Papa Francisco vai reparar injustiça contra Boff

 – O Papa Francisco vai convocar Leonardo Boff ao Vaticano para promover o que ele considera uma “reparação” à perseguição sofrida pelo teólogo brasileiro; o teólogo foi interrogado pela igreja para dar esclarecimentos sobre a Teologia da Libertação, da qual ele é um dos ideólogos, e forçado a largar a batina em 1991 – Do blog Mondolivro – O Papa Francisco vai convocar Leonardo Boff ao Vaticano para promover o que ele considera uma “reparação” à perseguição sofrida pelo teólogo brasileiro. Perseguição esta que o fez sentar na cadeira na qual Giordano Bruno e tantos outros hereges, na época da Inquisição, estiveram para se submeterem a um interrogatório que terminava, quase sempre, na fogueira. Boff ali sentou-se para dar esclarecimentos sobre a Teologia da Libertação, da qual ele é um dos ideólogos. Nossa sorte é que o querido ex-Frei não foi queimado – mas forçado a largar a batina, em 1991. Ouçam Afonso Borges na Rádio BandNews Belo Horizonte, teclando AQUI.

TEMER DESTRÓI IMAGEM DO BRASIL NO MUNDO

 – O périplo internacional de Michel Temer se consolidou como devastador para o que ainda restava da imagem do Brasil para o mundo. Na Rússia, Temer foi rebaixado pelo presidente Vladimir Putin, que não foi recebê-lo no aeroporto, e foi ignorado pela mídia russa. Temer assinou com Putin cinco acordos bilaterais com pouco ou nenhum resultado prático para ajudar o País a sair da mais severa depressão econômica. Em um deles, ironicamente, Temer se comprometeu a aumentar esforços no combate à corrupção. Coincidentemente, durante a visita de Temer à Rússia, ele viu os Estados Unidos suspenderem a importação de carne in natura brasileira. Na Noruega foi pior: Michel Temer chamou o país de Suécia, viu o Brasil perder metade do fundo de combate ao desmatamento na Amazônia e ainda ouviu da primeira-ministra Erna Solberg a necessidade de limpeza de corruptos. Resultado não poderia ser pior. O mundo acompanha a tragédia brasileira perplexo. Enquanto o jornal francês Le Monde diz que o País se tornou um “estrela pálida na cena internacional” (leia aqui), a fundação alemã Konrad Adenauer aponta que, sob Temer, o Brasil perdeu “importância no cenário internacional” e “está desperdiçando seu potencial geopolítico”. Leia reportagem do Opera Mundi sobre a faundação alemã: Imagem do Brasil no exterior se deteriora rapidamente, diz fundação alemã ligada a partido de Merkel A Fundação Konrad Adenauer, ligada à União Democrata-Cristã (CDU), partido de Angela Merkel, chanceler alemã, divulgou um relatório em que afirma que o Brasil perdeu “importância no cenário internacional” e que o país “está desperdiçando seu potencial geopolítico”. O documento, publicado em alemão no dia 13 de junho e em português nesta sexta-feira (23/06), critica Michel Temer e diz que ele “perdeu credibilidade e continua conseguindo manter-se no poder por meio de manobras políticas questionáveis”. “Não obstante, a saída de Temer tampouco parece ser a solução do problema”, acrescenta o documento que diz que “não há saída à vista”. A Fundação ainda critica o poder Legislativo, que não votou e não debate as reformas estruturais do país porque a maior parte dele também está envolvido na Operação Lava Jato, e o Judiciário, por estar ficando cada vez “mais politizado”. O texto também classifica como uma “farsa” o julgamento da chapa vencedora das eleições de 2014, formada por Dilma Rousseff e Michel Temer, feito recentemente pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral). Os únicos elogios vão para a Lava Jato que, para a entidade, é um sinal na mudança da “cultura da impunidade” do Brasil. Com tantos problemas internos, o país está perdendo espaço no campo internacional, provocando um isolamento que pode ser difícil de reverter, diz a Fundação. “É sintomático que a chanceler alemã Angela Merkel (CDU) tenha deixado o Brasil de fora de sua viagem de quatro dias à América Latina, cuja pauta incluía temas relacionados ao G20, grupo do qual o Brasil faz parte; e as consultas de governo em alto nível, previstas para serem realizadas entre Brasil e Alemanha no início do verão europeu, tenham sido canceladas”, afirma a entidade. “O Brasil, que já era considerado um ‘global player’, está desperdiçando seu potencial geopolítico. Esse isolamento é um passo que o Brasil não deveria arriscar, pondo a perder conquistas políticas e econômicas – mas não há saída à vista”, finaliza o documento. Em seu site, a Fundação Konrad Adenauer se descreve como “uma fundação política alemã, independente e sem fins lucrativos”, presente no Brasil desde 1969, cujos “interesses específicos são a consolidação da Democracia, o fomento da unificação europeia, a intensificação das relações transatlânticas e a cooperação na política em prol do desenvolvimento”.

