Brasil vence retranca da Suíça e se classifica às oitavas da Copa do Mundo

A Seleção Brasileira ia empatando sem gols contra uma fechada Suíça na tarde desta segunda-feira, quando Casemiro desencantou e fez um golaço no segundo tempo para garantir o placar de 1 a 0, na segunda rodada da fase de grupos da Copa do Mundo do Catar, no estádio 974. Com isso, o Brasil conquistou a classificação antecipada às oitavas de final. Sem Neymar e Danilo, lesionados, o técnico Tite escalou Éder Militão e Fred, mas a Seleção teve muitas dificuldades de superar a retranca suíça, com apenas uma chance no primeiro tempo, em belo cruzamento de Raphinha para Vinicius Júnior, que finalizou errado. Na etapa complementar, depois de iniciar mal e com muitos erros de passe, a amarelinha chegou a marcar em golaço de Vini, mas o VAR anulou por impedimento de Richarlison. Foi somente aos 37 minutos que a bola sobrou para Casemiro, que, em belo chute de trivela, estufou as redes. Com o resultado, o Brasil é o líder do grupo G, com seis pontos em dois jogos, seguido por Suíça (três), Camarões (um) e Sérvia (um). Na última rodada da fase de grupos, o Brasil enfrenta a seleção africana, enquanto Sérvia e Suíça duelam entre si, ambos os jogos na sexta-feira, às 16h (de Brasília). O jogo Primeiro tempo morno Depois de minutos iniciais de pressão brasileira, Alisson quase comprometeu ao tocar errado em saída de bola, que caiu nos pés do adversário. No entanto, a defesa tirou na sequência. Aos 12 minutos, Paquetá deu belo toque para Richarlison, que foi até a linha de fundo e cruzou procurando Vinicius Júnior, mas a defesa tirou. Pouco depois, Casemiro fez falta em Embolo de frente para a área, um pouco longe do gol. Na cobrança, a jogada ensaiada acabou não dando certo. A Seleção seguiu tocando na tentativa de chegar ao ataque, com poucos espaços dados pelos suíços. Richarlison teve uma chance na frente de Sommer, mas a bola escapou. Enquanto isso, a defesa brasileira parecia nervosa, com alguns erros de passe e problemas na saída, principalmente pelo lado direito. Aos 26 minutos, em construção ofensiva, Raphinha recebeu pelo lado direito e fez belo cruzamento para Vini Jr., que finalizou para grande defesa do goleiro, no primeiro chute a gol do jogo. Poucos minutos depois, Raphinha arriscou de fora, mas nas mãos de Sommer. Aos 38 minutos, a Suíça chegou com perigo pelo lado esquerdo com Rodríguez, cruzando para Vargas, que girou na marcação, e a bola acabou ficando com Alisson. No final do primeiro tempo, o Brasil tentou chegar principalmente pelo alto, em escanteio e, após um rápido apagar de luzes do estádio, o primeiro tempo acabou zerado. Gol anulado e Casemiro decide No retorno do intervalo, Tite promoveu a entrada de Rodrygo no lugar de Lucas Paquetá. Aos cinco minutos, em jogada pela esquerda, ele acabou atingido por Rieder, que foi amarelado. Pouco depois, Widmer recebeu lançamento na direita e cruzou rasteiro, para Xhaka, que tentou finalizar, mas Marquinhos travou no carrinho, em chance perigosa dos suíços. Depois de outro erro de Alisson na saída de bola, quase complicando a defesa brasileira, Vini Jr. recebeu pela esquerda e cruzou colocado para Richarlison, que não chegou dentro da área a tempo. Bruno Guimarães, então, entrou no lugar de Fred. Aos 18 minutos, Rodrygo ganhou a bola no meio-campo e deixou de calcanhar para Casemiro, que lançou para Vini Jr. na esquerda. O atacante dominou, invadiu a área e chutou na saída de Sommer, abrindo o marcador. No entanto, após análise do VAR, o lance foi anulado por impedimento de Richarlison. Pouco depois, Vini acabou derrubado bem perto da área por Akanji, do lado esquerdo, mas, na cobrança da falta, a defesa tirou. Até que, aos 37 minutos, Marquinhos abriu para Vini na esquerda, que cortou para o meio e tocou para Rodrygo. O camisa 21 tocou de primeira para Casemiro, que pegou de trivela e mandou uma bomba para o gol de Sommer, que nada pôde fazer. O Brasil cresceu no jogo e chegou mais uma vez, com Rodrygo, mas o goleiro fez a defesa. O camisa 21 ainda teve outra chance, na frente do gol, mas o chute acabou travado. FICHA TÉCNICA BRASIL 1 X 0 SUÍÇA Local: Estádio 974, em Doha (Catar) Data: 28 de novembro de 2022, segunda-feira Horário: 13h (de Brasília) Árbitro: Ivan Barton (El Salvador) Assistentes: Zachari Zeegelaar (Suriname) e Said Martinez (El Salvador) VAR: Drew Fischer (Canadá) Cartões amarelos: Rieder (Suíça); Fred (Brasil) GOL: Brasil: Casemiro, aos 38 minutos do 2º tempo. BRASIL: Alisson; Militão, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro (Alex Telles); Casemiro, Fred (Bruno Guimarães) e Lucas Paquetá (Rodrygo); Vinícius Jr, Raphinha (Antony) e Richarlison (Gabriel Jesus). Técnico: Tite. SUÍÇA: Sommer; Widmer (Frei), Akanji, Elvedi e Rodríguez; Freuler, Xhaka, Rieder (Steffen), Sow (Aebischer) e Vargas (Fernandes); Embolo (Seferovic). Técnico: Murat Yakin.
