Jarbas Soares tentou barrar candidatura de Paulo de Tarso

A eleição do promotor Paulo de Tarso para o cargo de procurador-geral de Justiça de Minas Gerais, realizada em 18 de novembro de 2024, trouxe à tona bastidores marcados por intensas articulaçõesíticas e tensões internas no Ministério Público de Minas Gerais (MPMG). Por Marco Aurélio Carone, editor do site Novo Jornal Dias antes do pleito, o atual procurador-geral, Jarbas Soares Júnior, já havia expressado publicamente sua insatisfação com a candidatura de Paulo de Tarso, acusando-o de ter lançado um “projeto pessoal” que representava uma ruptura com a gestão vigente. Essa insatisfação se traduziu na apresentação do Projeto de Lei Complementar nº 56/2024, protocolado ainda em 21 de outubro, com o claro objetivo de criar entraves à candidatura de Tarso. Em carta aberta divulgada no dia 6 de novembro, Jarbas Soares criticou duramente a postura de Paulo de Tarso durante a campanha eleitoral, especialmente o tom oposicionista adotado pelo ex-chefe de gabinete em eventos realizados no interior do estado. Jarbas chegou a mencionar que Tarso misturava questões religiosas e familiares em sua campanha, prática que classificou como de “péssimo gosto”. A candidatura de Tarso foi vista como uma ameaça à unidade da instituição e um desvio dos compromissos previamente assumidos por membros da gestão atual. Segundo Jarbas, o grupo havia acordado apoiar o candidato que demonstrasse maior trânsito político interno e externo, critérios que levaram à escolha de Carlos André Mariani Bittencourt, então procurador-geral adjunto institucional. Apesar das críticas e do apoio oficial de Jarbas a Mariani, Paulo de Tarso conseguiu consolidar sua base de apoio e superar os demais candidatos. A vitória de Tarso representou uma derrota política para Jarbas e seu grupo, que contavam com a continuidade de sua linha administrativa por meio de Mariani. Essa conjuntura reforça a interpretação de que o projeto de lei apresentado por Jarbas em outubro visava influenciar o pleito e dificultar a candidatura de seu ex-aliado. O Projeto de Lei Complementar nº 56/2024 propõe mudanças significativas na Lei Complementar nº 34/1994, que regula a organização do MPMG. Entre as principais alterações estão a obrigatoriedade de renúncia de cargos de confiança, como o de procurador-geral e corregedor-geral, pelo menos 30 dias antes de concorrerem à lista tríplice para a eleição do Ministério Público. Além disso, o projeto inclui a exigência de afastamento de funções em órgãos como o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) nos seis meses anteriores à candidatura. Essas medidas visam limitar a atuação de membros da administração que desejem concorrer à chefia do Ministério Público, contexto que se encaixava diretamente no perfil de Paulo de Tarso. A eleição de Paulo de Tarso, apesar das manobras políticas de Jarbas, representa uma mudança de rumos para o Ministério Público mineiro. Mesmo criticado por seu ex-chefe, Tarso conseguiu articular apoio suficiente para vencer a disputa, indicando que sua candidatura foi mais bem recebida do que o grupo de Jarbas esperava. Ainda assim, a apresentação do projeto de lei revela os esforços do ex-procurador-geral em tentar moldar o futuro do MPMG e criar uma estrutura normativa que reflita os valores defendidos por sua gestão. Após a vitória de Paulo de Tarso, o projeto de lei permanece em análise na Assembleia Legislativa de Minas Gerais. Encaminhado às Comissões de Justiça, Administração Pública e Fiscalização Financeira, ele será avaliado quanto à sua viabilidade e impacto. Caso aprovado, trará mudanças significativas na estrutura e no funcionamento do Ministério Público mineiro, incluindo novas regras que poderão afetar futuras eleições internas. Os bastidores dessa disputa evidenciam não apenas as tensões políticas dentro do Ministério Público, mas também a relevância de regulamentações administrativas em cenários de transição de liderança. O episódio revela o esforço de Jarbas em manter o poder, que culminou com uma derrota política expressiva. Ao mesmo tempo, a eleição de Paulo de Tarso demonstra a força de uma candidatura que, apesar das adversidades, conseguiu mobilizar apoio interno suficiente para desafiar a ordem estabelecida. Assim, o desenrolar da eleição e o envio do projeto de lei são capítulos interligados de uma história que reflete as complexas dinâmicas políticas e institucionais que permeiam o Ministério Público de Minas Gerais. Resta saber como as mudanças propostas por Jarbas impactarão o futuro da instituição sob a liderança de Paulo de Tarso, e se as divisões internas serão superadas em prol de uma gestão coesa e eficaz.

