Montes Claros convoca artistas selecionados em edital para formalização das assinaturas

Lei Aldir Blanc – A Prefeitura de Montes Claros, através da Secretaria Municipal de Cultura convoca os artistas premiados no Edital 016/2020 – Projetos Culturais, a comparecerem nesta segunda-feira (28), das 8h30 às 17h, na Diretoria de Licitação, que fica no 2º andar do Prédio da Prefeitura (Av. Cula Mangabeira, 211), com o objetivo de recolher as assinaturas dos premiados para declaração de aceite dos termos do Edital e formalização dos recibos financeiros, com a indicação de suas contas bancárias, onde serão depositados os recursos. A Lei Aldir Blanc (Lei Federal nº 14.017/2020) é uma vitória para o setor cultural, que foi um dos mais impactados pela pandemia da Covid-19. A iniciativa homenageia o escritor e compositor carioca Aldir Blanc, falecido em maio, vítima da doença

O crak assassinou o nosso craque da viola, Rodrigo Azevedo

 Vítima da droga, o violeiro Rodrigo Azevedo foi brutalmente assassinado na última sexta-feira (18), no Mercado Sul, no Bairro Morrinhos, em Montes Claros. O motivo? Uma pedra de crack, que é vendida a R$ 5 nos quatro cantos da cidade. O nosso craque da viola, Rodrigo Azevedo, sem dúvida fazia parte da prateleira de cima dos melhores violeiros do Brasil, juntamente com Almir Sater, Ivan Vilela, Roberto Corrêa, Chico Lobo & Cia. Era comparado, com as devidas proporções, com o também norte-mineiro Tião Carreiro, que fazia a viola conversar. Quem já participou da Folia de Alto Belo, de Téo Azevedo, sabe disso. Com todo respeito aos demais violeiros, Rodrigo era o melhor deles, e, sem sombras de dúvidas, a atração maior daquela festa. Sobrinho de Téo Azevedo, Rodrigo se entregou às drogas, principalmente o crak, mas não esqueceu de dedilhar a viola. Aliás, tinha um talento especial para praticamente qualquer instrumento em que colocava as mãos: violão, pandeiro, rabeca, baixo, guitarra e até bateria. No Mercado Sul, por exemplo, onde foi assassinado, Rodrigo gostava de dar suas canjas e sempre ganhava sua pinga, cigarro e até um trocado para comprar a pedra de crak, que acabou sendo sua ruína. As pessoas que consomem o crack têm morrido mais das mortes violentas do que de qualquer doença grave. A proporção é muito maior do que na população geral. A vida fica mais curta porque, com a droga, o usuário tem que se relacionar com um mercado ilegal. O efeito devastador do crack na saúde do viciado, que vai definhando com a droga, não é a principal causa de morte desses usuários. Uma pesquisa da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) sobre a causa de morte de quem consome a droga — a única feita até hoje no país sobre o tema — revela que 56,5% dos viciados são assassinados. A Aids, responsável por 26% dessas mortes, vem em segundo lugar. A overdose da chamada “droga da morte” mata menos de 9% dos usuários, de acordo com o levantamento. O crack é produzido a partir da mistura da pasta-base da cocaína, ainda não purificada, com bicarbonato de sódio e água. Esse tipo de processamento da droga ajuda a baratear o seu custo, mas também a torna ainda mais perigosa do que outras substâncias — como a própria cocaína refinada, por exemplo.

