O NOVO REITORADO DA UNIMONTES – POR ANTÔNIO WAGNER

A poucos dias do término do seu mandato de governador do Estado de Minas Gerais, Fernando Pimentel assinou o ato de nomeação dos professores Antônio Alvimar Souza e Ilva Ruas de Abreu para o exercício dos cargos de reitor e vice-reitora da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes – nos próximos quatro anos. Publicado no Diário Oficial no último dia 21, o ato colocou fim à expectativa vivenciada pela comunidade acadêmica e sociedade em geral desde a formação da lista tríplice em decorrência das eleições realizadas no dia 18 de outubro. A solenidade de posse – presidida pelo reitor antecessor João dos Reis Canela – ocorreu no mesmo dia do ato nomeativo no auditório do prédio 06 da Universidade. Sobre o acontecimento da nomeação dois aspectos significativos devem ser considerados: 1) Pimentel agiu em respeito ao desejo democrático da academia, afinal, Antônio Alvimar e Ilva Ruas foram os mais votados dentre os candidatos; 2) Pimentel agiu motivado pela segurança de que esses professores possuem as qualidades acadêmicas necessárias para conduzir a Universidade, sobretudo nesse tempo de muitas incertezas no âmbito das políticas do Estado e do Brasil como um todo. Sem dúvida, os gestores recém-empossados conhecem as dificuldades por que passa a educação pública brasileira e os problemas que ameaçam o desenvolvimento do ensino, da pesquisa e da extensão nas universidades. Sendo assim, ambos, dando voz aos anseios coletivos, poderão realizar um trabalho de extrema defesa da Unimontes, esse importante patrimônio educacional do norte de Minas Gerais. Apesar de reconhecida como amplo espaço de produção do conhecimento, a Unimontes necessita de uma ressignificação. E isto deve ser pontuado prioritariamente através da real valorização do seu corpo docente, dos servidores técnico-administrativos, dos estudantes, dos seus cursos de graduação e programas de pós-graduação, a partir de ações afirmativas. Para tanto, o reitorado que se inicia terá que pautar suas metas trilhando o caminho do diálogo com a classe política, os gestores públicos, os membros da comunidade universitária e a sociedade. Unir forças em torno do crescimento dessa egrégia instituição é algo premente. Os professores Antônio Alvimar – que antes exercera o cargo de vice-reitor -, e Ilva Ruas, com certeza, guiados pelas suas experiências e pelos seus olhares sensíveis às questões que afligem a vida funcional da Unimontes, através da abertura de diálogos e outras iniciativas, poderão proporcionar a abertura de novos rumos. (*) Doutor em Filosofia pela UFMG, professor e ex-diretor do Centro de Ciências Humanas da Unimontes.
Mau começo: João ninguém dá posse para o novo reitor da Unimontes

Foi no mínimo estranho, a solenidade de transferência do cargo para reitor e vice-reitor da Universidade Estadual de Montes Claros – Unimontes, feita por um mero servidor e não pela reitora de fato, professora Luciene Rodrigues. O cidadão João dos Reis Canela foi quem residiu a solenidade de transferência do cargo (mesmo estando de férias e não sendo mais nada na direção da Unimontes), para o professor Antonio Alvimar Souza e a professora Ilva Ruas de Abreu, que assumiram oficialmente os cargos de reitor e de vice-reitora, respectivamente, para o mandato à frente da Universidade Estadual de Montes Claros pelos próximos quatro anos (2018/2022). O ato, que aconteceu na tarde desta sexta-feira (21/12), no auditório do prédio 6, do campus-sede, deveria ter sido realizado pela reitora provisória da Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), professora Luciene Rodrigues que foi nomeada pelo