Comissão de Ética considera assédio e aumenta punição a Caboclo na CBF

A Comissão de Ética do Futebol Brasileiro decidiu aumentar a punição aplicada a Rogério Caboclo de 15 para 21 meses de afastamento da presidência da CBF e de qualquer atividade relacionada ao futebol. O órgão reviu sua posição após aceitar os embargos de declaração apresentados pela defesa da funcionária da CBF que denunciou o dirigente por assédio moral e sexual. A decisão foi publicada hoje (20). As partes foram notificadas. Antes, Caboclo ficaria fora da CBF até setembro de 2022 por causa desse processo. Com a ampliação da decisão, a pena total de 21 meses significa um afastamento até março de 2023, um mês antes do fim do mandato para o qual Caboclo foi eleito em 2018 e tomou posse em 2019. Na decisão inicial, aplicada em agosto, a Câmara de Julgamento da Comissão de Ética tinha considerado que Caboclo teve “conduta inapropriada”. O relator do caso, Amilar Fernandes Alves, chegou a escrever que era “impossível afirmar que houve assédio sexual”. Clique aqui para ler a matéria de Igor Siqueira na integra em “UOL”
Anvisa interrompe Brasil x Argentina, argentinos desistem e jogo é suspenso

Quatro jogadores mentiram quando chegaram ao país e serão deportados O clássico entre Brasil e Argentina, válido pela nona rodada das Eliminatórias, ficou marcado por um episódio incomum que gerou confusão e suspendeu a partida. Aos cinco minutos do primeiros tempo, agentes da Anvisa e da Polícia Federal entraram em campo na Neo Química Arena, em São Paulo, para parar o jogo em razão da presença de quatro atletas argentinos (três deles titulares) que não cumpriram as regras sanitárias em território brasileiro e, por isso, não poderiam jogar. Agora, o árbitro e o comissário do jogo enviarão um relatório ao Comitê Disciplinar da Fifa, que determinará as etapas a serem seguidas para a definição do confronto. A operação da Polícia Federal e da Anvisa seria realizada no vestiário, mas a delegação argentina se trancou no local e afirmou que iria embora caso alguém entrasse no local. O jogo começou e, aos cinco minutos, a partida foi paralisada no estádio do Corinthians. Naquele momento, agentes Anvisa e da Polícia Federal conversaram com o delegado da partida para paralisar o duelo. Depois disso teve um início uma confusão na beira do gramado. Até Messi e Neymar tentaram intervir, mas o clássico foi paralisado. Todos os jogadores da Argentina desceram ao vestiário, assim como os reservas do Brasil. Os titulares brasileiros permaneceram no gramado. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) havia emitido uma oficial antes da partida para alertar que quatro jogadores da seleção argentina descumpriram regras sanitárias para entrar no Brasil. De acordo com o comunicado, Emiliano Martinez, Emiliano Buendia, Giovani Lo Celso e Cristian Romero, deveriam ter sido colocados em quarentena e mandados de volta ao país de origem, pois mentiram na hora de desembarcar em território brasileiro. Três deles foram escalados entre os titulares pelo técnico Lionel Scaloni e Buendia ficou entre os suplentes. A Argentina enfrentou a Venezuela na última quarta-feira (1º), na casa dos adversários, e desembarcou em Guarulhos na sexta-feira (3), para enfrentar o Brasil neste domingo (5), na Neo Química Arena. No aeroporto, os jogadores foram questionados se tiveram passagem por Reino Unido, África do Sul, Irlanda do Norte e Índia nos últimos 14 dias. Desde junho, passageiros que visitaram esses países no período de duas semanas são impedidos de entrar no Brasil, como precaução contra a disseminação da variante delta do coronavírus. A resposta dos atletas foi negativa, mas os quatro atuaram em partidas do Campeonato Inglês entre os dias 28 e 29 de agosto. Martinez e Buendía jogam pelo Aston Villa, enquanto Lo Celso e Romero integram o elenco do Tottenham. Por isso, a entrada deles no país foi considerada ilegal, e a Anvisa notificou a Polícia Federal orientando medidas que impeçam a circulação dos argentinos. Antonio Barra Torres, diretor-presidente da Anvisa, deu entrevista e foi taxativo ao comentar o episódio. “São quatro jogadores. Eles, ao chegarem em território nacional, apresentam a declaração de saúde do viajante. Neste documento não falava que eles passaram por um dos três países que estão restritos, justamente para a contenção da pandemia. Mas depois foi constatado que eles passaram pelo Reino