Discurso de ôdio – André Valadão incita fiéis a matarem pessoas LGBT

“Se Deus pudesse, matava todos. Agora é com vocês” Durante culto, o religioso, que trava uma “guerra santa” contra as pessoas LGBT, convocou os seguidores para uma batalha em defesa da “moral e bons costumes” O pastor André Valadão, líder fundamentlista vinculado à Igreja Batista da Lagoinha, voltou a defender violência extrema contra as pessoas lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais. No entanto, dessa vez Valadão deu um passo à frente e passou uma espécie de missão para os fiéis. A porta que se abriu para o casamento homossexual, homoafetivo, não é um mero casamento. ‘Mas eles se amam, Jorjão com Jorjão, Therezinha com Therezinha […] ai, não, o que vale é toda forma de amor. Deixa casar, deixa viver’. Hoje você nas Paradas homens e mulheres nuas, com seus órgãos genitais completamente expostos, dançando na frente de crianças. Aí você horroriza”, disse o pastor. Após atacar as Paradas LGBT, André Valadão convoca as pessoas a matarem as LGBT. “Essa porta foi aberta quando nós tratamos como normal aquilo que a Bíblia já condena. Agora é hora de tomar as cordas de volta e dizer: ‘não, pode parar, reseta’. Aí Deus fala, ‘não posso mais, já meti esse arco-íris, se eu pudesse, eu matava tudo e começava tudo de novo. Mas já prometi para mim mesmo que não posso, então, agora está com vocês’. Você não pegou o que eu disse: agora está com você. Eu vou falar de novo: está com você”. “Sacode os quatro do teu lado e fala, ‘vamos pra cima. Eu e a minha casa serviremos ao senhor’. Aí, por causa de uma porta que parecia bonitinha, um casal LGBT casando, aí agora você tem drag queen dentro da sala de aula”, esbraveja André Valadão. “Sacode os quatro do teu lado e fala, ‘vamos pra cima. Eu e a minha casa serviremos ao senhor’. Aí, por causa de uma porta que parecia bonitinha, um casal LGBT casando, aí agora você tem drag queen dentro da sala de aula”, esbraveja André Valadão. Alguns têm a coragem de vir às minhas redes queixar-se de que estou falando muito deste assunto. Mas como posso me calar se o outro lado permanece atacando covardemente a população LGBTQIAPN+? pic.twitter.com/SeO6iq4Msq — Hermes Fernandes (@HermesFernandes) July 2, 2023
Zema posta frase de líder fascista Mussolini em rede social

Ao dar bom dia a seguidores neste sábado (1º), governador cita fala atribuída ao líder do Partido Nacional Fascista da Itália O governador Romeu Zema (Novo) compartilhou, neste sábado (1º), em uma rede social, uma frase do líder fascista Benito Mussolini (1883-1945). Mussolini, que liderou o Partido Nacional Fascista da Itália, foi primeiro-ministro entre 1922 e 1943. Durante a Segunda Guerra Mundial, ele foi um dos principais aliados de Adolf Hitler quando a Itália, ao lado do Japão, integrou a aliança então conhecida como Potências do Eixo. Ao dar bom dia aos seguidores, Zema publicou o trecho “fomos os primeiros a afirmar que, quanto mais complexa se torna a civilização, mais se deve restringir a liberdade do indivíduo”. O governador, que, nessa sexta-feira (30), cumpriu agenda em Araxá e Tapira, no Alto Paranaíba, e, neste sábado, não tem agenda oficial. Corriqueiramente, Zema publica frases na rede social quando dá bom dia e boa noite aos seguidores. Na sexta, por exemplo, o governador havia citado o sacerdote britânico John Henry Newman (1801-1890). “O mal prega tolerância até que se torne dominante. A partir daí, ele procura silenciar o bem”, compartilhou Zema.