Le Monde mostra que o golpe destruiu o Brasil

 – O maior jornal da França, Le Monde, disse em reportagem publicada nesta quinta-feira 22 que o Brasil sob o comando de Michel Temer se tornou uma estrela pálida na cena internacional. O texto da correspondente no país, Claire Gatinois, diz que o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou. O peemedebista está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado”, diz a matéria, e tenta convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, porém, a tentativa é em vão. A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático, acrescenta o diário francês. Confira os principais trechos na versão traduzida da Rádio França Internacional (RFI): Brasil perde crédito na cena internacional, diz Le Monde O jornal francês desta quinta-feira (22) publica uma análise da crise econômica que o país atravessa e do escândalo de corrupção sem precedentes que influenciaram a imagem do Brasil no exterior. “A estrela pálida do Brasil na cena internacional” é o título da análise que o Le Monde traz nesta quinta-feira, assinada pela sua correspondente no país, Claire Gatinois. Segundo ela, o presidente brasileiro ignorou a ameaça da Justiça e foi para Rússia em viagem oficial, posando até mesmo ao lado do chefe de Estado russo Vladimir Putin em um espetáculo do balé Bolshoi, em Moscou. Para o Le Monde, a viagem, que termina na Noruega nesta sexta-feira, é uma “demonstração do ativismo internacional de um presidente que está “determinado a mostrar que seu país não está paralisado.” Apesar da Operação Lava-Jato, que revelou um esquema de corrupção com tentáculos mais longos do que o esperado, Temer busca convencer os outros países que o Brasil não se transformou em uma República das Bananas. Segundo o Le Monde, a tentativa é em vão. Crise moral e ostracismo A crise moral no país se aprofunda e o mergulha em um ostracismo diplomático. Impossível, lembra o diário, não notar que nenhum chefe de Estado vem visitar o país, contrariamente à época de Lula, admirado por pesos pesados da política internacional como o ex-presidente dos EUA Barack Obama, por exemplo. Período em que o Brasil também foi escolhido para sediar a Copa do Mundo (2014) e os Jogos Olímpicos (2016). A destituição de Dilma e os escândalos de corrupção também fragilizaram a imagem do Brasil dentro da América Latina, lembram especialistas citados pelo Le Monde, onde o país também não exerce mais uma liderança. A perda de influência na cena internacional, lembra o Le Monde, começou entretanto com Dilma – economista tecnocrata que nunca foi uma “expert” em política externa, observa o jornal. Foi início de uma derrocada que se concretizou depois do impeachment. Paulo Sergio Pinheiro, ex-secretário dos Direitos Humanos, relator da ONU, diz querer acreditar em um “parênteses maldito”. Para o jornal francês, o tamanho do Brasil e seus recursos naturais podem ajudar o país virar novamente o jogo e voltar a ser um ator nas questões internacionais. “Mas é necessária uma limpeza de sua paisagem política”, conclui o artigo.