Justiça determina aumento no valor do transporte público em Montes Claros

 O Tribunal de Justiça de Minas Gerais reformou sentença anteriormente proferida, dando direito ao aumento de 0,35 centavos no preço do transporte público em Montes Claros, que passa a ser R$ 3,20. É importante ressaltar que esse aumento foi determinado em segunda instância (TJMG), já que as empresas de transporte público tiveram seus pedidos negados em Montes Claros (1ª instância). A prefeitura comunicou que tentará reverter a decisão assim que possível, em virtude das férias forenses que se iniciaram no último dia 20. O novo preço começou a vigorar desde domingo, 20, em Montes Claros, mas a maioria dos passageiros somente percebeu o novo aumento na hora de pagar a tarifa, nessa segunda-feira, 21. O reajuste foi autorizado pela administração municipal, em cumprimento a determinação do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), que acatou ação do Consórcio Mocbus, considerando que a passagem não havia sido reajustada por um longo prazo. E a medida era fundamental para o equilíbrio financeiro das empresas, em função dos reajustes de insumos. Essa variação depende da inflação, do contrato com as empresas concessionárias e do valor dos subsídios, entre outros fatores. O cálculo da passagem leva em consideração despesas com pessoal, manutenção, fiscalização, “custos variáveis” (combustível, peças, acessórios) e o lucro das empresas que operam o sistema, além da pandemia, que afetou diretamente as empresas Alprino e Solaris, que operam com o serviço em Montes Claros. Desde o início da pandemia, as concessionárias estimam prejuízo em torno de R$ 6 milhões com a redução do número de passageiros transportados. Segundo a Prefeitura, não há subsídios para as empresas e as gratuidades (estudantes, idosos, gestantes, etc.) são bancadas pelos usuários que pagam tarifa. Há uma obrigação para que a passagem seja reajustada anualmente, conforme “a fórmula paramétrica estabelecida em contrato”. Também oferecido pela iniciativa privada, o sistema de transporte de ônibus calcula o preço da passagem por meio de um sistema chamado “Revisão Tarifária”. A fórmula leva em conta o INPC (Índice Nacional de Pre- ços ao Consumidor) e o IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) e o preço do diesel. Em Montes Claros, o cálculo da tarifa de ônibus segue a metodologia nacional considerando os custos fixos (mão de obra, despesas administrativas, quilometragem) e custos variados (combustíveis, pneus e rodagem). A prefeitura utiliza dados do ano anterior para calcular “os custos e receitas do sistema de transporte coletivo, atualizados os preços dos insumos (salários e benefícios, combustível, pneus, recapagens)”.

Dom João Justino Medeiros Silva aponta vacina como presente de Natal neste ano

O arcebispo metropolitano de Montes Claros, Dom João Justino Medeiros Silva, entende que neste ano, o presente de Natal esperado por milhões em todo o mundo, é a vacina contra a Covid-19, para imunizar as populações. A sua mensagem “Noite Feliz” enfatiza que “cientistas e pesquisadores, laboratórios e governos sérios correm contra o tempo para fazer chegar em cada canto a chance das pessoas não sucumbirem à ameaça de um vírus que fez de 2020 um ano atípico, com um espectro de perdas irreparáveis, difícil para todos, especialmente para os mais pobres e para as pessoas que integram grupos de risco”. No artigo, o arcebispo ressalta que “quem conhece os evangelhos sabe que eles narram a história de um jovem casal, que teve de sair de Nazaré da Galileia com destino a Belém da Judeia, para o recenseamento decretado por César Augusto. Para eles, aqueles dias não foram nada fáceis. Uma mulher grávida sentia os incômodos de uma longa viagem sobre um jumento. Um jovem carpinteiro tinha os pés cansados de um longo e rude caminho. Esse casal, ao chegar em Belém, teve a sorte dos migrantes que não encontram casas ou hospedarias. Foi lhes dada a oportunidade de se protegerem do frio daquela noite de inverno em um lugar onde animais se refugiavam. E a criança remexeu no ventre da jovem mãe e quis nascer naquela noite”. “Não havia parteiras como outrora no Egito ou como foi costume entre tantos povos. Aquele casal – Maria e José – se desdobrou de cuidados para logo acalentar nos braços o esperado bebê. Seu nome: Jesus. Aquela noite da natividade do Menino Deus tornou-se para os cristãos a referência para se celebrar, a cada ano, o Natal do Senhor. Essa data se aproxima novamente. Desta vez terá a marca da pandemia do novo coronavírus, que no Brasil, desde o mês de março, já ceifou a vida de mais de 180 mil brasileiros. Em diversos locais as igrejas não poderão acolher todos os fiéis para cantar solenemente o “Gloria in excelsis Deo”. “Dezenas de milhares de famílias sentirão a ausência de alguns de seus membros para desejar feliz Natal. Paira sobre inúmeras casas a tristeza de ter vazio um ou mais lugares à mesa natalina. O distanciamento, ainda tão necessário, parece anunciar uma noite menos feliz, privada de presenças, de abraços, de beijos, de proximidade. O presente, dessa vez, esperado por milhões em todo o mundo, é a vacina, a fim de imunizar as populações. Cientistas e pesquisadores, laboratórios e governos sérios correm contra o tempo para fazer chegar em cada canto a chance das pessoas não sucumbirem à ameaça de um vírus que fez de 2020 um ano atípico, com um espectro de perdas irreparáveis, difícil para todos, especialmente para os mais pobres e para as pessoas que integram grupos de risco”. “O mundo inteiro vive da esperança de superar a pandemia. Aqui e acolá se fala, se discute, se debate, se escreve sobre os aprendizados desse tempo. Quem atravessa essa situação alguma lição há de ter aprendido. Talvez uma delas seja a importância de uma vida simples e despojada, qual oportunidade de buscar o essencial nas relações interpessoais, no trabalho, na construção do futuro. E quem ainda não se deu conta de que a pandemia traz consigo lições, pode encontrar na celebração do Natal uma luz para ver de modo diferente a própria vida. Basta recordar-se daquela noite em Belém, quando distante das benesses do poder e da riqueza, nascia Jesus, mais tarde o Galileu, cuja vida e ensino nunca foram esquecidos”. “Sua mensagem mudou o rumo de vida de muita gente, que apostou e aposta nos valores que ele viveu e ensinou. Quando neste Natal você fizer algum gesto em tom de comemoração, pergunte-se por essa ‘Noite feliz’ que rompeu a escuridão do mundo para apresentar aquele que a todos ilumina com sua paz, seu amor, sua amizade, sua vida ofertada. É dessa noite que brota um estilo de vida feliz, muito diferente das promessas do exagerado consumo e do prazer sem limites”. Via Jornal Gazeta

