Seleção Brasileira será comandada por Carlo Ancelotti

A seleção brasileira já tem um novo técnico. O italiano Carlo Ancelotti disse ‘sim’ ao convite feito pela CBF para que o treinador assumisse a seleção canarinho. As informações são do canal de esporte ESPN. De acordo com a reportagem, “as partes não vão confirmar publicamente o acordo, já que o treinador ainda tem contrato com o clube espanhol até junho de 2024. Também ainda não há qualquer compromisso assinado com a CBF, apenas a sinalização positiva”, destaca. Se tudo der certo, Ancelotti e a seleção firmarão um contrato de três anos, começando em julho de 2023 até agosto de 2026, após o final da Copa do Mundo em Estados Unidos, México e Canadá, ainda estão sendo discutidos.
Cheirinho – Vexame no Marrocos! Flamengo é eliminado e se despede do Mundial

Em jogo com expulsão e pênaltis, Flamengo foi eliminado para o Al Hilal – Gabriel Barbosa não aguentou a pressão do time árabe — Foto: Divulgação/ FIFA Na estreia do Rubro-Negro carioca no Mundial de Clubes, o Flamengo não aguentou a pressão do Al Hilal e perdeu por 3 a 2, nesta terça-feira (7/2). Com o resultado, o time de Vítor Pereira foi eliminado da competição. Pedro marcou os dois gols do Flamengo da partida. Início de ano do Flamengo não começou tão bem. No dia 28 de janeiro, o time perdeu o título da Supercopa para o Palmeiras, na derrota por 4 a 3 no estádio Mané Garrincha. Após a chegada do técnico Vitor Pereira, o Rubro-Negro ainda não conseguiu emplacar bons jogos. Pelo carioca, nos últimos cinco jogos, o Flamengo empatou duas partidas e obteve três vitórias. Primeiro tempo O jogo já começou complicado para o Flamengo. Logo aos 2 minutos, Aldawsari enfiou a bola dentro da grande área, encontrou Vietto. Na hora da finalização, Santos e Matheuzinho chegaram pressionando e o árbitro Istvan Kovacs marcou o pênalti a favor do Al-Hilal. Na cobrança, Aldawsari marcou o primeiro para os árabes. Na tentativa do empate, aos 14 minutos Arrascaeta tocou a bola para Gerson pela ponta esquerda, que foi invadindo a grande área e recebeu o contato do Abdulhamid, mas o juiz enxergou como simulação do flamenguista e deu o primeiro cartão amarelo ao Coringa no jogo. O empate Rubro-Negro veio aos 19 minutos na troca de passes flamenguista. Matheuzinho encontrou Pedro sozinho pela direita da grande área. Com a ‘chapa’ do pé, o atacante mandou a bola para o fundo das redes, sem permitir qualquer chance para o goleiro Abdullah Al-Mayouf. Na marca dos 40, após cobrança de escanteio do Al Hilal, a equipe árabe solicitou a marcação do pênalti, por conta de um possível toque de mão do David Luiz, mas o árbitro após ouvir o VAR, sinalizou que não foi nada e mandou o jogo seguir. Já nos acréscimos da primeira etapa, Vietto estava tentando fazer uma jogada individual contra David Luiz e Gerson, dentro da grande área. Gerson pegou no tornozelo do atacante do Al-Hilal, e após consulta no VAR, o árbitro marcou o pênalti, além de dar o segundo cartão amarelo para o volante flamenguista, que consequentemente foi expulso. Na cobrança, Aldawsari converteu, e marcou mais um gol para a equipe mandante. Segundo tempo Sem poder de reação, o Flamengo não conseguiu emplacar uma boa segunda etapa. As poucas chances cariocas aconteceram no início do tempo complementar. Aos 6 minutos, David Luiz pegou a sobra, abriu pela esquerda e encontrou Ayrton Lucas. O lateral fintou o adversário, e de fora da área mandou a bola nas mãos do goleiro. Com 13, Marega passou pela ponta esquerda, limpou Matheusinho, deixou Khalifa na pequena área, que acabou isolando a bola. Na tentativa da