Fragmentada, terceira via já tem 11 nomes que podem disputar a Presidência da República

Com a entrada de Rodrigo Pacheco ao PSD e o anúncio de filiação de Sérgio Moro ao Podemos para o dia 10 de novembro, o campo da chamada “terceira via” já tem 11 nomes para disputar o Palácio do Planalto em 2022. Todos que estão inseridos neste segmento tendem a se mostrar como alternativa a polarização entre o ex-presidente Lula e Jair Bolsonaro. Mas antes das movimentações de Pacheco e Moro, o PSDB por exemplo está prestes a se decidir – pelas prévias – sobre o nome que vai representar o partido nas eleições presidenciais. Os tucanos estão com três nomes na mesa, os governadores Eduardo Leite (RS), João Doria (SP) e também o ex-prefeito de Manaus, Arthur Virgílio. No mercado financeiro e dentro do partido, o nome de Leite tem conquistado apoio majoritário. Pelo PSL, José Luiz Datena foi apontado como pré-candidato natural do partido, mas devido a fusão da legenda de Luciano Bivar com o DEM de ACM Neto, o rumo do apresentador está incerto e teve que voltar suas pretensões políticas para a estaca zero. É o mesmo caso do ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, filiado ao DEM. Já em outros dois partidos, Cidadania e MDB, os senadores Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e Simone Tebet (MDB-MS) entraram no radar eleitoral, mas ambos enfrentam dificuldades tanto de competitividade eleitoral quanto as divisões internas dentro de suas próprias legendas. No PDT, Ciro Gomes é pré-candidato desde o dia seguinte da vitória de Jair Bolsonaro em 2018 e atualmente ocupa o lugar de “ponta” nesse campo alternativo. Por fim, o Partido Novo também cogita lançar seu pupilo, o cientista político Luiz Felipe d’Ávila (Novo), na disputa presidencial. Via O Cafezinho

