Condenado por estupro, Robinho pode ser preso no Brasil, diz Flávio Dino

O ex-jogador foi condenado na Itália, em última instância, a 9 anos de prisão por estuprar uma mulher albanesa, em 2013 Flávio Dino, ministro da Justiça, deu uma declaração, nesta quarta-feira (18), que pode trazer uma reviravolta no caso do ex-jogador Robinho. Ele afirmou, em entrevista à rádio BandNews, que o ex-ídolo do Santos e do Atlético pode ser preso no Brasil. Ele e o amigo Ricardo Falco foram condenados a prisão, em última instância, na Itália, a 9 anos de prisão, por estupro de uma jovem albanesa de 22 anos. O caso ocorreu no dia 22 de janeiro de 2013. Dino afirmou que “esse é um tema que inicialmente tramita pelo Ministério da Justiça e nós temos a Secretaria Nacional de Justiça, que é o órgão central de cooperação jurídica de relação internacional, que faz esse processamento”.> O Ministério da Justiça da Itália chegou a pedir a extradição de Robinho ao governo de Jair Bolsonaro (PL) em outubro de 2022, de acordo com o UOL. “O exame definitivo compete a questões jurídicas, não são questões políticas. A própria Constituição brasileira proíbe a extradição de cidadãos brasileiros natos. Mas, agora pode, em tese, haver esse cumprimento de pena, mas isso precisa ser examinado e isso efetivamente tramitar”, disse Dino. “Apesar de parecer que eu tomei posse há meses, tomei há duas semanas e no meio desse tumulto todo. Nós temos muitos problemas graves como esse e estamos, a equipe do Ministério da Justiça, toda unida trabalhando contra o terrorismo porque essa é uma questão primordial”, ponderou o titular da pasta. “Efetivamente, isso não chegou e não posso dizer ainda minha opinião, mas evidentemente, posso afirmar que a minha visão geral é de que crimes, quaisquer que sejam eles, devem ser punidos. Mas, a aplicabilidade de um caso complexo como esse, só pode ser feita depois que houver toda a tramitação”, acrescentou Dino. Relembre o caso No início de 2022, Robinho e seu amigo Ricardo Falco foram condenados, em última instância, pela Justiça italiana, a nove anos de prisão por violência sexual de grupo cometida contra uma mulher albanesa em uma boate em Milão, Itália, em janeiro de 2013. A sentença foi definitiva, ou seja, não cabia mais recurso. Com isso, a justiça italiana poderia pedir a extradição de Robinho e Falco, mas a Constituição brasileira veta a extradição de brasileiros. O fato ocorreu quando Robinho defendia a equipe italiana do Milan. A sentença pela condenação pesou a troca de mensagens e escutas, nas quais o jogador falava sobre a noite do crime. Em uma das mensagens, avisado por um amigo a respeito da investigação, Robinho disse, em tom despreocupado: “Estou rindo porque não estou nem aí, a mulher estava completamente bêbada, não sabe nem o que aconteceu”. Conforme a sentença da primeira instância, ele, Ricardo e outros quatro amigos abusaram sexualmente da jovem albanesa de 23 anos, dentro de uma casa noturna. Ela estaria alcoolizada “ao ponto de ficar inconsciente” e teve relações sexuais em uma situação em que não era capaz de resistir ou se defender.
