Extrema pobreza volta a crescer no Brasil

WASHINGTON POST: MILHÕES VOLTAM À POBREZA NO BRASIL – Reportagem da Associated Press, replicada pelo The Washington Post, avalia que depois de uma década sendo visto como exemplo para o mundo, o Brasil de está “de volta aos tempos coloniais”. Os correspondentes Peter Prengaman, Sarah DiLorenzo e Daniel Trielli escrevem que de 2,5 a 3,6 milhões de brasileiros retornaram à linha da pobreza, tendo uma renda média de apenas R$ 140 por mês. Devido “à pior recessão da história” e “aos cortes aos programas de subsídio”, o País “perdeu o rumo” no caminho de combate à pobreza, destaca a AP. A reportagem conta a história de alguns brasileiros novamente miseráveis, como Simone Batista, uma mulher negra e pobre que, com o filho bebê no colo, chora ao contar que teve o Bolsa Família cortado. Ela quer recuperar o benefício, mas, segundo a AP, não tem sequer dinheiro para pegar o ônibus e ir reclamar seus direitos. O economista do Banco Mundial, Emmanuel Skoufias, critica os cortes no Bolsa Família e ressalta que os gastos com o benefício representam apenas meio por cento do Produto Interno Bruto. “O governo não deveria perder o foco da prioridade de manter as pessoas fora da pobreza”, diz Skoufias. “Deveria alocar mais recursos para o programa, e não menos”, completou. Assuntos econômicos também chamam a atenção da imprensa. O The Wall Street Journal destaca o provável corte de 0,75% da Selic. O El Mercúrio expõe que o Brasil ainda não conseguiu recuperar seus envios de carne ao Chile, devido aos efeitos da operação Carne Fraca. De março a setembro, a importação de produtos bovinos brasileiros foi 14,7% menor em relação ao mesmo período de 2016. Leia a reportagem na íntegra.
O PAÍS DA VENEZUELA ESTÁ MAIS MADURO

– ELEIÇÕES NA VENEZUELA: GOVERNISTAS VENCEM OPOSIÇÃO EM 17 ESTADOS – – Embora seja chamado de “ditador” pela imprensa nacional, que apoiou um golpe parlamentar contra a presidente Dilma Rousseff e contra a democracia brasileira, o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, obteve uma importante vitória eleitoral neste fim de semana. Abaixo, reportagem da Sputnik Brasil:Os candidatos governistas do Partido Socialista Unido da Venezuela (PSUV) venceram na maioria dos estados nas eleições regionais do país.De acordo com os dados preliminares divulgados pelo Conselho Nacional Eleitoral, os candidatos governistas venceram em 17 dos 22 estados.“Estes resultados tem um caráter irreversível após a contagem de 95,8% dos votos”, informou a presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Tibisay Lucena.Ela declarou também que a participação da população nas eleições regionais teve um número histórico, contando com uma “inesperada participação” de 61,14% de eleitores.Logo após a divulgação dos primeiros resultados das eleições, a oposição da Mesa de Unidade Democrática (MUD) declarou que considerava as eleições fraudulentas.A oposição havia manifestado anteriormente que esperava vencer em pelo menos 14 estados do país. A expectativa é de que a MUD inicie já nesta segunda-feira uma campanha para denunciar a suposta ilegalidade dos resultados apresentados pelo governo.
