Reforma da Previdência em Minas é a que mais penaliza o serviço público – Por Waldo Ferreira

Os servidores públicos estaduais trabalharão mais e se aposentarão bem mais tarde. Essa é uma das consequências nefastas contidas na reforma da Previdência do servidor público proposta pelo governador Romeu Zema (Novo), que está em tramitação na Assembleia Legislativa. As mudanças em Minas são particularmente ruins porque, ao contrário das congêneres apresentadas em outros estados, não se restringem à Previdência. Segundo estudo feito por uma empresa especializada, no texto está embutida uma reforma administrativa, que mexe com a carreira – acabando com a progressão – e a política remuneratória do servidor. Além de alterar os requisitos para aposentadoria, retira direitos relativos à remuneração. Sob o pretexto de conter o déficit, Zema quer aumentar as alíquotas e ainda criar uma contribuição extraordinária, que seria aplicada toda vez que o regime de previdência se mostrar deficitário. O aumento das alíquotas, diferentemente do que foi feito na reforma da previdência geral, não será progressivo. Pularia, de cara, para de 13%, mesmo para quem ganha menos (1 salário mínimo), evoluindo para 14% , 16% e 19%, dependendo da faixa salarial. Atualmente, o recolhimento é de 11%. O que joga por terra o discurso do governo de que quem ganha menos contribuirá menos. A reforma impacta especialmente os professores, que perdem nos quesitos tempo, idade e pontos. As mulheres passam a se aposentar com 57 anos de idade e 30 de contribuição, enquanto os homens com 60 anos e 30 de contribuição. Além disso, será preciso 20 anos no serviço púbico, 10 anos de carreira e 5 no cargo. Segundo o levantamento, isso faz muita diferença, porque quando o professor chegar à idade e tempo mínimos de contribuição não atingirá os pontos necessários, descobrindo, então, que terá que trabalhar cada vez mais. Pela proposta, para receber a aposentadoria integral serão precisos mais6 anos de serviço. Quem não quiser aguardar a idade pode optar pela média aritmética, que é a aplicação de um coeficiente do tempo de contribuição, o que gerará uma perda de 30% sobre o último salário. Ou seja, receberá apenas 70% do salário quando parar de trabalhar. As regras mexem na carreira, remuneração e retira direitos como quinquênios, férias-prêmio, adicional de desempenho (ADE) e afastamento remunerado de representante sindical. “Todas essas mudanças, somadas ao aumento da contribuição, provocará achatamento dos salários”, avalia o vice-presidente da Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes), Rafael Baioni. Apesar das evidências, durante debate virtual para discutir a reforma, segunda-feira, Romeu Zema disse que os servidores são “privilegiados” e vivem numa ilha da fantasia. Waldo Ferreira é jornalista e assessor de comunicação da Adunimontes
Covid-19: Ministério Público cobra esclarecimentos dos prefeitos do Norte de Minas

– Os 17 promotores de Justiça que atuam na área de saúde do Norte de Minas expediram ofício conjunto aos 86 prefeitos do Norte de Minas, pedindo esclarecimentos sobre quais medidas foram adotadas em relação à Pandemia Coronavírus, diante da decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais, que considerou constitucional o projeto ‘Minas Consciente’, com as ondas de flexibilização. No Norte de Minas, apenas 12 municípios aderiram ao projeto: Berizal, Bocaiuva, Brasilia de Minas, Buenópolis, Capitão Eneas, Claro dos Poções, Glaucilândia. Guaraciama, Jequitaí, Lontra, Ponto Chique e Ubaí. Na correspondência, os promotores questionam se – diante da decisão judicial – os municípios aderiram ao projeto ‘Minas Consciente’ ou a Deliberação 17, do Comitê Extraordinário Covid-19. Caso não tenha aderido a nenhuma delas, pede que os prefeitos explique a situação e justifique suas posições. Na quarta-feira a AMAMS realizou reunião para discutir o assunto, assim como na terça-feira os promotores de Justiça da área de saúde se reuniram em Montes Claros, quando saiu esse documento encaminhado a cada prefeito. No dia 12, o procurador-geral de Justiça, Antônio Sérgio Tonet, e cerca de 200 procuradores e promotores de Justiça, de todas as regiões do Estado se reuniram em Belo Horizonte para avaliar a situação. A ação requer que