Morre aos 68 anos Roberto Dinamite, ídolo do Vasco da Gama

Morreu neste domingo (8), aos 68 anos, o ex-jogador de futebol Carlos Roberto de Oliveira, o Roberto Dinamite, ídolo do Vasco da Gama e um dos maiores nomes do futebol brasileiro. Dinamite, que além de futebolista já foi deputado estadual por cinco mandatos, lutava contra um câncer no intestino desde 2021. Ele estava internado no hospital Unimed, na capital fluminense, desde a manhã de sábado (7), após apresentar piora em seu quadro de saúde Maior artilheiro da história do Vaco da Gama e do Campeonato Brasileiro, com 190 gols, Dinamite venceu o torneio pelo clube em 1974 e tem ainda, entre seus títulos, 5 Campeonatos Cariocas. Ao todo, o ex-jogador marcou 784 gols em sua carreira. O vascaíno também jogou pela Seleção Brasileira e marcou 26 gols com a amarelinha. Ele foi titular na Copa do Mundo da Argentina, em 1978, sendo o artilheiro do Brasil no torneio. Em 1982 também foi à Copa, na Espanha, mas ficou no banco de reservas. A última postagem de Roberto Dinamite feita no Instagram foi exatamente há uma semana, lamentando a morte do Rei Pelé, que também faleceu em decorrência de um câncer. “Triste com sua partida meu ídolo Pelé. O melhor dos melhores! Referência dentro do futebol para todos nós jogadores. Tenho muito orgulho de ter conhecido você e vestido a mesma camisa 10 que você imortalizou com tanta maestria”, havia publicado. Confira a lista de títulos pelo Vasco e gols de Roberto Dinamite Títulos Campeonato Brasileiro: 1974 Campeonato Brasileiro de seleções estaduais: 1987 Campeonato Carioca: 1977, 1982, 1987, 1988 e 1992 Taça Guanabara: 1976, 1977, 1986, 1987, 1990 e 1992 Taça Rio: 1975, 1977, 1980, 1981, 1984 e 1988 Copa Rio: 1984, 1988, 1992 Torneio do Bicentenário dos Estados Unidos: 1976 Copa Rio Branco: 1976 Taça Oswaldo Cruz: 1976 Copa Atlântica: 1976 Torneio Quadrangular do Rio: 1973 Copa da cidade de Sevilla (Espanha): 1979 Torneio Colombino Huelva (Espanha): 1980 Copa Manauense: 1980 Troféu da cidade de Funchal (Portugal): 1981 Copa João Havelange: 1981 Torneio Verão: 1982 Troféu Ramon de Carranza: 1987 e 1988 Copa de Ouro: 1987 Copa do Rei Pelé: 1991 Gols Vasco da Gama: 708 gols Seleção Brasileira: 26 gols Barcelona: 3 gols Portuguesa: 11 gols Amistosos: 36 gols Total: 784 gols
Missa em Ação de Graças em Montes Claros comemorou os 102 anos do Cruzeiro

A celebração pelo aniversário esteve a cargo dos padres Brigido, João Carlos, Henderson e Fernandes, além do diácono Francisco, cruzeirenses assumidos. A missa foi realizada segunda-feira (02) na Igreja São Judas Tadeu, localizada no Bairro homônimo, e presidida pelo padre Inivaldo Fernandes de Lima, o Pe. Fernandes, da Paróquia Santo Antônio, em Grão Mogol. Concelebraram os padres Antônio Brígido de Lima, o Pe. Brígido, da paróquia São Judas Tadeu, em Montes Claros; Henderson Pereira do Carmo, o Pe. Henderson, da paróquia São Geraldo, em Japonvar; João Carlos Viana Torres, o Pe. João Carlos, da paróquia Senhora Sant’Ana, em Ponto Chique; e pelo diácono Francisco David Silva, da paróquia Nossa Senhora da Conceição, em Francisco Dumont. Os torcedores do Cruzeiro compareceram em grande número e fizeram questão de ir com a camisa do time celeste. Cada um levou um quilo de alimento não perecível, que será distribuído pela paróquia para as famílias em vulnerabilidade social. Durante a homilia, o padre Fernandes fez questão de saudar os cruzeirenses, lembrando as conquistas do clube ao longo de 102 anos e destacando o retorno do Cruzeiro à Série A do Campeonato Brasileiro. “Parabéns à nação azul por este dia especial, que marca o aniversário de um time que nos deu muitas alegrias, com duas Copas Libertadores, duas Supercopas da Libertadores, uma Recopa, quatro Campeonatos Brasileiros, seis Copas do Brasil e um Campeonato Brasileiro da Série B, além dos 38 Campeonatos Mineiros. “Tivemos um momento ruim, que foi a queda para a segunda divisão do campeonato brasileiro, mas de agora em diante o Cruzeiro não cairá mais”, profetizou. O saudoso cruzeirense arcebispo de Montes Claros, Dom Geraldo Majela de Castro, também foi homenageado A missa seguiu a liturgia da Igreja. Somente após a bênção final foi permitido que os torcedores cantassem o hino do clube e outros cânticos da torcida celeste. Foi o quinto ano consecutivo que a paróquia São Judas Tadeu celebra missas em Ação de Graças pelo aniversário do clube mais vencedor de Minas Gerais.
