Mais de 2/3 dos deputados federais de Minas votaram pela privatização dos Correios

Dos 53 deputados federais de Minas Gerais, 36 votaram sim (pela privatização) e 17 votaram não (contra a privatização). O Plenário da Câmara dos Deputados concluiu nesta quinta-feira (5), por 286 votos a favor, 173 votos contra a duas abstenções, a votação do PL 591/2021, que permite a privatização dos Correios. Com a derrubada do último destaque proposto pela oposição, o texto agora seguirá para votação no Senado Federal. A proposta permite a entrada de empresas privadas na exploração do serviço postal brasileiro. A votação principal contou com os votos contrários apenas das bancadas do PT, PSB, PDT, PSOL, PCdoB e da Rede, além da bancada da Minoria e da Oposição na Casa. Apenas PV e Podemos liberaram suas bancadas. Veja como votou cada deputado mineiro: A favor da privatização Aécio Neves (PSDB-MG) -votou Sim Aelton Freitas (PL-MG) -votou Sim Alê Silva (PSL-MG) -votou Sim Bilac Pinto (DEM-MG) -votou Sim Charlles Evangelista (PSL-MG) -votou Sim Delegado Marcelo (PSL-MG) -votou Sim Diego Andrade (PSD-MG) -votou Sim Dimas Fabiano (PP-MG) -votou Sim Domingos Sávio (PSDB-MG) -votou Sim Dr. Frederico (Patriota-MG) -votou Sim Eduardo Barbosa (PSDB-MG) -votou Sim Emidinho Madeira (PSB-MG) -votou Sim Eros Biondini (PROS-MG) -votou Sim Euclydes Pettersen (PSC-MG) -votou Sim Fábio Ramalho (MDB-MG) – Ausente Franco Cartafina (PP-MG) -votou Sim Fred Costa (Patriota-MG) -votou Sim Gilberto Abramo (Republican-MG) -votou Sim Greyce Elias (Avante-MG) -votou Sim Hercílio Diniz (MDB-MG) -votou Sim Junio Amaral (PSL-MG) -votou Sim Lafayette Andrada (Republican-MG) -votou Sim Léo Motta (PSL-MG) – Ausente Lincoln Portela (PL-MG) -votou Sim Lucas Gonzalez (Novo-MG) -votou Sim Luis Tibé (Avante-MG) – Ausente Marcelo Álvaro (PSL-MG) -votou Sim Marcelo Aro (PP-MG) -votou Sim Mauro Lopes (MDB-MG) – Ausente Misael Varella (PSD-MG) -votou Sim Paulo Abi-Ackel (PSDB-MG) -votou Sim Pinheirinho (PP-MG) -votou Sim Rodrigo de Castro (PSDB-MG) – Ausente Stefano Aguiar (PSD-MG) -votou Sim Tiago Mitraud (Novo-MG) -votou Sim Zé Silva (Solidaried-MG) -votou Sim Contra a privatização André Janones (Avante-MG) -votou Não Áurea Carolina (PSOL-MG) -votou Não Igor Timo (Podemos-MG) -votou Não Júlio Delgado (PSB-MG) -votou Não Leonardo Monteiro (PT-MG) -votou Não Mário Heringer (PDT-MG) -votou Não Newton Cardoso Jr (MDB-MG) -votou Não Odair Cunha (PT-MG) -votou Não Padre João (PT-MG) -votou Não Patrus Ananias (PT-MG) -votou Não Paulo Guedes (PT-MG) -votou Não Reginaldo Lopes (PT-MG) -votou Não Rogério Correia (PT-MG) -votou Não Subtenente Gonzaga (PDT-MG) -votou Não Vilson da Fetaemg (PSB-MG) -votou Não Weliton Prado (PROS-MG) -votou Não Zé Vitor (PL-MG) -votou Não

