Conservatório abre inscrições na próxima segunda-feira

Todos os cursos são gratuitos e as vagas disponibilizadas para Montes Claros e Bocaiuva * Por Waldo Ferreira A partir da próxima segunda-feira, (16), a partir das 8 horas, o Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandez abrira inscrições para cursos em musicalização e educação musical, em Montes Claros e Bocaiuva. O encerramento das inscrições é no dia 20 de janeiro ou ao final das vagas. A musicalização contempla crianças de 6 a 10 anos, enquanto que a educação musical é aberta a todas as pessoas a partir dos 11 anos de idade. O curso propicia aos alunos contato com vários instrumentos, como flauta, piano, violão e violino, além de aulas de canto coral, percepção, teatro, balé, entre outras. Já a educação musical atende ao público infanto-juvenil, adolescentes, jovens e adultos. Oferece os cursos de acordeom, bateria, canto, flauta doce, flauta transversa, piano, teclado, viola caipira, violão e violino. Os alunos têm aula específica do instrumento escolhido, além de outras disciplinas. Os interessados devem acessar o site do conservatório – lorenzofernandez.com.br – e retirar a senha. É importante já ter em mãos os documentos do aluno. Depois, é só comparecer ao conservatório no dia e horário marcados para efetivar a matrícula. Todas as informações estão nos editais publicados no site. “O Conservatório é uma instituição de grande importância em minha vida, enquanto estudante de música e em todo o contexto cultural. Os momentos de vivências e aprendizados foram determinantes no êxito em diversas áreas da minha vida. Contudo, a gratidão a essa escola me põe no dever de ressaltar a qualidade do ensino dos profissionais, bem como de toda produção cultural realizada nesta instituição”, testemunha Aurélio Pereira, aluno do curso de violão. Em Montes Claros, o CELF está localizado na Avenida João Chaves, 438, no Jardim São Luiz. Contatos podem ser feitos pelo telefone (38) 3221-3206. Em Bocaiuva, na rua Coronel Freire, 215, centro. Formação musical – O Conservatório Lorenzo Fernandez, fundado em 1961, atua há mais de 60 anos em Montes Claros e faz parte da formação artístico-musical de grande parte dos artistas da região. O CELF atende alunos de todo o Norte de Minas, com ensino gratuito e de qualidade. Conta com profissionais habilitados e altamente capacitados. A escola de música tem um anexo em Bocaiuva, que atende centenas de alunos em musicalização e educação musical. Além da musicalização, o Conservatório disponibiliza também cursos de nível técnico em design de interiores, instrumento e canto. * Jornalista

