Seleção brasileira amarelou e caiu diante dos Diabos Vermelhos

 BRASIL CAI DIANTE DO TIMAÇO DA BÉLGICA –O Brasil se despediu da Copa do Mundo nesta tarde, ao perder por 2 a 1 para a seleção da Bélgica. Os Diabos Vermelhos mostraram superioridade com o excepcional trio de ataque formado por De Bruyne, Lukaku e Hazard. A Bélgica surpreendeu o Brasil e marcou duas vezes antes do intervalo, com um gol contra de Fernandinho e outro em excelente finalização de Kevin de Bruyne. Fernandinho completou um escanteio contra seu próprio gol aos 13 minutos. Ao tentar o gol de empate, o Brasil levou o segundo gol quando Romelu Lukaku encontrou De Bruyne, que chutou de forma precisa aos 31 minutos da entrada da área. No segundo tempo, Renato Augusto diminuiu de cabeça, e, embora o Brasil tenha pressionado muito em busca do empate, o placar permaneceu em 2 x 1. No primeiro tempo o Brasil esteve apático, irreconhecível, e permitiu que os belgas marcassem seus dois gols. No segundo tempo, Brasil melhorou em campo e diminuiu a vantagem com Renato Augusto, mas a Belgica foi simplesmente melhor. Com o sonho do hexa interrompido, brasileiros agora devem se voltar para os problemas do País.

Brasil vence o México e vai enfrentar a Bélgica, que venceu o Japão

Com gols de Neymar e Firmino no segundo tempo, a seleção brasileira derrotou o México por 2 x 0, nesta segunda-feira, em partida tensa em Samara, e se classificou para as quartas de final da Copa do Mundo da Rússia. Agora, a seleção brasileira enfrentará na próxima fase a seleção da Bélgica, que venceu de virada a seleção do Japão, por 3 X 2, com gols de Vertonghen, Fellaini e Chadli. Os jols do Japão foram de Haraguchi e Inui.  Com uma atuação irregular, a equipe brasileira foi pressionada no começo da partida, mas teve bons momentos, principalmente na segunda etapa, quando marcou logo nos primeiros minutos com Neymar e fechou o marcador no final através de Firmino. Neymar fez contra o México seu melhor jogo no Mundial e foi eleito o melhor em campo pela primeira vez na Rússia. “Tem momentos que temos que aprender a sofrer e hoje foi sofrido em alguns momentos, mas mostramos toda qualidade”, disse Neymar após a partida. O México começou muito melhor o jogo, com marcação sob pressão, colocando dificuldade na saída de bola do Brasil. Com dribles rápidos pelas laterais e cruzamentos, os mexicanos assustaram a defesa brasileira, porém sem criar uma grande oportunidade de gol. A seleção respondeu aos 25 minutos com Neymar, que driblou a marcação pela esquerda e chutou de direita para boa defesa do goleiro Ochoa. A partir daí, o time do Brasil melhorou e teve chances com Philippe Coutinho, que chutou para fora, e Gabriel Jesus, após jogada dentro da área em que ele puxou para chutar de perna esquerda, mas a bola ficou no meio do gol, facilitando a defesa de Ochoa. No segundo tempo foi o Brasil que iniciou bem. Aos 3 minutos, Coutinho teve chance em chute dentro da área que Ochoa de novo espalmou. Aos 6, saiu o gol brasileiro. Neymar deixou a bola na entrada da área de calcanhar para Willian, que avançou pela esquerda e chutou cruzado. Neymar apareceu dentro da pequena área de carrinho e empurrou para o gol. O Brasil quase ampliou em bons chutes de Paulinho e Willian defendidos por Ochoa, goleiro que parou a seleção há quatro anos, no Mundial no Brasil, num empate em 0 x 0 na fase de grupos. O México, que antes dos 15 minutos já tinha feito as três substituições com a entrada de jogadores de frente, tentou o empate em chute de Vela que Alisson espalmou. O volante Casemiro recebeu cartão amarelo, o segundo dele no Mundial, e está fora das quartas de final. Aos 27 minutos, Layún pisou no tornozelo de Neymar e não foi advertido, em momento da partida que os lances começaram a ficar mais violentos. Fernandinho substituiu Paulinho nos minutos finais, e Firmino entrou no lugar de Coutinho, com o México partindo para pressão em busca do empate. Mas quem marcou foi o Brasil, aos 43 minutos, em jogada iniciada por Neymar, que tentou o gol pela esquerda e a bola sobrou para Firmino balançar as redes.   Bélgica vira para cima do Japão encara Brasil nas quartas de final A Bélgica sofreu para vencer o Japão de virada por 3 a 2, nesta segunda-feira em Rostov-on-Don, nas quartas de final da Copa do Mundo-2018. Todos os gols saíram na segunda etapa, com os Samurais Azuis abrindo vantagem com Haraguchi (48) e Inui (52) e sugerindo mais uma zebra no mundial russo. Mas os Diabos Vermelhos reagiram com Vertonghen (69), Fellaini (74) e Chadli (90+4) e se colocaram como desafiantes do Brasil na sexta-feira, em Kazan. Quando a partida se encaminhava para a prorrogação, Courtois iniciou contra-ataque mortal que passou pelos pés de De Bruyne, Meunier e foi terminar com Chadli, que aproveitou corta-luz de Lukaku e só teve o trabalho de empurrar para as redes. Golaço que valeu a classificação. A Bélgica colocou à prova a melhor campanha da fase de grupos da Copa, com 100% de aproveitamento e maior número de gols marcados. Liderados por Eden Hazard e Romelu Lukaku, os europeus se recuperaram de um possível vexame e asseguraram a vaga nas quartas de final. Questionada pela postura pouco esportiva na última rodada da fase de grupos, administrando derrota por 1 a 0 para a Polônia para se classificar às oitavas de final por ter menos cartões amarelos que Senegal, a seleção japonesa entrou em campo com outra atitude. O Japão quase complicou a vida da badalada equipe belga, mas acabou cometendo erro infantil no final que consolidou a eliminação.