Operação combate fraude em licitação e sonegação de imposto em Minas Gerais

Equipes cumprem sete mandados de busca e apreensão nesta quinta-feira (5/8) (foto: MPMG/Divulgação) Mandados são cumpridos em BH e região metropolitana. Empresas são investigadas por repassar veículos fraudados para municípios mineiros Um esquema de fraude em licitações públicas envolvendo sonegação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) na compra e venda de veículos é alvo de uma operação na Grande BH nesta quinta-feira (5/8). A chamada Operação Marretagem foi deflagrada pela força-tarefa do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos (Cira) e tem a participação de três promotores do Ministério Público de Minas Gerais (MPMG), nove auditores fiscais da Receita Estadual de Minas Gerais, uma delegada e seis agentes da Polícia Civil. São cumpridos sete mandados de busca e apreensão em Belo Horizonte e região metropolitana. Os endereços não foram divulgados. A Justiça também autorizou bloqueio de bens e valores de pessoas físicas e jurídicas envolvidas na fraude que, nos últimos dois anos, já ultrapassou R$ 30 milhões. “O esquema consiste em burlar o desconto no ICMS para a aquisição de veículos novos com o Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ), que é concedido na condição de que os automóveis permaneçam em uso pelas empresas por, pelo menos, um ano. O benefício atende à necessidade de investimento dos empreendimentos, servindo como uma medida de estímulo à iniciativa empresarial. De acordo com as investigações fiscais e criminais do Cira, foi identificada a ação de um grupo de empresas que adquirem os veículos com a carga tributária menor e repassam os mesmos a diversos municípios mineiros sem atender os requisitos legais”, explica o Ministério Público de Minas Gerais. “Com isso, esse grupo se beneficia da redução de preços e pratica a concorrência desleal, violando princípios licitatórios. O esquema inclui empresas em nome de testas-de-ferro para a compra de veículos com o desconto, de modo a evitar que a exigência fiscal do tributo alcançasse o verdadeiro empresário, que atua, principalmente, na venda desses veículos em licitações públicas para prefeituras. O Cira já identificou que outras empresas mineiras estão adotando a mesma prática de sonegação de ICMS e que também serão alvos de investigação”, detalha o órgão. O nome da operação vem da expressão “marreteiro”. Na linguagem popular, é chamado assim o vendedor que esconde defeitos dos veículos para colocá-los à venda.

