Prefeitura de Montes Claros cancela o tradicional réveillon da Lagoa

Em comunicado divulgado para a imprensa nesta sexta-feira (27), o município destacou que a decisão tem relação com a internação do prefeito Humberto Souto e foi tomada “em respeito ao sentimento majoritário da população, familiares e amigos.” A nota diz ainda que foram consultados artistas e fornecedores, além da organização do evento. “É importante ressaltar que, de acordo com os exames desta sexta-feira (27/12), no quadro de saúde divulgado pela equipe médica que o acompanha na Santa Casa de Montes Claros, o prefeito Humberto Souto segue estável, no entanto, ainda inspira cuidados na Unidade de Terapia Intensiva (UTI)”, ressaltou o comunicado da Prefeitura. Sobre a internação Souto foi internado no dia 22 de dezembro, na Santa Casa de Montes Claros, após sofrer um AVC isquêmico. Na ocasião, a comunicação da Prefeitura informou que ele teve um mal-estar e foi levado para o hospital para realizar exames. “Ele chegou com um quadro neurológico súbito, que é típico de um acidente vascular encefálico. É um déficit neurológico súbito, uma perda de força ou alteração de fala, alteração de visão. Apesar de estar conversando e estar consciente, ele estava com o lado esquerdo fraco, ou seja, estava iniciando um processo de sofrimento cerebral”, explicou o neurocirurgião, Márcio Nobre, durante coletiva de imprensa

Salário mínimo sobe 7,5% e a passa a R$ 1.518 em janeiro de 2025

Aumento de 106 reais passa a valer já a partir do próximo mês 26 de dezembro de 2024, 19:36 h 191 O salário mínimo terá um acréscimo de R$ 106 a partir de 1º de janeiro de 2025, passando dos atuais R$ 1.412 para R$ 1.518. A nova política de correção, aprovada pelo Congresso, deve proporcionar uma economia de R$ 15,3 bilhões aos cofres públicos em 2025 e 2026. Oajuste de 7,5% segue a regra do pacote de contenção de gastos liderado pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A revisão tem como pilar principal o limite ao ganho real do salário mínimo, algo que representa um recuo em relação à política de valorização adotada em outros momentos pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Se a fórmula anterior continuasse valendo, o novo mínimo poderia chegar a R$ 1.528, mas a mudança resultou em uma perda de R$ 10 em relação ao cálculo anterior. O governo vai oficializar o valor de R$ 1.518 por meio de decreto presidencial, que deve ser publicado no Diário Oficial da União nos próximos dias. A aprovação da revisão foi considerada uma vitória política para Haddad, pois reduz o ritmo de crescimento de despesas obrigatórias como aposentadorias, pensões e benefícios assistenciais. Grande parte dessas obrigações governamentais é atrelada ao valor do salário mínimo, o que torna qualquer alteração no piso salarial um fator essencial na elaboração do Orçamento. Com esse novo modelo, o Executivo estima maior previsibilidade nas contas públicas, fortalecendo a estratégia de ajuste fiscal. A contenção do crescimento dos gastos obrigatórios é vista como uma das chaves para garantir equilíbrio nas finanças, sobretudo diante dos desafios econômicos e sociais que exigem recursos públicos constantes.

Médicos de prefeito de Montes Claros dizem que operação foi um sucesso

Humberto Souto sofreu um AVC isquêmico durante a noite de domingo. Ele foi atendido na Santa Casa de Montes Claros O vice-prefeito e prefeito eleito de Montes Claros, Guilherme Guimarães (União Brasil), médicos e familiares do atual prefeito Humberto Souto (sem partido), informaram nesta terça-feira (24/12), em coletiva de imprensa, que o líder do Executivo municipal passou por uma cirurgia para desobstrução de artérias após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC) isquêmico. A operação foi considerada um sucesso. Ele está sedado, respirando com ajuda de aparelhos, e tendo o pós-cirúrgico acompanhado pela equipe médica. Os médicos consideram o quadro do prefeito como grave. Souto passou mal na noite de domingo (22/12) enquanto jogava buraco em sua casa. Após reclamar de paralisia no lado esquerdo do corpo, apesar da fala não estar comprometida, o Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) foi chamado e levou o político para a Santa Casa da cidade. Em janeiro, Humberto Souto deixa a prefeitura e dá lugar ao seu atual vice-prefeito, Guilherme Guimarães (União Brasil), eleito no primeiro turno com 71,79% dos votos. A passagem de bastão encerra uma trajetória de mais de 60 anos na vida pública. Humberto Guimarães Souto nasceu em Montes Claros no dia 3 de junho de 1934, filho de Américo Souto e de Maria da Conceição Guimarães. Em 1962, ele foi eleito vereador pela primeira vez, na época pelo antigo PSD. Em 1974 elegeu-se deputado federal pela primeira vez, filiado ao partido Arena. Chegou a ser presidente da Câmara dos Deputados em 1985, e depois foi deputado da Assembleia Nacional Constituinte. Em 1994 foi reeleito para o seu sexto mandato como deputado federal, mas em 95 deixou a Câmara para se tornar Ministro do Tribunal de Contas da União (TCU).