seja reconhecido o caráter vinculante da Deliberação nº 17 do Comitê Estadual Extraordinário COVID-19, para que os municípios que não aderirem ao plano ‘Minas Consciente’ cumpram as medidas de distanciamento social previstas na Deliberação nº 17. A decisão favorável do TJMG foi proferida na última quinta-feira, dia 9, pela desembargadora Márcia Milanez. Na reunião foram discutidos os efeitos práticos e jurídicos da decisão e foi apresentada para os órgãos de execução a sugestão de um fluxo institucional para a sua implementação. Foram ainda reavaliadas as estratégias para o enfrentamento do pico da crise que, em Minas Gerais, está previsto para os próximos dias. O procurador-geral de Justiça expôs dados do contágio pelo novo coronavírus em Minas Gerais, reiterando tratar-se do período mais difícil enfrentado pelo Estado desde o início da pandemia, o que justificou a proposição da ADC. Ele ressaltou que vem sendo verificado o agravamento do quadro epidemiológico e assistencial, inclusive com a carência de medicamentos necessários para o tratamento da Covid-19. Tonet ressaltou que os municípios permanecem com autonomia para escolherem entre aderir ao ‘Minas Consciente’ ou se vincularem à Deliberação nº 17. Segundo ele, o principal benefício da decisão do TJMG é a segurança jurídica e a uniformidade de tratamento que poderá ser dada à questão. Com fundamento nisso, foi proposto um roteiro de atuação para que sirva, respeitada a independência funcional de cada membro, como orientação institucional. O PGJ lembrou, porém, que há diferentes realidades espalhadas pelo Estado e que elas serão avaliadas pelos promotores de Justiça na tomada de decisão em cada município. As opções vão desde tratativas com os gestores municipais para adequação às normas, passando pelo ajuizamento de ações civis públicas, expedição de recomendações ou ofícios, até a comunicação à Procuradoria Geral de Justiça para que tome medidas administrativas ou mesmo interponha as devidas reclamações no TJMG. O coordenador do Centro de Apoio Operacional das Promotorias de Justiça de Defesa da Saúde (CAO-Saúde), promotor de Justiça Luciano Moreira, apontou as sugestões para a atuação, levando em conta também os casos em que já há processos em andamento relacionados ao distanciamento social. “O melhor enfrentamento a essa pandemia não se dará localmente, mas sim em nível regional e estadual”, disse ele. (GA) Via Gazeta
Programa de cisternas está abandonado, denuncia Articulação do Semiárido

– Coordenador da entidade em Pernambuco afirma que programas sociais como o de cisternas vêm sendo reduzidos e desestruturados desde o golpe de 2016 – Levantamento da Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA) mostra que, em 2019, cerca de 350 mil famílias brasileiras ainda aguardavam cisternas para consumo humano de água. Outras 800 mil aguardam acesso à água para produzir seus alimentos. O Programa de Cisternas, de 2003, foi um grande passo para reduzir o problema. Entretanto, o cenário atual daquela política pública é de abandono. Desde 2003, cerca de 1,3 milhão de cisternas foram construídas pelo programa, o que promoveu o abastecimento de água a 5 milhões de brasileiros especialmente da região Nordeste. Entretanto, nos últimos anos o programa vem literalmente secando. Os recursos destinados aos projetos neste ano foi o mais baixo desde sua criação, R$ 50,7 milhões. Em 2014, ano da reeleição da presidenta Dilma Rousseff (PT), foram R$ 643 milhões. Entretanto, o problema é maior, denuncia o biólogo e coordenador da ASA em Pernambuco, Alexandre Henrique Pires. “Lamentavelmente, nada do valor destinado ao programa foi executado no ano de 2020”, afirma. Alexandre diz que o cenário deste ano está pior também pela não utilização dos recursos, mesmo estando previstos no Orçamento da União. Para o ativista, a cada ano que passa, desde o golpe que destituiu Dilma Roussef, o desmonte avança. “A quantidade de cisternas construídas em 2019, e o valor destinado, foram semelhantes ao ano de 2004, segundo ano do programa. Isso mostra que existe uma redução da atenção do Estado. No momento há uma desestruturação dos programas sociais no Brasil. Isso desde 2016”, disse. Auxílio emergencial Tramita na Câmara dos Deputados o Projeto de Lei (PL) 735/2020. A