PF quer indiciar Aécio no “mensalão”: vão “matar o morto”?

Por Fernando Brito, do Tijolaço – No seu incrível esforço para provar que “a lei é para todos”, a Polícia Federal, através de O Globo, anuncia que Aécio Neves “atuou em 2005 para maquiar os dados do Banco Rural entregues à CPI dos Correios, que investigou o esquema do mensalão”. É claro que isso só acontece porque Aécio, como antes o ex-governador Eduardo Azeredo, politicamente, está mortos. Donde nenhuma diferença faz e não fará, porque o texto transcrito pelo jornal é do melhor “padrão Sérgio Moro-Deltan Dallagnol”: No relatório, Heliel [Heliel Jefferson Martins Costa, o delegado da Polícia Federal que assina o tal relatório] explica que as provas indiciárias ocorrem nos casos em que “são demonstrados fatos secundários, devidamente comprovados, a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando, por meio de induções ou raciocínio lógico”. Em outras palavras, o delegado diz que o envolvimento do senador tucano teria sido provado a partir de fatos que, reunidos em ordem lógica, possibilitam ao investigador afirmar que Aécio não tinha como não saber ou não ter participado da trama apurada. Não é? “Provas indiciárias = meros indícios, não provas”; “a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando = o fato não é fato, mas convicção”; “não tinha como não saber ou não ter participado da trama = arremedo de teoria do domínio do fato“. É claro que isso não vai prosperar, exceto se houver a intenção de “matar os mortos” para provar que há isenção política. E para, tardia e inutilmente, justificar a monstruosidade jurídica daquele famoso voto do “não tenho provas, mas a literatura jurídica me permite condenar”, usado contra o ex-ministro José Dirceu.
AÉCIO MANIPULOU DADOS DE CPI QUE APUROU O MENSALÃO

– A Polícia Federal afirma, em um relatório datado de maio deste ano, ter conseguido provas de que o senador Aécio Neves (PSDB-MG) atuou para maquiar os dados do Banco Rural que foram entregues à CPI dos Correios, que apurou o esquema do chamado mensalão, em 2005. De acordo com o delegado federal Heliel Jefferson Martins Costa, os dados foram alterados de maneira a omitr a ligação da instituição com as empresas do operador do esquema Marcos Valério e o governo mineiro, que na época era comandado por Aécio. Segundo a PF, as provas contra o tucano aparecem nas ocasiões em que “são demonstrados fatos secundários, devidamente comprovados, a partir dos quais é possível extrair a convicção da existência do fato probando, por meio de induções ou raciocínio lógico”, ou seja: Aécio não tinha como não saber ou não ter participado do esquema investigado. As investigações, iniciadas a partir da delação do ex-senador e presidente da CPI dos Correios em 2005 e 2006 Delcídio do Amaral, apontam que Aécio e o vice-governador Clésio Andrade teriam maquiado os dados apresentados para deixar políticos do PSDB fora das apurações.Como resultado da maquiagem das informações, os nomes dos fiadores dos empréstimos contraídos por Marcos Valério foram omitidos do relatório da CPI. Isto teria acontecido após Aécio acertar com Delcidio a extensão do prazo para que o Banco Rural concedesse as informações solicitadas. “A exclusão foi feita sem qualquer motivação idônea, vez que não houve alteração nas garantias dadas para quitar o empréstimo que justificassem a renúncia pelo banco dos compromissos fidejussórios (garantias) prestados por Mauri José — presidente da ALMG e líder do Governo Mineiro naquela casa legislativa — e Danilo de Castro — secretário do Governo de Minas Gerais à época dos fatos”, destaca o relatório da PF.