Flávio Dino suspende pagamento de R$ 4,2 bi em emendas parlamentares

Ministro do STF aponta irregularidades em repasse de recursos indicados pelo Congresso por meio das emendas de comissão e determina investigação pela PF. Governo vai cumprir “à risca” a decisão O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta segunda-feira (23) a suspensão do pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares. A decisão inclui ainda um pedido para que a Polícia Federal (PF) abra inquérito para apurar irregularidades na liberação desse montante. A medida foi tomada em resposta a um pedido do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que alegou problemas na destinação das chamadas “emendas de comissão”, mecanismo pelo qual valores são alocados a projetos de parlamentares. Segundo o partido, há indícios de desvios, obras superfaturadas e falta de fiscalização. Em sua decisão, segundo a CNN Brasil, Dino enfatizou que práticas como desvios de verbas e obras malfeitas são incompatíveis com a ordem constitucional e os princípios da administração e das finanças públicas. “Não é compatível com a ordem constitucional, notadamente com os princípios da Administração Pública e das Finanças Públicas, a continuidade desse ciclo de (i) denúncias, nas tribunas das Casas do Congresso Nacional e nos meios de comunicação, acerca de obras malfeitas; (ii) desvios de verbas identificados em auditorias dos Tribunais de Contas e das Controladorias; (iii) malas de dinheiro sendo apreendidas em aviões, cofres, armários ou jogadas por janelas, em face de seguidas operações policiais e do Ministério Público”, escreveu o ministro. Segundo o G1, Dino também estipulou que a Câmara dos Deputados publique, em até cinco dias, as atas das reuniões que aprovaram as indicações das emendas. Esses registros deverão ser enviados à Secretaria de Relações Institucionais da Presidência da República, comandada por Alexandre Padilha, que coordena o diálogo entre o governo e o Congresso. O ministro ainda estabeleceu que os pagamentos das emendas só poderão ocorrer após a análise das atas e se os critérios de transparência e rastreabilidade, determinados pelo STF, forem cumpridos. Dino também condicionou a autorização das emendas de 2025 ao cumprimento rigoroso dessas exigências Governo vai cumprir “à risca” decisão do STF de suspensão das emendas, diz Padilha “Qualquer que venha a ser a decisão do ministro Flávio Dino, ela será absolutamente cumprida”, disse o ministro da Secretaria de Relações Institucionais O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT), afirmou que o governo federal cumprirá integralmente a decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de suspender o pagamento de R$ 4,2 bilhões em emendas parlamentares, tomada nesta segunda-feira (23) pelo ministro Flávio Dino. “Eu não vi os detalhes da decisão do ministro Flávio Dino, mas pode ter certeza que o governo vai cumprir sempre à risca toda a decisão do Supremo. Temos cumprido à risca todas as decisões”, disse Padilha em entrevista à GloboNews. O ministro explicou que uma portaria conjunta já orienta os ministérios sobre como executar as emendas de forma transparente e rastreável. Ele também destacou que a execução de emendas em 2024 superou em R$ 5 bilhões os valores do ano anterior. A decisão do ministro do STF atende a um pedido apresentado pelo PSOL, que alegou irregularidades na destinação de R$ 4,2 bilhões nas chamadas emendas de comissão “Qualquer que venha a ser a decisão do ministro Flávio Dino, ela será absolutamente cumprida. Este é um governo que respeita as decisões da Suprema Corte do nosso país”, reforçou Padilha. A decisão do STF foi motivada por um pedido do PSOL, que apontou irregularidades na destinação dos recursos por colegiados temáticos do Congresso. As emendas de comissão, alvo da medida, são indicadas por parlamentares e repassadas pelo Executivo às bases eleitorais. O ministro Flávio Dino determinou a publicação de atas que detalhem as indicações e a suspensão dos pagamentos até que se comprovem os critérios de transparência exigidos. A PF foi acionada para investigar as movimentações, e as emendas de 2025 também dependerão do cumprimento das exigências estabelecidas

