Vocês não têm salvação. Muita cachaça e pouca oração’ – Vai uma cachaça aí, Francisco?

 Se ofender com a piada de Francisco diz mais sobre as expectativas que certos católicos depositam sobre o pontífice que qualquer outra coisa Por Mirticeli Medeiros* Um padre de Campina Grande (PB), chamado João Paulo Victor Souto, jamais imaginou que o vídeo registrado pelo seu amigo, padre Carlos Henrique Resende, que mostra um momento de descontração do papa, viralizaria no Brasil. O sacerdote, que participava da audiência geral com Francisco, na última quarta-feira (26), no Vaticano, pediu que o pontífice rezasse pelos brasileiros. Em tom bem-humorado, o santo padre lhe respondeu: “Vocês não têm salvação. Muita cachaça e nada de oração”. Para a maioria dos brasileiros, foi mais uma demonstração do quanto Francisco é “escandalosamente” humano. Digo escandalosamente porque, para alguns poucos “patriotas” das redes sociais, a brincadeira foi de mau gosto. Porém, curiosamente, a piada só foi sem graça para aqueles que são resistentes a Francisco desde sempre. Nenhuma novidade. A verdade é que Francisco jamais renunciou a seu ‘humor portenho’. Num momento informal como aquele, que ocorre logo após a tradicional catequese de quarta-feira, quando o papa cumprimenta peregrinos de todo o mundo, esse tipo de troca com os fiéis é recorrente. Aliás, naquele mesmo dia, Francisco tomou até um mate argentino, após ter questionado se a erva em questão era gaúcha e ‘brasileña’. Ou seja, deu Brasil no Vaticano esta semana. Sem contar que não é a primeira vez que Francisco escolhe o tema ‘cachaça’ para arrancar sorrisos dos brasileiros. Muitas pessoas que presenciaram esses momentos inusitados com ele se manifestaram nas redes sociais após a viralização do último vídeo. O professor brasileiro Luís Felipe Barbedo disse que o então cardeal Bergoglio, em passagem pelo Brasil, entoou a marchinha de carnaval Cachaça não é água quando esbarrou com um grupo de brasileiros. O jesuíta Laércio Lima, em encontro com o papa em Roma, após convidá-lo para visitar sua casa religiosa, recebeu a resposta: “Irei sim, mas só se você me oferecer uma dose de cachaça”. E para quem acha que ele solta essas pérolas somente aos ‘fiéis comuns’, que turistam pelo Vaticano, está muito enganado. Até chefes de Estado viram esse lado cômico de Francisco. Em muitas das fotos oficiais, vemos muitos desses líderes caindo na risada. A então presidente Dilma Rousseff, em 2014, revelou à imprensa que as conversas com Francisco sempre foram descontraídas, e ambos chegaram até a falar de futebol em algumas dessas reuniões. Ao general Mourão, atual vice-presidente da República, que esteve no Vaticano em 2019, o pontífice chegou a perguntar quem sairia ganhando numa eventual disputa entre Maradona e Pelé. Se ofender com a piada de Francisco diz mais sobre as expectativas que certos católicos depositam sobre o pontífice que qualquer outra coisa. Como o papa prefere encarnar a imagem de sacerdote do povo, que vai ao encontro das pessoas, soa agressivo àqueles que são ligados afetivamente (e até politicamente!) à figura do papa monarca. E são os mesmos que sobre-exaltam os pontífices impecavelmente paramentados com suas vestes reais do século passado. Os gestos de Francisco encantam porque estão ligados mais àquilo que ele é que ao cargo que ocupa. Inclusive é ele mesmo quem diz que as pessoas não podem olhar para os padres católicos e enxergarem, simplesmente, um bando de “managers”. A reforma de Francisco, para além da questão estrutural, passa também pelo espírito, como ele gosta de dizer. Não precisamos mais de líderes sem coração. Já bastam os que temos hoje. Que tenhamos alguém que, em meio a essa barbárie, ainda nos faça sorrir. E isso é um ato de resistência, como nos ensinou Paulo Gustavo. *Mirticeli Medeiros é jornalista e mestre em História da Igreja pela Pontifícia Universidade Gregoriana de Roma. Desde 2009, cobre o Vaticano para meios de comunicação no Brasil e na Itália e é colunista do Dom Total, onde publica às sextas-feiras.

