Deputados chamados de analfabetos, vão processar Olavo de Carvalho

 – Integrantes da comitiva de deputados do PSL e também do DEM anunciaram que irão processar o filósofo Olavo de Carvalho, o guru do bolsonarismo, após ele criticar a viagem do grupo à China. Olavo chamou os políticos de “palhaços”, “analfabetos” e “caipiras”, dentre outros xingamentos. Os parlamentares foram convidados para conhecer a China pelo governo comunista do país. Dentre outros objetivos, a comitiva foi conhecer o sistema de reconhecimento facial chinês e pretende trazer a tecnologia para aplicações no Brasil. Integrantes da bancada pretendem apresentar um projeto de lei sobre o tema no início do ano legislativo. Segundo a jornalista Aiuri Rebello, do UOL, integrantes da comitiva que está na China afirmaram que se sentiram traídos por Olavo, pelo qual a maioria “tinha o maior apreço”. O deputado federal Luiz Miranda (DEM-DF), único parlamentar do grupo que não é do PSL, confirmou ao UOL, por meio de sua assessoria de imprensa, que vai processar Carvalho. “Há mais de 15 anos faço negócios com empresas chinesas”, afirma Miranda em nota. “Após tanto tempo, fui convidado para conhecer melhor a cultura do país, o sistema de governo, além da tecnologia empregada em vários setores da sociedade, principalmente na área de segurança pública. Isso nos ajudará a propor alternativas eficientes ao governo brasileiro.”

Silvanei continuará no comando do Consórcio Intermunicipal de Saúde

Eleição do Cisrun terá chapa única Não haverá disputa pela presidência do Consórcio Intermunicipal de Saúde da Rede de Urgência do Norte de Minas (Cisrun), instituição responsável pela administração do SAMU Macro Norte, de acordo com a Instrução Normativa para eleição do Conselho Diretor e Fiscal, disponível no site do Cisrun (www.cisrun.saude.mg.gov.br). Na última sexta-feira (14), se encerrou o prazo para a inscrição das chapas, tendo se apresentado a Chapa 01, liderada pelo prefeito de Claro dos Poções, Norberto Marcelino de Oliveira Neto e a Chapa 02, encabeçada por Silvanei Batista Santos, prefeito de Porteirinha, que concorre pela reeleição. Porém, mediante a Instrução Normativa que traz as diretrizes, regras e procedimentos exigidos no estatuto do consórcio no Artigo 3º, inciso III, são condições de elegibilidade para a chapa participar da eleição do Conselho Diretor e Conselho Fiscal a necessidade de “estar quites com todas as obrigações com o Cisrun, nos termos do artigo 6º do estatuto.”. Durante reunião, no início da tarde desta segunda-feira (17), na sede no Cisrun, a Comissão Eleitoral, designada por portaria, deliberou sobre as condições de registro das chapas, oportunidade em que foram analisados os quesitos exigidos pelo edital para pleitear a presidência do órgão. Após a análise, foi identificado vício insanável na Chapa 01, registrada pelo prefeito de Claro dos Poções, restando a inabilitação da mesma. Por essa razão, foi decidido pela Comissão, por unanimidade, declarar como chapa única aquela encabeçada pelo prefeito de Porteirinha, Silvanei Batista Santos. Sendo assim, será realizada a Eleição do Cisrun Biênio 2019/2020 no dia 18 de janeiro de 2018 por aclamação, de acordo com o parágrafo primeiro do art. 15 do Estatuto. A lista com os municípios aptos a participarem das eleições está disponível no site do Cisrun. Fonte: Jane Felix – Assessora de Comunicação SAMU Macro Norte