Unido”, disse. “Chegamos nesse ponto porque tudo aquilo que a Anvisa orientou, desde o primeiro momento, não foi cumprido. Eles tiveram orientação para permanecer isolados para aguardar a deportação. Mas não foi cumprido. Eles se deslocam até o estádio, entram em campo, há uma sequência de descumprimentos”, completou Barra Torres. A reportagem apurou que a Polícia Federal acompanhou a Anvisa até o hotel onde estava a seleção argentina, em São Paulo A delegação já havia deixado o local. Os policiais federais e a agência foram, então, para o estádio do Corinthians. No local, os jogadores foram notificados por infração sanitária, como está previsto em lei. A questão está sendo acompanhada pelo Ministério da Saúde e pelo Ministério da Justiça. Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que apoia as recomendações da Anvisa em relação aos jogadores argentinos. “O Ministério da Saúde informa que apoia e reconhece as recomendações da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), autoridade em saúde responsável pelas ações de vigilância sanitária do país.” Brasil x Argentina vira caso de CPI nas vésperas da manifestação pró-golpe Nas vésperas da manifestação pró-golpe, no 7 de setembro, a suspensão do jogo entre Brasil e Argentina virou caso da CPI da Covid no Senado. A comissão de investigação quer investigar a não realização da partida entre Brasil e Argentina neste domingo (5), na Neo Química Arena, em São Paulo. A CPI buscará saber da CBF qual autoridade do governo Jair Bolsonaro teria dado autorização para que o jogo acontecesse com a escalação dos quatro jogadores argentinos que, por determinação da Anvisa, deveriam estar cumprindo quarentena. “Estamos fazendo um requerimento para a CBF para que ela informe qual autoridade do governo brasileiro autorizou eventual acordo para burlar as regras sanitárias sobre a entrada de estrangeiros em território nacional”, antecipou o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão de inquérito. “Sob pena, se a CBF não responder ou prestar essas informações, de convocar os próprios representantes da CBF. Não queremos. Por isso, queremos que a CBF informe qual foi a autoridade brasileira que deu autorização para burlar as regras sanitárias.” Agentes da Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) invadiram o gramado e interromperam a partida depois de seis minutos. Eles apontaram seguidas infrações sanitárias e descumprimento de determinações por parte da AFA (Associação do Futebol Argentino). A repercussão na imprensa mundial foi imediata, sobretudo na argentina. O Olé, por exemplo, classificou como um dos “maiores papelões do futebol mundial” e disse que a interrupção da partida foi “absurda”. O americano The New York Times registrou que o episódio em São Paulo foi “caótico”. “Um grupo de autoridades brasileiras de saúde pública entrou em campo minutos após o início do confronto e ordenou que os jogadores argentinos saíssem do campo com dirigentes de ambos os lados, uma pequena multidão permitida dentro do estádio e uma audiência televisiva global lutando para compreender exatamente o que estava acontecendo”, disse o maior
Brasil fecha Paralimpíadas em sétimo lugar com 72 medalhas e recorde de ouros

Com 22 medalhas de ouro, Brasil faz sua melhor campanha nas Paralimpíadas. Assista à festa de encerramento A medalha de prata de Alex da Silva na maratona T46, na noite deste sábado no Brasil (4), manhã de domingo no Japão, foi a 72ª e última conquista do país na Paralimpíada de Tóquio. É o recorde em uma só edição dos Jogos, igualando o número da última edição, no Rio 2016. Foram 22 medalhas de ouro, 20 de prata e 30 de bronze. O Brasil quebrou o recorde de medalhas de ouro que era de 21 em Londres 2012. Com as conquistas, o país ficou em sétimo lugar na classificação geral. A posição no quadro de medalhas pode até ser igual à de Londres 2012, sétimo lugar, e o número total de pódios empata com a Rio 2016, com 72. Mas além do ouro a mais, saltam aos olhos a renovação da delegação e a diversidade de modalidades medalhadas, além da consistência entre os maiores: o país ficou no top 10 pela quarta edição seguida dos Jogos, e dessa vez com 14 modalidades subindo ao pódio. E alcançou seu centésimo ouro em Paralimpíadas, chegando a 109 no fim. A medalha de número 72 foi na classe T46 para deficientes físicos da prova mais exaustiva e desgastante do Atletismo, a Maratona, graças à prata de Alex Douglas