Montes Claros fecha o cerco contra aglomerações e proíbe Réveillon e Carnaval de rua

 – Com mais 13 mil casos da Covid-19 e 213 óbitos, a Prefeitura de Montes Claros publicou um novo decreto com medidas para prevenção da Covid-19 e cancelou a realização de alguns eventos na cidade. Segundo o município, não haverá o tradicional Réveillon na Lagoa do Interlagos e fica proibido os festejos de Natal e Ano Novo em clubes. As festas particulares podem acontecer respeitando o limite de 30 pessoas, incluindo os residentes. O decreto também já prevê o cancelamento do carnaval de rua e desfiles de blocos, previsto para o mês de fevereiro. Confira o decreto na íntegra. Bares Os bares, restaurantes, lojas de conveniência e similares continuam funcionando até às 23h e devem seguir as seguintes regras. O atendimento, para quem permaneça no recinto, somente poderá ser feito a pessoas sentadas A distância entre as mesas reservadas aos clientes não poderá ser inferior a dois metros, proibida a junção de mesas Cada mesa, reservada aos clientes, não poderá contar com mais de quatro cadeiras Fica vedado apresentação de shows artísticos e musicais por 30 dias a partir da próxima segunda-feira (21) Funcionamento de casas de festas e eventos De acordo com o decreto, os estabelecimentos podem funcionar desde que respeitem o limite de público de até 30% da capacidade do local, segundo alvará de funcionamento ou projeto aprovado do Corpo de Bombeiros. Eles também devem respeitar as seguintes regras: Capacidade máxima de público permitida será de uma pessoa a cada quatro metros quadrados nos espaços fechados. Nos locais abertos, uma pessoa a cada dois metros quadrados Horário de funcionamento é o mesmo para lojas de conveniência, bares e restaurantes até às 23h Podem ser realizados congratulações, almoços, jantares, pequenas comemorações e comemorações religiosas, sendo vedada a realização de bailes. *Com G1 Grande Minas

Após revitalizado, viaduto do Roxo Verde ganha obras de arte em homenagem a Ray Colares