Pesquisa aponta como alimentar o planeta até 2050 de maneira saudável

 Relatório aponta que um regime que limita o consumo de carne vermelha e açúcar poderia evitar 11 milhões de mortes prematuras por ano. Como alimentar de maneira saudável 10 bilhões de humanos até 2050 e ao mesmo tempo preservar o planeta? Um relatório divulgado nesta quinta-feira 17 pela revista The Lancet e a ONG Fondation EAT mostra que um regime que limita o consumo de carne vermelha e açúcar poderia evitar 11 milhões de mortes prematuras por ano, além de ajudar o meio ambiente.De acordo com o relatório, que mobilizou 37 especialistas de 16 países, a dieta que protege a saúde e o meio-ambiente divide por dois o consumo de carne vermelha e açúcar e dobra a quantidade de frutas, legumes e oleaginosas. Segundo o estudo, o ideal seria incluir todos os dias no cardápio 300 gramas de legumes, 200 gramas de frutas, 200 gramas de grãos completos como arroz, milho ou trigo, 250 gramas de leite e somente 14 gramas de carne vermelha. Os especialistas, que preconizam uma “transformação radical dos hábitos alimentares”, sugerem o consumo de 29 gramas diárias de carne de aves, 28 gramas de peixe, 13 gramas de ovos ou 50 gramas de nozes em substituição à famosa picanha. As quantidades são suficientes para fornecer as proteínas que o corpo precisa. Além de ser bom para a saúde, evitando doenças como o diabetes, por exemplo, a dieta também contribuiria para o equilíbrio dos recursos naturais terrestres. “Os regimes alimentares atuais fazem com que a Terra ultrapasse seus limites e geram doenças. Eles são uma ameaça para as pessoas e para o planeta”, escrevem os autores. O regime estabelecido pelos especialistas visa garantir um equilíbrio entre as necessidades de saúde da população mundial e o impacto no meio ambiente. Isso não significa que as pessoas devem comer exatamente a mesma coisa, mas adaptar as recomendações à cultura, à geografia e à demografia. A regra é basicamente a mesma: dobrar o consumo de frutas, legumes e leguminosas e diminuir a cerne vermelha, o açúcar e os alimentos transformados, como refrigerante e embutidos, por exemplo. DisparidadesEsses objetivos globais, obviamente, escondem enormes disparidades de acordo com o nível cultural e de desenvolvimento dos países. Nos Estados Unidos, por exemplo, o consumo diário médio de carne vermelha é de cerca de 280 gramas por dia, vinte vezes a mais do que o recomendado, enquanto em outros países a fome devasta a população. Segundo o estudo, mais de 820 milhões de pessoas passam fome no mundo, 2,4 bilhões comem mais do que deveriam e metade da população mundial apresenta carências nutricionais. Independentemente do consumo, os autores do relatório alertam para a necessidade de uma mudança radical nos modos de produção, diminuindo as monoculturas ou plantações que devastam florestas, geradoras de gases que provocam o efeito estufa. Outra prioridade é reduzir o desperdício de alimentos e as perdas nos processos de produção. “A maneira como nós nos alimentamos é uma das principais causas das mudanças climáticas, da perda de biodiversidade e das doenças não-transmissíveis, como obesidade, doenças cardiovasculares ou diabetes”, declarou o professor Tim Lang, da Universidade de Londres, um dos autores do estudo. “Da mesma forma que nosso sistema de alimentação mudou radicalmente no século 20, pensamos que ele também deve mudar radicalmente no século 21”, conclui.

