Deputado bolsonarista se recusa a votar em deputada do PT para vice da ALMG

Coronel Sandro durante juramento de posse como deputado estadual nesta quarta-feira (1º) | Foto: Sarah Torres / ALMG  – O deputado estadual Coronel Sandro (PL) foi o único parlamentar a não votar na deputada Leninha (PT) para a vice-presidência da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Nesta quarta-feira (1º), ela se tornou a primeira mulher negra a integrar a Mesa Diretora na história do Legislativo mineiro. Há 26 anos uma mulher não ocupava um cargo de direção. Em 1997, a deputada Maria Olívia (PTB) foi 5ª secretária. Como havia apenas uma chapa para a Mesa Diretora, todos os outros cargos foram eleitos por unanimidade: presidente, 2º vice-presidente, 3º vice-presidente, 1º secretário, 2º secretário e 3º secretário. Alguns parlamentares perderam o prazo para votar, mas logo em seguida pediram a palavra durante a eleição para declarar seu voto. Não foi o caso de Coronel Sandro: ele chegou a ser alertado por colegas deputados sobre o fim da votação, mas respondeu que não votaria em Leninha. Fonte: O Tempo

MPF pede prisão de Sikera Júnior e aplicação de multa por crime de racismo

Sikera Junior comemora morte de homem acusado de ser assaltante — Foto: Reprodução de ‘Cidade em Ação’ (2019) / TV Arapuan Em ação protocolada no dia 30 de janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão de Sikera Júnior, além da aplicação de uma multa, por crime de racismo. A denúncia é referente a uma declaração que o apresentador fez enquanto estava à frente do programa Cidade em Ação, na TV Arapuã, em 5 de junho de 2018. Os comentários racistas foram feitos contra uma mulher e, conforme consta no documento do MPF, em tom agressivo e com ofensas raciais, ao vivo, durante o programa. O apresentador se referiu a ela usando termos como “vagabunda”, “preguiçosa” e “venta de jumenta”, além de, em inúmeras vezes, a chamar de “sebosa”. Ainda na ação, é ressaltado que a conduta de Sikera “extrapola os limites da liberdade de expressão, pois incita, inflama e propaga dolosamente discurso de ódio com atos de discriminação por gênero, preconceito, exclusão e estigmatização da coletividade feminina, violentando acima de tudo a dignidade da pessoa humana”. O órgão entendeu que o comportamento do apresentador se enquadrada na Lei 7.716/89, artigo 20, alegando que ele praticou discriminação e preconceito racial de gênero por intermédio dos meios de comunicação social, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Além da multa, o MPF pede a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos à vítima, incluindo danos morais coletivos. Defesa Por meio do Instagram, Sikera apenas publicou prints da notícia, sem se manifestar. O advogado Rannieri Lopes disse em um postagem na rede social que “o suposto crime de racismo só existe no imaginário do Ministério Público. A falta de tipicidade impede a materialização da denúncia”, escreveu.

Montes Claros celebra neste domingo festa em homenagem ao Dia de Iemanjá

A Prefeitura de Montes Claros, através da Coordenadoria da Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, com apoio do Conselho Municipal da Igualdade Racial, da Juventude do Centro Nacional de Africanidade e Resistência Afro-Brasileira (JCENARAB) e das casas de religião de Matriz Africana de Montes Claros, realizará neste domingo, 5, na orla da Lagoa dos Patos, no Parque Municipal Milton Prates, a primeira festa da cidade em homenagem a Iemanjá, cujo dia é comemorado em 2 de fevereiro. O evento acontecerá das 8 ao meio-dia. A comemoração, aberta ao público, incluirá apresentações artísticas dos membros dos terreiros de Umbanda e Candomblé, além de oferendas e procissão com andor do orixá, na orla da lagoa. “O intuito desta manifestação é para acabar com o preconceito e a intolerância religiosa, além de ser mais uma maneira de expressar publicamente a fé e dar visibilidade às religiões de matriz africana”, comentou o responsável pela Coordenadoria de Igualdade Racial de Montes Claros e presidente do Conselho de Igualdade Racial, José Gomes Filho. IEMANJÁ Conhecida como a “rainha do mar, nascida das águas”, seu nome tem origem nos termos do idioma Yorubá “Yèyé omo ejá”, que significa “Mãe cujos filhos são como peixes”. Por ser tida como a matriarca de quase todos os orixás, a divindade é associada à maternidade e à fecundidade, sendo uma das mais cultuadas e reverenciadas pelos praticantes de religiões de matriz africana. Iemanjá também é considerada protetora dos pescadores e jangadeiros. Fonte: Ascom/Prefeitura de Montes Claros