Prefeito de Montes Claros é internado após AVC

Humberto Souto deu entrada na Santa Casa da cidade na noite de domingo (22) O prefeito de Montes Claros, Humberto Souto (Cidadania), foi internado na noite de domingo (22 de dezembro) após sofrer um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Conforme boletim médico divulgado pela Santa Casa Montes Claros nesta segunda-feira (23), o quadro de saúde do chefe do Executivo é estável. Segundo informações do hospital, Humberto deu entrada na unidade de saúde às 22h16 de domingo. O prefeito precisou ser submetido a um “procedimento terapêutico” não descrito e segue em recuperação. Aos 90 anos, Humberto Souto cumpre os últimos dias do segundo mandato como prefeito da cidade do Norte de Minas. Em janeiro, ele dá lugar ao atual vice-prefeito, Guilherme Guimarães (União Brasil), eleito com 71,79% dos votos válidos. Confira o boletim médico completo A Santa Casa Montes Claros informa que o prefeito de Montes Claros, Humberto Souto, deu entrada no dia 22/12/2024, às 22:16. A instituição informa que Dr. Humberto Souto sofreu um AVC Isquêmico e precisou passar por um procedimento terapêutico. Neste momento, o quadro de saúde dele é estável.

Sobe para 41 o número de mortos no grave acidente na BR-116

Batida ocorreu na madrugada de sábado; um granito teria se soltado do veículo de carga e atingido o coletivo, que vinha na direção oposta Subiu para 41 o número de mortos no gravíssimo acidente envolvendo um ônibus, uma carreta bitrem e um carro de passeio na BR-116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A informação foi confirmada pela Polícia Civil (PC) na manhã deste domingo (22). “Estamos trabalhando com o número de entradas de corpos no IML (Instituto Médico-Legal). Se trata de um cenário muito complexo, um acidente de grandes proporções. Vamos validando dia a dia todas as informações de modo a validar se todas as vítimas são ou não de ocupantes do ônibus, por exemplo”, disse o delegado Saulo Castro, porta-voz da PC. Todos os corpos foram encaminhados ao longo da madrugada desse domingo para o IML de Belo Horizonte, no bairro Gameleira, na região Oeste. A PC trabalha agora com a identificação e liberação dos corpos. Segundo a instituição, o trabalho será feito com a maior celeridade possível. “Nós, da Polícia Civil, estamos todos mobilizados para dar a resposta o mais rápido possível. A gente entende a dor dos familiares, então queremos fazer essa identificação o mais rápido possível, respeitando o processo legista”, afirmou Felipe Dapieve, legista da Polícia Civil. Até o momento, o número de mortes no acidente é de 41. O acidente ocorreu na madrugada deste sábado (21). Segundo informações preliminares, um granito se soltou de uma carreta e atingiu um ônibus que vinha na direção oposta, provocando um incêndio no coletivo.