‘Muita cachaça e pouca oração’, brinca o papa Francisco sobre brasileiros

Resposta do papa levou os presentes à risada. (Reprodução)  Autor da pergunta, padre paraibano diz que para quem acredita na imagem de um papa rígido, Francisco tem surpreendido com seu carisma e humanidade O primeiro encontro do padre João Paulo, de Campina Grande (PB), com o papa Francisco acabou de forma descontraída nessa quarta-feira, 26. O sacerdote brasileiro, que está no Vaticano estudando Teologia, fez um pedido especial para o pontífice. “Santo Padre, reze por nós, brasileiros”. A resposta foi, no mínimo, inusitada. “Vocês não têm salvação. É muita cachaça e pouca oração”, disse o papa, em tom de brincadeira. O sacerdote paraibano conta que, desde sua chegada à Roma, desejava falar com o papa, mas ainda não havia conseguido. O que ele não esperava era tamanha informalidade. “Eu travei na hora, porque a gente sempre espera algo formal e curto. Mas aí o papa Francisco nos surpreende com a sua espontaneidade, com seu jeito de ser afetuoso. E aí o encontro tornou-se muito agradável, muito especial”, comenta. https://cdn.domtotal.com/multimidia/audio_video/noticias/2021-05/df0509894df188105eab497914afde8b32ffbe39.mp4 Padre João Paulo complementa dizendo que, para quem acredita na imagem de um papa rígido, Francisco tem surpreendido com seu carisma e humanidade. Após a brincadeira, o pontífice garantiu: “rezo sempre pelos brasileiros”. O encontro ocorreu após a Audiência Geral com o papa Francisco, no Vaticano, e foi registrado pelo padre Carlos Henrique, brasileiro de Divinópolis (MG). De acordo com o padre Carlos Henrique, a resposta do papa levou os presentes à risada. “Rimos bastante, porque, de fato, não esperávamos. Foi uma resposta muito descontraída. Uma brincadeira de amigos, uma gozação mesmo”, comentou o padre mineiro. Ele conta que essa não foi a primeira piada do papa argentino com os brasileiros, que já teria comentado sobre a rivalidade futebolística entre as seleções nacionais. “O papa é muito descontraído. Na primeira vez que estive com ele, eu disse que era brasileiro e então ele brincou: ‘Eu não tenho culpa disso, eu sou argentino e no futebol nós somos muito melhores do que vocês’”, lembra o padre Carlos Henrique. Via Dom Total

Negativa de Bolsonaro resultou em menos 52 milhões de doses da Coronavac, diz Dimas Covas