Trabalhadores do Norte de Minas Gerais denunciam violência fundiária

Em 2017, estado teve aumento de 22,95% nos conflitos de terra e 19,4% nos conflitos por água Representantes de pescadores e camponeses do Norte do estado de Minas Gerais estiveram na Câmara dos Deputados nesta quinta-feira (12) para denunciar os conflitos de terra na região, que hoje atingem 16 comunidades, segundo dados do Conselho Pastoral dos Pescadores e da Comissão Pastoral da Terra. Por Cristiane Sampaio – Brasil de Fato Durante uma audiência pública na Comissão de Direitos Humanos, os trabalhadores destacaram a preocupação com decisões de reintegrações de posse que têm levado ao despejo de comunidades tradicionais em terras públicas na região. Além disso, eles relataram a deputados e membros do Ministério Público que têm sofrido constantes ataques praticados por jagunços e fazendeiros e ainda processos de criminalização de lideranças. A pescadora Erundina dos Santos, da Articulação Nacional das Pescadoras de Januária/MG, conta que a situação de violência compromete o acesso das comunidades à água e à terra, prejudicando a saúde e a qualidade de vida da população local. “Isso impede a gente de ter o próprio trabalho pro sustento – impede de plantar uma roça, de fazer a pesca. Eles, nos grandes empreendimentos, podem tudo, e a gente não pode nada. Nós nos sentimos recuados, porque a gente não tem direitos”, desabafa Erundina. Segundo dados da Pastoral da Terra, em 2017, os conflitos de terra em Minas Gerais tiveram aumento de 22,95% em relação ao ano anterior, com 61 casos envolvendo mais de 5 mil famílias. Em 2016, o estado ocupava a décima colocação no ranking nacional de conflitos, mas, em 2017, saltou para a sexta posição. O estado também é destaque no que se refere aos conflitos por água, estando na primeira posição entre todas as unidades da Federação. No ano passado, foram registrados 72 casos, configurando um aumento de 19,4% em relação a 2016. No Norte de Minas Gerais, comunidades vivem às margens do rio São Francisco, de onde retiram o sustento / Pastoral dos Pescadores/Divulgação “Os números demonstram que, se não forem tomadas com urgência medidas cabíveis, é possível que depois a gente venha aqui reclamar de mortes. É importante uma atitude com veemência por parte do Estado”, defendeu Letícia Aparecida Rocha, da Pastoral da Terra. O procurador de Justiça Afonso Henrique Teixeira, coordenador das Promotorias Agrárias do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), aponta que a situação exige um conjunto de esforços, com articulação entre os atores do MP, das Defensorias Públicas do Estado e da União e do Poder Executivo, com destaque para os órgãos do governo federal. A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) tem papel central no processo porque é responsável pelos estudos e laudos relacionados a demarcações de terra. O órgão foi convidado para a audiência pública desta quinta, mas não enviou representante. “O que une todas essas questões é que está nas mãos do poder público, sem o empenho de qualquer recurso extra, a solução”, destacou Afonso Teixeira. A procuradora da República Eliana Torelly, da 6ª Câmara do Ministério Público Federal (MPF), informou que o órgão investe atualmente na análise de processos relacionados aos despejos das comunidades. Além disso, segundo ela, o MPF tem trabalhado no sentido de obter a demarcação das terras. No Congresso Nacional, comitiva de pescadores foi recebida por parlamentares do campo da oposição / Divulgação/ Pastoral dos Pescadores A Comissão de Direitos Humanos da Câmara informou ao Brasil de Fato que irá cobrar formalmente ao governo federal uma resolução para o problema.
Jô Moraes está entre Fernando Pimentel (PT) e Márcio Lacerda (PSB)