Acordo de R$ 11 bi da tragédia de Brumadinho dá trunfo eleitoral a Zema em 2022

Governo ganha crédito suplementar ao orçamento mineiro que poderá abastecer caixas de prefeituras e realizar obras e investimentos Pressionado por descumprir suas principais promessas de campanha sobretudo em relação à eliminação do déficit orçamentário do Estado, o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), encontrou uma boia de salvação no acordo feito com a mineradora Vale. Assinado semana passada, o acordo prevê um crédito suplementar ao orçamento mineiro de R$ 11,06 bilhões, como parte da reparação aos danos causados pelo rompimento da barragem da Vale em Brumadinho, em janeiro de 2019. O recurso poderá abastecer caixas de prefeituras e realizar obras e investimentos em 853 municípios no momento em que Zema articula sua candidatura à reeleição. No ano que vem, o governador deverá enfrentar o atual prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), que está no final do segundo mandato e deve concorrer ao governo do Estado. De acordo com pesquisas locais e monitoramentos feito pelos partidos, Zema é melhor avaliado no interior, pela força do cargo. Por outro lado, Kalil tem aprovação concentrada em Belo Horizonte e nos municípios da região metropolitana, onde está a maior parte dos eleitores. O valor destinado ao Executivo corresponde a 30% do total de R$ 37,68 bilhões do acordo com a Vale. Os outros R$ 26,62 bilhões serão aplicados pela mineradora na reparação socioeconômica e socioambiental de Brumadinho e mais 25 municípios de seu entorno atingidos pela tragédia – que deixou 270 pessoas mortas, entre elas duas mulheres grávidas, em 25 de janeiro de 2019. Dez vítimas continuam desaparecidas. Zema sofreu críticas por não obter êxito em eliminar o déficit orçamentário. Para 2021, a previsão é de déficit de R$ 17,3 bilhões. No ano que vem, a estimativa é de novo rombo de R$ 12,4 bilhões. Os novos recursos, porém, não serão usados para reduzir o déficit. Com as contas no vermelho, somente na área da saúde, entre 2009 e 2020, em transferências obrigatórias que deixou de fazer, o governo mineiro acumulou dívidas de R$ 6,9 bilhões com os municípios, de acordo com levantamento do Tribunal de Contas de Minas Gerais. Essa situação fez com que, desde sua posse, Zema enfrentasse pressão por parte dos prefeitos. Agora, desse total de 11,06 bilhões que entram no caixa do Estado, R$ 1,5 bilhão serão repassados diretamente às prefeituras. A distribuição será proporcional ao número de habitantes, em valores que variam entre R$ 750 mil, em municípios pequenos, e R$ 50 milhões, cifra recebida pela capital. O cronograma prevê transferências até as vésperas das eleições do próximo ano: 40% até o dia 30 deste mês, 30% até 31 de janeiro de 2022 e, os outros 30%, até 1º de julho de 2022. O restante de pouco mais de R$ 9,5 bilhões, Zema vai poder gastar em iniciativas como a retomada da construção de hospitais serviços de pavimentação e melhorias nos 475,8 km de rodovias estaduais, aquisição de equipamentos de comunicação para a Polícia Militar e órgão de fiscalização ambiental, reformas de escolas estaduais e postos de saúde, construção de cisternas e intervenções em córregos. “Esses R$ 50 milhões para Belo Horizonte podem não valer nada para a prefeitura da capital. Mas R$ 750 mil ou R$ 1,5 milhão é um dinheiro que vai ter um impacto político muito grande em cidades pequenas”, disse o presidente da Associação Mineira de Municípios, Julvan Rezende Araújo Lacerda. “Esses recursos vão agregar muito para o governador em cidades pequenas do interior.” Reeleição Zema nega que o dinheiro da Vale possa favorecer sua campanha à reeleição, argumentando que a maior parte dos investimentos previstos serão feitos após concluir o atual mandato. “Serão depositados em valores semestrais, durante os próximos cinco anos. A maior parte das receitas será viabilizada após o encerramento do período de mandato”, disse, por meio de nota. O líder do bloco de oposição na Assembleia Legislativa, André Quintão (PT), relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que investigou o desastre na mina da Vale, disse haver ausência de transparência e debate com as vítimas e a sociedade para definir os investimentos. “As vítimas e a sociedade não participaram. O governo definiu os investimentos sem ouvir”, disse o deputado. O prefeito de Santana do Garambéu, – a 240 Km da capital mineira – José Francisco de Moura (Republicanos) disse que a receita extra será gasta na reforma de uma escola municipal, na compra de equipamentos para o posto de saúde e início da construção de uma creche na cidade. O município de 2,4 mil habitantes, com orçamento de R$ 10 milhões, em 2020, vai receber R$ 750 mil do acordo com a Vale. “Eu não conhecia o governador (Zema). Estivemos com ele no Palácio (Tiradentes) e fomos muito bem recebidos. Ele é um homem muito simples. A conversa foi muito boa. Agora arrumamos uns troquinhos com ele”, disse o prefeito. “Ele (Zema) pode contar com a nossa ajuda nas eleições do ano que vem”, completou. Agência Estado