Custando R$ 1,6 bilhão, Assembleia de Minas é mais cara do Brasil

 Dinheiro seria suficiente para construir seis hospitais como o metropolitano do Barreiro; gasto dos legislativos federais e estaduais ultrapassa R$ 23, 9 bilhões em todo o país  Os contribuintes brasileiros devem desembolsar R$ 23,920 bilhões para arcar com os gastos dos Legislativos federal e estaduais do país – excluindo os Estados de Sergipe, Acre e Roraima – durante este ano. A quantia é R$ 613,2 milhões maior do que a prevista no ano passado. Isso é o que mostra levantamento feito pelo jornal O TEMPO com base nas quantias que foram separadas nos Orçamentos de 2018 e 2019 dos governos estaduais e da União para custearem as despesas da Câmara dos Deputados, do Senado, da Câmara do Distrito Federal e de 23 Assembleias Legislativas do país. O levantamento também mostra que a Casa Legislativa que tem o maior orçamento do Brasil, em termos absolutos, é a de Minas Gerais. De acordo com o Orçamento mineiro, sancionado na semana passada pelo governador Romeu Zema (Novo), o valor previsto para o órgão em 2019 é de R$ 1,646 bilhão, sendo que R$ 43,1 milhões estão separados para o Fundo de Apoio Habitacional da Assembleia e R$ 139,2 milhões para o Instituto de Previdência do Legislativo. Mesmo se esses dois fundos fossem excluídos da conta, o orçamento da ALMG continua sendo o maior do Brasil. O restante é destinado para arcar com despesas gerais do local, como pagamento da folha de pessoal, verba indenizatória e manutenção. O montante representa 1,6% do total das receitas do Estado previstas para este ano, que são de R$ 100,300 bilhões. Isso num cenário em que o pagamento do salário de servidores estaduais está sendo feito de forma escalonada desde fevereiro de 2016, e num momento em que a administração não está repassando verbas constitucionais para as prefeituras, como ICMS e IPVA. Além disso, o déficit fiscal mineiro neste ano está estimado em R$ 11,443 bilhões. Com o valor total previsto para ALMG em 2019 seria possível construir três presídios semelhantes ao de Ribeirão das Neves, na região metropolitana, que foi feito por meio de Parceria Público-Privada (PPP). A cadeia, cujo investimento chegou a ordem de R$ 480 milhões, tem capacidade para 2.016 presos. A quantia destinada para arcar com o Legislativo mineiro também seria suficiente para construir quase seis hospitais como o metropolitano do Barreiro, em Belo Horizonte. Ele custou R$ 285 milhões. Outro fator que surpreende é o de que a Assembleia de Minas é mais onerosa do que a de São Paulo, por exemplo, que tem 94 parlamentares, ante 77 deputados estaduais mineiros. A Lei Orçamentária Anual (LOA) de São Paulo prevê R$ 1,316 bilhão para a Casa, num universo em que a receita estimada é de R$ 231,161 bilhões. Em termos numéricos, a quantia destinada para a Assembleia do Amapá, de R$ 177,9 milhões, é a menor do país. Apesar disso, como o Orçamento daquele Estado é baixo (R$ 5,930 bilhões), essa é justamente a Casa Legislativa que mais impacta percentualmente nas contas do contribuinte de uma unidade da federação. A reportagem não conseguiu os dados de Orçamentos de Sergipe, na região do Nordeste, e dos Estados do Acre e de Roraima, no Norte. Além dos documentos não constarem nos portais da Transparência e nos Diários Oficiais do governo estadual e do Legislativo, como é previsto por lei, as assessorias dos Poderes não responderam aos questionamentos enviados pela reportagem de O TEMPO. No âmbito federal, a União estima que as receitas em 2019 vão chegar à cifra de R$ 3,382 trilhões. Desse total, a LOA estipula que a Câmara dos Deputados fique com R$ 6,311 bilhões, enquanto que o Senado deve receber R$ 4,501 bilhões. O número de representantes nessas Casas é de 513 e 81, respectivamente. Contas. Os Orçamentos feitos pelos Executivos estaduais levam em conta a previsão de receita e de despesa para o ano. Por isso, o Legislativo pode utilizar um valor menor ou maior do que o estimado. Orçamento é distinto, argumenta deputado O presidente da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), o deputado estadual Adalclever Lopes (MDB), explicou que dentro do Orçamento da Casa é creditada a folha de pagamento de inativos de todos os funcionários de carreira do Legislativo. Segundo ele, em outros Estados brasileiros esse montante é descontado dos cofres do Executivo. “Esse valor não faz parte do Orçamento das assembleias. Caso não arcássemos com esse pagamento, nós não seríamos a Casa mais cara do país. Nós estaríamos entre a 13ª ou a 14ª posição no ranking”, afirmou. O presidente da Casa declarou que não é simples fazer essa comparação, uma vez que o Orçamento de cada assembleia possui despesas diferentes. Ele lembrou que a ALMG conta com o trabalho da polícia Legislativa, que são funcionários da Casa. “Em São Paulo por exemplo, quem faz a segurança da assembleia é a Polícia Militar (PM), que é remunerada pelo governo estadual”, contou. Lopes ressaltou que nos últimos quatro anos a Casa funcionou sem nenhuma suplementação no Orçamento. O que, de acordo com ele, representa uma gestão austera. “Estamos comandando os trabalhos sem o repasse de três duodécimos”, destacou. Prestes a assumir o primeiro mandato, Guilherme da Cunha (Novo) afirmou que fará sua parte para mudar essa realidade e gastar apenas o mínimo necessário para o mandato. “Minha previsão é economizar pelo menos R$1,5 milhão por ano apenas em meu gabinete”, disse. Segundo ele, o deputado Agostinho Patrus (PV), cotado para vencer a presidência da Casa, defende uma gestão mais eficiente e econômica. “Ele não apenas aceitou fazer esse compromisso conosco como se mostrou muito preparado e capaz para conseguir atingir essa meta”, contou.