– PCdoB articula com PSB e PT nas eleições em Minas – Embora seja o nome forte do PCdoB ao Senado em 2018, a deputada federal Jô Moraes não descarta a possibilidade de sair como candidata ao governo de Minas como cabeça de chapa. Em meio à indefinição da dobradinha do PT com o MDB, a comunista pode, ainda, ocupar o lugar de vice na chapa de Fernando Pimentel. “Mas eu considero mais correta e possível a minha candidatura ao Senado. Na nossa compreensão, a candidatura ao Senado é mais adequada porque a resolução do partido tem como prioridades a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB-MA) e a ampliação da bancada federal com a minha eleição. Qualquer outra questão o PCdoB discute, mas não é a intenção”, diz Jô. Hoje, o PCdoB possui apenas uma senadora eleita, Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM). A chapa do PT já tem preenchida a 1ª vaga ao Senado: a ex-presidente Dilma Rousseff. PT e PSBNa possibilidade de firmar alianças, Jô diz que o partido tem mantido conversas com o PT de Pimentel e com o PSB, de Márcio Lacerda. Ela não confirma, mas fontes de bastidores garantem que o nome da deputada é cogitado para disputar o governo ao lado do ex-prefeito de Belo Horizonte.“O PCdoB tem essa visão de articulação no campo dos partidos progressistas no país. Estamos conversando e fazendo alianças. Há uma indefinição em vários Estados, assim como em Minas. Estamos conversando com o PSB, do Márcio, e com o Pimentel. Mas não há nada definido”, afirma Jô.Ela comenta que, devido à economia, o momento político é ainda mais tenso. Como reflexo, as alianças precisam ser mais fortes do que as convencionais. “O momento é delicado e pode ficar pior se as articulações forem frágeis. Cabe a nós encontrar saídas boas para Minas Gerais. As forças políticas precisam ter mais respeito por MG. É inadmissível que a política do ‘quanto pior, melhor’ continue valendo”, destaca. 2016Na última corrida eleitoral à prefeitura, Jô concorreu ao cargo ao lado de Reginaldo Lopes, do PT. Ela ocupou o lugar do vice. A parceria foi fechada no último minuto. Embora houvesse sinergia entre os partidos e os candidatos, o PCdoB acreditou que era a hora de os comunistas serem cabeça de chapa, proposta negada pelo PT. Eles ficaram em 4º lugar no pleito e conquistaram 7,27% dos votos válidos. “Na nossa avaliação, cabia, nas circunstâncias daquela eleição, o meu nome como cabeça de chapa”, relembra Fonte:Hoje em Dia
Pimentel e Dilma contra Anastasia e Aécio: Minas reedita 2014

Governador leva ex-presidenta e candidata ao Senado para o palanque, enquanto PSDB tenta driblar rejeição ao senador e réu “Sempre que eu pergunto ao Bias Fortes (político mineiro) se ele estará em Barbacena no fim de semana (sua cidade natal) e ele me diz que sim, eu sei que ele não vai estar. Mas às vezes eu vou, porque às vezes ele está”. Esse conto mineiro é atribuído a Tancredo Neves, e simboliza um pouco como funciona a política local, onde os acordos são selados após intensas conversas, mas não sem boa dose de desconfiança. Na disputa deste ano, não faltam conversas de bastidores e dúvidas sobre o impacto da reedição de velhas rivalidades postas à prova em 2014. Por Carol Scorce – Via Carta Capital A campanha estadual começou a ganhar contornos importantes quando surgiu a possibilidade da ex-presidenta Dilma Rousseff ser candidata ao Senado pelo estado, o que se confirmou agora em junho. Um dos possíveis adversários de Dilma será, novamente, Aécio Neves (PSDB), derrotado por ela nas eleições presidenciais em 2014. Mesmo que não disputem o mesmo cargo, Dilma e Aécio influenciarão diretamente uma corrida estadual nacionalizada, capaz de reeditar a polarização entre PT e PSDB no segundo maior colégio eleitoral do País. Para o governo, despontam os nomes do senador e ex-governador Antonio Anastasia (PSDB) – relator do processo de impeachment de Dilma – e do atual governador Fernando Pimentel, que cultiva sua velha proximidade com a ex-presidenta. A nacionalização da campanha transformará as eleições, segundo o cientista político Felipe Nunes, em uma disputa plebiscitaria. “Será binário, os azuis contras os vermelhos. Dilma é o símbolo mais forte de Pimentel de que ele é da turma do Lula, e na campanha ele tentará colar a imagem de Anastasia como aquele da turma do Temer.” Dilma já anunciou sua candidatura ao Senado; Aécio não disse nem sim, nem não Em 2014, a vitória de Pimentel ao governo modificou o comportamento dos eleitores nas últimas eleições. Antes, os mineiros agradavam a todos: a maioria costumava votar nos tucanos regionalmente e nos petistas para o cargo nacional. Os desafios para a reeleição de Pimentel não serão poucos. Além