Zema destina R$ 41 milhões para reformar estrada que leva a sítio da família em SP

Romeu Zema (Novo), atual governador de Minas Gerais, vai investir cerca R$ 41,2 milhões na recuperação de uma estrada que leva até o sítio pessoal de sua família, o “Rancho Zema”, em Rifaina (SP). A localidade é escolhida pelo governador para passar datas comemorativas. As informações a respeito da obra da estrada constam no edital aberto pelo Departamento de Edificações e Estradas de Rodagem de Minas Gerais (DER-MG). Na data 6 de junho, há a previsão dê obras de recuperação em 107 quilômetros da MG-428, do trecho que se inicia no entroncamento da BR-262, em Araxá (MG), cidade natal de Zema, até a divisa de Minas com São Paulo, onde fica o sítio da família do governador. O “Rancho Zema” está do lado paulista da divisa, na cidade de Rifaina, distante uma hora e meia de Araxá. Há fotos do chefe do Executivo fazendo passeios de lancha e nadando com os filhos na propriedade. A licitação para o início da construção, no entanto, ainda não tem um vencedor. Enquanto as obras de melhoria nas estradas que levam até a propriedade particular de Romeu acontecem, um relatório indicou, que mais de 40,5% das estradas em Minas tem qualidade considerada regular, enquanto 28,4% se enquadram como ruins, e 7,9% como péssimas. Servidores da administração mineira relataram que o governador é pressionado pela população da terra natal por melhorias na região e que localizações mais periféricas do estado carecem de melhorias na infraestrutura. A situação alarmante das estradas mineiras levou o Ministério Público do estado a mover três ações, duas contra o governo estadual e outra contra uma concessionária, para obrigar a realização de obras. O governo mineiro, em sua defesa, por meio de nota, afirmou que as decisões da reforma da rodovia se baseiam “unicamente em preceitos técnicos”. Disse ainda que o trecho em questão não passa por intervenções e melhorias robustas há décadas, tendo sido apenas alvo de operações “tapa-buraco”. “Há trincas, que, segundo a análise técnica, enfraquecem o revestimento e permitem a entrada da água, provocando problemas na estrutura. Há inclusive um abaixo-assinado dos moradores de Sacramento solicitando intervenções na rodovia”, disse trecho da nota apresentada pela administração de Zema.
Zema propõe acabar com aposentadoria de ex-servidores da Minascaixa

Perda de direitos – Mais de 300 idosos estão desde o mês de abril sem receber Está em discussão na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) um projeto de lei, apresentado pela gestão de Romeu Zema (Novo). O texto propõe um benefício assistencial para aposentados e pensionistas da Caixa Econômica do Estado de Minas Gerais, a antiga Minascaixa. Desde abril deste ano, o governo de Minas está deixando 367 trabalhadores sem receber. O PL 810/23, que recebeu parecer positivo da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) na terça-feira (13), propõe o pagamento de R$4 mil mensais aos aposentados e pensionistas. A mudança do caráter de aposentadoria para benefício tem gerado críticas de parlamentares e trabalhadores. Para a deputada estadual Beatriz Cerqueira (PT), o projeto do governo retira direitos dos profissionais que, em sua maioria, possuem mais de 80 anos. “O que o governo está fazendo é tirar o direito previdenciário de mais de 300 pessoas, que contribuíram a vida inteira, para transformá-lo em uma assistência que tem limites, teto e prazo de finalidade. Isso é muito grave”, avaliou a parlamentar, quando a secretária de Planejamento e Gestão, Luísa Barreto, apresentou a proposta, no último mês. Durante a discussão sobre a constitucionalidade do PL na CCJ, o deputado Professor Cleiton (PV) também questionou o mérito da proposta. “O PL 810/2023 transforma direito previdenciário em assistencialismo”, avaliou. “Não