Vinícius Júnior volta a ser alvo de racismo em clássico entre Atlético e Real

Partida foi válida pelas oitavas de final da Copa do Rei Vinícius Júnior voltou a ser alvo de racismo em dia de dérbi madrilenho. Antes do início da partida entre Real Madrid e Atlético de Madrid desta quinta-feira, pelas oitavas de final da Copa do Rei, um grupo de torcedores colchoneros cantaram “Vinícius é um macaco” nas redondezas do Metropolitano, estádio do Atlético e palco do jogo, conforme mostrado em vídeo gravado e divulgado pelo site “The Athletic”. O jornal espanhol “AS” também relatou o ocorrido e disse que os gritos começaram quando o ônibus do Real Madrid se aproximou do estádio. No sistema de alto-falantes, uma mensagem alertou sobre as possíveis punições para atos de racismo no local. “Insultos, cantos racistas e violência verbal ou física são puníveis por lei. Estamos aqui para assistir a um grande jogo, e os torcedores também fazem parte disso. Pedimos que ajudem o clube demonstrando respeito”, dizia o aviso. A violência no Metropolitano não foi apenas verbal. Paco Arosa, um jornalista da rede televisiva TVE, ficou ferido depois de ser atingido na cabeça por um pedaço de gelo enquanto cobria a festa da torcida colchonnera no momento em que o ônibus do Atlético entrava no estádio. Fora isso, não foram registrados outros incidentes deste tipo. (Estadão Conteúdo)