Toffoli esperou Pimentel do PT sair e liberou R$ 443 milhões para Zema

 – Em mais uma demonstração de que julga politicamente, o presidente do Supremo Tribunal Federal, Dias Toffoli, deu ao novo governador de Minas Gerais, Romeu Zema, uma vitória política e jurídica, suspendendo o bloqueio de R$ 443,3 milhões das contas do estado com a União. Foi só o PT saír do governo para o STF dar ganho de causa a Minas. Generoso com o novo governante da extrema-direita mineira, Toffoli determinou também que o governo federal não inscreva Minas Gerais nos cadastros de inadimplência da administração federal e, caso já tenha sido feito, seja revertido. O montante que estava bloqueado é relativo a garantias de contratos de empréstimo entre o Estado e o Banco do Brasil para a execução do Programa de Desenvolvimento de Minas Gerais e para o Programa de Infraestrutura Rodoviária. De acordo com o Executivo mineiro, o bloqueio dessas receitas compromete de maneira irreversível a prestação de serviços essenciais à coletividade, acarretando grave violação ao interesse público. Em sua decisão, Toffoli explica que o bloqueio de R$ 443,3 milhões nas contas estaduais “impactará drasticamente a prestação de serviços públicos elementares que dependem das receitas decorrentes de transferências constitucionais”. A pergunta que não quer calar é por que o Tribunal não decidiu antes a favor do estado, quando à frente do governo estava Fernando Pimentel, do Partido dos Trabalhadores?

Processo de bloqueio de celulares irregulares em Minas começa nesta 2ª

 Mensagens de alerta serão enviadas a partir de segunda-feira e interrupção do funcionamento começa em março Celulares irregulares nos estados da Região Nordeste, além de São Paulo, Minas Gerais, do Amapá, Amazonas, Pará e de Roraima começam a receber a partir desta segunda-feira (7) mensagens de alerta de que serão bloqueados a partir de março. De acordo com a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o bloqueio começa a partir de 24 de março, 75 dias após o início do envio das mensagens. Nesses estados, os usuários de aparelhos irregulares começarão a receber mensagens de SMS, informando que o aparelho é irregular e que será bloqueado. “Operadora avisa: Pela Lei 9.472 este celular está irregular e não funcionará nas redes celulares em 75 dias”. Segundo a agência reguladora, a medida vale apenas para celulares irregulares habilitados nas redes das prestadoras a partir da próxima segunda-feira, não incidindo sobre os aparelhos adquiridos antes. De acordo com a Anatel, a medida visa combater o uso de celulares falsificados, sem certificação ou com IMEI (do inglês International Mobile Equipment Identity) adulterado, clonado ou outras formas de fraude. A medida também busca inibir a comercialização de aparelhos não homologados no país. “Um celular sem certificação pode aquecer, dar choques elétricos, emitir radiação, explodir e causar incêndio, pois não passou pelos testes necessários”, informou a agência. O IMEI é o número de identificação do celular. É composto por um código composto por 15 números utilizado internacionalmente que permite identificar a marca e modelo do aparelho. Todas as mensagens são enviadas pelo número 2828. Para saber se o número de IMEI é legal, basta discar *#06#. Se a numeração coincidir com o que aparece na caixa, o aparelho é regular. Caso contrário, há uma grande chance de o aparelho ser irregular. A Anatel informou ainda que o usuário de serviço móvel que estiver com sua situação irregular deve procurar a empresa ou pessoa que vendeu o aparelho e buscar seus direitos como consumidor. A Anatel criou em seu Portal na Internet um espaço com informações do projeto de bloqueio de celulares, o projeto Celular Legal. No Portal da Anatel também é possível verificar se o celular apresenta alguma irregularidade . Cronograma O bloqueio de celulares irregulares começou pelos Distrito Federal e por Goiás. Os aparelhos irregulares começaram a ser bloqueados no dia 8 de maio. Segundo a Anatel, já foram excluídos das redes das prestadoras móveis 103 mil celulares irregulares nas duas unidades da federação. No dia 8 de dezembro teve início o bloqueio de celulares irregulares, também chamados de piratas, nos estados do Acre, Espírito Santo, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul, de Rondônia, Santa Catarina e do Tocantins. Celulares estrangeiros Celulares comprados no exterior vão continuar funcionando no Brasil, desde que sejam certificados por organismos estrangeiros equivalentes à agência reguladora. Um celular só é considerado irregular quando não possui um número IMEI registrado no banco de dados da GSMA, associação global de operadoras. Não serão considerados irregulares os equipamentos adquiridos por particulares no exterior que, apesar de ainda não certificados no Brasil, tenham por origem fabricantes legítimos.