é compaixão, é direito”, diz pensionista Em audiência pública, na Comissão do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social da ALMG, realizada no final de maio, aposentados e pensionistas da empresa, que foi privatizada no início da década de 1990, destacaram que a falta de respostas concretas por parte do governo Zema tem gerado situações de instabilidade e desespero. “Não é questão de compaixão, e sim de direito”, disse a pensionista Maria Perpétua Bessa. Já a aposentada Maria José Franco, afirmou que os trabalhadores dependem do pagamento para “nossa sobrevivência”. Antes de ir para votação em primeiro turno na ALMG, o PL ainda vai ser discutido pelas comissões de Administração Pública, do Trabalho, da Previdência e da Assistência Social e de Fiscalização Financeira e Orçamentária. Fonte: BdF Minas Gerais
BH é a primeira capital do país a municipalizar Lei que incentiva cultura nas comunidades

Projeto aprovado na Câmara de Vereadores cria Política Municipal de Cultura Viva Por Ana Carolina Vasconcelos – Brasil de Fato Belo Horizonte é a primeira capital do país a municipalizar a Lei Cultura Viva. Considerada uma vitória por artistas da cidade, a novidade é fruto da aprovação do Projeto de Lei (PL) 816/2019, na Câmara dos Vereadores, no dia 5 deste mês. Agora, a expectativa é que se potencialize as iniciativas culturais nas comunidades e territórios do município. A proposta, da vereadora Cida Falabella (PSOL), foi construída com base na Lei Federal 13.018/2014, que institui a Política Nacional de Cultura Viva, por meio dos Pontos de Cultura. Construída em diálogo com especialistas e agentes culturais, o objetivo é fomentar iniciativas que desenvolvem ações socioculturais na cidade. A autora do PL que, ser for sancionado pela prefeitura, se tornará lei municipal, contou ao Brasil de Fato MG que acredita que, com a nova política, o incentivo às iniciativas culturais de base comunitária se tornará mais permanente e contínuo. “Somos a primeira capital do país a aprovar um projeto dessa natureza, num momento de retomada dessa política nacionalmente. A Cultura Viva é muito capilarizada e está em toda a cidade. Ter um ordenamento jurídico, que regule e dê concretude a essa política, é fundamental para que ela não seja descontinuada e os recursos cheguem para quem deve chegar”, destaca a vereadora Cida Falabella. Atualmente, Belo Horizonte possui 57 Pontos de Cultura certificados pelo Governo Federal, que, segundo a Lei 13.018/2014, têm o objetivo de “desenvolver ações culturais sustentadas pelos princípios da autonomia, do protagonismo e da capacitação social das comunidades locais”. Cida Falabella explica que eles articulam a cultura com diversas outras temáticas relevantes para a população, como saúde, meio ambiente, tecnologia, ancestralidade, entre outras. “Eles [os Pontos de Cultura] são muito diversos e fazem atividades de diferentes naturezas, como hortas comunitárias, bibliotecas, grupos de teatro, oficinas e muitas outras. É preciso fomentá-los, construindo redes de colaboração. Isso traz cidadania, pertencimento e também uma economia limpa e importante para o desenvolvimento da cidade”, comenta a vereadora de Belo Horizonte. Para o presidente do Ponto de Cultura Sôuai, o músico Tiocapone, que acompanhou o processo de elaboração do projeto de lei municipal, com a aprovação, o cenário cultural da capital mineira deve passar por mudanças positivas. “Vem para fortalecer a democracia e dar uma luz para artistas, agentes culturais das favelas, dos terreiros e das rodas. É um projeto que traz vida para as culturas populares. Vai possibilitar que nós, que tanto somos marginalizados, mas que acreditamos no poder da arte, da música, da cultura, possamos acessar meios de formação, produção, registro, serviços e difusão cultural”, avalia.