Maior solista do futebol, Messi define e mantém a Argentina viva na Copa

O extraordinário é o comum para Lionel Andrés Messi, 35. Com a Argentina cada vez mais próxima de entrar no modo desespero, ele mudou de posição, colocou o jogo debaixo do braço e deixou sua seleção mais perto da classificação na Copa do Mundo do Qatar. Isolado, muito na frente e quase sem ser acionado nos primeiros 45 minutos, ele recuou após o intervalo. Com a bola passando mais pelo seu pé, a Argentina dominou a partida, mas não conseguia marcar. Era preciso um lance individual Messi arrancou da intermediária aos 19 da etapa complementar. Chutou cruzado e rasteiro da entrada da área. Os argentinos no estádio de Lusail neste sábado (26), explodiram em um urro coletivo de alívio na mesma proporção que de felicidade. Foi o momento que em que a vitória se tornou possível. O placar final foi 2 a 0 sobre o México pelo Grupo C do Mundial. Isso significa que na última rodada, a Argentina será primeira da chave se bater a Polônia, a depender do resultado da Arábia Saudita contra os mexicanos. Pode até se classificar em segundo com um empate, também dependente de combinação de placares e gols marcados pelas outras equipes. Messi evitou que sua seleção voltasse ao modo destrutivo da era Jorge Sampali, encerrada com o fracasso no Mundial da Rússia, de 2018. Torneio marcado pelas trocas constantes na escalação e as confusas táticas do treinador. Havia sido assim de novo neste ano, na derrota para a Arábia Saudita na estreia. Scaloni havia dito que a Argentina, apesar do revés, manteria sua maneira de jogar neste sábado. Era com esse esquema que tinha permanecido 36 jogos invicta. Mas Messi não via a cor da bola. Foi apenas ao abrir mão disso que a equipe melhorou e conseguiu chegar ao resultado. Porque Messi sem a bola é como tirar o piano de Beethoven, deixar Paulinho sem a viola, impedir Gardel de cantar. Quando ele teve a bola, a Argentina venceu. O México era o adversário ideal para os sul-americanos em um momento decisivo. Todas as vezes que a equipe encontrou este mesmo rival em partidas importantes de Mundial, ganhou. Foi assim nas oitavas de final de 2006 e 2010. Lionel Scaloni arriscou na escalação. Manteve o esquema de jogo, de movimentação e posse de bola, mas mudou quase a metade dos titulares em relação à derrota na estreia para a Arábia Saudita. Foram cinco trocas, todas do meio-campo para trás. Entraram os laterais Montiel e Acuña, o zagueiro Lisandro Martínez e os volantes Guido Paredes e Alexis MacAllister.