Ladrão e golpista fala em democracia na Venezuela

– No poder devido a um golpe de Estado que destituiu a presidente legitimamente eleita, Michel Temer saiu de um jantar com o presidente americano, Donald Trump, realizado ontem em Nova York, defendendo ações para garantir a “democracia” na Venezuela – – Em Nova York para a Assembleia Geral da ONU, Michel Temer participou de encontro promovido pelo presidente dos EUA, Donald Trump, com líderes da América Latina. O jantar teve um tom de doutrinação contra o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro. Temer, que só está no poder porque conspirou para derrubar Dilma Rousseff, a presidente legitimamente eleita nas urnas, saiu do jantar repetindo a cartilha americana e falando da necessidade de se defender a democracia na Venezuela. Nas redes sociais, Temer virou motivo de chacota por ter sido o único no encontro a precisar recorrer a fones de ouvido com tradução simultânea.S Segundo a Reuters, em suas primeiras horas em Nova York, Michel Temer não escapou de ouvir protestos e gritos de “Fora Temer” na sua chegada ao hotel em que se encontraria com o presidente norte-americano, Donald Trump, para um jantar. Confira abaixo reportagem da Agência Brasil sobre o encontro. Da Agência Brasil Michel Temer, disse ontem (18), após jantar de trabalho com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e lideranças sul-americanas, que o Brasil tem feito o possível para ajudar humanitariamente o povo venezuelano. A Venezuela foi um dos principais temas tratados no jantar com Trump, que exigiu a restauração “plena” da democracia e das liberdades políticas no país governado por Nicolás Maduro. Temer deu uma entrevista coletiva a jornalistas após o jantar com Trump e a Venezuela foi o principal assunto. O brasileiro disse que é preciso tratar do tema sobre dois ângulos: o humanitário e o político. No humanitário, ele disse que o Brasil mandou medicamentos para a Venezuela e no político citou o encontro com Leopoldo Lopez, político que faz oposição a Maduro. Eu próprio relatei que recebi o Leopoldo Lopez, tenho mantido os mais variados contatos, recebi a esposa dele, a mãe dele, para revelar a posição do Brasil em relação à Venezuela”, disse. “As pessoas querem que lá se estabeleça a democracia, não querem uma intervenção externa, naturalmente. Mas querem manifestações que se ampliem, dos países que aqui estão para os países da América Latina, para os países caribenhos, de maneira a pressionar a solução democrática na Venezuela” Segundo Temer, nenhuma decisão foi tomada durante a reunião, mas os líderes sul-americanos destacaram o problema dos refugiados venezuelanos. “Nós temos mais de 30 mil refugiados no Brasil, milhares de refugiados na Colômbia e alguns até no Panamá. E o que houve foi isso: todos querem continuar a pressão para resolver. Mas a pressão diplomática”, disse. Temer disse que a possibilidade de sanções à Venezuela não foi discutida efetivamente. Falou-se no tema, mas com ações diplomáticas, como ocorreu em relação ao Mercosul. “No Mercosul, quando nós fizemos reunião na Argentina, a Venezuela foi excluída do Mercosul, melhor dizendo, até nem chegou a entrar, por não ter cumprido as cláusulas democráticas”, disse.
Inspirado em Lula, Itália aprova o ‘Bolsa Família’

Cada pessoa beneficia pelo programa italiano vai receber 485 euros por mês, quase 1.500 reais, a partir de janeiro de 2018. Pessoa no chão de uma rua com populares passando – Governo ratifica criação de ‘Bolsa Família’ na Itália (Foto: Ansa)O Conselho de Ministros da Itália aprovou na terça-feira, 29, de maneira definitiva, o decreto legislativo que introduz a “Renda de Inclusão” (REI), uma espécie de “Bolsa Família” italiano. Com a medida, cerca de 400 mil famílias de baixa renda (cerca de 1,8 milhão de pessoas) receberão até 485 euros por mês (R$ 1,8 mil). O valor da ajuda dependerá do número de componentes de cada núcleo familiar e da situação de renda daquela família. O decreto estabelece que a ajuda entrará em vigor a partir de 1º de janeiro de 2018 e terá como objetivo combater a pobreza e a exclusão social. O benefício é condicionado à comprovação das informações pessoais e familiares e da adesão a um projeto personalizado de ativação e de inclusão no mercado de trabalho. Terão prioridade no acesso ao benefício as famílias que tem filhos menores de idade ou desempregados com mais de 65 anos que não estejam aposentados. Fonte: Ansa
Venezuela: uma oposição nada republicana