matéria, que pode ser votada ainda nesta semana, prevê auxílio emergencial para agricultores familiares em isolamento em razão da pandemia de covid-19, doença provocada pelo novo coronavírus. O respiro é bem-vindo, mas não substitui uma atenção especial e urgente sobre a questão da água. O deputado José Silva (SD-MG), relator do projeto, entende que o programa de cisternas é matéria orçamentária, e não execução. “De fato, existe o recurso destinado dentro do orçamento da União para o programa. Mas entendemos que o tema poderia ser apresentado de forma a contemplar melhor a implementação do programa”, disse Alexandre, sobre uma expectativa de que o PL poderia pressionar o governo federal positivamente. A conexão entre auxílio emergencial para agricultores e a questão das cisternas para garantir acesso à água é clara e urgente, em tempos de risco de contágio pelo coronavírus. “Mesmo após o fim da pandemia, teremos o vírus circulando. É preciso que a população tenha condições de ter água para cumprir a higiene necessária no processo de evitar a contaminação”, explica o biólogo. “Passando a boiada” Mas o cenário não poderia ser mais desfavorável, analisa. “O momento é de desestruturação. Seja pela ‘reforma’ trabalhista, pela reforma da Previdência, que atende muito da população rural do semiárido, uma vez que na região 50% das propriedades são da agricultura familiar. Então, o conjunto de políticas de perdas e desestruturação, acaba afetando de forma direta essa população.” É um conjunto de ações, que também inclui o PL do Saneamento, que prevê a possibilidade da privatização da distribuição de água. “É lamentável que estejamos vivendo esse momento de muita dificuldade em torno de um tema tão importante para a vida que é o acesso à água. Especialmente em um contexto de crise sanitária. Estamos sob riscos gigantescos. A fala do ministro do Meio Ambiente, (Ricardo) Salles, de aproveitar a pandemia para passar a boiada é lamentável. A aprovação do PL do Saneamento faz parte da boiada”, finaliza Alexandre.
Órgãos de saúde de MG investigam suposto caso de reinfecção de coronavírus

– Técnico de enfermagem foi contaminado, se curou e, quase dois meses depois, foi diagnosticado novamente com a doença e morreu A Secretaria de Saúde de Minas Gerais informou, nesta sexta-feira (10), que está investigando um suposto caso de reinfecção de Covid-19. Em todo o mundo, ainda não há registros de reinfecção da doença, mas não há, por hora, estudos que comprovem que quem foi contaminado não possa se contaminar novamente. O caso intrigante é o do técnico de enfermagem Libério Tadeu Fonseca, de 2 anos, de Itatiaiuçu, a 72 km da capital Belo Horizonte. Em abril, o jovem apresentou sintomas leves, foi diagnosticado com Covid-19 e ficou em quarentena e, em maio, depois de um novo exame, testou negativo para a doença. Depois de voltar ao trabalho, já em junho, Fonseca apresentou sintomas mais severos da Covid-19 e, ao realizar um novo teste, voltou a apresentar diagnóstico positivo para a doença. Ele morreu no último dia 6 e seu atestado de óbito aponta a causa da morte como “complicações por Covid-19”. Segundo a responsável pela Policlínica onde o jovem fez o teste em junho, Gláucia Vilela, a reação que ele teve depois de já ter testado positivo em abril pode ter relação com alguma alteração genética da mãe. “Neste ano a gente teve um diagnóstico da mãe dele com uma alteração genética que gerava predisposição às infecções. Se chama GATA2. Essa alteração confere baixa imunidade. Então, nosso raciocínio clínico é que de ele pudesse ter essa herança genética da mãe, e, por isso, uma suscetibilidade maior às infecções”, afirmou. Já a secretaria de Saúde de Minas Gerais, que foi informada sobre o caso pela secretaria municipal de Itatiaiuçu, disse em nota que “até o momento, não há registro oficial sobre casos de reinfecção ou reativação pelo novo coronavírus no Estado”. O secretário adjunto de Saúde, Marcelo Cabral, por sua vez, disse em coletiva que o caso está sendo investigado pelo Centro de Informações Estratégicas em Vigilância em Saúde do Estado de Minas Gerais (Cievs). “Nós não estamos lidando com uma ciência exata, A ciência tem a característica da investigação. É natural que haja alguns destes questionamentos”, afirmou.