Aécio Neves enfrenta isolamento político e estigma de corrupção no PSDB

O deputado federal Aécio Neves (MG), um dos nomes mais controversos do PSDB, vive um momento de profundo isolamento político e eleitoral, carregando o peso de um estigma de corrupção que marcou sua carreira. Por Marco Aurélio Carone – Editor do Novo Jornal Saudoso dos tempos em que foi praticamente o “ditador de Minas Gerais”, Aécio tenta se reposicionar em um cenário político que pouco lhe favorece. Enquanto o PSDB enfrenta um declínio sem precedentes, o partido busca desesperadamente alternativas como federação, fusão ou incorporação para escapar da cláusula de barreira, que pode selar seu destino como legenda irrelevante no cenário político nacional. Em outro tempo uma potência eleitoral, o PSDB acumulou derrotas contundentes nos últimos anos. A legenda, que já contou com líderes emblemáticos como Mário Covas, Fernando Henrique Cardoso e José Serra, viu sua bancada federal encolher para menos da metade, não elegeu nenhum senador em 2022 e sofreu uma redução drástica no número de prefeitos eleitos em 2024. Mesmo a federação com o Cidadania revelou-se um fracasso, sendo a menos eficaz entre as três formações aprovadas até o momento. Com esse cenário, três governadores tucanos – Eduardo Leite (Rio Grande do Sul), Raquel Lyra (Pernambuco) e Eduardo Riedel (Mato Grosso do Sul) – estão sob a mira de outras legendas, como o PSD de Gilberto Kassab. Essa instabilidade reforça a necessidade de reorganização, mas também expõe as fragilidades de um partido que se encontra no fio da navalha. Aécio Neves, cuja imagem foi arranhada por acusações de corrupção, surge como um dos principais porta-vozes do PSDB em meio à crise, mas sua influência é limitada por seu histórico controverso. Saudoso dos tempos em que exerceu um poder quase absoluto em Minas Gerais, Aécio confirmou que o partido está em conversas com MDB, Solidariedade e Podemos para a formação de alianças. Contudo, ele reclamou do que chamou de “cooptação de lideranças tucanas sem diálogo institucional”. Essa queixa reflete tanto a disputa interna no PSDB quanto a dificuldade de atrair apoios consistentes. Sem citar nomes, Aécio criticou a estratégia de outros partidos que tentam absorver quadros tucanos de forma isolada. “Esse tipo de cooptação que estamos assistindo de maneira assertiva e, em alguns momentos, indelicada não atende aos interesses do PSDB. Não estamos buscando quem resolva o problema regional de A, B ou C”, afirmou. O desespero do PSDB para escapar da cláusula de barreira impulsiona as negociações para a formação de federações ou fusões. O presidente do MDB, Baleia Rossi, confirmou tratativas com tucanos para uma possível unificação. Segundo Rossi, há grande interesse em reunir as forças das duas legendas, que já tiveram colaborações históricas nos governos de Fernando Henrique Cardoso e Michel Temer. “A gente sabe que tem algumas questões a serem resolvidas, mas estamos conversando com os principais dirigentes do PSDB”, disse Rossi. Além do MDB, o PSDB também explora possibilidades com o PSD, que avalia sua própria estratégia de federação. Kassab, embora negue estar cooptando lideranças tucanas, afirmou que vê “com muita satisfação uma aproximação com um partido que tem excelentes quadros”. A imposição da cláusula de barreira, aprovada em 2021, obriga partidos com baixo desempenho eleitoral a buscar federações ou enfrentar o risco de desaparecimento. Para o PSDB, que já foi sinônimo de força política, a cláusula expõe o agravamento de sua crise. Ao mesmo tempo, a tentativa de sobrevivência através de alianças enfrenta desafios internos e externos. Internamente, a legenda precisa lidar com disputas por protagonismo, como a de Aécio Neves, que insiste na construção de um projeto “ao centro”. Externamente, a competição por lideranças com outros partidos dificulta a consolidação de acordos. Enquanto o PSDB luta para não cair na irrelevância, o isolamento de Aécio Neves e o estigma de corrupção que o acompanha reforçam as divisões internas. O partido que um dia foi pilar da política brasileira agora enfrenta um dilema existencial: reinventar-se ou desaparecer. Saudoso dos tempos em que foi praticamente o “ditador de Minas Gerais”, Aécio tenta se firmar como articulador de alianças, mas carrega um peso histórico que dificulta a construção de um futuro para o PSDB. Sem uma solução clara, o partido pode em breve se juntar ao rol de legendas que não resistiram às transformações políticas do Brasil.