Gianni Infantino pede que todos os países batizem um estádio em homenagem a Pelé

“É muito importante guardar a memória de Pelé e que as gerações, os jovens, as crianças, daqui a 20, 100 anos, possam se recordar dessa incrível pessoa”, disse o Presidente da Fifa, que compareceu ao velório de Pelé na Vila Belmiro 02/01/2023 (Foto: REUTERS/Diego Vara) SANTOS (Reuters) – O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou nesta segunda-feira que irá pedir a todos os países do mundo que tenham pelo menos um estádio batizado em memória de Pelé, ao chegar à Vila Belmiro para o velório do maior jogador de futebol de todos os tempos, que morreu na semana passada aos 82 anos. “Vamos homenagear o rei e pedimos para que o mundo inteiro respeite um minuto de silêncio. Vamos pedir para que todos os países do mundo tenham pelo menos um estádio com o nome do Pelé para que as crianças saibam a importância dele”, disse Infantino a jornalistas ao chegar ao velório ao lado dos presidentes da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), Ednaldo Rodrigues, e da Confederação Sul-Americana de Futebol (Conmebol), Alejandro Domínguez. “Acho que é muito importante guardar a memória de Pelé e que as gerações, os jovens, as crianças, daqui a 20, 100 anos, possam se recordar dessa incrível pessoa… Ele nos deu uma grande emoção e temos que recordar disso. É uma emoção eterna”, acrescentou. A Vila Belmiro, estádio onde Pelé encantou multidões com seu futebol inigualável, recebe o maior jogador de futebol da história pela última vez nesta segunda-feira para seu funeral. O corpo de Pelé está sendo velado no centro do gramado do Estádio Urbano Caldeira, que o camisa 10 tornou mundialmente famoso desde que chegou ao Santos Futebol Clube em 1956. Milhares de torcedores com camisas do Santos e da seleção brasileira faziam longas filas para se despedir de Pelé no gramado da Vila Belmiro. Autoridades do esporte e da política também prestigiaram o velório do único jogador a conquistar três vezes a Copa do Mundo (1958, 1962 e 1970). Infantino lembrou da primeira vez que ouviu falar de Pelé, quando era um menino de 11 anos e foi ao cinema com seu pai assistir a um filme do rei com Sylvester Stallone, “Fuga para a Vitória”, de 1981. “Na Itália, há um episódio, uma recordação, da minha infância quando eu tinha 11 anos, meu pai foi comigo ao cinema –foi a única vez que meu pai foi comigo ao cinema–, para ver “Fuga Pela Vitória”, o filme do Pelé com Stallone, e meu pai me explicou quem era esse jogador e disse: ‘olha, esse é o Pelé’”, contou. “E naquela época, 1981, 1982, não havia muitas imagens dos gols de Pelé e essa foi a forma do meu pai de me mostrar quem era esse grande jogador. E trinta e vários anos depois, eu mesmo sentado ao lado do Pelé, foi uma emoção muito grande”, acrescentou.
Morre Pelé, maior jogador de futebol da história, aos 82 anos

‘Rei do Futebol’ morreu nesta quinta-feira (29/12), no hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de um câncer no cólon O mundo do esporte está de luto. Morreu nesta quinta-feira (29/12) Pelé, aos 82 anos. Edson Arantes do Nascimento, conhecido como ‘Rei do futebol’ e maior jogador de todos os tempos, estava internado desde 29 de novembro no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, em decorrência de uma infecção respiratória. Mas a saúde do ‘Atleta do Século XX’ já vinha muito debilitada desde 2021 após o diagnóstico de câncer no cólon. Do início ao fim da carreira, Pelé sempre foi Pelé, suprassumo da excelência. Dizer, por exemplo, que Nadal, Federer e Djokovic disputam o posto de ‘Pelé do Tênis’ é não entender que o mineiro de Três Corações não competiu com ninguém. Hors concours, Pelé simplesmente foi o melhor e maior esportista da história, reconhecido pelos seus mais de mil gols e vencedor de todos os títulos importantes como protagonista. A comparação usando o nome dele – que virou adjetivo em forma de homenagem (o ‘Pelé da Medicina’, o ‘Pelé da Música’, o ‘Pelé da F1’) – sempre é imprecisa e exagerada. Como Pelé, apenas Pelé