reviravolta do Rubro Negro, Matheusinho pegou a bola pela ponta direita, quase saindo pela linha de fundo, fez o cruzamento dentro da área, e de cabeça Gabriel isolou a bola, em uma das unicas chances do idolo flamenguista do jogo. O terceiro gol do Al-Hilal saiu aos 24, em que Marega abriu pela direita com Salem, invadiu a grande área e mandou de cavadinha para Vietto. O atacante do Al Hilal pegou de primeira, mandou na trave, mas a bola acabou entrando, ampliando o marcador para 3 a 1. Já nos acréscimos, o Flamengo desceu pela ponta direita com Ayrton Lucas, que tentou o cruzamento para dentro da grande área, mas houve a interceptação. Na sobra, abriu pela direita, encontrou Gabriel livre, chutou forte, e livre Pedro finalizou e diminuiu o placar para 3 a 2. Flamengo: Santos; Matheuzinho, David Luiz, Léo Pereira (Fabrício Bruno) e Ayrton Lucas; Everton Ribeiro, Thiago Maia (Vidal), Gabriel Barbosa, Gerson e Arrascaeta (Erick Pulgar); Pedro Al-Hilal: Abdullah Al-Mayouf; Saud Abdulhamid, Hyun Soo Jang, Ali Al-Boleahi e Khalifa Aldawsari (Nasser D.); André Carrillo, Gustavo Cuéllar e Salem Al-Dawsari; Moussa Marega, Odion Ighalo (Michael) e Luciano Vietto (Mohammed Jafali) Cartões amarelos: Gerson, Gabriel Barbosa, David Luiz, Erick Pulgar, Thiago Maia, Pedro (Flamengo); Vietto, Khalifa, Mohammed Jafali (Al-Hilal) Cartão vermelho: Gerson Arbitro: Istvan Kovacs Porque o Flamengo é chamado de “cheirinho”? A provocação ao Flamengo com o ‘cheirinho’ começou justamente com o Palmeiras em 2016. Naquele ano, os times disputaram o título do Brasileirão e a torcida rubro-negra criou o bordão ‘cheirinho de hepta’, mas o Verdão acabou levando a melhor. O clube carioca ficou na 3ª posição, também atrás do Santos
Torcedores do Corinthians se unem para ajudar idoso que passa fome em Araçuaí

João da Conceição e Maria Aparecida, casal de idosos que convive com a fome no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais – Foto: Reprodução Em um gesto de solidariedade, torcedores do Corinthians se uniu na última semana para realizar uma vaquinha e ajudar um torcedor do clube que estava passando fome. João da Conceição, morador da cidade de Araçuaí, no Vale do Jequitinhonha, em Minas Gerais, tem 74 anos e sempre conviveu com a fome. A iniciativa da torcida corinthiana surgiu após uma matéria do Fantástico, da TV Globo, entrevistar o homem. Na reportagem, João aparece com uma camisa do Corinthians e comoveu os torcedores do clube ao falar sobre a luta contra a fome. “Fica difícil, né? Eu ando doido pra morrer. Eu morrendo, descanso. Descanso dessa vida. Leva pra onde Deus quiser”, disse o homem na entrevista. Além da torcida, o próprio clube se comoveu com a história de João e encaminhou cestas básicas para o ele e uma camisa autografada pelos jogadores. Ao UOL, o Corinthians explicou que priorizou as cestas para “fornecer um apoio que pode realmente ajudá-lo”. “O combate à fome no Brasil é uma questão nacional, que precisa da participação de toda a sociedade, e o clube está constantemente nessa luta. Realizamos campanhas de arrecadação e distribuição de alimentos e divulgamos diversas causas sociais constantemente, inclusive na camisa do time. O Corinthians é o time do povo, fundado por operários e em toda a sua história sempre procurou contribuir nas principais questões nacionais, conscientizando sua torcida sobre essa missão”, disse o diretor do departamento de Responsabilidade Social e Cidadania do clube paulista, Adilson Monteiro Alves. No total, a vaquinha dos corinthianos teve a participação de mais de 1,3 mil pessoas e R$ 49.480,50 foram arrecadados.