Ponte no rio das Velhas é interditada para veículos pesados em Minas Gerais

Recomendação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) Veículos pesados estão proibidos de transitar sobre a ponte no rio das Velhas, na BR-356, em Várzea da Palma, região Norte de Minas Gerais. A recomendação é do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit). Em nota, o órgão informou que a restrição se aplica a veículos com peso superior a 25 toneladas. A interdição do tráfego ocorre devido às obras de “reforço da estrutura” da ponte, que permanecerá fechada para veículos pesados até a conclusão dos trabalhos. O trecho interditado abrange do km 138 ao km 158. “O local está sinalizado para alertar os usuários sobre a interdição temporária. No trecho, estão sendo realizadas operações de pesagem em veículos de carga”, acrescentou o departamento 14h01 – DNIT alerta para restrição de veículos pesados sobre a ponte do Rio Velhas, na BR-365/MGhttps://t.co/r54dh3UvJC — PRF MINAS GERAIS (@prf_mg) January 10, 2025

Venda de 15 usinas da Cemig foi anulada pela justiça de Minas Gerais

A Justiça de Minas Gerais mandou anular o edital de venda de 12 pequenas centrais hidrelétricas e três centrais geradoras hidrelétricas da Cemig Geração e Transmissão (Cemig GT), subsidiária da Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig), e da Horizontes Energia, também subsidiária. A decisão leva em consideração uma ação civil pública ajuizada na 2ª Vara da Fazenda Pública de Belo Horizonte, que contesta a realização do leilão, que foi feito em 2023, sem um referendo popular prévio. O juiz que assina a decisão, Fabiano Afonso, acatou a alegação de que a venda contrariou a Constituição estadual, que determina que desestatizações de estatais devem ser aprovadas por referendo popular. A defesa da empresa alegou que a venda dos ativos era um “ato de gestão empresarial de desinvestimento, comum em qualquer sociedade de economia mista”, e que não haveria “alienação das empresas, das pessoas jurídicas, nem tampouco transferência do controle acionário”. O leilão abordado na decisão é de 2023, que teve como vencedora a empresa Mang Participações e Agropecuária Ltda, com um lance de R$ 100,5 milhões pelo lote único do certame. As informações são do portal MegaWhat, especializado no mercado de energia. Atualmente, as privatizações da Cemig e da Copasa são prioridades do Governo de Romeu Zema em 2025. A intenção é aprovar a privatização no primeiro semestre deste ano, e levá-las a leilão no segundo semestre. Para agilizar o processo, o governo estadual defende a retirada de um referendo. A oposição é contra e diz que empresas estratégicas não devem ser privatizadas.

Internado há quase uma semana, Fuad volta a ser intubado nesta quinta-feira

Durante o período, ele se licenciou do cargo de prefeito, agora ocupado interinamente pelo vice, Álvaro Damião (União Brasil) O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), foi novamente intubado nesta quinta-feira (9 de janeiro) após ter registrado melhora no quadro de pneumonia nos últimos dias. Fuad está internado há seis dias no Hospital Mater Dei e havia sido extubado no último domingo (5 de janeiro). Conforme apurou O TEMPO, o chefe do Executivo teria passado a noite e a manhã bem, mas teve complicações perto do horário do almoço. “O prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman, segue internado na UTI – Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Mater Dei. Foi reintubado hoje após instabilidade respiratória. Está com programação de traqueostomia percutânea amanhã para melhor cuidado respiratório”, diz o documento assinado pelos médicos Enaldo Melo de Lima e Anselmo Dornas Moura. Hospitalizado na última sexta-feira (3 de janeiro), Fuad precisou ser sedado durante os primeiros dias na unidade médica, enquanto respirava com a ajuda de aparelhos. Durante o período, ele se licenciou do cargo de prefeito, agora ocupado interinamente pelo vice, Álvaro Damião (União Brasil). Esta é a quarta vez que o prefeito precisa ser internado desde que foi reeleito, em outubro do ano passado. Nas ocasiões anteriores, o prefeito – que tomou posse virtualmente para cumprir o segundo mandato na última quarta-feira (1°) – havia sido hospitalizado para tratar quadros de neuropatia periférica, pneumonia e sinusite, diarreia e sangramento intestinal. Nessa quarta-feira (8 de janeiro), o hospital havia informado que atualizações sobre o estado de saúde de Fuad não serão mais comunicadas à imprensa. Os boletins médicos, anteriormente divulgados diariamente, só serão enviados em caso de “alterações que precisem ser comunicadas”. Conforme justificativa do hospital, a medida dará mais privacidade à família de Fuad. O pedido partiu da família dele, segundo apurou O TEMPO. A última atualização divulgada pelo hospital informava que Fuad havia apresentado “evolução clínica” com “melhora nos parâmetros infecciosos”. O documento ainda afirmava que o prefeito estava “lúcido e orientado” e que os antibióticos administrados para o tratamento foram ajustados após exames