Conselho Universitário, diante da vacância dos cargos de reitor e de vice-reitor, desde o dia 4 de dezembro, por causa do descaso com a Unimontes, do governador Fernando Pimentel. E não por um simples servidor do Estado, que, por acaso foi reitor da Unimontes, e, diga-se de passagem, considerado o pior reitor daquela universidade, além de está de férias-prêmio, de seis meses. A população do Norte de Minas Gerais, especialmente, a comunidade acadêmica, deseja que o novo reitor cumpra, de fato, seu discurso de posse: “O propósito desta gestão será valorizar e dar oportunidade ao ser humano, respeitando as suas diferenças. Aproximar a instituição da comunidade e dialogar mais com a sociedade sobre as suas demandas e vontades. A convivência em uma Universidade deve ser um grande aprendizado; um exercício diário”
O passado em aberto que assombra o futuro incerto de Aécio Neves

Embora tenha conseguido manter o foro privilegiado, político mineiro volta ao centro das atenções por mais uma suspeita de corrupção No auge de sua carreira, ainda no último mandato como governador de Minas Gerais, o herdeiro do trono imaginário de estadista nacional deixado por Tancredo Neves era exaltado pela habilidade de ser notado sem ser mal falado. O jeito Aécio de fazer política se baseava na discrição tipicamente mineira e num estilo conciliador que o fez colecionar apoios até mesmo de prefeitos de oposição ao PSDB no Estado. Hoje, atordoado por mais uma denúncia de corrupção — dessa vez na esteira da Operação Ross, em que a Polícia Federal suspeita que ele tenha recebido quase 110 milhões de reais em propina do grupo J&F —, o cacique tucano contempla o fracasso de uma estratégia oposta à que marcou sua trajetória: não ser notado para não ser mal falado. Até a eleição, 2018 conspirava a favor de Aécio Neves, que viveu 12 meses de alívio e euforia. Após ter sido arrastado para o olho do furacão nos escândalos da Odebrecht e JBS, flagrado pedindo 2 milhões de reais ao empresário Joesley Batista, no ano passado, ele superou obstáculos não só ao escapar da prisão, mas também ao se eleger deputado federal, mantendo, assim, o foro privilegiado. Sua primeira vitória veio em outubro de 2017, quando conseguiu reaver o mandato de senador que havia sido suspenso pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF). Dois meses depois, o ministro Marco Aurélio Mello, que tinha votado para que Aécio permanecesse em liberdade e com mandato na Primeira Turma, livrou a irmã do tucano, Andrea Neves, de prisão domiciliar, além de permitir que ela voltasse a se comunicar com outros investigados no processo da JBS. Já este ano, o senador comemoraria novos êxitos no STF. Em junho, foi a vez do ministro Gilmar Mendes arquivar o inquérito que apurava o envolvimento do ex-governador no escândalo de lavagem de dinheiro em Furnas. Com a candidatura a deputado lançada, em setembro, obteve mais duas decisões favoráveis no tribunal. Primeiro, o acolhimento do pedido da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, para arquivar o inquérito que apurava a participação do senador no caso conhecido como “mensalão mineiro”. Depois, a ordem do novo presidente do Supremo, Antonio Dias Toffoli, de afastar novamente o promotor Eduardo Nepomuceno de investigações contra Aécio e aliados no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), menos de duas semanas depois de ele determinar a reabertura do inquérito sobre a construção do aeroporto de Cláudio, a 140 km de Belo Horizonte, em 2010, no terreno da família do então governador. A sequência de boas notícias permitiu que Aécio ganhasse tempo e a tranquilidade necessária para tocar, de forma