Com brilho do goleiro, Brasil vence Paraguai e se garante no Mundial sub-20

Em noite inspirada do goleiro Mycael, autor de ao menos três ‘milagres’, Brasil bate Paraguai e confirma vaga no Mundial sub-20 – Jogadores da seleção brasileira comemoram um dos gols — Foto: Rafael Ribeiro/CBF/Divulgação A seleção brasileira sub-20 está no Mundial da Indonésia, agendado para o mês de maio. A vaga veio por antecedência, após a terceira vitória seguida no hexagonal final do Campeonato Sul-Americano. Líder com nove pontos, a equipe de Ramon Menezes manteve os 100% de aproveitamento na fase final ao aguentar enorme pressão e superar o Paraguai, por 2 a 0, em Cali. Em segundo, os uruguaios têm a mesma pontuação brasileira e também se classificaram. Acostumado a ver o artilheiro Vitor Roque fazer a festa ou o volante Andrey Santos surpreender, desta vez o Brasil celebrou os três pontos graças a noite inspirada do goleiro Mycael, que brilhou com grandes defesas em uma partida de enorme pressão dos paraguaios, sobretudo na etapa final. Atrás do placar, o time de Bobadilla atuou os últimos 45 minutos todos no campo ofensivo e merecia melhor sorte, carimbando a trave e parando em ao menos três defesas difíceis do goleiro brasileiro. Em seu primeiro ataque na fase final, já com 35 minutos, Ronald ampliou de cabeça para garantir o alívio brasileiro em seu jogo mais complicado até então no Sul-Americano. Mycael, pelo brilho entre as traves, ainda recebeu o prêmio de melhor em campo. O Jogo Como vem sendo praxe neste hexagonal final, o Brasil entrou em campo necessitando ganhar para retomar a liderança após presenciar um triunfo do Uruguai na preliminar. Desta vez, o principal rival ao título não apenas ganhou, como fez saldo ao golear a Venezuela por 4 a 1. Depois de passar aperto para superar o Paraguai na última rodada da fase de grupos, por 2 a 1, de virada, os brasileiros não queriam repetir tal sofrimento no reencontro e adotaram postura ofensiva. Desta vez a escalação era a titular, o que aumentava a confiança no técnico Ramon Menezes em ganhar a terceira seguida pela manutenção da liderança. E o gol surgiu logo no primeiro ataque. Aos 9 minutos, Patrick cruzou da esquerda, os marcadores focaram em tentar neutralizar o artilheiro Vitor Roque e a bola chegou na cabeça de Giovane que abriu o marcador e festejou bastante o gol tão buscado no Sul-Americano. Abrir o placar cedo era uma das metas para obrigar os paraguaios a abrirem mão do esquema defensivo. Bastava, contudo, acertar os contragolpes. Os brasileiros estavam apostando na ligação direta e devolvendo a bola aos oponentes. Giovane sentiu uma lesão no tornozelo e saiu com somente 25 minutos. Stênio ganhou nova chance para provar que pode retomar a vaga de titular. Mas quem assustou foi Guilherme Biro, carimbando a trave em batida cruzada. Querendo abrir saldo por ter pela frente a Colômbia e a torcida contra na quinta-feira, o Brasil era quem mais levava perigo. E apanhava bastante. O Paraguai demorou 37 minutos para ter uma grande chance. Andrey perdeu na saída e Mycael precisou de reflexo para defender a bola desviada e depois dar um leve toque para escanteio. O goleiro voltou a trabalhar bem dois minutos mais tarde em novo lance criado após falha brasileira e bola entregue de graça. Além de não “matar o jogo”, o Brasil ainda fez os rivais crescerem ao darem a bola de graça. O começo da segunda etapa foi de enorme sufoco, com novo milagre de Mycael e bola na trave em menos de quatro minutos. A seleção já não conseguia se impor e via os paraguaios acumularem chances desperdiçadas. A vantagem verde amarela já não era merecida, tamanho o sufoco recebido. Quando o empate já era questão de tempo, porém, o Brasil definiu. Em rara chegada na frente, finalizou pela primeira vez no segundo tempo já com 35 minutos. Andrey parou no goleiro. Na cobrança do escanteio, um castigo aos paraguaios, com Ronald ampliando, de cabeça, garantindo a vitória, a liderança no saldo de gols (7 a 5), a festa e o retorno ao Mundial, ao qual não disputa desde 2015. (Estadão Conteúdo)
Após post sobre ‘tiro na cara de Lula’, Wallace é suspenso pelo Cruzeiro

