Biden sanciona lei que reconhece o casamento gay nos EUA

A medida representa um “golpe contra o ódio”, afirmou o presidente norte-americano – O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, assinou nesta terça-feira (13) a lei que protege o casamento gay. O país tem o reconhecimento federal de união entre pessoas do mesmo sexo. “Esta lei e o amor que ela defende desferem um golpe contra o ódio. É por isso que esta lei é importante para todos os americanos”, disse Biden no gramado sul da Casa Branca.
Haddad anuncia Galípolo e Appy como primeiros nomes do Ministério da Fazenda

“Pessoas tecnicamente qualificadas para esta posição”, disse o futuro ministro. Fernando Haddad reforçou que o Brasil democratizar o crédito, ter menos inflação e menos desemprego. – Indicado pelo presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para ser ministro da Fazenda a partir de 2023, Fernando Haddad (PT) anunciou nesta terça-feira (13) Gabriel Galípolo como secretário-executivo da pasta e Bernard Appy como secretário de Política Econômica. “Pessoas tecnicamente qualificadas para esta posição”, afirmou Haddad em coletiva de imprensa no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), sede do gabinete de transição, em Brasília (DF). Questionado sobre a pluralidade da equipe econômica, que estaria mais com a cara do PT, Haddad respondeu: “eu peço que vocês façam uma avaliação da equipe quando ela estiver concluída. Eu estou anunciando alguém que nunca se filiou ao PT e até outro dia era presidente de banco. O Appy, duvido que tenha alguma restrição técnica. Eu não vejo como eles podem ser vistos dessa forma”. De acordo com o futuro ministro, “sem educação de qualidade e crédito, não há economia de mercado que prospere”. “Esses são dois pilares de um mercado eficiente. Nós vamos nos deter em todos os projetos que foram engavetados para que essa agenda de educação, combate à fome, acesso à crédito, tributos justos e um sistema tributário eficiente, simples, transparente e eficaz, avance”, disse. O ex-prefeito da cidade de São Paulo (SP) disse que é necessário garantir a “democratização do crédito”. “Não teremos preconceito em sentar com o sistema financeiro para o aperfeiçoamento das regras. Sem educação de qualidade e crédito, não há economia de mercado que prospere. As pessoas têm que ter capacidade e acesso ao crédito. Tributos justos, simples, transparente”, continuou. Na coletiva, Haddad reforçou que o Brasil precisa de “menos inflação e menos desemprego”. “É isso que nós queremos. Política econômica que vai garantir uma perspectiva de desenvolvimento. Vamos ter uma equipe capacitada”, disse. Galípolo e Appy O futuro secretário-executivo da Fazenda presidiu o Banco Fator até 2021. Atualmente com 39 anos, Galípolo é professor da Universidade Federal do estado do Rio de Janeiro (UFRJ). O integrante da pasta é pesquisador do Centro Brasileiro de Relações Internacionais (Cebri) e conselheiro da Federação das Indústrias do estado de São Paulo (Fiesp). Appy é um dos maiores especialistas em reforma tributária do Brasil. Foi secretário de Política Econômica (2003-2009), durante boa parte dos governos Lula.
Lula confirma Margareth Menezes como ministra da Cultura

A cantora baiana e negra Margareth Menezes confirmou nesta terça (13/12) que aceitou o convite para ser a ministra da Cultura do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A pasta foi extinta por Jair Bolsonaro (PL), em 2019, porém será recriada no ano que vem. A futura ministra declarou no CCBB, em Brasília, após encontro com Lula, que aceitou a missão. “Foi uma conversa muito animadora para a gente que é da cultura. Nós conversamos e eu aceitei a missão. Recebo isso como uma missão, até porque foi uma surpresa para mim também”, relatou ela a jornalistas. O presidente eleito confirmou o convite publicando fotos com Marageth e um agradecimento em suas redes sociais. “Obrigado, companheira Margareth Menezes por aceitar o convite de ser ministra da Cultura. Nos últimos anos, a cultura sofreu um desmonte no Brasil. E nós vamos honrar nosso compromisso de reconstruir e fortalecer o setor”, disse ele. Lula segue a lógica de nomear mulheres e negros no governo, refletindo a proporcionalidade da sociedade brasileira. Margareth ainda detalhou que o presidente eleito considera de uma importância muito grande o área, e que ele está querendo fazer um Ministério da Cultura forte para atender aos anseios do povo da cultura e do Brasil pelo potencial da cultura nacional.
