Montes Claros vai ganhar uma galeria afrodescendente de material reciclável

20 DE NOVEMBRO – Prefeitura de Montes Claros celebra o Dia Nacional da Consciência Negra A Prefeitura de Montes Claros, através da Coordenadoria de Promoção de Políticas de Igualdade Racial da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social, está realizando, durante este mês de novembro, diversas ações para celebrar o Dia Nacional da Consciência Negra (20/11), feriado municipal em Montes Claros, graças à Lei nº 3.897, de 27 de dezembro de 2007. A abertura do evento ocorreu no último sábado, 2, no auditório do Centro de Ciências Humanas da Unimontes, com um debate sobre a Consciência Negra e a Exposição “Africanidades e Religião”. À noite, houve um show cultural nas mangueiras da Unimontes, em prol do resgate da ancestralidade. Nesta sexta-feira, dia 8, acontecerá novamente a Exposição, desta vez no auditório da UFMG, às 12 horas. Às 19 horas, ocorrerá uma Mesa Redonda com o tema “Ciência negra para a descolonização do saber”, no auditório do CCSA, na Unimontes. No dia 20, Dia da Consciência Negra, às 8 horas, acontecerá a 4ª Marcha contra o Racismo e a Intolerância Religiosa, com concentração na Praça Pio XII (Praça da Catedral), com apresentações temáticas. A passeata percorrerá as ruas Dom Pedro II, Camilo Prates, Praça Dr. Carlos, Rua Governador Valadares, Praça Portugal, Rua Viúva Francisco Ribeiro e Praça da Matriz. Em seguida, será inaugurada a Galeria Afrodescendente do Arraial das Formigas, para homenagear figuras representativas da história de Montes Claros, de coronel a escravos, que serão retratados com material reciclável pelo artista Gu Ferreira. “Para muitos, 20 de novembro é um dia a mais no calendário. Mas, para a população afrodescendente brasileira é um dia especial, quando se celebra o Dia da Consciência Negra, data em que ocorreu o martírio de Zumbi dos Palmares. Portanto, é mais um dia de protestos, denúncias, resistências e celebrações das vitórias alcançadas”, explicou o diretor da Coordenadoria de Igualdade Racial da Prefeitura de Montes Claros, José Gomes Filho. Galeria Afrodescendente do Arraial das Formigas Segundo o presidente do Conselho Municipal da Igualdade Racial de Montes Claros (COMPIR), Sérgio Fabiano Ferreira, o Gu Ferreira, a cidade vai ganhar uma galeria com bustos de material reciclável, em homenagem aos afrodescendentes. “A ideia da Coordenadoria de Igualdade Racial da Prefeitura de Montes Claros, em parceria com o Conselho Municipal de Igualdade Racial, é homenagear, a cada ano, negros e negras que fizeram parte da história de Montes Claros. Neste primeiro momento, estaremos homenageando o coronel Georgino Souza, a professora e primeira vereadora de Montes Claros, Maria Aparecida Bispo, o ex-escravo em situação de rua, Túia, o padre Antônio Carlos, o pai de santo Chico Preto, e o carroceiro e catopê, mestre João Faria”, informou o presidente do COMPIR. Segundo ele, vários nomes foram lembrados, mas ficarão para outras oportunidades. “A intenção da galeria é justamente essa: homenagear, anualmente, pessoas que ajudaram a fazer a história na cidade, como é o caso de Galinheiro, Manoel Quatrocentos, Leonel Beirão, Ildeu Braúna, Joaquim Polô, Georgino Júnior, Mestre Expedito e tantos outros que foram lembrados e, com certeza, serão também homenageados”, disse o artista Gu Ferreira.