Suicídio de escrivã alerta para assédio e problemas de saúde mental na PC em MG

MG é o segundo estado com mais casos de suicídios entre policiais civis; foram três mortes em 2021, número inferior somente ao de SP, com oito O autoextermínio de uma escrivã da Polícia Civil de Minas Gerais, lotada em Carandaí, na região da Zona da Mata, com circulação de áudios indicando pressão psicológica e assédio moral acendem um alerta para um quadro muito mais profundo dentro da corporação: falta de estrutura e consequente deterioração da saúde mental dos servidores. Segundo o Sindicato dos Servidores da Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindpol-MG), isso ocorre em função de uma soma de fatores: falta de equipamentos e as condições inadequadas de serviços das delegacias e de cerca de 7 mil servidores na instituição. O levantamento feito pelo sindicato indica que são 10 mil policiais civis na ativa, número inferior ao necessário, de 17.500. Situação esta que, segundo o sindicato, potencializa os casos de assédio moral e leva os servidores a quadros clínicos de adoecimento mental. “Esse é um grande problema. Nem todos conseguem suportar essa pressão. Só neste ano, tivemos quatro suicídios entre servidores da Polícia Civil”, alerta Wemerson Oliveira, presidente do Sindpol-MG. A servidora morreu no último final de semana em Barbacena, na região do Campo das Vertentes. Áudios e vídeos compartilhados por ela apontam para um possível cenário de assédio moral e sexual, sobrecarga de trabalho e ingerência de seus superiores. Uma situação, que segundo o Sindicato dos Escrivães de Polícia Civil no Estado de Minas Gerais (Sindep-MG), acomete outros servidores que atuam na mesma delegacia onde atuava a escrivã, na cidade de Carandaí. “Os policiais estão adoecendo de forma muito perigosa e o cuidado com a saúde mental de nossos profissionais não tem chamado a atenção das autoridades responsáveis. A polícia está doente e quem deveria cuidar desses valorosos policiais está fingindo não ver”, destaca o sindicato. Conforme o levantamento feito pelo Anuário de Segurança Pública, divulgado em 2022, Minas Gerais é o segundo Estado com mais casos de suicídios entre policiais civis. Em 2021, último ano analisado pelo estudo, foram três mortes, número inferior somente do estado de São Paulo, com oito. O levantamento considera os dados disponibilizados pela Secretaria de Estado de Segurança Pública e/ou Defesa Social, além das polícias Civil e Militar. “É uma situação que vai além do salário ruim. Hoje tem policial que precisa comprar material para conseguir trabalhar, precisa tirar dinheiro do próprio bolso. Além disso, tem os coletes vencidos, armamentos ruins e que não atendem as necessidades de uma polícia que é investigada, sem contar a falta de servidores. Tudo isso colabora para esse adoecimento psicológico”, detalha Wemerson Oliveira, presidente do Sindpol-MG. As circunstâncias da morte da servidora são investigadas, conforme indica o Sindep. Áudios e vídeos com as denúncias dos episódios de violência são analisados pela associação. Em um destes materiais, inclusive, a escrivã teria sido vítima de assédio moral, machismo e de ameaças. O suspeito das violência teria sido um servidor com cargo superior ao exercido por ela. “Eu te chamei de piranha. Risos. É muito cabecinha fraca, é muito cabecinha fraca. (….) Eu não bato em mulher, mas se você fosse homem, uma hora dessa, ou eu ou você, estava morto”, indica trecho de um dos vídeos recebidos pelo sindicato. Com o material, além da apuração das denúncias, o Sindep-MG cobra por uma audiência pública para discutir o assunto. A associação quer que os suspeitos de terem assediado e ameaçado a servidora expliquem as denúncias. O encontro, segundo o Sindep, deve ser feito junto a autoridades públicas, além de amigos e familiares da escrivã. “O sindicato está fazendo o seu papel que é de cobrar providências. Lamentavelmente existem mais pessoas no limite do suportável. O Estado precisa encarar a saúde mental dos profissionais de segurança como prioridade”, completa. Investigação da morte A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) informou que, após o