Pacheco avisa Lira: Senado não dará mandato vitalício a Bolsonaro

O presidente do Senado Federal, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), avisou a Arthur Lira (PP-AL), presidente da Câmara dos Deputados, que não será aprovada a proposta de dar cargos de senador vitalício a ex-presidentes da República. A informação é do blog do Bernardo Mello Franco do jornal O Globo. A ideia por trás de tal proposta era garantir foro privilegiado a Jair Bolsonaro (PL) após este deixar a presidência. Como foi derrotado na eleição presidencial por Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o atual chefe do Executivo não terá mandato a partir de 2023 e poderá ser julgado por juízes de primeira instância. Quem costurava a proposta silenciosamente era o líder do governo no Congresso, senador Eduardo Gomes. No entanto, neste domingo (11), em conversa entre Pacheco e Lira, o presidente do Senado já alertou que a proposta “não tem chance de ser aprovada na Casa que comanda.”
Argentina vence a Croácia e está na final da Copa do Mundo do Catar

Argentinos mantêm histórico imbatível em semifinais e agora esperam o vencedor de França e Marrocos A Argentina confirmou seu histórico imbatível em semifinais de Copa do Mundo e venceu a Croácia por 3 a 0 nesta terça-feira (13), em Lusail, tornando-se a primeira seleção qualificada para a grande final Copa do Mundo do Catar 2022. Os argentinos agora esperam o adversário, a ser decidido amanhã (14), no estádio Al Bayt, em Al Khor, no duelo entre França e Marrocos. A final será jogada no próximo domingo (18), às 12h de Brasília, em Lusail. Os primeiros 15 minutos do jogo foram mornos, com ambas equipes trocando passes, estudando o adversário, marcando no meio de campo e promovendo investidas despretensiosas ao ataque. Assim como contra o Brasil, nas quartas, a Croácia se defendia ao manter a posse de bola em maior medida que o adversário. Nos 15 minutos seguintes o ritmo foi aumentando por parte da Argentina até que aos 31 minutos Julián Álvarez recebe lançamento por trás da zaga e é derrubado, dentro da área, pelo goleiro Livakovic: pênalti. Messi bateu alto e forte para abrir o placar para os hermanos. Livakovic e Kovacic receberam cartões amarelos logo em seguida. Aos 38 foi a vez de Julián Álvarez receber a bola na meia esquerda e disparar na direção do gol, em corrida na qual dividiu e trombou com pelo menos 4 croatas antes de empurrar para as redes: 2 a 0 para a Argentina. Aos 42 minutos, MacAllister quase marca o terceiro de cabeça após cobrança de escanteio, obrigando Livakovic a fazer uma difícil defesa. Nos instantes finais da primeira etapa Messi emplaca uma série de dribles e é derrubado pelos croatas. O juiz então apitou não a falta, mas o fim do primeiro tempo. No segundo tempo a Argentina começou pressionando os croatas e, aos 12 minutos, Messi recebeu dentro da área e obrigou Livakovic a fazer grande defesa. A partir dos 15 minutos a Argentina chamou a Croácia e enquanto os croatas tentavam diminuir, os argentinos apostavam em jogadas de contra ataque. Em uma delas, aos 24 minutos, Messi recupera uma bola perdida na lateral direita e faz uma bela jogada individual com a qual invade a área, deixa o zagueiro Gvardiol a ver navios, chega à linha de fundo e, com a defesa croata perdida, rola para Julián Álvarez fazer o terceiro gol argentino. Os últimos vinte minutos da partida mostraram uma Croácia abatida, que até tentou chegar ao gol argentino, mas não ofereceu perigo. A Argentina, por sua vez, claramente começou a poupar-se para a final e foi levando a decisão para o seu fim com inteligência, fechando espaços e formando uma linha de cinco defensores quando estava sem a bola. As outras quatro semifinais argentinas em Copas do Mundo Nas cinco ocasiões em que disputou as semifinais de uma Copa do Mundo, a Argentina sempre chegou à final – contando a deste ano. E isso ocorreu logo na primeira Copa do Mundo, em 1930, no Uruguai, quando venceu os Estados Unidos por 6 a 1 e em seguida perdeu a final