Darcy Ribeiro, o futebol “nacional” e outras quinquilharias…

*  Por Ildenilson Meireles Barbosa 1° Tempo: Por um nacionalismo de esquerda Não é novidade pra ninguém, mesmo para aqueles que nunca leram uma página sequer de qualquer texto de Darcy Ribeiro, que sua defesa da autonomia política e econômica do Brasil se expressa como sua mais entusiasmada defesa do nacionalismo. E o sabemos somente porque Darcy Ribeiro tem popularidade de jogador de futebol dos bons. É um pensador do Brasil. Um brasileiro, nascido por aqui pelo arraial das formigas e terra da cultura catopé, que ganhou o mundo, convidado por estadistas e intelectuais famosos a morar na Europa e nos Istêites, preferiu se entranhar na América Latina e reinventar a Pátria Grande das revoluções socialistas no seio da qual pulsaria a pátria de chuteiras. Esse enraizamento de Darcy na América Latina e seu encantamento pelo ‘povo’ brasileiro, esse povo sofrido e festivo, dá a ele, merecidamente, a tarja de capitão dos intelectuais nacionais. E parece estranha a letra “nacionalismo” no texto de um autor que radicalizou sua crítica social dos instrumentos truculentos das ditaduras que se perfilaram pela América Latina, inclusive no Brasil, pois que o argumento dos milicos aqui e acolá não era outro senão o da defesa da pátria, ou seja, a defesa da nação contra o perigo comunista. Desde então, essa pecha “nacionalista” se alojou nas entranhas do pensamento conservador de modo que o termo mesmo ganhou ares de “posse”, de propriedade dos defensores da pátria contra seus inimigos, os insurgentes de toda espécie. Os acontecimentos mais recentes em toda a América Latina tem demonstrado justamente isso. A ascensão alhures das extremas direitas traz em sua fachada a reivindicação da defesa da nação contra os detratores, ao mesmo tempo em que recupera o fantasma do comunismo como o mal a ser combatido à bala. Zeladores da pátria, eles conclamam seus pares para uma guerra de morte contra os inimigos da nação. Ora, mas não é de se estranhar que os ecos da extrema direita, da direita e coisas afins, que reivindicam a chancela de “protetores” da nação, façam suas alianças com os colonizadores de sempre e retroalimentam o seu discurso nacionalista com enunciados propalados pelo império vampiresco que devasta todas as riquezas da nação que defendem? Não é de se estranhar que a defesa da nação esteja aí contaminada pelo servilismo ao império capitalista que superexploração o trabalho e mantem dependente a nação que defendem esses “nacionalistas”? Retórica política, servilismo, subserviência, entreguismo, dependentismo, tudo isso entra na conta desse projeto “nacionalista” cada vez mais em voga. Como tantos outros de sua geração, mas com uma radicalidade ímpar, Darcy Ribeiro denunciou toda a farsa da extrema direita, desde o militares, até alcançar a direita conservadora que se perpetuou no poder como uma “elite burra” e mesquinha. O nacionalismo, e essa é a correção feita por Darcy Ribeiro, tem a ver com a defesa da nação contra os colonizadores e sua sanha vampiresca de a tudo devastar, sugar, expropriar, roubar, matar e deixar à míngua um povo e suas riquezas naturais. O nacionalismo requer um amor à pátria que exige a elevação cultural do seu povo, a distribuição equilibrada de suas riquezas para a sua gente, a recusa do autoritarismo e da tortura, a autonomia política e econômica, a garantia de direitos fundamentais e o aprimoramento, em nível de excelência, das qualidades culturais que nascem de forma espontânea das manifestações do povo e que devem retroalimentar a vida espiritual da nação como marcas de sua “identidade” cultural. A riqueza de um povo está em sua opção pelo que é “seu” e não pela importação das receitas prontas. Intervalo: O futebol nacional… Vamos ao futebol…! Tivesse Darcy Ribeiro escrito sobre futebol, ou fosse ele um grande entusiasta da pelota, não tenho dúvidas de que suas resenhas esportivas rechaçariam de forma contundente isso que se pratica como “futebol brasileiro” atual. Façamos algumas apostas no DarcyBet a ver se acumulamos alguns pontos no nosso Cartola de plantão. Comecemos por aquilo que parece ser a máxima expressão de uma nação em chave futebolística, a seleção. Brasileira? A tomar pelos atestados de nascimento, sim, é uma seleção genuinamente brasileira. Todos nascidos nesse latifúndio da Pátria Grande. Mas não é isso que caracteriza o sentido mais profundo do “nacional”. Há o pathos do pertencimento à vida espiritual do povo no seio do qual se nasce. Há a compreensão das contradições que atravessam a história de formação de uma nação. Há o compromisso social com as desigualdades que assolam trabalhadores e trabalhadoras, superexplorado/as que são pelas forças produtivas do império capitalista. A defesa de uma nação, àqueles que pleiteiam o nacionalismo e o amor à sua pátria, carece de envolvimento político com os problemas do seu povo. Ainda que não de modo a transformar as 4 linhas em palanque eleitoral, mas fazer do futebol, além da expressão da alegria e do entusiasmo, uma instância de contestação, revolta, insurgência e desobediência. Ora, considerando esses pré-requisitos, Darcy Ribeiro seria assertivo: não temos uma seleção nacional. Não porque os jogadores, quase todos, não jogam no Brasil, mas porque desconhecem completamente o sentido, as vibrações, as contradições, as peripécias, as dores e as alegrias do seu próprio povo. Então, o que representam em campo, se não há esse horizonte nacional? Todos já sabemos, representam grandes empresas capitalistas, grandes marcas de negócios. Em outro flanco, podemos seguir essa trilha que vai do futebol praticado no país durante algumas temporadas até alcançar esse ponto máximo que é a seleção. O que temos aí? Um futebol nacional? Olhemos para as marcas que patrocinam os clubes e os campeonatos. Olhemos para o perfil dos nossos jogadores e fiquemos atentos às performances dentro e fora de campo. Uma playboyzada… Muito similar, em termos de propósito, ou falta dele, àquilo que Darcy Ribeiro disse sobre a juventude “revolucionária” das universidades latino-americanas. Não que essa gente não tenha direito ao lazer, ao esporte em geral e ao futebol. É que, no caso do futebol, se perde a graça, a leveza, a paixão, o entusiasmo, a