Pires da Silva, gaúcho de Sapiranga, de 31 anos de idade. Aos oito, num exame trivial de Educação Física na sua escola primária, Alex descobriu que o seu braço esquerdo era mais curto que o direito. Sua família buscou orientação e lhe recomendaram uma cirurgia na articulação do ombro. Haveria riscos, porém. E ele se adaptou à situação e até se tornou paratleta. Num grupo de 12 corredores, apenas se livrou do pelotão do meio por volta de 3/4 dos 42km195 oficiais. Não conseguiu passar o chinês Li Chaoyan, 2h25’50”. Todavia, com o tempo de 2h27”00, definiu um novo recorde sul-americano na sua classe. Veja: Pra não perder a conta!! PRATA???? para Alex Pires da Silva na maratona T46!#BRA ???? 22???? 20???? 30Total: 72#Paralympics #BrasilParaTokyo pic.twitter.com/Z2Zm3ywXjD — Os Olímpicos (@osolimpicos) September 5, 2021 A lista de medalhas do Brasil por esporte é a seguinte: ATLETISMO * 28 (8 de ouro, 9 de prata e 11 de bronze) Mulheres: 9 Homens: 19 NATAÇÃO * 23 (8-5-10) Mulheres = 8 Homens = 12 Equipes mistas = 3 CANOAGEM * 3 (1-2-0) Homens = 3 TAEKWONDO * 3 (1-1-1) Mulheres = 2 Homens = 1 JUDÔ * 3 (1-0-2) Mulheres = 3 TÊNIS DE MESA * 3 (0-1-2) Mulheres = 3 BOCHA * 2 (0-0-2) Homens = 2 FUTEBOL DE CINCO * 1 (1-0-0) Homens = 1 GOALBALL * 1 (1-0-0) Homens = 1 LEVANTAMENTO DE PESOS * 1 (1-0-0) Mulheres = 1 ESGRIMA * 1 (0-1-0) Homens = 1 HIPISMO * 1 (0-1-0) Homens = 1 REMO * 1 (0-0-1) Homens = 1 VÔLEI SENTADO * 1 (0-0-1) Mulheres = 1 Assista ao vídeo de encerramento dos Jogos:
Copa do Mundo de 2022 – Em Santiago, Brasil vence Chile e mantém série invicta nas Eliminatórias

Everton Ribeiro foi o autor do gol na vitória por 1 a 0 sobre o Chile, pela nona rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022 O Brasil, sem contar com vários jogadores que não foram liberados por seus clubes, venceu o Chile por 1 a 0, nesta quinta-feira (02), pela nona rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2022. No estádio Monumental de Santiago, os visitantes chegaram à vitória graças ao gol de Everton Ribeiro, aos 64 minutos, que manteve os 100% de aproveitamento da equipe no torneio classificatório para o Mundial no Catar. Com este resultado, a seleção brasileira amplia a liderança na competição ao somar 21 pontos, seis a mais que a segunda colocada Argentina, adversária de domingo pela sexta rodada das eliminatórias (que não foi realizada na data planejada inicialmente por conta da pandemia de Covid-19). Já os chilenos estão em sexto e enfrentam o terceiro colocado Equador no mesmo dia. Futebol sem brilho Os brasileiros optaram pelo pragmatismo diante do adversário no primeiro tempo do confronto, fechando espaços e reforçando a marcação pelas laterais, caminho muito usado pelos chilenos para irem ao ataque em jogos anteriores. Gabigol levou algum perigo à área adversária, mas não conseguiu se entender muito bem com Neymar, que parecia muito sozinho na ausência dos habituais companheiros que não foram liberados pelos clubes ingleses. Do lado chileno, Arturo Vidal e Eduardo Vargas comandaram as ações ofensivas dos anfitriões, que testaram o goleiro Weverton, que fez pelo menos três boas defesas. O Chile chegou a balançar as redes adversárias com o estreante Iván Morales, mas o lance foi anulado por impedimento. E assim, chegou ao fim a etapa inicial sem alterações no placar, diante de 10 mil torcedores presentes no estádio Monumental, o primeiro a receber público nestas eliminatórias no Chile após o fim das restrições provocadas pela pandemia de Covid-19. Na etapa seguinte, a equipe chilena encurralou os visitantes em seu campo de defesa, mas não conseguia chegar ao gol. E em uma jogada que começou na intermediária verde-amarela, após uma série de troca de passes a bola chegou aos pés de Neymar, que mandou uma bomba da entrada da área chilena. O goleiro Bravo acabou defendendo parcialmente, e o rebote parou nos pés de Everton Ribeiro, que só teve o trabalho de empurrar para o fundo das redes. Nos minutos finais do encontro, os jogadores do Chile reclamaram de uma suposta falta sobre Vidal na área brasileira, na qual o árbitro utilizou o VAR e não marcou, mandando o jogo recomeçar, gerando revolta dos donos da casa. A partida terminou com brigas entre Neymar e o zagueiro chileno Guillermo Maripán, com ambos sendo punidos com cartão amarelo, e a invencibilidade do Brasil mantida.
Sequência de medalhas: Brasil fatura ouro, prata e bronze na natação ????????????

