Estados podem vacinar adolescentes contra Covid-19, decide ministro do STF

Decisão de Ricardo Lewandowski é mais uma derrota do governo na Suprema Corte O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski decidiu nesta terça-feira (21) que estados e municípios têm competência para decidir sobre a vacinação de adolescentes maiores de 12 anos contra a Covid-19. Lewandowski atendeu ao pedido de liminar de diversos partidos para retomada da imunização após a decisão do Ministério da Saúde de recomendar a suspensão da aplicação para essa faixa etária. Lewandowski entendeu que a decisão da pasta não tem amparo em evidências acadêmicas e critérios estabelecidos por organizações e entidades internacionais e nacionais. O único imunizante autorizado para aplicação em adolescentes é o da Pfizer. “A aprovação do uso da vacina Comirnaty do fabricante Pfizer/Wyeth em adolescentes entre 12 e 18 anos, tenham eles comorbidades ou não, pela Anvisa e por agências congêneres da União Europeia, dos Estados Unidos, do Reino Unido, do Canadá e da Austrália, aliada às manifestações de importantes organizações da área médica, levam a crer que o Ministério da Saúde tomou uma decisão intempestiva e, aparentemente, equivocada, a qual, acaso mantida, pode promover indesejáveis retrocessos no combate à Covid -19”, decidiu o ministro. Na semana passada, o Ministério da Saúde revisou a recomendação de vacinação de adolescentes. Em nota técnica, publicada pela Secretaria Extraordinária de Enfrentamento à Covid-19, o ministério passou a recomendar a vacinação apenas para os adolescentes entre 12 e 17 anos que tenham deficiência permanente, comorbidades ou que estejam privados de liberdade. A pasta citou, entre outros argumentos para revisar a recomendação, o fato de que os benefícios da vacinação em adolescentes sem comorbidades ainda não estão claramente definidos. O ministério alegou ainda que a Organização Mundial da Saúde (OMS) não recomenda imunização de adolescentes com ou sem comorbidades. A OMS, entretanto, não afirmou que a imunização de adolescentes não deveria ser realizada. Em vídeo publicado em junho, a organização disse apenas que, neste momento, a vacinação de adolescentes não é prioritária.

Zema e mais 19 governadores acusam Bolsonaro de mentir sobre ICMS e alta dos combustíveis

Ao contrário do que alega Bolsonaro, nenhum estado aumentou valor do ICMS – Reajuste da gasolina do Brasil é baseado no mercado internacional  Em carta, 20 governadores respondem às acusações do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), com relação ao aumento do ICMS no combustível. De acordo com carta, nos últimos 12 meses, o preço da gasolina registrou um aumento superior a 40%, “embora nenhum estado tenha aumentado o ICMS incidente sobre os combustíveis”. Para os signatários, o problema envolvendo o tema é nacional, “e, não somente, de uma unidade federativa”. E mandaram um claro recado ao mandatário, ao dizerem que “falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”. Ao longo dos últimos meses, com o aumento do preço do combustível e com a pressão de setores como o dos caminhoneiros, Bolsonaro tem colocado a responsabilidade do aumento do combustível nos governadores. Segundo o presidente, o aumento se deve em grande parte ao ICMS estadual. Bolsonaro tem incentivado seus eleitores a pressionar dirigentes para solucionar a questão. Por isso, os gestores incluíram no manifesto, a fim de deixar claro que o presidente falta com a verdade, mas sem citá-lo nominalmente que “falar a verdade é o primeiro passo para resolver um problema”. No início deste mês, o governo entrou com ação no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar os estados a adotarem alíquota única de ICMS sobre os combustíveis. O documento é assinado pelo próprio presidente e pelo advogado-geral da União, Bruno Bianco, e pede que o Supremo fixe prazo de 120 dias para que o Congresso aprove uma nova lei sobre o tema. A petição encaminhada ao Supremo é uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão (ADO). O presidente alega que o Congresso foi omisso ao não editar lei complementar para regular a cobrança de ICMS no país. São signatários da carta publicada nesta segunda-feira (2) os governadores Rui Costa (PT-BA), Claudio Castro (PL-RJ), Flávio Dino (PSB-MA), Helder Barbalho (MDB-PA), Paulo Câmara (PSB-PE), João Doria (PSDB-SP), Romeu Zema (Novo-MG), Ronaldo Caiado (DEM-GO), Mauro Mendes (DEM-MT), Eduardo Leite (PSDB-RS), Camilo Santana (PT-CE), João Azevedo (Cidadania-PB), Renato Casagrande (PSB-ES), Wellington Dias (PT-PI), Fátima Bezerra (PT-RN), Renan Filho (MDB-AL), Belivaldo Chagas (PSD-SE), Reinaldo Azambuja (PSDB-MS), Ibaneis Rocha (MDB-DF) e Waldez Goés (PDT-AP). Agência Estado