de rivalizar com o aecismo, abalado pela acusação contra o senador por corrupção e obstrução de justiça, o atual governador terá de reformar a imagem de seu governo, desgastado pela falta de recursos e investimentos, que inclui desde o corte de verbas em programas importantes, como na área da saúde, até o atraso nos salários dos servidores públicos. Interlocutores reafirmam que a crise no estado será a grande pedra no sapato do governo. Rogério Correia, deputado estadual pelo PT e primeiro-secretário da Assembleia, afirma que o contra-argumento para a acusação de má gestão são “os efeitos do golpe em Minas”, e nesse sentido, a figura de Dilma será um recurso importante na disputa da narrativa. Do outro lado, Anastasia esforça-se para se liberar da imagem de Aécio sem deixar de lado o capital político herdado do padrinho. Aécio ainda não sinalizou se sairá candidato à reeleição ao senado ou para a Câmra, ou se atuará nos bastidores. A exposição de Aécio pode criar dificuldades para sua defesa no Supremo Tribunal Federal. A pesquisa feita pelo Instituto Paraná em maio aponta Dilma na dianteira, com 24,4% das intenções de voto, contra os 21,1% do tucano. Este ano estão abertas duas vagas para o Senado em Minas. Uma pelo próprio Aécio, cujo mandato termina em 1º de fevereiro, e a outra deixada por Zezé Perella (PSDB), que já desistiu de tentar a reeleição. Além de Dilma, o governo ainda define se apoiará a candidatura da deputada-federal Jô Moraes, do PCdoB, também cortejada pelo PSB, ou se irá negociar com algum nome de centro. PSB Outro pré-candidato ao governo mineiro é Márcio Lacerda (PSB), ex-prefeito e um nome capaz de embolar ainda mais o jogo. Lacerda anunciou nesta semana o apoio do PROS e do PTD a sua a candidatura, mas não descartou, contudo, assumir como vice de Ciro Gomes (PDT) a disputa presidencial. Seu nome é cotado pelas lideranças do PSB para consolidar uma aliança com o pedetista. O desfecho ainda depende das negociações dos diretórios nacionais do PSB e do PT. Os petistas confiam que se forem retiradas suas candidaturas próprias em Pernambuco e na Paraíba, o PSB nacional estaria inclinado a apoiar Lula ou seu indicado. Seja como for, interlocutores afirmam que dificilmente Lacerda irá apoiar a chapa de Pimentel. Por outro lado, fontes no PSB afirmam que a aliança com Lula é improvável. A tendência atual do partido é apoiar Ciro Gomes, e Lacerda pode ser o nome para compor a chapa com o presidenciável. A sombra do MDB A presença de Dilma na campanha levanta a poeira do MDB mineiro jogada por Pimentel para debaixo do tapete desde 2016. O governador conseguiu segurar a base emedebista no estado durante e após o processo de impeachment da ex-presidenta. Na época, os seis parlamentares da sigla no Congresso voltaram pelo afastamento de Dilma. A relação foi publicamente rompida no início deste ano, e marcada pela abertura do processo de impeachment do governador pelo presidente da Assembleia Legislativa, Adalclever Lopes, tão logo o nome de Dilma foi posto em jogo. Nos bastidores, a cisão teria sido provocada pela pretensão de Lopes a uma das vagas ao Senado pela chapa do governo. Outra justificativa é pressão que o vice de Pimentel, Antônio Andrade, e o próprio presidente da Assembleia estariam sofrendo do diretório nacional do MDB para abandonar o governo e apoiar o grupo tucano em Minas, liderado por Anastasia. O PSDB integrou a base do governo do presidente Michel Temer a partir de sua posse, rompendo no fim de 2017. Embora Andrade já tenha anunciado sua pré-candidatura ao Palácio da Liberdade, os deputados federais emedebistas avaliam que a coligação com o PT estadual daria mais possibilidades de eleição e reeleição do que concorrerem em chapa própria, levando em conta o coeficiente eleitoral. Caso os petistas reformem essa aliança, cria-se uma fissura
Pacote do Veneno – SINTER repudia os golpistas Zé Silva e Raquel Muniz