Gabriel Bandeira, Gabrielzinho e Phelipe Rodrigues alcançaram o pódio, cada um com uma medalha em diferentes competições da natação Ouro, prata e bronze na natação! A sequência de vitórias para o Brasil marcou o início desta quarta-feira nos Jogos Paralímpicos de Tóquio. O paulista Gabriel Bandeira e o mineiro Gabriel Geraldo Araújo, também conhecido como Gabrielzinho, conquistaram as duas primeiras medalhas para a natação brasileira na Paralimpíada de Tóquio (Japão). Bandeira levou o ouro com o tempo de 54s76, alcançando o novo recorde paralímpico na prova de 100 metros borboleta da classe S14 (deficientes intelectuais). No Centro Aquático de Tóquio, Gabriel Bandeira exibe sua medalha de ouro (Miriam Jeske/CPB) Já a prata veio na prova dos 100m costas da classe S2 (deficiência físico-motora). Gabrielzinho fez o tempo de 2min2s47. Essa foi a primeira medalha do Brasil as Paralimpíadas 2020. As competições de natação serão disputadas no Centro Aquático de Tóquio. Nos 100m borboleta, atrás de Gabriel Bandeira, de 21 anos, ficou o britânico Reece Dunn, que levou medalha de prata, tendo obtido a marca de 55s12. Ele é o atual recordista mundial. Na sequência tivemos o australiano Benjamin Hance, com o tempo de 56s90. Gabriel Geraldo, o Gabrielzinho, é o primeiro medalhista do Brasil nas Paralimpíadas 2020 (Miriam Jeske/CPB) Já na classe S14, à frente de Gabriel Geraldo Araújo, de 19 anos, ficou apenas o chileno Alberto Abarza, que se tornou campeão paralímpico após atingir 2min00s40. Já o bronze quem levou foi Vladimir Danilenko, do Comitê Olímpico Russo, com a marca de 2min02s74. Phelipe Rodrigues conquistou o bronze nos 50m livre da classe S10 (Alê Cabral/CPB) Depois foi a vez de Phelipe Rodrigues garantir o bronze nos 50m livre, da classe S10, com o tempo de 23.50. A medalha é a oitava da carreira de Phelipe, que está em sua quarta Olimpíada. Especialista no nado livre, o nadador de 30 ans já acumula cinco pratas e dois bronzes no currículo, incluindo duas pratas nos 50m livre. Com Agência Brasil
Enfim, um jogador brasileiro pode se tornar o Melhor da Europa

Com Neymar fora do top 10, Jorginho disputa prêmio de melhor da Europa com De Bruyne e Kante Jorginho, do Chelsea, disputa com o francês Kanté, seu colega de clube, e com o belga De Bruyne, do Manchester City, Mas, ele só é brasileiro de nascença. Cidadão italiano, virou craque na “Azzurra”. Jorginho, com a taça da Eurocopa de seleções Desde que a UEFA idealizou o seu prêmio de Melhor da Temporada, em 2011, três brasileiros se encaixaram na lista dos dez mais votados. Nenhum, todavia, conseguiu se colocar entre os três finalistas. Neymar ficou na quinta posição em 2014/2015 e no quarto lugar em 2018/2019. Alisson Becker foi o quarto em 2018/2019. Desta vez, no entanto, em 2020/2021, Jorge Luiz Frello Filho, apelido Jorginho, não apenas se inscreveu entre os três que contam como tem generosas possibilidades de arrebatar o precioso laurel. No Chelsea, com a taça da Champions Ironia, embora nascido em Imbituba, Santa Catarina, 20 de Dezembro de 1991, desde 2 de Outubro de 2012 ele é oficialmente um cidadão italiano. Aliás, foi o astro maior da “Squadra Azzurra” de Roberto Mancini que, em 11 de Julho, ao vencer a Inglaterra, dentro do seu palco sagrado de Wembley, arrebatou a taça da Eurocopa de seleções. E Jorginho também abiscoitou o troféu prateado da Champions League pelo Chelsea de Londres. O “Ballon d’Or” Desenvolvido pela entidade numa parceria com a ESM, a European Sports Media, o laurel resgata a importância do antológico “Ballon d’Or”, instituído em 1956 pela revista “France Football” e absorvido pela FIFA em 2010. Para o prêmio da FIFA contam-se os votos dos treinadores e dos capitães das seleções de suas afiliadas, mais um painel de jornalistas convidados. Bem mais restrito, o eleitorado da UEFA engloba os treinadores das 24 equipes presentes na Eurocopa, os treinadores dos 80 clubes que participaram das fases de grupos da Champions e da Europa League, e um periodista de cada uma das 55 federações. De Bruyne, Kanté e Jorginho Cada um desses 159 votantes pôde selecionar três atletas – nenhum, contudo, do seu próprio time ou seu país. O primeiro da sua relação levou cinco pontos; o segundo levou três; o terceiro, a nota um. Além de Jorginho, os votantes selecionaram, para o topo da relação, o armador belga Kevin de Bruyne, craque do Manchester City ganhador da Champions, e o volante franco-malinês N’Golo Kanté, parceiro de Jorginho no Chelsea. A mana Fernanda, Jorginho e a mãe Maria Tereza Trineto de um certo Giacomo Frello, da cidadezinha de Santa Caterina de Lusiana Conco, no planalto de Asiago, província de Vicenza, nordeste da Bota, um pioneiro nas emigrações para o Brasil, no Século XIX, foi da mamãe, Maria Tereza, e não do pai, Jorge, que Jorginho herdou a paixão pelo Futebol. Enquanto Jorge, sempre aos atritos com a mulher, acabou por