Câmara aprova adiamento das eleições municipais para novembro

Por ampla maioria, deputados derrotam bolsonaristas que pediam a manutenção do pleito em outubro A Câmara dos Deputados aprovou, por 402 votos e a 90, a Proposta de Emenda à Constituição que prevê o adiamento das eleições para novembro (PEC 18/20). Pelo menos um destaque foi aprovado no texto, o que faz a PEC retornar ao Senado. O texto, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), estabelece os dias 15 e 29 de novembro como as novas datas do primeiro e do segundo turno das eleições municipais. Apenas PL e PSC orientaram voto contra o texto. PROS, Patriota e Governo liberaram suas bancadas. Alguns bolsonaristas mais próximos do presidente, como Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), Bia Kicis (PSL-DF) e Carla Zambelli (PSL-SP), no entanto, foram contra o adiamento. “São vários os motivos para rejeitar essa PEC. Parece que não haverá grande diferença da questão do vírus em outubro ou novembro. Parece ser de pouca eficácia”, afirmou Kicis. Os partidos de oposição orientaram de forma unânime a favor do texto. “Para o PT, a vida está acima dos interesses eleitorais. O adiamento das eleições é uma questão de saúde pública. A população não pode ser exposta a interesses eleitoreiros”, disse o líder do PT, Ênio Verri (PT-PR). “Câmara acaba de aprovar em 1º turno, por 402 votos a favor e 90 contra, a PEC que adia as eleições municipais para 15 de novembro. Uma decisão importante em defesa da democracia e da segurança da população”, celebrou Ivan Valente (PSOL-SP). “Infelizmente já são mais de 60 mil mortes e com Bolsonaro serão mais vidas perdidas. NÃO é uma gripezinha e nós NÃO podemos fazer campanha e aglomerar pessoas no auge da crise.” Agora teremos mais tempo para preservar vidas e para derrotar Bolsonaro e suas políticas antipopulares, comemorou Rogério Correia (PT-MG).
Interesses eleitoreiros afugentam de Lontra agência do Sicoob – Por Waldo Ferreira

Depois de uma polêmica recheada de viés eleitoral, o Banco Sicoob desistiu da instalação de um protótipo de agencia no município de Lontra (a 115 quilômetros de Montes Claros). A ideia era deixar um container durante um ano instalado na Praça Princesa Isabel, para, posteriormente, o braço da instituição financeira se consolidar na cidade, mudando de local. Mesmo com essa variável, a oposição ao prefeito Dernival Mendes dos Reis fez forte oposição ao investimento, considerado importante para o desenvolvimento da cidade, visto que os grandes bancos estão, paulatinamente, se afastando dos pequenos municípios. Lontra tem população estimada em 9.661 habitantes. O prefeito foi acusado de lotear a praça, cartão postal de Lontra, em favor de um banco particular, o que é rebatido por Dernival dos Reis, segundo o qual o container ficaria no local temporariamente e ainda garantiria a instalação definitiva da agência, considerada importante para atender a demanda dos moradores, carentes de serviços bancários. A Câmara Municipal, inclusive, aprovou a instalação do empreendimento. A própria praça envolvida na celeuma passou por serviço de embelezamento, com a troca de luminárias normais por lâmpadas de Led. Dernival Mendes dos Reis lamentou que interesses politiqueiros estejam comprometendo ações que vism o desenvolvimento do município. “A proximidade das eleições municipais acabam sendo propícia a esse tipo de comportamento, que em nada ajuda a cidade”, lamentou. Ele disse que incomoda a oposição o fato de sua gestão estar se pautando pela probidade administrativa, sem os escândalos que marcaram a passagem dos seus antecessores. O prefeito lembrou que prefeitos anteriores foram envolvidos em atos de corrupção, que culminaram inclusive em prisões. “Vamos continuar trabalhando por nossa cidade, com uma gestão voltada para o futuro”, disse. Waldo Ferreira e jornalista e colaborador do ECN