Nota de repúdio aos deputados federais mineiros Zé Silva e Raquel Muniz por voto favorável ao Projeto de Lei 6299/2002 “Pacote do Veneno” O SINTER-MG, entidade representante dos trabalhadores da Extensão Rural Mineira e defensor histórico da agricultura familiar e agroecológica, vem por meio desta repudiar a atitude dos deputados federais eleitos por Minas Gerais, Raquel Muniz (PSD) e Zé Silva (SD), que votaram favoravelmente ao PL 6.299/2002, conhecido como Pacote do Veneno, um posicionamento lamentável, principalmente, do deputado Zé Silva, que se dizia contrário ao Projeto. É, no mínimo, incoerente que um deputado que é extensionista, já foi presidente da Emater-MG e se diz defensor da agricultura familiar, vote favoravelmente a um PL que vai totalmente contra a política nacional de ATER. O Pacote do Veneno foi aprovado em comissão especial da Câmara dos Deputados, que votou a favor da bancada ruralista e contra a população. Vale ressaltar ainda, que a votação foi realizada em sessão na qual foi proibida a presença de representantes de organizações com opiniões contrárias ao Projeto, como Ministério da Saúde, Anvisa, Departamento de Vigilância em Saúde Ambiental e Saúde do Trabalhador, Fundação Oswaldo Cruz, Ibama, Instituto Nacional do Câncer, entre outras centenas de organizações civis. O PL do Veneno altera completamente o sistema normativo de agrotóxicos e flexibiliza a regulamentação dos pesticidas, além de retirar poderes dos ministérios do Meio Ambiente e da Saúde nos processos de registro, deixando a regulamentação a cargo do Ministério da Agricultura, que justamente tem como missão promover o agronegócio. Um retrocesso para a gestão responsável dos agrotóxicos no país, que vai na contramão da tendência mundial de valorização e participação dos órgãos ambientais e de saúde, no controle do uso de agrotóxicos. Os interesses de toda a sociedade são representados por qualidade de vida, meio ambiente resguardado e alimentação protegida, e devem prevalecer sobre os interesses particulares da indústria química de pesticidas. Para aumentar a produção, é preciso investir em novas tecnologias, e não, aumentar a quantidade de veneno em nossos pratos. O SINTER-MG defende que seja feito o diálogo com a sociedade, priorizando a produção de alimentos mais saudáveis e de qualidade para os brasileiros, com princípios agroecológicos. Convocamos os trabalhadores da ATER, do campo, sindicatos e associações rurais, e a população para pressionar os deputados para que o Projeto não seja aprovado no plenário da Câmara. Só não é contra o Pacote do Veneno quem lucra com agrotóxicos! Acompanhem a plataforma contra os agrotóxicos, assinando a petição: Chega de agrotóxicos Confira o manifesto de diversas entidades contra o Pacote do Veneno: Contra os Agrotóxicos
Raquel Muniz e Zé Silva aprovam uso de venenos para a população

Na contramão do mundo Projeto aprovado em comissão especial da Câmara, com votos dos deputados Zé Silva e Raquel Muniz, prevê esconder o termo agrotóxico de produtos e dá mais poder para Ministério da Agricultura para deliberar sobre substâncias permitidasO Brasil é conhecido por ser bastante permissivo com relação aos agrotóxicos, os pesticidas usados na agricultura para conter pragas nas plantações. Muitos deles são proibidos na Europa e nos Estados Unidos por estarem relacionados ao câncer e doenças genéticas, mas aqui estão liberados. O Brasil é o maior importador de agrotóxicos do planeta e permite o consumo de pelo menos 14 tipos de substâncias que já são proibidas no mundo, por oferecerem comprovados riscos à saúde humana. Só em 2013 foram consumidos um bilhão de litros de veneno pela população, o que representa um mercado ascendente de R$ 8 bilhões. Na lista de “proibidos no exterior e ainda em uso no Brasil” estão Tricolfon, Cihexatina, Abamectina, Acefato, Carbofuran, Forato, Fosmete, Lactofen, Parationa Metílica e Thiram. Sem contar as substâncias que já foram proibidas por Lei – por estarem ligadas ao desenvolvimento de câncer e outras doenças de fundo neurológico, hepático, respiratório, renal ou genético -, mas que continuam em uso nas fazendas brasileiras por falta de fiscalização. “São lixos tóxicos na União Europeia e nos Estados Unidos. O Brasil lamentavelmente os aceita”, disse a toxicologista Márcia Sarpa de Campos Mello, da Unidade técnica de Exposição Ocupacional e Ambiental do Instituto Nacional do Câncer, em entrevista ao portal de notícias IG. Ela explica que o perigo de contaminação está na ingestão desses alimentos, mas