 O viaduto Augusto José Souto, no bairro Roxo Verde, foi completamente revitalizado pela Prefeitura de Montes Claros e as obras do novo visual serão inauguradas nessa terça-feira (15). O local foi rebaixado em um metro, aumentando sua altura de 3,2 para 4,2 metros. O viaduto do Roxo Verde, como é conhecido, ganhou obras de arte em homenagem ao artista plástico Raymundo Felicíssimo Colares, o Ray Colares, com as assinaturas da arquiteta Suzane Ribeiro e do artista plástico Gu Ferreira, e executada por Gu Ferreira e pelos pintores da Secretaria Municipal de Meio Ambiente. O viaduto é uma das várias obras abandonadas, inacabadas ou mal feitas que foram concluídas pelo prefeito Humberto Souto. Natural de Grão Mogol, Raymundo Felicíssimo Colares nasceu em 1944 e faleceu em Montes Claros, em 1986. Ele foi um artista único na cena experimental da arte brasileira do final dos anos 1960. O rigor formal da tradição construtiva aliou-se nele ao ruído urbano e expressivo da nova figuração e à urgência comunicativa da arte pop. No catálogo da exposição Nova objetividade brasileira (1967), que foi a estreia de Colares na cena artística, Hélio Oiticica redige uma espécie de manifesto pós-neoconcreto, levando em consideração os desdobramentos experimentais da arte brasileira recente dentro de um momento político específico: o golpe militar e a intensificação da resistência política e contracultural. Ele divide o texto em seis itens que resumiriam as principais tendências poéticas presentes naquela exposição. Quatro delas parecem-me determinantes para a compreensão do desenvolvimento da obra de Colares: a vontade construtiva, a chegada ao objeto, a participação do espectador e a rebeldia dadá. Quase toda a sua obra cabe aí. Em Colares, a apropriação de uma geometrização concreta do espaço pictórico dar-se-ia através de um olho atravessado pela estrutura visual das histórias em quadrinhos e pela confusão sedutora da desordem urbana, metaforizada pela fragmentação dos ônibus cortando o campo perceptivo. De início eles se compunham numa narrativa costurada por uma polifonia espacial, justapondo perspectivas, movimentos e planos de cor. É uma narrativa visual que não se desdobra no tempo, mas se fragmenta no espaço, multiplicando os dados perceptivos na vertigem de um corpo atravessado pela confusão da cidade. Entre 1966 e 1970, ano em que ganhou o prêmio de viagem ao exterior do Salão Nacional de Arte Moderna, sua obra teve um desenvolvimento espetacular. Do movimento virtual das pinturas dos ônibus, passando pelas trajetórias em metal e chegando às páginas de cor multidirecionais dos Gibis, o que se percebe na poética de Colares é uma coerência plástica notável. Entre 1971 e 1973, viveu em Nova York, Milão e Trento. De volta ao Brasil, passando por dificuldades financeiras e psicológicas, afastou-se do circuito de arte. Apenas no começo da década de 1980 iria retomar a carreira. O lance trágico viria em seguida. Depois de uma longa relação poético-visual com os ônibus, acabou atropelado por um deles. Recuperando-se em Montes Claros, morreu em 1986 queimado na cama do hospital em um incidente até hoje sem explicação. A obra de Colares tem um lugar especial na história da arte brasileira, como um elo singular de ligação entre a pintura moderna, a vontade construtiva, a tendência experimental e o amor ao mundo. “As obras de artista Raymundo Colares, o nosso Ray Colares, está associada a todo um processo de reformulação da imagem no nosso país, ligado desde a cultura popular até a programação visual, fotografia e cinema”, disse o secretário municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro.

Ex-prefeito Mário Ribeiro ganha busto no Aeroporto Internacional de Montes Claros