Neymar e Danilo estão fora da fase de grupos da Copa do Mundo

A dupla só volta a defender a seleção brasileira em caso de classificação às oitavas de final do Mundial do Catar O lateral-direito Danilo e o atacante Neymar estão fora dos próximos dois jogos da Seleção na primeira fase da Copa do Mundo do Catar. O Brasil enfrenta a Suíça na segunda-feira, às 13h (de Brasília) e Camarões, na sexta, às 16h. A dupla fez exames de imagem na manhã dessa sexta-feira e já iniciou sessões de fisioterapia. Danilo sofreu uma entorse no tornozelo esquerdo, enquanto o problema de Neymar foi no tornozelo direito. Escalação da Seleção: quem são os jogadores que podem substituir Neymar e Danilo Daniel Alves, Militão, Rodrygo, Fred e Bruno Guimarães surgem como as opções mais prováveis para os problemas da Seleção na Copa do Mundo do Catar O baque é grande, mas o Brasil não tem tempo a perder. Sem Neymar e Danilo para as partidas contra Suíça e Camarões, Tite já começou a buscar alternativas na atividade desta sexta-feira no Grand Hamad Stadium, em Doha, e o leque de opções é vasto tanto para a lateral direita quanto para o meio de campo. Para a vaga de Neymar, são três possibilidades: Rodrygo seria o substituto natural, com características similares e sem mexer tanto na estrutura do time. Fred e Bruno Guimarães, no entanto, também têm chance, com favoritismo para o jogador do Manchester United. Neste caso, o substituto do camisa 10 na prática seria Lucas Paquetá mais adiantado e abrindo a vaga de segundo volante. Na lateral, Tite vai ter oportunidade de colocar à prova os treinos de Turim de maneira dolorosa. O treinador fez treinos separados para os defensores. Alternava Daniel Alves e Eder Militão entre lateral e zaga, do outro lado Alex Telles e Alex Sandro faziam o mesmo. Na estreia contra a Sérvia, por vários momentos, Danilo saiu da lateral e cedeu espaço aos avanços de Marquinhos, que também já atuou como lateral-direito. Mesmo que os treinos pré-Copa tenham servido para observações do treinador e preparação homogênea do elenco, Tite perde parte do entrosamento do quarteto que jogou boa parte do ciclo – Danilo, Marquinhos, Thiago Silva e Alex Sandro. A escalação da Seleção pode ser a seguinte: Alisson, Éder Militão (Daniel Alves), Thiago Silva, Marquinhos e Alex Sandro; Casemiro, Lucas Paquetá e Rodrygo (Fred, Bruno Guimarães ou Everton Ribeiro); Raphinha, Richarlison e Vini Junior. Daniel Alves O jogador mais questionado após a convocação de Tite tem boas chances de ser titular em sua terceira Copa do Mundo. Reserva imediato de Danilo, vê Éder Militão, zagueiro que pode ser improvisado no setor, como concorrente. Diante de dois adversários que dificilmente vão atacar o Brasil, como Suíça e Camarões, a escolha pelo experiente lateral-direito de 39 anos faz mais sentido. Pesa contra Dani o longo período de inatividade. A última partida foi realizada no dia 24 de setembro, pelo Campeonato Mexicano, no qual defendeu o Pumas em 12 partidas com três assistências. Ausente da Copa de 2018 por conta de uma lesão ligamentar no joelho às vésperas da convocação, Dani Alves tem a chance de voltar a disputar uma jogo de Mundial após oito anos e meio. A última participação aconteceu diante do Chile, quando esteve em campo nos 120 minutos das oitavas de final no Brasil em 2014. A partir dali, perdeu espaço para Maicon e ficou entre os reservas. No total, são nove jogos em Mundiais: cinco em 2010 e quatro em 2014. Éder Militão Testado por Tite como lateral-direito no amistoso contra Gana, em setembro, é uma opção que mais se assemelha ao que Danilo oferece à Seleção. Com características mais defensivas, Militão começou a carreira no São Paulo atuando no setor em 2017 e 2018, mas se descobriu como zagueiro em sua passagem pelo Porto, na temporada 2018/2019. Há quatro anos no Real Madrid, se firmou na posição onde atuou sem variação nos últimos três. Aos 24 anos, soma 23 jogos e um gol marcado com a camisa da seleção brasileira. Na temporada atual, entrou em campo 17 vezes pelo Real, 15 como titular, e balançou as redes três vezes. Sempre como zagueiro. Fred Titular em boa parte do ciclo até o Catar, foi sacado para dar lugar a Vini Jr na estreia na Copa do Mundo e surge como um dos favoritos para recuperar um lugar no time com a lesão de Neymar. Desta maneira, Lucas Paquetá seria adiantado para ocupar o espaço deixado pelo camisa 10 com o jogador do Manchester United voltando a fazer dupla de volantes com Casemiro. Fred participou da estreia na Copa do Mundo ao substituir Paquetá aos 29 do segundo tempo e teve bom desempenho. Pelo United na última temporada, foram 16 partidas, sete como titular, e um gol marcado. Rodrygo Foi o escolhido por Tite para entrar na vaga de Neymar diante da Sérvia e, mesmo em pouco tempo, conseguiu construir boas jogadas e levar perigo. Caso tenha a oportunidade, o treinador não precisará