Dorival Júnior aceita será o novo técnico da seleção brasileira

Treinador comunicou ao São Paulo e já se despediu do clube após o treino deste domingo, na Barra Funda; Tricolor procura novos nomes no mercado Dorival Júnior será o novo treinador da seleção brasileira. O técnico comunicou sua decisão à diretoria do São Paulo neste domingo, após convite de Ednaldo Rodrigues, presidente da CBF. O anúncio deve ocorrer até quarta-feira. Dorival, de 61 anos, se despediu do São Paulo após o treino deste domingo, no CT da Barra Funda, e não trabalha mais no clube. Os auxiliares Lucas Silvestre, que é filho do treinador, e Pedro Sotero vão permanecer no Tricolor até que a diretoria encontre um substituto. Depois, irão para a Seleção. Principal alvo da CBF depois da demissão de Fernando Diniz, Dorival Júnior recebeu os primeiros contatos de Ednaldo nos últimos dias e gostou do que ouviu. O técnico sempre teve o sonho de treinar a Seleção e ficou balançado com a oportunidade. Apesar da insegurança por causa das disputas políticas na CBF, Dorival Júnior aceitou o convite para treinar o Brasil no ciclo da próxima Copa do Mundo. Dorival Júnior virou alvo da CBF depois que Ednaldo Rodrigues voltou ao comando da confederação, na última quinta-feira. O primeiro ato do presidente foi entrar em contato com Julio Casares, presidente do São Paulo, e avisar que gostaria de contratar o técnico. Dorival Júnior ouviu também que, em caso de novas eleições presidenciais na CBF, terá o apoio de Reinaldo Carneiro Bastos, presidente da Federação Paulista de Futebol e favorito para suceder Ednaldo Rodrigues As conversas com Ednaldo deram segurança para Dorival. Enquanto isso, o treinador já comandou três treinos no CT da Barra Funda em 2024: dois no último sábado e um neste domingo. O São Paulo já começa a mapear o mercado em busca de substitutos. Seleção Natural de Araraquara, no interior paulista, Dorival Júnior foi volante durante a carreira como jogador, ganhando projeção nas passagens por Grêmio e Palmeiras, no fim dos anos 80 e 90. Como treinador, passou por Ferroviária, Figueirense, Fortaleza, Avaí, Juventude, Criciúma, Sport, São Caetano, Cruzeiro, Coritiba, Vasco, Santos, Atlético-MG, Internacional, Flamengo, Palmeiras, Fluminense, Athletico, Ceará e São Paulo As principais conquistas foram um título da Copa Libertadores e três da Copa do Brasil, além de um da Série B. Entenda a briga jurídica na CBF Recolocado na presidência na última quinta-feira, por decisão do Supremo Tribunal Federal, Ednaldo tinha sido destituído do cargo no dia 7 de dezembro, como determinado pelo Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Desde então, a entidade vive dias turbulentos nos bastidores (houve até a possibilidade de uma nova eleição ser marcada para definir o substituto de Ednaldo). Na semana que vem, entre 8 e 10 de janeiro, uma comitiva da Fifa vai para a sede da CBF se reunir com o – agora – antigo interventor José Perdiz e Ednaldo Rodrigues, de volta ao poder na confederação.