Líderes mundiais evitam pisar no Brasil do golpe

 – Solo, a Temer no lo visita nadie. Escándalos afectaron la imagen del gobierno de Michel Temer –  Reportagem da agência ANSA aponta que líderes mundiais, inclusive o papa Francisco, estariam evitando vir ao Brasil e dando preferência a outros países da América Latina, como Argentina, México ou Chile. Segundo o texto, esse cenário é fruto da instabilidade política no país e também da baixa popularidade de Michel Temer. A reportagem cita exemplos de líderes como a chanceler alemã Angela Merkel, o primeiro-ministro português Antonio Costa, o presidente italiano, Sergio Matarella, e o ex-presidente francês François Hollande, que estiveram no continente ou mesmo no Brasil, mas não se encontraram com Temer. A matéria destaca ainda que Temer não foi recebido pelo então presidente norte-americano, Barack Obama, em sua primeira viagem internacional, à China, e que em um ano à frente do Palácio do Planalto, foi anfitrião de apenas um chefe de Estado em Brasília, o presidente argentino, Mauricio Macri. Confira abaixo a íntegra da reportagem da Ansa, em espanhol: Solo, a Temer no lo visita nadieEscándalos afectaron la imagen del gobierno de Michel Temer (ANSA) – BRASILIA, 13 JUN – Con la imagen internacional desgastada, Michel Temer ha tenido una módica agenda de encuentros: líderes mundiales que viajan a Latinoamérica evitan hacer escala en Brasilia y prefieren ir a Argentina, México o Chile. Hasta el papa Francisco suspendió una visita y optó por viajar a Bogotá.Temer se reunía este martes con el canciller, Aloisyo Nunes Ferreira, para analizar la agenda internacional de un gobierno que parece haber perdido peso global.Y esto no es consecuencia de la displicencia diplomática de Temer: por el contrario el mandatario demostró desde su primer día en el gobierno que una de sus prioridades era “demostrar al mundo que Brasil cambió”.La frase citada arriba fue dicha por Temer desde el 31 de agosto, cuando asumió definitivamente el cargo que desempeñaba desde mayo, y a poco de jurar embarcó hacia China donde se desarrollaba la cumbre del G20.Diarios locales escribieron que Temer partió a China con el propósito de reunirse o estrechar la mano del entonces presidente norteamericano Barack Obama. Pero esa expectativa no se cumplió en su primer viaje a China, donde Obama no lo recibió aunque sí tuvo tiempo para conversar o saludar a otros líderes de países emergentes.Hasta este martes cuando se cumple un año, un mes y un día de su llegada al gobierno, primero en forma provisoria luego como mandatario efectivo, Temer fue anfitrión de una sola visita de Estado en Brasilia, la realizada el 7 de febrero por su colega argentino, Mauricio Macri.Este fin de semana estuvo en Río de Janeiro y San Pablo el premier portugués, Antonio Costa, pero debido a razones de agenda del presidente Temer, que permaneció en Brasilia por la crisis, no se produjo el encuentro que había sido anunciado.El gobernante portugués almorzó este martes en Buenos Aires con el presidente Macri.Ciertamente varios dignatarios han escogido Buenos Aires y no Brasilia para sus recientes giras latinoamericanas Así ocurrió la semana pasada cuando la canciller alemana Angela Merkel realizó una gira por la región durante la cual visitó Argentina y de allí voló a México, sin hacer escala en Brasilia, que en esos días estuvo sacudida por el juicio contra Temer por corrupción electoral.Un mes antes de Merkel, llegó a Buenos Aires el presidente italiano, Sergio Matarella, que fue agasajado por Macri, tras lo cual embarcó hacia Uruguay, donde se reunió con el mandatario Tabaré Vázquez.Mattarella no visitó a Temer como tampoco lo hizo el papa Francisco, quien había prometido viajar a San Pablo este año para participar en las celebraciones de la patrona nacional, la Virgen de Aparecida.Francisco alegó cuestiones de agenda pero obispos brasileños dejaron trascender que el Sumo Pontífice prefirió suspender el viaje como forma de externar algunas discrepancias con Brasilia.En paralelo el jefe del Estado Vaticano confirmó su viaje a Colombia donde expresará su respaldo al proceso de paz encabezado por el presidente Juan Manuel Santos. El viernes último Temer y la exmandataria Dilma Rousseff fueron absueltos en ese juzgamiento por financiamiento ilegal de la campaña electoral de 2014.La conclusión de ese proceso no puso fin a la agenda judicial del mandatario, que posiblemente sea investigado por corrupción por la Procuraduría en el caso del frigorífico JBS.En enero de este año el entonces presidente francés Francois Hollande realizó su última gira por América Latina durante la cual fue recibido por sus colegas Michel Bachellet en Chile y por Juan Manuel Santos en Colombia.Que Hollande no haya recalado en Brasil fue un dato por lo menos llamativo pues ambos países intensificaron sus relaciones diplomáticas y de Estado en la última década, cuando fue firmado un acuerdo estratégico de Defensa.Parte de los analistas y medios brasileños coinciden en que los escándalos políticos y denuncias de corrupción que precedieron a la salida de Dilma Rousseff y se prolongaron con la llegada de Temer conspiraron con el prestigio de Brasil.En marzo de 2016, cuando Rousseff aún era presidenta en medio de una crisis que presagiaba su caída, Barack Obama viajó a Buenos Aires sin aterrizar en Brasilia.El corresponsal del diario Estado en Argentina escribió sobre el creciente liderazgo de Mauricio Macri a nivel regional y mencionó que el propio Obama destacó ese atributo del gobernante rioplatense.Luego, con la salida de Rousseff y la sucesión de Temer, se instaló un clima de expectativa que fue efímero: el nuevo gobernante se vio prontamente envuelto en escándalos que causaron la renuncia de ministros. “La crisis interna que vive el gobierno de Temer hizo que Brasil no tenga una posición de firme liderazgo regional”, comentó Fernando Ayerbe, profesor de Relaciones Internacionales de la Universidad Estadual de San Pablo. Algunos comentaristas compararon dos portadas del influyente semanario británico The Economist, que en 2010 ilustró la tapa con un Cristo Redentor convertido en cohete que era lanzado hacia el espacio desde el cerro Corcovado, en señal del éxito de la economía que crecía más del 7%.Este año la misma publicación mostró a Temer colgado