Fuad Noman é internado com insuficiência respiratória aguda

O prefeito respira com ajuda de aparelhos e está passando por exames para avaliação de saúde Dois dias após assumir o cargo, o prefeito de Belo Horizonte, Fuad Noman (PSD), voltou a ser internado no Hospital Mater Dei nesta sexta-feira (3), devido a um quadro de insuficiência respiratória aguda. De acordo com o boletim médico, Noman respira com ajuda de aparelhos e está passando por exames para avaliação de saúde. O prefeito não pôde comparecer à cerimônia de diplomação em 18 de dezembro por questões de saúde, e precisou ser internado um dia depois devido a complicações que incluíram diarreia e desidratação. Fuad Noman recebeu alta hospitalar somente em 23 de dezembro, mas, por recomendações médicas, participou da cerimônia de posse no dia 1º de janeiro de maneira remota. O prefeito revelou em junho de 2024 que foi diagnosticado com câncer linfático. Durante a pré-campanha, passou por tratamento quimioterápico e, em outubro, anunciou que o câncer estava em remissão

Vale repactua concessões das estradas de ferro Carajás e Vitória a Minas

Processo também envolveu a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e o Ministério dos Transportes A Vale informou que foram estabelecidas nesta segunda-feira (30) as bases gerais para a repactuação dos contratos de concessão das estradas de ferro Carajás e Vitória a Minas. O processo envolveu a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a União, por meio do Ministério dos Transportes, disse a mineradora em comunicado ao mercado. Sob as bases gerais da repactuação, a Vale se compromete com um aporte global máximo de cerca de 11 bilhões de reais, segundo a companhia, a título da revisão de levantamento da base de ativos das concessões, da otimização de obrigações contratuais e do replanejamento de investimentos. Sob os termos da transação, haverá um aumento de 1,7 bilhão de reais em provisão (reservas financeiras) relacionada a concessões ferroviárias, de acordo com a Vale. Segundo o ministro dos Transportes, Renan Filho, o entendimento com a Vale é “histórico”. Ele também destacou o papel do setor privado nos investimentos em infraestrutura. “Essa repactuação demonstra a solidez da parceria do governo do presidente Lula com o setor privado, que é crucial na ampliação dos investimentos na nossa logística”, escreveu na plataforma X. Firmamos hoje entendimento histórico com a Vale S.A., que vai injetar mais de R$ 17 bilhões na infraestrutura do Brasil. A resolução consensual revisa os valores das renovações antecipadas das ferrovias de Carajás e Vitória-Minas. De imediato, teremos R$ 4 bi de aporte. Essa… — Renan Filho (@RenanFilho_) December 30, 2024