para os anfitriões, por 4 a 2. Em sua outra campanha vice-campeão, na Itália em 1990, os argentinos tinham eliminado o Brasil e a Iugoslávia nas fases anteriores, até empatarem com a anfitriã em 1 a 1 pela semifinal. Os Hermanos venceram a disputa de pênaltis por 4 a 3. Na final, derrota por 1 a 0 para a Alemanha. O roteiro teve um desfecho parecido em 2014, no Brasil, quando novamente perderam uma final para os alemães. No entanto, passaram pela Holanda nas semifinais após empate sem gols e vitória nas disputas de pênaltis por 4 a 2. Na Copa de 1986, no México, os argentinos foram campeões vencendo os alemães na final por 3 a 2. Na semifinal, vitória por 2 a 0 sobre a Bélgica. Já a Copa de 1978, vencida pelos argentinos na condição de anfitriões, não teve uma fase semifinal. Os finalistas foram qualificados a partir de uma segunda fase de grupos. A classificação argentina veio após uma polêmica vitória por 6 a 0 sobre o Peru, que a colocou em posição superior ao Brasil pelo saldo de gols.
Lula anuncia Mercadante como futuro presidente do BNDES

Presidente eleito confirmou o ex-ministro Aloizio Mercadante como presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico no seu governo O presidente eleito Luiz Inácio Lula da Silva (PT) anunciou, nesta terça-feira (13/12), o ex-ministro Aloizio Mercadante como futuro presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O anúncio foi feito durante a coletiva de imprensa de encerramento dos trabalhos da equipe de transição, no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB), em Brasília. “Eu, Aloizio Mercadante, vi algumas críticas sobre você, sobre boatos que você vai ser presidente do BNDES. Eu quero dizer para vocês que não é mais boato, Aloizio Mercadante será presidente do BNDES”, disse Lula ao anunciar Mercadante como futuro presidente do BNDES. De acordo com o petista, o governo precisa de alguém que irá pensar com o “desenvolvimento” e alguém que pensa em “reindustrializar o país”. “De alguém que pense em inovação tecnológica. Alguém que pense na geração de financiamento de pequeno, ao grande, ao médio empresário, para que esse país volte a gerar emprego”, destacou Lula. “Chega de privatização” Ao anunciar Mercadante, Lula disse que vai acabar a “privatização” desse país, pois “já privatizaram quase tudo”. “Vai acabar e nós ainda vamos provar que algumas empresas públicas vão poder mostrar a sua rentabilidade”, disse Lula. O presidente eleito disse que quem quiser investir no país será “bem vindo”, porque o “Brasil tem espaço para todo mundo”, mas não quer que eles venham “comprar nossas despesas”. “Quem quiser vir para cá venha, tem trabalho, tem as coisas para vocês virem fazer, tem projeto novo para investimento, mas não venha aqui comprar nossas despesas públicas, porque elas não estão à venda”. Lula disse que “nosso país vai voltar a ser respeitado” e afirmou que irá começar a viajar logo que tomar posse, pois o país precisa recuperar o “prestígio em qualquer parte do mundo”. “País voltará a ser feliz” Lula disse que irá trabalhar “dia e noite” pelos próximos quatro anos para que o país volte a “ser feliz”. “Eu quero dizer para vocês que eu vou me dedicar. Não haverá chuva, não haverá sol, nada nesse mundo, a não ser Deus, que me proíba esse país de voltar a sorrir. De fazer o povo voltar a ser alegre e de fazer o povo acreditar que nesse país, acabou o complexo de vira-lata, nós não somos inferiores a ninguém. Nós somos iguais a todo mundo e nós queremos ser donos do nosso território”. Quem é Mercadante? Mercadante é professor e economista. Em sua trajetória política já foi Ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação do Brasil, Ministro da Educação, este duas vezes durante o governo Dilma, e Ministro-Chefe da Casa Civil. Além disso, foi senador pelo estado de São Paulo, de 2003 a 2011. Foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos, entre 1991 e 1995 e 1999 e 2003. Na equipe de transição, Mercadante foi coordenador dos Grupos temáticos da transição.