ocorrido, abriu um procedimento disciplinar e um inquérito policial para apurar as denúncias referentes aos fatos. “A Superintendência de Investigação e Polícia Judiciária (SIPJ), por meio da Inspetoria-Geral de Escrivães, além de uma equipe da Diretoria de Saúde Ocupacional (DSO), do Hospital da Polícia Civil (HPC), estão no município de Carandaí para acolhimento e atendimento dos servidores”, disse a instituição, em nota, que prestou condolências aos familiares, amigos e colegas da escrivã. Problema recorrente “O que aconteceu com a Rafaela é um problema real, não pontual, e o meio, muitas vezes, se rebela contra as pessoas que denunciam”, alerta um policial civil que, por medo de represálias, pediu para não ser identificado. O servidor, que atua em uma cidade do interior de Minas, está de licença psiquiátrica após ser diagnosticado com transtornos de ansiedade e depressão. “Além de serem ignoradas, as pessoas que são diagnosticadas com problemas de saúde mental passam a ser mal vistas. São julgadas como pessoas fracas e que não querem trabalhar, que inventam desculpas”, conta. Desde o diagnóstico, o policial civil começou a frequentar sessões de terapias. As consultas, segundo ele, se tornaram necessárias para conter os sintomas que teriam sido provocados pelas condições precárias de trabalho, que contemplam desde os problemas de infraestrutura até a falta de profissionais. “Quase todo mundo que eu conheço está doente de alguma forma, uma investigadora está em tratamento e com queda de cabelo”, detalha. Conforme o servidor, um dos principais problemas enfrentados pelos profissionais é a sobrecarga de trabalho. Jornadas para cobrir buracos, com horas extras não pagas e sem compensação em descanso, são algumas das questões recorrentes e que violam o artigo 58 da Lei Orgânica da Polícia Civil de Minas Gerais. “Eu já trabalhei mais de 40 horas semanais por anos, sem receber por isso ou compensar. E quando decidi não estender mais a jornada, fui mal avaliado, disseram que eu não era prestativo e não cumpria o pronto atendimento, apesar de serem horas extras sem remuneração e compensação”, aponta. Ainda de acordo com o policial, essas violências podem ser ainda mais frequentes com outros servidores. “Se no meu caso, que tive
BH tem jornada pela cidadania de pessoas LGBTI+ durante todo o mês de junho

Programação do evento conta com mais de 20 atividades gratuitas, entre debates e ações culturais Durante todo o mês de junho, quando se comemora o orgulho LGBTI+, acontece na capital mineira uma jornada pela cidadania. O evento tem o objetivo de ampliar a conscientização da sociedade sobre a diversidade sexual e de gênero e evidenciar as pautas da população. Organizada pelo Centro de Luta Pela Livre Orientação Sexual de Minas Gerais (Cellos/MG), a atividade conta com debates, rodas de conversa e intervenções artísticas. A jornada termina com a realização da 24ª Parada do Orgulho LGBTI+ de Belo Horizonte, no dia 9 de julho, a partir das 11h, na Praça da Estação. “São mais de 20 atividades para reivindicar a nossa história e a nossa vida. É um mês muito importante para a população LGBTI+. Porque é um momento de memória, luta, comemoração da nossa própria sobrevivência e também de demonstrações culturais de tudo o que podemos fazer”, explica Carol Sol, do Cellos/MG e uma das coordenadoras do evento. Os principais temas abordados durante as atividades são justamente os mais sensíveis à população, que ainda vive submetida ao preconceito e à negação de direitos. Saúde, educação, comunicação e troca de experiências coletivas e individuais são pautados em toda a programação. No dia 26 de junho, por exemplo, acontece uma mesa de debates com mulheres lésbicas, bissexuais e transexuais. A jornada também tem como marca a realização de atividades culturais e esportivas, como a gaymada, feiras, o “futsapa” e o “futboy”. No dia 25 de junho, no Mercado da Lagoinha, acontece a feijoada do Cellos/MG, com uma premiação de 24 pessoas que lutam pela cidadania LGBTI+ e homenagens às matriarcas trans. Para a organização, esse conjunto de ações ajuda a avançar na conscientização sobre uma das principais demandas da população, que é