VEREADOR OLIVEIRA LÊGA: “O CORONEL CÉSAR RICARDO ME ODEIA…”

O coronel César Ricardo, inativo da PMMG protocolou um pedido de cassação do mandato do Vereador Oliveira Lêga na Câmara Municipal, no último dia 08 de outubro. O vereador citou em pronunciamentos anteriores que o coronel está aposentado, mas age como se a Câmara Municipal fosse um quartel sob seu comando; que persegue o vereador como o fazia nos quartéis, contra os seus desafetos, quando estava na ativa. “O coronel César Ricardo me odeia… ele me odeia e a sua sede de vingança não tem limites”. Lêga expôs, no seu pronunciamento na tribuna da Câmara Municipal da terça-feira, 5, que a perseguição do coronel começou quando o vereador recebeu denúncias, através de policiais militares sob o comando do coronel, de que este havia praticado o crime de desvio de recursos públicos referentes a uma Emenda Parlamentar destinada a benfeitorias em instalações da Polícia Militar na região e o de recebimento de diárias por serviços em Operação Policial da qual ele não havia participado. Após as denúncias o coronel teria devolvido o valor das diárias recebidas (o que, segundo o vereador, indica claramente que as havia recebido indevidamente). A ORIGEM A origem do conflito entre Lêga e o coronel César Ricardo, conforme o vereador já declarou em pronunciamentos anteriores, começou ainda no mandato do prefeito Ruy Muniz, quando o vereador tomou conhecimento de que a prefeitura estava trabalhando com alguns caminhões com documentação irregular. O vereador acionou o Policiamento Ostensivo da PM para uma abordagem a tais veículos e, constatadas as irregularidades, foram feitas apreensões desses veículos. A pedido do prefeito o coronel teria admoestado o vereador e este não teria aceitado essa admoestação por considerar que não fizera nada de errado. Esses fatos coincidiram com as denúncias que o vereador recebeu sobre as já referidas irregularidades relacionadas ao possível desvio de verbas públicas e o recebimento de diárias de serviço sem de fato trabalhar. Estava selado o conflito entre os dois que se arrastaria por anos até chegar aos últimos acontecimentos. FORÇA POLÍTICA “Ele tem força política e conseguiu sair fora das acusações contra ele. Na época eu tentei uma Audiência Pública na Assembleia Legislativa, mas, o então deputado Cabo Júlio(condenado por corrupção e fraude no final do seu mandato), autor da Emendas que teriam sido objeto do desvio pelo coronel, conseguiu impedir a aprovação da Audiência Pública. Hoje ele está na Reserva, é aposentado, e continua usando dessa força política para me perseguir”. Afirmou o vereador se referindo a um suposto apoio político que o coronel goza. Esse suposto apoio, segundo se comenta, à boca pequena, nos meios políticos, seria decorrente de uma estreita relação do coronel César Ricardo com um deputado estadual do Norte de Minas que há alguns anos o teria indicado, junto ao governador da época, para o comando regional da PM em Montes Claros. Esse mesmo deputado seria o real dono de um jornal impresso que costuma distorcer as informações sobre o que de fato ocorreu com o vereador, e ainda teria influências sobre determinado integrante da assessoria jurídica da Câmara Municipal que, nos bastidores, estaria tentando exercer pressão a outros edis para contribuírem com a cassação do mandato de Lêga. A CONDENAÇÃO Em um evento político sobre um condomínio destinado a Militares, com a presença de várias autoridades políticas, o coronel César Ricardo, ainda estava no serviço ativo e no comando regional da PM em Montes Claros, teria feito críticas,em público, ao vereador Oliveira Lêga. O vereador, que não estava presente, ao saber do teor das críticas, as considerou injuriosas e as respondeu num grupo de uma rede social só de policiais militares; em virtude dessa resposta, Lêga foi acusado de