também no ar, na água e na terra, o que torna o problema ainda mais grave. Produtos primários e secundários que fazem parte de nossa cadeia alimentar representam grande risco de contaminação. Pesquisadores da Universidade Federal do Mato Grosso analisaram 62 amostras de leite materno e encontraram, em 44% delas, vestígios de um agrotóxico já banido, chamado Endosulfan, conhecido por prejudicar os sistemas reprodutivo e endócrino. Além disso, também foram identificados outros venenos, ainda não banidos — é o caso do DDE, versão modificada do potente DDT, presente em 100% dos casos. Nesta mesma pesquisa, conduzida pelo professor Wanderlei Pignati, concluiu-se que em um espaço de dez anos os casos de câncer por 10 mil habitantes saltaram de 3 para 40. Além disso, os problemas de malformação por mil recém nascidos saltaram de 5 para 20. Assustador, para dizer o mínimo! PL do Veneno: Os 18 deputados que votaram a favor de aliviar o controle de agrotóxicos, dentre eles Zé Silva e Raquel MunizPor Luiza Belloni A sessão foi realizada a portas fechadas. Apenas parlamentares, assessores da comissão e pessoas credenciadas puderam acompanhar a discussão.A comissão especial da Câmara dos Deputados aprovou por 18 votos a 9 o projeto de lei 6299/02, que se refere ao pacote de mudanças na fiscalização e controle de agrotóxicos no Brasil. A oitava sessão em menos de três meses foi realizada a portas fechadas, conforme informou o Congresso Em Foco. Apenas parlamentares, assessores da comissão e pessoas credenciadas puderam acompanhar a discussão que terminou antes das 18h. A determinação partiu da presidente da comissão especial, Tereza Cristina (DEM-MS), alegando que a medida era necessária para conter o tumulto como na reunião anterior, quando o Greenpeace deixou na sala da comissão uma mala que disparou alarme de moto. A sessão foi interrompida por suspeita de que o objeto fosse uma bomba caseira. A organização não governamental assumiu a ação. Deputados da oposição, que tentaram sem sucesso adiar novamente a votação, criticaram o resultado e como a sessão foi realizada. Veja abaixo como cada deputado votou na sessão do dia 25/06/2018: A favor do projeto: Adilton Sachetti (PRB-MT) Alceu Moreira (MDB-RS) Carlos Gaguim (DEM-TO) Celso Maldaner (MDB-SC) César Halum (PRB-TO) Covatti Filho (PP-RS) Geraldo Rezende (PSDB-MS) Junji Abe (MDB-SP) Luís Carlos Heinze (PP-RS) Luiz Nishimori (PR-PR) Nilson Leitão (PSDB-MT) Prof. Victorio Galli (PSL-MT) Raquel Muniz (PSD-MG) Rogério Peninha (MDB-SC) Sérgio Souza (MDB-PR) Tereza Cristina (DEM-MS) Valdir Colatto (MDB-SC) Zé Silva (SD-MG) Votos contrários ao projeto:Alessando Molon (PSB-RJ) Bohn Gass (PT-RS) Edmilson Rodrigues (Psol-PA) Ivan Valente (Psol-SP) Jandira Feghali (PCdoB-RJ) Júlio Delgado (PSB-MG) Nilto Tatto (PT-SP) Padre João (PT-MG) Subtenente Gonzaga (PDT-MG)
Dilma Rousseff abre o jogo e disputará Senado por Minas Gerais

Enfim, a ex-presidente Dilma Rousseff falou. E falou o que o PT mineiro queria ouvir. Foi na noite de quinta-feira, 28, que Dilma falou pela primeira vez que será candidata ao Senado por Minas Gerais. * Por Carlos Lindenberg Até então, a ex-presidente, que transferiu seu domicílio eleitoral para Belo Horizonte, onde nasceu, em abril, não havia falado sobre a possibilidade de candidatar-se ao Senado ou a qualquer outro cargo. Dilma seguia o aconselhamento de Lula e demais dirigentes petistas para transferir o título para Belo Horizonte e não se manifestar sobre o que faria, coisa que ela cumpriu à risca. Na verdade, essa era uma estratégia do governador Fernando Pimentel que pensava em atrair como candidato ao Senado o deputado Adalcléver Lopes, presidente da Assembleia Legislativa mineira. Adalcléver, no entanto, desconfiou de que sua posição de candidato único ao Senado, na chapa de Pimentel, estava ameaçada e foi a Brasília conversar com a presidente do PT , Gleisi Hoffmann, que negou a possibilidade de Dilma sair candidata ao Senado. O presidente da Assembleia não acreditou nem mesmo na nota divulgada pela senadora e resolveu, a partir daí, a se movimentar em duas direções: na primeira passou a defender candidatura própria do MDB ao Palácio da Liberdade; e a segunda foi mais forte: Adalcléver