125 anos de Belo Horizonte: veja quais foram os primeiros territórios ocupados

Além dos quilombos que já existiam, uma das primeiras ocupações urbanas foi na Rua Sapucaí, no Centro da cidade Por Amélia Gomes – Brasil de Fato Nesta segunda, 12 de dezembro, Belo Horizonte completa 125 anos. A capital mineira foi planejada e construída para ser a sede do estado e também um símbolo do regime republicano. Mas, o que havia nestas terras antes da capital? Quem ocupava o território? A historiadora e pesquisadora do tema Michele Arroyo explica que a cidade, antes uma vila conhecida como Freguesia do Curral Del Rey, funcionava como um ponto de passagem, apoio e pouso para os que transitavam entre as regiões mineradoras do estado, como Nova Lima, Mariana, Ouro Preto, Congonhas e Sabará, que era a comarca a qual o Curral Del Rey estava vinculado. Também por causa da vocação mineradora, Minas Gerais recebeu parte significativa dos trabalhadores negros escravizados enviados ao Sudeste do Brasil. A maioria dessa população era remanejada para as minas ou lavouras do estado. Belo Horizonte era um dos territórios responsáveis pelo fornecimento de alimentos na região e, por isso, destino de muitos desses trabalhadores. Reflexo disso é que em 1872, 77% da população do Curral Del Rey, era negra ou mestiça, o que representava um contingente de 5 mil habitantes. Estima-se que entre esses, 400 eram pessoas escravizadas. “Vale lembrar que a partir de 1888 houve um fluxo muito grande para Belo Horizonte de trabalhadores, antes escravizados, que vieram à procura de emprego, sobretudo para ajudar na construção da cidade”, ressalta a pesquisadora. Os que aqui já estavam Um dos locais mais antigos de Belo Horizonte é a Pedreira Prado Lopes. Há indícios, de que nos tempos do Curral Del Rey, a comunidade era um quilombo que foi se constituindo, sobretudo por causa de sua localização estratégica na rota de circulação do vilarejo. Com a construção da capital, os moradores foram expulsos para que fosse feita a extração de pedras na região, matéria-prima na fundação da cidade. Apesar disso, muitos resistiram e reocuparam o território e, por isso, a comunidade é nomeada dessa forma e é também uma das periferias mais antigas da cidade. Além da Pedreira, outros dois quilombos também já existiam antes mesmo da construção da cidade: Mangueiras e Luízes. O primeiro é localizado na divisa de Belo Horizonte com Santa Luzia e foi fundado na segunda metade do século 19 por um casal de lavradores. O segundo, fica onde hoje é uma das regiões centrais de capital, o bairro Grajaú. O Luízes foi fundado pelos descendentes do casal Nicolau Nunes Moreira e Felicíssima Angélica de Jesus, que adquiriram a antiga fazenda de Piteiras. Com a expansão da cidade, o terreno do quilombo foi invadido por construtoras e órgãos municipais. A quilombola Miriam Aprígio, afirma que hoje resta apenas 10% do território conquistado por seus antepassados. “A urbanização e a especulação imobiliária dizimaram quase que a totalidade do nosso território, levando também as possibilidades de manutenção das nossas tradições, de preservação do nosso legado e da nossa cultura”, se revolta Miriam, que também é historiadora. Os dois quilombos são reconhecidos como patrimônio imaterial de Belo Horizonte, no entanto, os ainda lutam pela proteção nacional. Primeiras ocupações Além dos quilombos, uma das primeiras ocupações urbanas da nova capital, aconteceu na Rua Sapucaí, no Centro. Por sua proximidade com a Praça da Estação, principal ponto de trânsito na cidade, muitas pessoas, que migravam para Belo Horizonte, na esperança de conseguir um emprego e melhorar de vida, começaram a se aglomerar nesse logradouro, formando posteriormente uma espécie de ocupação