Morre Zagallo, lenda do futebol brasileiro, aos 92 anos

O ex-jogador e técnico Mario Jorge Lobo Zagallo, lenda do futebol e único tetracampeão do mundo, faleceu nesta sexta-feira (5) aos 92 anos, confirmou uma nota publicada em sua conta oficial no Instagram. “É com enorme pesar que informamos o falecimento de nosso eterno tetracampeão mundial Mario Jorge Lobo Zagallo”, informa o breve comunicado sobre o falecimento do ídolo. “Um pai devotado, avô amoroso, sogro carinhoso, amigo fiel, profissional vitorioso e um grande ser humano. Ídolo gigante. Um patriota que nos deixa um legado de grandes conquistas”, acrescenta a nota. A causa da morte não foi divulgada. Zagallo, único a participar de quatro das cinco Copas do Mundo vencidas pelo Brasil (dois títulos como jogador e outros dois como treinador e assistente técnico – esteve internado em agosto no Rio de Janeiro devido a uma infecção urinária. Mas o ex-atacante da Seleção já tinha passado por outros problemas de saúde anteriormente. Após a morte de Pelé, em dezembro de 2022, ficou hospitalizado durante duas semanas por uma infecção respiratória. Como ponta-esquerda, ao lado do ‘Rei’, o ‘Velho Lobo’ fez parte da Seleção Brasileira que conquistou as Copas de 1958 e 1962. Além disso, foi o treinador do Brasil no título de 1970, assistente técnico no tetra, em 1994, e técnico no Mundial de 1998, que terminou com a derrota brasileira para a França na final. Os únicos outros dois nomes a ganhar a Copa do Mundo como jogador e treinador são o alemão Franz Beckenbauer (1974 e 1990) e o francês Didier Deschamps (1998 e 2018). – “Pilar histórico do esporte” – O presidente da Confederação Brasileira de Futebol, Ednaldo Rodrigues, decretou luto oficial de sete dias pelo falecimento de Zagallo. “A CBF e o futebol brasileiro lamentam a morte de uma das suas maiores lendas, Mário Jorge Lobo Zagallo. A CBF presta solidariedade aos seus familiares e fãs neste momento de pesar pela partida deste ídolo do nosso futebol”, declarou Rodrigues em nota. A Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol) também lamentou o falecimento da “lenda do futebol e único tetracampeão”, em uma publicação no X (antigo Twitter). Vários clubes brasileiros começaram a render homenagens ao ídolo em suas redes sociais. “Nos deixou um herói que moldou a história do futebol brasileiro. Mario Jorge Lobo Zagallo entra para a eternidade como um revolucionário, um pilar histórico do esporte”, diz a nota publicada pelo Flamengo. Por sua vez, o Grêmio se despediu do “Imortal das quatro linhas, um símbolo do futebol brasileiro”. “Marcou história no nosso futebol, como atleta, treinador e dirigente”, destacou o São Paulo. “Zagallo Eterno tem 13 letras. O nosso Rei Pelé te espera no reino sagrado. Obrigado por tudo, Velho Lobo!”, escreveu o Santos.