e somente Pelé. Ao longo da sua trajetória, Pelé foi coroado. No entanto, dizer que ele foi um rei também soa injusto. Qual o grande atributo de um monarca? No geral, nenhum. Ao rei basta nascer, estar na linha sucessória e herdar o trono. O Charles III, a título de exemplo, o qual assumiu a monarquia britânica: com todo respeito que merece, é sujeito desinteressante, sem carisma, sem nenhuma marca indelével. Mesmo sendo figura superlativa em relação a qualquer integrante de família real – até o francês Luís XIV, o ‘Rei Sol’, seria ofuscado pelo mineiro, assim como foi a simpática rainha Elizabeth II, em encontro com o craque em 1968 -, Pelé ganhou título de nobreza: o ‘Rei do Futebol’, que virou aposto e quase nome próprio ao longo da sua vida e assim será também agora, posterior a ela. O título de Rei Quando tinha apenas 17 anos e era conhecido por poucos, antes mesmo de ganhar a primeira de três Copas do Mundo e de completar duas centenas de gols, o cronista Nelson Rodrigues já reivindicava o trono para aquele garoto nascido em 23 de outubro de 1940, no Sul de Minas Gerais, que despontava no futebol brasileiro. “Examino a ficha de Pelé e tomo um susto: – dezessete anos! Há certas idades que são aberrantes, inverossímeis”, escreveu o jornalista, na Manchete Esportiva, no dia 8 de março de 1958. “Pois bem: – verdadeiro garoto, o meu personagem anda em campo com uma dessas autoridades irresistíveis e fatais. Dir-se-ia um rei, não sei se Lear, se imperador Jones, se etíope”, acrescentou. A crônica foi escrita quando Nelson Rodrigues presenciou quatro gols de Pelé, vestindo a camisa do Santos, contra o América-RJ. Depois disso, ele não teve dúvidas. Com seu estilo literário, conseguiu prenunciar a História. Talvez tenha sido o primeiro a dizer que Pelé já era Pelé. “O que nós chamamos de realeza é, acima de tudo, um estado de alma. E Pelé leva sobre os demais jogadores uma vantagem considerável: – a de se sentir rei, da cabeça aos pés. Quando ele apanha a bola e dribla um adversário, é como quem enxota, quem escorraça um plebeu ignaro e piolhento”, escreveu Nelson Rodrigues. O cronista alertou que o craque, aos 17 anos, já sabia que era o melhor. Não o melhor ponta, o melhor meia, o melhor atacante. Pelé tinha plena consciência que era o melhor em todas as posições. “Tem uma tal sensação de superioridade que não faz cerimônias. Já lhe perguntaram: – “Quem é o maior meia do mundo?” Ele respondeu, com a ênfase das certezas eternas: – “Eu.” Insistiram: – “Qual é o maior ponta do mundo?” E Pelé: – “Eu.” Em outro qualquer, esse desplante faria rir ou sorrir. Mas o fabuloso craque põe no que diz uma tal carga de convicção que ninguém reage, e todos passam a admitir que ele seja, realmente, o maior de todas as posições. Nas pontas, nas meias e no centro, há de ser o mesmo, isto é, o incomparável Pelé”, garantiu o cronista. Doença O estado de saúde de Pelé começou a se deteriorar com a descoberta de um câncer no intestino em agosto de 2021, quando recebeu o diagnóstico de um tumor maligno no cólon. Ele passou por cirurgia no hospital Albert Einstein, em quatro de setembro de 2021, para a retirada do tumor. Chegou a ser transferido para uma UTI por causa de problemas respiratórios. Naquele momento, Pelé iniciou o processo de quimioterapia e ficou 15 dias internado em dezembro de 2021. Em janeiro, metástases foram diagnosticadas em diferentes órgãos do corpo, como fígado e pulmão. Em fevereiro de 2022, Pelé retornou ao hospital paulista para novas sessões de quimioterapia, quando os médicos observaram uma infecção urinária. O quadro melhorou e, por isso, ele foi liberado naquele mês. Pelé foi internado novamente em novembro de 2022 com quadro de anasarca (inchaço generalizado), síndrome edemigênica (edema generalizado) e insuficiência cardíaca descompensada. Desde então, não saiu mais do hospital. Em 21 de dezembro, o boletim médico apontou a piora do quadro de saúde: “Internado desde 29 de novembro para uma reavaliação da terapia quimioterápica para tumor de cólon e tratamento de