Dados preliminares ligam vacina bivalente da Pfizer com AVC

Apesar das suspeitas, autoridades sanitárias e de saúde dos EUA mantêm a recomendação de se imunizar contra a covid; na foto, profissional de saúde aplicando vacina da Pfizer Um relatório preliminar do CDC (Centros de Controle e Prevenção de Doenças dos EUA) e da FDA (Federal Drug Administration, a agência reguladora de medicamentos dos EUA) mostrou uma possível ligação entre a vacina bivalente da Pfizer contra a covid com a ocorrência de AVC (acidente vascular cerebral) em idosos. Segundo o estudo, entre 550 mil pessoas de 65 anos ou mais que receberam a vacina, 130 tiveram um AVC nas primeiras 3 semanas. Esse número reduz consideravelmente nas semanas seguintes. Nenhuma morte foi relatada. Eis a íntegra do relatório (2 MB). As vacinas bivalentes são, segundo os fabricantes, capazes de imunizar contra mais de uma versão de um vírus de uma só vez. No caso da Pfizer, a farmacêutica usa a tecnologia do mRNA com 2 códigos genéticos. O CDC afirmou em comunicado que os dados são preliminares e precisam ser investigados. Explicou que são usadas informações de diversos bancos de dados para monitorar a segurança das vacinas e apenas 1 indicou o possível problema. “Frequentemente, esses sistemas de segurança detectam sinais que podem ser devidos a outros fatores além da própria vacina”, disse, salientando a necessidade de apurar. “Todos os sinais requerem mais investigação e confirmação de estudos epidemiológicos formais.” O órgão ressaltou também que grandes estudos recentes e a análise de outros bancos de dados não mostraram risco de AVC em vacinados. A vacina da farmacêutica Moderna, largamente aplicada nos EUA, foi considerada segura. Enquanto apura o caso, o CDC optou por manter a recomendação para a vacinação contra a covid, incluindo de idosos. O órgão considera ser “muito improvável que a vacina represente um verdadeiro risco clínico”. O CDC recomenda que pessoas a partir de 6 meses tomem a vacina contra a covid. “Manter-se atualizado com as vacinas é a ferramenta mais eficaz que temos para reduzir mortes, hospitalizações e doenças graves por covid-19, como já foi demonstrado em vários estudos realizados nos Estados Unidos e em outros países”, concluiu o comunicado.

Do Val muda versão e tenta eximir Bolsonaro de culpa por trama golpista

Senador disse que a iniciativa foi do ex-deputado federal Daniel Silveira O senador Marcos do Val (Podemos-ES) mudou sua versão sobre a trama golpista para a qual teria sido convidado em dezembro passado. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2) ele disse que a iniciativa foi do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB) e colocou o hoje ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condição de vítima. Do Val recuou ainda do anúncio de que iria deixar o mandato. “O que ficou claro para mim foi o Daniel [Silveira] procurando uma forma de não ser preso de novo. Toda hora ele descumpria as ordens do ministro [Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal]. Ficou muito claro que ele estava num movimento de manipular e ter o [então] presidente [Jair Bolsonaro] comprando a ideia dele”, disse o senador, contradizendo seu próprio depoimento anterior. Mais cedo, a revista Veja publicou reportagem que contava a versão inicial da história dada por do Val, que citava papel ativo de Bolsonaro na conspiração. O texto da revista foi publicado horas depois que do Val antecipou, em live na internet, que a reportagem seria publicada na próxima sexta-feira (3). Segundo depoimento do senador citado pela reportagem, Bolsonaro teria dito que do Val iria “salvar o Brasil”, que havia acerto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que apenas cinco pessoas teriam conhecimento do plano golpista O recuo aconteceu junto de manifestações do clã Bolsonaro. O filho mais velho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta que as reuniões citadas na reportagem realmente ocorreram, mas tentou minimizar o caso. “Peço que todos os esclarecimentos sejam feitos, não digo nem abertura de inquérito, porque a situação narrada não configura nenhuma espécie de crime, mas que todos os esclarecimentos sejam feitos para que não fiquem narrativas em cima de narrativas”, disse. As últimas horas foram intensas para o senador capixaba. Antes da eleição para a presidência do Senado, que teve vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ele foi pressionado por bolsonaristas nas redes sociais, acusado de “traição” contra o candidato apoiado pelo ex-presidente de extrema-direita, Rogério Marinho (PL-RN). Na madrugada de quinta, depois de escrever várias respostas a críticos, ele fez uma postagem em que afirmava estar saindo “definitivamente” da política. Eleito para o Senado em 2018 na esteira da “antipolítica” que teve Bolsonaro como maior representante, ele disse ainda estar se organizando para voltar aos Estados Unidos, onde trabalhou antes de ingressar na carreira parlamentar. Do Val terá de escolher entre uma das versões – ou uma nova – nas próximas horas, já que Moraes, responsável pelos inquéritos dos atos antidemocráticos no Supremo, atendeu a pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou coleta de depoimento do senador.