Cientistas e políticos reagem a mentira dita por Bolsonaro sobre vacinas

Presidente afirmou que pessoas que tomaram duas doses do imunizante contra o novo coronavírus no Reino Unido estão desenvolvendo a doença O Comitê de HIV/aids da Sociedade Brasileira de Infectologia também reagiu às declarações do presidente Jair Bolsonaro sobre relação da vacina contra a covid-19 e síndrome da imunodeficiência adquirida. Em sua live de quinta-feira (21), Bolsonaro disse que pessoas que tomaram duas doses do imunizante contra o coronavírus no Reino Unido estão desenvolvendo aids. Em nota emitida no sábado (23), o comitê ressaltou não conhecer nenhuma relação entre a vacina e o desenvolvimento da doença. Também destacou a importância de as pessoas que vivem com HIV/aids fazerem o ciclo completo da vacinação. Por fim, o comitê registrou repudiar notícias falsas que façam menção a “esta associação inexistente”. Em sua live, Bolsonaro pegou uma espécie de jornal em que estaria registrada a notícia e leu: “Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados (15 dias após a segunda dose) estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência Adquirida (aids) muito mais rápido que o previsto”. A fake news que relaciona vacinas com o desenvolvimento da doença já era conhecida a ponto de a Organização Mundial de Saúde (OMS) ter reforçado a importância de portadores de HIV serem imunizados contra a covid-19. A propagação da mentira no momento em que o Brasil atinge mais da metade de sua população com a vacinação completa gerou revolta e críticas entre cientistas e políticos nas redes sociais. Na quarta-feira (20), o relator Renan Calheiros (MDB-AL) incluiu, no relatório final da comissão, a disseminação de notícias falsas e desinformação sobre a pandemia no país entre os fatores responsáveis pelos óbitos decorrentes da covid-19. Segundo o senador, as fake news resultaram em mortes que poderiam ter sido evitadas, uma vez que teriam gerado “uma exposição perigosa e desnecessária ao novo coronavírus” e, consequentemente, contribuído “para a perda de vidas adicionais” durante a crise sanitária. Confira a íntegra da nota da entidade NOTA DE ESCLARECIMENTO O Comitê de HIV/aids da Sociedade Brasileira de Infectologia vem a público esclarecer que: Não se conhece nenhuma relação entre qualquer vacina contra a COVID-19 e o desenvolvimento de síndrome da imunodeficiência adquirida; Pessoas que vivem com HIV/aids devem ser completamente vacinados para COVID-19. Destacamos inclusive a liberação da dose de reforço (terceira dose) para todos que receberam a segunda dose há mais de 28 dias. Repudiamos toda e qualquer notícia falsa que circule e faça menção a esta associação inexistente. São Paulo, 23 de outubro de 2021. COMITÊ CIENTÍFICO DE HIV/AIDS DA SOCIEDADE BRASILEIRA DE INFECTOLOGIA Presidente moleque requenta fake news que associa vacina contra Covid-19 a HIV/Aids Políticos também reagem A classe política também reagiu. Diversos deputados da oposição ressaltam a característica criminosa da declaração de Bolsonaro. “Bolsonaro mais uma vez usou documento falso para atacar as vacinas e associá-las a aids. Lamentável que essa seja a prioridade do presidente de um país com mais de 600 mil mortos, 20 milhões de famintos e 14 milhões de desempregados. Mais um crime na ficha de Bolsonaro”, disse o líder da minoria na Câmara, Marcelo Freixo (PSB-RJ). O deputado federal Alexandre Padilha (PT-SP), que é o coordenador da Frente de Enfrentamento ao HIV/aids/hepatites virais no Congresso Nacional, disse em seu perfil na rede social que pretende entrar com “medidas jurídicas” contra o presidente pela fala. Manuela D’Ávila (PCdoB), que concorreu à vice-presidência da República em 2018, disse que o presidente “segue com seu projeto de morte” ao espalhar a fake news em sua Live. Na quarta-feira, 20, o relator Renan Calheiros (MDB-AL) incluiu, no relatório final da comissão, a disseminação de notícias falsas e desinformação sobre a pandemia no País entre os fatores responsáveis pelos óbitos decorrentes da COVID-19. Segundo o senador, as fake news resultaram em mortes que poderiam ter sido evitadas, uma vez que teriam gerado “uma exposição perigosa e desnecessária ao novo coronavírus” e, consequentemente, contribuído “para a perda de vidas adicionais” durante a crise sanitária.

Presidente moleque requenta fake news que associa vacina contra Covid-19 a HIV/Aids

“Os totalmente imunizados estão desenvolvendo Aids”, diz Bolsonaro; veja vídeo A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido, de onde saiu a fake news lida pelo presidente, se pronunciou sobre o caso O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) usou as suas redes para espalhar uma fake news sobre as vacinas contra a Covid-19 produzida por um grupo negacionista do Reino Unido. A “tese” em questão afirma que “as pessoas totalmente imunizadas estão desenvolvendo Aids”. “Outra coisa grave aqui, só vou dar a notícia, não vou comentar, já falei sobre isso no passado e apanhei muito. Relatórios oficiais do governo do Reino Unido sugerem que os totalmente vacinados, quem são os totalmente vacinados? Aqueles que depois da segunda dose, 15 dias depois após a primeira dose… estão desenvolvendo a Síndrome de Imunodeficiência muito mais rápido que o previsto”, disse Bolsonaro durante live. De acordo com o G1, trata-se de uma fake news plantada pelo site negacionista Beforeitnews, que publica textos dizendo, entre outras coisas, que as vacinas contra a Covid rastreiam as pessoas. Foi desse site que o presidente Bolsonaro pegou a “notícia” de que a imunização completa contra a Covid desenvolve Aids nas pessoas. A Agência de Segurança de Saúde do Reino Unido declarou que “as vacinas contra a Covid-19 não causam Aids. A Aids é causada pelo HIV”.