Deputado mineiro xinga o presidente da Câmara dos deputados de filho da puta

Igor Timo (Podemos-MG) participava da sessão da Câmara desta quinta-feira (15/9) virtualmete; ele não percebe o microfone aberto e comete gafe Em mais um dia de votações na Câmara dos Deputados nesta quarta-feira (15/9), uma situação um pouco inusitada aconteceu. No momento em que Arthur Lira (PP/AL) anuncia o encerramento da sessão, o deputado mineiro Igor Timo (Podemos-MG) xinga o presidente do Legislativo, sem perceber que seu microfone estava aberto. “Já tá encerrando. Não vai deixar eu falar de novo. Quer ver, que filho da puta?”, diz Igor. Após o comentário, o Plenário é tomado por risadas. Ao ouvir a ofensa, Lira questiona: “Quem é que falou aí?”. Em seguida, o chefe da Câmara dá oportunidade para o mineiro fazer suas declarações, que agradece “ao trabalho” feito pela deputada Margarete Coelho (PP-PI) e também Lira no novo Código Eleitoral (Projeto de Lei Complementar, aprovado ontem. A proposta consolida, em um único texto, toda a legislação eleitoral e temas de resoluções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). “Parabenizá-lo presidente também por permitir que o debate se exaurisse, garantindo que todas as partes fossem ouvidas e atendidas”, afirmou o parlamentar depois da gafe. https://dai.ly/x847wbk

MUNIZAÇÃO – Veja a lista das cidades de Minas que já concluíram a vacinação de adultos