o acesso às políticas públicas. “O mês do orgulho não é só pra gente receber presentes e festas. Não queremos apenas celebrar. Também é momento de reivindicar políticas públicas, que é o que precisamos. Muitas vezes dizem ‘LGBTI+ morrem cedo, principalmente se for trans’. Acontece que a gente envelhece e precisamos de políticas públicas para envelhecermos bem”, explica Carol Sol. Mulher trans assume Diretoria LGBTI+ da PBH Pela primeira vez na história, uma mulher transexual estará à frente da Diretoria de Políticas para a População LGBTI+ da Prefeitura de Belo Horizonte. A abertura da jornada, no dia 2 de junho, foi marcada pela realização de uma atividade de posse popular de Gisella Lima, que assumiu o cargo no dia 25 de abril deste ano. Gisella possui uma longa trajetória em defesa dos direitos humanos e, antes de assumir a pasta, foi Conselheira Municipal e Estadual dos Direitos da Mulher e integrante do Comitê Técnico de Saúde Integral LGBT do Estado de Minas Gerais (2016-2017). “Ainda temos muito que avançar. Meu objetivo como gestora não será de caminhar isolada. Uma das nossas prioridades é aproximar a diretoria da população e dos movimentos sociais. Fazer com que a população também participe das construções de políticas públicas e abrir um espaço de diálogo”, afirmou. História Em 1969, os bares, em geral, eram proibidos de vender bebidas alcoólicas para homossexuais. Porém, no Stonewall Inn, em Nova York, tinha um acordo com a polícia e a venda era permitida. Por isso, o local se tornou ponto de referência e considerado seguro pela população LGBTI+. No dia 28 de junho daquele ano, a polícia descumpriu o combinado e entrou no bar, ameaçando clientes e funcionários. Indignados, gays, lésbicas, transexuais e drag queens se rebelaram contra o abuso e reagiram. Na ocasião, 13 pessoas foram presas, o que ampliou a mobilização, que durou mais de cinco dias. Em referência a data, passou-se a celebrar a resistência da comunidade no mês de junho e em especial no dia 28, Dia do Orgulho LGBTI+. Para saber mais, acompanhe o perfil do Cellos/MG nas redes sociais. Confira a programação completa da jornada Confira a programação completa da jornada 2/07/2023 – Posse Popular de Gisella Lima 7/06/2023 às 19h – Ação Liberdade de Imprensa 12/06/2023 às 10h e 17h30 – Ação Sta. Casa (saúde) 13/06/2023 às 10h e 17h30 – Ação Sta. Casa (saúde) 14/06/2023 às 19h – Evento de saúde integral, na Faculdade Santa Casa 14/06/2023 de 14h às 17h – formação com gestores da Santa Casa. 15/06/2023 – Audiência Pública sobre Políticas Públicas de educação e LGBTs – ALMG 15/06/2023 às 16h – LabPop, na ALMG 16/06/2023 às 9h – roda de conversa na UFMG 16/06/2023 às 17h – Feira Não Binarie no Teatro Espanca 17/06/2023 às 22h – Festa de Abertura Oficial da Jornada com a presença da cantora Julia Santos 20/06/2023 às 19h – Cine Diversidade no Cine Santa Tereza 22/06/2023 às 18h – Ato inter-religioso no Mercado da Lagoinha 21/06/2023 às 19h – Justiça em Foco: Política LGBT e Justiça 23/06/2023 às 18h – Futebol (trans) no Parque Municipal 23/06/2023 – Athenas Festa 24/06/2023 às 20h- Roda de Conversa com a deputada estadual Lohanna e festa da abertura da semana do orgulho em Divinópolis. 24/06/2023 às 22h – Festa do Orgulho 24/06/2023 às 10h – Futsapas no Parque Municipal 25/06/2023 – Feijoada e Prêmio (homenagem as matriarcas) 26/06/2023 às 16h30 – Atividade com a ONU mulheres na ALMG 26/06/2023 às 19h – Reunião especial na ALMG 27/06/2023 às 13h – Longeviver na PBH 27/06/2023 às 19h – Live com Família Positiva “Direitos, acesso e cidadania LGBTQIAPN+” 28/06/2023 às 11h – Entrevista coletiva no sindicato dos jornalistas 28/06/2023 às 19h – Dia do Orgulho na CMBH 29/06/2023 às 19 – Lançamento do livro digital “Toda Pessoa é uma Invenção” no auditório da PBH 30/06/2023 às 17h – LBT ocupa a cidade, Praça Sete 30/06 às 19h – Evento BALLROOM 06/07/2023 – Roda de Conversa “Arte Drag BH” 09/07/2023 – Parada LGBT
Zema tenta atacar governo e ofende Norte e Nordeste do país