Argentina e Portugal estão eliminadas da Copa do Mundo 2018

 As seleções de Portugal e Argentina foram as duas primeiras eliminadas, nesse sábado (30), nas oitavas de final da Copa do Mundo 2018. O time de Lionel Messi foi despachado primeiro ao ser derrotado por 4 a 3 pela França de Kylian Mbappé — autor de dois fulminantes gols, que anteciparam o check-in da Argentina. Quem esperava um Lionel Messi decisivo assistiu a uma atuação de gala de Kylian Mbappé. O jovem craque francês marcou dois gols, sofreu o pênalti convertido por Griezmann e comandou as ações mais perigosas do ataque da França na vitória por 4×3. Impulsionados pela velocidade e pela potência de Mbappé, os franceses poderiam ter goleado os argentinos na abertura das oitavas de final da Copa do Mundo da Rússia, mas viram sua defesa ser vazada três vezes pelo insistente ataque argentino. Já Portugal de Cristiano Ronaldo, o CR7, voltou para casa depois de perder de 2 a 1 para o Uruguai de Edinson Cavani. Neste domingo (1º), a bola vai continuar rolando na Copa. Espanha e Rússia se enfrentam às 11h e Croácia e Dinamarca têm confronto marcado às 15h. E manhã, (02) será a vez de Brasil e México.