Vacinação de adultos foi concluída em 52,3% dos municípios mineiros. Saúde confirma falta de doses da AstraZeneca em Montes Claros. – (foto: Leandro Couri/EM/D.A.Press) MG diz que 438 municípios (51%) já aplicaram ao menos uma dose de vacina contra COVID-19 em maiores de 18; prefeituras terão de devolver sobras de Corona Por Cecília Emiliana – Estado de Minas Mais da metade dos municípios mineiros já vacinou a população adulta com ao menos uma dose de vacina contra a COVID-19. A informação é da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Segundo a pasta, 438 entre as 853 cidades mineiras (51,3%) já alcançaram todos os maiores de 18 anos. Questionada sobre as localidades com falta de imunizantes no estado, a SES-MG informou que “até o momento, apenas Montes Claros, no Norte de Minas, oficializou a falta da vacina AstraZeneca”. Nos demais municípios, o governo diz que a campanha “segue de forma regular”. O Estado de Minas também questionou à Secretaria sobre o total de doses de CoronaVac disponíveis nas cidades onde a imunização de adultos já foi concluída, uma vez que o Executivo estadual pretende recolher o composto para redistribuição entre as prefeituras com vacinação menos adiantada. A SES-MG diz que ainda aguarda manifestação dos municípios sobre seus estoques. Intercambialidade O EM solicitou ao estado um posicionamento sobre a combinação da vacina da AstraZeneca com doses de outros laboratórios, diante da falta do imunizante do Instituto Butantan em Montes Claros e ao menos cinco capitais brasileiras, incluindo Belo Horizonte, Por ora, o governo diz que o uso de segunda dose de outro fabricante na vacinação não está recomendado. “Sobre a intercambialidade dos imunizantes, a SES-MG segue as recomendações do Ministério da Saúde e, neste momento, não orienta a administração da vacina da Pfizer em caso de falta da vacina AstraZeneca, para a segunda dose”, diz a nota enviada ao Estado de Minas. Redistribuição Na terça-feira (14/9), o Secretário de Estade de Saúde Fábio Baccheretti detalhou o funcionamento da redistriuição de vacinas para aceleração da campanha de vacinação contra a COVID-19 no estado. Conforme a Deliberação 3.508 da Comissão Intergestores Bipartite do Estado de Minas Gerais (CIB-SUS/MG), publicada em 3 de setembro, as localidades que já protegeram os adultos com ao menos uma dose terão de informar o fato à SES-MG. Caso haja sobra de unidades da CoronaVac, os compostos devem ser entregues às Superintendências Regionais de Saúde (SRS) para posterior rearranjo entre as prefeituras com esquema vacinal mais atrasdo. A medida, no entanto, parece tropeçar na logística já estruturada pelos municípios. Prefeituras da Grande Belo Horizonte ouvidas pelo Estado de Minas, incluindo os três maiores municípios – BH, Contagem e Betim – informaram não ter como ceder seus estoques agora. Em Contagem, por exemplo, a Secretaria de Saúde afirma que que o estoque de CoronaVac está baixo e que o município tem utilizado essa reserva para aplicação da primeira e da segunda doses da vacina. Com isso, não poderia abrir mão de seus imunizantes. Veja todas as 438 cidades mineiras, que já alcançaram todos os maiores de 18 anos. ABADIA DOS DOURADOS AÇUCENA ÁGUA COMPRIDA AGUANIL AIMORÉS ALAGOA ALBERTINA ALÉM PARAÍBA ALFENAS ALMENARA ALPERCATA ALTEROSA ALVARENGA AMPARO DO SERRA Andradas ANDRELÂNDIA ANTÔNIO DIAS ANTÔNIO PRADO DE MINAS ARAÇAÍ ARACITABA ARAGUARI ARANTINA ARAPUÁ ARCEBURGO ARCOS AREADO ARGIRITA ARICANDUVA ARINOS ASTOLFO DUTRA ATALÉIA BAMBUÍ BANDEIRA BARÃO DE MONTE ALTO BARBACENA BARROSO BELA VISTA DE MINAS BELMIRO BRAGA BELO HORIZONTE BELO ORIENTE BELO VALE BERILO BERIZAL BERTÓPOLIS BIAS FORTES BICAS BOCAINA DE MINAS BOM JARDIM DE MINAS BOM JESUS DO GALHO BONFIM BONFINÓPOLIS DE MINAS BONITO DE MINAS BORDA DA MATA BRÁS PIRES BRASÍLIA DE MINAS BRAÚNAS BRUMADINHO BUGRE BURITIS CABECEIRA GRANDE CABO VERDE CACHOEIRA DA PRATA Cachoeira de Minas CACHOEIRA DE PAJEÚ CACHOEIRA DOURADA CALDAS Cambuí CAMPANÁRIO CAMPINA VERDE CAMPO DO MEIO CAMPOS GERAIS CANAÃ CANÁPOLIS CANDEIAS CANTAGALO CAPETINGA CAPINÓPOLIS CAPITÃO ANDRADE CAPUTIRA CARANAÍBA CARANGOLA CARATINGA Careaçu CARMÉSIA CARMO DO PARANAÍBA CARMÓPOLIS DE MINAS CARNEIRINHO CARVALHÓPOLIS CARVALHOS CASCALHO RICO CATAGUASES CEDRO DO ABAETÉ CENTRAL DE MINAS CENTRALINA CHÁCARA CHAPADA DO NORTE CHAPADA GAÚCHA CHIADOR CLARAVAL CLÁUDIO COIMBRA COLUNA CONCEIÇÃO DA BARRA DE MINAS Conceição das Pedras CONCEIÇÃO DE IPANEMA Conceição dos Ouros CÔNEGO MARINHO CONFINS conquista CONSELHEIRO PENA Consolação CONTAGEM CORDISBURGO COROACI COROMANDEL CORONEL MURTA CORONEL PACHECO CÓRREGO DANTA Córrego do Bom Jesus CÓRREGO FUNDO CÓRREGO NOVO COUTO DE MAGALHÃES DE MINAS CRISÓLITA CRISTAIS CRISTINA CRUCILÂNDIA CUPARAQUE DESCOBERTO DESTERRO DE ENTRE RIOS DIOGO DE VASCONCELOS DIONÍSIO DIVINÉSIA DIVINO DAS LARANJEIRAS DIVISÓPOLIS DOM BOSCO DOM CAVATI DOM SILVÉRIO DOM VIÇOSO DONA EUSÉBIA DORES DE CAMPOS DORES DE GUANHÃES DORES DO INDAIÁ Dores do Turvo DOURADOQUARA ENTRE FOLHAS Ervália ESTRELA DALVA ESTRELA DO INDAIÁ ESTRELA DO SUL EUGENÓPOLIS EWBANK DA CÂMARA FAMA FARIA LEMOS FELISBURGO FERNANDES TOURINHO FERROS FORMIGA FORMOSO FRANCISCO BADARÓ FRANCISCÓPOLIS FREI INOCÊNCIO FREI LAGONEGRO FRONTEIRA DOS VALES FRUTA DE LEITE GALILÉIA GAMELEIRAS GOIABEIRA GOIANÁ GONZAGA GRUPIARA GUARACIABA GUARANÉSIA Guarani GUARARÁ GUAXUPÉ GUIDOVAL Guiricema GURINHATÃ IAPU IBIRACATU IGARATINGA IGUATAMA IJACI IMBÉ DE MINAS INDIANÓPOLIS INHAPIM IPABA IPATINGA IPIAÇU IPUIÚNA ITABIRINHA ITAJUBÁ ITAMARATI DE MINAS ITAMBÉ DO MATO DENTRO ITAMONTE ITANHOMI ITAPAGIPE ITATIAIUÇU ITAÚ DE MINAS ITAÚNA ITUETA ITUIUTABA JABOTICATUBAS JACINTO JAGUARAÇU JAMPRUCA JANUÁRIA JAPARAÍBA JENIPAPO DE MINAS JEQUITINHONHA JOAÍMA JOAQUIM FELÍCIO JORDÂNIA JOSÉ RAYDAN JUIZ DE FORA JURAMENTO JURUAIA JUVENÍLIA LAMIM LARANJAL LEME DO PRADO LEOPOLDINA LIBERDADE LIMA DUARTE LIMEIRA DO OESTE MACHADO MADRE DE DEUS DE MINAS MALACACHETA MANTENA MAR DE ESPANHA MARAVILHAS MARIPÁ DE MINAS MATERLÂNDIA MATHIAS LOBATO MATIAS BARBOSA MATOZINHOS MATUTINA MENDES PIMENTEL Mercês MESQUITA MIRADOURO MIRAÍ MIRAVÂNIA MOEDA MOEMA MONTE ALEGRE DE MINAS MONTE AZUL MONTE BELO MONTE FORMOSO MONTEZUMA MORADA NOVA DE MINAS MORRO DO PILAR MURIAÉ MUZAMBINHO NACIP RAYDAN NANUQUE NAQUE NATALÂNDIA NATÉRCIA NOVA ERA NOVA LIMA NOVO ORIENTE DE MINAS OLARIA OLÍMPIO NORONHA OLIVEIRA FORTES ORATÓRIOS Ouro Fino PADRE PARAÍSO PAI PEDRO PAINEIRAS PAINS PAIVA PALMA PARÁ DE MINAS PARACATU PARAGUAÇU Paraisópolis PASSA QUATRO PASSABÉM PASSA-VINTE PASSOS PATIS Patrocínio do Muriaé PAULA CÂNDIDO PAVÃO PEDRA AZUL PEDRA DO INDAIÁ PEDRAS DE MARIA DA CRUZ PEDRO LEOPOLDO PEDRO TEIXEIRA PEQUERI PERDIGÃO PERIQUITO PESCADOR PIAU PIEDADE