criticar seu superior hierárquico e processado na Justiça Militar por críticas indevidas a “superior hierárquico”, com base no artigo 166 do Código Penal Militar. Foi condenado a três meses de detenção em regime aberto (a pena consiste em dormir no quartel no horário de 21:00 a 06:00 horas, nos dias úteis e, em tempo integral nos finais de semana e feriados). Teve suspenso o seu direito de votar no período dos três meses da pena; os demais direitos políticos foram preservados. O PEDIDO DE CASSAÇÃO O mesmo coronel César Ricardo encaminhou à Câmara Municipal um pedido de cassação do mandato do vereador Lêga, alegando que o vereador fora condenado e estava em situação vexatória por ter dormir no quartel durante três meses. O vereador aponta o fato de que o coronel omitiu no seu pedido a sua condição de militar que provocou a condenação, para não transparecer o interesse pessoal que tem na possível cassação do mandato; o coronel teria se identificado apenas como cidadão montes-clarense e advogado. “Tenho a minha consciência tranquila de que não cometi nenhum crime, a não ser responder uma crítica do coronel; a minha situação seria vexatória se eu estivesse cumprindo pena pelos crimes pelos quais o coronel foi acusado”, declarou Lêga. O vereador falou ainda da “armação” que vem ocorrendo dentro e fora da Câmara pela cassação do seu mandato. Elogiou a postura ética da suplente Marly que se recusou a aceitar o pedido do coronel César para exigir a cassação de Lêga a fim de que ela fosse empossada. “É uma questão pessoal do coronel contra mim. O atrito se tornou uma questão pessoal para ele”, declara Lêga. O vereador concluiu seu pronunciamento dizendo que está contando com o senso de justiça da Mesa Diretora da Câmara Municipal (composta pelos vereadores Marcos Nem, Soter Magno, Daniel Dias e Maria Helena); afirmou que confia que a Mesa Diretora,sabendo da sua seriedade, da sua postura incorruptível e ética, sua honestidade e coragem para denunciar irregularidades, enquanto vereador, “possa fazer um julgamento imparcial e não se submeter a atender ao ego, às vaidades e aos interesses do coronel e um grupo de pessoas que tenta se beneficiar dessa situação”. Disse que tudo que fez foi para cumprir o seu compromisso com a população que lhe confiou voto; “denunciei irregularidades no uso dinheiro público, denunciei a corrupção que
Copasa deixará 50 mil pessoas sem água em Montes Claros

Aproximadamente 50 mil pessoas, moradoras de 17 bairros de Montes Claros, ficarão sem água hoje, em razão da manutenção na Estação de Tratamento de Agua, conforme comunicado liberado pela empresa estatal mineira Copasa, que explora essa concessão. Ela informa que durante a execução dos serviços, o fornecimento de água em alguns bairros ficará interrompido e o abastecimento será normalizado, de forma gradativa, no decorrer da tarde mesmo dia. Os bairros atingidos são Alto Boa Vista, Chiquinho Guimarães, Ciro dos Anjos, Conjunto Joaquim Costa, Cristo Rei, Gran Royale, Doutor Joao Alves, Grande Maracanã, José Carlos de Lima, José Correa Machado, Reserva Real, Residencial Sul, Santo Antônio, São Geraldo II, São Judas, Vila Greice e Vila Sion. Desde a semana passada que os moradores do Grande Maracanã têm usado as redes sociais para denunciar que desde a semana passada estão sem água até mesmo para consumo humano. O superintendente da empresa no Norte de Minas esclareceu que as partes altas da cidade estão realmente com problemas e alertou que na próxima segunda-feira a Copasa deverá analisar se retorna com o racionamento, que de 2016 a 2018 importunou a população, com racionamento que começou com 12 horas de racionamento e depois foi ampliado para 48 horas. Se não ocorrer novas chuvas nos próximos dias, terá que retornar o racionamento. Via Jornal Gazeta
Câmara Municipal analisa se suspende ou cassa vereador o Wanderley Lega