Deputados federais que defenderam ou minimizaram o terrorismo em Brasília

Conheça os nomes e os rostos dos 46 parlamentares favoráveis aos atos golpistas de domingo ou à impunidade dos terroristas (Ilustração: The Intercept Brasil) Por Nayara FelizardoNayara Felizardo – The Intercept Brasil  UM LEVANTAMENTO feito pelo Intercept identificou 46 deputados federais eleitos em 2022 que defenderam, incentivaram ou ao menos tentaram justificar de alguma forma os ataques terroristas do último domingo. Dez deles apoiaram abertamente os golpistas, como se eles se manifestassem por causas legítimas; 24 procuraram disfarçar o apoio, minimizando os protestos, desviando o foco das acusações ou culpando “infiltrados de esquerda”; e outros 12 foram contrários às prisões dos terroristas, chegando a alegar a ocorrência de violações – não comprovadas – de direitos humanos. A lista poderia ser bem maior, pois vários parlamentares endossaram um tuíte de Jair Bolsonaro relativizando os atos. Destacamos, no entanto, apenas os casos mais expressivos, como os deputados que, mesmo tendo repudiado os atos oficialmente, divulgaram mensagens que colocam em dúvida se o repúdio foi genuíno. Independentemente da estratégia utilizada no momento de se pronunciarem publicamente sobre o terrorismo, todos os deputados citados deixaram de lado a defesa irrestrita da democracia. Boa parte dos parlamentares bolsonaristas que criticaram os atos de domingo só o fizeram por causa do vandalismo e da violência. No entanto, mesmo que o protesto tivesse sido pacífico, ainda seria antidemocrático, assim como eram os acampamentos na frente dos quartéis. Afinal, a motivação dos golpistas sempre foi contrariar o resultado de uma eleição e impor sua vontade contra a da maioria dos brasileiros. Entre os defensores do terrorismo, está o deputado Sargento Gonçalves, do PL do Rio Grande do Norte. Em um vídeo publicado em suas redes sociais, ele mandou uma mensagem para os “policiais militares de todo o Brasil, em especial aos policiais integrantes das forças de segurança pública do Distrito Federal”, pedindo que eles tivessem “muita sabedoria e serenidade, muita cautela na hora de agir contra os cidadãos que invadiram o Congresso Nacional”. O deputado que incentiva os policiais a serem coniventes com a depredação dos prédios públicos dos Três Poderes defendeu que os invasores “não são bandidos”. O Sargento Gonçalves também postou um vídeo do momento em que a multidão invadia o Congresso Nacional e escreveu na legenda que “todo poder emana do povo”. Outro defensor dos atos golpistas foi o cearense André Fernandes, do PL. Pouco antes da meia-noite de sábado para domingo, ele postou no Twitter que ia acontecer, na Praça dos Três Poderes, “o primeiro ato contra o governo Lula” e avisou que estaria lá. Depois, publicou uma foto da porta do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que foi arrancada pelos terroristas, e escreveu na legenda: “quem rir vai preso”. Após a má repercussão, o deputado negou que estivesse no protesto e excluiu as postagens. Quem também está no grupo dos defensores é a deputada bolsonarista Silvia Waiãpi, do PL do Amapá. Ela publicou ao menos três vídeos mostrando os golpistas em ação. Um deles é do momento em que um policial da cavalaria é derrubado e seu cavalo é ferido com barras de ferro. Outros deputados federais que defenderam abertamente o terrorismo de domingo foram o monarquista Luiz Philippe de Orleans e Bragança e o delegado Paulo Bilynskyj, ambos do PL de São Paulo. De Pernambuco, temos a deputada Clarissa Tércio, do PP, e o Coronel Meira, do PL. Bia Kicis e José Medeiros, respectivamente do PL do Distrito Federal e do Mato Grosso, também estão na lista, assim como Ricardo Barros, ex-ministro da Saúde de Michel Temer e ex-líder do governo Bolsonaro na Câmara, do PP do Paraná. Em uma entrevista para a CNN, Barros apoiou a ação dos terroristas. “As pessoas estão aí de cara limpa, não estão encapuzadas. Por que isso? Porque elas acham que a eleição foi roubada”, disse. Muitos deputados federais publicaram notas de repúdio contra os protestos violentos, mas várias de suas postagens nas redes sociais revelam que eles são, na verdade, simpatizantes disfarçados do terrorismo. Eduardo Bolsonaro, por exemplo, postou no Instagram o print de um tuíte do pai. O ex-presidente Jair Bolsonaro, que fugiu para os Estados Unidos às vésperas da posse de Lula, criticou as “depredações e invasões de prédios públicos”, comparando manifestações legítimas da esquerda com os atos golpistas de domingo. A postagem também foi reproduzida por vários deputados bolsonaristas. Dos 24 simpatizantes disfarçados, 17 são do PL, partido que falhou em reeleger Bolsonaro em outubro. Um desses parlamentares é o mineiro Nikolas Ferreira, deputado mais votado do Brasil. Os demais são do PSDB, Novo, MDB, União Brasil, PP, Avante e Republicanos. Entre eles, estão os que culparam o Supremo Tribunal Federal, Alexandre de Moraes ou o próprio Congresso pelos atos violentos. Um exemplo é o deputado federal Vicentinho Júnior, do PP de Tocantins. Ele gravou um vídeo colocando em dúvida a já comprovada segurança das urnas eletrônicas e insistindo na falácia do voto impresso. O levantamento identificou também 12 deputados federais que defendem impunidade para terroristas e quem atenta contra a democracia, principalmente os que estavam acampados no Quartel-General do Exército em Brasília e foram levados para a Academia Nacional da Polícia Federal. Eles alegam que os direitos humanos dessas pessoas estão sendo desrespeitados e chegam ao cúmulo de comparar o local para onde elas foram conduzidas a “campos de concentração” nazistas. O deputado Osmar Terra, do MDB do Rio Grande do Sul, chegou a divulgar a falsa informação de que uma idosa havia morrido. Terra é ex-ministro do Desenvolvimento Social de Temer e ex-ministro da Cidadania de Bolsonaro. Já o deputado Carlos Jordy, do PL do Rio de Janeiro, acusou o presidente Lula, o ministro da Justiça Flávio Dino e o “Xerife” – apelido que bolsonaristas deram a Alexandre de Moraes – de “abuso de autoridade”. A Polícia Militar do Distrito Federal conduziu mais de 1,5 mil pessoas suspeitas de envolvimento no terrorismo protagonizado por bolsonaristas no último domingo. De acordo com a Polícia Federal, todos os detidos receberam “alimentação regular (café da manhã, almoço, lanche e jantar), hidratação e atendimento médico quando necessário”. Várias entidades, como a Ordem dos Advogados do Brasil, acompanham os procedimentos. Após os trâmites realizados