urbana, denominada como “Alto da Estação”, fenômeno que também aconteceu em outros pontos da cidade, como na parte de trás do Palácio da Liberdade. Essas comunidades posteriormente também foram expulsas da região central. Revisitando a história Um importante passo contra o apagamento estrutural da população negra fundadora de Belo Horizonte tem sido a revisitação da história da cidade, utilizando não só os registros oficiais. Atualmente, pesquisas arqueológicas, registros orais e outros tipos de documentação são peças importantes na reconstrução da história da cidade. Uma das conquistas já alcançadas com isso foi o reconhecimento do Largo do Rosário, território sagrado da comunidade negra, que guardava a Capela de Nossa Senhora do Rosário e o Cemitério da Irmandade dos Homens Pretos.
Campeonato Municipal de Futebol Amador teve sua final nesse sábado

Organizada pela Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria de Esportes e Juventude, foi realizada neste sábado, 10, a final do Campeonato Municipal de Futebol Amador, considerado um dos maiores do Norte de Minas Gerais. A partida foi entre os times Olaria e Vila Exposição, sendo disputada no estádio José Maria Melo (Campo do Cassimiro). O time do Vila Exposição venceu o Olaria por 3×0, sagrando-se campeão. Cerca de 500 pessoas estiveram torcendo no estádio. O Campeonato Amador teve início no dia 10 de setembro, tendo a participação de 700 atletas, com 71 jogos realizados e 254 gols marcados. Participaram da competição as equipes do Boca, Cruzeiro, Independente, Itatiaia, Mackenzie, Magalhães, Meritus, Nasa, Nova América, Nova Esperança, Olaria, Parma, Ponte Branca, Real Cruz Azul, Real Mirim, San Diego Junior, São Pedro, Vasco da Gama, Vila Exposição e Vila Luiza. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
Lula e Alckmin são diplomados no TSE, a última etapa antes da posse

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) diplomou nesta segunda-feira (12) Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Geraldo Alckmin (PSB) como presidente da República e vice-presidente eleitos para o mandato de 2023-2026. O documento é indispensável para a posse, uma vez que é a confirmação de que os eleitos cumpriram todas as exigências previstas na legislação eleitoral e estão aptos para exercerem os cargos. O presidente do TSE, Alexandre de Moraes, presidiu a cerimônia que ocorre desde 1951, quando Getúlio Vargas retornou à presidência da República por meio do voto popular. A solenidade foi suspensa durante o regime militar (1964 a 1985) e só foi retomada após a redemocratização do país, em 1989, com a eleição de Fernando Collor de Mello. Lula e Alckmin foram eleitos pela Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB e PV) com o apoio do PSB, PSOL, Rede, Solidariedade, Pros, Avante e Agir. Presidente eleito se emociona em discurso no TSE “O povo reconquistou a democracia”, diz Lula ao ser diplomado “Boa tarde presidente Lula!”, gritaram os presentes no plenário lembrando as palavras de ordem ditas a ele durante a prisão. Muito emocionado, Lula chorou no início do discurso e dedicou o diploma a uma “parcela significativa do povo brasileiro que reconquistou o direto de viver numa democracia no país”. Destacou que muito mais que a cerimônia de diplomação de um presidente eleito, esta é a celebração da democracia. “Poucas vezes na história recente deste país a democracia esteve tão ameaçada. E poucas vezes a vontade popular foi tão colocada à prova e teve que vencer tantos obstáculos”, discursou o presidente diplomado. Também falou sobre o ambiente tóxico em que se deu a disputa com propagação de desinformação e fake news. “Quando se esperava um debate político democrático, a Nação foi envenenada com mentiras