Cerco ao ódio – Alexandre de Moraes determina prisão e extradição de Allan dos Santos

O blogueiro e amigo dos Bolsonaro, Allan dos Santos: morando nos Estados Unidos, investigado no Brasil e com prisão preventiva decretada pelo ministro Alexandre de Moraes Morando nos EUA e com visto vencido, blogueiro bolsonarista é investigado em dois inquéritos no STF, sobre “fake news” e atuação de milícias digitais contra a democracia O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes determinou, nesta quinta-feira (21), a prisão de Allan dos Santos, blogueiro bolsonarista e fundador do canal Terça Livre. Allan, que foi para os Estados Unidos em junho de 2020 e está com o visto de turista vencido desde fevereiro, será incluído na chamada lista da Difusão Vermelha, da Interpol. A embaixada dos Estados Unidos também foi comunicada. Moraes determinou ainda que o Ministério da Justiça inicie os trâmites para a extradição do blogueiro para o Brasil. A informação é do portal G1. A decisão do ministro acolhe pedido da Polícia Federal, mas recebeu manifestação contrária da Procuradoria-Geral da República. Os frequentes ataques de Allan dos Santos e de milícias digitais contra a democracia e os ministros do STF são o motivo de um dos dois inquéritos em que o blogueiro é alvo na Corte. O segundo é sobre a produção e divulgação de fake news. “(…) Como se vê, a utilização de seu canal nas redes sociais, usado como verdadeiro escudo protetivo para a prática de atividades ilícitas, aliado ao fato de ter se ausentado do território nacional durante as investigações, passando a perpetrar suas condutas criminosas dos Estados Unidos da América, tem conferido a Allan Lopes dos Santos uma verdadeira cláusula de indenidade penal para a manutenção do cometimento dos crimes já indicados pela Polícia Federal, não demonstrando o investigado qualquer restrição em propagar os seus discursos criminosos”, diz trecho da decisão de Moraes. Antidemocrata O magistrado também escreveu sobre o blogueiro que “o poder de alcance de suas manifestações tem contribuído, de forma inequívoca, para a animosidade entre os Poderes da República e para o ambiente de polarização política que se verifica no Brasil, com verdadeiro incentivo para que as pessoas pratiquem crimes.” Após a divulgação da notícia, o relator da CPI da Covid, senador Renan Calheiros (MDB-AL), celebrou a ordem de prisão. “Apoiamos a prisão e a extradição do Allan dos Santos determinada pelo ministro Alexandre de Moraes. É a primeira prisão de um dos indiciados da CPI. Fake news, como sustentamos no relatório, também matou muitos brasileiros”, escreveu Renan nas redes sociais. Em seu relatório, o senador recomenda o indiciamento do amigo da família Bolsonaro por incorrer no artigo 286 do Código Penal: “Incitar, publicamente, a prática de crime. Pena: detenção, de três a seis meses, ou multa”. No último domingo (17), o blogueiro voltou a atacar o ministro do STF, desta vez em seu canal no Telegram. “O Alexandre de Moraes quer dizer que ‘indícios’ apontam que, por ter reunido deputados de direita na minha casa, sem nunca receber um centavo por isso, eu seria o responsável pela desestabilização da República, com um site de notícias? Lava sua boca para falar de mim, seu psicopata.”

Esquerda ajuda derrotar PEC que poderia deter corrupção do Ministério Público

Partidos de esquerda votaram contra PEC do CNMP e ajudou na impunidade de Deltan Dallagnol e Sergio Moro. Por Jeferson Miola – Publicado originalmente no Blog do autor: Convenhamos: depois de tudo o que se sabe no Brasil e no mundo sobre a gangue de Curitiba que promoveu a maior corrupção judicial do mundo, é no mínimo surpreendente que parlamentares do PSOL, PDT e PSB tenham votado contra a PEC 5/2021. No caso do PDT, pode ser oportunismo “cirista” para ficar com um discurso antipetista e, desse modo, ampliar a ilusão de credenciar Ciro como opção viável da frente anti-Lula – aquela que, apesar de comprometida com o programa ultraliberal bolsonarista, é mal apelidada de “3ª via”. No caso do PSOL e de ex-psolistas como Freixo [hoje PSB], transparece uma visão ideológica messiânica e moralista, mais compatível com quem pratica política como se fosse religião. Quando a turma do PSOL sentir na própria pele que “a dor e a delícia” de ser de esquerda os sujeita a serem atacados por fascistas que aparelham e corrompem as instituições de Estado em benefício de um projeto de extrema-direita, então poderá ser tarde demais. Esquerda votou contra sequestro do MP por criminosos A reação à PEC, ultra-corporativa especialmente dos/as procuradores/as que delinquiram na Lava Jato, pode ser facilmente entendida. Afinal, a PEC 5/2021 impede que o Ministério Público seja sequestrado por criminosos que partidarizam a instituição para concretizar seus interesses políticos, pessoais e materiais. Deltan Dallagnol, o capataz-mor do juiz-ladrão, como o deputado Glauber Braga/PSOL classifica Sérgio Moro, celebrou: “É uma grande vitória da sociedade e dos parlamentares que desejam ver um Ministério Público forte, atuante e sobretudo independente” [sic]. Com a ajuda ingênua dos partidos progressistas – os mesmos, aliás, que, juntos com o PT, conferiram ao MP as atribuições consagradas na Constituição de 1988 –, figuras da estirpe de Deltan Dallagnol continuarão desvirtuando as funções e corrompendo a atuação do Ministério Público.