A Câmara Municipal de Montes Claros analisa na próxima quarta-feira se suspende ou cassa o mandato do vereador e policial militar aposentado Wanderley Lega Oliveira, eleito pelo PPS e agora Cidadania, por ter sido condenado a três meses de reclusão pela Justiça Militar e que transitou em julgado, pois sua defesa deixou de fazer o recurso. Ontem foi publicada a nova sentença contra ele, a sete meses de condenação, mas que cabe ainda recurso. O presidente da Câmara Municipal, José Marcos Martins de Freitas, explica a Câmara Municipal foi acionada pelo coronel reformado César Ricardo Guimarães, autor da ação judicial que condenou o vereador. Foi aberto prazo de cinco dias para a manifestação do vereador. Ontem à tarde o vereador Wanderley Lega explicou que espera a decisão da Mesa Diretora, que tem de analisar o caso. Na consulta realizada na Justiça Eleitoral, a Câmara Municipal apurou que a condenação de qualquer político implica em perda dos direitos políticos. Porém o vereador Wanderley Lega tem outra interpretação, pois com base na Constituição Federal e no Regimento Interno da Câmara Municipal, o condenado tem o mandato suspenso. Como sua condenação termina no dia 12 de dezembro, ele entende que poderiam apenas suspender seu mandato até aquela data. O vereador usa como exemplo a situação do deputado Cabo Júlio, que ficou recolhido na sede dos Bombeiros Militares em Minas Gerais, mas continuou o seu mandato. Desde a noite de quinta-feira que surgiram as discussões nas redes sociais sobre a notificação recebida pelo vereador Wanderley Lega, para se defender. Sobre a nova condenação, o vereador justificou que questionou a decisão do TJMMG que culminou em sua condenação e isso levou o órgão a entrar com nova ação contra sua pessoa, que culminou na condenação por sete meses. Wanderley Lega anunciou que dessa vez entrará com recurso em todas instancias possíveis, pois um cochilo no processo anterior deixou de recorrer. Caso a Câmara Municipal suspenda ou casse seu mandato, a segunda suplente da coligação, Marly Prisilino retorna a Câmara Municipal. O primeiro suplente é Martins Junior, que está no cargo com a licença de Claudio Rodrigues de Jesus. Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta Policial Militar chamado pejorativamente de “O Imperador” pelos subordinados, estaria tentando tirar o vereador Oliveira Lêga da política Entenda o caso Coronel da reserva quer puxar o tapete de vereador de Montes Claros Matéria publicada em 28/07/2019 O coronel reformado César Ricardo, ex-comandante da Polícia Militar em Montes Claros, há alguns anos estaria tentando, sucessivamente, neutralizar politicamente o vereador Oliveira Lêga, devido a um impasse entre os dois. Teria tentado, inclusive, expulsar o vereador da corporação. – O EM CIMA DA NOTÍCIA, que anteriormente já publicou matéria sobre o assunto, contatou algumas fontes para obter informações sobre essa desavença. Uma questão que foi confirmada pelas fontes é que, independente do atrito com o vereador, o coronel sempre projetou uma imagem negativa diante da maioria dos seus subordinados: é considerado um homem irascível, antipático, autoritário, cruel e injusto, o que lhe rendeu há alguns anos o apelido pejorativo de “O Imperador”, analogia também ao seu prenome com o tirano romano. O Vereador Oliveira Lêga, tenente reformado da Polícia Militar, foi eleito em 2012 pelo Partido Democratas (DEM). Lêga, de imediato, se recusou a seguir a orientação do seu partido para apoiar os atos do então prefeito Ruy Muniz. O prefeito Muniz se envolveu em contínuas irregularidades que redundaram em sua prisão, pela Polícia Federal, por mais de uma vez durante o mandato. O DEM era controlado por Jairo Athayde, um “coronel” contemporâneo da política de Montes Claros (alusão aos partidários do “coronelismo” da