Ofertamos 60 milhões de doses que poderiam ser entregues no último trimestre de 2020′ (Edilson Rodrigues/Agência Senado)  O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou à CPI da Covid nesta quinta-feira (27) que o governo Jair Bolsonaro (sem partido) negou uma oferta de vacinas que poderia ter ampliado em 111% o total de doses da Coronavac entregues até maio ao Programa Nacional de Imunizações (PNI). Segundo o médico, a proposta feita ao Ministério da Saúde em 7 de outubro de 2020 estabelecia a entrega de 100 milhões de doses até o fim deste mês. Com a interrupção das negociações determinada por Bolsonaro, o contrato só foi assinado em janeiro de 2021 e a entrega desse quantitativo foi empurrada para setembro. O número de doses entregues até agora é de 47,2 milhões. Essa diferença poderia ter ao menos dobrado o número de brasileiros com esquema vacinal completo contra a Covid hoje. Até quarta-feira (26), o total de pessoas que tinham tomado as duas doses da vacina (somando Coronavac e Oxford/AstraZeneca) era de 21 milhões. Se tivéssemos as 100 milhões de doses que seriam entregues até maio, estaríamos perto dos 50 milhões de vacinados. A oferta de outubro não foi a primeira. Covas disse ter enviado um ofício ao Ministério da Saúde ainda em 30 de julho de 2020, assinalando a importância de parceria já naquele momento da pandemia. “Ofertamos 60 milhões de doses que poderiam ser entregues no último trimestre de 2020. Um pouquinho depois, como não houve uma resposta efetiva, nós reforçamos o ofício. Em agosto, ainda solicitamos apoio financeiro do ministério para apoiar o estudo clínico, com previsão de custo de R$ 100 milhões, e para reformar a fábrica”, disse Covas. Já em outubro, a proposta de doses subiu para 100 milhões, sendo 45 milhões até dezembro, 15 milhões até fevereiro e outros 40 milhões até maio. Com os quantitativos, o diretor do Butantan quis dar a entender aos senadores que o Brasil poderia ter sido o primeiro país do mundo a vacinar contra o novo coronavírus. “O mundo começou a vacinação no dia 8 de dezembro (de 2020). No final de dezembro, o mundo tinha aplicado um pouco mais de 4 milhões de doses e nós tínhamos, no Butantan, 5,5 milhões de doses prontas, mais 4 milhões em processamento sem contrato com o ministério. Poderíamos ter iniciado a vacinação antes do que começou”, afirmou Covas. Ele não mencionou, porém, que, em dezembro, os testes de eficácia da Coronavac ainda não haviam sido finalizados. A apresentação dos dados à Anvisa ocorreu em janeiro, o que indica, portanto, que dificilmente o Brasil seria o primeiro a vacinar no mundo, mas poderia ter imunizado um número muito maior de pessoas hoje se não fossem as recusas federais às ofertas do Butantan e de outros fabricantes de vacinas. “Eu, muitas vezes, declarei de público que o Brasil poderia ser o primeiro país do mundo a começar a vacinação, não fossem os percalços que nós tivemos de enfrentar durante esse período, tanto do ponto de vista do contrato como do ponto de vista também regulatório”. Os percalços mencionados teriam sido as constantes declarações do presidente Bolsonaro contrárias a vacinas e, especialmente, à vacina do Butantan, classificada por ele diversas vezes como a “vacina chinesa do Doria”, já que o instituto é vinculado ao governo paulista. A postura do presidente, segundo Covas, interromperam as negociações, retomadas apenas em janeiro deste ano. “A partir desse ponto (da crítica de Bolsonaro), é notório que houve uma inflexão. E eu digo isso porque, no final da reunião, no dia 20 (de outubro de 2020), com a presença de vários governadores, vários parlamentares, nós saímos de lá muito satisfeitos com a evolução dessas tratativas”, contou Covas. “Achávamos que, de fato, iríamos ter resolvido parte desse problema. E aí, no outro dia de manhã, existiriam conversações adicionais”. O diretor do Instituto Butantan observou que, infelizmente, o diálogo não prosseguiu. “Houve, sim, uma manifestação do presidente da República, naquele momento, dizendo que a vacina não seria, de fato incorporada, não haveria o progresso desse processo”, declarou o médico à CPI. Declarações anti-China Para Covas, as declarações agressivas de Bolsonaro contra a China – o presidente já chegou a acusar o país de criar uma “guerra química” — criam dificuldades para que os insumos das vacinas cheguem ao Brasil e novas doses sejam aplicadas. “Não precisa dizer que tem problema de relacionamento. Isso é senso comum. Quer dizer, cada declaração que ocorre aqui no Brasil repercute na imprensa da China. As pessoas da China têm grande orgulho da contribuição que a China dá ao mundo neste momento. Então, obviamente isso se reflete nas dificuldades burocráticas, que eram normalmente resolvidas em 15 dias, e hoje demoram mais de mês para serem resolvidas”, reclamou o médico. As informações prestadas pelo diretor do Instituto Butantan sobre a Coronavac se somam ao que disse o presidente da Pfizer na América Latina, Carlos Murillo. Em depoimento à CPI, há duas semanas, Murillo disse que o governo ignorou por três meses ofertas de vacinas do laboratório farmacêutico. Agência Estado

Moraes frustra pedido da PGR e se mantém na relatoria de investigação contra Salles