Para o governador mineiro, apenas o Sul e o Sudeste seriam terras de ‘pessoas que trabalham’; Relembre últimas falas infelizes O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) esteve no 8º Encontro do Consórcio de Integração Sul e Sudeste (Cosud) nesta sexta-feira (2), em Belo Horizonte, onde tentou fazer uma crítica ao Governo Lula mas acabou ofendendo os estados do Centro Oeste, Norte e do Nordeste do país. Segundo o político oriundo do mercado financeiro, apenas o Sul e o Sudeste seriam terras de “gente que trabalha”, enquanto as demais regiões viveriam de auxílios do govrno. “Quando se fala em Sul e Sudeste nós temos aqui uma semelhança enorme. Se tem estados que podem contribuir para esse país dar certo, eu diria que são esses 7 estados. São estados onde, diferente da grande maioria, há uma proporção muito maior de pessoas que trabalham do que vivendo de auxílio emergencial”, afirmou. ????BIZARRO: O Governador Romeu Zema (NOVO-MG) disse que os sete estados do Sul e Sudeste são os únicos que têm mais pessoas trabalhando do que vivendo de auxílios do Governo Federal. Depois a direita não entende porque sempre perde as eleições no Nordeste!! pic.twitter.com/OdMvdz83HA — PESQUISAS E ANÁLISES ELEIÇÕES 2022 (@pesquisas_2022) June 2, 2023 No novo mandato, o governador mineiro coleciona uma série de gafes e falas infelizes como esta. Em 21 de abril, Dia da Inconfidência Mineira, a comunicação do seu governo afirmou que a revolta ocorrida no século XVIII seria um movimento golpista contra a monarquia portuguesa que governava o Brasil, por conta de uma política fiscal que desfavorecia os mineiros em detrimento da então capital, o Rio de Janeiro. “Temendo as consequências do golpe à Coroa Portuguesa, os inconfidentes não confessaram seus crimes. O único a fazê-lo foi Joaquim José da Silva Xavier, que se tornou o Mártir Tiradentes, ao receber a pena mais dura, em 21 de abril de 1792”, diz a publicação. Meses antes, em fevereiro, foi a vez do governador incomodar a cidade mineira de Divinópolis. Em entrevista a uma rádio local, cometeu uma gafe vergonhosa. Após conceder sua entrevista, o jornalista Flaviano Cunha, apresentador do programa, presenteou o governador com um livro da famosa escritora Adélia Prado, contendo uma seleção com 150 poemas.
26 deputados federais de Minas Gerais votaram contra os povos indígenas

O marco temporal define que só podem ser demarcadas terras dos povos indígenas que comprovarem que ocupavam aquele território na data da promulgação da constituição de 88. – Foto: Matheus Veloso/ Mídia Ninja Se entrar em vigor, legislação defendida por ruralistas deve contribuir com o aumento do genocídio Brasil de Fato Com protestos dos povos indígenas e de defensores da luta pela terra de todo o Brasil, o Projeto de Lei 490/07, do marco temporal, foi aprovado pela Câmara Federal, na terça-feira (30). A proposta, defendida por ruralistas, recebeu votos favoráveis de 26 deputados federais mineiros, todos de partidos conservadores que, no estado, compõem a base do governo de Romeu Zema (Novo). Ao todo, o placar ficou em 283 a 155. Apenas as bancadas do PT, PCdoB, PSOL e Rede votaram integralmente contra o PL, que determina que a demarcação de terra só deve acontecer quando for comprovado que os indígenas habitam de forma permanente o espaço desde antes de 5 de outubro de 1988, quando foi promulgada a Constituição Federal. Na avaliação dos defensores das causas dos povos originários, o novo marco temporal é um retrocesso e irá contribuir com o genocídio indígena. Além disso, se entrar em vigor, deve servir de argumento para que fazendeiros e grandes proprietários de terra questionem demarcações que ainda não foram concluídas. A deputada federal Célia Xakriabá (PSOL-MG) destacou, durante a sessão de votação, a quantidade de lideranças indígenas que são assassinadas no Brasil. “Todos os territórios indígenas do Brasil, que eu conheço, só foram demarcados depois da morte de alguma liderança. Eu sou fruto dessa luta. A cada vez que votam projetos como esse, o genocídio e os conflitos territoriais são acelerados. O que estamos dizendo aqui é que em 2019 foram 135 lideranças indígenas assassinadas. Em 2021, foram 185 lideranças tombadas”, lamentou. Os parlamentares da base de Lula (PT) afirmam que o governo irá tentar reverter a questão no Senado. Saiba como