Justiça suíça anula condenação de Cuca em caso de estupro de 1987

Julgamento à revelia levou à extinção do caso, porém Cuca não foi inocentado no mérito O Tribunal Regional do distrito administrativo de Berna-Mittelland, na Suíça, anulou a sentença que havia condenado Alexi Stival, o Cuca, então jogador e hoje técnico de futebol, por ter mantido relações sexuais com uma menor de idade sob coerção durante uma excursão do Grêmio ao país europeu em 1987. Em novembro do ano passado, a juíza Bettina Bochsler acatou a argumentação da defesa de Cuca de que ele foi condenado à revelia, sem representação legal, e que poderia ter um novo julgamento. Só que o Ministério Público suíço alegou que isso não seria possível dado que o crime estava prescrito, então sugeriu a anulação da pena e a extinção do processo. A defesa de Cuca afirma ter reunido provas suficientes para provar que ele não estuprou Sandra Pfäffli, 13, na noite do dia 30 de julho de 1987, quando a jovem foi ao quarto onde ele e três colegas de time estavam no Hotel Metropole de Berna. No dia 28 de dezembro, a juíza deu o caso por concluído e ainda determinou o pagamento de 13 mil francos suíços (R$ 75 mil) em indenização a Cuca pelo caso, valor que caiu para 9.500 francos (R$ 55,2 mil) após desconto de custos processuais do caso julgado em 15 de agosto de 1989. A decisão foi divulgada nesta quarta-feira (3). Relembre o caso O Grêmio foi jogar um torneio chamado Copa Phillips em Berna (Suíça) no fim de julho de 1987. Treinado por Luiz Felipe Scolari, o time venceu o Benfica por 2 a 1 no dia 29. No dia seguinte, à noite, a polícia foi ao Hotel Metropole de Berna, onde o time estava, e leva presos os jogadores Alex Stival (Cuca), Henrique Etges, Fernando Castoldi e Eduardo Hamester. Acusação  Segundo o juiz Jürg Blaser, eles teriam cometido ato sexual sob coerção com Sandra Pfäffli, de 13 anos, filha de um funcionário do hotel. A garota disse à polícia que foi ao quarto dos jogadores com dois amigos para pedir autógrafos, camisas e flâmulas, mas acabou abusada quando eles deixaram o local. O Grêmio afirmou inicialmente que ela apenas esteve lá para pedir os brindes, mas Henrique e Eduardo confessaram ter feito sexo com Sandra de forma consensual. Fernando e Cuca negaram participação desde o começo. Ao jornal suíço Blick, Sandra disse que três jogadores a imobilizaram e um a estuprou, que segundo ela poderia ser Cuca. Nos depoimentos, ela não o identificou ao ver fotos. Ao “Jornal dos Sports”, Cuca disse que ela não aparentava a idade e que subira para fazer sexo com um de seus colegas, que não nomeou. A prisão dos jogadores Os jogadores foram levados para prisões separadas e acabaram soltos após um mês, passada a instrução inicial do processo, e levados para o Brasil pelo advogado Luiz Carlos Pereira Silveira Martins, o Cacalo, vice jurídico do Grêmio à época. Eles pagaram fiança de US$ 1.500 cada (R$ 20 mil hoje, em valores corrigidos pela inflação americana). Condenação O processo seguiu seu curso e, em 1989, Cuca, Henrique e Eduardo foram condenados a 15 meses de prisão e uma multa de US$ 8.000 (R$ 106 mil hoje). Eles foram enquadrados por “fornicação com crianças” e “coerção”, mas isentados de acusação de violência, pelo que a promotoria queria uma pena de 10 anos. Já Fernando pegou 3 meses e multa de US$ 4.000 (R$ 53 mil hoje) como cúmplice, por ter ficado segundo o juiz monitorando a porta do quarto

Cruzeiro completa 103 anos em momento de reerguimento e pazes com torcida

Clube inicia 2024 visando melhorar em relação ao último ano, mas tem desafios pela frente Neste 2 de janeiro é comemorado o aniversário de 103 anos do Cruzeiro, clube que passou (e ainda passa) por uma de suas maiores reestruturações da história. Após chegar ao centenário num período turbulento, no calvário da Série B do Campeonato Brasileiro, a torcida vive mais em paz e com grandes expectativas para o futuro, apesar dos altos e baixos dentro e fora de campo. No futebol, parte que mais interessa à China Azul, 2024 marcará o terceiro ano de Ronaldo Fenômeno e equipe no comando. Os objetivos ainda não são muito claros, mas as principais metas dos dois primeiros anos de gestão foram cumpridos: em 2022, voltar à elite do futebol brasileiro; e em 2023, permanecer nela. Detentora de 10% da Sociedade Anônima do Futebol (SAF), a administração da associação iniciará o ano com mudança na direção. Um dos responsáveis pela implementação do clube-empresa, Sérgio Santos Rodrigues, deixa a presidência após dois mandatos; quem assume é Lidson Potsch, que era seu vice. Apesar de após a chegada da SAF a torcida deixar a associação e seus conselheiros em segundo plano, a ala ainda cuida de uma parte importante do âmbito financeiro do clube: a Recuperação Judicial, que reúne aproximadamente R$ 500 milhões em dívidas e que precisa continuar sendo cumprida. Aliás, sua aprovação era uma das exigências para Ronaldo fazer negócio. Com os pés no chão, não há ‘loucuras’ financeiras para se contratar jogadores de renome, e o sucesso desportivo caminha-se a passos curtos. Desde a chegada dos novos patrões, um dos lemas é exatamente esse: voltar a crescer aos poucos Maiores desafios Um dos trabalhos mais árduos que a diretoria terá pela frente será o relacionamento com os torcedores, especialmente com os sócios, que injetam dinheiro no clube esperando algo em troca. Assim que chegou, Ronaldo reformulou o programa Sócio 5 Estrelas, mas logo houve diversas reclamações, como alto preço dos ingressos e falta de benefícios. Aliado a um futebol que decepcionou em grande parte do ano de 2023, o número de mensalistas caiu – saiu de 72 mil sócios para aproximadamente 45 mil atualmente. O desempenho decepcionante em campo quase custou mais um rebaixamento. Outro desafio pela frente, tratando-se do curto e médio prazo, é justamente o financeiro. Com o mercado inflacionado e os clubes oferecendo altos salários para os atletas, o Cruzeiro corre o risco de perder disputas e ver jogadores almejados irem para os seus concorrentes. Possíveis presentes A torcida chega a este aniversário esperando presentes. Na expectativa por um time reforçado para a temporada de 2024, o clube pode anunciar contratações de peso, que deverão alegrar o início de ano da torcida. Entre os acertos praticamente sacramentados, estão o volante Lucas Romero e o atacante Juan Dinenno. Faltam os últimos detalhes para os jogadores argentinos, que estavam no futebol mexicano, serem anunciados pela Raposa. Além deles, há um velho conhecido que também pode se acertar com o Cruzeiro: o meia-atacante Everton Ribeiro. Seu contrato com o Flamengo se encerrou, e a diretoria celeste tem interesse no atleta, porém, o clube tem concorrentes. Tradicional missa Como acontece há anos, está marcada para esta terça-feira a tradicional Missa em Ação de Graças pelo aniversário do Cruzeiro. A celebração ocorrerá a partir das 19h (de Brasília) no Ginásio Dona Salomé – entrada pela rua Ouro Preto, sem número, no Barro Preto, região Centro-Sul de Belo Horizonte Com informação do jornal O Tempo