​O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, frustrou investida da Procuradoria-Geral da República para blindar o governo Bolsonaro e seus principais aliados e barrou uma tentativa do órgão chefiado por Augusto Aras de tirar de sua relatoria a investigação que fez buscas contra o ministro Ricardo Salles e o presidente afastado do Ibama, Eduardo Bim. Alexandre indeferiu nesta terça, 25, um pedido assinado pelo vice-procurador-geral da República Humberto Jacques de Medeiros, para que os autos da Operação Akuanduba fossem enviados para a ministra Cármen Lúcia. Logo na primeira linha de sua decisão, o ministro do STF classificou o pedido da PGR para retirar a investigação de suas mãos como ‘suis generis’ – expressão em latim que significa ‘peculiar’. “Não há qualquer dúvida sobre a competência desse relator para prosseguir na relatoria”, frisou ainda o ministro. Alexandre reagiu internamente com irritação diante do pedido de Aras para retirá-lo do processo que tem Salles como alvo. Nos bastidores do Supremo, o ministro tem dito que isso não passa de uma manobra do procurador-geral para defender o governo e o próprio Salles, que é considerado um dos ministros mais próximos do presidente Jair Bolsonaro. Como revelou o Estadão, o pedido para a troca de relatoria da Operação Akuanduba também chegou ao presidente do STF, Luiz Fux, em ofício elaborado pelo chefe do MPF, Augusto Aras. Leia também Poste Geral da República tenta tirar Moraes da investigação contra Ricardo Salles A PGR pediu que a investigação que mira ‘grave esquema de facilitação ao contrabando’ fosse enviada à Cármen Lúcia sob o argumento de que a ministra é relatora de dois feitos que tratam de suposta atuação indevida do ministro do Meio Ambiente em benefício de empresas madeireiras. Um desses casos é a notícia-crime enviada à corte pelo delegado Alexandre Saraiva, ex-chefe da Polícia Federal no Amazonas que caiu após acusar Salles de supostos crimes de obstrução de investigação ambiental, advocacia administrativa e organização criminosa

Poste Geral da República tenta tirar Moraes da investigação contra Ricardo Salles

Alinhado com o Planalto, Augusto Aras, Procurador-geral da República defende redistribuição da investigação. Ministro do STF autorizou operação contra titular do Meio Ambiente sem consultar Aras O procurador-geral da República, Augusto Aras, enviou nessa terça-feira, 25, ofício ao presidente do Supremo Tribunal Federal, Luiz Fux, para afastar o ministro Alexandre de Moraes da investigação sobre exportação ilegal de madeira cujo principal envolvido é o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, que foi alvo de busca e apreensão da Polícia Federal na semana passada, com autorização de Moraes. No ofício para Fux e numa petição direta para Moraes, Aras defende que essa operação da PF, chamada de Akuanduba, seja redistribuída a um outro ministro, por sorteio, ou vá direto para a ministra Cármen Lúcia, que já é responsável por uma ação conexa: a denúncia do delegado Alexandre Saraiva, ex-superintendente da PF no Amazonas, de que Salles obstruiu a maior investigação ambiental em favor de quadrilhas de madeireiros. A dúvida que perpassa tanto a PGR quanto o próprio Supremo é como a Operação Akuanduba, aberta pela Polícia Federal após denúncia do governo dos Estados Unidos, foi parar com Alexandre de Moraes. Circula, inclusive, uma provocação entre ministros e procuradores: foi Moraes quem “escolheu” a PF, ou a PF quem “escolheu” Moraes”? O delegado Franco Perazzoni é o responsável pela operação, que resultou em quebra de sigilos bancário e fiscal, além de buscas em endereços residenciais e funcionais de Ricardo Salles. A acusação que circula de boca em boca contra o delegado e o ministro Alexandre de Moraes é de que eles teriam agido em comum acordo, “atropelando”, simultaneamente, tanto o procurador-geral da República quanto o presidente do Supremo, a ministra Cármen Lúcia e o próprio diretor-geral da PF, Paulo Gustavo Maiurino. Antes mesmo da reação de Aras, Maiurino já havia encaminhado ao Supremo uma proposta de regulamentação limitando a autonomia de delegados para iniciar investigações de ministros e outras autoridades com foro. No ofício encaminhado a Fux e na petição para Moraes, Augusto Aras enfatizou o que ele considera violação ao princípio do juiz natural (que seria Cármen Lúcia) e alega que, além da competência prevista em lei, o juiz, ou, nesse caso, o ministro do Supremo, deve ser imparcial, distante das motivações tanto do alvo quanto do promotor da ação. Aras se irritou ao saber pela imprensa da busca e apreensão em endereços de Ricardo Salles, do presidente afastado e de ex-diretores do Ibama, quando o correto, na opinião da PGR e de ministros do próprio Supremo, seria pedir a manifestação prévia da Procuradoria antes de determinar uma ação com esse peso contra um ministro de Estado. Leia também: Aras poste, Aras poste, Aras poste e Bolsonaro genocida, Bolsonaro genocida, Bolsonaro genocida Deputado A suspeita, não assumida publicamente, é de que Alexandre de Moraes teria “bypassado” Aras numa espécie de retaliação à posição do procurador-geral no caso da prisão do deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ). Moraes determinou a prisão em flagrante do deputado bolsonarista por ataque às instituições e por ameaçar ministros do próprio Supremo. O parecer de Aras, porém, foi contrário à medida, alegando que parlamentar com mandato só pode ser preso com autorização expressa da Câmara dos Deputados – o que não havia sido considerado. Há registro de que a ministra Cármen Lúcia também teria reclamado com Fux e reivindicado a relatoria, alegando que ela é a “ministra preventa”. Além disso, causou estranheza na PGR e em gabinetes do Supremo a cronologia das decisões: Moraes assinou a autorização de busca e apreensão para a Polícia Federal no dia 12 de maio, mas ele só teria recebido toda a documentação da PF com as justificativas para a decisão no dia seguinte, 13 de maio. Com O Estado de São Paulo