Homem ateia fogo no próprio corpo em ato contra Moraes em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE. Foto: Fellipe Sampaio/STF Polícia Militar diz ter encontrado fotos do ministro do STF e de Adolf Hitler – A Polícia Militar do Distrito Federal informou que, em 31 de janeiro, um homem ateou fogo no próprio corpo como forma de protesto no gramado central da Esplanada dos Ministérios, em frente à Igreja Catedral Metropolitana, em Brasília. A corporação diz ter encontrado panfletos de cunho político com fotos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e do ditador nazista Adolf Hitler, com os dizeres “perdeu, mané”. Segundo a PMDF, testemunhas que passavam no local prestaram os primeiros socorros, apagaram as chamas e acionaram o serviço de emergência. Elas teriam relatado que o homem havia dito que atearia fogo em forma de protesto. A corporação diz ter sido acionada às 16h30. A vítima foi encaminhada pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, até o hospital da Asa Norte. Não há confirmação sobre o estado de saúde do homem.

Morre Glória Maria, jornalista e apresentadora ícone da TV brasileira

Glória Maria deixa legado de pioneirismo na TV brasileira; jornalista morreu aos 73 anos e deixa duas filhas – Reprodução/Redes sociais Morreu na manhã desta quinta-feira (2) a jornalista Glória Maria, aos 73 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Ela deixa duas filhas, Maria e Laura. A apresentadora estava afastada do Globo Repórter, da TV Globo, há mais de três meses por conta de uma internação parar tratar complicações de um câncer no pulmão diagnosticado em 2019. Em meados do ano passado, a jornalista iniciou uma nova fase do tratamento para combater metástases no cérebro causadas pelo câncer, que deixou de fazer efeito nos últimos dias antes de seu falecimento. A TV Globo lamentou a morte da profissional que é um ícone da TV brasileira. “Glória marcou a sua carreira como uma das mais talentosas profissionais do jornalismo brasileiro, deixando um legado de realizações, exemplos e pioneirismos para a Globo e seus profissionais”, afirmou em nota. Nascida em Vila Isabel, na zona norte do Rio, e filha de um alfaiate e uma dona de casa, Glória Maria se formou em jornalismo na PUC-Rio. Ela foi a primeira repórter a entrar ao vivo em cores no telejornal “Jornal Nacional”. Como repórter, viajou para mais de 100 países e realizou coberturas de momentos históricos como a Guerra das Malvinas (1982), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998). Ela também apresentou o Fantástico de 1988 a 2007. Glória Maria estava no Globo Repórter há 12 anos. Em entrevista ao programa Roda Viva, exibido ano passado, Glória Maria afirmou que “fez tudo que queria ter feito” na vida pessoal e profissional. “Fiz tudo que eu queria fazer e continuo fazendo. A maternidade entrou na minha vida por um acaso mas não me atrapalha e não me atrapalhou em nada. O que eu mais queria era percorrer o mundo. E percorri e percorro”, disse a jornalista. Assista o programa completo Fonte: Brasil de Fato