bastante discreta, a campanha eleitoral em Minas, juntando os cacos do pouco que havia sobrado de seu capital político pelo interior do Estado. Mas, logo depois de celebrar a vaga conquistada na Câmara dos Deputados, o que parecia se encaminhar para um ano de redenção se mostrou um choque de realidade diante das turbulências que o tucano deve ter de enfrentar em seu novo mandato em Brasília. Passada a eleição, o depoimento de Waldir Rocha Pena, dono de uma rede de supermercados em BH, recolocou Aécio na rota dos escândalos do grupo J&S. O empresário afirmou à Receita Federal que ele recebia dinheiro de propina da JBS em caixas de sabão em pó. A defesa do senador alegou que “a total ausência de provas comprova o caráter mentiroso da afirmação” feita por Pena. Além dele, outros donos de supermercados foram ouvidos na última terça-feira, na sede da Polícia Federal em Belo Horizonte, sobre o esquema de emissão de notas frias supostamente capitaneado por Aécio Neves para financiamento da campanha eleitoral em 2014 e investigado pela Operação Ross. Ainda em novembro, Dodge pediu ao STF a prorrogação do inquérito contra Aécio nas denúncias da Odebrecht. Na mesma semana, a PGR também conseguiu desarquivar a ação do caso Furnas e, três dias depois, o MP mineiro requisitou a devolução de 11 milhões de reais que teriam sido utilizados no período em que o tucano foi governador para custear mais de 1.000 voos pessoais, sendo 116 deles para o aeroporto de Cláudio. As batidas da PF em seu apartamento e no da irmã nesta terça foram autorizadas por Marco Aurélio Mello, que, em setembro de 2017, para justificar o voto a favor da liberdade de Aécio, exaltara a “carreira política elogiável” do senador. Dessa vez, o ministro voltou rechaçar o pedido de prisão domiciliar tanto para Aécio quanto para os demais investigados na Operação Ross, que tem seu primeiro grande desdobramento um ano depois de Mello solicitar a quebra de sigilo bancário dos irmãos Neves. Em pronunciamento no fim da tarde, Aécio disse que as delações de executivos da JBS “tentam transformar doações feitas a campanhas do PSDB, devidamente registradas na Justiça Eleitoral, em algo ilícito”. Fora os oito inquéritos que responde no STF, Aécio ainda tem de lidar com os cabos soltos em seu circuito político. Ele é visto entre lideranças tucanas, sobretudo pelo colega de Senado, Tasso Jereissati, que o sucedeu interinamente na presidência do PSDB, como o principal responsável pela derrocada do partido nas eleições. Enquanto articula apoio para Renan Calheiros (MDB), em retaliação a Tasso, na disputa pela presidência do Senado, o mineiro de 58 anos experimenta o fogo amigo de cardeais como Fernando Henrique Cardoso, que dizem abertamente que Aécio “precisa acertar suas contas com a Justiça” para evitar que escândalos de corrupção sigam respingando no partido. Os números dão a dimensão do rebaixamento de seu status. Em 2014, ele teve 51 milhões de votos no segundo turno da eleição presidencial. Este ano, foram pouco mais de 100.000 votos para deputado, cargo imposto como exigência de Antonio Anastasia para concorrer a governador. Apenas Aécio venceu seu pleito, mas voltou a sofrer um duro revés em seu berço eleitoral. Anastasia foi atropelado nas urnas por Romeu Zema, do NOVO. O ex-governador também é um dos investigados
Pimentel nomeia Padre Antônio Alvimar para reitor da Unimontes