O prefeito Humberto Souto preside nessa terça-feira (15) a solenidade de inauguração do busto do ex-prefeito Mário Ribeiro da Silveira, no Aeroporto. A obra de arte foi feita de aço e material reciclável pelo artista Gu Ferreira, com o apoio dos reeducandos do programa Para Além das Prisões, como forma de homenagear o médico que administrou Montes Claros no período de 1989 a 1992 e foi responsável por grandes avanços nas áreas de saúde e educação. Marão, como era carinhosamente conhecido, é patrono do Aeroporto de Montes Claros, que desde 1980 é administrado pela Infraero. O local tem uma pista de pouso asfaltada de 45 metros de largura e 2100 metros de comprimento. Localiza-se a seis quilômetros do centro de Montes Claros, ao norte da cidade, próximo à saída para a BR-251. Conta com estacionamento para mais de 200 veículos e terminal de 1.286,00 m², além de uma seção contra incêndio que funciona 24 horas, com efetivo de 17 homens. A navegação aérea oferece operações para voos visuais e por instrumentos. É dotado de grande estrutura de apoio à navegação aérea, com farol rotativo de Aeródromo e demais equipamentos, além de uma escola de pilotagem em funcionamento. Filho de Reginaldo Ribeiro dos Santos e Josefina Silveira Ribeiro, Mário Ribeiro da Silveira nasceu em Montes Claros em 1924 e faleceu em 1999, aos 75 anos. Cursou medicina na Universidade federal de Minas Gerais (UFMG), diplomando-se em 1950 e exercendo a profissão a partir de 1951. Foi presidente da Associação Desportiva Ateneu de 1954 a 1956, contribuindo para a construção do Estádio João Rebello. Presidiu ainda o Automóvel Clube de Montes Claros de 1962 a 1964. Mário Ribeiro também foi vereador (1958-1962), assessor da Secretaria de Estado de Desenvolvimento no governo José de Magalhães Pinto (1962), assessor da Casa Civil do governo do presidente João Goulart (1963-1964), vice-prefeito de Montes Claros, responsável pelas áreas de Educação, Saúde e Transportes do Município (1983-1988); secretário de Estado do Trabalho e Ação Social de Minas Gerais (1985-1987) e prefeito de Montes Claros (1988-1992). É considerado até hoje o prefeito da educação e do servidor público municipal. Marão foi responsável, em 1963, pela construção do Ginásio Esportivo Montes Claros Tênis Clube, hoje Ginásio Darcy Ribeiro; pela construção da Escola estadual Professor Plínio Ribeiro e do Ginásio Voltado para o Trabalho, sendo esse o primeiro a ser construído no Brasil com o objetivo de dar formação profissionalizante aos alunos. O saudoso ex-prefeito idealizou o primeiro sistema de crédito educativo no Brasil, em 1969, quando implantou a Faculdade de Medicina em Montes Claros. Posteriormente, a iniciativa foi copiada e adaptada pelo Ministério da Educação (MEC) para todo o país. Vítima da ditadura – Em julho de 1969, Mário Ribeiro perdeu os direitos políticos por ato revolucionário e, em consequência, foi demitido da direção da Faculdade de Medicina, onde exercia o cargo de professor titular de Dermatologia e de Médico Sanitarista. Dez anos depois, em 1979, foi anistiado pelo Decreto Federal nº 84.143, de 31/10/1970. Em 1997, dois anos antes de seu falecimento, foi agraciado com a maior honraria concedida ao cidadão montes-clarense, a Medalha de Ouro de Montes Claros.

Caminhos do Olhar, livro de Heberth Halley reporta os diversos caminhos que a vida oferece

O jornalista e professor, Heberth Halley, realiza na próxima terça-feira (15), o lançamento do seu primeiro livro, intitulado ” Caminhos do Olhar”. O evento será às 20h, no Botequim, no bairro Edgar Pereira, em Montes Claros. “Era um sonho escrever um livro. E na pandemia aflorou ainda mais a ideia que foi se concretizando a cada dia. É um livro de poesias que retrata, resumidamente, que sempre haverá um novo dia e uma nova esperança”, disse o autor Heberth Halley. A professora de português, Rosane Bastos, destacou muito bem o objetivo da obra. “Há, no poemas com que somos brindados, um estímulo para viver com o olhar voltado para a busca do bem, da ternura, da alegria, da paz. Causa-nos prazer ler e reler cada verso, cada estrofe…, escreveu Rosane. O livro mostra uma variedade de temas, além de emoções e prazeres que a vida oferece. O autor de maneira alguma preocupou com regras gramaticais e métricas regulares, mas sim com o intuito de levar alento e esperança através de suas poesias com o seu olhar de poeta. “Este trabalho de Heberth Halley haverá de ser um lenitivo para as dores dos que mais sofrem, para o desespero dos que mais precisam de um ombro amigo”, destacou o escritor e membro do Instituto Histórico Geográfico de Montes Claros, Dario Cotrim. Para escritor e membro das Academias Montes-clarense de Letras e Macônica de Letras do Norte de Minas, Wanderlino Arruda o poeta Heberth Halley quis demonstrar em seu livro Caminhos do Olhar que a vida pode ser melhor dia após dia. “Para Heberth Halley há sol todos os dias, há alegria sempre, autoconfiança como primeiro passo para atingir o sucesso”, disse. Em sua primeira obra Heberth Halley buscou em cada poesia mostrar ao leitor que a vida sempre oferece um novo caminho, um novo recomeço e uma nova manhã e que podemos ser felizes, apesar de tantas dificuldades e problemas. O escritor e vice-presidente da Academia Montes-clarense de Letras, Edson Andrade, salienta que a obra de Heberth Halley nos convida a pensar. “Em cada estrofe, o poeta Heberth Halley nos chama à consciência e ao carpe diem…” E completa: “Heberth Halley é um sonhador. Sonha tão completamente, que chega a sonhar com a dor, com a dor que deveras sente”. O poeta explica como surgiu o título Caminhos do Olhar. “A ideia do título se refere aos diversos caminhos que a vida oferece, aliada ao meu olhar de poeta que vê a vida de uma forma esperançosa e com imensas possibilidades de ser feliz”, explica o autor Heberth Halley. O livro será vendido no dia do lançamento e posteriormente com o próprio autor (99943-1817). O valor é R$ 40,00. *Com Web Terra  