Reportagem do ‘NYT’ cita retaliação de Temer

 – Exclusive: Brazil Orders Caixa to Halt Loans to J&F-Sources –  Nesta quarta-feira (7) o jornal mais importante dos EUA, o The New York Times, traz a notícia exclusiva que segundo fontes, a Caixa Econômica Federal deve deixar de financiar a família de bilionários que acusou o presidente Michel Temer de trabalhar para obstruir a Lava Jato. De acordo com duas pessoas, a administração Temer ordenou à gerência da Caixa que não refinanciasse linhas de crédito existentes para a J & F Investimentos SA, holding controlada pela família Batista, relata o diário. NYT lembra que os membros da família Batista ofereceram no último mês provas aos promotores de que Temer supostamente trabalhou para obstruir uma grande investigação de corrupção. Uma das fontes não identificadas, que é um alto funcionário do governo de Temer, disse que, sob condição de anonimato, ter pedido que a Caixa deixasse de fazer negócios com a J & F em retaliação por acusações contra Temer de Joesley Batista, um membro da família e, em seguida, do presidente da J & F. A Caixa cancelou o capital extra para reclassificar alguns dos empréstimos para a J & F, depois de considerá-los mais arriscados do que antes, disse a mesma pessoa. O provisionamento adicional ocorreu depois que a Caixa afirmou o controle de garantias não especificadas apresentadas pela J & F para um empréstimo de financiamento de fusão que já dura dois anos, acrescentou a pessoa. A situação ressalta a maneira discricionária em que os credores estaduais são administrados no Brasil, e como os mutuários estão expostos a retaliação se incomodam de algma forma o governo, aponta o Times. A Caixa foi utilizada como uma ferramenta política pela antecessora de Temer, Dilma Rousseff, provocando grandes prejuízos devido a empréstimos imprudentes e decisões de tomada de risco, acrescenta. A Caixa disse que fez provisões adicionais relacionadas à J & F, mas não explicou os motivos do movimento. A J & F não quis comentar. O escritório de Temer disse em uma declaração por e-mail à Reuters que “os bancos estaduais tomam ações baseadas exclusivamente em critérios técnicos”, observando que “decisões baseadas em outros critérios não contam com a autorização do escritório do presidente”. No cerne da decisão de restringir os negócios da Caixa com a J & F, está um empréstimo de 2,7 bilhões de reais que a família Batista pediu no final de 2015 para comprar uma participação do controle da empresa de marcas de moda Alpargatas SA, disseram as pessoas. Perder a Caixa como um credor chave significa que os Batistas terão que recorrer a outros credores ou vender ativos para levantar dinheiro para um grande calendário de reembolso no próximo ano. Uma das pessoas disse que as empresas controladas pela J & F, excluindo a JBS, possuem cerca de 14 bilhões de reais em vencimentos nos próximos 12 meses. Os analistas, incluindo a Natalia Corfield, da JPMorgan Securities, disseram que a recente turbulência política e econômica no Brasil corre o risco de diminuir os esforços da Caixa para reduzir os padrões e provisões. O movimento surpreendente da Caixa também provocou sinais de alerta entre outros bancos que também são credores da J & F, disse uma das pessoas. Ao conquistar o controle de mais garantias, a Caixa antecipou outros credores e tem menor chance de assumir perdas de crédito se o J & F for padronizado, a mesma pessoa acrescentou. Em um comunicado, a J & F disse que “mantém relacionamentos de longo prazo com as instituições financeiras”, evitando comentar ainda mais. J & F, que representa as iniciais dos pais José e Flora da Joesley, concordou em pagar uma multa real de 10,3 bilhões de reais para se envolver em crimes de suborno, enxertos e outros crimes. O acordo de súplica de Joesley Batista enviou ondas de choque nos estabelecimentos políticos e empresariais do Brasil e corre o risco de acelerar a expulsão de Temer do cargo, disseram analistas. A maior parte da multa que a J & F pagará, ou o equivalente a 8 bilhões de reais, será dividida entre o BNDES, um fundo de indenização estatal conhecido como FGTS, bem como dois fundos de pensão para funcionários de Empresas controladas pelo estado. A Reuters informou no dia 22 de maio que o BNDES decidiu não estender novos empréstimos à JBS ou à J & F Investimentos até que assinassem um acordo de clemência com procuradores federais. Os fundos de pensão e os bancos estaduais investiram ou concediam empréstimos às empresas da J & F em contrapartida de subornos pagos pelos irmãos Batista, de acordo com o testemunho do argumento.