Foi publicado no Diário Oficial do Estado desta sexta-feira (21) a nomeação do professor ANTONIO ALVIMAR SOUZA, para reitor da Unimontes, e a professora ILVA RUAS DE ABREU, para vice-reitora. Segue o Ato do Governador publicado Minas Gerais PELA SECRETARIA DE ESTADO DE DESENVOLVIMENTO ECONÔMICO, CIÊNCIA, TECNOLOGIA E ENSINO SUPERIOR Pela Universidade Estadual de Montes Claros nomeia, nos termos do art. 14, II, da Lei nº 869, de 5 de julho de 1952,e tendo em vista a Lei Delegada nº 182, de 21 de janeiro de 2011, e o Decreto nº 45.537, de 27 de janeiro de 2011, ANTONIO ALVIMAR SOUZA, MASP 1045557-4, para o cargo de provimento em comissão de REITOR, código RE-MC, da Universidade Estadual de Montes Claros. nomeia, nos termos do art. 14, II, da Lei nº 869, de 5 de julho de 1952, e tendo em vista a Lei Delegada nº 182, de 21 de janeiro de 2011, e o Decreto nº 45.537, de 27 de janeiro de 2011, ILVA RUAS DE ABREU, MASP 1045752-1, para o cargo de provimento em comissão de VICEREITOR, código VR-MC, de recrutamento limitado, da Universidade Estadual de Montes Claros
Suspeita de propina de 110 milhões de reais recoloca Aécio na mira

Passadas as eleições, o cerco se fecha contra Aécio Neves (PSDB-MG) e os partidos da base aliada do consórcio Temer-PSDB. Na manhã desta terça, 11, a Polícia Federal vasculhou imóveis do senador e da irmã, Andrea, no Rio e em Minas Gerais. Também houve buscas em endereços de Paulinho da Força (SD-SP). – A devassa é parte da operação Ross e foi autorizada pelo ministro Marco Aurélio Mello (STF) a pedidos da procuradora-geral da União, Raquel Dodge, com base em delações de executivos da J&F – a holding que controla a empresa JBS. De acordo com a PF, o grupo repassou ao senador 110 milhões de reais em propina entre 2014 e 2017. Empresários teriam contribuído com o esquema, por meio de caixa 2 e notas frias. Desse total, diz a PF que 15 milhões de reais teriam sido usados por Aécio para comprar o apoio do Solidariedade (SD), partido de Paulinho da Força, nas eleições de 2014. Outros 20 milhões teriam pago o suporte do PTB, além de outros partidos. Naquele ano, o líder sindical declarou o apoio ‘pessoal’ a Aécio já em janeiro, prometendo compromisso do Solidariedade e das centrais sindicais ao partido na campanha. Nas eleições de 2010, o apoio apaixonado era de Dilma. Antonio Anastasia (PSDB-MG), José Agripino Maia (DEM) e os deputados Benito Gama (PTB-BA) e Cristiane Brasil (PTB) também são investigados no caso. Cortina de fumaçaChama atenção a discrição dessas ações. Diferente de outras conduções e buscas, não houve qualquer espetáculo midiático: a polícia chegou aos imóveis em carros descaracterizados, por volta das seis da manhã, e saiu carregando malotes. Os primeiros registros de imprensa só foram publicados quando a operação já acontecia, sem qualquer registro visual que constrangesse os envolvidos. Mesmo assim, o caso tomou o espaço dedicado aos desdobramentos do relatório do Coaf, que envolve o filho mais velho de Jair Bolsonaro e a primeira-dama em movimentação financeira suspeita de um ex-assessor. Na opinião do cientista político Rui Tavares Maluf, professor da FESPSP, o descrédito do establishment político favorece o discurso autoritário e anti-barganha de Bolsonaro. “Me parece claro que se houverem mais operações como essa, tanto opinião pública quanto a classe política podem ficar mais dóceis à aprovação, por exemplo, da Reforma da Previdência.” A decisão do ministro está sob sigilo e a nota oficial divulgada pela PGR reforça que “não há prisões e nem medidas a serem cumpridas na sede do Congresso”. O tom misterioso tem razão de ser: a PGR e Marco Aurelio negaram o pedido da PF para manter Aécio, Andreia, Cristiane e Paulinho em prisão domiciliar. Aécio é réu em um caso ligado à Lava Jato por corrupção passiva e obstrução da Justiça no caso da ‘mala’ de Joesley Batista, também sob as delações da JBS. Outros seis inquéritos tramitam no STF.