votaram os deputados mineiros: Favoráveis Ana Paula Leão (PP) Bruno Farias (Avante) Delegada Ione (Avante) Delegado Marcelo Freitas (União) Dimas Fabiano (PP) Domingos Sávio (PL) Dr. Frederico (Patriota) Emidinho Madeira (PL) Eros Biondini (PL) Euclydes Pettersen (Republicanos) Gilberto Abramo (Republicanos) Greyce Elias (Avante) Hercílio Coelho Diniz (MDB) Igor Timo (Podemos) Lafayette de Andrada (Republicanos) Lincoln Portela (PL) Luiz Fernando Faria (PSD) Marcelo Álvaro Antônio (PL) Mauricio do Vôlei (PL) Misael Varella (PSD) Nely Aquino (Podemos) Newton Cardoso Jr (MDB) Pinheirinho (PP) Rosângela Reis (PL) Samuel Viana (PL) Zé Silva (Solidariedade) Contrários Ana Pimentel (PT) André Janones (Avante) Célia Xakriabá (PSOL) Dandara (PT) Duda Salabert (PDT) Fred Costa (Patriota) Leonardo Monteiro (PT) Luis Tibé (Avante) Mário Heringer (PDT) Miguel Ângelo (PT) Odair Cunha (PT) Padre João (PT) Paulo Guedes (PT) Pedro Aihara (Patriota) Reginaldo Lopes (PT) Rogério Correia (PT) Weliton Prado (Solidariedade) Abstenções Stefano Aguiar (PSD) Edição: Larissa Costa
Mais de um ano após o fim da CPI, ninguém foi responsabilizado pelo desmonte da Cemig

Relatório da comissão aponta provas de irregularidades na gestão da estatal e pede indiciamento Brasil de Fato – Passado mais de um ano do encerramento da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG) sobre a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) nenhum encaminhamento foi tomado pelos órgãos de Justiça. A apuração, que durou oito meses e foi concluída em fevereiro de 2022, identificou uma série de irregularidades na condução da estatal. Entre os problemas encontrados, estão interferências do partido do governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), aparelhamento, espionagem, peculato, contratações ilegais, corrupção passiva e sucessivas tentativas de desinvestimento na Cemig, visando a privatização da empresa. Extenso, o relatório final da CPI possui mais de 300 páginas e pede o indiciamento de 16 pessoas, incluindo o presidente da estatal Reynaldo Passanezi Filho, e a abertura de ações de improbidade administrativa para averiguar a postura de sociedades empresariais ou advocatícias. O documento foi entregue ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), que foi recomendado a apresentar as denúncias. Porém, não se tem mais notícias sobre o andamento do processo. Questionado pela reportagem sobre quais medidas já haviam sido tomadas e quais o órgão ainda pretende tomar, o MPMG não respondeu até o fechamento desta matéria. Não tem justificativa para a demora Para o advogado Flávio Roesberg, que acompanhou de perto o desenvolvimento da comissão na ALMG, a demora para dar desdobramentos ao procedimento não tem justificativas, uma vez que os fatos encontrados estão embasados em provas. “Entendo que a apuração dos fatos pela CPI e suas respectivas recomendações encontram-se suficientemente fundamentadas e embasadas em provas convincentes da prática de atos ilegais graves que acarretam prejuízos ao interesse público”, avalia. Ele destaca que o Tribunal de Contas do Estado de Minas Gerais (TCEMG) também está sob posse do relatório e que deveria analisar os fatos para a adoção das medidas cabíveis. Porém, procurado pela reportagem, o TCEMG respondeu que “não foi encontrado processo sobre esse tema” e que está “apurando internamente se há alguma ação de controle em execução ou prevista”. O coordenador-geral do Sindicato Intermunicipal dos Trabalhadores na Indústria Energética de Minas Gerais (Sindieletro-MG) Emerson Andrada afirma que, enquanto a sociedade mineira espera que os órgãos responsáveis tomem providências, a empresa e seus trabalhadores seguem sofrendo com o processo de desmonte. “É decepcionante. Não temos nenhum tipo de informação sobre os andamentos tomados pelo MPMG e pelo TCE. O que sabemos é que, logo após o resultado da CPI, Romeu Zema esteve na sede da Cemig, tranquilizando os gestores que foram incriminados no relatório de que não haveria grandes consequências para nenhum deles. Nós precisamos de providências que possam cessar a sangria interna que tem sido feita na empresa”, destaca. Edição: Larissa Costa