Depois de apoiar Bolsonaro e atacar isolamento social, Zema diz que MG tem 90% de chance de adotar lockdown

Governador de Minas, que apoiou Bolsonaro e combateu o isolamento social, agora diz pode decretar lockdown no Estado. Nesta quarta, Minas Gerais registrou o recorde de mortes em um dia: 51. Há sinais de manipulação nas estatísticas mineiras sobre a epidemia do coronavírus O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), que apoiou de maneira decidida Jair Bolsonaro no combate ao isolamento social para o combate à epidemia do coronavírus, agora colhe os frutos amargos de sua decisão e saiu à público em entrevista à TV Globo nesta quarta-feira (24) para anunciar que há 90% de chances de o estado decretar lockdown. Minas registrou nesta quarta o recorde de mortes em 24 horas: foram 51 em um dia. Em 9 de abril, depois de um encontro com Bolsonaro, Zema desdenhou da crise, disse que “o vírus precisa circular” e passou a defender a reabertura do comércio no Estado. Minas Gerais é o estado que menos realiza testes em casos suspeitos de infecção pelo novo coronavírus no Brasil e há sinais claros de manipulação das informações sobre a doença. 70% das mortes registradas em Minas Gerais desde o início deste ano até 13 de junho não tiveram causa definida, pela falta de realização de exames ou pela execução inadequada do diagnóstico. Paralelamente, o estado tem uma das taxas de letalidade de Covid-19 mais baixas do país, de 2,4%, enquanto o Brasil é de 4,63% -o número baixo explica-se pela falta de testes. Segundo o epidemiologista e professor do Departamento de Saúde Coletiva da Universidade Federal de Uberlândia (UFU), Stefan Vilges, o volume muito grande de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) sem causa definida pode ser, em sua maioria, casos de Covid-19 que não foram devidamente diagnosticados.
Sind-Ute denuncia deputados do Norte de Minas que votaram contra os professores

O Coordenador do Sind-Ute de Montes Claros, Gera do Dulce criticou a posição da maioria absolta dos deputados mais votados no Norte de Minas que decidiram manter o veto do governador Romeu Zema e impediram o reajuste de várias categorias do funcionalismo público estadual, dentre elas, o reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional para os profissionais da educação básica da rede estadual pública de ensino. “Esta semana tivemos mais uma derrota na Assembleia Legislativa, onde Deputados Estaduais mantiveram o veto do Governador Zema e impediram o pagamento integral do Piso Salarial do Magistério, pelo qual lutamos desde 2007”, denunciou o sindicalista Trinta e cinco deputados votaram pela derrubada do VETO nº 23/2020, que trata do reajuste de várias categorias do funcionalismo público estadual, dentre elas, o reajuste do Piso Salarial Profissional Nacional para os profissionais da educação básica da rede estadual pública de ensino, e 33 pela manutenção da decisão do governador. Eram necessários 39 votos para a derrubada