Brasil vence Sérvia por 2 X 0 e enfrentará o México nas oitavas

 Os gols do Brasil foram marcados por Paulinho, no primeiro tempo, ao completar ótimo lançamento de Philippe Coutinho, e pelo zagueiro Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio (Reuters) – A seleção brasileira venceu a Sérvia por 2 x 0 em seu último jogo pela fase de grupos da Copa do Mundo e se classificou com o primeiro lugar do Grupo E para enfrentar o México nas oitavas de final do Mundial, em partida nesta quarta-feira em que fez sua melhor apresentação até o momento na Rússia, ainda que não tenha sido brilhante. Paulinho abriu o marcador aos 36 minutos do primeiro tempo com um toque de categoria por cima do goleiro sérvio, e Thiago Silva ampliou de cabeça na etapa final de um jogo que começou preocupante devido à substituição por contusão do lateral-esquerdo Marcelo com menos de 10 minutos. A seleção brasileira voltará a campo no dia 2 de julho para o duelo pela fase de mata-mata contra os mexicanos, que se classificaram mais cedo nesta quarta em segundo lugar do Grupo F apesar de uma derrota por 3 x 0 para a Suécia. Nessa chave, a atual campeã mundial Alemanha foi eliminada. A segunda posição do Grupo E ficou com a Suíça, que empatou por 2 x 2 com a já eliminada Costa Rica na outra partida da chave e agora enfrentará a Suécia nas oitavas. O Brasil terminou com 7 pontos, contra 5 da Suíça, 3 da Sérvia e 1 da Costa Rica. O Brasil, que se classificaria até mesmo com um empate contra os sérvios, entrou em campo no Estádio do Spartak, em Moscou, ainda sem ter feito uma grande exibição na Rússia, após o empate por 1 x 1 com a Suíça na estreia e a vitória por 2 x 0 sobre a Costa Rica com dois gols marcados nos acréscimos. Logo no primeiro minuto, Neymar avançou com a bola dominada e rolou para Philippe Coutinho, que bateu da entrada da área, mas a bola acertou Gabriel Jesus, que estava impedido. Pouco depois Jesus recebeu lançamento, mas estava novamente em posição irregular. Enquanto a Sérvia apostava somente nas bolas cruzadas pelo alto para dentro da área, apostando na maior estatura de seus jogadores, o Brasil tinha em Neymar e Coutinho suas principais esperanças de chegar ao gol. Um passe em profundidade do camisa 10 colocou Jesus em boa condição de marcar, mas o atacante teve o chute desviado pela defesa após cortar o zagueiro para bater de direita. Outra jogada em profundidade, dessa vez um lançamento pelo alto de Coutinho para Paulinho, resultou no primeiro gol brasileiro. O volante do Barcelona veio por trás da defesa e tocou por cima do goleiro Stojkovic para abrir o marcador. Depois de um primeiro tempo praticamente sem ter seu gol ameaçado, o Brasil precisou que Thiago Silva salvasse duas bolas dentro da área no início da segunda etapa em um momento de intensa pressão dos sérvios, que partiram para o tudo ou nada em busca de evitar a eliminação. O goleiro Alisson também fez boas defesas, a principal delas em cabeçada do atacante sérvio Mitrovic. Para lidar com a pressão sérvia, o técnico Tite trocou Paulinho por Fernandinho, mas o que abalou o impulso ofensivo dos sérvios foi o segundo gol brasileiro, marcado por Thiago Silva, de cabeça, após cobrança de escanteio de Neymar, aos 23 minutos. A partir do segundo gol a seleção brasileira passou a administrar o resultado trocando passes na intermediária, e Tite ainda reforçou a marcação no meio-campo com a entrada de Renato Augusto no lugar de Coutinho. Neymar, que assim como o restante do time brasileiro teve sua melhor atuação nesse Mundial, ainda teve duas boas chances de fazer o terceiro gol do Brasil ao ficar cara a cara com o goleiro, mas teve suas finalizações defendidas por Stojkovic. Por Pedro Fonseca, no Rio de Janeiro

Argentina vence a Nigéria enfrentará a França nas oitavas de final

 SÃO PETERSBURGO (Reuters) – Um gol no final de Marcos Rojo deu à Argentina uma dramática vitória por 2 x 1 sobre a Nigéria no Grupo D, nesta terça-feira, que levou a seleção bicampeã mundial à fase eliminatória da Copa do Mundo. Lionel Messi marcou seu primeiro gol no torneio aos 14 minutos com uma ajeitada brilhante e um chute colocado. No entanto, a Nigéria empatou seis minutos após o intervalo, quando Javier Mascherano fez falta em Leon Balogun dentro da área e Victor Moses converteu a penalidade. Com o jogo se encaminhando para o final, Gabriel Mercado cruzou da direita aos 41 do segundo tempo e Rojo acertou um chute de primeira, sem deixar a bola cair no chão, despertando celebrações vibrantes dos argentinos. A Argentina enfrentará a França nas oitavas de final, depois de terminar em segundo no grupo, enquanto a Croácia jogará contra a Dinamarca, vice-campeã do Grupo C. Nigéria e Islândia estão fora depois de terminarem em terceiro e quarto, respectivamente. Reportagem de Simon Jennings

Roberto Carlos enalteceu o Governo Lula e lamentou a desastrosa política atual

 O ex-lateral da Seleção Brasileira Roberto Carlos enalteceu o Governo Lula em entrevista ao ex-presidente do Equador, Rafael Correa. O programa “Conversando com Correa” foi exibido na última quinta-feira (21) diretamente da Rússia. Ao falar sobre política, lamentou a situação atual do país, definida por ele como “desastrosa”. Sem fazer referência direta ao presidente Temer, Roberto Carlos elencou a série de problemas enfrentada pela população brasileira em 2018. “Nós vivemos no Brasil uma situação política desastrosa. Com Lula, nós tínhamos pelo menos uma referência. Existia no Brasil a classe alta, a média e a pobre. Com Lula, eliminamos a pobreza. Agora, vivemos os problemas do aumento da gasolina, aumento do preço da comida, aumento do preços das passagens de avião. O ex-craque do Palmeiras e do Real Madrid arriscou uma breve análise econômica do país. “Voltamos a ser um país de terceiro mundo. Há três, quatro anos pelo menos não havia tanta diferença entre ricos e pobres”, disse o jogador. “Brasil era uma referência para a Europa”, completou Correa. Assista aqui a entrevista 