Editora carioca publica livros de pequenos estudantes do Norte de Minas

Eles são alunos da educação infantil do 1º ao 6º ano da rede municipal de Patis – Quando aprender fazendo é enveredar no mundo mágico da literatura a experiência torna-se prazerosa e coloca os envolvidos em situação de protagonismo. E o que dizer quando se trata de alunos da educação infantil e do 1º ao 6º ano do ensino fundamental? A professora de português e literatura Patrícia Lopes da Silva teve a ideia de estimular escrita e leitura dos seus alunos. Criou o projeto “Jovens Escritores”, em parceria com a Editora Estante Mágica, do Rio de Janeiro. O resultado, já no primeiro ano (2017), foi a publicação de 32 livros. Neste ano o interesse cresceu e esse número saltou para 70 exemplares. Ela, que coordena o trabalho na Escola Municipal Francisco Soares, localizada na comunidade rural de Casa Nova, município de Patis (5.942 habitantes e a 105 quilômetros de Montes Claros), explica que sua inspiração é o amor à literatura. Cada aluno escreve um livro, com 18 páginas, sendo 12 de desenhos e 6 contendo textos. Patrícia acredita que a iniciativa pode revelar novos talentos para o campo literário. A coordenadora contou com a parceria da especialista em educação Carina Souto e das professoras Juliana, Rosenilda, Naydiane e Iracema para desenvolver atividades que incentivassem a imaginação e criatividade dos alunos. Para o trabalho de produção dos livros foram realizadas leituras de textos, projeção de filmes, realização de jogos e debates em sala de aula. Algumas histórias são inspiradas em fatos reais da vida dos autores. Outras têm como origem os contos de fadas ou histórias de terror. “Cada aluno escreveu sobre o que mais tinha afinidade. Durante três semanas eles concentraram-se em criar as histórias. Depois, encaminhamos o material final para a editora”, informou a professora. Com a chegada dos livros, nesta semana, foi marcada a manhã de autógrafos, quinta-feira 13, a partir das 8h30, nas dependências da escola. Os pequenos escritores receberão uma estrela literária em reconhecimento aos seus esforços e criatividade. A sessão de autógrafos terá a presença do prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá, e da secretária municipal de Educação, Maria Ilma Rodrigues Cordeiro. A cerimônia será presidida pela diretora Vera Lucia Pereira Pinto Rocha e pela vice, Maria Ivone Fernandes Soares. Editora carioca publica livros de pequenos estudantes do Norte de Minas Eles são alunos da educação infantil do 1º ao 6º ano da rede municipal de Patis Quando aprender fazendo é enveredar no mundo mágico da literatura a experiência torna-se prazerosa e coloca os envolvidos em situação de protagonismo. E o que dizer quando se trata de alunos da educação infantil e do 1º ao 6º ano do ensino fundamental? A professora de português e literatura Patrícia Lopes da Silva teve a ideia de estimular escrita e leitura dos seus alunos. Criou o projeto “Jovens Escritores”, em parceria com a Editora Estante Mágica, do Rio de Janeiro. O resultado, já no primeiro ano (2017), foi a publicação de 32 livros. Neste ano o interesse cresceu e esse número saltou para 70 exemplares. Ela, que coordena o trabalho na Escola Municipal Francisco Soares, localizada na comunidade rural de Casa Nova, município de Patis (5.942 habitantes e a 105 quilômetros de Montes Claros), explica que sua inspiração é o amor à literatura. Cada aluno escreve um livro, com 18 páginas, sendo 12 de desenhos e 6 contendo textos. Patrícia acredita que a iniciativa pode revelar novos talentos para o campo literário. A coordenadora contou com a parceria da especialista em educação Carina Souto e das professoras Juliana, Rosenilda, Naydiane e Iracema para desenvolver atividades que incentivassem a imaginação e criatividade dos alunos. Para o trabalho de produção dos livros foram realizadas leituras de textos, projeção de filmes, realização de jogos e debates em sala de aula. Algumas histórias são inspiradas em fatos reais da vida dos autores. Outras têm como origem os contos de fadas ou histórias de terror. “Cada aluno escreveu sobre o que mais tinha afinidade. Durante três semanas eles concentraram-se em criar as histórias. Depois, encaminhamos o material final para a editora”, informou a professora. Com a chegada dos livros, nesta semana, foi marcada a manhã de autógrafos, quinta-feira 13, a partir das 8h30, nas dependências da escola. Os pequenos escritores receberão uma estrela literária em reconhecimento aos seus esforços e criatividade. A sessão de autógrafos terá a presença do prefeito de Patis, Valmir Morais de Sá, e da secretária municipal de Educação, Maria Ilma Rodrigues Cordeiro. A cerimônia será presidida pela diretora Vera Lucia Pereira Pinto Rocha e pela vice, Maria Ivone Fernandes Soares.
PF deflagra operação matar o morto no apartamento de Aécio Neves.