Oficinas de skate do Fica Vivo! abrem novas perspectivas para jovens atendidos

Atividades em comunidades vulneráveis de BH e Vespasiano ganham mais interesse com a conquista da medalha olímpica de prata pela atleta Rayssa Leal – imagem de destaqueDivulgação / Sejusp Um backside 180, um varial flip ou um switch. Para muitos, nomes desconhecidos, mas para os apaixonados por skate, termos comuns do dia a dia. Desde a semana passada, o universo do skate invadiu as casas de milhões de brasileiros, que se emocionaram com a medalha de prata conquistada pela atleta Rayssa Leal, de apenas 13 anos, nos Jogos Olímpicos de Tóquio. A garota fez história no Japão e se torna cada vez mais exemplo e inspiração para 24 jovens atendidos pelo Programa de Controle de Homicídios Fica Vivo!, que têm a oportunidade de aprender e praticar o esporte nas oficinas oferecidas pelas Unidades de Prevenção à Criminalidade Morro Alto, em Vespasiano, e Aglomerado da Serra, em Belo Horizonte. Desde 2015, as oficinas de skate integram o programa, que faz parte da Política de Prevenção Social à Criminalidade, da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp). A iniciativa nasceu de encontros entre praticantes do esporte em uma praça do Morro Alto e ganhou o nome de Skate Vivo. De lá para cá, faz parte, cada vez mais, do repertório dos jovens da região, o que fortalece o trabalho de prevenção à criminalidade no território. Segundo o último balanço da Sejusp, a região do Morro Alto registrou queda de 50% no número de vítimas de homicídios na faixa etária de 12 a 24 anos – público alvo do programa -, na comparação do primeiro semestre de 2021 com o mesmo período do ano passado. Ferramenta Trabalhando no Fica Vivo! desde 2017, o oficineiro Paulo Henrique Correa dos Santos é o atual responsável pelas aulas. Nesse tempo de atuação, ele se lembra da reviravolta de uma história que seguia outros caminhos. Um dos jovens atendido pela oficina do programa trabalhava em um ponto de venda de drogas e, por meio do skate, conseguiu largar a criminalidade. Hoje, segundo Paulo, o jovem trabalha de carteira assinada e já completou o ensino médio. Para o oficineiro, o skate contribui bastante como ferramenta para a transformação social dos jovens atendidos. “O objetivo principal não é formar atletas – claro que se tivermos Rayssas e Kelvins para nos representar, seria um mérito – mas, sim, formar cidadãos”, destaca. “Por meio de rodas de conversas, conseguimos interagir e trazer um pouco da experiência de cada um, suas virtudes e suas dificuldades. Também fazemos diversos eventos culturais para unir a comunidade, além de circulações dentro e fora do território para expandir o senso crítico e mostrar para eles que o espaço é público e que as ruas, os museus e todo tipo de entretenimento existem para serem utilizados”, observa Paulo dos Santos. No último mês de junho, o trabalho desenvolvido pelo oficineiro na região do Morro Alto resultou na produção do mini documentário Skate no Morro, a partir de um movimento com os jovens para captação de recursos da Lei Aldir Blanc. Por meio de uma série de depoimentos, o vídeo aborda como se deu a criação do Coletivo Skate Vivo e todo o processo de formação do grupo no território e suas conquistas. O programa Criado em 2003, o Fica Vivo! busca prevenir e reduzir os homicídios de jovens em áreas de vulnerabilidade social, onde os índices de vítimas na faixa etária de 12 a 24 anos são altos. No primeiro semestre de 2021, nas áreas atendidas por oficinas do programa, houve uma redução de 17,8% no número de vítimas desse crime na faixa etária da iniciativa, em comparação com o mesmo período de 2020. O Fica Vivo! promove oficinas de esporte, cultura e arte para jovens desses territórios, além de organizar projetos locais, de circulação pela cidade e acesso a direitos institucionais. Por meio das aulas, os oficineiros e os analistas dos programas se aproximam dos adolescentes e buscam, dessa forma, tirar os jovens da criminalidade, além de traçar a dinâmica da criminalidade social dos territórios. Esportes em alta Cerca de 10,3 mil jovens são atendidos mensalmente pelo Fica Vivo! em todo o estado. De acordo com a diretora de Proteção da Juventude da Sejusp, Michelle Gangana Duarte, um dos objetivos é oferecer a maior variedade possível de oficinas para que uma maior diversidade de jovens seja atendida. Entre as atividades, as oficinas esportivas são as mais frequentadas pelo público-alvo. Em momentos como o atual, de Olimpíadas e outros eventos esportivos internacionais, mais jovens são atraídos. “Observamos que, ao longo desses 17 anos, há uma maior demanda por oficinas esportivas. Elas também são as oficinas que atendem um número maior de adolescentes e jovens”, conta Michelle, explicando que a média de participantes nas oficinas de esporte é superior à média geral de todas as oficinas do Fica Vivo!. “Isso nos indica que o esporte é uma das principais formas de conseguir trabalhar com a juventude e ampliar as possibilidades de vida e os modos de existir para eles”, diz. Para a subsecretária de Prevenção à Criminalidade da Sejusp, Andreza Gomes, a força do Fica Vivo! vem de sua criação, uma vez que a política é construída por meio do diálogo com os moradores dos territórios de atuação. “É uma política voltada para o público e construída com o público. Esse é o grande ganho da prevenção em Minas Gerais”, frisa. Agência Minas