A árdua missão de ser mulher e repórter em uma Copa

Jornalistas sofrem com o assédio dos torcedores durante a cobertura do evento de futebol na Rússia  – Festa popular, promovendo o encontro e a congregação de etnias diversas, regada a cerveja, vodka, empolgação e gritos de gol. Ao mesmo tempo em que comprova sua dimensão festiva e multicultural a cada quatro anos, a Copa do Mundo masculina de futebol também expõe o caráter universal do machismo. Mal começou e o evento já registra casos de homens, de diferentes nacionalidades, assediando mulheres que circulam pelas cidades-sede na Rússia, sobretudo profissionais de imprensa. Repórter é agarrada por torcedor na praça Manege, em Moscou.  Antes mesmo do início da Copa, Julieth González Therán, enviada especial da Deutsche Welle a Moscou, foi agarrada à força e beijada no rosto por um homem de boné, na praça Manege, enquanto fazia uma transmissão sobre a contagem regressiva para a cerimônia de abertura. No estúdio, diante do constrangimento da repórter colombiana, a apresentadora Ana Plasencia desabafou, questionando as medidas de segurança tomadas pela Rússia para receber o Mundial: “Percebo que os torcedores tomam a liberdade de distribuir beijos sem pedir permissão”. Para poder terminar a transmissão, Therán teve de ser cercada por pessoas que presenciaram o assédio e a protegiam de novas investidas. Em seu perfil no Instagram, ela se pronunciou exigindo respeito. “Não merecemos esse tratamento. Somos igualmente competentes e profissionais. Compartilho a alegria do futebol, mas devemos identificar os limites entre afeto e assédio.” No jogo entre Argentina e Islândia, fora do estádio de Nizhny Novgorod, um torcedor islandês fantasiado ameaçou interromper com gracejos a entrada ao vivo da repórter Agos Larocca, da ESPN, mas foi impedido por um produtor. Em frente a um dos portões de saída, a reportagem do jornal Superesportes registrou o momento em que dois torcedores argentinos assediaram e tentaram roubar um beijo de uma compatriota jornalista, que precisou se defender com o braço e o microfone para brecar a aproximação dos agressores. Brasileiros também protagonizaram outro episódio de assédio em solo russo. Em vídeos que viralizaram no último sábado, um grupo de torcedores com camisas do Brasil debocha de uma mulher – que, de acordo com informações compartilhadas nas redes sociais, seria uma repórter local e não entendia o português – cantando palavras obscenas e depreciativas. Entre os integrantes da trupe está o advogado Diego Valença Jatobá, ex-secretário de Turismo de Ipojuca, cidade da região metropolitana de Recife. À esquerda, torcedor islandês constrange repórter. Ao lado, brasileiros ridicularizam mulher na Rússia. No começo de junho, o Itamaraty e o Ministério do Esporte lançaram um guia recomendando a torcedores gays que evitassem demonstrações públicas de afeto na Rússia, por causa da intolerância a LGBT’s no país-sede da Copa. Porém, não havia instruções para os homens brasileiros sobre como se comportar diante de uma mulher ao longo do evento. Em maio, a Associação do Futebol Argentino (AFA) resolveu agir nesse sentido. Mas, em vez de prevenir, reforçava o machismo com uma cartilha distribuída a jornalistas em que indicava as melhores práticas para conquistar mulheres russas. “Trate a mulher como alguém de valor, com ideias e desejos próprios”, pregava uma das orientações. O campo fértil do assédio no futebolQuando a Copa foi disputada no Brasil, em 2014, mulheres da imprensa também sofreram com abordagens machistas. A repórter Sabina Simonato, da Rede Globo, por exemplo, acabou assediada em duas oportunidades. Na primeira delas, ela foi beijada no rosto por um torcedor croata enquanto transmitia informações da Avenida Paulista, em São Paulo. Depois, às vésperas do jogo entre Alemanha e Portugal, o beijo veio de um funcionário da Casa de Portugal, no bairro da Liberdade, onde torcedores portugueses se reuniriam para assistir à partida. Colega de Simonato na Globo de Porto Alegre, a repórter Luciane Kohlmann, rodeada por torcedores holandeses, viu dois deles tomarem a liberdade de beijar sua bochecha. Embora encarados por muitos como brincadeira, os ataques de fãs de futebol a jornalistas já não são mais tolerados por mulheres que, a duras penas, tentam conquistar seu espaço em um meio tradicionalmente machista. Em março, na cobertura ao vivo do jogo entre Vasco e Universidad de Chile, pela Copa Libertadores, no Rio de Janeiro, a repórter Bruna Dealtry, do canal Esporte Interativo, foi beijada à força por um torcedor vascaíno. Constrangida, ela se limitou a dizer no ar que a atitude “não foi legal”, mas continuou a transmissão. O episódio, somado a outras agressões sofridas por mulheres da crônica esportiva nos estádios, ajudou a desencadear a campanha #DeixaElaTrabalhar, encabeçada por um grupo de 50 jornalistas brasileiras. Antes da Copa do Mundo, no fim de abril, um caso de assédio chamou a atenção no México. Maria Fernanda Mora, repórter da Fox Sports local, informava sobre a festa do título do Chivas Guadalajara na Concachampions 2018 até ser apalpada nas nádegas por um torcedor. Ela reagiu ao abuso golpeando com o microfone o agressor, que passou a insultá-la. Assustada com a repercussão na mídia, que descrevia sua reação como exagerada, Mora divulgou uma carta cobrando que o caso não fosse tratado como um simples arrimón – expressão utilizada no México quando um homem encosta o pênis em uma mulher na rua ou no transporte público, de tão comum que se tornou esse tipo de assédio no país. (veja aqui o vídeo) Nas redes sociais, outros torcedores passaram a atacá-la afirmando que ela havia “forçado a barra” ou que merecia ser estuprada. “Não me arrependo da forma como me defendi porque nós, mulheres, não vamos deixar e não vamos nos calar. É preciso deixar muito claro: o problema sempre é o agressor, e não nosotras”, escreveu. Assim como no Brasil, a violência sofrida por Mora motivou uma campanha de jornalistas contra o assédio sexual. Elas usaram as hashtags #NoMeToques e #UnaSomosTodas para denunciar ofensas machistas nos estádios mexicanos. Fonte: EL PAÍS