Quase metade das cidades mineiras não registram óbitos por Covid há um mês

PACIENTES GRAVES – Ocupação das UTIs, que passou dos 100% no pico da pandemia, em março deste ano, hoje está abaixo dos 30% Freio na Covid – Quase metade dos 853 municípios de Minas não registraram mortes por Covid-19 nos últimos 30 dias. A queda está diretamente ligada à campanha de vacinação contra a doença. Até o momento, 6 milhões de pessoas foram totalmente protegidas no Estado, com as duas doses. Já em relação à primeira, são 13,9 milhões.  Conforme dados da Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG), 415 cidades não tiveram óbitos desde o início de agosto. Os números indicam, ainda, que 591 localidades estão sem registros há 15 dias, e 719 há sete. A maioria dos municípios são de menor porte. Na lista estão Aricanduva (Vale do Jequitinhonha), Campo Azul (Norte de Minas), Cedro do Abaeté (Centro-Oeste) e Pedro Teixeira (Zona da Mata). Apesar dos bons resultados, porém, é preciso que a população mantenha todas as medidas de proteção contra o vírus, reforça o membro do Comitê de Enfrentamento à Covid em BH, Unaí Tupinambás.  Em recente entrevista ao Hoje em Dia, ele reforçou que é preciso uma cobertura da segunda dose em 80% da população. “E nós temos que manter os cuidados, com o uso da máscara”.   REDUÇÃO DE CASOS O número de novos casos é outro índice que apresentou melhora. Segundo a SES, nos últimos 30 dias, nenhum mineiro foi infectado pelo coronavírus em 51 cidades. A diminuição do contágio reflete diretamente na ocupação dos leitos de terapia intensiva. Atualmente, 786 pessoas estão internadas nas vagas exclusivas para pacientes com Covid em Minas, o que significa 27% de ocupação.   VARIANTE DELTA Mesmo diante da melhora nos indicadores, Minas vem registrando casos da variante Delta. Em uma semana, foram 25 novas notificações, que elevaram para 258 o número de amostras positivas. Juiz de Fora, na Zona da Mata, é o município com maior número: 38. BH aparece em seguida, com 25. Em Minas, há casos de transmissão comunitária da variante.  Até o momento, conforme informou a pasta, seis pessoas morreram em decorrência da variante.  “Neste mês, vamos ter ideia de como vai ser a movimentação da Delta no Brasil. Mesmo ela ainda não conseguindo fazer frente às demais cepas, é preciso manter todos os cuidados”, acrescenta Unaí Tupinambás. Via O Norte

Afasta de mim esse cálice – Milton Nascimento canta Cálice e pede Fora Bolsonaro

Cantor e compositor usou as redes sociais para se manifestar contra Jair Bolsonaro  O cantor e compositor Milton Nascimento divulgou nesta quarta-feira (8), nas redes sociais, vídeo interpretando a música Cálice, símbolo da repressão durante a ditadura militar no Brasil, para pedir o impeachment de Jair Bolsonaro. Composta por Chico Buarque e Gilberto Gil em 1973, Cálice foi censurada pelo regime militar. Assista: FORA BOLSONARO!!!!!!!!!!! pic.twitter.com/UI49A4TJlS — Milton Bituca Nascimento (@MiltonBituca) September 8, 2021    