Nessa segunda-feira (30), oposto de 35 anos fez uma publicação em tom ameaçador contra o presidente Lula (PT) O time de vôlei do Cruzeiro anunciou, no fim da tarde desta terça-feira (31), a suspensão por tempo indeterminado de Wallace, de 35 anos. Na noite dessa segunda-feira (30), o oposto de 35 anos fez uma publicação em tom ameaçador contra o presidente Lula (PT). O jogador republicou uma pergunta que recebeu de um seguidor no Instagram: ‘Daria um tiro na cara do Lula com essa (calibre) 12?’. No início da tarde desta terça, o Cruzeiro divulgou nota apenas repudiando a publicação. Após grande pressão nas redes sociais, o clube informou, em novo comunicado, o afastamento do atleta “por tempo indeterminado”. “Conforme previsto em contrato, o Sada Cruzeiro informa que Wallace será punido com afastamento e uma suspensão por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira”, disse o clube. “Esperamos que o episódio sirva de aprendizado para todos, com uma reflexão sobre o uso consciente das redes sociais, e da responsabilidade que cada um tem em disseminar bons valores. O esporte deve ser uma ferramenta para propagar igualdade, tolerância e respeito”, complementou (leia a nota, na íntegra, ao fim da reportagem). Wallace se desculpa Depois da repercussão, Wallace se desculpou. Também pelas redes sociais, o oposto disse que jamais teve a “intenção de incitar violência ou ódio”. “Não é da minha pessoa. Não foi isso que o esporte me ensinou e não é isso que eu quero passar para ninguém”, complementou. “Quem me conhece sabe muito bem que eu jamais incitaria violência, em hipótese alguma, contra qualquer pessoa, principalmente o nosso presidente. Por isso, venho aqui pedir desculpas”, declarou o jogador. AGU O ministro da Secretaria de Comunicação Social, Paulo Pimenta, disse que acionou a Advocacia-Geral da União (AGU) sobre a postagem de Wallace. “Já acionei a AGU e vamos tomar todas as providências necessárias. Não vamos tolerar ameaças feitas por extremistas e golpistas!”, publicou Pimenta no Twitter. Wallace é nome histórico da Seleção Brasileira de Vôlei. Na sua lista de conquistas com a camisa canarinho está a medalha de ouro na Olimpíada do Rio de Janeiro, em 2016, e o título da Liga das Nações, em 2021. Nota do Cruzeiro A diretoria do Sada Cruzeiro, reforça, novamente, que repudia qualquer ato que possa significar incitação à violência, após as postagens do atleta Wallace. Atento aos desdobramentos, o clube informa que vem tomando providências diante do fato. O clube exigiu do atleta Wallace a plena retratação e um pedido de desculpas a todos que se sentiram ofendidos com as suas postagens. Conforme previsto em contrato, o Sada Cruzeiro informa que Wallace será punido com afastamento e uma suspensão por tempo indeterminado, a partir desta terça-feira. Esperamos que o episódio sirva de aprendizado para todos, com uma reflexão sobre o uso consciente das redes sociais, e da responsabilidade que cada um tem em disseminar bons valores. O esporte deve ser uma ferramenta para propagar igualdade, tolerância e respeito.
Bolsonarista Wallace, jogador de vôlei do Cruzeiro, faz enquete sobre assassinato de Lula

Extremista, armamentista e apoiador de Bolsonaro, Wallace Leandro de Souza fez a enquete ao ser indagado por um apoiador “se daria um tiro na cara do Lula com essa 12”. Sada Cruzeiro “lamenta”, mas não demitiu jogador. O ex-jogador da seleção brasileira de Vôlei masculino, Wallace Leandro de Souza, campeão olímpico em 2016, divulgou em suas redes sociais uma enquete sobre um eventual assassinato do presidente Lula (PT). Apoiador contumaz de Jair Bolsonaro (PL), defensor do armamento e fã do também ex-seleção de Vôlei e deputado eleito Maurício Souza, deputado federal eleito pelo PL-MG – que foi demitido do Minas Tênis Clube por postagem homofobica -, Wallace fez a enquete ao ser indagado por um apoiador “se daria um tiro na cara do Lula com essa 12”, em relação à espingarda calibre 12. “Alguém faria isso?”, indagou Wallace na enquete com um emoji de anjo. A enquete terminou com 64% dos apoiadores dizendo que “sim” e outros 36% afirmando “não”. Sada Cruzeiro Em tuite, o Sada Cruzeiro, clube onde o jogador atua “lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo”, mas não fala em demissão do atleta. “O Sada Cruzeiro lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo. Vivemos um momento delicado, em que precisamos ter muita cautela com as nossas manifestações”, diz tuite. Na sequência, o clube afirma que “as redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma grande armadilha”. “Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mesmas”, diz o texto, que termina afirmando que “ressaltamos, principalmente, que a violência nunca deve ser exaltada ou estimulada, e da parte do Sada Cruzeiro pedimos sinceras desculpas a todos”. O Sada Cruzeiro lamenta profundamente a publicação realizada pelo nosso atleta Wallace e o seu conteúdo. Vivemos um momento delicado, em que precisamos ter muita cautela com as nossas manifestações. — Sada Cruzeiro (@sadacruzeiro) January 31, 2023 As redes sociais podem parecer um espaço em que tudo está liberado, sem muita avaliação das possibilidades de interpretação, e isso é uma grande armadilha. Reforçaremos com todo o nosso staff, atletas e comissão técnica sobre a importância da responsabilidade no uso das mesmas. — Sada Cruzeiro (@sadacruzeiro) January 31, 2023 Extremista Na rede social, Wallace se diz “louco por carro” e ressalta seu perfil extremista de apoiador de Jair Bolsonaro, além de publicar diversos posts realçando seu apoio à cultura armamentista e atacando Lula. Em vídeo publicado em dezembro, Wallace aparece praticando tiro em um clube de tiro de Belo Horizonte. O jogador ainda ataca Lula em publicação no dia 30 de outubro, após o resultado das eleições. “Realmente o Brasil não é para amadores!!! Ps: aproveitar agora antes de começar a censura”, escreve propagando teorias da conspiração da ultradireita radical. https://www.instagram.com/wallaceleandro08/?utm_source=ig_embed&ig_rid=cee7333a-d310-4bfd-a7e4-30692dfc43a8
O caso Daniel Alves e a falência do futebol brasileiro

Daniel Alves e Robinho encerraram a carreira em meio a julgamentos por estupro De uma geração de jogadores que vê o bolsonarismo com indisfarçável simpatia, não se pode esperar um repúdio enfático à cultura do estupro. E não convém esperar mais nada nem dentro de campo. * Por André Cintra / Vermelho Em pouco mais de dois meses, o torcedor brasileiro esteve às voltas com duas decepções. Uma, dentro de campo: a eliminação nas quartas-de-final da Copa do Mundo de 2022. Outra, fora das quatro linhas: a prisão do lateral-direito Daniel Alves, de 39 anos, acusado de agressão sexual e estupro na Espanha. Derrotas e escândalos são comuns no mundo da bola, mas o País parece viver uma crise crônica. O desempenho da Seleção Brasileira nas últimas Copas talvez seja o sintoma mais escancarado dessa crise. Após chegar às finais de três Mundiais seguidos (1994, 1998 e 2002), vencendo dois deles, o time acumula fracassos. Desde 2002 – quando venceu a Alemanha por 2 a 0 e se sagrou pentacampeão mundial –, o Brasil não vence uma seleção europeia nos mata-matas da mais importante competição do futebol. Perdemos para a França em 2006, para a Holanda em 2010, para a Alemanha em 2014, para a Bélgica em 2018 e para a Croácia em 2022. Mesmo em nível continental, a hegemonia brasileira está em xeque. Na classificação geral das Copas, ficamos atrás do Uruguai em 2010 e 2018, bem como da Argentina em 2014 e 2022. Das cinco edições mais recentes da Copa América, o Brasil só levou o título uma vez. A crise no âmbito coletivo é acompanhada da crise no âmbito pessoal. Entre 1994 e 2007, jogadores do País conquistaram nada menos que oito dos 14 prêmios de melhor jogador do mundo. A maioria dos clubes badalados do Planeta tinha ídolos brasileiros. Nossos craques não eram monumentos morais ou exemplos comportamentais. Porém, com eles em campo, a Seleção continuou a ser uma referência coletiva, que esbanjava talentos individuais. O Brasil era respeitado e temido porque seguia acima da curva. Para usar um clichê, era impossível questionar que ainda se tratava do “país do futebol”. Tampouco se podia negar que, pecadilhos à parte, craques como Romário e Ronaldo levaram a sério a responsabilidade de representar o País por meio do futebol. Não havia conflitos entre suas metas e vontades pessoais com a missão coletiva – o projeto maior – de servir com excelência à Seleção. A falência do futebol brasileiro se expressa, em boa medida, no ideário da geração pós-Romário e pós-Ronaldo. Os melhores jogadores brasileiros são vendidos cada vez mais cedo para clubes estrangeiros, tornando-se praticamente desconhecidos no País. O desapego – a falta de identidade – leva craques milionários e mimados a se recusarem