do veto ao reajuste dos professores e outras categorias do Estado para 2021 e 2022. O presidente da ALMG, o deputado Agostinho Patrus (PV), vota apenas em caso de empate. Deputados que votaram pela derrubada do veto: Ana Paula Siqueira (Rede) André Quintão (PT) Andréia de Jesus (PSOL) Beatriz Cerqueira (PT) Betão (PT) Bruno Engler (PRTB) Celinho Sintrocel (PCdoB) Cleitinho Azevedo (Cidadania) Coronel Sandro (PSL) Cristiano Silveira (PT) Delegada Sheila (PSL) Delegado Heli Grilo (PSL) Douglas Melo (MDB) Doutor Jean Freire (PT) Doutor Paulo (Patriota) Duarte Bechir (PSD) Elismar Prado (PROS) Fernando Pacheco (PV) Gustavo Santana (PL) Ione Pinheiro (DEM) João Leite (PSDB) João Vítor Xavier (Cidadania) Leandro Genaro (PSD) Leninha (PT) Léo Portela (PL) Marília Campos (PT) Marquinho Lemos (PT) Mauro Tramonte (Republicanos) Osvaldo Lopes (PSD) Professor Irineu (PSL) Professor Wendel Mesquita (Solidariedade) Repórter Rafael Martins (PSD) Rosângela Reis (PODE) Sargento Rodrigues (PTB) Ulysses Gomes (PT) Votaram pela manutenção do veto: Alencar da Silveira Jr. (PDT) Antonio Carlos Arantes (PSDB) Arlen Santiago (PTB) Bartô (Novo) Betinho Pinto Coelho (Solidariedade) Braulio Braz (PTB) Carlos Henrique (Republicanos) Carlos Pimenta (PDT) Celise Laviola (MDB) Charles Santos (Republicanos) Coronel Henrique (PSL) Dalmo Ribeiro (PSDB) Doorgal Andrada (Patriota) Gil Pereira (PSD) Glaycon Franco (PV) Guilherme da Cunha (Novo) Gustavo Mitre (PSC) Gustavo Valadares (PSDB) Hely Tarqüínio (PV) Inácio Franco (PV) João Magalhães (MDB) Laura Serrano (Novo) Leonídio Bouças (MDB) Neilando Pimenta (PODE) Professor Cleiton (PSB) Raul Belém (PSC) Roberto Andrade (Avante) Sávio Souza Cruz (MDB) Tadeu Martins Leite (MDB) Thiago Cota (MDB) Tito Torres (PSDB) Zé Guilherme (PP) Zé Reis (PODE) Abstenção: Bosco (Avante) Cássio Soares (PSD) Virgílio Guimarães (PT) Não votaram porque não estavam presentes: Doutor Wilson Batista (PSD) Fábio Avelar (Avante) Luiz Humberto Carneiro (PSDB) Mário Henrique Caixa (PV) Noraldino Júnior (PSC) Segue abaixo, a nota do Coordenado do Sind-Ute de Motes Claros, professor Gera do Dulce “ATENÇÃO DEPUTADOS ESTADUAIS DE MINAS GERAIS! Esta semana tivemos mais uma derrota na Assembleia Legislativa, onde Deputados Estaduais mantiveram o veto do Governador Zema e impediram o pagamento integral do Piso Salarial do Magistério, pelo qual lutamos desde 2007. Para nós do Norte de Minas foi mais triste ainda, pois dos 5 Deputados mais votados em nossa região, apenas a Deputada Leninha votou a favor da Educação. Estes mesmos deputados que votaram contra nós estarão nos municípios, apoiando e tentando eleger seus cabos eleitorais, prefeitos e vereadores, para continuar prejudicando e retirando os direitos dos trabalhadores. Na sexta-feira, dia 19 de junho/2020, deu entrada na Assembleia Legislativa de Minas Gerais, a Reforma da Previdência Estadual. Vimos recentemente a aprovação da Reforma da Previdência Federal, retirando direitos e prejudicando os trabalhadores, e deixando privilégios para algumas categorias. Por isso deixamos um recado aos deputados que sempre estão votando contra os trabalhadores: Vamos fazer o que estiver ao nosso alcance para derrubar vocês e seus cabos eleitorais nas urnas, começando este ano, onde teremos Eleições Municipais. Basta! Chega de retirar os nossos direitos. (Quem luta Educa e Conquista!) Gera do Dulce – Um Educador na Luta pelo Trabalhador(a)´.