aceitou o pedido de impeachment do governador Fernando Pimentel, feita por um desconhecido advogado, criando assim uma crise sem precedentes entre o Executivo e o Legislativo mineiros – logo o MDB que praticamente coonestou todos atos de Pimentel na Assembleia. O pedido de impeachment, até pelo inusitado, não andou, mas está na mão de Adalcléver como a metáfora da espada nas mãos de Dâmocles – o personagem de Ovídio. A movimentação de Adalcléver obrigou o governador Pimentel, candidato à reeleição, a uma série de manobras para suprir a inexplicável ausência do antigo parceiro. Uma delas foi a reaproximação com o PC do B, que vinha conversando com outras legendas, a outra é uma tentativa de fazer do também candidato ao governo, ex-prefeito Márcio Lacerda (PSB), vice na chapa de Ciro Gomes (PDT), retirando-o da disputa em Minas em troca da retirada em Pernambuco da candidatura ameaçadora de Marília Arraes, neta do lendário sertanejo, que ameaça os planos do governador Paulo Câmara, PSB, à reeleição. Nesta semana, o PSB anunciou finalmente que vai apoiar Ciro, o que pode mexer com a política mineira, como deseja Pimentel, polarizando a disputa em Minas novamente entre o PT e o PSDB, como há mais de 16 anos. À espera da definição de Adalcléver, que ainda não disse nada, a não ser colocar seu nome como um dos três postulantes do MDB ao governo – os outros são o vice-governador Antônio Andrade e o deputado federal Leonardo Quintão – Pimentel acabou perdendo precioso tempo para avançar na composição de sua chapa, coisa de que se aproveitou o senador Antônio Anastasia, autor do relatório que derrubou Dilma e uma espécie de irmão siamês do ainda senador Aécio Neves, para montar o seu time com o deputado Marcos Montes, da bancada ruralista na Câmara Federal, como vice, e nesta semana com o ex-presidente da Assembleia, Dinis Pinheiro, ao Senado. Anastasia espera ainda a decisão do deputado Rodrigo Pacheco, DEM, e pré-candidato ao governo para saber se pode ou não contar com ele para o Senado, formalizando assim a chapa tucana – se Pacheco, que depende da candidatura de Rodrigo Maia não decidir logo, ele lança do radialista Carlos Viana, no lugar de Pacheco e apresenta ao eleitorado um nome absolutamente novo em matéria de política. Na sua primeira entrevista em que disse que será candidata ao Senado, Dilma Rousseff, preferiu sair alegremente de uma pisada no pé que lhe deu, no mesmo dia, de manhã, o seu adversário Dinis Pinheiro. Para o candidato ao Senado na chapa de Anastasia, mineiro vota em mineiro, e que Dilma chegou a Minas de paraquedas, ao transferir seu título eleitoral para Belo Horizonte, onde, além de ter nascido, fez o curso secundário no tradicional Colégio Estadual, onde conheceu e de quem se tornou amigo e parceiro de luta armada do governador Fernando Pimentel, de cuja chapa agora fará parte. Mas ao ser perguntada quinta-feira sobre o pisão de Pinheiro, Dilma não vacilou: – sou do mundo, sou de Minas Gerais, evocando uma canção imortalizada por Milton Nascimento. E deixou o salão sob aplausos da galera! Não sem antes prometer colocar em confronto, durante a campanha, o projeto que defende, de inclusão social, e o dos adversários, essencialmente neoliberal. Se o senador Aécio Neves será também candidato ao Senado? Se depender dos tucanos, não. O que deixa os mineiros sem a reedição da campanha de 2014 em que Dilma derrotou Aécio e deu o poder em Minas ao PT. * Carlos Lindenberg é jornalista e diretor do Brasil 247 em Minas
Pimentel bate o martelo e Parque Estadual de Botumirim vira realidade

A criação do Parque Estadual de Botumirim foi uma das bandeiras da 5ª Expedição Caminhos dos Geraes e sensibilizou o Governo de Minas Uma das propostas da V Edição da Expedição Caminho dos Geraes, realizada entre os dias 07 a 10 de setembro de 2017 foi a criação do Parque Estadual de Botumirim como objetivo a preservação de áreas estratégicas para a conservação da biodiversidade da região em que ela está inserida, inclusive com fauna e flora endêmicas e ameaçadas de extinção. Além de ser relevante do ponto de vista da proteção de importantes afluentes do Rio Jequitinhonha, com belíssimas cachoeiras, bem como para preservar o riquíssimo patrimônio