mexer em duas posições e manterá a estrutura tática da equipe com Lucas Paquetá como volante. Além disso, há o entrosamento natural com Vini Jr dos tempos de Real Madrid. Um dos heróis do título espanhol na última edição da Champions, com dois gols na semifinal contra o Manchester City, está acostumado a jogo grande e vive grande fase no clube. Na temporada atual, são 19 jogos, 15 como titular, e sete gols marcados. Com a camisa da Seleção, são nove jogos e um gol. Bruno Guimarães A zebra entre as opções. Por mais que vive grande momento no Newcastle, foi a última opção de Tite na disputa com Paquetá e Fred nos treinamentos desde Turim. A formação de meio de campo reserva do treinador nas atividades tem Fabinho, Fred e Everton Ribeiro, e a lógica foi cumprida com a escolha pelo jogador do Manchester United para entrar no lugar de Paquetá diante da Sérvia. Se ainda precisa convencer Tite de que é a melhor opção, chegou ao
Richarlison brilha em estreia que mostra Vini Jr como novo substituto de Neymar

Se a torcida queria bom futebol para voltar a torcer pela Seleção, agora tem motivos de sobra: na estreia da Copa do Catar, contra a Sérvia, na tarde desta quinta, o time fez uma partida exuberante em que até Neymar apresentou um futebol decente. O destaque, Richarlison, atacante do Tottenham da Inglaterra, marcou os dois gol da partida, o segundo num voleio sensacional após boa jogada de Vinicius Júnior pela esquerda. O craque do Real Madri, revelado nas categorias de base do Flamengo, comandou as jogadas ofensivas da seleção e já estabeleceu um limite para Neymar – Vini Júnior virou protagonista da equipe, com o camisa 10 na posição de 1o coadjuvante. Não chega a lembrar a empolgação da Copa de 82 na Espanha, mas de norte a sul do país o sentimento é de que o Brasil finalmente encaixou um time com pinta de campeão e que joga para vencer, sem medo do adversário. O técnico Tite acertou na estratégia de levar uma equipe ofensiva, em alguns momentos com até 4 atacantes. No segundo tempo, substituiu vários jogadores e a equipe não perdeu rendimento, pressionando o tempo todo. Na segunda, 28, o Brasil enfrenta a Suíca, às 13h, na segunda rodada do Grupo G. Neymar, que machucou o tornozelo e foi substituído no segundo tempo, é a única dúvida da equipe. Copa do Mundo 2022: calendário por fase Fase de grupos: 20 de novembro a 2 de dezembro (quatro jogos por dia) Oitavas de final: 3 de dezembro a 6 de dezembro (dois jogos por dia) Quartas de final: 9 e 10 de dezembro (dois jogos por dia) Semifinais: 13 e 14 de dezembro Disputa de 3º lugar: 17 de dezembro Final: 18 de dezembro Copa do Mundo 2022: grupos No Grupo G, a Seleção brasileira, além da Sérvia, vai enfrentar também a Suíça e Camarões: Grupo A: Catar, Equador, Senegal, Holanda Grupo B: Inglaterra, Irã, Estados Unidos, País de Gales Grupo C: Argentina, Arábia Saudita, México, Polônia Grupo D: França, Peru/Austrália, Dinamarca, Tunísia Grupo E: Espanha, Costa Rica/Nova Zelândia, Alemanha, Japão Grupo F: Bélgica, Canadá, Marrocos, Croácia Grupo G: Brasil, Sérvia, Suíça, Camarões Grupo H: Portugal, Gana, Uruguai, Coreia do Sul Horários dos jogos Fase de grupos: 7h, 10h, 13h e 16h (última rodada: 12h e 16h) Oitavas e quartas: 12h e 16h Semifinal: 16h Decisão do 3º lugar e final: 12h
Por que Richarlison é um craque necessário além das 4 linhas

A fera do Tottenham inglês não tem medo de cara feia quando o assunto envolve temas fora das 4 linhas Ao contrário, o atacante que veste a camisa do Tottenham, da Inglaterra, não se intimida diante de assuntos fora das quatro linhas. Richarlison foi embaixador da USP na campanha de conscientização sobre a covid-19 É defensor das causas feministas, foi crítico das queimadas criminosas no Pantanal e nas redes sociais é apontado por torcedores como ‘necessário’. Criticou o uso da camisa da seleção por bolsonaristas que atentam contra as instituições democráticas. Depois de uma vitória da seleção nas Eliminatórias, aproveitou para defender os moradores do Amapá que estavam sem energia elétrica. “Infelizmente o povo do Amapá não vai poder ver meu gol hoje porque não tem luz há DUAS SEMANAS. Estão vivendo dias muito difíceis e espero que resolvam isso logo. Queria dedicar o gol e a vitória de hoje a todos os amapaenses”, escreveu em suas redes. “Quero falar de algo muito importante para mim e que deveria importar para você também”, opinou sobre as queimadas no Pantanal. “Estou muito triste e preocupado com o que está acontecendo no Pantanal”, escreve. “(…) Olha, não sou político. Não consigo interromper as queimadas sozinho. Mas como jogador da Seleção Brasileira e do Everton, posso ao menos mostrar às pessoas o que está acontecendo. Por isso, postei algumas fotos nas minhas redes sociais em demonstração de apoio ao Pantanal. Não queria apenas me solidarizar com o problema. Era para chamar a atenção das autoridades”. Mariana Ferrer, estuprada em uma casa noturna de Florianópolis, também mereceu comentários do craque. Compartilhou sem medo #justicapormariferrer. O atacante de Tite sabe bem o seu lugar no mundo: “O racismo é um assunto que nós, que viemos da favela, estamos acostumados”, diz Richarlison. “Sempre fui tratado de forma diferente. Acompanhei o caso da morte do João Pedro, no qual a polícia deu mais de setenta tiros em sua casa. Poderia ser comigo. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. É triste. Lá atrás, convivi com tiroteios e fui até confundido com traficante. (…) Também acompanhei o caso dos Estados Unidos. As pessoas que estão nas ruas estão no direito delas de protestar e pedir justiça. Se estivesse lá, faria o mesmo”. Agindo assim, sem medo de cara feia diante do goleiro ou fora do gramado, Richarlison talvez consiga devolver ao brasileiro o prazer de torcer pela seleção sem medo de ser feliz. Agora que reparei, o Richarlison tirando o Fred do meio da foto oficial Kkkkkkkkkkkkkkkk “Sai daí Fred, sai daí, vai lá pro canto. Para de graça, você sabe que é o Neymar.” ???? pic.twitter.com/5BMvzpedzm — Penta ???????? (@Selecaoinfo) November 19, 2022
Em busca do hexa, Brasil estreia hoje na Copa do Mundo no Catar contra a Sérvia

Seleção Brasileira de Futebol que vai disputar a Copa do Mundo do Catar 2022 (Foto: Ag. Brasil) A Copa do Catar começa para o Brasil com o duelo desta quinta-feira (24), contra a Sérvia, pelo Grupo G, às 16h (horário de Brasília). Dos 26 jogadores selecionados para a Copa de 2022, 16 são estreantes. O grupo de estreantes reúne jogadores experientes e bem conhecidos no futebol nacional, como o meio-campista Éverton Ribeiro (Flamengo) e o goleiro Weverton (Palmeiras), ambos com extensa experiência profissional. Boa parte do elenco, no entanto, foi revelada por times brasileiros e deixou o país logo após completar 18 anos, para atuar em clubes europeus, como ocorreu com Vinícius Júnior e Rodrygo (ambos do Real Madrid) e Fabinho (Liverpoool). Em coletiva de imprensa nesta quarta-feira (23), o treinador Tite disse que a Seleção não tem problemas em lidar com a pressão por ser considerado favorito para conquistar pela 6ª vez o título de campeão mundial. “A pressão é inevitável”, disse o treinador. Tite ainda não revelou a escalação da equipe para a estreia. Mas é dado como certo que Vini Jr. e Raphinha devem compor o ataque ao lado do camisa 10 Neymar.
Festa e discurso de Morgan Freeman marcam abertura da Copa do Mundo do Catar

Cerimônia de abertura da Copa de 2022 aconteceu na manhã deste domingo (20), pelo horário de Brasília, antes do confronto de estreia entre Catar e Equador O Catar queria transformar a abertura da Copa do Mundo de 2022 em espetáculo. Prometeu show olímpico e teve até horários e data de estreia modificados para atender aos ensejos de país anfitrião. No estádio Al Bayt, neste domingo (20), a cerimônia durou 30 minutos e contou com projeções, show pirotécnico, além das participações do ator Morgan Freeman e do influencer catari Ghanim Al Muftah. Os discursos, em meio às duras críticas sobre o desrespeito aos direitos humanos no Catar, foram em tom de incentivo à diversidade e inclusão. As movimentações começaram com a apresentação do Emir do Catar, Tamim bin Hamad, ao lado do presidente da Fifa, Gianni Infantino. Em seguida, o campeão da Copa de 1998, Marcel Desailly – zagueiro da França – apareceu em campo carregando a taça do Mundial Após a contagem regressiva, exibiu-se um vídeo com imagens do Catar e de um tubarão baleia, “nadando” em direção ao estádio, sob a inconfundível narração de Morgan Freeman. – Dessa terra ouvimos um chamado para o mundo, para reconectar, para retornar apenas por um momento para o que nos agrupa, para o que nos junta nessa jornada do leste para o oeste. Nós nos movemos juntos buscando um objetivo – disse na narração. Sob as luzes apagadas no estádio, três camelos estiveram ao centro do campo, sendo os primeiros animais vivos a participarem do evento. Ao lado dos camelos, havia também mulheres cataris, viajantes e tratadores. Cerimônia de abertura conta com camelos, os primeiros animais vivos a participar do evento Morgan Freeman, antes apenas na narração em áudio, apareceu ao centro do campo. Ao lado do ator americano, entrou também o influencer catari Ghanim Al Muftah, que tem síndrome de regressão caudal – uma má formação rara que interfere no desenvolvimento das extremidades inferiores. “Ouvia algo lindo. Não apenas música, mas também o chamado para celebrar tudo que ouvi. Uma terra que vivia em turbulência com famílias esquecidas. Eu parei para ouvir essa voz”, disse Freeman. Assim inicia-se o diálogo entre Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah: sob a temática de inclusão e diversidade. Trata-se justamente da questão central para as críticas ao país sede, diante das leis anti-LGBTQIA+ ainda em