TSE autoriza quebra de sigilo telefônico em ação que pede cassação da chapa Bolsonaro-Mourão

5 empresas de tecnologia terão que prestar informações sobre a invasão a uma página que beneficiou a campanha de Jair Bolsonaro em 2018; ações foram protocoladas por Boulos e Marina Silva O ministro Luis Felipe Salomão, corregedor-geral eleitoral do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), autorizou nesta terça-feira (25) a quebra de sigilos telefônicos de pessoas apontadas como responsáveis pelo ataque hacker a uma página crítica a Jair Bolsonaro, em 2018, que após a invasão passou a beneficiar o então candidato à presidência. Em sua decisão, Salomão ainda intimou 5 empresas de tecnologia (Facebook, Twitter, Microsoft e Oi/Vivo) a prestarem informações relacionadas ao ataque hacker, cujas evidências apontam para pessoas ligadas à campanha de Jair Bolsonaro. A quebra de sigilo e a solicitação de informações correm no âmbito de duas ações protocoladas no TSE pelos então candidatos Guilherme Boulos (PSOL) e Marina Silva (Rede) que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. As investigações têm como base o ocorrido com o grupo no Facebook “Mulheres Unidas contra Bolsonaro”, que tinha 2,7 milhões de integrantes. A página em questão, após o ataque hacker, passou a se chamar “Mulheres com Bolsonaro #17” e foi usada pelo então candidato Jair Bolsonaro em sua página oficial. “Obrigado pela consideração, mulheres de todo o Brasil”, escreveu o ex-capitão, à época. Para os autores dos processos, isso seria um indício de participação de Bolsonaro e configuraria abuso eleitoral. Ao todo, a Justiça Eleitoral conta com 8 ações que pedem a cassação da chapa Bolsonaro-Mourão. Pelas redes sociais, Boulos comemorou o avanço das investigações. “VITÓRIA! Ação que entramos no TSE contra a chapa Bolsonaro/Mourão”, escreveu. VITÓRIA! Ação que entramos no TSE contra a chapa Bolsonaro/Mourão.https://t.co/Z9KHlk5SRA — Guilherme Boulos (@GuilhermeBoulos) May 25, 2021

Panelaço – Moradores protestaram contra aglomerações de Bolsonaro no Rio de Janeiro