ESPORTE E LAZER – Campo gramado em Riachão – *Por Pedro Ruas Neto

Os desportistas de Riachão (Fazenda de Miro Rego), em Mirabela, têm bons motivos para comemorar: serão presenteados com a entrega de campo de futebol oficial naquela comunidade. O Campo está sendo gramado e terá irrigação automatizada. A obra a Prefeitura atenderá a um antigo anseio da população de Riachão e comunidades adjacentes. O campo vai sediar jogos de campeonatos de Mirabela e, ainda, amistosos para proporcionar esporte, lazer e diversão. A expectativa é de que os jogos atraiam crianças, jovens, adultos e idosos, a exemplo do que já acontece naquele município, principalmente aos finais de semana, em outros campos e no estádio “Doutor Fábio Rabelo” O secretário de Cultura, Esportes e Lazer, Rafael Bonfim, lembra que a obra será mais uma conquista da população de Riachão e comunidades adjacentes. “O prefeito Luciano Rabelo, que está no segundo mandato, prioriza o esporte, em benefício da coletividade”, finalizou. * Jornalista

Wagner de Paulo Santiago é o novo reitor da Unimontes

Ele se reuniu com o governador para discutir os rumos da Universidade Estadual de Montes Claros, que comandará até dezembro de 2026 (Foto: Gil Leonardi / Imprensa MG) O governador Romeu Zema formalizou a posse, nesta quinta-feira (12/1), do novo reitor da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes) , Wagner de Paulo Santiago, e o vice-reitor, Dalton Caldeira Rocha, na tarde desta quinta-feira (12/1), na Cidade Administrativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Wagner de Paulo Santiago foi escolhido por Zema dentro da lista tríplice enviada pelo Conselho Universitário, a partir de votação da comunidade acadêmica, para ficar à frente da reitoria da Unimontes até dezembro de 2026. Ele foi o segundo mais votado, com 34,18%. Já Dalton Caldeira Rocha obteve 31,11% dos votos para o cargo de vice. “A Unimontes é um agente de desenvolvimento social e econômico, e precisamos estar atentos à realidade, com o ensino passando por mudanças e melhorias”, disse o governador durante o encontro. O reitor apresentou seu planejamento e lembrou a dimensão da atuação da Unimontes, que abrange 342 municípios das regiões do Norte, Noroeste e Central do estado, além do Vale do Jequitinhonha, englobando cerca de 40% do território mineiro. “Queremos fazer uma gestão de excelência que traga bons resultados para o povo mineiro, desde o ensino, extensão, pesquisa, prestação de serviço, pelo nosso hospital universitário, por exemplo, dando retorno para a nossa sociedade”, enfatizou Wagner de Paulo Santiago, estabelecendo alguns objetivos. “Vivemos um momento de mudanças, queremos ampliar o número de alunos, reduzir a evasão, oferecer novos cursos e verificar as necessidades do mercado de trabalho, para podermos atender a nossa sociedade”. Em 2022, a universidade chegou aos seus 60 anos de existência com franca expansão das atividades de ensino, pesquisa, pós-graduação e extensão. A prestação de serviços é incrementada, especialmente, na área de saúde, por intermédio do Hospital Universitário Clemente de Faria (HUCF). Como atendimento gratuito, bancado exclusivamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o HUCF também se destacou como referência regional no atendimento aos pacientes contaminados pelo coronavírus, salvando vidas durante a pandemia de covid-19. Reitor Wagner de Paulo Santiago é vinculado ao Departamento de Ciências Contábeis, do Centro de Ciências Sociais Aplicadas (CCSA), e é docente do Programa de Pós-Graduação em Desenvolvimento Econômico e Estratégia Empresarial (PPGDEE), com a linha de Pesquisa: Estratégia e Finanças Empresariais. O novo reitor tem mais de 30 anos de atividade profissional, e 27 anos dedicados à Unimontes, da qual é egresso. Além de docente, ele já exerceu diversas funções na universidade, como chefe do departamento de Ciências Contábeis, coordenador do curso de Ciências Contábeis, auditor-geral, presidente da Comissão Técnica do Vestibular e pró-reitor de Planejamento, Gestão e Finanças. Santiago já foi secretário municipal de Planejamento e Gestão de Montes Claros, e provedor-adjunto do Hospital Aroldo Tourinho, também no município do Norte de Minas.  Além disso, já trabalhou como contador e auditor em diversas empresas privadas, e tem experiência nas áreas de contabilidade e administração pública. Ele possui graduação e especialização em Ciências Contábeis pela Unimontes, e tem mestrado e doutorado em gestão pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Vice O vice-reitor, Dalton Caldeira Rocha, é graduado em Direito pela Unimontes e possui mestrado em Direito pela Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC). É docente na Unimontes desde 1993, com atuação no departamento de Direito Público Adjetivo. É membro do Conselho Diretor da Associação Comercial, Industrial e de Serviços de Montes Claros (Acimoc). Foi presidente da 11ª Subseção da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) em Montes Claros e diretor acadêmico do Centro Universitário FIPMoc (Faculdades Integradas Pitágoras). Universidade A Unimontes oferece atualmente 61 cursos de graduação e 21 cursos próprios de mestrado e doutorados, com mais de 13 mil alunos e cerca de 2.900 funcionários, entre professores, servidores técnico-administrativos efetivos e terceirizados nos seus 11 campi. Fundada em 1962, a instituição também tem reforçado a modalidade de ensino à distância, por meio do Centro de Educação a Distância (Cead), abrangendo 27 municípios. Fonte: Secom/MG