Era 1997, o conglomerado econômico da família Capriles tinha um problema: o representante dos seus interesses na política, deputado Armando Capriles do COPEI(1), decidira não renovar seu mandato. O grupo resolveu lançar o primo do parlamentar, Henrique Capriles Radonski. Afinal, era de suma importância se manter no governo da aliança COPEI – AD, que governou a Venezuela por quarenta anos.O objetivo era defender o projeto do conglomerado na área de lazer, comunicações e na distribuição da maior empresa de alimentos industrializados dos Estados Unidos: Kraft Foods Inc. Capriles se graduou em direito com especialização na questão tributária, passou pela Universidade Andrés Bello, UCV (Universidade Central da Venezuela) e pela Universidade Columbia, em Nova York. Sua descendência russa-polonesa não o impediu de deixar o judaísmo para juntar-se ao catolicismo, religião amplamente majoritária na Venezuela. Eleito em 1998 pelo Estado de Zulia e, pelo mesmo partido do seu primo, foi escolhido vice-presidente do congresso, alcançando a administração do parlamento por poucos meses, antes do presidente Hugo Rafael Chávez Frias aprovar a Lei Habilitante, convocando a Assembleia Nacional Constituinte. Depois da ascenção do chavismo ao governo, no ano 2000, constituiu um novo partido, o “Primero Justicia”, com o objetivo de demonstrar “modernidade” em contra ponto ao seu antigo. Assume a prefeitura de Baruta (região metropolitana de Caracas), com 62,69% dos votos, conseguindo a reeleição em 2004. Quatro anos mais tarde vence o pleito para governador de Miranda, também na área da grande capital. Volta a ser governador, posteriormente ao perder eleição para Chávez, e depois para Maduro (com a morte do presidente eleito) em 2013. Dentro da tentativa de golpe a Chávez, que contou com a participação de Capriles, contribui com um fato nada republicano. Diante da escalada de vandalismo, o então prefeito de Baruta em 12 de abril simplesmente negou fornecer destacamento policial para garantir a segurança da embaixada de Cuba que se encontrava numa área de sua jurisdição, a representação diplomática foi invadida e vasculhada a pretexto de estarem com exilados políticos, uma ação ordenada dentro do movimento golpista. O quadro político aproximou as duas lideranças da oposição ao chavismo. O processo de formação do partido contou com recursos vindos da petroleira PDVSA, através de um cheque emitido por Antonieta Mendoza(2) , então gerente de serviço de petróleo e gás da PDVSA e mãe de Leopoldo Lopez, outro líder da oposição venezuelana. Os recursos provindos da companhia foram depositados numa ONG que se transformou no “Primero Justicia”. Assim como o governador, López teve participação no golpe de 2002, seu grupo reteve o então ministro da justiça, Ramón Rodrigues Chacin, o que provocou uma condenação no judiciário, anistiada posteriormente. Em 30 de maio de 2013 a Promotoria Pública lhe imputou a responsabilidade em mais dois crimes(3) : tráfico de influência na doação da PDVSA, e o segundo se refere a crime de responsabilidade, por não ter repassado um fundo participativo da PDVSA para programa social, quando era prefeito de Chacao. Leopoldo Eduardo López Mendoza é economista, formado pela Universidade de Harvard, foi prefeito de Chacao entre 2000 a 2004 e reeleito até 2008. Em seu retorno a Venezuela, passa a exercer a função de analista financeiro, assessorando a diretoria de planejamento da PDVSA, a mesma empresa que sua mãe trabalhava. A sua família tem uma história dentro do Estado, seu avô, Eduardo Mendoza foi secretário de agricultura (1945-1948) do governo Rômulo Betancourt, e seu tio, Rafael López Ortega, ministro da educação do presidente López Contreras (1935-1941). No campo de luta política, Capriles e López militaram no mesmo partido, apesar do segundo defender claramente o rompimento com a democracia como possibilidade de chegar à presidência, o primeiro somente chega a esta prática em 2017. Insatisfeito com sua reduzida participação após uma eleição interna, López abandona o partido em 2006, fundando o “Voluntad Popular” e o movimento “La Salida”, com objetivo de depor o chavismo do poder, mesmo este sendo eleito democraticamente. A tônica do seu discurso era o incentivo a mobilizações violentas contra o governo e marchas no sentido de chegar ao Palácio Miraflores,o que vai gerar um dos maiores registros de violência da história venezuelana. O “La Salida” produziu em fevereiro de 2014, 