Como um país, uma seleção precisa de um líder – Por Fernando Brito

 Ontem, perdoem a parcial ausência os amigos e amigas do blog, foi dia de Brasil na Copa. Dia de fazer o que, de quatro em quatro anos, o garoto que ouviu pelo rádio a tristeza de 1966, com a eliminação do Brasil – bicampeão do mundo – já na primeira fase da Copa, mal consolado pelo gol de Rildo nos 3 a um a que Eusébio e Simões abateram o sonho do tri do menino que nascera na primeira taça, não sabia de nada na segunda, mas que já cria, nas suas calças curtas, no tricampeonato afinal adiado. E, vendo o jogo contra a Suíça, que está longe de ser um bicho-papão, viu o time desabar à primeira dificuldade, felizmente contra um time que não era, como a seleção alemã de 2014, capaz de se aproveitar do desmonte do time do Brasil. Não, não, não falta futebol ao Brasil e só com muito contorcionismo mental se pode dizer que existe o “salto alto” dos “invencíveis da família Scolari” de quatro anos atrás. O time é bom e seu técnico foi capaz de lhe dar um estilo veloz e agressivo. O que nos falta, até agora, é um líder dentro de campo. Alguém que seja capaz não só de dançar na felicidade, mas de arrostar os infortúnios. Como o Didi, que carrega calmamente a bola de volta ao meio do campo depois de termos começado perdendo a decisão contra a Suécia, em 58. Como Carlos Alberto Torres e a “cacetada” dada no inglês Francis Lee, que havia acertado o goleiro Félix já no chão, depois que este defendera sua quase mortal cabeçada de “peixinho”, quando a Inglaterra dominava o nosso mais difícil jogo na Copa de 70. Porque futebol é uma mistura, claro, de talento e de personalidade. O papel de líder teria tudo para ser de Neymar, mas sua estrutura psicológica, até agora, não se mostrou à altura de exercê-lo. Esteve ausente do jogo e se isso aconteceu por compreensível falta de condições físicas depois de três meses parado foi errado não deixar para lançá-lo no segundo tempo, seja para entrar com o jogo resolvido e adquirir ritmo, seja para chamar a responsabilidade de resolver uma “pedreira”. A simplicidade do Neymar que surgiu garoto no time do Santos, porém, parece ter dado lugar a uma vaidade que se expressaria melhor na bola. Exatamente o inverso do que se passou com Cristiano Ronaldo, o grande nome da Copa nesta primeira rodada. Apanhou tanto ou mais que Neymar, mas não se ausentou, chamou para si a responsabilidade, contagiou os companheiros e evitou a derrota de Portugal para a muito melhor Seleção Espanhola com seus três gols e a concentração de gelo polar que conseguiu ter na cobrança de uma falta que, claro, ele mesmo sofrera. Era, como todos já vimos todos algumas vezes, daquelas certezas que moldavam o inevitável. O resultado do jogo brasileiro, em si, não foi um desastre, mas foi preocupante ver todos os jogadores repetindo, depois do jogo, um discurso ensaiado com o mesmo teor: “o gol suíço foi irregular, mas não cabia ficar comentando arbitragem”. Nunca fomos campões com um time “politicamente correto”, frio, sem ganas. Nem seremos, trocando o espírito de vira-latas pelo de pavão. As coletividades humanas, sejam um time de futebol ou uma nação, precisam de referências e de solidariedade, em porções generosamente iguais