uma infecção respiratória, Edson Arantes do Nascimento apresenta progressão da doença oncológica e requer maiores cuidados relacionados às disfunções renal e cardíaca. O paciente segue internado em quarto comum, sob os cuidados necessários da equipe médica.” Copas do Mundo e gols Além de Nelson Rodrigues, outros grandes escritores brasileiros também citaram Pelé em sua vasta literatura. Foi assim com Carlos Drummond de Andrade, mineiro de Itabira. “O difícil, o extraordinário não é fazer mil gols, como Pelé. É fazer um gol como Pelé”, escreveu o poeta, em crônica do Jornal do Brasil de 28 de outubro de 1969. Somando os 1.380 jogos que fez, o Rei
Morre Jair Bala, maior ídolo da história do América

Nos últimos anos, Jair Bala teve várias internações em decorrência de infecções pulmonares. A morte foi causada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC) Morreu nesta terça-feira (27), aos 79 anos, o ex-atacante e ex-treinador Jair Bala, considerado o maior ídolo da história do América. Nos últimos anos, Jair Bala teve várias internações em decorrência de infecções pulmonares. A morte foi causada por um Acidente Vascular Cerebral (AVC). Desde a década de 2000, Jair Bala era integrante do programa Alterosa Esporte, da TV Alterosa, onde representava o América. Jair Bala representou o América no programa Alterosa Esporte – foto: EM/DAPress Natural de Cachoeiro de Itapemirim, no Espírito Santo, o ex-atacante deu seus primeiros passos no futebol com a camisa do Estrela do Norte-ES. Passou também por Flamengo – onde ganhou o célebre apelido -, Botafogo, Comercial-SP, Ponte Preta, Cruzeiro, Palmeiras, XV de Piracicaba, Santos, Bahia e Paysandu. Entretanto, foi no Coelho que o centroavante encontrou o melhor momento de sua carreira. Foram duas passagens pelo América: a primeira entre 1964 e 1965 e a segunda entre 1970 e 1971. Em ambas, Jair Bala conquistou o posto de artilheiro do Campeonato Mineiro, com 25 e 14 gols, respectivamente. Ao todo, foram 78 gols em 144 jogos com a camisa do Coelho. Ele é o sexto maior goleador da história do América. Em 1969, Jair Bala atuou ao lado de Pelé no Santos. Foi ele quem substituiu o Rei do Futebol no jogo em que marcou o seu milésimo gol, em 19 de novembro de 1969, na partida contra o Vasco, no Maracanã. Sua magia dentro dos gramados rendeu crônicas de diversos gênios da escrita, tais como Nelson Rodrigues e Roberto Drummond. “Se Jair fosse simplesmente Jair, estaria apodrecendo na obscuridade. A toda hora, em toda parte, nós esbarramos, nós tropeçamos num Jair qualquer. (…) Desde o primeiro minuto do jogo, foi uma arma apontada para o peito do inimigo. E todos percebemos que nunca um Jair fora tão bala. É a autenticidade dos apelidos, que nunca existe nos nomes”, descreveu Nelson Rodrigues a respeito do talento de Jair Bala, em 1963. Na crônica, Nelson Rodrigues faz referências ao apelido de Jair Bala. A história curiosa deste nome aconteceu em 1960, quando o então Jairzinho foi ao escritório das categorias de base do Flamengo para pedir um “bicho”. Willian, funcionário do clube rubro-negro, empunhou uma arma para, numa brincadeira, tentar fazer o garoto mudar de ideia. No entanto, ao abaixar o revólver, houve um disparo acidental e a bala tocou no solo antes de acertar a coxa esquerda do jovem jogador. Os médicos acharam por bem não retirar o projétil, já que não havia atingido nenhum órgão vital. O América lamentou, em nota, a morte de Jair Bala O América Futebol Clube lamenta profundamente o falecimento de Jair Félix da Silva, o eterno Jair Bala, ídolo máximo do Coelho, que nos deixou nesta terça-feira, 27 de dezembro de 2022. Capixaba de Cachoeiro do Itapemirim, Jair Bala iniciou sua trajetória pelo América em 1964. Logo em seu primeiro ano de clube, foi o artilheiro do Campeonato Mineiro e desfilou todo seu talento com a armadura americana. Em sua segunda passagem, já no início da década de 70, deixou seu nome eternizado na história ao ser o craque da inesquecível conquista invicta do Campeonato Mineiro de 1971. Sua trajetória