Zema contrata aliado de Aécio, investigado por corrupção, e manda moralidade pra Neves

– Paulo Vasconcelos, que atuou nos governos tucanos em MG, prestará serviços agora para o governador Romeu Zema, que se elegeu com discurso contrário a Aécio Neves, e prometendo moralidade – Eleito em 2018 com um discurso de oposição a Aécio Neves (PSDB-MG), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), trouxe para sua equipe de comunicação um marqueteiro do tucano. De acordo com a Agência Estado, Paulo Vasconcelos, que fez a campanha de Aécio à presidência em 2014 e que trabalhou na comunicação dos governos tucanos em MG, prestará uma “consultoria” ao Palácio Tiradentes. “Ao longo das últimas semanas, Paulo Vasconcelos vem prestando um apoio episódico, voluntário e pessoal nas questões de comunicação. Não há qualquer contratação neste momento, relativa a esse apoio de consultoria”, diz nota do governo mineiro. O próprio Vasconcelos admitiu, à Agência Estado, que pretende montar uma estrutura de comunicação no governo de Zema exatamente como foi aquela que gestionou nos governos de Aécio Neves em MG. Ele receberá um salário de R$ 7,5 mil e, como trata-se de uma consultoria, não será necessário fazer licitação. Vasconcelos, assim como Aécio Neves, é investigado por corrupção passiva, corrupção ativa e caixa dois nas campanhas tucanas de 2010 e 2014.
Desemprego em massa atinge estudantes pobres da Unimontes – Por Waldo Ferreira

– Constatação partiu de pesquisa realizada pela Adunimontes, para distribuição de cestas básicas aos alunos atingidos pela pandemia do coronavírus – A Associação dos Docentes da Unimontes (Adunimontes) montou uma ação solidária em favor dos estudantes em dificuldades financeiras devido aos efeitos da pandemia do Covid-19. Para isso, a entidade realizou, na segunda quinzena de maio, um cadastro de acadêmicos nessa situação, no sentido de contribuir para a minimização dos impactos da crise para esses estudantes e suas famílias, que receberão cestas básicas. A iniciativa considerou a necessidade de distanciamento social como forma de evitar contágio e o colapso do sistema de saúde pública; e a preocupação com os estudantes que se encontram em situações precárias devido aos impactos que a atual situação impõe e as características socioeconômicas regionais do Norte de Minas. Para o cadastro foram solicitadas informações acerca de renda familiar, empregabilidade, recebimento de auxílios por programas sociais e assistência estudantil, auxílios familiares, entre outros dados pessoais. O resultado do levantamento, que apontou a precariedade das condições sociais dos alunos, levou a Adunimontes a ampliar a rede de abrangência da campanha de doações a toda sociedade da região, que podem ser realizadas por meio do link da Vakinhaonline: http://vaka.me/1099038. O levantamento final apontou 253 cadastros válidos, sendo a seguinte distribuição por campi: Montes Claros, 104 estudantes; Januária, 57; São Francisco, 23; Espinosa, 19; Janaúba, 15; Almenara,12; Paracatu, 10; Brasília de Minas, 8; e Pirapora, 5. Quanto à renda familiar declarada, 33% dos estudantes indicaram atingir, na soma total da família, de meio a 1 salário mínimo; 25% atingem de meio a um quarto de salário mínimo; 29,4% perfazem o total de um quarto de salário mínimo. Os resultados do cadastro apresentaram uma situação de vulnerabilidade ainda mais grave do que se supunha. Dos questionários respondidos pelos estudantes, 80,01% afirmou estar sem emprego e 8,9% com trabalho informal, enquanto 27% têm apoio de bolsa-família, 35,8% estão com auxílio emergencial, 35,5% solicitaram o benefício, mas este ainda se encontrava em análise; e 98,9% não recebem auxílio estudantil. A tabela a seguir apresenta a distribuição de estudantes cadastrados na campanha de ação solidária, por cursos. Demanda de estudantes por curso Sistemas de Informação 1 Educação Física 14 Letras Inglês 7 Ciências Biológicas 3 Medicina 3 Zootecnia 4 Odontologia 6 Enfermagem 1 Mestrado Profissional em Biotecnologia 1 Pedagogia 91 Administração 1 Letras Português 34 Agronomia 5 Ciências Contábeis 5 Engenharia Civil 6 Ciências Sociais 6 História 17 Serviço Social 10 Tecnologia em Gestão Pública 1 Geografia 9 Direito 2 Ciências Econômicas 3 Matemática 21 Filosofia 2 Total 253 Waldo Ferreira é jornalista e assessor de comunicação da Adunimontes