Por 287 votos a 182, Câmara rejeita PEC que altera Conselho Nacional do MP

A Câmara dos Deputados rejeitou nessa quarta-feira (20), por 287 votos a 182, a proposta de emenda à Constituição (PEC) 5 de 2021 que altera a composição do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Faltando apenas 11 votos para aprovação, o substitutivo do deputado Paulo Magalhães (PSD-BA) precisava de 308 votos para que fosse aprovado. A matéria previa a ampliação do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) de 14 para 17 vagas. A previsão é de que os deputados analisem o texto original da proposta, do deputado Paulo Teixeira (PT-SP). O texto de Paulo Magalhães previa que cinco integrantes do CNMP seriam indicados ou eleitos pelo Poder Legislativo. Atualmente, são apenas dois indicados. A PEC também propõe a alteração da indicação do corregedor nacional do Ministério Público, que deve ser o vice-presidente do CNMP. A proposta de Magalhães determinava ainda que seria elaborado um código de ética no prazo de 120 dias após a promulgação da PEC. Se esse prazo não fosse cumprido, o Congresso Nacional deveria elaborar uma lei ordinária. Críticas Entre as principais polêmicas do texto, estava a escolha do corregedor do CNMP. Na última versão do texto de Paulo Magalhães, estava previsto o revezamento entre Câmara e Senado na escolha do nome em uma lista de cinco apontados pelos próprios procuradores-Gerais de Justiça. Na semana passada, a Associação Nacional dos Procuradores da República (ANPR) e a Associação Nacional dos Procuradores e das Procuradoras do Trabalho (ANPT) se posicionaram integralmente contra a proposta e pediram a rejeição da matéria. Entre as críticas, está a tramitação acelerada da proposta e a avaliação de que ?o texto apresentado viola a autonomia institucional do Ministério Público e a independência funcional de seus membros?. Agência Estado