O Fantástico, da TV Globo, deu destaque a panelaços contra Bolsonaro no Rio, neste domingo (23) e exibiu vídeos de moradores batendo panela contra as aglomerações promovidas pelo ainda presidente. “No caminho, houve protestos contra Bolsonaro de pessoas batendo panelas nas janelas”, disse o apresentador Tadeu Schimidt. Confira vídeos dos panelaços no fim da matéria. O programa destacou ainda que apoiadores do presidente estavam sem máscara, que bolsonaristas pediam intervenção militar e que um grande contingente policial foi mobilizado para atender o ato em motocicletas. Na sequência o Fantástico exibiu críticas de senadores que integram a CPI do Genocídio. “É um acinte à memória das 450 mil vítimas e às família enlutadas”, disse o Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da comissão, que informou que vai acionar a Prefeitura do Rio para que Bolsonaro seja multado. “Bolsonaro deveria se dedicar a salvar vidas, mas gasta seu tempo em passeios de moto, aglomerações, ofensas e ameaças. Cada palavra sua contra medidas de prevenção ou vacinas representa uma agressão às famílias das vítimas da Covid e àqueles que sofrem com a fome e o desemprego”, disse o senador Alessandro Vieira (Cidadania-DF) em tuíte exibido pelo Fantástico. O ato deste domingo pode render uma investigação contra o presidente no Tribunal de Contas da União (TCU). O PT vai protocolar representação no TCU para que sejam levantados todos os gastos do presidente Jair Bolsonaro durante viagem ao Rio de Janeiro. O partido acusa o presidente de fazer uso de dinheiro público para fazer ato político em tom de comício eleitoral. Quem também deve ser punido é o general Eduardo Pazuello, ex-ministro da Saúde, por ter participado da atividade sem pedir autorização do Alto Comando do Exército. Ele deve ser enviado para a reserva na segunda-feira. Quatro generais defenderam a prisão dele em reunião neste domingo Bolsonaro vai sem máscara e provoca aglomeração com motociclistas no Rio Mais de mil PMs foram mobilizados para a segurança do ato convocado por Bolsonaro em apoio a si mesmo, que deve percorrer 40 quilômetros pelas ruas da capital fluminense Em ação premeditada, Jair Bolsonaro (sem partido) compareceu sem máscara no ato convocado por ele em apoio ao seu próprio governo e causou aglomeração nas imediações do Parque Aquático Maria Lenk, na zona Oeste do Rio de Janeiro, na manhã deste domingo (23). A convocação feita por Bolsonaro nas redes sociais fez com que caravanas de apoiadores se deslocassem de moto para a capital fluminense, aumentando assim o risco de propagação do coronavírus. No início do passeio de moto, que fez com que a Polícia Militar mobilizasse mais de um mil PMs em um trajeto de 40 quilômetros, Bolsonaro abraçou apoiadores e contou com a presença de bajuladores contumazes, como o ator Paulo Cintura. Ao contrário do que havia sido previsto pela prefeitura do Rio, eles resolveram ocupar toda a pista lateral da avenida Embaixador Abelardo Bueno —um dos principais corredores da região da Barra da Tijuca. Segundo o planejamento da prefeitura, eles deveriam se concentrar em um bolsão dentro do Parque Olímpico. Moradores de Copacabana fazem panelaço enquanto "motociata" de Bolsonaro passa pela Avenida Atlântica.#ODia Crédito: Gustavo Ribeiro / O Dia pic.twitter.com/AbfSReq5rW — Jornal O Dia (@jornalodia) May 23, 2021 Isso Bolsonaro não mostra: enquanto o presidente aglomera com sua claque, moradores no Rio fazem panelaço. pic.twitter.com/x1aYl3NPQu — Humberto Costa (@senadorhumberto) May 23, 2021 Após ato com Bolsonaro, Exército vai mandar Pazuello para a reserva O Comandante-geral do Exército, Paulo Sérgio Nogueira, vai enviar o general e ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello para a reserva. Decisão foi tomada após o general da ativa participar de uma manifestação política a favor de Bolsonaro no Rio Após passeio, Bolsonaro anuncia isenção de pedágio para motociclistas: “Irrú” Após convocar uma motocada de apoio a si mesmo, causando uma das maiores aglomerações em meio à pandemia que já matou 449.068 brasileiros, Jair Bolsonaro (Sem partido) foi às redes para anunciar que “nas novas concessões de rodovias federais não será cobrado pedágio de motociclistas”, em tuite no final da noite deste domingo (23), quando embarcou para o Equador, onde participa nesta segunda-feira (24) da posse do presidente-eleito Guillermo Lasso, de direita. Extasiado com o ato, em que mobilizou até helicóptero para registro pelo líder do “Gabinete do Ódio”, Tércio Arnaud Tomaz, Bolsonaro divulgou imagens e agradeceu o “Rio de Janeiro” com um “Irrú”, em outro tuite.