vigor no Catar. A Lei Sharia, por exemplo, permite a imposição de pena de morte para homossexuais no país. – Não tenho certeza. Sou bem-vindo? – pergunta Ghanim. – Todos são bem-vindos. Esse é um convite para todo o mundo – responde Freeman. Cerimônia de abertura da Copa do Mundo do Catar 2022 — Foto: REUTERS/Fabrizio Bensch Freeman e Ghanim saem de cena para a entrada de 100 artistas com bastões de led, que interagiram com as projeções no campo, ao som dos “cantos da nação”. Em seguida, as 32 bandeiras e camisas das seleções foram mostradas no gramado, ao redor do símbolo desta Copa. Cerimônia de abertura da Copa do Mundo do Catar 2022 — Foto: REUTERS/Pawel Kopczynski Nas músicas, ouvia-se uma mistura relembrando as criações que foram tema de outras Copas do Mundo – como The Cup of Life, cantada por Rick Martin, em 1998, na França, além da emblemática Waka Waka, de Shakira, na Copa da África de 2010. A cantora, inclusive, recusou o convite para comparecer ao evento. Em meio às músicas, chegaram ao campo também os mascotes de Copas que se passaram – entre eles o Fuleco, do Brasil. O último a aparecer foi mascote para desta edição, do Catar: La’eeb. Ele tem o formato dos tradicionais lenços árabes e seu nome significa “jogador super habilidoso”. Cerimônia de abertura da Copa do Mundo do Catar 2022 — Foto: REUTERS/Dylan Martinez No palco, foi a vez das atrações musicais, que foram mantidas em sigilo e divulgadas apenas às vésperas da abertura, no último sábado. Apresentaram-se com a música “The Dreamers” o cantor Jung Kook, da banda sul-coreana de K-Pop BTS, e o cantor catari Fahad Al Kubaisi – embaixador oficial desta Copa. Ao fim da apresentação, Morgan Freeman voltou ao centro do campo para discursar: – Estamos construindo uma história incrível, em uma terra especial. Morgan Freeman e Ghanim Al Muftah na abertura da Copa do Catar — Foto: REUTERS/Kai Pfaffenbach No último ato da cerimônia, o Emir Tamim bin Hamad al-Thani apareceu em cena mais uma vez para fazer o discurso de abertura. Em meio às críticas ao país, as palavras do homem forte do Catar tangenciaram questões de direitos humanos. Desde que foi escolhido como sede para 2022, há desaprovações de outras seleções e federações sobre a condução do Catar sobre questões como respeito às mulheres, pessoas LGBTQIA+ e migrantes que trabalharam para o evento. “Recebemos a todos de braços abertos na Copa do Mundo 2022. Nós trabalhamos e fizemos muitos esforços para garantir o sucesso desta edição.” – Investimos para o bem de toda a humanidade. Durante 28 dias, vamos acompanhar essa festa de futebol nesse espaço de diálogo e civilização. As pessoas, por mais que sejam de culturas, nacionalidades e orientações diferentes, vão se reunir aqui no Catar. Que beleza juntar todas essas diferenças. Desejo a todas as seleções muito sucesso. Para todos vocês meus desejos de felicidades. Bem-vindos a Doha – finalizou. A cerimônia terminou com uma última entrada do mascote La’eeb, que começou como uma projeção e terminou sobrevoando o estádio, logo antes de um show pirotécnico e o acender das luzes no Al Bayt. Torcedor no Al Bayt Stadium para Catar x Equador — Foto: Reuters
Relatório registra mais de 70 casos de injúria racial no futebol brasileiro

Esta problemática, além de ainda estar presente em diversas áreas na sociedade, também é evidente no esporte Ad ata da Consciência Negra, celebrada neste domingo, é marcada pela luta contra o preconceito e a favor da igualdade racial. Esta problemática, além de ainda estar presente em diversas áreas na sociedade, também é evidente no esporte. Segundo o Observatório da Discriminação Racial no Futebol, só neste ano, até outubro, mais de 70 casos de racismo foram registrados no Brasil. Para além deste recorte específico do futebol brasileiro, este problema atinge outros países e é motivo de preocupação para a Fifa, inclusive na Copa do Mundo. Às vésperas do Mundial, a entidade, em parceria com a FIFPRO, sindicato mundial dos jogadores de futebol, lançou um Serviço de Proteção de Mídia Social (SPMS), visando o combate a discriminação durante o torneio. Todos os atletas envolvidos terão acesso a um serviço de monitoramento e denúncias nas redes sociais, para que fiquem protegidos de eventuais ataques e insultos na internet durante os jogos. “Nos últimos anos, a Fifa corretamente adotou uma política de linha dura com jogadores em casos de condutas discriminatórias e discursos de ódio. Considero muito apropriada a adoção de medidas que busquem também proteger os jogadores de atos discriminatórios e de intolerância praticados por torcedores, sobretudo durante um evento da dimensão e alcance de uma Copa do Mundo, onde os ataques podem instantaneamente ganhar uma proporção global”, comenta o advogado Eduardo Diamante de Sousa, especialista em direito desportivo. No Brasil, os times também têm agido para combater o