Brasil de Bolsonaro: Desempregado de Igarapé – MG come ração para sobreviver; veja o vídeo

‘Misturei ração no feijão pra ter o que comer’, diz morador de Igarapé  Jorge Gomes Nonato, morador do município de Igarapé, tem misturado a comida dos cães ao feijão para poder se alimentar. Índices de miséria e fome dispararam na gestão do atual presidente O vídeo de um morador de Igarapé (MG), na Região Metropolitana de Belo Horizonte, chocou o país nos últimos dias. Gravadas por um amigo, as imagens mostram Jorge Gomes Nonato, de 51 anos, em condições de miséria absoluta, vivendo numa casa humilde de três cômodos que não tem banheiro, junto de seus cachorros. Desempregado há seis anos, o homem conta que sua situação tem se agravado muito e revela que muitas vezes precisa usar a ração dada aos cães, depositadas num balde de 15kg, para se alimentar, misturando o produto ao pouco feijão que consegue. “Aqui estava faltando tudo: alimento, uma vida melhor, emprego. Muitas vezes não tinha nada aqui e, por isso, comi a ração. Ficar com fome não pode. A ração tem nutrientes, carne, osso. Misturei a ração no feijão para ter o que comer”, explicou o homem que está sem trabalho à reportagem do jornal O Tempo. Depois que as imagens foram divulgadas na internet, Nonato viu-se numa situação um pouco melhor, já que muitas doações de alimentos foram encaminhadas ele. As secretarias de Assistência Social e de Saúde de Igarapé informaram que irão ao local para dar o auxílio necessário a Nonato, assim como uma servidores do Departamento de Zoonoses, para examinarem seus cães.