Há 20 anos, Minas Gerais decretava moratória da dívida com União

 Hoje o estado enfrenta mais uma crise econômica. De acordo com o governador Romeu Zema, o rombo nas contas chega a R$ 30 bilhões.O então governador de Minas Gerais Itamar Franco decretou moratória em janeiro de 1999  Há 20 anos, Minas Gerais, que na época tinha uma dívida de R$ 18,5 bilhões com a União, decretava a moratória. Hoje o estado enfrenta um rombo de R$ 30 bilhões, de acordo com o governador Romeu Zema (Novo). “Naquela época, o então governador Itamar Franco tinha uma força nacional, já que havia sido presidente da República. Tinha essa demarcação muito forte e queria fazer frente ao FHC (então presidente). Na campanha para o governo do estado, ele já pensava na moratória”, disse o cientista político Rudá Ricci. O decreto publicado no dia 6 de janeiro de 1999, um dos primeiros atos de Itamar (PMDB) como governador de Minas Gerais, foi provocado, segundo ele, pela “absoluta falta de dinheiro” e pelo “caos que se instalou, principalmente, na administração financeira do Estado”. Itamar ainda disse na época que “ameaças de retaliação por parte do governo federal não nos intimidam e não nos preocupam. Se elas se concretizarem, nós saberemos como nos comportar”.“A gota d’água foi quando o secretário da Fazenda Alexandre Dupeyrat tentou marcar uma audiência com o ministro da Fazenda, Pedro Malan, mas ele não respondeu. O Itamar tinha um temperamento irritadiço e disputava a criação do Plano Real com FHC. Foi nesse contexto que a moratória foi decretada”, disse Ricci. Já o 1º ato de Romeu Zema foi exonerar cerca de seis mil cargos comissionados como medida de economia. Em sua posse, realizada no dia 1º de janeiro deste ano, ele propôs um “pacto por Minas” reunindo todos os poderes. Em dezembro, durante reunião entre governadores e o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL) em Brasília, Romeu Zema (Novo) defendeu o debate sobre a reformulação do pacto federativo. “Vamos fazer a renegociação da dívida de Minas com a União, caso contrário o estado não é viável”, disse ele. De acordo com balanço divulgado pelo Tesouro Nacional, em 2017, quase 80% do orçamento de Minas Gerais foram comprometidos com salários e aposentadorias de servidores públicos, ultrapassando o limite de 60% de gastos com pessoal previsto na Lei de Responsabilidade Fiscal. O décimo-terceiro salário dos servidores ainda não foi pago e quem recebe acima de R$ 3 mil enfrenta escalonamento desde 2016. SaídaA moratória decretada por Itamar há 20 anos foi, de acordo com Rudá Ricci, uma saída encontrada para forçar a União a sentar na mesa de negociação. “A medida foi tomada para recolocar o jogo entre o governo federal e Minas Gerais. Para retomar o pacto federativo. Foi colocar uma ‘faca no pescoço’ da União e obrigá-la a negociar a dívida”, disse ele. Em setembro de 1999, o acordo entre as partes já se desenhava.Ricci acredita que hoje uma moratória ainda seria uma saída possível para negociar o rombo de Minas Gerais. Porém, com o apoio demonstrado por Zema ao governo de Jair Bolsonaro (PSL), essa possibilidade estaria descartada. “Eu duvido que Romeu Zema tomasse esta atitude que Itamar tomou. Até mesmo porque ele fez campanha para Bolsonaro. Até os governadores de oposição ao governo federal se mostram bastante dóceis em relação ao presidente. Acho que eles não teriam a coragem de fazer o que Itamar fez há 20 anos”, disse o cientista político. De acordo com o Tesouro Nacional, a dívida de municípios e estados com a união chega a quase R$ 1 trilhão.