Um ano e sete meses depois da delação de Joesley Batista e da gravação com o pedido de dinheiro de Aécio Neves – no qual ele sugeria até “dar um fim” no primo Frederico, o apanhador, para que este não delatasse – a Polícia Federal está no apartamento de Ipanema, zona sul do Rio, do ainda senador por Minas Gerais Aécio Neves. – Por Fernando Brito – Tijolaço A esta altura, só um milagre faria restar ali alguma prova de qualquer transação ilícita. Ainda assim, desta vez a coisa não teve o espalhafato do que ocorria quando os alvos eram outros. Nada de camburão, nada de toucas ninja, nem homens de preto carregando fuzis e muito menos “japonês” ou “lenhador hipster“. Como você vê aí na foto do G1, agentes a paisana, discretos, que assim mesmo tiveram de esperar uma hora até serem autorizados a subir ao apartamento de Aecinho. É claro que o errado na operação não são os trajes – nada de errado em agir com discrição, se isso fosse para todos – mas a data. A esta altura, a operação bem poderia se chamar “Matar o Morto”.
Grutas e cavernas mineiras guardam riquezas e patrimônio histórico

Formações rochosas, fósseis e pinturas rupestres encantam visitantes nas cavidades naturais do estado. Governo apoia pesquisas científicas que buscam preservação e descoberta de espécies O turista ou morador que quer desbravar Minas Gerais e conhecer seus atrativos tem muitas opções: são cachoeiras, parques naturais, diversos pontos turísticos e a própria culinária mineira, uma atração à parte. Mas, o que muita gente não sabe, é que o estado é o que mais concentra grutas e cavernas no país – das 16.034 cavidades naturais registradas pelo Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), 6.184 (38,5%) estão em Minas Gerais. Por isso, a Secretaria de Estado de Turismo (Setur) recomenda o passeio também pelas grutas abertas à visitação no estado. Entre as principais, estão a gruta da Lapinha, Maquiné e Rei do Mato, na Região Metropolitana de Belo Horizonte. Juntas, elas formam a Rota das Grutas Peter Lund, em homenagem ao naturalista dinamarquês que é considerado o pai da paleontologia e arqueologia no Brasil. “Porém, temos outras grutas turísticas, como a Gruta do Salitre, em Diamantina, e as grutas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, localizado em Januária/Itacarambi, e do Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros”, comenta o secretário de Estado de Turismo, Paulo Almada. A gruta do Maquiné, que fica em Cordisburgo, território Metropolitano, foi retratada pelo escritor Guimarães Rosa, ali nascido, no conto “Recado do Morro”: “(…) tão inesperada de grande, com seus enfeites de tantas cores e tantos formatos de sonho, rebrilhando risos na luz – ali dentro a gente se esquecia numa admiração esquisita, mais forte que o juízo de cada um, com mais glória resplandecente do que uma festa, do que uma igreja”. Assim, Rosa descrevia as formações rochosas do local, como as estalactites e estalagmites, como “formatos de sonho”. De fato, Maquiné é considerada uma das mais belas do mundo. A gruta, uma das mais visitadas no Estado, tem, entre suas belezas e atrativos, pinturas rupestres e outros vestígios arqueológicos. Com aproximadamente 650 metros de galerias e sete salões explorados e preparados com iluminação e passarelas, Maquiné foi descoberta em 1825 por Joaquim Maria do Maquiné, e explorada a partir de 1834 por Peter Lund. Em Lagoa Santa, a Gruta da Lapinha fica dentro do Parque Estadual do Sumidouro. A cavidade é um maciço calcário formado há 600 milhões de anos pelos restos do fundo do mar que cobria toda a região da bacia do Rio das Velhas. Tem uma estrutura repleta de salões cobertos por estalagmites e estalactites. Por ali passaram mais de 44 mil visitantes em 2017. Ao lado da gruta, é possível conhecer o Museu Peter Lund, que conta com acervo de cerca de 80 fósseis encontrados no século 19 durante pesquisas na região. Há, ainda, o Museu Arqueológico da Lapinha, famoso por sua arquitetura em forma de castelo europeu. Ali está exposta a ossada do homem de Lagoa