Pesquisa DataTempo/CP2: Lula lidera em MG; Bolsonaro se aproxima na espontânea

Nomes da terceira via aparecem bem distantes na corrida ao Palácio do Planalto; veja os dados da pesquisa DataTempo/CP2 O histórico das eleições no período democrático demonstra: ninguém leva a Presidência da República sem ganhar em Minas Gerais. Por isso, as pesquisas no Estado são sempre levadas em consideração pelos candidatos que disputam o Palácio do Planalto. Na polarizada corrida eleitoral de 2022, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e Jair Bolsonaro (sem partido) também estão à frente. Os números da pesquisa exclusiva DataTempo/CP2 indicam vantagem do petista quando a lista de candidatos é apresentada. Mas no levantamento espontâneo, que mede a solidificação dos votos, Bolsonaro se aproxima e chega a um empate técnico no limite da margem de erro de 2,72 pontos percentuais para mais ou para menos. No levantamento estimulado, o ex-presidente da República de 2003 a 2010 alcança 38,7% do eleitorado. Enquanto isso, o atual chefe do Executivo tem 25,1%. Outros oito candidatos vêm em seguida em empate técnico no terceiro lugar. Numericamente, o primeiro entre eles é o ex-juiz e ex-ministro da Justiça Sergio Moro (sem partido), que registra 5,6% das intenções de voto. Em seguida aparece o ex-governador do Ceará Ciro Gomes (PDT), que tem 4,6%. Recém-filiado ao PSL para disputar o Palácio do Planalto, o jornalista José Luiz Datena já aparece com 3,8% das intenções de voto em Minas Gerais. Assim, ele está numericamente à frente do governador de São Paulo, João Doria (PSDB), que registra 2,5%. Empatados com 2,2% da preferência atual do eleitor estão a ex-ministra do Meio Ambiente e ex-senadora Marina Silva (Rede), que já disputou a Presidência por três vezes, e o deputado federal André Janones (Avante), um possível estreante em corridas presidenciais. Juntos, outros candidatos somam 5,6% das intenções de voto. Além disso, 5% dos mineiros pretendem votar em branco ou anular o voto em 2022. Os que não souberam ou não responderam são 4,8%. CORRIDA À PRESIDÊNCIA EM MINAS Números de intenções de voto medidos pela pesquisa DataTempo/CP2 Pesquisa estimulada Fonte: Pesquisa DataTempo/CP2 com 1.300 entrevistas domiciliares em todo o Estado, entre 17 e 20 de julho Grau de confiança: 95%. Margem de erro: 2,72 pontos percentuais para mais ou para menos Espontânea Sem a apresentação da lista de candidatos aos eleitores, a distância de Lula para Bolsonaro diminui sensivelmente. Considerando a margem de erro do levantamento, os 28,4% do petista e os 23,3% do atual presidente indicam um empate técnico. Esse voto espontâneo é utilizado pelos candidatos e analistas para medir a firmeza das escolhas dos eleitores, que lembram de seus candidatos sem qualquer ajuda. Os outros concorrentes na disputa aparecem ainda mais longe neste tipo de levantamento. Só dois alcançam 1% das intenções de voto: Ciro Gomes (PDT), lembrado por 1,5% dos mineiros, e o governador Romeu Zema, citado por 1% do eleitorado. O político do Novo já disse que recebeu convites para a concorrer à Presidência, mas que recusou por pretender disputar um segundo mandato no Executivo estadual. No levantamento espontâneo, 3,1% dos eleitores mineiros citaram outros candidatos. Os que pretendem votar em branco, que cogitam anular o voto ou que não querem votar em ninguém somam 11% no total. Os eleitores que não souberam ou não responderam são 31,8%. Números de intenções de voto medidos pela pesquisa DataTempo/CP2 Pesquisa espontânea Fonte: Pesquisa DataTempo/CP2 com 1.300 entrevistas domiciliares em todo o Estado, entre 17 e 20 de julho Grau de confiança: 95%. Margem de erro: 2,72 pontos percentuais para mais ou para menos Dados A pesquisa DataTempo/CP2 foi feita por meio de 1.300 entrevistas domiciliares em todo o Estado, entre os dias 17 e 20 de julho. O grau de confiança é 95% e a margem de erro é de 2,72 pontos percentuais para mais ou para menos. Via: Jornal O Tempo

As noites mal dormidas de Caio Jochem é a nova obra de Raphael Juliano

A arte de observar as falhas no presidencialismo de coalizão que se tornou um livro. São 117 páginas que trazem impressos um romance que mistura realidade e ficção. O personagem principal, Caio Jochem, leva o leitor, através das páginas dessa ficção histórica, à um lugar onde os sonhos foram perdidos e a única coisa que restou foi a possibilidade de revidar com a rebeldia mais puramente humana contra um sistema opressor, onipotente e agora onisciente. De acordo com Raphael Juliano, a inspiração começou no início do ano de 2016 e, ao longo dos anos, foi fazendo anotações sobre questões políticas e desenhando como essas informações poderiam se transformar em um romance. “Além de abordar questões políticas e o romance entre Caio e Alice, a minha proposta foi transmitir a mensagem de que precisamos construir nossas próprias crenças e o nosso próprio sistema. Afinal, o que é posto na sociedade não serve para a maioria de nós”, diz. Esta é a segunda obra de Raphael Juliano. Ele conta que se interessou pela leitura ainda menino, quando começou a ler Monteiro Lobato, incentivado pelos pais. Em 2000, passou a levar para o papel suas observações cotidianas até que, em 2010, publicou Frágeis Esperanças que é uma obra sobre contos inspirados no comportamento das pessoas. Sinopse Caio Jochem leva o leitor, através das páginas desta ficção histórica, a um lugar onde os sonhos forma perdidos e a única coisa que restou foi a possibilidade de revidar com a rebeldia mais puramente humana contra um sistema opressor, onipotente e agora onisciente. À medida que a história de Caio é vivida, prédios vão abaixo, assassinatos são orquestrados e o vazio interior continua como imperativo existencial até ele descobrir que o único absurdo que pode salvá-lo, de verdade, é o amor que sente por Alice. Como escreveu o prefaciador, na idolatria à dúvida se reconhece o desatino da vida. O autor Nascido em Montes Claros, Minas Gerais, em 1981, Raphael Juliano iniciou a vida estudantil no Colégio Tiradentes, em sua cidade natal, e, em 2000, viveu uma experiência religiosa na Ordem dos Carmelitas Descalços. Formado em Ciências Sociais pela Universidade Estadual de Montes Claros (Unimontes), especializou-se em “Violência Urbana, Segurança Pública e Criminalidade” na mesma instituição, tendo ingressado no Serviço Público do Estado em 2002. Em 2007, mudou-se para Belo Horizonte, onde atuou na política entre 2008 e 2009, como assessor parlamentar na Câmara de Vereadores de Belo Horizonte, e presidiu a ONG Balanço Social. Também lecionou as disciplinas Sociologia do Crime, na Academia da Polícia Militar, e foi professor das disciplinas Sociologia da Família e Técnicas de Mediação, no curso de especialização Mediação de Conflitos, na Universidade de Franca (Unifran). Além de sociólogo, escritor e dramaturgo, também é estudante de psicanálise. O livro poderá ser adquirido pelo site www.clubedosautores.com, pelo valor de R$ 42,45 Com informação de Daisy Silva Home