Fluminense vence Al Ahly e se classifica para a final do Mundial de Clubes

Jhon Arias é o autor do gol da vitória do Tricolor sobre os egípcios O Fluminense conquistou uma grande vitória sobre o Al Ahly por 2 a 0, nesta segunda-feira (18), na Joia da Coroa, pelo Mundial de Clubes. Jhon Arias e John Kennedy foram os autores dos gols da partida na segunda etapa. Classificado para a decisão do torneio intercontinental, o Tricolor aguarda o confronto entre Manchester City e Urawa Red para conhecer seu próximo adversário. O Time de Guerreiros volta a campo na sexta-feira (22), às 15h (de Brasília) Cinco lances que marcaram a partida 1️⃣ NO POSTE! Com apenas oito minutos de jogo, Arias aproveitou cruzamento de Keno e bateu de primeira, mas carimbou a trave 2️⃣ DE NOVO! Em cobrança de escanteio ensaiada, o colombiano recebeu um passe na entrada da área, finalizou de primeira e acertou o poste mais uma vez 3️⃣ DEFESAÇA! Na reta final do primeiro tempo, Kahraba aproveitou uma finalização amortecida pela zaga e surgiu livre de marcação na área, cabeceou, mas Fábio impediu o gol do Al Ahly 4️⃣ AGORA SIM! Em uma grande jogada individual, Marcelo aplicou uma caneta em Percy Tau, sofreu pênalti e Jhon Arias converteu a cobrança para o Fluminense 5️⃣ ILUMINADO! Aos 44 da etapa final, John Kennedy recebeu passe de Martinelli, limpou a marcação da defesa e balançou as redes no Mundial de Clubes Como foi o primeiro tempo? Nos 45 minutos iniciais, o Fluminense criou duas grandes chances com Jhon Arias, mas o colombiano foi infeliz e carimbou a trave de El Shenawy duas vezes. O Ah Ahly teve oportunidades a partir de contra-ataques, mas desperdiçou muitas oportunidades, e Fábio foi obrigado a fazer uma grande defesa em cabeçada de Kahraba na grande área. E a etapa final? No segundo tempo, o Fluminense voltou melhor na partida e deu menos espaço para o Al Ahly. Na primeira boa chegada, Cano recebeu uma bola pelo lado direito da área e bateu cruzado tirando tinta da trave. Sofrendo menos sustos, o Tricolor encontrou um pênalti em bela jogada de Marcelo e convertido por Jhon Arias. E aos 44 minutos, Martinelli serviu John Kennedy, que limpou a marcação e balançou as redes para fechar a conta do jogo. O Tricolor volta a campo no dia 22 de dezembro em busca de mais um inédito título. ⚫ FICHA TÉCNICA Mundial de Clubes – Semifinal Fluminense 2 x 0 Al Ahly Local: King Abdullah Stadium City, Arábia Saudita Data: 18 de dezembro Árbitro: Szymon Marciniak (POL) Assistentes: Tomasz Listkiewicz (POL) e Adam Kupsik (POL) Árbitro de vídeo (VAR): Tomasz Kwiatkowski (POL) Cartões amarelos: Martinelli (FLU); Abdelmonem (AHL) Cartões vermelhos: – GOLS: Jhon Arias, 25’/2ºT (1-0); John Kennedy, 44’/2ºT (2-0) FLUMINENSE Fábio; Samuel Xavier (Guga, 37’/2ºT), Nino, Felipe Melo (Marlon, 30’/2ºT) e Marcelo (Diogo Barbosa, 33’/2ºT); André, Martinelli e Ganso (John Kennedy, 33’/2ºT); Arias, Cano e Keno (Lima, 33’/2ºT). Técnico: Fernando Diniz. AL AHLY El Shenawy; Hany, Ibrahim, Abdelmonem e Malooul; Attia (Al-Sulaya, 45’/2ºT), Tawfik (Magdy, 29’/2ºT) e Ashour (Rabia, 45’/2ºT); Percy Tau (Fouad, 29’/2ºT), Kahraba (Taher, 29’/2ºT) e El Shahat. Técnico: Marcel Koller. Fonte: Lance