produzidas no submundo das redes sociais. Semearam a mentira e o ódio, e o país colheu uma violência política que só se viu nas páginas mais tristes da nossa história. Mas a democracia venceu”, disse. Além disso, Lula criticou o uso da máquina pública e da ação de empresários contra as candidaturas. “Tentaram comprar o voto dos eleitores, com falsas promessas e dinheiro farto, desviado do orçamento público. Intimidaram os mais vulneráveis com ameaças de suspensão de benefícios, e trabalhadores com o risco de demissão sumária, caso contrariassem interesses de empregadores”. O presidente diplomado também mandou um recado ao movimento golpista: “Os inimigos da democracia lançaram dúvidas sobre as urnas eletrônicas, cuja confiabilidade é reconhecida em todo o mundo. Criaram obstáculos de última hora para que eleitores fossem impedidos de chegar a seus locais de votação. “É com o compromisso de construir um verdadeiro Estado democrático, garantir a normalidade institucional e lutar contra injustiças que recebo pela 3ª vez o diploma de presidente eleito do Brasil,em nome da liberdade, da dignidade e da felicidade do povo. Muito obrigado”, finalizou. “Quero pedir desculpas para vocês pela emoção. Por que quem passa o que eu passei nesses últimos anos, estar aqui agora é a certeza de que Deus existe e de que o povo brasileiro é maior do que qualquer pessoa que tentar o arbítrio neste país. Eu sei o quanto custou não apenas a mim, o quanto custou ao povo brasileiro essa espera para que a gente pudesse reconquistar a democracia neste país.”
Dono da Coteminas é cotado para chefiar o ministério da Indústria de Lula

Filho de José Alencar, que foi vice de Lula em 2002, Josué já foi procurado duas vezes por interlocutores do petista | Crédito: Divulgação O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Josué Gomes, cresceu na bolsa de apostas para comandar o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) no futuro governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Filho de José Alencar, que foi vice de Lula em 2002, Josué já foi procurado duas vezes por interlocutores do petista. Uma conversa entre os dois deve ocorrer nos próximos dias. Para aliados de Josué, essa poderia ser uma saída honrosa para a crise que enfrenta dentro da federação. Por isso, o empresário estaria inclinado a aceitar o convite, dependendo da estrutura do novo ministério. Nos últimos meses, Josué Gomes tem sofrido pressão na Fiesp. Sindicatos de oposição à gestão do empresário publicaram no domingo (11) convocação de uma assembleia extraordinária no próximo dia 21 para discutir a conduta do presidente da entidade -e que poderá resultar em sua destituição. A liderança da movimentação para destituir Gomes é atribuída ao ex-presidente da Fiesp Paulo Skaf, que ficou 17 anos no comando da entidade da indústria. Josué Gomes foi eleito em chapa única apoiada pelo antecessor. Caso aceite, Josué terá que lidar, na condição de ministro, com seus opositores na Fiesp. Ele tem um dilema. Apesar da crise que enfrenta, toca pessoalmente os negócios, no Brasil e no exterior. Já o coordenador dos grupos técnicos do gabinete de transição, o ex-ministro Aloizio Mercadante, é tido entre petistas como certo para comandar o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Aliados de Lula afirmam que um anúncio sobre BNDES só deverá ocorrer após definição de quem irá comandar o MDIC, para evitar “atropelos”. Além do próprio BNDES, a Apex poderia vir a se subordinar à pasta. Segundo interlocutores, Mercadante manifestou interesse pelo cargo e estaria inclinado a aceitar, caso seja oficializado o convite. De acordo com relatos, o ex-ministro já sondou nomes para compor sua eventual equipe. (Catia Seabra e Victoria Azevedo – DC)