Silêncio marca saída de Múcio, após afastar militares da política

José Múcio deverá encerrar sua atuação no governo com discrição, assim como discretamente foi essencial para remover os militares da política brasileira após quatro anos de protagonismo sob Jair Bolsonaro. Essa conquista, embora subestimada, representa um feito significativo para Lula e para o país. No entanto, o governo enfrenta desafios internos. Se a militância petista não moderar suas tensões e a Casa Civil, liderada por Rui Costa, não adotar uma postura mais conciliadora, outro impacto poderá surgir: a possível saída de Ricardo Lewandowski, um ministro que não depende do cargo. A saída de Múcio, alguém que não precisava ficar, deve servir de alerta para o Palácio do Planalto. Enquanto isso, uma decisão controversa do Superior Tribunal Militar (STM) reacendeu o debate sobre a Justiça Militar no Brasil. Por 8 votos a 6, o tribunal reduziu de 28 para quase 4 anos as penas de oito militares responsáveis por disparar 257 tiros contra o carro do músico Evaldo Rosa, em 2019. Evaldo morreu, seu sogro ficou ferido e Luciano Macedo, um catador que tentou ajudar, também perdeu a vida. Além da redução das penas, que agora serão cumpridas em regime aberto, a decisão escancarou a desigualdade no sistema. O STM, composto majoritariamente por militares, reforça o argumento do ex-premiê francês Georges Clemenceau: “A Justiça Militar está para a Justiça assim como a música militar está para a música”. Diante desse cenário, permanece a desconfiança. Caso réus de investigações sobre o golpe sejam julgados pela Justiça Militar, o resultado já parece traçado: os culpados serão inocentados e Lula, paradoxalmente, acusado por vencer a eleição. (* Com Novo Jornal) Geraldo Alckmin ganha força para ocupar lugar de Múcio no comando das Forças Armadas: Implodido por vídeo da Marinha, ministro da Defesa deseja deixar o governo Diante da possível saída de José Múcio Monteiro do Ministério da Defesa, o governo Lula cogita colocar o vice-presidente Geraldo Alckmin para comandar as Forças Armadas. As informações são da colunista da Folha de São Paulo, Mônica Bérgamo, divulgadas nesta quinta-feira, 19 de dezembro. Alckmin comanda atualmente o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e teria a serenidade e autoridade necessárias para o cargo, além de contar com a confiança de Lula. Múcio teria ventilado que sua missão de apaziguar a relação do presidente com as Forças Armadas já teria sido cumprida e deve ter uma conversa com Lula nos próximos dias para decidir sobre sua permanência no governo. O ministro só teria aceitado o cargo em nome da sua lealdade ao petista. Entretanto, interlocutores dele e do presidente deixam claro que a verdadeira gota d’água para Múcio foi o vídeo da Marinha publicado no dia 1º de dezembro nas redes sociais ironizando os supostos benefícios de militares em plena discussão do acordo da inclusão das Forças Armadas no pacote de corte de gastos da equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Tanto Haddad quanto Lula teriam ficado muito irritados com a repercussão do vídeo e foram para cima de Múcio, que alegou desconhecer a campanha publicitária. O episódio pôs fim à autonomia que os militares tinham para criar campanhas sem precisar do aval do ministro da Defesa e ainda quase causou a demissão do Comandante da Força Naval, Marcos Sampaio Olsen. O Almirante de Esquadra segue na corda bamba. Outras consequências foram o estremecimento da relação da cúpula dos militares com o governo, que já estava bem melhor em relação ao início de 2022, e a desistência de Lula de só adotar a idade mínima de 55 anos pra transferência pra reserva remunerada em 2043. Com a irritação do presidente, venceu a proposta da Fazenda de adotar completamente a regra já em 2032

Troca de lideranças na Câmara sinaliza mais dificuldades para Lula

A mudança nas lideranças partidárias da Câmara dos Deputados promete tornar o cenário mais desafiador para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no próximo ano. Partidos da base aliada, como União Brasil, Republicanos e PP, caminham para escolher representantes com histórico de embates com o Palácio do Planalto. Ademais, as bancadas ruralista e evangélica, que exercem forte influência na Casa, também devem ser lideradas por figuras de oposição, dificultando ainda mais a articulação política do governo. No União Brasil, a saída de Elmar Nascimento (BA) da liderança deve abrir espaço para um tom mais duro contra o governo. Entre os cotados estão Mendonça Filho (PE), crítico ferrenho do Planalto, e Pedro Lucas Fernandes (MA), que representa uma postura mais pragmática. Apesar disso, Mendonça desponta como favorito após acumular apoios significativos. Em resposta, o governo mobilizou ministros ligados ao partido para adiar a definição, prevista agora para fevereiro. Já no Republicanos, a liderança será redefinida após Hugo Motta (PB) ser cotado para a presidência da Câmara. Gilberto Abramo (MG), aliado do governador Romeu Zema (Novo), é o nome mais forte e representa uma postura crítica ao PT. Outro postulante, Luciano Vieira (RJ), enfrenta resistências por ter sido eleito pelo PL antes de migrar para o Republicanos. O processo é conduzido pelo presidente do partido, Marcos Pereira, que defende a escolha de um deputado filiado desde 2022. No PP, a continuidade de Doutor Luizinho (RJ) como líder reforça a ligação do partido com a oposição. Luizinho tem proximidade com o grupo político de Jair Bolsonaro e deve manter uma postura de confronto com o governo. Situação semelhante ocorre no PL, onde Altineu Côrtes (RJ), considerado pragmático, será substituído por Sóstenes Cavalcante (RJ), conhecido pelo perfil combativo. A bancada evangélica também deve ganhar uma liderança mais alinhada à oposição com a saída de Silas Câmara (Republicanos-AM). Otoni de Paula (MDB-RJ) e Gilberto Nascimento (PSD-SP) são os principais cotados, com Otoni recebendo críticas por sua aproximação recente com os petistas. Diante desse cenário, o ministro Alexandre Padilha, das Relações Institucionais, nega qualquer interferência do governo nas disputas internas das bancadas. No entanto, o Planalto já enfrentou dificuldades em articular lideranças, como no caso da bancada ruralista, que continuará sob o comando do opositor Pedro Lupion (PP-RS). A crescente hostilidade no Congresso reflete um contexto de polarização acentuada e amplia os desafios para o governo Lula em 2025. Além de lidar com uma base fragmentada, o Palácio do Planalto precisará intensificar o diálogo com lideranças adversárias para evitar paralisia legislativa e garantir a aprovação de pautas prioritárias.