se divorciar e por deixar com ela o menino e a irmã Fernanda, era Maria Tereza que o levava à praia, em Imbituba, para lhe ensinar as bases técnicas do Esporte Bretão. Jorginho e a mãe, saudades da infância em Imbituba A mamãe, aliás, chegou a jogar por uma agremiação de lá. E bingo! Com quinze anos de idade Jorginho obteve uma espécie de bolsa para se alojar num monastério de San Bonifacio, junto a Verona. E logo se tornou médio-volante na Sanbonifacese local. Ele se recorda de que, em várias ocasiões, de saudades, ameaçou desistir e retornar ao Brasil. Maria Tereza, no entanto, invariavelmente vetou: “Pra minha casa, você não volta…” Destaque para um dos recordes de Jorginho no Twitter da Euro2020 Valeu. Graças ao iure sanguinis, o seu legítimo direito de descendência, segundo a Lei da Itália. Jorginho recebeu a sua cidadania e se tornou capaz de defender a “Azzurra”. Impacta o fato de nunca ter impressionado os treinadores da CBF nos dez anos recentes: Dunga, Mano Menezes, Luiz Felipe Scolari e Tite. Habilidoso, inteligente, um apoiador que jamais abaixa a cabeça, que rarissimamente erra um passe, excelente finalizador, exímio cobrador de faltas e de penais, faria uma bela dupla de meio de campo com Casemiro. No Verona, adolescente Na Europa, depois de algum tempo com o Verona (89 partidas e 11 gols de 2011 a 2013), brilhou no Napoli (133/2, de 2013 a 2018), tanto que o Chelsea não hesitou em despender o correspondente a R$ 400 milhões pelo seu contrato. Na agremiação de Londres ele atuou em 96 pugnas e registrou 13 tentos. Em duas temporadas, 2018/2019 e 2020/2021, a Mídia do Velho Continente o elegeu disparadamente como o destaque na sua posição. Ainda muito jovem, nos começos do Napoli Devis Mangia, que orientou a Sub-21 da “Azzurra” em 2012/2013, foi o primeiro a convocá-lo, em Novembro de 2012, dias depois de formalizada a sua documentação. Jorginho, então, viveu no limbo de chamadas esporádicas até que, em 19 de Março de 2016, na fase de preparação à Eurocopa da França, Antonio Conte o incluiu na lista dos 30 que a Itália podia inscrever. Anotaria o seu gol de número um pela seleção apenas na sua nona porfia, em 7 de Setembro de 2018, pela então inédita Nations League, contra a Polônia, empate 1 X 1, já sob Roberto Mancini. Na Euro, completou os 35 cotejos já com cinco tentos anotados. No seui Twitter, versão número 5 O ex-astro da Sampdoria não fez de Jorginho o capitão da “Azzurra”. Seria difícil tirar a braçadeira de Giorgio Chiellini. A Jorginho, entretanto, o treinador incumbiu de conduzir o seu elenco no gramado. E Jorginho de fato brilhou. Inesquecível a sua cobrança, insidiosa pela mansidão, na nervosa disputa de penais que despachou a Espanha nas semifinais. Verdade que a final, contra os donos da casa, os ingleses, também se definiu nos penais e que Jorginho desperdiçou a chance dele. Nem por isso eu deixaria de sufragá-lo como o Melhor da Temporada. Dos três selecionados, em comparação a Kevin de Bruyne e a N’golo Kanté, Jorginho foi o único a se provar crucial, fundamental, na sua seleção e no
Futebol com elogios, sem comemorações – Por Fernando Calazans

Fora de campo Roger Machado, demitido do Fluminense, é ativista incansável na luta contra o racismo Dois técnicos de futebol que atuam no Brasil chamaram a minha atenção nas últimas semanas, um no mau sentido, outro no bom. E, vale a pena adiantar, sem relação com o desempenho de seus times nas competições. O primeiro é o português Abel Ferreira, do Palmeiras, que, a julgar por seu comportamento à beira do campo, não tem nada a ver com a educação que sempre notei dos seus conterrâneos em duas viagens a Lisboa. É o modelo de comportamento de que não precisamos no futebol brasileiro, porque já temos por aqui, em matéria de técnicos ‒ chamados de “professores” ‒, alguns dos piores exemplos de falta de educação e de civilidade à beira do campo. São gritos, reclamações e palavrões o tempo todo, sobretudo contra os árbitros, em tentativa de pressão. É o tempo todo esbravejando, o que acaba se tornando também uma incitação à briga de jogadores. É estranho que o comportamento antiesportivo de Abel Ferreira não tenha uma repercussão maior na imprensa, porque os números são constrangedores: em menos de um ano no Brasil, o treinador já levou 14 cartões amarelos e 3 vermelhos. Não joga de zagueiro, nem de meio-campo, nem de atacante. Joga fora de campo, ali na beira, sem disputar a bola com ninguém. E soma 17 cartões apresentados contra ele pelos árbitros, repito, em menos de um ano. A falta de repercussão na mídia, acredito eu, deve-se ao bom trabalho que está consolidando no Palmeiras. É como a gente já sabe por aqui: não se pode criticar técnico ou jogador que está vencendo. Técnico, então, nem se fala. Infelizmente. Fica então o péssimo exemplo ao futebol brasileiro. Canela Preta Em relação ao comportamento dos times, Roger teria ao