Justiça suspende exposição sobre Democracia a pedido de bolsonarista em MG

Painéis fotográficos estavam colocados na fachada de um centro cultural e foram alvo da fúria de vereador extremista por conterem uma imagem de FHC passando a faixa presidencial a Lula A paranoia dos seguidores de Jair Bolsonaro, que veem em tudo questões ideológicas e ações políticas contra seu líder, parece não ter limites. Desta vez, uma decisão insólita de um magistrado de Juiz de Fora, na Zona da Mata de Minas Gerais, deu ganho de causa a uma alegação absurda proferida por um vereador do município. Na fachada do Centro Cultural Bernardo Mascarenhas, imagens fotográficas dos períodos democráticos vividos pelo Brasil no último século estampam uma exposição cujo nome é “Democracia em Disputa”. A seleção das fotografias foi feita por historiadores e a mostra é coordenada pela Fundação Cultural Alfredo Ferreira Lage (Funalfa), vinculada à Prefeitura, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Democracia e Democratização da Comunicação (INCT Democracia). Uma das tantas fotografias mostra um momento histórico do Brasil. A passagem da faixa presidencial das mãos de Fernando Henrique Cardoso para Luiz Inácio Lula da Silva, em 1° de janeiro de 2003. Foi a única vez, desde a 2ª Guerra Mundial, que um presidente democraticamente eleito e que cumpriu todo o seu mandato passou a faixa para um presidente também democraticamente eleito e que igualmente cumpriu todo o seu mandato. Só que isso foi motivo suficiente para que o vereador bolsonarista Sargento Mello Casal (PTB) considerasse a exposição um “engenho de publicidade”, que “avilta o patrimônio público”, e recorresse à Justiça para interromper a atividade histórico-artística. O mais absurdo no episódio foi o juiz Alexandre do Valle Thomaz, da 1ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias Municipais da Comarca de Juiz de Fora, deferir decisão liminar favorável à interpretação grotesca do vereador extremista, o que resultou no recolhimento dos painéis que ilustravam a frontaria do centro cultural. Indignado, o INCT Democracia divulgou uma nota afirmando que as imagens são exclusivamente de momentos históricos importantes para o Brasil, que “são cruciais para a construção de nossas instituições políticas”. O coordenador do INCT Democracia, Leonardo Avritzer, avaliou que o gesto do vereador e a decisão judicial são apenas elementos que mostram a corrosão da liberdade de expressão e da democracia no Brasil atual, reafirmando o absurdo da acusação de “influência ideológica” do conteúdo. “Fomos acusados de ser partidários por ter uma foto na exposição do ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (1995-2003) passando a faixa presidencial para o ex-presidente Lula (2003-2011)”, disse.