primeira metade do século XX).A atuação autoritária e elitista, pautada na famigerada “troca de favores” de Athayde, foi renegada por Lêga, que mudou de partido tão logo a legislação permitiu (hoje ele pertence ao Partido da Cidadania, antigo PPS). A indisposição do vereador Lêga com o coronel César Ricardo teria tido motivação política. O vereador teria sido informado sobre o uso pela prefeitura de veículos automotores com documentação irregular e acionou seus colegas policiais militares para abordar tais veículos que foram apreendidos. Ao saber da apreensão dos veículos, o coronel César teria exigido de Lêga um comportamento conivente com as irregularidades dos veículos. Suspeita-se que o coronel teria agido assim a pedido do então prefeito. O vereador não acatou a exigência e estava iniciada a desavença. A partir de então o nome do vereador Oliveira Lêga teria sido proibido de ser mencionado pelos cerimonialistas nos eventos da PM em Montes Claros e ele só podia entrar no Batalhão em que trabalhara por trinta anos, se acompanhado de integrantes da polícia secreta da PM que registravam tudo que ali ele fizesse. Na sequência dos atritos o vereador Lêga denunciou à cúpula da PM em Belo Horizonte supostas irregularidades que lhe foram repassadas por policiais militares da ativa, contra o dito coronel, dentre elas, supostas fraudes para recebimento de verbas relativas a viagens, perseguição infundada contra subordinados e outras. As denúncias foram revertidas em processos administrativos e na Justiça Militar contra o vereador, sob a acusação de haver criticado superior hierárquico e de questionar que as apurações contra o coronel estariam sendo conduzidas de forma tendenciosa, visando claramente a absolvição do acusado. Houve também um processo administrativo para a demissão do vereador da corporação. Lêga foi absolvido do processo demissionário. O resultado dos processos judiciais é que o coronel foi absolvido das acusações e o vereador sofreu duas condenações de detenção na Justiça Militar: uma delas para cumprir em liberdade e a outra estaria em grau de recurso. Durante as eleições de 2016, o coronel teria investido implacavelmente na obstrução da reeleição de Lêga. Teria estimulado a candidatura de vários outros policiais militares, inclusive alguns que ele teria convocado para serem testemunhas de acusação contra Lêga nos processos que ele teria promovido contra o vereador. O comandante ainda teria buscado apoio de alguns vereadores apoiadores do prefeito Ruy Muniz para defenderem-no na Casa Legislativa e ali contraporem as denúncias de
Ministério Público pede cassação do vereador Fabim do Hip-Hop

Por Girleno Alencar – Jornal Gazeta O procurador eleitoral de Minas Gerais, Ângelo Giardini de Oliveira, deu parecer no processo que pede a cassação do mandato do vereador Fábio Neves, em Montes Claros, acusado de ter trocado de partido em 2018, quando ele saiu do PSB para se filiar ao PROS, onde foi candidato a deputado estadual. A ação de perda de mandato eletivo por desfiliação partidária sem justa causa foi proposta pelo PSB de Minas Gerais. Desde o dia 1º de abril que o vereador Claudio Prates renunciou ao mandato, quando o médico João Paulo Bispo foi empossado. Porém o Tribunal de Justiça de Minas Gerais mandou empossar Fábio Neves, enquanto se julgava o mérito na Justiça Eleitoral. No seu parecer, o procurador eleitoral lembra que Fábio Neves era filiado ao PSB desde o ano de 2016 e que concorreu ao cargo de vereador e alcançou o posto de primeiro suplente pelo partido. Para concorrer às eleições de 2018, desfiliou-se do PSB e passou a fazer parte do Partido Republicano da Ordem Social (PROS). Em razão da dupla filiação, a Justiça Eleitoral considerou como cancelada a primeira, mantendo-o atrelado apenas ao PROS. O PSB alega que ele se desfiliou sem justa causa