Deputados do Norte de Minas são empossados na ALMG e na Câmara Federal

Deputados estaduais: Arlen Santiago, Tadeuzinho, Gil Pereira, Leninha, Ricardo Campos e Oscar Teixeira. Deputados Federais: Paulo Guedes, Célia Xakriabá, Patrus Ananias e Marcelo de Freitas A Bancada do Norte de Minas Gerais na Assembleia Legislativa, manteve seis cadeira, mesmo com Zé Reis (48.773 votos) e Carlos Pimenta (35.037 votos) e não tendo conseguido a reeleição. Enquanto que na Câmara Federal, o Norte de Minas ganhou uma cadeira a mais, passando de três para quatro deputados. Deputados Estaduais Foram empossados os deputados montes-clarenses reeleitos Arlen Santiago (Avante), de com 107.236 votos; Tadeu Martins Leite (MDB), com 96.862 votos; Gil Pereira (PSD), com 88.393 votos e Leninha (PT), com 65.864 votos. E terão seus primeiros mandatos: Ricardo Campos (PT), de São João da Ponte, com 43.690 votos e Oscar Teixeira (PP), de Porteirinha, com 34.442 votos. Entre os deputados estaduais do Norte de Minas Gerais, Gil Pereira é o mais longevo, uma vez que exercerá o oitavo mandato consecutivo, seguido de perto por Arlen Santiago, reeleito para o sétimo mandato. Filho do ex-prefeito de Montes Claros, Tadeu Leite, o deputado Tadeuzinho se reelegeu para o quarto mandato seguido. E a deputada Leninha conquistou seu segundo mandato. A solenidade de posse, realizada na tarde desta quarta-feira (1°) empossou 76, dos 77 deputados na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, já que a deputada eleita Chiara Biondini (PP) foi impedida de tomar posse com os demais parlamentares porque ainda não completou 21 anos de idade. Deputados Federais Na Câmara dos Deputados, tomaram posses os reeleitos parlamentares Paulo Guedes (PT), da cidade de Manga, com 134.494 votos; Patrus Ananias (PT), de Bocaiúva, com 87.893 votos e Marcelo de Freitas (União Brasil), de Montes Claros, com 82.894 votos. Além de Célia Xakriabá (Psol), de São João das Missões, que conquistou seu primeiro mandato, com 101.154 votos.

Pacheco é reeleito presidente do Senado e impõe nova derrota ao bolsonarismo

Rodrigo Pacheco (PSD-MG), presidente do Senado.Foto: Pacheco se reúne o então presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT), seu vice Geraldo Alckmin (PSB) e integrantes do gabinete de transição; 09/11/22Créditos: Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil O senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG) foi reeleito presidente do Senado nesta quarta-feira (1) com 49 votos em plenário contra 32 de Rogério Marinho (PL-RN). Eduardo Girão (Podemos-CE), o terceiro candidato, havia retirado sua candidatura e declarado voto em Marinho. Não houve faltas, abstenções ou votos em branco. “Gostaria em primeiro lugar de expressar minha sincera gratidão aos meus pares que me incumbiram novamente de dirigir o Senado Federal e o Congresso Nacional. Essa alta incumbência de presidir um dos poderes da República é um encargo que me honra e desafia. Novamente assumo a presidência com humildade, responsabilidade e comprometimento. Buscarei sempre desempenhar esse papel em obediência à Constituição Federal, às leis e ao regimento interno desta casa. Quero expressar igualmente minha gratidão e respeito ao PSD, partido que me acolheu e me indicou para presidir uma das mais tradicionais e longevas instituições da nossa República”, declarou o presidente reeleito em pronunciamento oficial. Em seguida Pacheco falou aos eleitores do seu Estado, Minas Gerais, prometendo não abandonar as demandas mineiras por conta do cargo e prestou homenagem a Rogério Marinho e Eduardo Girão, derrotados no pleito. “O Brasil precisa de pacificação, os poderes da República precisam trabalhar em harmonia buscando sempre o diálogo. Os entes federativos devem trabalhar com diálogo para que as políticas públicas possam chegar à população. Da mesma forma o Senado Federal precisa ser pacificado para bem desempenhar suas funções de legislar e fiscalizar. Os bens do país estão acima de questões partidárias e nós, legisladores e legisladoras, precisamos nos unir pelo Brasil. A realidade do momento nos impõe um alerta: pacificação não significa omissão ou leniência. Pacificação não é inflamar a população com narrativas inverídicas, tampouco com soluções aparentes que geram instabilidade institucional. Pacificação não significa se calar diante de atos antidemocráticos”, concluiu. Com a reeleição de Pacheco, a oposição ligada ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que apostava na candidatura derrotada de Rogério Marinho para se fortalecer no Congresso, saiu derrotada. Rodrigo Pacheco ficará à frente do Senado Federal até o dia primeiro de fevereiro de 2025, quando uma nova votação deve ser convocada. A promessa é de trabalhar para o Brasil, não se alinhando nem ao governo e nem à oposição. Para o governo Lula, a decisão pode ser considerada uma vitória, uma vez que afasta o controle bolsonarista das principais mesas e comissões do Senado. Como transcorreram as eleições do Senado A sessão começou com o presidente Rodrigo Pacheco abrindo mão da presidência da Casa para colocar-se como candidato. Ele pediu a atenção dos senadores e passou a palavra, e a cadeira, para o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB-PB), o vice-presidente. Veneziano em seguida chamou os discursos dos candidatos. O primeiro a falar foi Eduardo Girão, que fez um discurso lembrando sua atividade política calcada na defesa de pautas ultra conservadoras e pediu que o voto fosse aberto – o que ao final não foi acatado. Girão ainda teceu críticas ao Supremo Tribunal Federal por conta das apurações dos atos antidemocráticos que desdobraram nos ataques de 8 de janeiro em Brasília. “Estou convencido que temos uma crise econômica, política e social, mas a mãe de todas as crises é a moral, que assola a nossa nação. Aquele que sentar-se na cadeira de presidente deve garantir a democracia no país. Não podemos mais observar jornalistas, influenciadores, artistas e militantes políticos sendo perseguidos sem o devido processo legal”, afirmou. Ao final, abriu mão da sua candidatura e declarou voto em Rogério Marinho. Revista Forum