está para sempre na memória americana e seus 78 gols marcados o tornaram o 6º maior artilheiro de todos os tempos do Coelho. Após sua vitoriosa carreira como jogador, marcada também pela parceria com o Rei Pelé no Santos-SP, Jair Bala também deu sua contribuição ao futebol no cargo de treinador. O ídolo também marcou seu nome comandando o América, sendo até hoje o terceiro técnico que mais esteve à frente do time americano: 232 jogos. Ao fim de sua carreira como jogador, seguiu engrandecendo o pavilhão do América até o fim de sua vida. Uma de suas atribuições foi a de comentarista esportivo, defendendo o Clube por décadas no programa Alterosa Esporte, da TV Alterosa, filial do SBT em Minas Gerais. Nos últimos anos, Jair Bala vinha lutando e, recentemente, estava internado no Hospital Felício Rocho após sofrer um Acidente Vascular Cerebral. O ídolo esteve em coma nesse último mês e, nesta terça-feira, não resistiu. Via EM
Boato de velório de Pelé repercute após a chegada de sua família ao hospital

Toda a família do ex-jogador de futebol Pelé está a caminho do hospital Albert Einstein, em São Paulo, onde ele está internado há semanas. Filhos e netos estão vindo de todo o país para passar o Natal com ele. O filho Edinho, que é treinador do Londrina, chegou na manhã deste sábado. Ele tinha saído do Paraná na noite desta sexta-feira, 23. As filhas Kely e Flávia já estavam no hospital com o pai. Agora netos também começaram a chegar. O Rei não está mais respondendo ao tratamento e começou a receber cuidados paliativos, quando todo o esforço médico é feito para amenizar dores, mas sem esperança de melhora ou cura. Neste momento ele segue anestesiado. Boatos de velório na Vila Belmiro Na internet não se fala em outra coisa a não ser a montagem de uma grande estrutura física no meio do campo da Vila Belmiro, estádio do Santos, onde Pelé se eternizou. Uma grande tenda branca foi montada e no meio dela há uma estrutura muito parecida com um suporte de caixão. Fotos e esculturas de Pelé também estão chegando e sendo levadas pera dentro da tenda. ALCAPÃO!! ???????????? Imagem Aérea Da Vila Belmiro Hoje 24/12/2022. ???? jp_drone pic.twitter.com/xDw6AFYli6 — Santos FC Vila Belmiro (@SVilabelmiro) December 24, 2022 Nos arredores do estádio há um grande policiamento. “Aqui na Vila Belmiro estão montado uma homenagem pra ele,tem muito policiamento”, postou um morador das redondezas no Twitter. “Estou aqui na Vila Belmiro. Estão descarregando um caminhão de placas, como se fosse pra proteger o gramado”, disse outro. ????AGORA: Mais familiares começam a chegar no hospital Albert Einstein para passar o natal com o Rei Pelé, dentre eles, o filho Edinho. pic.twitter.com/w6NRFKtR8A — Santos FC Vila Belmiro (@SVilabelmiro) December 24, 2022 Em uma rua próxima, um caminhão está estacionado com equipamentos para montar uma grande tela de transmissão em HD. Todos estes fatores, alinhados ao silêncio do Santos, estão repercutindo nas redes sociais e os fãs de Pelé passam a acreditar que a estrutura será para o velório do Rei do futebol.
Tite é assaltado no Rio e ainda leva bronca por ter perdido a Copa do Mundo

É MUITO AZAR – O técnico Tite, ex-comandante da Seleção Brasileira, foi assaltado na manhã deste sábado (24), enquanto caminhava pela Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. A informação foi divulgada pelo do Blog do Ancelmo Gois. Segundo o colunista, Tite, de 61 anos, saiu para caminhar por volta das 6h para ficar longe de eventuais assédios. O assaltante levou um cordão e ainda teria aproveitado a ocasião para dar um “puxão de orelha” em Tite pela derrota da Seleção para a Croácia nas quartas de finais da Copa do Mundo do Catar. O treinador foi um dos mais criticados pelo revés, principalmente devido à escalação do time e às orientações na beira do gramado durante a cobrança de pênaltis Tite está com a família no Rio de Janeiro após deixar o comando da Seleção. Após o descanso, o treinador deve se reunir com os empresários para avaliar qual será seu próximo desafio na carreira.