Prêmio Mérito Ambiental Ivo das Chagas 2020 contempla empresas e ambientalistas de destaque

A Prefeitura de Montes Claros, através do Conselho Municipal de Defesa e Conservação do Meio Ambiente (CODEMA), órgão colegiado, consultivo, deliberativo e normativo, contemplou, com o Prêmio Mérito Ambiental Professor Ivo das Chagas, empresas e ambientalistas que se destacaram na promoção de ações voltadas para a conscientização ambiental. Foram premiadas as categorias: Ambientalista; Produtor Rural; Educacional; Indústria; Órgão Público; Comercial; Terceiro Setor; e Imprensa. Homenageados – Os homenageados, escolhidos por uma comissão formada por ambientalistas e membros do CODEMA, foram: Guilherme Augusto Guimarães de Oliveira (Ambientalista); Enilson Fonseca Silva – Presidente da Apinorte (Produtor Rural); Departamento de Geografia da Unimontes (Educação); 3 Caffi Indústria e Comércio de Cápsulas (Indústria); LAX Ambiental (Comércio); Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba – Codevasf (Órgão Público); Associação de Tabuas (Terceiro Setor); e Felipe Gabrich (Imprensa). Os contemplados receberão troféus em formato de formiga, esculpidos pelo artista plástico Gu Ferreira com o apoio dos reeducandos do programa Para Além das Prisões. Devido à pandemia do Covid-19 (Corona vírus), a premiação deverá ocorrer no primeiro trimestre de 2021. Para o secretário Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros e presidente do CODEMA, Paulo Ribeiro, Montes Claros contempla anualmente, com o Prêmio Mérito Ambiental, empresas, ambientalistas, entidades públicas e privadas que se destacaram por boas práticas ambientais, bem como profissionais que tiveram projetos desenvolvidos ao longo do ano, em reconhecimento pelo trabalho em favor da natureza. Ivo das Chagas – O professor Ivo das Chagas, que faleceu recentemente, foi um dos maiores estudiosos sobre cerrado no Brasil, com trabalhos de referência mundial sobre geografia tropical, ecologia vegetal, cartografia, metodologia e pesquisa, e organização do espaço. Ele era conhecido no Norte de Minas como “Pai do Cerrado”, já que sempre o defendeu ardorosamente.

Montes Claros chega aos 12 mil casos de coronavírus com 206 óbitos e fiscalização aperta o cerco

Subiu para 206 o número de óbitos por Covid-19 em Montes Claros. Os dados foram atualizados pelo setor de epidemiologia da Prefeitura, nesta segunda-feira (30). A nova vítima fatal é um idoso de 67 anos; ele era diabético e hipertensivo e ficou internado entre o dia 18 e 20 de novembro, mas não resistiu. O resultado de exame ficou pronto hoje. Ainda segundo o boletim, 26 novos casos de coronavírus foram confirmados nesta segunda, aumentando para 12.913, o número de infectados. Seguem internadas, 84 pessoas, sendo 35 de outros municípios. A taxa de ocupação dos leitos clínicos está em estado de alerta, em 83%. Fiscalização A Prefeitura de Montes Claros vem apertando o cerco para impedir as aglomerações. No último sábado, 28, a fiscalização, com apoio da Guarda Municipal, fechou uma casa de festa que promovia constantemente festa clandestina, nas proximidades do anel rodoviário Sul. A casa de eventos foi interditada pela Vigilância Sanitária e Guarda Municipal e ficará fechada cauterlamente por 10 dias, podendo ser prorrogados por mais 10 dias. Em caso de reincidência além das multas o estabelecimento pode ter o alvará de funcionamento cassado e o responsável responder por crime contra a saúde pública.