Temer é o presidente mais impopular do mundo

 – TIME ELEGE TEMER UM DOS 5 LÍDERES MAIS IMPOPULARES DO MUNDO –  – A versão online da revista norte-americana Time traz Michel Temer como um dos cinco presidentes mais impopulares do mundo. A Time ironizou a situação ao afirmar que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, está “bem na fita” ao figurar ao lado de líderes mundiais impopulares como Temer, o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, do primeiro-ministro da Grécio, Alexis Tsipras, e do primeiro-ministro da Malásia, Najib Razak. Apesar dos escândalos de seu governo, Trump mantém uma popularidade de 40% junto ao eleitorado dos EUA. “Seguir uma presidente que sofreu impeachment deveria ser fácil; o nível de exigência estava baixo. Mas o presidente brasileiro, cuja aprovação está em um dígito, descobriu que suceder Dilma Rousseff não foi um passeio no parque”, ironiza a Time ao falar da impopularidade de Temer, que é rejeitado por 95% dos brasileiros. “O político veterano agora se agarra ao cargo depois que gravações mostraram ele aparentemente negociando pagamento de suborno para silenciar um colega político corrupto. Ele pode em breve ser o segundo presidente brasileiro consecutivo que sofre um impeachment, graças a ligações com o escândalo da Lava Jato”, destaca a matéria.

El Pais condena golpe contra Dilma e pede Diretas-já

 O golpe baixo que representou a expulsão de Rousseff da chefia de Estado, utilizando para isso como caprichosa arma política o que deveria ser um instrumento estritamente penal, só fez aumentar a sensação geral, dentro e fora do Brasil, de que a corrupção campeia com total liberdade em uma das maiores democracias e economias do planeta, diz editorial do jornal El Pais, um dos mais influentes do mundo –  Editorial El País A gravíssima crise em que o Brasil se encontra novamente — depois que o presidente Michel Temer está sendo investigado por ter supostamente autorizado subornos ao ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha, que está preso, para que ele não revelasse o que sabe — mostra que aqueles que promoveram a destituição da presidenta anterior, Dilma Rousseff, argumentando que isso era necessário para salvar as instituições não poderiam estar mais equivocados ou não podiam ter agido com maior má-fé. O golpe baixo que representou a expulsão de Rousseff da chefia de Estado, utilizando para isso como caprichosa arma política o que deveria ser um instrumento estritamente penal, só fez aumentar a sensação geral, dentro e fora do Brasil, de que a corrupção campeia com total liberdade em uma das maiores democracias e economias do planeta. Deve-se destacar a admirável independência que a Justiça brasileira demonstrou de forma incessante de alguns anos para cá, certamente sem paralelo em muitos lugares do mundo, incluindo algumas democracias estabelecidas. Os juízes e procuradores brasileiros estão resistindo a todo tipo de pressão em um processo que representa uma autêntica catarse e está provocando a agonia de uma classe política e empresarial que não soube estar à altura de uma sociedade comprometida com o desenvolvimento do Brasil.