e sem qualquer comunicação prévia ao partido. O procurador salienta que Fábio se filiou ao PSB em 18 de março de 2016 e depois em 5 de abril de 2018 se filiou ao PROS, o que levou a Justiça Eleitoral a cancelar sua filiação ao PSB. “Portanto, a partir dessa data, o requerido não mais esteve filiado ao Partido Socialista Brasileiro (PSB), o que foi feito sem prévia comunicação à agremiação e sem quaisquer justificativas legalmente previstas para tanto, o que configura infidelidade partidária, nos termos do artigo 22-A, caput, da Lei no 9.096/1995, e enseja a perda do mandato em exercício”. Outro aspecto observado pelo procurador é que Fábio Neves alega que tenha se desfiliado temporariamente do PSB e retornado ao partido em outubro de 2018, mas afirma que nenhuma prova foi juntada aos autos nesse sentido. O vereador alega que se refiliou por meio de formulários online, preenchidos no site do PSB, mas o MPE observou que nos registros da Justiça Eleitoral, não há nenhum cadastro de filiação partidária. O argumento do vereador com prints de conversas com o partido e suposta discriminação política pessoal praticada pela direção do Partido Socialista Brasileiro (PSB) em Montes Claros/MG contra ele, não ficou comprovada. O vereador Fabio Neves informou ontem de manhã que o MPE apenas emitiu seu parecer e ainda desconsiderou as informações de que foi feita a refiliação no PSB e por isso, espera a decisão judicial para saber quais medidas deve adotar. Porém antecipa que qualquer decisão cabe recurso e tem certeza que qualquer uma das partes buscará esse mecanismo, se discordar da decisão.
Montes Claros aciona a justiça para recuperar R$5,7 mi tomados por Uberlândia

A Prefeitura de Montes Claros decidiu acionar a Justiça para recuperar os R$578.675,53 que foram sequestrados dos seus cofres em prol da Prefeitura de Uberlândia, no último dia 15 e com risco de mais nove parcelas do mesmo valor, implicando no total de R$5.786.755,30. O procurador geral do município, Otavio Batista Rocha Machado, explica que todos foram surpreendidos com o sequestro do valor realizado pelo Estado, pois a Prefeitura em nenhum momento foi ouvida ou chamada a se manifestar. O prazo para recurso no processo termina hoje, dia 29, mas o procurador afirma que esse prazo recursal é valido apenas para as partes envolvidas. Como a Prefeitura de Montes Claros não foi intimada e nem sabia da ação, terá que entrar com uma ação judicial especifica. O problema teve inicio em 1995, quando a Prefeitura de Uberlândia entrou com ação judicial pedindo novo calculo do ICMS pago ao município, pois deixaram de incluir o Imposto de Propriedade Industrial. A ação foi encerrada, depois de decisão do Superior Tribunal de Justiça, que deu ganho de causa a Uberlândia. O juiz da comarca de Uberlândia concedeu liminar para o Estado fazer o bloqueio de R$524.072.545,40 de 852 municípios mineiros, O Estado decidiu parcelar esse valor em 10 meses, impedindo o caos financeiro nos municípios. Os municípios do Norte de Minas perderão R$10.537.235,96 no total. O caso preocupa a Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene. O presidente Marcelo Félix, explica que a retirada de R$10 milhões nos cofres públicos municipais causa um impacto muito grande, pois desde 2017 que as Prefeituras ficaram sem receber o ICMS retido pelo Estado e agora ainda vem esse contingenciamento por ordem judicial, quando os municípios estão se esforçando para pagarem o 13º salário dos servidores. O maior dano ocorreu em Montes Claros, que perdeu R$578.675,53 por parcela, dando um total de R$5.786.755,30, Pirapora com R$140.360,57, dando um total de R$1.403.605,70, Várzea da Palma com parcelas de R$ 79.456,58 e que totalizam R$794.565,80. Na nota técnica, a Secretaria Estadual da Fazenda explica que “a Resolução nº 5.286 de 30/08/2019 (MG 03/09/2019) realizou alterações nos índices do Valor Adicionado Fiscal – VAF, nos anos base de 2016 e 2017, que afetarão os repasses realizados de janeiro de 2018 a dezembro de 2019. Essa alteração decorreu de decisão proferida pela 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca de Uberlândia, nos autos do processo nº 5007851-35.2019.8.13.0702, deferindo o pedido de tutela de urgência do Município de Uberlândia, no sentido de determinar o afastamento da vedação da inclusão da parcela do IPI na apuração do VAF”. Via Girleno Alencar – Jornal Gazeta