A família Bolsonaro se autoproclamou acima da Lei por sua psicopatia e disfunção social

A família imperial – Por Reinaldo Lobo* A grande surpresa da CPI da Covid foi a revelação de que Carluxo Bolsonaro, o 03 da família presidencial, participou diretamente da negociação e rejeição dos 70 milhões de doses da vacina da Pfizer, em setembro do ano passado. O que fazia um mero vereador do Rio de Janeiro numa comissão importante do Ministério da Saúde num momento de extrema gravidade nacional? Ele é um médico? Tem uma posição institucional em Brasília? Tem conhecimento técnico sobre vacinas para rejeitar milhões de doses contra a Covid-19? Quem o nomeou secretamente para uma função de negociador internacional de tal relevância? O que o legitimava para decidir, em nome do ministério e do governo, algo de tamanha responsabilidade? O Congresso? O STF? A Advocacia da União? Nada disso. Seu poder vem do papai. Sua influência é um “direito de sangue”, como no império. A diferença é que o imperador e sua família eram referendados pelas instituições de então e pela tradição. Hoje estamos numa república, até prova em contrário. Nesse caso dos Bolsonaro há uma “naturalização” forçada de seu status pelos próprios membros da família, até certo ponto referendada pela mídia. As Forças Armadas, ainda que não aprovem oficialmente, toleram tamanho disparate. É como se houvesse um direito divino dos garotos da família presidencial de se meterem em tudo sem perguntar a ninguém. São obviamente, porta-vozes do papai. Em parte, a razão disso vem da crença gerada em torno do “mito” de salvador da pátria e da religião doentia gerada pelos seguidores do presidente autoritário e “onipotente” – hoje cada vez mais fraco, na verdade. A “família imperial” aproveita as benesses do poder e do mando como se estivesse acima da lei dos homens. O clã funciona como uma gangue, disposta a levar vantagem em tudo e gerando um inimigo comum hoje abstrato: o comunismo. O presidente dá um jeito de bloquear adversários vistos como “inimigos”, diz que os que ficam em casa em razão da pandemia são “idiotas”, continua a negar a existência dos 435 mil mortos e de uma doença grave cujo vírus ainda circula no país, interfere no Congresso comprando deputados com 3 bilhões de reais públicos, e faz piada com as milhares de mortes reproduzindo o slogan das milícias de sua origem: “CPF cancelado”. Esse é um imperador nada civilizado, não chega nem perto da elegância e civilidade de dom Pedro II, mas tem uma corte fiel no fanatismo e puxa-saquismo. As fofocas da “corte” causam frisson nos seus adeptos, muitos dos quais nem desconfiam que o fundamentalismo de seu líder é pura manipulação, oportunismo e mentira. Há uma solidariedade cúmplice entre os membros da família, cujos filhos estão todos metidos em maracutaias e negócios suspeitos, a começar pela famosas “rachadinhas” do não menos famoso Fabrício Queiróz, “operador” miliciano envolvido com gangsters cariocas e até com inúmeras mortes. Note-se que as mulheres têm um papel mínimo nesse esquema machista, sendo apenas produtoras de filhos ou veículos para lavagem de dinheiro. Como muitas seitas de adoradores da violência, a família procura vender o que solidifica o fundamentalismo com toques religiosos: uma base de crença. Sabe-se hoje que o fundamentalismo religioso ou político tem as mesmas raízes psíquicas do terrorismo – método, aliás, usado pelo então tenente Bolsonaro para chamar a atenção do Exército sobre o soldo dos militares, o que lhe valeu a expulsão das Forças Armadas. O fundamentalismo, que afeta a família, os seus ideólogos e seguidores, caracteriza-se por uma redução dos referentes, uma simplificação estúpida da realidade, um sentido de certeza absoluta e uma rejeição de possibilidades alternativas. O resultado é a violência e a anulação do pensamento. Essa é a própria definição do fundamentalismo, que se baseia em poucos princípios, muitas vezes falsos, mas que inunda as mentes de milhões de pessoas no mundo e uns poucos (22%, segundo as pesquisas) aqui no Brasil. No entanto, essa minoria é barulhenta, não hesita em espalhar fake news e agitar para conduzir as maiorias à insensatez ou até mesmo à morte. A família Bolsonaro se autoproclamou acima da Lei por sua psicopatia e disfunção social. O papai seduziu os filhos com armas, filmes B norte-americanos – ao ponto de se considerarem verdadeiros “Rambos” – e, principalmente, com dinheiro e poder da corrupção. O meio de Bolsonaro para cativar os filhos é o mesmo que usou para seduzir senadores e deputados a fim de manter sua maioria relativa no Congresso, capaz de impedir seu impeachment – comprou a todos com dinheiro alheio. Só que esse dinheiro é do povo, inclusive daqueles que o seguem siderados em sua fé suicida. Quando saírem do poder, os Bolsonaro se tornarão apenas uma família sem sangue azul como qualquer outra, mas ainda continuarão – receio – uma família disfuncional e psicopática. *Reinaldo Lobo é psicanalista e articulista