Copa do Mundo – Torcedor pede Lula Livre em estádio da Rússia

 – A solidariedade ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva continua indo além das fronteiras brasileiras. Desta vez, um torcedor na Rússia, onde ocorre a Copa do Mundo, estendeu uma bandeira pedindo a liberdade do ex-presidente, condenado sem provas no processo do triplex em Guarujá (SP) e detido, após Sérgio Moro emitir ordem de prisão sem o esgotamento de todos os recursos judiciais. Não é a primeira vez que Lula recebe solidariedade em nível internacional. Em abril, por exemplo, s Secretário Geral do Podemos e deputado, Pablo Iglesias, disse manifestar solidariedade ao povo brasileiro que está lutando contra o autoritarismo e pediu a liberdade de Lula. Em seguida o público também gritou fazendo o mesmo pedido. No dia seguinte (8), a Praça da República, em Paris, foi palco de uma manifestação contra a prisão de Lula. Pesquisa Datafolha, divulgada no domingo (10) pela “Folha de S.Paulo”, apontou o ex-presidente na liderança isolada na disputa presidencial, com 30% dos votos, seguido pelo deputado federa Jair Bolsonaro, do PSL (17%), e pela ex-senadora Marina Silva, da Rede (10%). O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, e o do PDT, Ciro Gomes, aparecem com 6% cada.

GOLPE MATOU INTERESSE DOS BRASILEIROS PELA COPA

 – Depois de um golpe sem precedentes, que devastou economia, sociedade e até os símbolos pátrios como as cores verde e amarela, a conta chega para aquilo que foi a maior paixão do brasileiro: o desinteresse pela Copa do Mundo atingiu o recorde de 53% da população, aponta Datafolha. Ontem, em tuíte, o ator José de Abreu já constatava a inédita desilusão com as cores nacionais, dizendo que o brasileiro não aceita mais o verde e o amarelo como identificação depois de tanta deturpação e tantos manifestoches. O desinteresse dos brasileiros com a Copa disparou às vésperas do início da disputa na Rússia, marcado para esta quinta-feira (14). O primeiro jogo do Brasil será domingo (17), contra a Suíça, às 15h (horário de Brasília). Segundo pesquisa nacional do Datafolha realizada na semana passada, 53% dos brasileiros afirmam não ter nenhum interesse pelo Mundial, isso em um ano eleitoral, com a economia fraca e ainda na ressaca de uma manifestação de caminhoneiros que quase paralisou o país. No final de janeiro, o índice de desinteressados era de 42%. (…) Segundo o Datafolha, a marca de agora é a pior às vésperas do torneio desde 1994, quando o instituto fez a pergunta pela primeira vez. O desinteresse pelo Mundial da Rússia se destaca entre as mulheres (61%), pessoas de 35 a 44 anos (57%), moradores da região Sul (59%) e aqueles com renda familiar de até dois salários mínimos (54%). O Datafolha ouviu 2.824 pessoas em 174 municípios na quinta (7) e sexta-feira (8), e a margem de erro da pesquisa é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos. Leia mais aqui.