a jogar amistosos pela Seleção, para não “atrapalhar a temporada”. Ao longo da crise, nomes como Ronaldinho Gaúcho, Robinho e Neymar foram apontados como ícones da transição. Mais velho, Ronaldinho se destacou na Copa-2002 e foi o melhor do mundo em 2005 e 2006. Mas a segunda fase de sua carreira foi de declínio. Depois do fiasco no Mundial-2006, praticamente se despediu da Seleção. Em 2019, já aposentado e cheio de problemas judiciais, foi detido no Paraguai por estar com passaporte falso – ele e o irmão Assis permaneceram 171 dias preso. Robinho, apresentado com pompa ao Real Madrid em 2005, disse logo em sua primeira entrevista coletiva na Espanha que seu “grande” sonho era se “tornar o número um” do mundo. Em campo, não foi sequer o melhor jogador do Real em seu período – quem dera do mundo! – e pouco contribuiu para a Seleção Brasileira. Atuou como titular somente em uma Copa, a de 2010, mas já como coadjuvante de Kaká. Encerrou a carreira após ser condenado a nove anos de prisão na Itália por crime de violência sexual e estupro em grupo. Neymar permaneceu por mais de uma década na condição de principal jogador do Brasil. Teve boas atuações na Copa de 2014, da qual saiu contundido, sem ter participado da humilhante derrota de 7 a 1 para a Alemanha. Mas falhou nos Mundiais seguintes e, como Robinho, foi ofuscado por outros craques enquanto jogou no futebol europeu. Nos tribunais da Justiça, teve arquivado um inquérito que o acusava de estupro e foi absolvido das acusações de fraude e corrupção. Nos tribunais da torcida, o reconhecimento a Neymar cai ano a ano. Para todos os efeitos, Neymar personifica como ninguém este período em que a Seleção Brasileira se resume a um apanhado de profissionais alienados e despolitizados, obcecados pela popularidade nas redes sociais e pelos contratos publicitários. A torcida brasileira mal conhece sua atual Seleção, não sabe onde a maioria dos jogadores atua, não vê empatia no time. São os que se calam covardemente ante os descalabros do governo de destruição de Bolsonaro, mas forjam valentia ao se unirem para atacar um crítico como Casagrande. O caso de Daniel Alves agrava a crise ao revelar que, mesmo depois da condenação de Robinho, muitos jogadores continuam a se acha acima da lei. A juíza italiana à frente do julgamento de Robinho em segunda instância criticou especialmente “os sinais inequívocos de falta de escrúpulos e quase consciência de uma futura impunidade”. Contra o jogador brasileiro, por sinal, já pesava uma denúncia anterior de abuso sexual na Inglaterra. Para Daniel Alves, é o fim melancólico da carreira do maior vencedor de títulos oficiais na história (43, segundo a Fifa) e também o ocaso do jogador mais velho a vestir a camisa da Seleção Brasileira numa Copa do Mundo. Há um silêncio dos colegas em relação a seu caso, o que pode até ser considerado um avanço, já que muitos atletas saíram em defesa de Robinho mesmo diante de evidências cada vez mais esclarecedoras. Já perdemos Copas – como a de 1982 – com a convicção da injustiça. Mas o que as eliminações recentes nos deixam é um sentimento de indignação com a apatia, o descompromisso e até certa irresponsabilidade da equipe. De
Neymar é intimado a depor em investigação sobre agiotagem

Lavagem de dinheiro – Jogador da seleção e do PSG irá depor à Polícia Civil de Brasília na condição de testemunha, após ligação com ‘Eduardo Joias’, alvo de operação e foragido. Segundo investigação da Polícia Civil do DF, ‘Eduardo Joias’ (esquerda) e Neymar mantinham relação pessoal — Foto: Reprodução/Rede social O jogador Neymar, atacante da seleção brasileira e do Paris Saint Germain (PSG), será intimado a depor no âmbito de uma Operação Huitaca – em alusão à deusa mitológica da luxúria – da Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF). Três pessoas foram presas nesta sexta-feira (27). O atleta falará na condição de testemunha. A informação é do portal Metrópoles. Uma entrevista coletiva de imprensa foi convocada para 10h desta sexta pelo delegado Fernando Cocito para dar mais detalhes. A investigação apura crimes de extorsão, agiotagem e lavagem de dinheiro. O caso é conduzido pela Divisão de Repressão a Roubos e Furtos (DRF). O esquema é supostamente comandado pelo empresário Eduardo Rodrigues Silva, conhecido em Brasília como “Eduardo Joias”, que