Hospital manda internar quem apresentar atestado no Natal e Ano Novo

A direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), do Exército Brasileiro, determinou na última sexta-feira (20) a internação compulsória de todos os membros de sua equipe que apresentarem atestados médicos durante o período de festas. No entanto, após questionamentos da Folha de S.Paulo, o Comando Militar do Planalto, responsável pelo HMAB, informou que a medida não seria mais adotada. “O Comando Militar do Planalto informa que após uma reanálise por parte da Direção do Hospital Militar de Área de Brasília (HMAB), tal medida não será mais imposta. Os casos serão tratados de maneira personalizada, cumprindo as disposições e normas vigentes”, disse o Comando Militar do Planalto em nota. A medida, publicada no Boletim Informativo da instituição, previa que todos os militares com atestado médico durante o período em que se adotam escala de trabalho para as festividades de fim de ano deveriam ser hospitalizados, independentemente da gravidade do caso. O hospital é dirigido pelo general Rodrigo Brum Toledo. “Fica determinou que durante o período de dispensas de fim de ano, de 21 a 26 de DEZ 24 e 27 DEZ 24 a 02 JAN 25, os militares que apresentarem atestado médico para prescrição a sua ausência obrigatória se apresentarem ao Oficial de Dia que irá encaminhar o mesmo para o setor de internação, a fim de permanecer em convalescença nesta OMS [Organização Militar de Saúde], durante os dias de afastamento”, afirmou a norma.

Polícia Federal investiga suposta cobrança de propina na CPI das Bets

Lobista é acusado de extorsão a empresários do setor de apostas esportivas online A Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para apurar denúncias de supostos pedidos de propina feitos por Silvio Barbosa de Assis, conhecido lobista em Brasília, a empresários do setor de apostas esportivas online. Segundo apuração da Folha de S. Paulo, uma das vítimas é ligada ao cantor Gusttavo Lima. A CPI das Bets foi instalada no Senado em novembro para investigar a influência das apostas no orçamento das famílias e possíveis práticas de lavagem de dinheiro. De acordo com a reportagem, Silvio Assis já foi preso pela Polícia Federal em 2018 e responde a processo no Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) por cobrança de propina em registros de sindicatos junto ao Ministério do Trabalho. Desta vez, é acusado de tentar extorquir R$ 50 milhões de um empresário para evitar sua convocação e possível indiciamento na CPI das Bets. Uma das vítimas, que preferiu não se identificar, relatou que foi procurada por Silvio no final de novembro em seu escritório, em Brasília. De acordo com essa fonte, o lobista teria afirmado possuir influência sobre senadores da comissão. Em resposta, Silvio negou as acusações, alegando estar trabalhando em um documentário sobre o setor de apostas. As denúncias também expuseram conexões políticas delicadas. A senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS), relatora da CPI das Bets, confirmou conhecer Silvio Assis há quatro anos e admitiu ter contratado sua irmã e seu genro para seu gabinete. “Dizer que meu nome tem sido usado para pedir propina a empresários é uma acusação muito séria e grave. Quem afirma isso tem o dever de apresentar provas”, disse a parlamentar, de acordo com a reportagem. A senadora afirmou ainda que comunicou o caso ao diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e autorizou a quebra de seus sigilos fiscal, bancário e telemático. “Pedi também a realização de uma acareação entre os citados para esclarecer os fatos”, completou. As suspeitas geraram forte reação no Senado e ao menos quatro senadores teriam relatado o caso ao presidente da Casa Legislativa, Rodrigo Pacheco (PSD-MG). Preocupado com a gravidade das denúncias, Pacheco solicitou agilidade nas investigações. “Uma denúncia dessa natureza compromete a imagem da instituição e de todos os parlamentares”, afirmou. O vice-presidente da CPI das Bets, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), enviou um pedido formal à Procuradoria-Geral da República (PGR) para que o caso seja investigado. “Os potenciais fatos relatados merecem uma investigação imediata para que os responsáveis —públicos e privados— sejam responsabilizados”, declarou. A CPI das Bets foi aberta em 12 de novembro para investigar o impacto das apostas esportivas no orçamento das famílias brasileiras e possíveis esquemas de lavagem de dinheiro. Em pouco mais de um mês, a comissão realizou seis sessões, ouvindo três empresários do setor, delegados que conduzem investigações e representantes do governo federal, incluindo o presidente da Loterj, Hazenclever Lopes Cançado