Argentina fatura o tri mundial diante da França e coroa um genial Messi

A Argentina é tricampeã mundial de futebol. Lionel Messi é campeão mundial. O destino foi gracioso com a última dança do gênio num palco de Copa do Mundo. Após a decepção de 2014, o camisa 10 da Albiceleste agora tem a sua taça e coroação definitiva. Contra uma França que conseguiu salvar o que parecia derrota certa, a Argentina venceu nos pênaltis (4 x 2) após o empatar em 3 a 3 no tempo normal. Uma final de Copa do Mundo 2022 do Qatar, no Estádio Lusail, neste dia 18 de dezembro definitivamente para a história. A Argentina exibiu um primeiro tempo com autoridade, sem sofrer sustos. O pênalti inexistente marcado logo aos 20 minutos e convertido por Messi foi um golpe que a equipe de Mbappé quase não conseguiu se recuperar. Com 2 a 0 no placar na segunda metade da etapa final, o título no tempo normal parecia certo a Messi e sua seleção. Mas Mbappé mostrou também genialidade e em menos de cinco minutos marcou dois gols (um deles uma pintura) e forçou a prorrogação. Lá, novo empate: Messi e Mbappé marcaram para suas seleções. A disputa ficou para os pênaltis. A Argentina converteu todas as cobranças. Coman e Tchouaméni desperdiçaram. MESSI O que faltava a Messi não falta mais. Perto do fim da carreira, o gênio foi o comandante do título que encerrou 36 anos de jejum argentino em Copas do Mundo. Messi foi na final aquele que foi durante a competição, participativo e talentoso. É bem verdade que ganhou de presente pênalti inexistente. Mas não ofusca o brilho de um capitão que entendeu seu talento e liderança. Teve ajuda luxuosa de Di María para anular uma França que impunha medo. Após uma carreira impecável no futebol de clubes, Messi agora conquista de vez o coração de seu país, que, por vezes, duvidou de sua entrega e predestinação. Messi é do tamanho de Maradona. Maior? Difícil dizer pelos hermanos, mas dá para ousar em classificar que não é menor. Messi arrancou o argentino de seu atual duro cotidiano político-econômico. Até nisso pareceu emular Don Diego. DESTRUIDOR DE RECORDES Messi separou o dia para alcançar feitos, além de levantar a taça. Ao entrar em campo na decisão, ultrapassou Lothar Matthäus e se tornou, de forma isolada, o jogador com mais partidas em Copas do Mundo com 26 jogos disputados. O camisa 10 também é o único atleta a balançar as redes dos adversários em todas as fases de mata-mata da competição, ultrapassou a marca de gols de Pelé e igualou o feito de Just Fontaine, com 13 gols no torneio. LA TERCERA A Argentina alcançou o terceiro título mundial e colocou 2022 ao lado dos títulos de 1978 e 1986. Com isso, os hermanos são os únicos com três títulos no momento. Agora, ficam imediatamente atrás de Alemanha e Itália, que têm quatro títulos cada. O Brasil segue hegemônico como o único pentacampeão mundial. Vale lembrar que a Seleção Brasileira alcançou o tri em 1970, há 52 anos 1° TEMPO: ARGENTINA ARRASADORA A Argentina começou o jogo conseguindo sufocar o time francês. Scaloni armou seu time com Di María no time titular e impôs marcação alta nos 15 primeiros minutos. Com Messi ativo, a Argentina visitou com alguma frequência a área adversária. Aos 21, Di María recebeu na ponta esquerda. Arisco, cortou um ingênuo Dembélé, que errou no bote seco e levou o drible. Na disputa, já dentro da área, com toque mínimo, foi ao chão. Pênalti. Messi, inapelável, abriu o placar para a Argentina. A França sentiu o golpe e não conseguiu povoar o meio-campo, oferecendo espaços generosos para a Argentina gastar o tempo invertendo o jogo com frequência. E não é boa ideia oferecer espaços a Messi e Di María. Com um toque, o gênio abriu espaço com Mac Allister puxar ataque letal e entregar para Di María colocar o segundo no placar com toque de exuberante categoria 2° TEMPO: MBAPPÉ É A FRANÇA O segundo tempo foi em grande parte controlado por uma Argentina que queria deixar o tempo passar. Após sacar Giroud e Dembelé ainda no primeiro tempo para a entrada de Kolo Muani e Thuram, Deschamps colocou em campo na etapa final: Fofana, Camavinga e Coman. Não parecia surtir efeito. O destino sugeria um título surpreendentemente tranquilo para a Argentina. Mas futebol não é afeito a roteiros simples demais, sobretudo em Copas do Mundo. Até então apagado, Mbappé fez sua estrela bilhar intensamente. Aos 34, deslocou Emiliano