STF e TSE são acionados contra posse de deputados que apoiaram ataques

Entre os citados por ação de juristas, advogados e defensores públicos estão os deputados mineiros Nikolas Ferreira (PL-MG) e Sargento Rodrigues (PL-MG) (foto: Gladyston Rodrigues/EM/D.A Press) O Supremo Tribunal Federal (STF) e o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) receberam nessa quarta-feira (11) petições para que ao menos seis deputados federais eleitos tenham a sua diplomação suspensa e sejam impedidos de tomar posse em 1º de fevereiro. A iniciativa é dos advogados Marco Aurélio de Carvalho, Fabiano Silva dos Santos e Pedro Serrano, do grupo Prerrogativas. A articulação, integrada por juristas, advogados e defensores públicos, cita publicações e manifestações de autoria de Carlos Jordy (PL-RJ), Silvia Waiãpi (PL-AP), André Fernandes (PL-CE), Nikolas Ferreira (PL-MG), Sargento Rodrigues (PL-MG) e Walber Virgolino (PL-PB) em que os parlamentares eleitos supostamente endossam os ataques às sedes dos Três Poderes, em Brasília. “Não é aceitável ou imaginável que pessoas que tenham sido eleitas como representantes do povo em um regime democrático, por meio de eleição livre, possam apoiar, incentivar e mesmo participar de atos que atentem contra o Estado democrático de Direito”, afirmam os advogados ao TSE. “O apoio público a atos atentatórios ao regime democrático configura, de maneira clara e direta, comportamento incompatível com o decoro parlamentar”, dizem ainda. Os signatários da petição destacam uma decisão do presidente da corte eleitoral, Alexandre de Moraes, em que o ministro afirma que todos os envolvidos nos ataques golpistas serão responsabilizados. Eles ainda citam como exemplo o caso do juiz de primeira instância Wauner Batista Ferreira Machado, da 3ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, que foi afastado do cargo pelo Conselho Nacional de Justiça por autorizar a realização de um ato golpista em frente a quartel do Exército na capital mineira. “Trata-se de paralelo perfeitamente aplicável à hipótese dos autos”, afirmam os advogados do Prerrogativas, sugerindo que os parlamentares eleitos também podem ser responsabilizados por ações relacionadas aos ataques ocorridos no domingo (8). A ofensiva do Prerrogativas se soma a medidas tomadas pelas bancada do PT na Câmara e pelo PSOL, que entraram com representações junto ao Supremo Tribunal Federal pedindo que parlamentares que participaram ou incentivaram atos antidemocráticos sejam investigados. O PT pede que alguns deles sejam impedidos de assumir o cargo na próxima Legislatura e tenham acesso barrado a redes sociais. “A única saída é responsabilizar civil e criminalmente os responsáveis por essas manifestações. Essas ameaças são ainda mais graves quando sustentadas por parlamentares que se elegeram com o voto popular e atentam contra a democracia, regime que os alçou à condição de representantes e mandatários do povo”, afirma o advogado Marco Aurélio de Carvalho, coordenador do Prerrogativas. “A gente não pode ter nenhum comportamento condescendente com golpistas, com fascistas, com terroristas e muito menos com parlamentares que se elegem no regime democrático e que atentam contra a democracia e contra as instituições. Temos que reagir de forma contundente e pedagógica”, completa. Como mostrou a Folha de S.Paulo na quarta-feira, partidos com filiados suspeitos de participação nos ataques em Brasília variam do silêncio sobre providências à decisão de expulsar sumariamente membros com envolvimento no atentado antidemocrático. O PL, que tem deputados eleitos entre os suspeitos de comparecerem ou darem apoio à invasão, não anunciou se tomará medidas contra os filiados. A assessoria disse estar esperando uma posição do partido para se manifestar.