Pimentel se pronuncia nas redes sociais após ser vaiado na posse de Zema

 Um dos convidados da cerimônia de posse do governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), o ex-governador Fernando Pimentel (PT) foi vaiado enquanto transferia o Grande Colar da Inconfidência para o novo gestor do Estado O evento, realizado na manhã desta terça-feira (1º), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, contou com a presença de deputados estaduais, prefeitos, vice-prefeitos e representantes das câmaras municipais. Em resposta às manifestações e para marcar o encerramento da gestão, Pimentel se pronunciou pelas redes sociais pouco depois do encerramento da solenidade. O ex-governador afirmou que “chega-se ao governo quase sempre com a arrogância das verdades absolutas e a certeza das definições pré-concebidas”. Escreveu, ainda, que quando se deixa o cargo, após quatro anos de mandato, tem-se “a consciência das limitações que o exercício democrático do poder impõe a quem desempenha a tarefa com compromisso ético e cidadão”. Pimentel disse ainda que governou Minas Gerais durante o período mais difícil da República e que enfrentou a maior crise econômica e política da história. Leia o pronunciamento do ex-governador de Minas, Fernando Pimentel, na íntegra: “Chega-se ao governo quase sempre com a arrogância das verdades absolutas e a certeza das definições pré-concebidas. Certamente esse não foi o meu caso, porque quase 30 anos de vida pública me protegeram dessa ilusão. Mas quando se deixa o cargo, após quatro anos de trabalho incessante e penoso, inevitavelmente o fazemos com a humildade da experiência e com a consciência das limitações que o exercício democrático do poder impõe a quem desempenha a tarefa com compromisso ético e cidadão. Governamos Minas no período mais difícil da República. Enfrentamos a maior crise econômica, política e institucional da nossa história. E em nenhum momento nos afastamos do nosso compromisso com a inclusão social, com a busca do desenvolvimento sustentável, com a justiça e com a solidariedade. E, o mais importante, conseguimos manter as atividades essenciais funcionando plenamente. A polícia está nas ruas, hospitais e escolas funcionam, as estradas estão conservadas, enfim, Minas está de pé. Tivemos resultados importantes na segurança, no apoio à agricultura familiar e aos produtores rurais em geral, no meio ambiente, na modernização tributária, na atração de investimentos, na assistência social e na educação. Infelizmente, a crise fiscal que herdamos impediu maiores avanços. Escolhas difíceis foram feitas, mas conseguimos evitar que os serviços públicos em Minas entrassem em colapso, como lamentavelmente sucedeu com outros estados da federação. Ao final dessa etapa, há que agradecer. Em primeiro lugar ao povo mineiro, que me elegeu e apoiou nas escolhas que fizemos nesse período. Aos poderes constituídos, Legislativo e Judiciário, e ao Ministério Público: com todos eles construímos um ambiente de harmonia e cooperação em prol dos mineiros, sem jamais abrir mão dos deveres constitucionais de cada um. Da mesma forma e pelo mesmo motivo, agradeço ao Tribunal de Contas do Estado. Agradeço a minha equipe, leal e operosa, com a qual dividi as agruras do Governo. A minha família, minha esposa e companheira, aos meus filhos, pelo carinho e pela compreensão, em meio à tempestade desse período. E a Deus, por nos dar paciência, discernimento e capacidade de resistir à atribulação. Desejo ao novo governador sorte e sucesso no seu mandato. Encerro mais uma etapa da caminhada que minha geração começou há cinquenta anos, na luta contra a ditadura, pelas liberdades democráticas, pelos direitos civis e pela justiça social. Novos desafios se levantam, outros embates virão. Mas os sonhos, esses não envelhecem, já disse o poeta. Renovo meu sonho, com o sentimento profundo das palavras bíblicas: ‘combati o bom combate e guardei a minha fé.’ Feliz 2019 a cada um dos mineiros e mineiras!”