Santa, datado com mais de 10 mil anos, além de outras ossadas e fósseis. Considerada uma das 50 maiores grutas de Minas Gerais, a Rei do Mato, em Sete Lagoas, impressiona pela dimensão: são 998 metros de extensão. Com quatro salões abertos à visitação, as formações de estalagmite da gruta chamam a atenção de geólogos de todo o mundo. Existem duas raras colunas cilíndricas com diâmetro de aproximadamente 25 centímetros e 12 metros de altura, localizadas em seu último salão. Nenhuma gruta brasileira tem esse tipo de espeleotema em seu interior. Roteiro ecoturista extenso Menos conhecidas, porém ricas em história, existem outras grutas abertas à visitação no estado e fora do território Metropolitano, como o Monumento Natural Gruta do Salitre em Diamantina e as grutas do Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, localizado em Januária/Itacarambi e do Parque Estadual da Lapa Grande, em Montes Claros. “O número de ecoturistas em Minas Gerais aumentou de 31,7% em 2014 para 36% em 2017. É o segundo tipo de turismo mais buscado no estado, atrás apenas do cultural (46%), de acordo com pesquisa que realizamos no ano passado. Assim, é um turismo que valorizamos e no qual temos investido”, destaca o secretário de Estado de Turismo, Paulo Almada. O Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, situado ao Norte de Minas Gerais, possui estrutura com fendas imponentes, além da beleza da Gruta do Janelão, que é iluminada por uma claraboia. Outro aspecto que impressiona no parque é a Perna da Bailarina, considerada a maior estalactite do mundo, com cerca de 28 metros de altura. Nova iluminação Em janeiro deste ano, foram anunciados investimentos nas grutas da Rota Peter Lund – Lapinha, Maquiné e Rei do Mato. O projeto, no valor de R$ 2,56 milhões, tem como objetivo melhorar a conservação das grutas e oferecer mais conforto aos visitantes, com obras de infraestrutura. No Parque Estadual do Sumidouro, onde fica a Gruta da Lapinha, foi feita a desapropriação do Castelinho, construção de propriedade particular que fica dentro da área do parque e abriga peças arqueológicas. O imóvel foi adquirido ao custo aproximado de R$ 500 mil, pelo IEF, que passou a fazer a gestão do local. Serão feitas ainda outras melhorias, a exemplo da compra de sistema de videomonitoramento e o plano de manejo espeleológico da caverna. No Monumento Natural Estadual Gruta Rei do Mato será feita a troca de guarda-corpos e corrimão na área interna da gruta e pequenas reformas. Já no Monumento Natural Estadual Peter Lund, onde está a Gruta de Maquiné, será realizada a reforma do Museu de Maquiné e melhorias na estrutura das trilhas. As duas unidades já contam com lojas de artesanato e produtos da economia local, além de lanchonetes, o que foi possível após processo licitatório realizado neste ano. O Parque Estadual do Sumidouro também será contemplado com estes equipamentos em sua área de visitação. Pesquisa científica A grande maioria das cavidades naturais de Minas Gerais é protegida por áreas de preservação, nas quais só se entra com autorizações especiais, concedidas, em geral, a pesquisadores. O Estado é a sede do maior número de grutas e cavernas do Brasil e uma das
Médium da Casa Dom Inácio de Loyola, de Abadiânia, é denunciado

Mulheres relatam a Pedro Bial abusos sexuais do médium João de DeusPor enquanto, dez mulheres acusam o médium João de Deus de abusos sexuais, durante tratamentos espirituais realizados na Casa Dom Inácio de Loyola, na cidade de Abadiânia, em Goiás. As histórias com detalhes foram reveladas no programa Conversa com Bial, na noite desta sexta-feira (7), na Rede Globo, de acordo com informações do G1. Apenas uma das mulheres aceitou se identificar. Zahira Leeneke Maus, uma coreógrafa holandesa, conheceu a Casa em 2014, quando buscava a cura espiritual para traumas passados justamente com abuso sexual. As outras, todas brasileiras, optaram pelo anonimato. Segundo os relatos, João de Deus agiu de forma semelhante em todos os casos. Durante os atendimentos espirituais coletivos, o