IPVA 2025 Minas Gerais: Governo divulga escala de pagamento

Cobrança começa a ser feita em fevereiro, após aprovação de projeto de lei da ALMG adiando o início do pagamento. Proprietário que pagou os débitos do veículo em dia em 2024 e 2023 terá desconto de 3% do programa Bom Pagador A Secretaria de Estado de Fazenda de Minas Gerais (SEF/MG) publicou nesta sexta-feira (27/12), o calendário de vencimentos e as regras do Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) para 2025. O tributo passa a ser cobrado em fevereiro pelo Governo de Minas, dando mais fôlego às famílias mineiras no início do ano, quando há diversas outras despesas e contas para pagar. Conforme consta na Resolução 5.861 do Diário Oficial, a escala de vencimentos da primeira parcela, ou pagamento em cota única, vai de 3 a 7/2/2025, de acordo com o final de placa do veículo. O pagamento em cota única dá desconto de 3% sobre o valor do imposto. Veja a tabela abaixo: Bom Pagador O proprietário que pagou em dia todos os débitos do veículo nos anos de 2024 e 2023 ainda terá, automaticamente, o desconto extra de 3% do programa Bom Pagador. Ou seja, quem tiver o benefício do Bom Pagador e optar por pagar em cota única, poderá deduzir quase 6% do IPVA. Esses descontos estão ligados ao Registro Nacional de Veículos Automotores (Renavam) e não ao CPF/CNPJ do proprietário, por isso dependem da situação de veículo a veículo. Base de cálculo e valores A resolução publicada nesta sexta-feira tem efeito a partir do dia 1/1/2025, quando interessados em antecipar o pagamento já poderão quitar o IPVA. Além disso, a partir da data da publicação, proprietários de veículos que não concordam com a cobrança têm até 15 dias corridos para enviar recurso à Secretaria de Fazenda. Conforme a resolução, a base de cálculo e o valor do imposto podem ser consultados no Diário Eletrônico da SEF/MG. Impacto do adiamento A Secretaria de Fazenda projeta que, aproximadamente, 30% dos proprietários de veículos quitem o imposto em cota única e, apesar do adiamento do vencimento do IPVA, de janeiro para fevereiro, o Estado não será prejudicado, graças ao planejamento financeiro que foi feito. “Ao longo do tempo, a boa gestão do Tesouro Estadual foi o que permitiu essa prorrogação, sem comprometimento das obrigações financeiras. Algo em torno de R$ 4,8 bilhões que seriam arrecadados em janeiro foram postergados para fevereiro. Mas estamos preparados para absorver este impacto”, afirma o superintendente de Arrecadação e Informações Fiscais da SEF/MG, Leônidas Marques. [Com informações de Agência Minas]

Sobe para 41 o número de mortos no grave acidente na BR-116

Batida ocorreu na madrugada de sábado; um granito teria se soltado do veículo de carga e atingido o coletivo, que vinha na direção oposta Subiu para 41 o número de mortos no gravíssimo acidente envolvendo um ônibus, uma carreta bitrem e um carro de passeio na BR-116, em Teófilo Otoni, no Vale do Mucuri. A informação foi confirmada pela Polícia Civil (PC) na manhã deste domingo (22). “Estamos trabalhando com o número de entradas de corpos no IML (Instituto Médico-Legal). Se trata de um cenário muito complexo, um acidente de grandes proporções. Vamos validando dia a dia todas as informações de modo a validar se todas as vítimas são ou não de ocupantes do ônibus, por exemplo”, disse o delegado Saulo Castro, porta-voz da PC. Todos os corpos foram encaminhados ao longo da madrugada desse domingo para o IML de Belo Horizonte, no bairro Gameleira, na região Oeste. A PC trabalha agora com a identificação e liberação dos corpos. Segundo a instituição, o trabalho será feito com a maior celeridade possível. “Nós, da Polícia Civil, estamos todos mobilizados para dar a resposta o mais rápido possível. A gente entende a dor dos familiares, então queremos fazer essa identificação o mais rápido possível, respeitando o processo legista”, afirmou Felipe Dapieve, legista da Polícia Civil. Até o momento, o número de mortes no acidente é de 41. O acidente ocorreu na madrugada deste sábado (21). Segundo informações preliminares, um granito se soltou de uma carreta e atingiu um ônibus que vinha na direção oposta, provocando um incêndio no coletivo.