espeleológico e arqueológico da região. Na última quinta-feira (28), o secretário estadual de Meio Ambiente, Germano Vieira, anunciou que o Estado aplicará R$500 milhões obtidos através de compensação com grupo empresarial de Belo Horizonte para aplicar nas áreas de preservação ambiental do Norte de Minas, em negociação que está sendo realizada e será resolvida em poucos dias. Ele se reuniu no auditório da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável de Montes Claros com uma comitiva de ambientalistas, comandados pelo secretário municipal de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, e o presidente do Instituto Grande Sertão, Eduardo Gomes.O Parque Estadual de Botumirim está localizada na Serra do Espinhaço e tem área prevista de 36.188 hectares. A futura Unidade de Conservação está a 197 quilômetros (km) de Montes Claros e a uma distância de aproximadamente 620 km de Belo Horizonte.A Câmara de Montes Claros, através do vereador ambientalista Soter Magno, também participou da reunião e entregou ao secretário Germano Vieira, uma moção de apoio assinado por todos os vereadores desta cidade, pela criação do Parque Estadual de Botumirim. Para o secretário de Meio Ambiente de Montes Claros, Paulo Ribeiro, a criação do Parque Estadual de Botumirim é uma vitória de todo o Norte de Minas que terá mais uma importante área preservada. “Um dos objetivos da nossa 5ª Expedição Caminhos dos Geraes, além de avaliar a situação do patrimônio natural da região, catalogando espécies e avaliando possíveis danos ambientais, foi a criação da Unidade de Conservação em Botumirin para preservar a fauna e flora daquela região, bem como, suas belíssimas cachoeiras. Hoje, estamos vendo este sonho sendo realizado, o que nos deixa muito contentes, por ser uma importante reserva para a manutenção da biodiversidade e dos mananciais hídricos”, comemorou Ribeiro.Segundo ele, além da criação do Parque Estadual de Botumirim, a 5ª Expedição Caminhos dos Geraes apresentou ao Governador de Minas Gerais, outras quatro demandas: a proibição de novas áreas para plantios de eucalipto; o monitoramento dos níveis freáticos para que haja novos parâmetros para emissão de outorga no Norte de Minas; a ampliação do Parque Estadual Veredas do Peruaçu a partir da aquisição de terras de proprietários que possuem dívidas com o estado e estão dispostos a negociar e o cercamento da área pantanosa de Pandeiros. Fotos: João Marques
PESQUISA IBOPE: LULA DISPARADO NA FRENTE, COM 33%

A primeira pesquisa presidencial do Ibope do ano, contratada pela CNI (Confederação Nacional da Indústria), confirma: Lula segue disparado na frente, com 33% das intenções de voto, seguido por Jair Bolsonaro, com 15%, Marina Silva, com 7%, Geraldo Alckmin, com 4%, e Ciro Gomes, com 4%; Lula, no entanto, vem sendo mantido como preso político em Curitiba para não disputar uma eleição que ele venceria com facilidade; todos os demais candidatos somados têm 36%, o que indica claramente a chance de vitória do ex-presidente no primeiro turno. A pesquisa foi realizada entre 21 e 24 de junho com 2 mil eleitores em 128 municípios. A margem de erro é de 2 pontos percentuais. Sem Lula no cenário ofertado aos eleitores, as eleições tornam-se uma fraude: brancos e nulos ganham com os mesmos 33% do ex-presidente. Veja os cenários da pesquisa estimulada (quando são apresentados os nomes dos candidatos): Cenário com Lula: Luiz Inácio Lula da Silva (PT): 33%Jair Bolsonaro (PSL): 15%Marina Silva (Rede): 7%Ciro Gomes (PDT): 4%Geraldo Alckmin (PSDB): 4%Álvaro Dias (Podemos): 2%Manuela D’Ávila (PC do B): 1%Fernando Collor de Mello (PTC): 1%Flávio Rocha (PRB): 1%Levy Fidelix (PRTB): 1%João Goulart Filho: 0Outro com menos de 1%: 2%Branco/nulo: 22%Não sabe/não respondeu: 6% Cenário sem Luiz Inácio Lula da Silva: Jair Bolsonaro (PSL): 17%Marina Silva (Rede): 13%Ciro Gomes (PDT): 8%Geraldo Alckmin (PSDB): 6%Álvaro Dias (Podemos): 3%Fernando Collor de Mello (PTC): 2%Fernando Haddad (PT): 2%Flávio Rocha (PRB): 1%Guilherme Boulos (PSOL): 1%Henrique Meirelles (MDB): 1%Levy Fidelix (PRTB): 1%Manuela D’ Ávila (PC do B): 1%Rodrigo Maia (DEM): 1%João Goulart Filho: 1%Outro com menos de 1%: 1%Branco/nulo: 33%Não sabe/não respondeu: 8%