Al Ahly vence Al-Ittihad com facilidade e vai enfrentar o Fluminense na semifinal

Time egípcio domina os donos da casa em Jedá e passa pela sexta vez das quartas do Mundial; Benzema joga mal e perde pênalti A experiência internacional superou com sobras o time dos investimentos milionários. Com atuação superior, individual e coletivamente, o egípcio Al Ahly venceu o Al-Ittihad, da Arábia Saudita, por 3 a 1 nesta sexta-feira, e será o adversário do Fluminense na semifinal do Mundial de Clubes, segunda, às 15h (horário de Brasília), também em Jedá. Maâloul, de pênalti, El Shahat e Ashour marcaram os gols da vitória, e Benzema descontou nos acréscimos (confira os melhores momentos abaixo). Na outra semifinal, terça, o Manchester City vai enfrentar o Urawa Red Diamonds, que superou o León nas quartas. Veja a tabela completa do Mundial. BENZEMA PERDE PÊNALTI NO 1º TEMPO Principal astro do Al-Ittihad, o francês Karim Benzema não teve boa atuação na partida e ainda perdeu um pênalti no primeiro tempo, quando os egípcios venciam apenas por 1 a 0. Mesmo sem jogar bem, o experiente francês deixou sua marca no fim, e chegou a seis gols em Mundiais da Fifa, apenas um atrás de Cristiano Ronaldo, maior artilheiro do torneio. É também o goleador isolado desta edição, com dois gols. Já o Al Ahly, atual campeão africano, chega à semifinal pela sexta vez em nove participações no torneio da Fifa, a quarta seguida. AL AHLY DOMINA O PRIMEIRO TEMPO Com apoio da torcida, que quase dividiu a arquibancada com os sauditas, o Al Ahly foi melhor que o Al-Ittihad no primeiro tempo. Teve mais chances claras de gol, mas só conseguiu abrir o placar graças a um erro do zagueiro Kadesh, que tocou com o braço na bola, pênalti marcado com ajuda do VAR e convertido por Maâloul, aos 20. Mesmo sem jogar bem, o time da casa também ganhou um pênalti de graça, em toque de Abdelmonem, outro lance apontado pelo VAR. Só que o astro Benzema bateu mal, e o goleiro El Shenawy defendeu. AL AHLY APROVEITA APAGÃO Quando começava a ensaiar uma reação, sofreu dois gols de contra-ataque, em um intervalo de três minutos. Aos 13, El Shahat recebeu na área e acertou bonito chute cruzado, no canto de Al-Mayouf. Logo depois, Kahraba dá outra assistência, dessa vez para Ashour fazer o terceiro e praticamente selar a vitória. O gol de honra do Al-Ittihad saiu apenas aos 46, com Benzema pegando rebote após cabeceio de Hegazy na trave.

