que lhe rendera excelentes vencimentos, na casa dos R$ 16 mil. Até aí, tudo bem. O problema é que a reportagem ouviu fontes que afirmaram que regularmente a escolta presidencial, composta por guarda-costas do GSI, iam até a casa de Rosimary recolher as “encomendas” que deveriam ser levadas até a então primeira-dama. Essas testemunhas disseram que o conteúdo dos envelopes “era facilmente identificável pelo tato” e que se tratava de dinheiro vivo. O Metrópoles chegou a divulgar um áudio em que Rosimary fala com um interlocutor sobre passar em sua casa para pegar a “encomenda” da ‘Mi’, em referência à ex-primeira-dama.

PF e Ibama destroem máquinas de garimpo perto de Altamira, no Pará

Garimpo ilegal de ouro é problema histórico na região e ameaça duas reservas indígenas: Ituna-itatá e Arará Volta Grande do Xingu Uma operação da Polícia Federal e do Ibama contra o garimpo ilegal destruiu duas máquinas usadas na extração ilegal de ouro perto de Altamira, no sudoeste do Pará, na manhã deste sábado (4/2). Os garimpeiros fugiram antes da chegada das autoridades e ninguém foi preso, mas a PF abriu inquérito para identificar os responsáveis pelo crime ambiental. De acordo com a Polícia Federal, a operação aconteceu às margens das terras indígenas Ituna-itatá e Arará Volta Grande do Xingu, na fronteira entre os municípios de Altamira e Senador José Porfírio. As máquinas foram incendiadas (imagem em destaque) porque não havia condições de logística para retirá-las do local com segurança – uma ação prevista pela legislação ambiental. Foram destruídas uma escavadeira hidráulica e um motor estacionário na operação, realizada em um local conhecido como Garimpo Itatá, que pressiona as margens das áreas indígenas. O garimpo ilegal de ouro, ainda segundo a PF, é um problema antigo na região – perto da barragem da Usina Hidrelétrica de Belo Monte. Garimpeiros deixam terra Yanomami A ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, anunciou neste sábado (4/2) que o governo federal tem informações de inteligência sobre um fluxo relevante de garimpeiros que estão deixando espontaneamente a terra indígena Yanomami. De acordo com a ministra, a saída dos garimpeiros começou na última semana, quando o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) determinou o bloqueio dos tráfegos aéreo e fluvial de garimpo ilegal na região. A medida pretende cortar o fluxo que abastece os grupos criminosos. Metropoles