menos uma desculpa. Comparado ao Palmeiras de Abel Ferreira, o elenco do Fluminense é insignificante. Abel é que não tem desculpa: com os bons resultados que está obtendo, suas atitudes durante os jogos são injustificáveis, grosseiras e nocivas ao futebol brasileiro (SE Palmeiras e EC Bahia/Divulgação) O outro treinador, o do bom exemplo, é o oposto de Abel até em outros sentidos. Roger Machado, que comandou o Fluminense até quinta-feira (19), quando o time caiu nas quartas de final da Libertadores ao empatar por 1 a 1 com o Barcelona do Equador. Ao contrário do Palmeiras de Abel, seu time atual não vai nada bem das pernas, mas fora de campo Roger é um ativista incansável na luta contra o racismo no Brasil. Seu maior campo de batalha é a publicação de livros de autores negros e indígenas. Conforme li na reportagem de Marcello Neves, n’O Globo, já são 12 livros do selo Diálogos da Diáspora publicados com apoio do projeto social Canela Preta, do qual Roger é um dos líderes. Este, sim, é o melhor exemplo para o futebol brasileiro, cujos técnicos e jogadores se mostram praticamente alienados em relação aos movimentos sociais, raciais e políticos. Dizem até, por aqui, que futebol e política não podem se misturar. Seria isso a chamada liberdade de expressão? Em relação ao comportamento dos times dentro de campo, Roger teria ao menos uma desculpa. Comparado ao Palmeiras de Abel Ferreira, por exemplo, o elenco do Fluminense é insignificante. Abel é que não tem desculpa alguma: com os bons resultados que está obtendo, suas atitudes durante os jogos são absolutamente injustificáveis, grosseiras e nocivas ao futebol brasileiro. Ele que fique com seus cartões amarelos e vermelhos. Futebol brasileiro, mais do que três clubes Existe um conceito que cada vez mais se consolida por aqui: Atlético Mineiro, Flamengo e Palmeiras – não por coincidência os classificados para as semifinais da Libertadores – são os times no patamar mais alto do nosso futebol. O resto… bem… eu diria que o resto é o resto. Pelo que estão jogando, os três merecem sim os elogios, sem dúvida alguma, mas esses elogios têm que ser controlados, para não prejudicarem a consciência que devemos ter em relação ao nosso futebol. Porque já houve tempo em que o futebol brasileiro foi mais do que três clubes. Bem mais do que isso. Tínhamos em posição perene na elite quatro clubes de São Paulo, quatro do Rio, dois de Minas, dois do Rio Grande do Sul. Eram, portanto, doze. Repito em números: 12. Hoje, são três. Vejam bem como anda o resto. Vejam as posições de Internacional, Santos, Corinthians, São Paulo, Fluminense e Grêmio na Série A do Campeonato Brasileiro. Vejam as posições de Botafogo, Vasco e Cruzeiro ‒ estes na Série B, como chamamos a Segunda Divisão. No Rio, o cenário é desalentador. Fluminense, Vasco e Botafogo, três grandes do futebol brasileiro que já encheram de craques a nossa Seleção, têm hoje elencos que desmancham essa História. Imagino como é difícil para um jovem torcedor imaginar que o Botafogo que ele vê hoje já foi o time de Garrincha, Didi, Nílton Santos, Zagallo, Gérson, Jairzinho, Paulo Cézar Caju, Quarentinha, Amarildo, Roberto, Mauro Galvão, Marinho Chagas, Túlio, Sebastião Leônidas, Heleno de Freitas, Jefferson… e não há memória que possa guardar todos os grandes nomes que passaram por lá. Hoje, temos três bons times no Brasil. Há motivos para elogios, sim. Mas não para comemorações. Via Ultrajano
Sem a presença de público, revezamento da tocha paralímpica começa em Tóquio

A chama paralímpica não será levada por vias públicas diante da propagação do novo coronavírus (AFP) O revezamento da tocha dos Jogos Paralímpicos de Tóquio-2020 foi iniciada nesta sexta-feira, quatro dias antes do início do evento, sem a possibilidade do público acompanhar nas ruas da capital do Japão, diante do aumento no número de casos de Covid-19 em grande parte do país. A primeira parte da condução do símbolo paralímpico aconteceu em uma pista de atletismo a céu aberto e feita logo após as chamas acendidas nos 62 municípios da região metropolitana de Tóquio terem sido unidas para formar uma única. “Os Jogos de Tóquio não serão um êxito sem o êxito dos paralímpicos”, disse, durante a cerimônia desta sexta-feira, a governadora da região, Yuriko Koike, também se referindo aos Jogos Olímpicos, realizados de 23 de julho até o último dia 8. A chama paralímpica não será levada por vias públicas, como medida de segurança para evitar aglomerações, diante da propagação do novo coronavírus, que está atingindo níveis recordes no Japão nas últimas semanas. Cerca de 700 pessoas participaram do ato, que consistiu na condução da tocha por curtos trechos de 30 a 50 metros, em instalações sem a presença de espectadores. Nesta quinta-feira, o país asiático registrou o maior número de casos positivos para Covid-19 desde o início da pandemia: 25.155 A região metropolitana de Tóquio, que abrange a capital japonesa, é a mais afetada e teve mais de cinco mil casos pelo terceiro dia consecutivo. A grande preocupação é com a variante Delta, já dominante na área. Por causa disso, assim como aconteceu nos Jogos Olímpicos, o evento paralímpico não terá a presença de público nas competições, com exceção de alguns estudantes que participam de um polêmico programa respaldado pelo governo do país. Ao todo, cerca de 4,4 mil atletas participarão da Paralimpíada, que terá início daqui quatro dias e cuja cerimônia de encerramento será no dia 5 de setembro. Agência Estado