Justiça destitui presidente da CBF, nomeia interventor e determina nova eleição

O escolhido pelo TJ-RJ é o presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva, José Perdiz Ednaldo Rodrigues foi deposto da presidência da CBF. A decisão, tomada nesta quinta-feira (7), foi pela anulação da eleição que levou Ednaldo a sentar na cadeira da presidência. Além disso, os magistrados da 21ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro pedem que José Perdiz, presidente do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD), assuma o cargo. De acordo com os desembargadores, o TAC, Termo de Acordo de Conduta, feito entre o Ministério Público (MP) e a CBF é ilegal, pelo fato de o MP não ter legitimidade para atuar em assuntos internos da confederação. O órgão público não poderia interferir no tema, por se tratar de uma entidade privada, segundo a decisão. No entanto, a CBF já afirmou que irá recorrer da decisão no STJD. RELEMBRE O CASO O processo corre na Justiça há mais de um ano e diz respeito ao TAC assinado entre o Ministério Público do Rio de Janeiro e a CBF. O documento foi um facilitador para a eleição que permitiu Ednaldo Rodrigues chegar ao cargo de presidente da confederação. Mas alguns vices da gestão anterior questionam a legitimidade do acordo. Com a decisão oficializada nesta quinta, os desembargadores que comandam a ação determinaram que o presidente do STJD, José Perdiz, assuma o comando da entidade. O presidente em exercício terá um prazo de 30 dias úteis para convocar novas eleições. Ednaldo Rodrigues e a CBF ainda podem recorrer da decisão. Saiba quem é José Perdiz, novo presidente interino da CBF José Perdiz é advogado, formado pela Universidade Federal de Goiás (UFG), com especialidade no Direito Civil. O novo presidente interino da CBF tem 60 anos e é filho do ex-ministro do STJ e ministro interino da Justiça no governo de Fernando Henrique Cardoso, José de Jesus Filho. Brasiliense, Perdiz é associado à OAB do Distrito Federal, e entrou para o STJD do futebol em 2012, quando presidiu a 5ª Comissão Disciplinar da entidade, até o ano de 2016. O novo interventor assumiu a presidência do órgão em maio deste ano, em cerimônia que contou com a presença do ex-Presidente da CBF, Ednaldo Rodrigues. José Perdiz permanecerá no cargo, como interino, por, no máximo, 30 dias, prazo definido para que sejam realizadas novas eleições para a presidência da CBF.

Palmeiras conquista o título do Campeonato Brasileiro 2023

Palmeiras é bicampeão de forma consecutiva após grande arrancada, grandes exibições de Endrick e vacilo histórico do Botafogo O Palmeiras é o campeão brasileiro de 2023. O Verdão empatou em 1 a 1 com o Cruzeiro, no Mineirão, e garantiu o título da competição na última rodada da competição. O time comandado por Abel Ferreira conquistou o 12º título do Brasileirão – somando a recontagem feita pela CBF. Este é o segundo título de forma consecutiva, já que o Palmeiras faturou o Brasileirão também em 2022. Campanha do Palmeiras 20 vitórias 9 empates 8 derrotas 63 gols marcados 32 gols sofridos 32,2% de aproveitamento OLHA O GOL DELE! ⚽✅ Endrick abriu o placar e o estagiário mostra no detalhe. Tem rede balançando na TL! ????#AvantiPalestra #CRUxPAL#JuntosNoBrasileirão pic.twitter.com/s74Rsn5W39 — SE Palmeiras (@Palmeiras) December 7, 2023