Campanha comprometida – Minas pode ter aplicado vacinas de lote suspenso pela Anvisa

Estado informou que aguarda orientação do Ministério da Saúde caso algum imunizante embargado tenha sido desempenhado Por Gabriel Ronan – Jornal Estado de Minas Minas Gerais recebeu, distribuiu e pode ter aplicado vacinas do Lote 202107101H da CoronaVac (Instituto Butantan/Sinovac Biotech), informou a Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) na noite deste sábado (4/9). Esse carregamento faz parte dos 25 com uso suspenso de maneira cautelar pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A pasta informou que houve distribuição desse lote em específico entre essa quarta (1º/9) e este sábado para Unidades Regionais de Saúde (URS) e para BH. A recomendação do estado é que a aplicação dessas vacinas (lote 202107101H) seja suspensa, e as injeções encaminhadas à Central Municipal de Rede de Frio mais próxima, “onde ficarão até orientação por parte da Anvisa”. “A SES-MG aguarda orientação do Ministério da Saúde sobre as providências que devem ser tomadas caso alguma dose do lote já tenha sido utilizada para imunização”, informou a administração estadual. Outros lotes Além do 202107101H, Minas Gerais recebeu 823,4 mil vacinas da CoronaVac que integram os 25 lotes suspensos pela Anvisa. As injeções chegaram ao estado neste sábado, e o Ministério da Saúde vai buscá-las na Central Estadual de Rede de Frio, no Bairro Gameleira, Oeste de BH. São 628.952 vacinas do lote 202108111H e 194.448 do lote 202108112H, conforme posicionamento da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais (SES-MG). Além desses dois lotes, Minas recebeu mais 428,8 mil doses da CoronaVac neste sábado. Essas, segundo a SES-MG, estão seguras para aplicação na população. Quais são os lotes? Os lotes das 12 milhões doses interditadas que estão no Brasil são os seguintes: 202107101H 202107102H 202107103H 202107104H 202108108H 202108109H 202108110H 202108111H 202108112H 202108113H 202108114H 202108115H 202108116H L202106038 J202106025 J202106029 J202106030 J202106031 J202106032 J202106033 H202106042 H202106043 H202106044 J202106039 L202106048 Onde ocorreu o problema? A suspensão da Anvisa aconteceu pelo não inspeção da agência na fábrica responsável pelo envase desses 25 lotes. No total, o Brasil perdeu 12.113.934 doses enviadas nesta semana aos estados e municípios. Outras 9 milhões de vacinas, envasadas no mesmo local, também terão o uso suspenso. Elas estavam em fase de liberação por parte das autoridades e, agora, não serão mais distribuídas. “Nesses termos, a vacina envasada em local não aprovado na Autorização de Uso Emergencial configura-se em produto não regularizado junto à Anvisa”, informou a agência em nota. A agência ainda esclareceu que, durante a interdição cautelar, “trabalhará na avaliação das condições de boas práticas de fabricação da planta fabril não aprovada, no potencial impacto dessa alteração de local nos requisitos de qualidade, segurança e eficácia, e do eventual impacto para as pessoas que foram vacinadas”.