racismo, seja com campanhas de conscientização ou com lançamentos de uniformes que fazem alusão à causa e provoquem reflexões. O Internacional, por exemplo, recebeu o prêmio mais importante da publicidade brasileira, na última quinta-feira, por causa do case da camisa preta lançado pelo clube no mês da Consciência Negra, em novembro de 2021, que foi escolhido o melhor no Profissionais do Ano 2022, realizado pela Rede Globo. Além da cor predominantemente preta, a camisa trazia detalhes do manifesto aplicados nos números, com frases como “o negro no futebol brasileiro é a marca do Brasil”, “jogadores negros ganharam o mundo”, entre outras. No peito, há um patch de um cabelo Black Power com a frase “É a Coroa” estampada por todo o desenho. “O Inter sempre foi o clube do povo e a história mostra isso. Fomos reconhecidos pelo prêmio mais importante da publicidade brasileira com o case que trata de algo marcante para a história do povo brasileiro, a luta contra o racismo. É a origem do clube do povo presente no futuro do futebol”, enalteceu o presidente Alessandro Barcellos. Em 2021, o Inter também incluiu cláusula antidiscriminação nos contratos dos atletas e funcionários, que podem ser demitidos caso cometam atos de preconceito, seja racial, sexual, social ou religioso. “Entendemos que isso é uma tendência em várias organizações, e no futebol não seria diferente. Temos demonstrado preocupação e interesse em crescer cada vez mais como instituição ao trazer com bastante intensidade projetos voltados para a inclusão e diversidade, sempre de forma democrática envolvendo nossos consulados e torcedores em geral”, completa Barcellos. Diante desse cenário hostil e discriminatório, a Volt Sport lançou uniformes especiais voltados para a luta contra o racismo América, Botafogo-SP, CSA, Figueirense, Santa Cruz e Vitória apresentaram camisas com referências ao tema, na linha “Consciência Negra Todo Dia”. Os modelos foram lançados em outubro, intencionalmente antes da data oficial, com o objetivo de que a problemática seja lembrada diariamente, fazendo jus ao nome da campanha. O Cuiabá foi outro time que reforçou a luta contra o racismo, ao lançar uma camisa em menção ao Dia da Consciência Negra. Assinada pela marca própria do clube, a “Dourado”, o uniforme destaca o emblema do punho cerrado, que está estampado nas costas do manto, abaixo da gola. (Estadão Conteúdo)
Crise na Fifa: por que o Catar proibiu venda de cerveja nos estádios da Copa

Estandes da Budweiser são vistos vazios em Doha, no Catar – Foto: Buda Mendes/Getty Images A menos de dois dias para a abertura da Copa do Mundo, autoridades do Catar restringiram ainda mais o consumo de bebidas alcoólicas no evento. A família real do país anunciou nesta sexta-feira (18) a proibição da venda de cerveja no entorno dos estádios. Com a nova decisão, o único local em que haverá venda de cervejas para “torcedores comuns” será no Fifa Fanfestival, entre 19h e 1h. Além disso, um copo de meio litro custa quase R$ 75, sendo a cerveja mais cara da história das Copas do Mundo. A Fifa divulgou comunicado explicando que a decisão se deu entre “as autoridades do país e da Fifa”, reiterando que a venda de cerveja sem álcool seguirá normalmente e agradecendo à patrocinadora pela “compreensão”. “Após discussões entre as autoridades do país e da Fifa, uma decisão foi tomada sobre a venda de bebidas alcoólicas no Fifa Fan Festival, outros destinos de fãs e locais licenciados, retirando pontos de vendas de cerveja no perímetro dos estádios da Copa do Mundo de 2022. (…) As autoridades do país e a Fifa continuarão a assegurar que os estádios e as áreas em volta apresentem uma experiência participativa, respeitosa e prazerosa para todos os fãs”, diz a nota. A proibição da venda de cervejas está ligada a religião predominante no país, o islamismo. O consumo de álcool no Catar é legal apenas para os não-muçulmanos com mais de 21 anos, mas é estritamente regulamentado. Não é crime beber no Catar, mas ser encontrado bebendo ou bêbado em público é um problema. O consumo de álcool também é dificultado pela monarquia, chegando a beirar a proibição. A autorização para vender álcool é rara e envolve uma longa burocracia. Atualmente, a maior parte dos estabelecimentos no país que vendem cerveja são os hotéis e o público-alvo são os estrangeiros. No início desta semana, a Fifa e o Comitê Organizador haviam anunciado formalmente que haveria venda de cerveja no entorno dos estádios. Inicialmente, o plano era iniciar a venda três horas antes do início de cada jogo e interromper cerca de 40 minutos antes da partida começar, para dar tempo de os torcedores entrarem nos estádios. Agora, só haverá venda de cerveja sem álcool – do mesmo fabricante, ao preço de R$ 45. A AB-Inbev paga 75 milhões de dólares a cada ciclo de 4 anos para a Fifa, para ser a patrocinadora oficial de cerveja da Copa do Mundo.