CPI do Genocídio: crimes imputados a Bolsonaro somam quase 39 anos de prisão

Relatório final – Parecer apresentado nesta quarta-feira (20) na CPI da Covid propôs o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes O parecer final da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid, apresentado pelo relator Renan Calheiros (MDB-AL) nesta quarta-feira (20) propôs o indiciamento do presidente Jair Bolsonaro por nove crimes. Três filhos do presidente e outras 62 pessoas também foram indiciadas por atos e omissões no combate à pandemia, além de duas empresas, a Precisa Medicamentos, intermediária no contrato de importação da vacina indiana Covaxin, e a VTCLog, responsável pela logística do Ministério da Saúde. O relatório será votado na próxima terça-feira (29). Ao todo, somando as penas máximas para os crimes previstos no Código Penal Brasileiro imputados ao presidente Bolsonaro, a punição pode chegar a 38 anos e nove meses de prisão. Mas o parecer de Renan recomenda que o presidente responda ainda por crimes contra a humanidade, previstos pelo Estatuto de Roma do Tribunal Penal Internacional, acolhido pela legislação brasileira em 2002. Neste caso, o julgamento pode ser feito pelo TPI, em Haia. Se for aprovado pela maioria dos senadores da comissão, o parecer será enviado à Procuradoria-Geral da República, responsável por conduzir investigações contra indiciados com foro privilegiado, como é o caso de Bolsonaro. Tendo como base o relatório final, a reportagem listou os nove crimes pelos quais Jair Bolsonaro é indiciado, juntamente com as penas para os crimes. Crime de epidemia com resultado em morte Definição: Segundo o art. 267 do Código Penal, o crime se consuma quando o indivíduo é responsável por causar epidemia, mediante a propagação de germes patogênicos. Esse crime pode ser com ou sem intenção. O relatório da CPI da Covid afirma que o presidente Jair Bolsonaro cometeu esse crime por meio de suas ações e discurso que influenciaram o comportamento de milhões de brasileiros desde março de 2020. O documento ainda afirma que o presidente “assumiu o risco das mortes de milhares de brasileiros ao recusar ou retardar a compra das vacinas que lhe foram insistentemente ofertadas”, ou seja, atuou de forma dolosa com intenção. Pena: O Código Penal prevê reclusão de 10 a 15 anos. Se o fato resultar em morte, a pena é aplicada em dobro. Em caso culposo, a pena é de detenção de um a dois anos, podendo duplicar em caso de mortes. O crime de epidemia com resultado em morte, se for consumado com intenção, é denominado como crime hediondo, sendo inafiançável, impede a possibilidade de liberdade condicional e, caso condenado, o indivíduo sempre começa a cumprir a pena em regime fechado. Crime de infração de medida sanitária preventiva Definição: O Código Penal define o crime, na modalidade dolosa (com intenção), como a infração de determinação do poder público destinada a impedir introdução ou propagação de doença contagiosa. O crime pode ocorrer por ação ou por omissão. O relatório da CPI afirma que a presença de Jair Bolsonaro em diversos eventos públicos, quando já tinha sido decretado pandemia no Brasil, além da negação do presidente em utilizar máscara de proteção individual ao encontrar apoiadores e subordinados, mesmo com a existência de leis estaduais e municipais que exigiam o equipamento de proteção. “Ao contrário, foram inúmeras ações dolosas e conscientes de não usar máscara ou de sequer trazê-la consigo, e, especialmente, de comunicar ao público o seu desprezo e menoscabo em relação à essas determinações oficiais, cuja única função é de reduzir o contágio pelo novo coronavírus”. Como provas para o crime, o documento apresenta reportagens jornalísticas que noticiaram o presidente negando a gravidade da pandemia, chamando-a de ‘mimimi’, refutando à eficácia da proteção da máscara individual e influenciando a população a não utilizá-las. Pena: O Código Penal prevê detenção de um mês a um ano e multa. Caso o agente do crime seja funcionário da saúde pública ou exerça a profissão de médico, farmacêutico, dentista ou enfermeiro, a pena é aumentada de um terço. Crime de charlatanismo Definição: Presente no art. 283 do Código Penal, o crime consiste na punição para aqueles que anunciarem “promessas milagrosas” de cura de algo por meio secreto ou infalível, ou seja, não comprovado cientificamente. O relatório final afirma que o Presidente da República foi o principal responsável pela propagação da ideia de tratamento precoce. “Em tempos normais, seria apenas um exemplo de desprezível charlatanismo pseudocientífico. Contudo, em meio a uma pandemia global, colaborou para gerar uma monstruosa tragédia, na qual alguns milhares de brasileiros foram sacrificados”, descreve. Pena: O Código Penal prevê detenção de três meses a um ano junto com multa. Crime de incitação ao crime Definição: O crime é consumado quando um indivíduo incita, publicamente, a prática de crime. O documento final da CPI da Covid afirma que a conduta do Presidente da República ao estimular e incitar publicamente aglomerações populares e o não uso de máscara representaram violações das medidas sanitárias preventivas então vigentes nos estados e municípios. Pena: É previsto detenção de três a seis meses ou multa. Crime de falsificação de documento particular Definição: Presente no art. 298 do Código Penal, o crime responsabiliza indivíduos que falsificarem, no todo ou em parte, documentos particulares ou alterarem documentos particulares verdadeiros. O relatório final da CPI afirma que o presidente Jair Bolsonaro falsificou uma análise pessoal feita pelo auditor do Tribunal de Contas da União (TCU), Alexandre Figueiredo Marques, intitulada “Da possível supernotificação de óbitos causados por Covid-19 no Brasil”. O documento da CPI ainda continua dizendo que, após a publicação de nota de esclarecimento da TCU, o presidente foi a público e disse: “A tabela quem fez fui eu, não foi o TCU. Então, o TCU acertou em falar que a tabela não é deles. … Então, o TCU tá certo, não fizeram tabela, eu errei. Eu tinha que ter falado que o TCU fez foi um Acórdão, dois Acórdãos no final”. Pena: É previsto reclusão de um a cinco anos e multa. Crime de emprego irregular de verbas públicas Definição: Criminaliza agentes públicos que utilizem, de forma irregular, verbas ou rendas públicas.