Brasil se despede de Tóquio com melhor campanha na história das Olimpíadas

O Brasil celebra os Jogos Olímpicos de Tóquio com o melhor desempenho em número de pódios de sua história, justamente quando o país mais deixou de lado o esporte e mantém sem reajuste, desde 2010, o principal auxílio dos competidores, o Bolsa Atleta. Neste domingo, o Brasil celebra 21 medalhas conquistadas no Japão, sendo 7 de ouro, 6 de prata e 8 de bronze, superando as 19 ganhas no Rio de Janeiro em 2016. O país ficou em 12º lugar no ranking dos Jogos de Tóquio, terminando com a melhor posição da história (o recorde é o 13º lugar). Foram medalha de ouro Ítalo Ferreira (surfe); Martina Grael e Kahena Kunze (vela); Rebeca Andrade (ginástica artística); Ana Marcela Cunha (maratona aquática); Isaquias Queiroz (canoagem); Hebert Conceição (boxe); e seleção brasileira de futebol masculino. Foram medalha de prata Kelvin Hoefler (skate); Rayssa Leal (skate); Pedro Barros (skate); Beatriz Ferreira (boxe); Rebeca Andrade (ginástica artística); seleção brasileira de vôlei feminino. E foram medalha de bronze Mayra Aguiar (judô); Daniel Cargnin (judô); Fernando Scheffer (natação); Bruno Fratus (natação); Thiago Braz (salto com vara); Alison dos Santos (atletismo); Abner Teixeira (boxe); e Laura Pigossi e Luisa Stefani (tênis). O ainda presidente Jair Bolsonaro, vive enaltecendo os atletas vitoriosos em Tóquio. No entanto, os cortes de verba do esporte e o sucateamento do Bolsa Atleta nos últimos anos mostram que os brasileiros tiveram um desempenho histórico em Tóquio apesar do Governo, e não por causa dele. Bolsonaro, na verdade, extinguiu o Ministério do Esporte assim que assumiu, transformado-o em secretaria subordinada ao Ministério da Cidadania, e reduziu ao mínimo o número de servidores atuando no setor. Bolsa Atleta Divisor de águas do setor esportivo, o Bolsa Atleta foi criado em 2005 pelo presidente Lula e pavimentou o caminho para que os brasileiros pudessem se dedicar ao esporte nas mais diversas modalidades. O Bolsa Atleta tornou-se o maior programa de patrocínio individual do mundo e hoje, nas Olimpíadas de Tóquio, responde pelo financiamento de 80% dos competidores brasileiros. Em 14 anos, distribuiu mais de R$ 1,1 bilhão, criando condições para atletas se dedicarem em competições locais, sul-americanas, pan-americanas, mundiais, olímpicas e paraolímpicas. Segundo levantamento do ge.globo.com, dos 301 atletas que foram a Tóquio, 242 recebem a Bolsa e 83 ganham as duas menores categorias, que correspondem a menos de 2.000 reais por mês. Além disso, 33 dos 301 se sustentam graças a outra profissão. São cinco motoristas de aplicativo, quatro empresários e quatro profissionais de educação física, as três profissões mais comuns aos atletas que não conseguem ser só atletas. Felipe Vinícius dos Santos, que competiu na prova de decatlo (terminou em 18°), é um dos que precisou dirigir Uber para se sustentar na preparação. Além disso, o Governo não lançou o edital do Bolsa Atleta em 2020 e deixou os atletas sem receber por alguns meses. Antes, os esportistas se inscreviam no edital lançado em maio e, se aprovados, começavam a receber o auxílio em agosto. O prazo entre a abertura de inscrições e o pagamento da primeira parcela é usualmente de três meses. Então, as 12 parcelas eram repassadas mensalmente de agosto até julho do ano seguinte. Elas terminavam um mês antes de começar o pagamento do próximo acordo anual, em caso de renovação no edital seguinte. Desta forma, era garantida a renda do atleta durante todos os meses do ano, desde que seu auxílio seja aprovado ano a ano. A partir do Governo Temer, em 2017, o mês de lançamento do edital passou a ser atrasado de tal forma a provocar “buracos” entre o último mês do pagamento anterior e o início do próximo. Por exemplo: até 2016, o atleta se inscrevia no edital em maio, começava a receber o auxílio em agosto de 2016 e tinha o 12º e último pagamento em julho de 2017. No entanto, a abertura do edital de 2017 foi atrasada para agosto, o que fez a primeira parcela cair somente três meses depois, em novembro de 2017. Com a Bolsa renovada, o atleta voltou a receber de novembro de 2017 a outubro de 2018, mas ficou sem pagamento nos meses de agosto, setembro e outubro de 2017. E a prática foi repetida ano a ano.