Montes Claros intensifica vacinação contra a raiva em animais

CASO POSITIVO FOI IDENTIFICADO NA CIDADE A Prefeitura de Montes Claros intensificou a vacinação de cães e gatos após a confirmação de um caso de raiva em um morcego recolhido na região central da cidade. O animal foi encontrado no último dia 11, e exames feitos no Centro de Controle de Zoonoses de Belo Horizonte confirmaram a presença do vírus no animal. Seguindo protocolo do Ministério da Saúde, a Prefeitura iniciou imediatamente os trabalhos para garantir que o vírus não se espalhe. Na última sexta-feira, 18, três cães foram recolhidos na rua João Pinheiro, próximo ao local em que o morcego foi encontrado. No sábado, 19, foi realizada uma vacinação na Escola Estadual Francisco Sá, ocasião em que 252 cães e gatos foram imunizados. No decorrer desta semana o Centro de Controle de Zoonoses vai dar continuidade à vacinação, através da visita a residências da região central. É importante destacar que a vacina também estará disponível em todos os bairros, nos postos de Saúde. Nos meses de julho e agosto a Prefeitura imunizou 55 mil animais nas áreas urbana e rural do município. O último caso de raiva diagnosticado em um morcego na cidade foi em 2018, no bairro Jaraguá I. Texto de Bruno Albernaz e fotos de Fábio Marçal. Ascom/Prefeitura de Montes Claros
FCA irá retomar transporte de combustível para Montes Claros

– Em reunião realizada na sede da Prefeitura de Montes Claros, na última segunda-feira, 14, representantes da VLI Multimodal, empresa de logística que administra a Ferrovia Centro-Atlântica, indicaram que, até o final desse ano, o transporte ferroviário de combustível para a cidade será retomado. O anúncio foi realizado durante reunião com o procurador-geral do Município, Otávio Rocha, e atende a um pedido da Procuradoria da Prefeitura de Montes Claros A VLI, no início desse ano, suspendeu o transporte de combustível para as bases de distribuição de Montes Claros e do Norte de Minas. A decisão gerou prejuízo aos consumidores montes-clarenses, que viram os preços dos combustíveis aumentarem devido ao custo maior do transporte rodoviário, que passou a ser o único utilizado para trazer o material para a região. Com a retomada do transporte de combustível por meio ferroviário, que deve acontecer até o final do ano, a expectativa é que os valores pagos pelo consumidor final fiquem mais em conta. Via Site da Prefeitura de Montes Claros
Yvonne Silveira será homenageada no programa Jardim para Borboletas

A escritora Yvonne de Oliveira Silveira, falecida em 17 de abril de 2015, será homenageada pelo programa “Jardim para Borboletas” na próxima sexta-feira, 25, às 19 horas. Uma escultura gigante de borboleta e um jardim serão instalados no canteiro central da avenida São Judas, em frente à Igreja Católica do bairro. A escultura será a segunda do programa instalada em uma região populosa de Montes Claros. As obras são de autoria do artista plástico Gu Ferreira, e foram esculpidas com o auxílio dos reeducandos atendidos pelo programa “Para Além das Prisões”. O “Jardim para Borboletas” é desenvolvido em parceria com o Ministério Público (MP) e dá novas oportunidades aos reeducandos do regime semiaberto (oferecendo remissão de um dia trabalhado para cada três dias de pena) e