Governador eleito Romeu Zema tomou posse na Assembleia Legislativa

 O governador eleito de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), tomou posse do cargo na manhã no domingo (1º), na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, em Belo Horizonte.   Durante pronunciamento à imprensa, o governador eleito disse que contará com a ajuda de todos os mineiros para dar fim às mordomias. “Vamos cortar mordomias, luxo e desperdício, fazer mais do que qualquer outro governo de Minas fez. Vamos acabar com cabides de emprego e cargos de indicação política. Precisamos enxugar a máquina, oferecer condições pra que o servidor consiga exercer sua função no atendimento à população. Para isso, todos nós teremos de fazer sacrifícios, pois o Estado está falido. Precisamos de união, um pacto por Minas Gerais, de cooperação e união de todas as classes, poderes e cidadãos, sem distinção”, afirmou. Romeu Zema e Paulo Brant chegaram à Assembleia pelo Hall das Bandeiras e, em seguida, passaram por um corredor formado pelos Dragões da Inconfidência – grupamento de honra da Polícia Militar do Estado. O ex-governador Fernando Pimentel (PT) também participou da solenidade e entregou pessoalmente o Grande Colar da Inconfiência, que marca a transferência do cargo para o novo gestor. Ele foi vaiado por alguns presentes.  

Faculdades do Norte de Minas Gerais estão entre as piores do Brasil

 FACET, FAVENORTE e FAVAG não atingiram os níveis satisfatórios do IGC  O principal indicador de qualidade do ensino superior, o IGC (Índice Geral de Cursos), não atingiu níveis satisfatórios em 278 instituições de um total de 2.066 universidades, faculdades e centros universitários, públicos e privados, avaliados pelo Ministério da Educação (MEC), dentre elas, a Faculdade de Ciências Exatas e Tecnológicas Santo Agostinho – FACET, de Montes claros; a Faculdade Vale do Gorutuba – FAVAG, de Janaúba/Nova Porteirinha e a Faculdade Verde Norte – FAVENORTE, de Mato verde. O EM CIMA DA NOTÍCIA não conseguiu falar com nenhuma das faculdades do Norte de Minas citadas acima, e aguarda suas versões para as devidas publicações. Os resultados do ciclo avaliativo de 2017 foram divulgados neste mês e a nota do IGC varia de 1 a 5. Instituições com IGC 4 e 5 são consideradas excelentes e aquelas que não chegam a ter IGC faixa 3 não atingem os níveis satisfatórios exigidos pelo MEC.Universidades, faculdades e centros universitários com IGC menor do que 3 não podem expandir, ou seja, não podem construir novos campi, nem abrir cursos ou aumentar o número de vagas.Cursos autorizados podem sofrer redução de vagas ou ter processos seletivos suspensos, após vistoria de especialistas. Como o Ministério da Educação calcula o IGCDivulgado anualmente, o IGC leva em conta três aspectos: a nota da graduação, nota da pós-graduação e distribuição dos alunos.A nota da graduação é a média do indicador de qualidade dos cursos de graduação da instituição, o Conceito Preliminar de Curso (CPC) dos últimos três anos, ponderada pelo número de matrículas em cada um dos cursos considerados.A nota da pós-graduação (quando oferecida a modalidade strictu sensu) é calculada a partir da média dos conceitos da avaliação CAPES dos programas de pós-graduação stricto sensu na última avaliação também trienal e ponderada pelo número de matrículas nos programas.Também entra no cálculo do IGC, a distribuição de estudantes entre cursos de graduação, pós-graduação (quando há programas stricto sensu).Os dados do CPC divulgados no último dia 18, pelo MEC, são da edição 217 e referem-se aos cursos Ciências Exatas. Licenciaturas e áreas afins, como Arquitetura e Urbanismo, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Sociais, Educação Física, Engenharia Civil, Engenharia de Computação, Engenharia Química, Pedagogia, Geografia, Sistema de Informação, entre outros.Para entrar no cálculo, a instituição precisa ter pelo menos um curso com estudantes concluintes inscritos no Enade no triênio de referência. Também é necessário que tenha sido possível