43 mortos , em torno de 800 feridos e 1853 detidos. Em setembro de 2015 veio a condenação de López a 13 anos e 5 meses de prisão, convertidos em domiciliar em julho de 2017. Do mesmo modo que López provoca uma nova condenação, Capriles aumenta sua ficha corrida, mas num polo distinto, o tributário. Através de sonegação fiscal na sua gestão no governo estadual nos anos de 2011, 2012 e primeiro trimestre de 2013 a “província” de Miranda recebeu recursos do governo inglês e polonês sem declarar para Receita Federal. Apesar de não gerar a perda do cargo, inabilitou(5) o governador (06/04/2017) para a gestão pública por 15 anos. Em meio às batalhas construídas pela oposição, desde 12 de abril de 2014 a família de Doris Elena Lobo(4/6) não tem mais sua presença, ela é uma das 43 mortes provocadas pela “La Salida” de Leopoldo López. É difícil apontar isenção diante de parte de uma comunidade internacional que atribui prisão política a um líder partidário que na cobiça de chegar ao poder, provocou mortes previsíveis. Mesmo que a oposição reivindique um papel democrático na história que não possui, a verdade que se apresenta é sua prática de repetir o modelo violento e terrorista. Seja 2002, 2014 ou 2017, a cartilha é a mesma, tanto para López como Capriles, servir ao norte mesmo que sacrificando vidas. O Cafezinho
A indústria da escravidão está à toda

O UOL publica a apuração do Repórter Brasil, de Leonardo Sakamoto, sobre a escravização de trabalhadoras domésticas – a maioria de origem filipina – em imóveis de luxo em São Paulo. Três delas, que trabalhavam 16 horas por dia e eram, eventualmente, alimentadas com restos destinados ao cachorro da família, foram parar no hospital. Trabalhando como babá e empregada doméstica em casa dentro de um condomínio de alta renda em São Paulo, filipina sentia fome e chegou a se alimentar da comida do cachorro, para quem ela cozinhava pedaços de carne. “Às vezes eu perguntava à minha patroa se podia pegar um ovo, e ela dizia que não”, afirma a imigrante, uma das três que estavam em situação análoga ao trabalho escravo em casas na região metropolitana de São Paulo, segundo auditores fiscais do Trabalho. O sujeito responsável por esta monstruosidade é Leonardo Oscelávio Ferrara, que tem duas empresas, a Global Talent (Work Global Brazil Documentação – que agencia estas mulheres no exterior e cuida da documentação de imigração e a “Domésticas Internacionais”, que as vende para peruas de alto luxo que, assim, resolvem o “problema” de empregadas que não querem dormir no trabalho e ainda “educam” os filhos em inglês. Mas tudo vai “melhorar”. Vem aí o fim dos direitos da CLT e vão poder fazer isso com “produto nacional”. Via Tijolaço
Porta voz de Deus pede Fora Temer!

– NO BRASIL DE TEMER, PAPA PEDE A JOVENS PARA COMBATER A CORRUPÇÃO – Na véspera da votação da Câmara contra Michel Temer, o primeiro ocupante da Presidência formalmente acusado de corrupção na história do Brasil, o Papa Francisco envia uma mensagem aos jovens brasileiros em que pede que eles não tenham medo de combater a corrupção – Em uma mensagem enviada aos jovens brasileiros que participam de um evento realizado pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil em comemoração aos 300 anos da aparição da Virgem Maria no Rio Paraíba do Sul, o Papa Francisco pediu que eles “não tenham medo de combater a corrupção”. Declaração acontece na véspera da votação pela Câmara do processo de corrupção contra Michel Temer. “Vocês são a esperança do Brasil e do mundo, não tenham medo de combater a corrupção”, disse o papa na mensagem. “Caros amigos, em meio às incertezas e inseguranças de cada dia, em meio à precariedade que as situações de injustiça criam ao redor de vocês, tenham uma certeza: Maria é um sinal de esperança que lhes animará com um grande impulso missionário”, completou. “Ela conhece os desafios em que vocês vivem. Com sua atenção e acompanhamento maternos, lhes fará perceber que não estão sozinhos”, ressaltou. “Não tenham medo de se arriscar e de trabalhar para construir uma nova sociedade, permeando com a força do Evangelho os ambientes sociais, políticos, econômicos e universitários. Não tenham medo de combater a corrupção e não se deixem seduzir por ela”, destacou o pontífice. “Sob o manto de Maria, vocês poderão redescobrir a criatividade e a força para serem protagonistas de uma cultura de aliança e, consequentemente, criar novos paradigmas que guiarão a vida do Brasil”, destacou.