Caso de ‘vaca louca’ em MG desperta temores do setor, que aguarda informações

Ministério da Agricultura recolhe amostras e suspeita é que seja ‘caso atípico’ O caso de “vaca louca” detectado em Minas Gerais despertou temor de exportadores e cautela por parte do Ministério da Agricultura. O caso é considerado atípico e foi detectado em um animal com mais de 10 anos. Como de praxe, o Ministério da Agricultura já coletou amostras do animal, que foram enviadas a um laboratório da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) no Canadá para análises mais detalhadas. A doença é considerada atípica quando é originada dentro do próprio organismo do bovino, normalmente em animais com idade mais avançada. O objetivo da análise laboratorial é confirmar essa classificação e descartar a influência de fatores externos no caso, o que poderia influenciar na comercialização para o mercado externo.   Frigoríficos pararam as exportações até que caso seja esclarecido (Tierry Zoccolan/AFP) A notícia desencadeou um movimento de queda nos contratos futuros do boi gordo na B3 e no mercado físico, em virtude de maior cautela do setor quanto a uma possível restrição nas exportações de carne bovina brasileiras. Os grandes frigoríficos decidiram suspender as exportações até que a situação seja esclarecida. “Isso é bom porque mostra o comprometimento da cadeia brasileira com a segurança alimentar”, disse o sócio-diretor da Scot Consultoria, Alcides Torres Questionado sobre os relatos do caso atípico, o Ministério da Agricultura disse que o Brasil adota procedimentos de vigilância investigação e notificações recomendadas pela Organização Mundial de Saúde Animal. “Casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos e medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário. Uma vez concluído o processo em investigação, os resultados serão informados”, informou o ministério em nota, sem dar mais detalhes. A consultoria Agrifatto afirma que o setor de carnes aguarda informações mais claras do Ministério da Agricultura sobre a suspeita do caso para entender a gravidade do problema. A diretora executiva da consultoria, Lygia Pimentel, comentou que um posicionamento mais detalhado das autoridades deve acalmar o mercado de boi gordo. Na avaliação dela, se, de fato, o caso da doença for atípico, ou seja, a doença foi desenvolvida no próprio organismo no animal, é apenas uma questão de tempo para que tudo se normalize. “Sendo atípica e o país explicando rapidamente, nossos parceiros comerciais tendem a manter os acordos já firmados de exportação” disse. Mas acrescentou: “Se for típica, por contaminação, aí é muito grave e a tendência é de que haja um bloqueio geral do mercado internacional”. Até o momento, a manifestação do ministério foi considerada vaga, mas fontes da consultoria apontam que grandes frigoríficos estão suspendendo as compras de gado e os embarques de carne bovina ao exterior de forma voluntária. Na quinta-feira (2), o ministério afirmou em nota que “casos em investigação são corriqueiros dentro dos procedimentos de vigilância estabelecidos e medidas preventivas são adotadas imediatamente para garantir o controle sanitário. Uma vez concluído o processo em investigação, os resultados serão informados”, sem dar mais detalhes sobre a apuração. O especialista Yago Travagini acredita que o mercado de boi gordo deve retomar a tendência de preços mais sustentados em poucos dias após esclarecimentos mais claros das autoridades. Ele citou o caso atípico da doença identificado em 2019 no município de Cáceres (MT) como exemplo. “Naquela ocasião, confirmado que era um caso atípico, a gente suspendeu as exportações, como de praxe, e em menos de 25 dias já tinha voltado aos preços normais no período”, disse. A Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de São Paulo (Faesp) disse, em nota, que está “atenta” quanto ao caso suspeito e recomendou “serenidade” à cadeia produtiva paulista. “A Faesp recomenda calma e serenidade aos criadores de gado, frigoríficos e todos os elos da cadeia da pecuária paulista enquanto as investigações ainda estão sendo feitas e ainda não há qualquer confirmação”, afirmou na nota.