Martinez em bola recebida no bico esquerdo da área. Dois minutos depois, Messi foi desarmado no meio-campo por Coman. Rabiot esticou para Mbappé, que ajeitou para Thuram. O companheiro devolveu pelo alto, e Mbappé, inapelável, de primeira, empatou para a França com um golaço. PRORROGAÇÃO: FUTEBOL, EU TE AMO! A prorrogação resumiu o fim do tempo normal com alternância de controle. A Argentina foi melhor no primeiro tempo, a França, no segundo. Logo aos três minutos de prorrogação, Messi aproveitou rebote de Lloris em chute violento de Lautaro. Messi, sempre ele, apareceu para colocar no fundo da rede. E, novamente, quando o jogo parecia resolvido para a Argentina, Mbappé apareceu. Agora, de pênalti, seu terceiro gol na decisão. E o título mundial seria decidido nos pênaltis. PÊNALTIS: ARGENTINA 100% A decisão por pênaltis em finais de Copa do Mundo não acontecia desde 2006. E era mais um teste aos gênios de cada seleção. Messi e Mbappé converteram. Os companheiros do camisa 10 da Albiceleste fizeram o mesmo. Os franceses desperdiçaram com Coman e Tchouaméni. Coube a Montiel a cobrança derradeira para o tri argentino. Via: O Lance
Croácia vence Marrocos e é a terceira colocada da Copa do Mundo do Catar

Partida marcou provável despedida do astro Luka Modric em Copas do Mundo; Marrocos se despede do Catar com campanha histórica e ‘título’ de sensação do mundial A Croácia venceu o Marrocos neste sábado (17) por 2 a 1 na disputa pelo terceiro lugar da Copa do Mundo do Catar 2022. Com o resultado, os croatas atingem a posição pela segunda vez na história e se consolidam como uma forte seleção no cenário global, em especial após eliminar o Brasil e fazer um bom jogo contra a finalista Argentina. Além das terceiras colocações em 1998 e 2022, os croatas também foram vice-campeões em 2018, na Rússia. Nas outras três edições que disputou foi eliminada na primeira fase. Já os marroquinos se despedem do mundial com um histórico quarto lugar: é a primeira vez que uma equipe africana e de cultura árabe está entre as quatro melhores do planeta. Os gols foram marcados ainda no primeiro tempo da partida. Logo aos 6 minutos a Croácia abriu o placar com o zagueiro Gvardiol, de cabeça, após jogada ensaiada. Apenas dois minutos depois o Marrocos empatou o certame. Ziyech levantou a bola na área em cobrança de falta para Dari completar, também de cabeça, para o fundo das redes. Com o placar apontando a igualdade, o jogo esteve relativamente equilibrado, com uma leve vantagem croata baseada especialmente na técnica de Luka Modric. O desempate viria aos 41 minutos após roubada de bola de Kovacic na entrada da área. A bola sobrou para Orsic que com belo chute por cobertura desempatou a partida. O segundo tempo novamente apresentou um certo equilíbrio, com margem técnica maior para a Croácia. No entanto os marroquinos foram pra cima e tentaram o empate, sem sucesso, ao longo de toda a etapa complementar. Aos 19 minutos En-Nesyri obrigou Livakovic a fazer ótima defesa. Também os croatas tiveram boas chances de ampliar o placar como com Kovacic aos 41 minutos. Ao final da partida os croatas comemoraram muito a terceira colocação, a segunda da sua curta história como país independente – iniciada em Copas do Mundo no ano de 1998, na França. Modric, visivelmente emocionado – e festejado pelas excelentes atuações –, pode ter feito aos 37 anos o seu último jogo em uma Copa do Mundo. Já do lado marroquino, apesar das fortes reclamações contra a arbitragem do brasileiro Raphael Klaus ao final do jogo, sobretudo por Hakimi, o saldo é positivo. A campanha é histórica: é a primeira vez que um país africano e de cultura árabe figura entre as quatro melhores seleções do mundo. Os torcedores também garantiu o seu próprio show nesta partida saideira e nos demais jogos da seleção de Marrocos no mundial. A Copa do Mundo do Catar acaba neste domingo (18), com a final que será jogada entre Argentina e França, em Lusail, ao meio dia de Brasília. A grande final, além de contar com os dois melhores jogadores do mundo – Messi e Mbappé – ainda marcará um tricampeão mundial inédito. A França, atual campeã, pode conquistar um bicampeonato seguido, algo atingido apenas duas vezes na história, pela Itália em 1934 e 1938, e pelo Brasil em 1958 e 1962. Já a Argentina, se vencer, deixa para trás uma fila de 36 anos sem conquistar o mundo.