Adolfo Perez criticou o golpe do Partido Judicial

– NOBEL DA PAZ CONDENA GOLPE JUDICIAL CONTRA A DEMOCRACIA BRASILEIRA – O ativista argentino Adolfo Perez Esquivel, Nobel da Paz em 1980, classificou a condenação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva como um golpe do “Partido Judicial”, representado pelo juiz Sergio Moro, contra a democracia brasileira. Ele afirma que o Brasil foi primeiro vítima de um golpe parlamentar, com o afastamento da presidente legítima Dilma Rousseff, e agora de um segundo golpe, com a tentativa de inviabilizar a participação de Lula no processo eleitoral brasileiro. Detalhe: Lula lidera todas as pesquisas eleitorais e é considerado o melhor presidente de todos os tempos pelos brasileiros. A condenação sem provas de Lula por Moro foi também amplamente criticada pela comunidade jurídica (leia mais aqui). Abaixo, reportagem da Reuters sobre o caso: BRASÍLIA (Reuters) – O juiz Sérgio Moro condenou nesta quarta-feira o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva a 9 anos e 6 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro no caso envolvendo um tríplex no Guarujá, mas não determinou a prisão imediata do ex-presidente. Na primeira sentença entre os três processos em que Lula é acusado no âmbito da operação Lava Jato, Moro também determinou a proibição de o ex-presidente exercer qualquer cargo público, com base na lei de lavagem de dinheiro. A interdição de Lula, no entanto, será suspensa a partir do momento que os advogados do ex-presidente recorrerem da decisão de Moro ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região, já que a apelação implica em efeito suspensivo. O ex-presidente também foi condenado a pagar 669.700 reais em multas pelos dois crimes. A sentença determina ainda que o tríplex atribuído a Lula seja confiscado e sequestrado pela Justiça por ser fruto de crime de corrupção. Esta é a primeira vez na história do Brasil que um ex-presidente é condenado pela Justiça. Moro também demonstra, em sua decisão, que considerou determinar a prisão preventiva do ex-presidente –a prisão pela sentença só poderá ser decretada depois de sua confirmação em 2ª instância–, mas avaliou mais prudente esperar sua confirmação pelo TRF-4, responsável pela revisão de suas decisões. “Como defesa na presente ação penal, tem ele (Lula), orientado por seus advogados, adotado táticas bastante questionáveis, como de intimidação do ora julgador, com a propositura de queixa-crime improcedente, e de intimidação de outros agentes da lei, procurador da República e delegado, com a propositura de ações de indenização por crimes contra a honra”, escreveu o juiz. “Aliando esse comportamento com os episódios de orientação a terceiros para destruição de provas, até caberia cogitar a decretação da prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva”, disse. Moro admite, no entanto, que determinar a prisão de um ex-presidente envolveria “certos traumas”. “A prudência recomenda que se aguarde o julgamento pela Corte de Apelação antes de se extrair as consequências próprias da condenação”, escreveu o juiz. O TRF-4, na maioria das vezes, tem confirmado as sentenças de Moro. Em outro ponto na mesma sentença, Moro o juiz o ex-presidente da acusação de corrupção e lavagem de dinheiro no caso do armazenamento do acervo presidencial por falta de provas. De acordo com o juiz, apesar de ter sido irregular o fato do armazenamento do acervo ter sido pago inicialmente pela empreiteira OAS, não havia indícios de corrupção no fato. Na ação sobre o tríplex, o presidente é acusado de receber 3,7 milhões de reais em vantagens indevidas da OAS dentro do esquema de corrupção da Petrobras. Os recursos viriam de uma “conta de propina” destinada ao PT e parte disso teria sido usado para a compra e reforma do apartamento tríplex no Guarujá atribuído ao ex-presidente. “O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi beneficiado materialmente por débitos da conta geral de propinas, com a atribuição a ele e a sua esposa, sem o pagamento