Em manifesto, empresários de Minas reagem à Fiemg em defesa da democracia

Mais de 200 nomes fortes da economia, como Salim Mattar, assinam o documento Horas após o presidente da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), Flávio Roscoe, divulgar documento com críticas ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando decisões dos ministros, defendendo sites investigados pela divulgação de fake news e a liberdade de expressão de políticos presos por ataques à Corte, um grupo de mais de 200 empresários e executivos mineiros divulgou documento, nesta quarta-feira (1º), nomeado Segundo Manifesto dos Mineiros. A peça defende as instituições brasileiras, o Estado de Direito e a democracia, em contraponto às considerações de Roscoe, feitas também nesta quarta. O empresário é próximo do presidente Jair Bolsonaro. O novo Manifesto dos Mineiros faz alusão ao documento assinado por lideranças estaduais, em 1943, que exigia o fim do Estado Novo e a redemocratização do Brasil. Na época, a carta aberta trilhou o caminho para o surgimento de diversas outras, contribuindo para um clima político que levou à deposição de Getúlio Vargas (1882-1954), em 1945. Assinam o documento pesos pesados da economia de Minas Gerais como o empresário Salim Mattar, presidente da Localiza, ex-secretário de Desestatização do governo Bolsonaro; Cledorvino Belini (ex-presidente da Fiat Chrysler Automobiles); Henrique Moraes Salvador Silva e José Henrique Dias Salvador (Rede Mater Dei); Modesto Carvalho de Araújo Neto (Drogaria Araújo); Evandro Neiva (Grupo Pitágoras); Nadim Donato Filho (Sindilojas); e José Anchieta da Silva (ACMinas). A peça já conta com mais de 200 assinaturas de empresários e executivos mineiros. “A ruptura pelas armas, pela confrontação física nas ruas, é sinônimo de anarquia, que é antônimo de tudo quanto possa compreender uma caminhada serena, cidadã e construtiva. A democracia não pode ser ameaçada, antes, deve ser fortalecida e aperfeiçoada. O que se pretende provocar é outro tipo de ruptura: a ruptura através das ideias e da mudança de comportamentos em todas as dimensões da vida”, afirma o manifesto. Reforma do Estado O manifesto ainda aponta que “as mudanças estruturais que o Estado Brasileiro necessita (e que o Povo Brasileiro reclama) exigem das lideranças, todas, e daqueles que ocupam cargos e funções nas estruturas produtivas e fornecedoras de serviço e de conhecimento (tanto públicas quanto privadas) uma urgente tomada de posição”. Sem citar nominalmente Bolsonaro, a peça diz que “o que se pretende provocar é outro tipo de ruptura: a ruptura através das ideias e da mudança de comportamentos em todas as dimensões da vida”. “É preciso pôr fim à vida estamental do aparelho do Estado que, no Brasil, desde sempre, é uma presa capturada por grupos de pessoas que se autoprivilegiam e conduzem a vida das pessoas segundo seus interesses pessoais, secundando os legítimos interesses do povo e da sociedade brasileira”, diz o documento. Os empresários e executivos também defendem uma reforma do Estado brasileiro, com “a reforma político-eleitoral, a reforma administrativa, a reforma do sistema de educação (só a educação transforma as pessoas), a reforma do sistema de segurança, a reforma orçamental e econômica, a reforma do sistema tributário (são reformas de conteúdo)”. Planalto A reportagem entrou em contato com a assessoria de imprensa da Fiemg, nesta quinta-feira, 2, mas a entidade não se manifestou sobre o manifesto até a publicação desta matéria. Desde a posse de Bolsonaro, o presidente da Fiemg manteve diversos encontros com o presidente. Rotineiramente, o auditório da sede da entidade é ocupado por palestras de ministros e autoridades governamentais. Em março do ano passado, Roscoe integrou a comitiva de Bolsonaro que visitou o então presidente dos EUA, Donald Trump, em Miami, na Flórida. À época, a viagem tornou-se célebre pelo número de contaminados pela Covid-19. Em 16 de março, Roscoe informou que foi o 14º passageiro que pegou o vírus. Leia a íntegra do “Segundo Manifesto dos Mineiros ao Povo Brasileiro”: “As mudanças estruturais que o Estado Brasileiro necessita (e que o Povo Brasileiro reclama) exigem das lideranças, todas, e daqueles que ocupam cargos e funções nas estruturas produtivas e fornecedoras de serviço e de conhecimento (tanto públicas quanto privadas) uma urgente tomada de posição. A ruptura pelas armas, pela confrontação física nas ruas, é sinônimo de anarquia, que é antônimo de tudo quanto possa compreender uma caminhada serena, cidadã e construtiva. A democracia não pode ser ameaçada, antes, deve ser fortalecida e aperfeiçoada. O que se pretende provocar é outro tipo de ruptura: a ruptura através das ideias e da mudança de comportamentos em todas as dimensões da vida. O objetivo é construir (na verdade, reconstruir) um projeto de Nação para o Brasil, dando sentido novo ao que seja patriotismo, de modo a fazer do povo brasileiro uma gente mais feliz e colocando o Brasil como Nação altiva, livre e democrática no concerto das Nações. O país necessita de uma verdadeira “reforma do Estado” (reforma continente) nela compreendendo as reformas internas necessárias, sobressaindo: a reforma político-eleitoral, a reforma administrativa, a reforma do sistema de educação (só a educação transforma as pessoas), a reforma do sistema de segurança, a reforma orçamental e econômica, a reforma do sistema tributário (são reformas de conteúdo). Já se revelou, e faz tempo, equivocada uma maneira de governar onde os Municípios e os Estados são reféns permanentes do que pensa e do que deseja o governo central sediado em Brasília. Esse centralismo que aumenta as desigualdades, já impôs atraso e miséria a toda a Nação Brasileira. Vive-se um século 21 que já vai alto e os problemas da gente brasileira continuam, na base, praticamente os mesmos: analfabetismo, esquecimento, ausência de infraestrutura básica (como água e esgoto, por exemplo), além do agravamento de uma escalada criminosa crescente, em vários sentidos (de balas perdidas, assaltos e discriminações). É preciso valorizar, e se necessário for criar um novo capitalismo que valorize a inteligência humana, um capitalismo humanizado, porque o centro da vida é a Pessoa Humana. É quase ulceroso falar, no Brasil, em reforma constitucional, mas é imperativo reconhecer que a Constituição de 1988 já cumpriu o seu papel histórico de assegurar a democracia e de valorizar a cidadania. Quanto ao demais, o que dela se

Minas vira líder de recursos do orçamento secreto com Pacheco no comando do Senado