está foragido. Com uma rotina pública de ostentação, ele seria dono de uma empresa especializada no design de peças forjadas em ouro e diamantes. A investigação atingiu Neymar depois de “Eduardo Joias” publicar em sua rede social, que tem quase 75 mil seguidores, fotos com o jogador logo depois de presenteá-lo com um colar de ouro branco cravejado de diamantes. O pingente da peça foi desenhado no formato do nome do atacante. De acordo com a nota fiscal, o colar custou R$ 106,4 mil. O documento foi emitido em nome de Neymar, em março de 2019, por uma das empresas investigadas por lavagem de dinheiro. Não houve, porém, a respectiva entrada da mercadoria ou matéria-prima para confeccioná-la. Apenas essa transação representou mais de 81% dos registros de venda da empresa. Neymar e “Eduardo Joias” seguem um ao outro nas redes sociais e, de acordo com as informações publicadas pelo portal, têm uma relação pessoal. Além do colar de ouro e diamantes, o empresário já entregou ao atacante uma placa dourada e um anel exclusivo forjado em ouro e pedras preciosas. As investigações também encontraram fotos que confirmam a presença de “Eduardo Joias” no aniversário de Neymar em Paris, na França, em 4 de fevereiro de 2019. As despesas dos convidados brasileiros nessa festa foram pagas por patrocinadores do jogador. Com a participação da Receita Federal na operação, a Coordenação de Repressão a Crimes Patrimoniais (Corpatri) apontou que a empresa Conceito Comércio de Joias Eireli, atribuída a “Eduardo Joias” e cujo nome é EJ Joias, movimenta valores muito acima do que entra na conta de Eduardo e de seu braço direito, Vitor Duarte Nunes, que também é investigado. Além do documento emitido para a joia entregue a Neymar, outros 11 documentos fiscais eletrônicas de joias foram emitidos para “Eduardo Joias”, sem que houvesse a respectiva entrada de mercadoria ou matéria-prima. A apuração aponta, ainda, que as demais empresas que transacionaram com os investigados são de fachada, tendo sido criadas simultaneamente e com funcionamento ativo por poucos dias, sem gerar notas fiscais para os investigados ou para as empresas vinculadas a eles. Além da relação com “Eduardo Joias”, a investigação apontou que estas não foram as primeiras vezes que Neymar adquiriu ou recebeu joias de envolvidos com lavagem de capitais. Em 2017, a Polícia Civil do Rio de Janeiro informou que, em 2015, o craque adquiriu uma corrente de diamantes de Tiego Raimundo dos Santos Silva, conhecido como TH, um dos principais articuladores do tráfico de drogas e de armas do Rio, com atuação nas três facções criminosas. Ele também ajudava a lavar dinheiro do tráfico de drogas.
O cúmplice silêncio dos jogadores da Seleção quanto a Daniel Alves

Jogadores que se uniram pra falar mal do Casagrande já se pronunciaram sobre o estupro de Daniel Alves?, questionam internautas “Neymar, Kaká, Ronaldo e aqueles que se uniram pra falar mal do Casagrande já se pronunciaram sobre o estupro de Daniel Alves?”, indagam O silêncio que fazem os jogadores parceiros de Daniel Alves chega a ser sintomático de uma cumplicidade escancarada. Nenhum dos jogadores que estiveram na Copa do Catar veio a público comentar absolutamente nada quanto ao escândalo de assédio sexual e agressão que teria sido cometido pelo brasileiro, e que o levou à prisão na Espanha. Nem a favor (para mostrar solidariedade) nem contra ele (para mostrar indignação). Claro que ainda precisa ser julgado e provado seu envolvimento no caso, mas Daniel tem nos colegas de elenco uma fidelidade que diz muito sobre o que pensam Após vir à tona uma denúncia de uma jovem de 23 anos que alega ter sido estuprada pelo jogador Daniel Alves, durante uma balada na Espanha, internautas apontaram o silêncio de alguns jogadores, que recentemente estavam bem ativos nas redes criticando e disparando deboches contra o comentarista Carlos Casagrande. Casagrande chama Daniel Alves de “arrogante”; atleta é acusado de estupro O jogador brasileiro segue preso, após ser acusado de estuprar uma jovem de 23 anos Casagrande não se calou perante ao caso de estupro envolvendo o jogador brasileiro Daniel Alves. Em um texto, o ex-atleta chamou o famoso de “arrogante e prepotente” e disse ainda que ele “vive numa soberba enorme”. O desabafo do comentarista de futebol acontece no momento em que Daniel