calcular o CPC do curso.Como o IGC considera o CPC dos cursos avaliados no ano do cálculo e também os CPC dos dois anos anteriores, sua divulgação refere-se sempre a um período de três anos. Dessa forma o IGC desta lista compreende a análise de todas as áreas avaliadas previstas no Ciclo Avaliativo do Enade de 2015, 2016 e 2017. A tabela a seguir traz apenas as instituições privadas com ou sem fins lucrativos que obtiveram IGC na faixa 1 e 2, notas consideradas insatisfatórias: Edição Nome da Instituição de Ensino Superior Sigla da IES Organização Acadêmica Categoria Administrativa Estado IGC (Contínuo) IGC (Faixa) 2017 FEFISA – FACULDADES INTEGRADAS DE SANTO ANDRÉ FEFISA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos SP 0,5014 1 2017 FACULDADES INTEGRADAS SILVA E SOUZA FAU Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos RJ 0,6493 1 2017 FACULDADE DE ODONTOLOGIA DE MANAUS FOM Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos AM 0,6947 1 2017 FACULDADE CANDIDO MENDES DE VITÓRIA FCMV Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos ES 0,7563 1 2017 FACULDADE DE UMUARAMA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos PR 0,8233 1 2017 FACULDADE DE TECNOLOGIA E CIÊNCIAS DA BAHIA FATEC/BA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos BA 0,8705 1 2017 FACULDADE DA AMAZÔNIA FAMA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos RO 0,8764 1 2017 FACULDADE DE TECNOLOGIA DE CRUZEIRO DO OESTE FACO Faculdade Privada Com Fins Lucrativos PR 0,9103 1 2017 FACULDADE DE TECNOLOGIA FATEP FATEP Faculdade Privada Com Fins Lucrativos SP 0,9329 1 2017 FACULDADE JATAIENSE FAJA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos GO 0,9926 2 2017 FACULDADE DE CIÊNCIA E EDUCAÇÃO DO CAPARAÓ FACEC Faculdade Privada Com Fins Lucrativos ES 1,0820 2 2017 FACULDADE TECNOLÓGICA INAP FAT- INAP Faculdade Privada Com Fins Lucrativos MG 1,0900 2 2017 INSTITUTO DE ENSINO SUPERIOR SANTA CECÍLIA IESC Faculdade Privada Com Fins Lucrativos AL 1,0931 2 2017 FACULDADE DE CIÊNCIAS CONTÁBEIS DE ITAPETININGA FCCI Faculdade Privada Com Fins Lucrativos SP 1,0949 2 2017 FACULDADE DE CARIACICA FAC DE CARIACICA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos ES 1,1391 2 2017 Faculdade do Bico do Papagaio FABIC Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos TO 1,1409 2 2017 Faculdade Presidente Antônio Carlos de Uberaba Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos MG 1,1463 2 2017 FACULDADE SANTA CRUZ FACRUZ Faculdade Privada Com Fins Lucrativos PE 1,1860 2 2017 FACULDADE DE ENGENHARIA E AGRIMENSURA DE PIRASSUNUNGA – FEAP FEAP Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos SP 1,2207 2 2017 FACULDADE DE ADMINISTRAÇÃO DE EMPRESAS DE PARAÍSO DO TOCANTINS FAP Faculdade Privada Com Fins Lucrativos TO 1,2395 2 2017 SINAL – FACULDADE DE TEOLOGIA E FILOSOFIA SINAL Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos AC 1,2451 2 2017 FACULDADE DE CIÊNCIAS JURÍDICAS E SOCIAIS DE MACEIÓ FAMA Faculdade Privada Com Fins Lucrativos AL 1,2587 2 2017 FACULDADE UNIME DE CIÊNCIAS JURÍDICAS FCJ Faculdade Privada Com Fins Lucrativos BA 1,2644 2 2017 FACULDADE PARAÍBANA FAP Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos PB 1,2742 2 2017 FACULDADE JK DE TECNOLOGIA FACJK Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos DF 1,2850 2 2017 ALFA – Faculdade de Almenara Faculdade Privada Com Fins Lucrativos MG 1,2903 2 2017 INSTITUTO SUPERIOR DE EDUCAÇÃO NOSSA SENHORA DE LOURDES FNSL Faculdade Privada Com Fins Lucrativos BA 1,2922 2 2017 FACULDADE DE PIRACANJUBA FAP Faculdade Privada Com Fins Lucrativos GO 1,2931 2 2017 FACULDADE UNIÃO CULTURAL DO ESTADO DE SÃO PAULO UCESP Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos SP 1,2960 2 2017 FACULDADE ADJETIVO CETEP ADJETIVO-CETEP Faculdade Privada Com Fins Lucrativos MG 1,3103 2 2017 FACULDADES INTEGRADAS DE CASSILÂNDIA FIC Faculdade Privada Com Fins Lucrativos MS 1,3133 2 2017 FACULDADES INTEGRADAS DOM PEDRO II DOMPEDRO Faculdade Privada Sem Fins Lucrativos SP 1,3159 2 2017 INSTITUTO DE CIÊNCIAS