A luta por liberdade está em nosso DNA – Por Leninha Souza*

Assumo o compromisso de um segundo mandato e de ser a primeira mulher negra vice-presidenta da ALMG Por muitos anos, militei entre os movimentos sociais da minha cidade e região numa luta incessante por garantia de direitos. Direito à vida, à água, à terra, ao território, aos saberes, ofícios, práticas e tudo o que remete ao modo de vida e identidade de um povo e de uma comunidade tradicional, a luta por dignidade, por soberania alimentar, por trabalho e renda. Foi nesse meio que me formei como cidadã. E foi nesse caminho que a militância sindical e ideológica me conduziram para a luta partidária. Assim, me tornei um ser político. Do chão do mundo para a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Mulher, negra, professora, periférica, sem tradição ou herança política, me tornei a primeira deputada negra eleita pelo meu partido a uma vaga no parlamento. Lá se vão quatro anos de muito aprendizado, luta e resistência. Um mandato construído de forma coletiva e popular, pautado nas necessidades do povo, especialmente o povo negro e empobrecido do nosso estado, da minha região. Um mandato a serviço de quem foi abandonado por um Estado insensível e ineficiente. Quatro anos buscando soluções e alternativas para aqueles e aquelas que resistem para salvar territórios, povos e o meio ambiente da ação devastadora de empreendimentos, como a mineração e a silvicultura. Rememoro as lutas do lado de fora da Assembleia. Mas, saibam, interna e cotidianamente, travamos lutas, batalhamos sempre. Penso ser determinante falarmos da luta por liberdade e autonomia sobre o exercício da nossa ação parlamentar. Notícias boas É nesse contexto, que assumo o compromisso de um segundo mandato e, de modo especial, a condição de ser a primeira mulher negra vice-presidenta da Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Para quem sempre esteve nos bastidores da política, tenho me permitido aventurar pelo caminho do pioneirismo. Primeira líder da Bancada Feminina da Casa e agora a primeira negra a compor a Mesa Diretora. Me orgulha, sobretudo, representar os Gerais, junto com o deputado Tadeu Martins Leite, o Tadeuzinho, meu conterrâneo, parceiro de bancada do Norte, para compor uma nova legislatura e um novo jeito de pensar no Poder Legislativo. Servir o nosso povo, nossa gente, colocando na centralidade da nossa ação o melhor para o Estado de Minas Gerais. A luta por liberdade e autonomia, estampada em nossa bandeira, cantada em verso e prosa, é a nossa identidade. É balizada nesse sentimento genuíno que assumo com responsabilidade a tarefa de ser na Assembleia representante daqueles e daquelas que ainda não puderam falar e ser ouvidos. Reafirmo o compromisso de lealdade às causas e bandeiras que me fizeram chegar até aqui, sem radicalismo, exercitando o diálogo como prática, a escutatória como método e o respeito às diferenças e divergências, buscando o melhor para todos e todas. Liberdade, ainda que tardia, mas sempre. * Leninha Souza é deputada estadual pelo Partido dos Trabalhadores e vice-presidenta da Assembleia Legislativa de Minas Ge