Atos terroristas – Corregedoria do MP enquadra promotor de Minas Gerais

CAC e instrutor de tiro, Flávio Cesar de Almeida, que é promotor de Justiça de Minas Gerais, tem mais de 17 mil seguidores no Instagram (Foto: Reprodução)  A Corregedoria Nacional do Ministério Público mandou o promotor de Justiça de Minas Gerais, Flávio Cesar de Almeida Santos, excluir, de suas redes sociais, postagens que incitam a subversão do Estado Democrático de Direito e apoiam os ataques terroristas em Brasília, no domingo (8). Flávio Cesar é Colecionador, Atirador Desportivo e Caçador (CAC) e Instrutor de Armamento e Tiro (IAT). A decisão foi tomada cautelarmente pelo corregedor nacional do órgão, Oswaldo D’Albuquerque. O promotor, que tem 17 mil seguidores no Instagram, é lotado na Comarca de Ribeirão das Neves do Ministério Público de MG. Nos últimos dias, ele compartilhou publicações nas quais faz críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF) e ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), além de atacar o ministro Alexandre de Moraes, questionar a honestidade das eleições e apoiar os atos golpistas de Brasília, de acordo com a coluna de Mônica Bergamo, na Folha de S.Paulo. “A fraude eleitoral foi a fagulha que fez a maioria dos brasileiros explodir de raiva hoje se manifestando contra o sistema brasileiro que sempre coloca os habituais… Este vídeo deve ser compartilhado com força”, publicou Flávio Cesar, postando junto fotos da invasão às sedes dos três poderes. “Entreguem o código-fonte das urnas eletrônicas”, destacou, em publicação, disseminando fake news bolsonarista que prega, sem qualquer fundamento, a ausência de transparência no processo eleitoral. Além da exclusão dos conteúdos ofensivos e mentirosos, a corregedoria, vinculada ao Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP), determinou a instauração de uma reclamação disciplinar contra o promotor “para apurar os fatos relatados”. Postagens ultrapassam o limite da liberdade de expressão O corregedor nacional considerou que as mensagens nas redes do promotor mineiro extrapolam os limites da liberdade de opinião e atentam contra o Estado Democrático de Direito. “O episódio de exceção ocorrido na capital da República no último dia 8 de janeiro merece ser repudiado e censurado por todos os ângulos, não se coadunando com a ordem constitucional a tentativa de abolição do Estado Democrático de Direito”, ressaltou D’Albuquerque. “As postagens do integrante do Ministério Público do estado de Minas Gerais na sua rede social estão sendo veiculadas diariamente no seu feed e stories, cujo perfil conta com mais de 17 mil seguidores e no qual se identifica o reclamado como ‘Promotor de Justiça’, colocando em xeque a própria Instituição ministerial a que serve perante a sociedade”, acrescentou. Segundo a decisão, as publicações teriam afrontado recomendações do regimento do órgão para que seus integrantes “mantenham conduta ilibada na seara profissional e pessoal” e ajam “com reserva, cautela e a discrição” ao fazer postagens nas redes sociais.