a pessoas em situação de rua (que são contratadas, através da Secretaria de Desenvolvimento Social, para cuidar das esculturas e dos jardins). Yvonne Silveira faleceu aos 100 anos de idade e foi fundadora e presidente da Academia Feminina de Letras de Montes Claros. Participava também do Instituto Histórico e Geográfico, da Academia Municipalista de Letras de Minas Gerais e da Academia de Letras, Ciências e Artes do São Francisco. Foram 86 anos ligados diretamente à cultura e quase 30 na presidência da Academia Feminina de Letras. As sete primeiras homenageadas pelo programa foram: a promotora Ana Heloísa Marcondes Silveira (Praça da Rodoviária), enfermeira Antônia Colares, a “Tonha da Santa Casa” (avenida Mestra Fininha com Deputado Esteves Rodrigues), a doméstica Maria da Conceição Silva, “Dona Maria de Custodinha” (Trevo da Sion), a educadora Marina Helena Lorenzo Fernândez Silva (Praça da Rosa Mística), a religiosa Joana Maria Juliana Wandekeybus, a “Irmã Veerle” (avenida Deputado Esteves Rodrigues com Sidney Chaves), a educadora Yara Souto (futura Praça Yara Souto, no Todos os Santos) e a musicista Clarice Sarmento (encontro da avenida Bio Lopes com a rua João Martins, no Grande Renascença). Tanto o secretário de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável, Paulo Ribeiro, quanto o promotor Paulo César Vicente se mostram entusiasmados com os resultados positivos alcançados pelo programa, que vem homenageando mulheres que foram ou são destaque na sociedade montes-clarense, além de embelezar a cidade, com reflexos positivos na melhoria da qualidade de vida dos cidadãos.
Montes Claros conquista primeiro lugar em premiação do CRO

PRÊMIO ESTADUAL DE SAÚDE BUCAL/2019 – O município de Montes Claros ficou em primeiro lugar no Prêmio Estadual de Saúde Bucal/2019, promovido pelo Conselho Regional de Odontologia de Minas Gerais, na categoria “cidades com mais de 200 mil habitantes”. A segunda colocação ficou com a cidade de Uberada, seguida por Uberlândia e Divinópolis, com a terceira e quarta colocação, respectivamente. Como prêmio, Montes Claros vai ser contemplada com um consultório odontológico ou com um aparelho de raio-x com sensor digital. O prêmio faz parte das comemorações do Dia do Cirurgião-Dentista, celebrado no dia 26 de outubro, data em que será feita a solenidade de premiação em Belo Horizonte. Segundo Guilherme Gonçalves da Silva, Referência Técnica em Saúde Bucal da Prefeitura de Montes Claros, “o prêmio foi concedido para os municípios que se destacaram na implantação e efetivação das políticas públicas de saúde bucal no ano de 2018. Implantamos novas equipes, diversos profissionais foram nomeados, e fizemos a aquisição de equipamentos odontológicos para melhor estruturação do serviço. Além disso, temos realizado reforma, ampliação e construção de novas Unidades Básicas de Saúde”. Conforme o edital, a pontuação que definiu os vencedores levou em conta os seguintes critérios: cobertura de atendimento; critérios do Programa Nacional de Melhoria do Acesso e da Qualidade da Atenção Básica (PMAQ); média de ação coletiva de escovação dental supervisionada; fornecimento de escova, creme e fio dental; cobertura de primeira consulta odontológica programática; cobertura de atendimento odontológico à gestante; razão entre tratamentos concluídos e primeiras consultas odontológicas programáticas; serviços de próteses dentárias; prontuário eletrônico à disposição dos profissionais da Odontologia; participação de profissionais da Odontologia nos Conselhos Municipais de Saúde; educação permanente; respeito ao piso salarial; experiências exitosas; existência de Centros de Especialidades Odontológicas (CEOs) ou atendimento especializado congênere; e gestão dos serviços de saúde bucal dos municípios por um cirurgião-dentista. Fonte: Prefeitura de Montes Claros