Testemunha de Jeová recebe transfusão de sangue e processa hospital

Mulher sofria de uma hemorragia digestiva e teve indicação médica. Equipe médica chegou a recorrer judicialmente e conseguiu autorização para o procedimento – Ela cobra indenização de R$ 30 mil após ser obrigada a fazer transfusão de sangue Uma professora de 58 anos cobra uma indenização de R$ 30 mil após ter sido obrigada, pela Justiça paulista, a receber um tratamento por transfusão de sangue no Hospital Unimed de Piracicaba. J.P, foi internada em julho com um quadro de hemorragia digestiva e se recusava receber o tratamento por ser Testemunha de Jeová. Em processo, ela chegou a dizer que o procedimento lhe causou sérios danos morais e psicológicos. De acordo com os médicos, era preciso realizar uma endoscopia para investigar a localização da hemorragia. E, por se tratar de um exame invasivo, queriam submetê-la a uma transfusão de sangue para a estabilização do quadro clínico. Porém, a mulher não aceitava o tratamento por suas convicções religiosas. Segundo é contado na coluna de Rogério Gentile, no UOl, a bíblia proíbe os cristãos de aceitar sangue por ser algo sagrado, que representa a vida. isso veda a transfusão, assim como ingerir alimentos com sangue. Hospital vai à Justiça para que mulher receba transfusão de sangue Na Justiça, o hospital alegou que a professora corria risco de morte iminente por estar em choque hemorrágico. “O hospital tem o dever de preservar a vida da paciente”, cita trecho do processo. Com isso, o juiz Lourenço Carmelo Tôrres concedeu uma tutela de urgência autorizando a Unimed a adotar todos os procedimentos médicos necessários para a preservação da vida da professora, “ainda que contra a vontade dela”. Ainda na sentença, o magistrado disse que a escusa religiosa não pode se sobrepor ao direito à vida. Transfusão de sangue foi realizada e mulher diz que foi ‘torturada’ O procedimento de transfusão de sangue foi feito com a professora sedada. Em contrapartida, em petição apresentada à Justiça, J.P. considera ter sido torturada e que o ato médico foi como um estupro. “A ideia de sedar um cidadão adulto e capaz para submete-lo a tratamento médico invasivo soa totalmente descabida, inaceitável e irracional”, afirmaram os advogados da mulher à Justiça. No entanto, a defesa declarou ainda no processo que a professora havia tomado uma decisão inequívoca, reconhecendo a responsabilidade por sua escolha. Mas, J.P. chegou a dizer à Justiça que o tratamento lhe causou danos morais e psicológicos e cobra uma indenização de R$ 30 mil. O processo ainda não foi julgado. Já o hospital afirma que à Justiça que o direito à vida prevalece em relação aos demais direitos individuais, inclusive a liberdade de crença, citando o artigo 5º da Constituição e que a professora teria poucas horas de vida se o procedimento não fosse realizado.