Santa Casa de Montes Claros suspende atendimento pela Unimed

A Santa Casa de Montes Claros comunicou, nesta terça-feira (11), que o atendimento de síndromes gripais e/ou casos suspeitos ou confirmados para a Covid-19 está temporariamente suspenso no Pronto-Socorro SUS e no Pronto Atendimento (convênio e particular). O hospital esclarece que “tal medida foi adotada porque sua capacidade instalada está esgotada nesse momento”. Ainda informa que “está com seu Plano de Contingência em Nível III acionado e que está atendendo somente casos de referência exclusiva e/ou emergência”. Segundo a unidade, até às 16h15, desta terça, havia 66 pacientes internados em macas no Pronto Socorro, Bloco Cirúrgico e CEDITEN aguardando vaga em leito de enfermaria e/ou terapia intensiva. A Santa Casa ressalta ainda que “esta situação não está relacionada aos leitos destinados ao atendimento de pacientes confirmados e/ou com suspeita para Covid-19”.

‘A vida pede equilíbrio’ é tema da campanha Janeiro Branco de 2023

A cor branca foi escolhida por, simbolicamente, representar “folhas ou telas em branco,” que podem ser usadas para mudanças e novos projetos — Foto: Freepik Janeiro marca o início e fim de ciclos para muitas pessoas. O primeiro mês do ano traz a expectativa de vida nova e recomeços. Em razão disso, o período foi escolhido para ser pano de fundo da ação que incentiva o cuidado com a saúde mental. Em 2023, o tema da campanha Janeiro Branco é: “A vida pede equilíbrio”. A cor branca foi escolhida por, simbolicamente, representar “folhas ou telas em branco,” que podem ser usadas para mudanças e novos projetos. O olhar atento para a saúde da mente se torna cada vez mais importante. De acordo com dados da Organização Mundial da Saúde (OMS), publicados em 2022, quase um bilhão de pessoas, incluindo 14% dos adolescentes do mundo, vivem com algum transtorno mental. A situação ainda foi agravada pela pandemia da Covid-19, além de ser até hoje permeada por antigos tabus e preconceitos. A campanha Janeiro Branco é uma iniciativa social criada pelo psicólogo e palestrante mineiro, Leonardo Abrahão. O especialista destaca que o assunto é um desafio mundial. “Desde o início da história da humanidade, as pessoas, assim como todas as instituições sociais, vêm lidando, quase que às cegas, com as complexas e inescapáveis questões psicológicas que caracterizam os seres humanos, por falta de suporte da educação sentimental e orientação emocional,” enfatizou. A ação promove palestras, oficinas terapêuticas, cursos, workshops, caminhadas, rodas de conversa e abordagem de pessoas em todos os lugares nos quais as pessoas se encontram: ruas, praças, igrejas, empresas, residências, academias, shoppings, hospitais, dentre outros. Durante o primeiro mês do ano, o instituto programou atividades em várias cidades do Brasil. Além do Brasil, outros países já aderiram ao movimento, como é o caso do Japão, do Cabo Verde, de Angola, de Portugal, da Espanha, da Colômbia e até mesmo da França, com registros de ações pela saúde mental por ocasião do Janeiro Branco. Apoio de artistas Como forma de demonstrar apoio ao movimento, diversos artistas do Brasil também têm vestido a camiseta oficial da campanha e contribuído voluntariamente para a difusão da mensagem “quem cuida da mente, cuida da vida!”.  Entre as celebridades que já manifestaram esse apoio, estão as atrizes Suzana Vieira, Priscila Fantin, as cantoras Cláudia Leite, Negra Li, o vocalista do grupo Pixote, Dodô, entre outros. Para acompanhar a programação e obter mais informações, basta acessar o site janeirobranco.com.br ou o perfil do Instagram @janeirobranco.