Kalil afirma que Bolsonaro promove “massacre humano” e genocídio

Alexandre Kalil – Foto: Uarlen Valério O prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), disse que o Brasil sob o comando do Governo Bolsonaro passa por um ‘massacre humano’ e um ‘genocídio’ durante a Pandemia da Covid-19. Kalil também falou em entrevista à GloboNews sobre que o escândalo de corrupção no Ministério da Saúde já está comprovada e que o Brasil passa por uma guerra. “Em março de 2020, em entrevista coletiva, eu falei: ‘o Brasil não está preparado para a guerra, e nós estamos em guerra’. Agora, depois desse massacre humano, desse genocídio, nós descobrimos que era guerra mesmo. Então, quer dizer, o pessoal tem que parar de ler ‘O Burrinho Alpinista’ e ver que é uma guerra”. Sobre as denúncias feitas a CPI da Pandemia, Kalil avaliou que o mais grave foi o Governo Bolsonaro ter ignorado a oferta de vacinas feitas pela Pfizer enquanto os estados e municípios tentavam desesperadamente comprar o imunizante para salvar vidas. “Quando você escuta que a Pfizer bateu na porta da embaixada brasileira e não foi atendida, isso, de tudo o que aconteceu na CPI, de tudo, o que me horrorizou foi exatamente isso. E os bobos dos prefeitos, governadores e consórcios procurando vacina… Se tivessem batido na minha porta aqui, a minha população já estaria imunizada”, cravou. Já sobre as eleições do ano que vem, Kalil disse que “está muito cedo” para falar sobre sua candidatura ao governo de Minas e que não tem problemas com os partidos. “Eu tenho gente do PSDB na minha prefeitura, do PT, do PSD, tenho gente de todo partido, porque eu só tenho técnicos, e tem técnicos que adoram se filiar a partidos sem precisar. Mas, na verdade, eu não tenho motivo nenhum e nem compromisso nenhum com ninguém. Isso porque eu fui candidato, e o (ex-presidente) Lula, aqui na televisão, pediu voto contra mim. E outra coisa, numa negociação nacional, o presidente (do PSD, Gilberto) Kassab tem que estar presente”,

Movimentando a política: é criada a Frente Parlamentar e Popular do Artesanato Mineiro

“Com a previsão de lançar, até o final do ano, o Plano Mineiro do Artesanato, foi criada na ALMG a Frente Parlamentar e Popular do Artesanato Mineiro” – Créditos da foto: Ceart Objetivo é elaborar um Plano Mineiro do Artesanato até o final do ano A frente será composta por deputados federais, estaduais, vereadores, além de entidades representativas do artesanato e artesãos, ONGs, empresas públicas, lojistas, organizadores de eventos e grupos de apoio. O objetivo é articular os Poderes Legislativo e Executivo e a sociedade civil, a fim de fomentar a criação de políticas públicas para o desenvolvimento do artesanato em Minas. O autor da iniciativa, deputado Jean Freire (PT), afirmou que o setor movimentou, em 2019, cerca de R$ 2,2 bilhões, gerando renda para aproximadamente 300 mil famílias. “Esse setor carece de uma política pública estruturante que consolide o artesão como profissional, que crie condições adequadas para comercialização de seus produtos, que valorize seus mestres e ofícios e forme novos artesãos”, pontuou. Como participar e saber mais A frente criou um site, em que divulgam o manifesto e cartilha com os objetivos dos trabalhos. Serão formados seis grupos de trabalho (GTs) que estão abertos a interessados, que podem se inscrever através de um formulário, link aqui. Os GTs serão responsáveis por estudos, debates e elaboração de propostas nas seguintes áreas: políticas públicas; estudos e pesquisas, inovação e tecnologia; mercado, financiamento da produção e comercialização; formação e capacitação; e associativismo e cooperativismo. Todas as ações e sugestões dos grupos serão analisadas e aprovadas em plenárias da frente. A primeira plenária virtual já está marcada para 4 de agosto. A previsão é que outras duas sejam realizadas ainda esse ano para formalização do Plano Mineiro do Artesanato. Brasil de Fato, com informações da ALMG.