Quase metade dos brasileiros já está com a imunização contra Covid completa

Número de vacinados com a primeira dose chega a 151.739.636, o que representa 71,13% da população total O número de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19 no Brasil chegou nessa segunda-feira (18) a 151.739.636 o equivalente a 71,13% da população total. Nas últimas 24 horas 240,7 mil pessoas receberam a primeira aplicação da vacina, de acordo com dados reunidos pelo consórcio de veículos de imprensa junto a secretarias de 26 estados e Distrito Federal. Entre os mais de 151 milhões de vacinados, 105.003.387 estão com a imunização completa contra o coronavírus, o que representa 49,22% da população total. Nas últimas 24 horas, 665,7 mil pessoas receberam a segunda dose e outras 1,1 mil receberam o imunizante de aplicação única da Jansen. Nessa segunda, outras 284,6 mil pessoas receberam a dose de reforço. Ao todo, 4,58 milhões de brasileiros já foram “revacinados”. Somando todas as vacinas aplicadas, o Brasil administrou 1,17 milhão de doses nas últimas 24 horas. São Paulo tem 79,96% da população total vacinada ao menos com uma dose contra o coronavírus, e 63,54% com o esquema vacinal completo (duas doses ou aplicação única), o mais avançado no país. Os outros quatro estados com a maior proporção de habitantes totalmente imunizados são: Mato Grosso do Sul (61 75%), Rio Grande do Sul (55,49%), Paraná (51,95%) e Espírito Santo (50,02%). Média de óbitos faz uma semana abaixo de 400 O Brasil registrou 197 novas mortes pela Covid-19 nessa segunda-feira. A média semanal de vítimas, que elimina distorções entre dias úteis e fim de semana, ficou em 322 e completou uma semana consecutiva abaixo de 400. O número de novas infecções notificadas foi de 9.250, enquanto a média de novos testes positivos na última semana é de 10.050. No total, o Brasil tem 603.521 mortos e 21.651.444 casos da doença. Os dados diários do Brasil são do consórcio de veículos de imprensa formado por Estadão, G1, O Globo, Extra, Folha e UOL em parceria com 27 secretarias estaduais de Saúde, em balanço divulgado às 20h. Segundo os números do governo, 20,81 milhões de pessoas estão recuperadas. São Paulo registrou três novas vítimas da Covid nas últimas 24 horas, enquanto o Paraná teve o maior total para o período, com 67. Acre, Amazonas, Ceará, Paraíba, Rio de Janeiro e Rio Grande do Norte não notificaram mortes da pandemia nessa segunda. O Ministério da Saúde informou que foram registrados 7.446 novos casos e mais 183 mortes pela Covid-19 nas últimas 24 horas. No total, segundo a pasta, são 21.651.910 pessoas infectadas e 603.465 óbitos. Os números são diferentes do compilado pelo consórcio de veículos de imprensa principalmente por causa do horário de coleta dos dados. Agência Estado/

CNBB pede providências após ofensas de deputado paulista: ‘Ódio descontrolado’