Deputados pedem a Lula que exonere reitor de MG que apoiou atos golpistas

Políticos intensificam pressão sobre Janir Alves Soares, dirigente da UFVJM que festejou a tomada do Congresso Nacional por parte de radicais; STF foi acionado – Postagens de Janir Alves Soares ((foto: Reprodução/UFVJM) irritaram deputados e integrantes da comunidade da UFVJM  Um grupo de 24 deputados federais e estaduais eleitos por Minas Gerais pediu ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) a exoneração de Janir Alves Soares, reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). O documento, enviado nesta quarta-feira (11/1) ao Palácio do Planalto, é assinado por parlamentares de PT, PCdoB, PV e Psol. Soares publicou, nas redes sociais, conteúdos em apoio aos golpistas que invadiram prédios dos Três Poderes da República, em Brasília (DF), no domingo (8/1). O movimento dos parlamentares aumenta a pressão pela saída do professor do comando da UFVJM. A deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT) chegou a acionar o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedindo o afastamento imediato do reitor. Paralelamente, o líder do PT na Câmara dos Deputados, Reginaldo Lopes (MG), e seu sucessor no posto, Zeca Dirceu (PR), solicitaram ao ministro da Educação, Camilo Santana, o afastamento de Soares do comando da universidade. Em outra via, representantes da comunidade acadêmica da universidade também externaram descontentamento com o caso. O documento enviado a Lula traz uma série de prints de publicações de teor político feitas por Soares. No dossiê, há ataques do professor ministros do STF e ao presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). “A repercussão gerada pelas manifestações do Sr. Janir não realizam qualquer distinção do seu nome ao cargo que ocupa, sendo veiculada de forma a ressaltar a manifestação enquanto reitor da Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Logo, envolveu diretamente a imagem da instituição de ensino federal e a relevância de seu cargo, bem como, revela a sua utlização para fins de maior alcance da mensagem antidemocrática que pretendeu dar publicidade”, protesta o grupo de parlamentares (Leia, no fim deste texto, o nome de todos os deputados que assinam a carta). O Ministério da Educação (MEC) tem em mãos as denúncias que pesam sobre Soares. Uma apuração para averiguar a conduta do docente é preparada. O caso foi encaminhado à corregedoria da pasta. Instantes após a invasão terminada em quebra-quebra começar, Soares afirmou, em um vídeo publicado no Instagram, que a tomada do Congresso ocorreu de “maneira pacífica”. A tese, porém, foi contrariada por vídeos e fotos que mostram o prejuízo causado pelos radicais à sede do Legislativo. Os atos de vandalismo são atribuídos por ele a “infiltrados”, ainda que não haja provas a respeito. As forças de segurança do Distrito Federal, aliás, expediram mais de 1,2 autos de prisão e apreensão. O grupo que tomou, também, a sede do STF e o Palácio do Planalto defende o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e contesta, sem provas, a vitória de Lula, reconhecida por observadores eleitorais nacionais e internacionais. Para sustentar o pedido de afastamento do dirigente, os parlamentares recorrem ao estatuto da UFVJM. Segundo eles, o comportamento de Soares “não é condizente com a liturgia e as atribuições do cargo de reitor”. “O pedido de “intervenção federal” do Sr. Janir Alves Soares contra o resultado das eleições estimula, sobremaneira, mais ataques ao regime democrá:co do nosso país e atenta contra a ordem pública, como um todo”, lê-se em trecho da carta endereçada a Lula. Na segunda-feira (9), Soares enviou um e-mail ao EM e se defendeu das críticas. Ele disse externar suas posições políticas como cidadão – e não como responsável por comandar a UFVJM. “Na qualidade de cidadão livre e perante o estado democrático e de direito, apoio a pauta de um grupo de cidadãos, pais de família, pessoas que trabalham, produzem, pagam impostos, que são ordeiras e defendem a vida e a liberdade com responsabilidade. Essas pessoas são definidas como Patriotas. Estamos indignados com a omissão do Congresso Nacional e com o ativismo político do Judiciário perante as eleições de outubro de 2022. Muitas dessas pessoas estiveram, por aproximadamente 68 dias, manifestando em frente a diversos quartéis deste país, pedindo justiça, esclarecimentos, ordem”, afirmou ele. Na semana passada, o grupo que pediu a Lula a exoneração do reitor acionou o presidente reivindicando a revogação do processo de privatização do metrô de Belo Horizonte. Comunidade acadêmica também pressiona O apoio de Soares aos atos golpistas o fez ser afastado do Fórum das Instituições de Ensino Superior (Foripes). Hoje, diretores de unidades da UFVJM, que têm instalações em Diamantina, Teófilo Otoni, Janaúba e Unaí, divulgaram carta reprovando as falas do reitor. Segundo os docentes, é preciso que haja “absoluto repúdio” aos atos antidemocráticos. “Conclamamos a comunidade acadêmica à defesa irrestrita do resultado das urnas, que representa a vontade do povo, do Estado Democrático de Direito e da nossa universidade”, lê-se em parte do ofício. O documento é assinado por representantes das 11 unidades da UFVJM. Nomeado reitor-interventor da UFVJM por Bolsonaro, Soares ocupa o cargo desde agosto de 2019. A escolha dele gerou críticas, porque, da lista trípilice enviada ao governo federal, o professor foi o menos votado pela comunidade acadêmica. Havia a expectativa pela posse de Gilciano Saraiva Nogueira, o primeiro colocado na relação de opções ofertadas à União. A crítica ao comportamento de Soares pauta, também, o requerimento enviado por Reginaldo Lopes e Zeca Dirceu ao ministro Camilo Santana. “O reitor e aqueles que ele apoia vivem num mundo paralelo, numa psicose coletiva, em que negam o reconhecimento da validade do processo eleitoral e de seu resultado, buscam a ruptura institucional a partir da defesa de um regime autoritário na condução do país, semeiam ódio e violência, vendo inimigos e comunistas em todos os cantos, numa vã esperança de que alguma divindade de outro mundo possa modificar a vontade soberana da sociedade brasileira”, ironiza a dupla. Na segunda, quando os pedidos de afastamento começaram a eclodir, o reitor disse ter “consciência” dos direitos que a Constituição Federal garante aos cidadãos. “Toda acusação deve obedecer o devido processo legal. Digo isso se, de fato, ainda estivermos no