Na água, no ringue e no campo: Brasil garante 3 medalhas de ouro em 12 horas

Depois de vencer na canoagem, boxe e futebol, medalha de ouro pode vir no vôlei e no boxe feminino também O Brasil continua com a melhor campanha nos Jogos Olímpicos da sua história, conquistando três medalhas de ouro em Tóquio, nas últimas 12 horas. O país possui 22 medalhas, somando agora o bicampeonato olímpico no futebol masculino. Na virada de sexta-feira para sábado, Isaquias Queiroz ganhou ouro na categoria de 1000m da canoagem, depois de, nas Olimpíadas do Rio, em 2016, ser o primeiro brasileiro a subir três vezes no pódio em uma única edição dos jogos. Três anos antes o baiano também já havia sido o primeiro brasileiro campeão mundial da modalidade. É ouro! Isaquias Queiroz garante sua quarta medalha em jogos olímpicos / Foto: Gaspar Nóbrega /COB Ao finalizar a prova, Queiroz dedicou a medalha a “todas as famílias que perderam um ente querido para a covid-19”, relembrando os mais de 560 mil falecidos pela doença. E o medalhista ainda completou: “a vitória é nossa, mas a força é da torcida brasileira.” Nocaute Já na madrugada de sábado, a Bahia também trouxe ouro para o Brasil no boxe, com Hebert Conceição nocauteando o ucraniano Oleksandr Khyzhniak, na categoria até 75 kg. O boxeador de 23 anos reivindicou a ancestralidade do povo negro, cantando “Mandiba”, canção do Olodum em homenagem ao ex-presidente sul-africano Nelson Mandela, símbolo da luta contra o apartheid. “Nobre guerreiro negro de alma leve / nobre guerreiro negro lutador / que os bons ventos calmos assim te levem aonde você for.” Hebert Conceição comemora a medalha de ouro no boxe peso-médio / Foto: Rodolfo Vilela/rededoesporte.gov.br Conceição destacou a importância da representatividade da sua vitória para a juventude negra brasileira. “Em pleno século XXI, ainda conviver com casos de racismo é muito lamentável. Como negro, não poderia deixar de fazer a minha raça se sentir representada e mostrar pra eles que nós podemos. Basta a gente trabalhar, não ligar pra críticas, absorver apenas as críticas construtivas e ter fé, seja lá quem alimente a sua fé. Respeite o próximo, seja branco, negro, pardo, índio. Trabalhe, porque com certeza você será recompensado”, afirmou o campeão que garantiu a segunda medalha olímpica da história do boxe brasileiro. Bicampeão O sétimo ouro em Tóquio veio com o futebol masculino, que garantiu o bicampeonato olímpico, ao vencer por 2×1 a Espanha. A decisão também veio por um atleta negro. Malcom Filipe Silva de Oliveira desempatou a partida no segundo tempo da prorrogação. Malcom Filipe foi convocado de última hora para se tornar o heroi do bicampeonato olímpico da seleção brasileira de futebol em Tóquio / Fotos Públicas / Lucas Figueiredo/CBF O “herói do jogo” quase ficou de fora da seleção olímpica, sendo convocado em julho para substituir Douglas Augusto, que sofreu uma lesão semanas antes de ir a Tóquio. O paulista de 24 anos, joga no Zenit de São Petersburgo, Rússia. :: Olimpíadas: o Brasil das Rebecas para retomar a esperança :: O atacante Matheus Cunha havia marcado o primeiro gol aos 45 minutos do primeiro tempo de jogo. O embate espanhol aconteceu aos 16 minutos do segundo tempo, com Oyarzábal. Coloque na agenda O Brasil pode somar mais dois ouros ao quadro de medalhas. O time de vôlei feminino joga a final contra os Estados Unidos à 1h30 (horário de Brasília), do domingo (8). O país também está na busca do ouro no boxe feminino até 66kg, com Beatriz Ferreira, com a luta agendada às 2h (horário de Brasília), também do domingo. Apoio Faça AQUI sua inscrição