Bolsonarismo avalia romper com Zema e articular candidatura própria em minas

O cenário político mineiro está se desenhando de forma diferente para as eleições de 2026. O governador Romeu Zema (Novo), que já sinalizou sua preferência pelo vice-governador Mateus Simões (Novo) como sucessor, pode enfrentar uma situação inédita: o rompimento do apoio do bolsonarismo, que avalia lançar um candidato próprio ao governo de Minas Gerais. Entre os nomes mais cotados estão o deputado federal Nikolas Ferreira (PL-MG) e o senador Cleitinho Azevedo (Republicanos-MG). Essa possível divisão seria a primeira desde que Zema chegou ao poder em 2018, sempre contando com o apoio indireto do grupo bolsonarista. Em 2022, o Partido Liberal (PL) chegou a lançar Carlos Viana como candidato ao governo, mas, na prática, Jair Bolsonaro e outras lideranças do partido apoiaram a reeleição de Zema. Contudo, o distanciamento entre o governador e o ex-presidente tornou-se evidente nos últimos meses. A relação entre Zema e Bolsonaro esfriou após o governador mineiro evitar comentar o indiciamento de Bolsonaro por tentativa de golpe e sua ausência em um evento com o ex-presidente durante a última campanha em Belo Horizonte. Além disso, Zema optou por apoiar um candidato do Republicanos, e não Bruno Engler, o nome do PL, no primeiro turno das eleições municipais. Somente no segundo turno, ele declarou apoio ao candidato bolsonarista. Aliados de Zema, no entanto, refutam a tese de afastamento. Mateus Simões afirma que o governador sempre esteve alinhado à direita, mas nunca fez parte diretamente do grupo bolsonarista. “Nós somos da direita, sempre fomos. Não pertencemos propriamente ao grupo do Bolsonaro, mas estivemos ao lado dele nas eleições e estaríamos de novo, se necessário”, disse Simões. O vice-governador destaca ainda que a estratégia de Zema é manter a direita unida para evitar que a esquerda tenha chances de ir ao segundo turno nas eleições estaduais. Segundo ele, a possibilidade de uma divisão só beneficiaria adversários políticos. “Eles [Nikolas e Cleitinho] têm legitimidade para querer concorrer. Nunca disseram nada disso para o governo, mas as declarações que tenho visto sinalizam para esse caminho”, afirmou. Entre os nomes cotados pelo bolsonarismo para concorrer ao governo mineiro, Cleitinho Azevedo tem se mostrado mais explícito em suas intenções. Recentemente, ele declarou no Senado estar à disposição para a disputa e reforçou que há um diálogo com Nikolas Ferreira sobre apoio mútuo. “Se o Nikolas quiser ser candidato, estarei aqui para apoiá-lo. Caso contrário, estou à disposição de Minas Gerais”, disse Cleitinho, que garantiu que não permitirá o retorno de governos passados ao poder no estado. Nikolas, por outro lado, tende a se candidatar novamente a deputado federal, segundo integrantes do PL mineiro. O objetivo seria alavancar votos para fortalecer a bancada federal, já que o deputado obteve 1,5 milhão de votos em 2022, resultado que ajudou a eleger outros parlamentares da sigla. Cleitinho, que tem mandato de senador até 2030, não enfrentaria riscos ao tentar o governo estadual. Ele é conhecido por sua popularidade nas redes sociais, onde utiliza um discurso crítico à política tradicional e ao governo Lula. Recentemente, porém, surpreendeu ao elogiar a proposta do governo de isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil e ao apoiar uma PEC que extingue a escala de trabalho de seis dias com um dia de folga. Cleitinho afirmou que recebeu um convite do Novo para ser candidato ao governo mineiro pela legenda, mas essa informação foi negada por Christopher Laguna, presidente estadual do partido. “Convidamos Cleitinho para integrar o Novo no ano passado, mas não existe compromisso para que ele seja candidato a governador. Nosso compromisso é com Mateus Simões”, declarou Laguna. Simões, no entanto, pode estar de saída do Novo para o PSD, sigla liderada nacionalmente por Gilberto Kassab. Caso isso se concretize, o cenário político mineiro se tornaria ainda mais complexo, já que o PSD é atualmente aliado de Lula e deve apoiar a candidatura de Rodrigo Pacheco ao governo estadual em 2026. Essa movimentação colocaria em xeque a articulação da direita no estado. Nos bastidores, as discussões continuam. Enquanto Zema busca alinhar seu grupo em torno de Mateus Simões, o bolsonarismo avalia qual estratégia adotar para conquistar o Palácio Tiradentes. Apesar das declarações de unidade, a tensão entre os dois grupos é evidente e promete ser um dos fatores decisivos para a próxima eleição em Minas Gerais. O desfecho dessa disputa política em Minas Gerais dependerá da capacidade de articulação de Zema e de seu grupo para manter a direita unida, além das decisões estratégicas do PL e do Republicanos. A possibilidade de o bolsonarismo romper definitivamente com o governador, apresentando uma candidatura própria, não apenas abriria espaço para uma disputa mais fragmentada, mas também poderia alterar significativamente o equilíbrio de forças na política estadual. Com o cenário ainda indefinido, resta aguardar os próximos movimentos das lideranças envolvidas para entender qual será o rumo da direita mineira nas eleições de 2026. Certo é que, independentemente dos desdobramentos, a disputa pelo governo de Minas promete ser uma das mais intensas e polarizadas do próximo pleito.