Da Flórida, Bolsonaro compartilha vídeo com ataques ao STF, TSE e Lula

Canalha insufla golpistas em meio a alerta de novos ataques terroristas – Bolsonaro, Ibaneis e Anderson Torres/Foto:Divulgação Mentor dos ataques terroristas em Brasília ocorridos no domingo, dia 8, Jair Bolsonaro usou seu perfil no Facebook para atacar o resultado das urnas e insuflar o terrorismo. Na noite desta terça-feira, ele compartilhou vídeo do procurador de extrema-direita do Mato Grosso do Sul Felipe Gimenez alegando que Lula foi “escolhido pelo serviço eleitoral e pelos ministros do Supremo Tribunal Federal e do Tribunal Superior Eleitoral”. A AGU alertou o STF sobre “nova tentativa de ameaça ao Estado democrático de Direito”. Em petição enviada ao ministro Alexandre de Moraes, o governo Lula pediu que as forças de segurança pública do todo o país sejam oficiadas a tomarem medidas preventivas contra possíveis invasões a prédios públicos e bloqueios de vias durante a “Mega Manifestação Nacional pela Retomada do Poder”. O evento deve ser realizado nesta quarta-feira, dia 11. O Estado deve “ser salvaguardado e protegido, evitando-se para tanto o abuso do direito de reunião, utilizado como ilegal e inconstitucional invólucro para verdadeiros atos atentatórios ao Estado democrático de Direito”, afirma a AGU. Nas imagens divulgadas pelo delinquente atualmente na Flórida, Gimenez aparece relatando que aponta erros no sistema eleitoral brasileiro desde 1996, mas nunca recebeu atenção. “Como é que você pode ter certeza de que uma imagem que um software mostra numa tela pra você é igual aquilo que saiu da sua consciência? A imagem que você vê é produzida pelo software, que não está sob seu controle, que não foi escrito por você, que não é verificado por você”, questiona. Lula, declara, “não foi eleito pelo povo brasileiro” e sim “foi escolhido pelo serviço eleitoral”. Também tenta estabelecer uma relação entre a laicidade do Estado para dizer que, dessa forma, “ninguém é obrigado a confiar em servidor público”. Bolsonaro precisa ser preso. Urgentemente. Fonte: DCM