médium dizia às mulheres que elas deveriam procurá-lo em sua sala, porque tinham sido escolhidas para receber a cura. Elas garantem que, quando estavam sozinhas com ele, eram violentadas. “Pegava na minha mão para eu pegar no pênis dele. (…) Ele falava: ‘Põe a mão, isso é limpeza. Você precisa dessa limpeza, é o único jeito de fazer isso”’, denunciou uma mulher que procurou João de Deus para cura espiritual. Segundo Zahira, ao ouvir os relatos de outras mulheres, ela percebeu que “existe um sistema. A primeira coisa é vire de costas, eu vou te curar. Existe um padrão (…) Você é manipulada a acreditar na cura”. Zahira recordou, ainda, do que ocorreu com ela: “Pensei: por que tenho que colocar minha mão no seu pênis para ser curada? Me colocou de joelhos diante dele. Abriu a calça e colocou a minha mão no seu pênis”. Em outra ocasião, a coreógrafa afirmou que sido “penetrada por trás” pelo médium. A coach espiritual norte-americana, Amy Biank, responsável por encaminhar pessoas em peregrinação para a Casa Dom Inácio de Loyola desde 2002, afirmou a Pedro Bial que os colaboradores que trabalham com o médium têm conhecimento do que ocorre acontece e quem tenta denunciar acaba saindo da Casa por medo, já que ele é um “homem muito poderoso”. Amy revelou ter sofrido ameaças de morte. “Uma delas (pessoa que trabalhava para João de Deus) disse que tinha limpado a boca de uma menina. Disseram que era ectoplasma e ela estava tão doutrinada que não percebeu que era sêmen”, declarou Amy. João de Deus nega Em nota enviada ao programa, a assessoria de imprensa do médium diz: “Há 44 anos, João de Deus atende milhares de pessoas em Abadiânia, praticando o bem por meio de tratamentos espirituais. Apesar de não ter sido informado dos detalhes da reportagem, ele rechaça veementemente qualquer prática imprópria em seus atendimentos”. João Teixeira de Faria é o médium mais conhecido do Brasil, com fama internacional. A Casa Dom Inácio de Loyola recebe até 10 mil pessoas por mês para atendimentos, boa parte delas estrangeiras.
Arlen Santiago ganha queda de braço de Gil Pereira, no DNOCS

Alex de Arlen é o novo coordenador Estadual do DNOCS em Minas Gerais, substituindo Guila de Gil Tomou posse nesta quinta-feira (7), para chefiar o Departamento Nacional de Obras Contra as Secas no estado de Minas Gerais, o advogado Aleksander Oliveira de Souza, conhecido como Alex de Arlen, pela sua afinidade com o parlamentar Arlen Santiado, do PTB mineiro, em substituição ao ex-vereador Guilherme Dias Ramos, também conhecido como Guila de Gil, pela sua aproximação com o deputado estadual Gil Pereira, do PP. A posse aconteceu na sede da Administração Central do DNOCS, em Fortaleza, pelo diretor Geral, Angelo Guerra. O novo Coordenador tem 46 anos, casado, bacharel em Direto, servidor da Assembleia Legislativa de Minas gerais, por mais de 15 anos. Foi funcionário do Banco do Brasil durante dois anos e atuou na empresa privada ENGESOLO – MG.Aleksander Oliveira de Souza disse está confiante com o quadro qualificado e competente da Coordenadoria e acrescentou: “acredito no DNOCS e ele ainda pode e vai fazer muito por Minas Gerais”.O diretor Geral do DNOCS, Angelo Guerra, fez um rápido pronunciamento dizendo que uma boa equipe de trabalho, coesa, leal e eficiente a Autarquia possuí. E acrescentou: “muitos trabalhos já foram feitos, poderemos fazer mais pelo Nordeste e acredito que nossas ações terão prosseguimento.”A solenidade de posse contou com a participação dos Diretores de Infraestrutura, Roberto Otto Massler, de Administração, Gustavo Medeiros, de Produção, Felipe Belchior, do coordenador de Análise Jurídica, Felipe Carvalho, dos coordenadores estaduais de Pernambuco, Marcus Ruerda, da Paraíba, Alberto Oliveira e do Ceará, Hermenegildo Souza Neto, do coordenador de Planejamento e Gestão Estratégica, Nilo Barsi, do chefe da Divisão de Gestão de Pessoas, Marley Cisne de Morais, da chefe do Serviço de Administração de Pessoal, Rocicler Cabral de Araújo e do Chefe do Serviço de Comunicação Social, Aluísio Ferro Gomes