Copa do Mundo 2022 – Brasil reencontra, no Grupo G, adversários de Copas recentes

Rivais em 2018, Sérvia e Suíça devem brigar por 2ª vaga da chave Agência Brasil – O Brasil é o grande favorito do Grupo G e reencontrará seleções que já conhece bem de outros Mundiais. Sérvia e Suíça, por exemplo, foram adversários na Rússia, há quatro anos, enquanto Camarões esteve pela frente em 2014. Embalados por uma rivalidade que eclodiu na Copa passada, de influência geopolítica, os europeus devem disputar a segunda vaga da chave, com os africanos, em momento irregular, correndo por fora. Brasil A conquista do hexa é a meta da seleção brasileira no Catar. Para isto, a equipe comandada pelo técnico Tite (que já anunciou sua despedida da seleção após o Mundial) aposta em Neymar. Se na Rússia o camisa 10 chegou com problemas físicos, a expectativa é que agora, vivendo bom momento no Paris Saint-Germain, o atacante seja decisivo. Dois jogadores que tiveram boa participação nas Eliminatórias Sul-Americanas, e nos quais a torcida pode depositar suas esperanças, são o atacante Raphinha, do Barcelona, e o meia Lucas Paquetá, do West Ham. A seleção, líder do ranking da Fifa, garantiu presença na Copa de forma invicta, terminando as Eliminatórias em primeiro lugar. Sérvia Um dos países que surgiu da dissolução da antiga Iugoslávia, a Sérvia é apontada pela Fifa como a sucessora direta da seleção iugoslava, que teve como melhores participações em Mundiais as quartas posições tanto no Uruguai (1930) como no Chile (1962). A estreia da Sérvia como nação independente em Mundiais foi há 12 anos, na África do Sul. A equipe ficou fora do Mundial do Brasil (2014), mas retornou na edição seguinte, na Rússia. Passar da primeira fase seria um feito inédito para o país, 21º colocado no ranking da Fifa. Em 2022, as esperanças de uma boa campanha estão no ataque. Dušan Vlahović, da Juventus, Dušan Tadić, do Ajax, e Aleksandar Mitrović, do Fulham, podem ser decisivos. Suíça Se a tetracampeã Itália está fora da Copa, a Suíça é, em parte, responsável. Número 15 do ranking da Fifa, a equipe ficou à frente dos italianos nas Eliminatórias Europeias e obteve vaga direta para o quinto Mundial seguido, um recorde do país, que caiu nas oitavas da última edição, na Rússia. O time de Vladimir Petkovic tenta chegar, ao menos, às quartas de final, repetindo as campanhas de 1934, 1938 e 1954. Na última Eurocopa, a Suíça eliminou a França, campeã mundial. Os suíços perdiam por 3 a 1, empataram e decidiram nos pênaltis a classificação, mostrando que o país, historicamente retranqueiro, sabe ser ofensivo. Os meias Xherdan Shaqiri e Granit Xhaka, com mais de 100 jogos pela seleção, são os líderes do elenco. Camarões Na Copa da Itália (1990) a seleção camaronesa venceu a Argentina na estreia. Aquele elenco, com Roger Milla como protagonista, chegou às quartas de final. Desde então, os Leões Indomáveis não vão a um mata-mata, e venceram apenas um de 15 jogos em Mundiais. O clima foi tenso na reta final das Eliminatórias, com a demissão do técnico português Toni Conceição (com interferência do presidente da República, Paul Biya) e a contratação do ídolo Rigobert Song. A classificação veio nos acréscimos do segundo tempo da prorrogação contra a Argélia, fora de casa. O goleiro André Onana, da Inter de Milão, e o atacante Eric Choupo-Moting, do Bayern de Munique, são os destaques de Camarões, que ocupa a 43ª posição do ranking da Fifa.