Temer não é audacioso, e sim oportunista

 LE MONDE: BRASIL COMPLETA UM ‘ANO HORRÍVEL’ DE TEMER NO PODER  O jornal Le Monde desta terça-feira, 16, traz uma reportagem de página inteira sobre a situação política do Brasil; em texto de uma página, o jornal diz que Temer “tem dificuldade para impor sua legitimidade”; “Desconfortável, ele foge desse ‘povo’ que gostava tanto de Lula. Impopular, ele evita as cerimônias públicas, com medo de ser vaiado”; jornal francês diz que um ano após a saída de Dilma do poder, a recessão e o desemprego continuam destruindo o país, enquanto os escândalos de corrupção, que não poupam nenhum partido, provocam um vazio político; “Um espaço deserto que apenas Lula consegue ocupar”, apesar das acusações de corrupção que também o atingem, analisa o texto Rádio França Internacional – O jornal Le Monde que chegou às bancas na tarde desta terça-feira (16) traz uma reportagem de página inteira sobre a situação política do Brasil. Com a chamada de capa “O ano horrível de Temer”, a correspondente do vespertino em São Paulo faz um balanço do mandato desse “chefe de Estado acidental” que, segundo o texto, mergulha o país em uma profunda desordem. Um ano após ter substituído a presidente de esquerda Dilma Rousseff, Michel Temer, que é “motivo de chacota por seu excesso de solenidade, tem dificuldade para impor sua legitimidade”, explica o jornal. “Desconfortável, ele foge desse ‘povo’ que gostava tanto de Lula. Impopular, ele evita as cerimônias públicas, com medo de ser vaiado”, continua o vespertino. Para explicar esse contexto, a correspondente traça um perfil do atual presidente, lembrando que ele “representa melhor que ninguém a elite paulista”. O texto qualifica Temer, ex-presidente da Câmara dos deputados e professor de direito constituicional de refinado, erudito, fã de poesia, e que usa sempre um vocabulário preciso. “Um aristocrata, que representa o oposto de Lula, o ‘pai dos pobres’, querido dos mais humildes e que adora pontuar seus discursos com metáforas futebolísticas”, compara. Do lado político, Le Monde explica que o atual chefe de Estado é um especialista das negociações entre partidos, das alianças e das intrigas. Segundo o vespertino, Temer não é audacioso, e sim oportunista. Ao sentir que a rua começava a protestar contra Dilma, ele se afastou da presidente, se isentando de qualquer responsabilidade nos erros da então chefe de Estado, explica o texto. “Traidor para alguns, salvador da Pátria para outros, Temer prometeu, em seu primeiro discurso, reconciliar um Brasil castigado pelo impeachment. Mas seus primeiros passos foram apocalípticos”, lembra a correspondente, frisando que o governo do novo presidente era composto apenas por homens, brancos e idosos, projetando uma imagem ultrapassada. Sem esquecer a polêmica tentativa de acabar com o ministério da Cultura e suas declarações desastrosas sobre as mulheres, que irritaram os feministas, enumera o texto. Mês após mês, a magra popularidade do presidente desmorona ao ponto de se aproximar de sua antecessora, constata a correspondente, lembrando que os muros das grandes cidades estão repletos de pichações “Fora Temer”. Mesmo assim, o chefe de Estado não parece se incomodar, comenta a reportagem. Ele se sentiria apoiado pelo mundo dos negócios de direita para implementar seu impopular programa de reformas estruturais, como a da aposentadoria ou ainda o congelamento dos gastos públicos do país, continua o texto. A reportagem lembra que Temer não pretende se candidatar em 2018 e explica que um ano após a saída de Dilma do poder, a recessão e o desemprego continuam destruíndo o país, enquanto os escândalos de corrupção, que não poupam nenhum partido, provocam um vazio político. “Um espaço deserto que apenas Lula consegue ocupar”, apesar das acusações de corrupção que também o atingem, analisa o texto. Leia na íntegra reportagem do Le Monde.