do preço correspondente, de um apartamento tríplex, e com a realização de custosas reformas no apartamento, às expensas do Grupo OAS”, escreve o juiz. No caso, Lula é acusado de ser o dono do apartamento tríplex no condomínio Solaris, no Guarujá. O presidente e sua esposa, Marisa Letícia, teriam comprado uma cota na cooperativa Bancoop de um apartamento simples. Em troca de benefícios, acusa o Ministério Público, a empreiteira OAS, que assumiu a obra, teria trocado a cota por um tríplex, feito reformas e colocado mobília no imóvel. Em todo o processo, o ex-presidente sempre afirmou que nunca foi dono do apartamento, tendo desistido da cota da cooperativa e que o imóvel continua pertencendo à OAS. Moro reconhece que não se identifica um ato específico do presidente em troca do apartamento –apesar de relacionar a entrada da OAS nos contratos da Petrobras e a indicação dos diretores como ato do presidente– mas afirma que “a configuração do crime de corrupção não depende da prática do ato de ofício e que não há necessidade de uma determinação precisa dele”. “Não importa que o acerto de corrupção tenha se ultimado somente em 2014, quando Luiz Inácio Lula da Silva já não exercia o mandato presidencial, uma vez que as vantagens lhe foram pagas em decorrência de atos do período em que era presidente da República”, diz. As propinas, de acordo com a denúncia da força-tarefa da Lava Jato, foram contrapartida pelos contratos para construção das refinarias Repar, no Paraná, e Rnest, em Pernambuco Moro encerra sua sentença dizendo que não tem “satisfação pessoal” em condenar Lula, ao contrário. “É de todo lamentável que um ex-presidente da República seja condenado criminalmente, mas a causa disso são os crimes por ele praticados e a culpa não é da regular aplicação da lei. Prevalece, enfim, o ditado ‘não importa o quão alto você esteja, a lei ainda está acima de você’”, escreveu o juiz. MotivaçãO PolíTica A defesa de Lula nega todas as irregularidades e afirma ter apresentado documentos que comprovariam que ele não é dono do tríplex. Os advogados do ex-presidente alegam, ainda, que ele é alvo de perseguição política por parte de membros do Judiciário e do Ministério Público. Em
O BRASIL FOI DE EXEMPLO A VERGONHA GLOBAL

“Nós parecíamos um País na antessala do mundo desenvolvido – o desemprego apresentava a taxa parecida com a da Noruega, ou seja, praticamente o pleno emprego. O Brasil era uma força mundial, líder dos Brics e do continente. E de repente, a partir de um protesto contra 20 centavos na passagem de ônibus, o Brasil começa a descer a ladeira”, diz o jornalista Joaquim de Carvalho, no DCM Por Joaquim de Carvalho, no DCM A notícia de que o Brasil está em deflação, com os preços em queda por causa da baixa atividade econômica, fez despertar em muitos a pergunta: Como começou essa desgraceira toda? No dia 6 de junho de 2013, quando o Movimento Passe Livre (MPL) realizou uma manifestação surpresa contra o aumento de 20 centavos na tarifa de ônibus de São Paulo, o cenário era completamente diferente. O dólar, naquele dia, fechou a R$ 2,13 (hoje está em R$ 3,30), a taxa de desemprego estava em torno de 5% (hoje está em quase 14%) e a leitura das primeiras páginas dos jornais mostra que a maior preocupação do Brasil era com temas comportamentais. Sim, havia o mensalão a ocupar manchetes, uma pauta que se arrastava havia oito anos. Mas o que chama mais a atenção nas capas dos jornais da época é o pastor Silas Malafaia discursando para milhares de pessoas em frente ao Congresso Nacional. Ele pregava contra o abordo e o casamento gay e defendia a aprovação de uma lei que daria às vítimas de estupro que engravidassem apoio financeiro para criar o filho. O governo federal também discutia a regulamentação da lei que equiparou o emprego doméstico ao emprego em geral. Nós parecíamos um País na antessala do mundo desenvolvido – o desemprego apresentava a taxa parecida com a da Noruega, ou seja, praticamente o pleno emprego. O Brasil se preparava para sediar a Copa do Mundo no ano seguinte e as Olimpíadas no Rio, em 2016, as primeiras no continente sul-americano. O Brasil era uma força mundial, líder dos Brics e do continente. E de repente, a partir de um protesto contra 20 centavos na passagem de ônibus, o Brasil começa a descer a ladeira. Leia aqui a íntegra de sua reportagem e confira fotos recentes do G20, que mostram a decadência brasileira:
RUSSA CRITICA TRAPALHADA DE TEMER NO G20

A Sputnik Brasil entrevistou com exclusividade, o cientista Político e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, – Raul Magalhães. O especialista chamou de desastrada a declaração de Temer de que não há crise econômica no Brasil. “[A declaração] poderia ter funcionado se ele tivesse dito que estamos recuperando em alguns níveis, como a queda da inflação, uma recuperação da atividade industrial… Mas a reação de que não existe crise econômica no quadro recessivo que está instalado pareceu uma reação destemperada”, avalia o professor – Da Agência Sputinik O presidente Michel Temer desembarcou nesta sexta-feira (7) em Hamburgo, na Alemanha para participar da reunião hoje (7) e amanhã (8) da cúpula do G20, grupo que reúne as 20 maiores potências mundiais. Diante da crise política no Brasil, Temer chegou a anunciar que não viajaria mais para a Alemanha, mas, na última hora, mudou de ideia após ouvir seus ministros, especialmente o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, que destacou que a ausência de Temer na reunião poderia ser interpretado pelos investidores internacionais como um sinal de fraqueza do governo federal. Ao chegar no hotel nesta sexta-feira (7) onde está hospedado Temer conversou rapidamente com a imprensa e a ser questionado sobre a situação do Brasil no G20 diante da crise política e econômica no país, o presidente afirmou surpreendendo os jornalistas, que não há crise econômica no Brasil.“Não, pode levantar os dados e você verá que nós estamos crescendo empregos, estamos crescendo indústria, estamos crescendo agronegócio. Lá não existe crise econômica”, afirmou o Presidente. Dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), o Brasil tem ainda 13,8 milhões de desempregados e que no trimestre março, abril e maio o desemprego ficou em 13,3% conforme a pesquisa PNAD Contínua, mesmo com o Ministério do Trabalho tendo anunciado no mês passado que, em maio, a abertura de vagas formais de emprego superou as demissões em 34,2 mil postos, sendo o segundo mês seguido em que houve criação de postos de trabalho com carteira assinada no país. A Confederação Nacional da Indústria também afirma que a estimativa de crescimento industrial caiu de 1,3% para 0,5%. A Sputnik Brasil entrevistou com exclusividade, o cientista Político e professor do Departamento de Ciências Sociais da Universidade Federal de Juiz de Fora, Raul Magalhães. O especialista chamou de desastrada a declaração de Temer de que não há crise econômica no Brasil. “[A declaração] poderia ter funcionado se ele tivesse dito que estamos recuperando em alguns níveis, como a queda da inflação, uma recuperação da atividade industrial… Mas a reação de que não existe crise econômica no quadro recessivo que está instalado pareceu uma reação destemperada”, avalia o professor. Para Magalhães, a fala é uma estratégia do presidente em passar uma imagem mais enérgica diante dos problemas da gestão. Porém, o professor avalia que a fala produziu um debate ainda maior sobre a dissintonia do governo com o quadro que busca remediar. “O governo Temer colheu alguns resultados positivos na gestão da economia, mas daí a dizer que a superação do quadro está instalada não coincide com a opinião dos economistas. E para os 13 milhões de desempregados não adianta dizer que a coisa está melhorando, a percepção subjetiva não é de uma crise superada. A propaganda é inadequada e dificilmente convence investidores externos que são muito bem informados sobre o que acontece internamente no Brasil”, afirma o especialista. A Cúpula do G20, organizada neste ano na Alemanha, termina amanhã. Brasil 247