Antes da eleição da atual cúpula do Senado, Minas tinha ocupado apenas o quinto lugar em recursos totais empenhados  Estado deve receber R$ 662,1 mi via orçamento secreto, feito com critérios políticos, sem a transparência adotada na transferência de outros recursos do orçamento federal Segundo maior colégio eleitoral do Brasil, Minas Gerais saltou de quinto lugar, em 2020, para o principal destino de emendas do orçamento secreto neste ano. A virada ocorreu após a eleição de Rodrigo Pacheco (DEM-MG) para a presidência do Senado, em fevereiro. A partir daí, prefeituras e o governo do Estado lideraram tanto indicações de repasses feitos pelo relator-geral do Orçamento quanto pagamentos executados pelo governo federal. No comando do Congresso, Pacheco trabalha por uma possível candidatura à sucessão do presidente Jair Bolsonaro, em 2022. Está prestes a mudar de partido, do DEM para o PSD, e procura ocupar o vácuo na política de Minas. O orçamento secreto, revelado pelo Estadão em maio, é composto pelas chamadas emendas de relator. São verbas extras distribuídas a aliados, de acordo com critérios políticos, sem a transparência adotada na transferência de outros recursos do orçamento federal. Nessa modalidade, governo e Congresso “ocultam” os nomes dos parlamentares contemplados com cotas que excedem as tradicionais emendas parlamentares. Para obter os dados, o Estadão recorreu à Lei de Acesso à Informação (LAI) e, mesmo assim, não recebeu todas as informações solicitadas. Pacheco foi um dos 20 senadores que alegaram motivos diversos para não mostrar à reportagem, em abril, as solicitações feitas ao governo para repasses de verbas referentes a emendas de relator-geral, no âmbito do Ministério do Desenvolvimento Regional. Até hoje o recurso apresentado pela reportagem ao Senado, por meio da LAI, não foi respondido. Conforme planilhas elaboradas pelo relator do Orçamento – obtidas pelo Estadão por meio da LAI –, Minas deve receber R$ 662,1 milhões, montante superior à quantia indicada para São Paulo (R$ 513,6 milhões) e Bahia (R$ 363,1 milhões). As verbas apontadas pelo relator-geral do Orçamento de 2021, senador Márcio Bittar (MDB-AC), até junho estão reservadas nos caixas dos ministérios do Desenvolvimento Regional, da Agricultura, da Saúde e da Cidadania. As planilhas enviadas ao governo, no entanto, omitem os nomes dos parlamentares por trás das indicações. Revelam apenas Estados e municípios beneficiados. O Estadão pediu informações sobre os solicitantes e o destino dos outros R$ 11 bilhões, mas não obteve resposta de Bittar. Mudança No ano passado, antes da eleição da atual cúpula do Senado, Minas tinha ocupado apenas o quinto lugar em recursos totais empenhados, de acordo com tabela do Tribunal de Contas da União (TCU). A mudança no patamar de influência nas indicações de emendas é visível no gabinete da presidência da Casa. Nas últimas semanas, a reportagem registrou um fluxo constante de políticos mineiros no local, em busca de verbas para obras, compra de máquinas pesadas, ações sociais e investimentos em saúde. Um parlamentar que conversou com o Estadão, sob a condição de anonimato, disse que, durante evento há cerca de dois meses, Pacheco perguntou se ele estava precisando de ajuda para enviar recursos a municípios. A oferta foi feita para deputados de Minas e de outros Estados, segundo relatos. Além das indicações de Bittar, que ainda precisam ser efetivadas pelo governo federal, Minas já desponta com mais pagamentos de emendas de relator-geral, efetuados neste ano, incluindo restos a pagar de 2020. Com um volume total de R$ 552 milhões – ou 10% do total pago pelo Executivo com o orçamento secreto entre janeiro e agosto. O Estado aparece à frente da Bahia (R$ 529 milhões) e de São Paulo (R$ 511 milhões). No ano passado, as prefeituras e o governo mineiro ocuparam o terceiro lugar em recursos pagos. Os dados foram obtidos no site Siga Brasil, do Senado. ‘Demandas’ À reportagem, Pacheco disse que o volume de verba destinada a Minas demonstra o empenho da bancada federal. “Além de trabalhar no ordenamento jurídico do País e fiscalizar com independência o uso do dinheiro público, é papel do parlamentar viabilizar recursos para municípios e Estados, com o intuito de melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou o presidente do Senado. “As demandas são avaliadas, caso a caso, pelo relator e posteriormente pelo Executivo, responsável pela execução orçamentária.” Minas possui 853 municípios – o Estado é estratégico para consolidar uma eventual candidatura de Pacheco ao Planalto. O presidente do Senado tenta construir o domínio local e se aproximou do PSD, que tem o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil, pré-candidato a governador, e outros dois senadores de Minas, Antonio Anastasia e Carlos Viana. O presidente do PSD, Gilberto Kassab, disse acreditar que o “perfil mais moderado” de Pacheco pode romper a polarização entre Bolsonaro e o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Mas o discurso de Pacheco de defensor da harmonia entre os poderes é questionado por congressistas. Em julho, por exemplo, o presidente do Senado provocou mal-estar entre os senadores por não sair em defesa imediata do presidente da CPI da Covid, Omar Aziz (PSD-AM), atacado pela cúpula das Forças Armadas. Apenas depois de pressão, Pacheco defendeu o colega. A falta de transparência e o uso político do Orçamento têm sido questionados por partidos, que apresentaram ao Supremo Tribunal Federal (STF) ações para que as emendas de relator-geral sejam consideradas inconstitucionais e seus pagamentos, suspensos. O Estado de São Paulo