Bispos querem que Assembleia tome uma atitude e afirmam que também irão recorrer ao Judiciário, “pelo bem da democracia brasileira” Por Redação RBA As ofensas de um deputado estadual paulista, na semana passada, provocaram reações no mundo político e religioso. A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) afirmou que o político agiu “com ódio descontrolado”. Em carta ao presidente da Assembleia Legislativa, Carlão Pignatari (PSDB) a entidade pediu providências. Além disso, adiantou que vai pedir reparação judicial. Em pronunciamento na tribuna, na última quinta-feira (14), o deputado bolsonarista Frederico D’Avila (PSL) desferiu ofensa ao arcebispo de Aparecida (SP), dom Orlando Brandes, à CNBB e até ao papa Francisco. Na manhã de ontem (17), a presidência da CNBB divulgou carta aberta ao presidente do parlamento paulista, repudiando “fortemente as abomináveis agressões” (leia o texto na íntegra ao final do texto). Pátria amada, não armada No dia de Nossa Senhora Aparecida, terça-feira passada (12), dom Orlando Brandes, em pronunciamento crítico ao governo, afirmou que “pátria amada” não poderia ser “pátria armada”. “Para ser pátria amada, seja uma pátria sem ódio. Para ser pátria amada, uma pátria, uma República sem mentira e fake news. Pátria amada sem corrupção e pátria amada com fraternidade”, afirmou ainda. Em ´vídeo, o presidente da CNBB, dom Walmor Oliveira de Azevedo, reagiu ao discurso “ensandecido” do deputado e o que chamou de “postura anticristã”. Assim, ao mesmo tempo em que espera resposta da Assembleia, o bispo afirmou que o Poder Judiciário será interpelado a julgar as agressões covardes proferidas da tribuna”. E disse esperar que as “infelizes declarações” levem às penas previstas em lei. “Em seus 69 anos e história, a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil nunca se acovardou. Sempre esteve ao lado da justiça, da verdade e da vida.” Pela democracia A entidade espera também entregar pessoalmente o documento ao presidente da Casa. Da qual espera “medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade – sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada”. Confira o texto da Carta Aberta da CNBB: Exmo. Sr. Deputado Estadual Carlão Pignatari Presidente da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo Cidadãos e cidadãs brasileiros A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil-CNBB, nesta casa legislativa e diante do Povo Brasileiro, rejeita fortemente as abomináveis agressões proferidas pelo deputado estadual Frederico D’Avila, no último dia 14 de outubro, da Tribuna da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo. Com ódio descontrolado, o parlamentar atacou o Santo Padre o Papa Francisco, a CNBB, e particularmente o Exmo. e Revmo. Sr. Dom Orlando Brandes, arcebispo de Aparecida. Feriu e comprometeu a missão parlamentar, o que requer imediata e exemplar correção pelas instâncias competentes. Ao longo de toda a sua história de 69 anos, celebrada no dia em que ocorreu este deplorável fato, a CNBB jamais se acovardou diante das mais difíceis situações, sempre cumpriu sua missão merecedora de respeito pela relevância religiosa, moral e social na sociedade brasileira. Também jamais compactuou com atitudes violentas de quem quer que seja. Nunca se deixou intimidar. Agora, diante de um discurso medíocre e odioso, carente de lucidez, modelo de postura política abominável que precisa ser extirpada e judicialmente corrigida pelo bem da democracia brasileira, a CNBB, mais uma vez, levanta sua voz. A CNBB se ancora, profeticamente, sem medo de perseguições, no seguinte princípio: a Igreja reivindica sempre a liberdade a que tem direito, para pronunciar o seu juízo moral acerca das realidades sociais, sempre que os direitos fundamentais da pessoa, o bem comum ou a salvação humana o exigirem (cf. Gaudium et Spes, 76). Defensora e comprometida com o Estado Democrático de Direito, a CNBB, respeitosamente, espera dessa egrégia casa legislativa, confiando na sua credibilidade, medidas internas eficazes, legais e regimentais, para que esse ultrajante desrespeito seja reparado em proporção à sua gravidade – sinal de compromisso inarredável com a construção de uma sociedade democrática e civilizada. A CNBB, prontamente, comprometida com a verdade e o bem do povo de Deus, a quem serve, tratará esse assunto grave nos parâmetros judiciais cabíveis. As ofensas e acusações, proferidas pelo parlamentar – protagonista desse lastimável espetáculo – serão objeto de sua interpelação para que sejam esclarecidas e provadas nas instâncias que salvaguardam a verdade e o bem – de modo exigente nos termos da Lei. Nesta oportunidade, registramos e reafirmamos o nosso incondicional respeito e o nosso afeto ao Santo Padre, o Papa Francisco, bem como a solidariedade a todos os bispos do Brasil. A CNBB aguarda uma resposta rápida de Vossa Excelência – postura exemplar e inspiradora para todas as casas legislativas, instâncias judiciárias e demais segmentos para que a sociedade brasileira não seja sacrificada e nem prisioneira de mentes medíocres. Em Cristo Jesus, “Caminho, Verdade e Vida”, fraternalmente, Brasília-DF, 16 de outubro de 2021 Dom Walmor Oliveira de Azevedo Arcebispo de Belo Horizonte, MG Presidente Dom Jaime Spengler Arcebispo de Porto Alegre, RS 1º Vice-Presidente Dom Mário Antônio da Silva Bispo de Roraima, RR 2º Vice-Presidente Dom Joel Portella Amado Bispo auxiliar do Rio de Janeiro, RJ Secretário-Geral