Filósofa a Moro: é a ditadura do Judiciário

 Juiz que é Juiz não pode ser aplaudido – Em evento na London School of Economics, no Reino Unido, Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política e ativista questionou o magistrado sobre seus posicionamentos à frente da Operação Lava-Jato Djamila Ribeiro, mestre em filosofia política e ativista (Créditos: Ricardo Matsukawa/El País) Da Revista Fórum: Djamila Ribeiro enfrenta Moro em debate em Londres: “Juiz não deveria ter partido” A filósofa Djamila Ribeiro questionou o juiz Sergio Moro sobre seus posicionamentos à frente da Operação Lava-Jato. O magistrado participou ontem (13) de um debate na London School of Economics, no Reino Unido, com a presença do ex-advogado-geral da União José Eduardo Cardozo. Na ocasião, Cardozo afirmou que o impeachment de Dilma Rousseff se tratou de um golpe baseado em “acusações pífias” e foi recebido com palmas. Quando a discussão passou às perguntas da plateia, Djamila, que falará no evento no domingo sobre questões de gênero, criticou o “discurso do populismo penal”. A ex-secretária-adjunta de Direitos Humanos da cidade de São Paulo lembrou que a decisão de interromper as atividades do Instituto Lula foi feita com uma “canetada”. “Juiz não deveria ter lado, juiz não deveria ter partido”, enfatizou ao comentar a torcida em torno da figura de Moro no debate.

MACRON É ELEITO PRESIDENTE DA FRANÇA

 – Pesquisas de boca de urna apontam que o candidato centrista Emmanuel Macron, de 39 anos, foi o vencedor das eleições presidenciais francesas contra a candidata de ultradireita Marine Le Pen.  Segundo as pesquisas, Macron registrou entre 65,5% e 66,1% dos votos válidos, enquanto Le Pen obteve entre 33,9% a 34,5%. Caso o resultado seja confirmado, Macron será o presidente mais jovem da história francesa. Reuters – Emmanuel Macron foi eleito presidente da França neste domingo, derrotando Marine Le Pen, uma nacionalista de extrema-direita que ameaçou retirar o país da União Europeia, mostram as primeiras projeções sobre o resultado do pleito. A vitória do candidato centrista deve ser significativa, aliviando preocupações de aliados europeus que temiam outra agitação populista na sequência da decisão em referendo do Reino Unido por deixar a União Europeia e da eleição de Donald Trump como presidente dos Estados Unidos. O ex-banqueiro de investimentos de 39 anos, que foi ministro da Economia por dois anos, mas nunca havia ocupado um cargo eletivo, irá agora se tornar o mais jovem líder francês desde Napoleão, sob uma promessa de superar ultrapassadas divisões entre esquerda e direita. Três projeções, divulgadas minutos após o fechamento das urnas, às 8 horas da noite no horário local, mostraram Macron vencendo Le Pen com cerca de 65 por cento contra 35 por cento, uma margem maior que os 20 por cento estimados em pesquisas anteriores. Ainda assim, o desempenho de Le Pen é um recorde para seu partido, a Frente Nacional, cujas políticas anti-imigrantes o faziam até recentemente um pária no cenário francês, o que ressalta a escalada das divisões que Macron agora tentará superar. As políticas anti-imigração, a favor de elevados gastos e o nacionalismo de Le Pen preocuparam os mercados financeiros, mas tiveram forte apelo junto a muitos dos mais pobres em meio a um cenário de desemprego elevado, tensões sociais e preocupações com segurança. A fatia dos votos obtida por Le Pen foi quase o dobro da obtida por seu pai Jean-Marie, último candidato da Frente Nacional a disputar o segundo turno das eleições presidenciais, contra Jacques Chirac, em 2002