está em uma prisão na Espanha e é investigado pela polícia do país, que recebeu a denúncia de violência sexual a uma jovem de 23 anos, dentro de uma casa noturna de Barcelona. Em seu relato, publicado pelo UOL, Casagrande deixa claro que não está tirando conclusões precipitadas, já que “o assunto ainda está sob investigação”. No entanto, ele pontua que os homens não são superiores: “Os casos de assédios começam dessa maneira, com uma imposição masculina de poder sobre a mulher. Pode ser o diretor da empresa ou de um filme, o produtor de cinema, uma figura famosa ou um jogador de futebol”. Em outro trecho, Walter Casagrande questiona se outros jogadores vão defender Daniel Alves, que está preso e não pode recorrer a fiança: “Mas por que tantos jogadores de futebol aparecem envolvidos com casos de violência sexual nos últimos anos? Será que os jogadores vão se unir para mostrar solidariedade ao “Dani”? Só quero ver quem será o primeiro a postar um apoio do tipo: “Tamo junto, moleque”. Por fim, o jornalista diz que é preciso esperar que as investigações sobre o caso avancem, mas alerta para que é preciso ficar atento ao comportamento dos jogadores brasileiros que, segundo Casagrande, tem mostrado uma “distorção dos valores e princípios do ser humano”. Prisão de Daniel Alves Após a acusação de agressão sexual a uma mulher na boate Sutton, em Barcelona, na Espanha, o jogador Daniel Alves está em prisão provisória aguardando a resolução do seu caso. Segundo o jornal espanhol El Mundo, a mulher teria dito em depoimento que o jogador brasileiro teria uma tatuagem de uma meia-lua que vai do abdome do jogador até a região genital. Ela ainda disse que conseguiu ver a tatuagem no momento em que o atleta a trancou no banheiro e a obrigou a fazer sexo oral.
Daniel Alves, jogador da seleção na última Copa, é preso na Espanha

Viaturas da polícia chegaram durante a noite de quinta (19) na casa do atleta, em Barcelona, para levá-lo, após um mandado de prisão (Crédito: redes sociais/reprodução) O jogador Daniel Alves, que disputou a Copa do Mundo do Catar pela seleção brasileira, foi preso no fim da noite de quinta-feira (19) pela polícia da Espanha, sob a acusação de agressão sexual. Viaturas dos Mossos de Esquadra, a polícia catalã, chegaram à casa do atleta, em Barcelona, e o informaram que ele seria levado por uma ordem judicial. A Suprema Corte de Justiça da Catalunha emitiu um comunicado informando que Alves é réu num processo de agressão sexual contra uma mulher, que teria ocorrido no fim de 2022 numa boate de Barcelona. Ele está detido na Cidade da Justiça, um complexo de prédios públicos do Judiciário local, onde aguardará uma espécie de “audiência de custódia” (nos moldes brasileiros), quando um magistrado definirá se ele seguirá preso ou se será colocado em liberdade para responder à acusação criminal. O caso A jovem que não teve a identidade revelada disse às autoridades que Daniel Alves a tocou sem permissão e depois colocou a mão por dentro de sua roupa íntima, na noite de 30 de dezembro do ano passado. Após o acontecido, a vítima, assustada, teria avisado as amigas, que acionaram os seguranças da boate. O fato teria ocorrido num banheiro da casa noturna e as câmeras de segurança registraram a entrada da moça e de Daniel Alves no banheiro, além de parte da confusão após o suposto assédio. Segundo o jornal espanhol ABC, os seguranças ativaram o protocolo de segurança de Barcelona contra agressões e assédios sexuais em espaços privados de diversão noturna. Alves teria deixado a boate antes da chegada da polícia, que abriu investigação sobre o caso. A vítima passou por exames médicos em um hospital em Barcelona e os seguranças que a atenderam prestaram depoimento. Daniel Alves, que atua pelo Pumas, do México, deu uma entrevista a um programa televisivo espanhol, dias depois, e negou todas as acusações. “Primeiramente, gostaria de desmentir tudo. Eu estive nesse lugar, com mais gente, aproveitando. Todo mundo que me conhece sabe que eu adoro dançar. Eu estava aproveitando, mas sem invadir o espaço dos demais. Sempre respeitando o entorno. Quando você decide ir ao banheiro não precisa perguntar quem está lá também. Sinto muito, mas não sei quem é esta senhorita. Não sei seu nome, não a conheço, nunca a vi antes na vida”, se defendeu o atleta. Via Revista Fórum