Após Pazuello passar mal e mentir, depoimento será retomado nesta quinta, 20-05

 Sessão foi tensa, com várias declarações falsas e contradições do ex-ministro. Pazuello conseguiu se sair bem, apesar das mentiras  Após o ex-ministro Eduardo Pazuello passar mal, o depoimento do general à CPI da Covid será retomado somente nesta quinta-feira (20). O anúncio do adiamento foi feito pelo presidente da comissão Omar Aziz (PSD-AM), mas não teve relação com o mal-estar. A sessão foi tensa, com várias declarações falsas, momentos de tensão, contradições do ex-ministro e defesa do presidente Jair Bolsonaro. Apesar disso, Pazuello conseguiu impor narrativas durante vários momentos. O ex-ministro foi atendido pelo médico e senador Otto Alencar (PSD-BA). Segundo o vice-presidente da CPI, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), Pazuello teve um mal-estar, uma síndrome vasovagal, foi atendido de imediato por Alencar e se recuperou. Em entrevista à CNN, Alencar afirmou que o ex-ministro “poderia continuar” a dar o depoimento. “Nós já fizemos o atendimento”, disse o senador e médico. E acrescentou: “Ele estava muito pálido, tonto. Ele teve uma síndrome vasovagal. O sangue deixa muito o cérebro, perde a consciência, fica tonto e estava muito pálido e a pressão caiu também. Deitamos ele no sofá, o sangue refluiu para o cérebro, ele ficou corado, se recuperou, estava respirando muito bem, podia perfeitamente continuar a oitiva. Foi suspenso (o depoimento), mas não foi por nenhuma sequela.”   Manaus O ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello precisou ajustar seu discurso sobre a crise no Amazonas, após ser confrontado com um ofício, no qual o ex-secretário executivo do Ministério da Saúde Elcio Franco afirma que a pasta soube dos problemas de oxigênio no Estado na noite do dia 7 de janeiro, em uma conversa com o secretário de Saúde do Estado. Pazuello vinha afirmando que só foi informado sobre o problema de oxigênio no dia 10 de janeiro. O documento foi ressaltado durante a sessão pelo presidente da CPI, Omar Aziz (PSD-AM). Com isso, o ex-ministro da Saúde precisou dizer que apenas no dia 10 foi comunicado a ele “de forma clara” sobre a situação em Manaus. O ex-ministro confirmou que o secretário de Saúde do Estado ligou para ele, em seu telefone pessoal, para pedir ajuda no transporte de cilindros de oxigênio de Belém para Manaus, que iriam para o interior do Amazonas. “No dia 10, foi a primeira vez que o secretário colocou de forma clara que havia problemas na logística e fornecimento de oxigênio para Manaus”, disse Pazuello. O ofício do Ministério da Saúde que traz a data do dia 7 de janeiro chegou à Câmara em março. “Quando esse ministério soube que faltaria oxigênio na rede de saúde do Estado do Amazonas, esclareço que, na noite de 7 de janeiro de 2021, este ministério tomou ciência de problemas relacionados ao abastecimento de oxigênio da rede de saúde do Amazonas. Tratou-se de uma conversa informal entre o secretário de Saúde do Estado do Amazonas e o ministro da Saúde, naquela noite, por telefone, apenas e tão somente para solicitar apoio no transporte de 350 cilindros de oxigênio de Belém para Manaus” escreve Franco em resposta a um requerimento de informação feito pelo deputado José Ricardo (PT-AM). “Ainda pela noite, o ministro da Saúde coordenou, pessoalmente, o apoio com o ministro da Defesa e com o Comando Conjunto Amazônia para o transporte aéreo de 150 cilindros de oxigênio, totalizando 1.275m3 de Belém para Manaus, com entrega no dia 8 de janeiro, e de mais 200 cilindros para entrega no dia 10 de janeiro”, diz o ex-secretário executivo exonerado da função no fim de março. Quebra de sigilos O vice-presidente da CPI da Covid, Randolfe Rodrigues (Rede-AP), apresentou nesta quarta-feira (19), um requerimento para que os sigilos bancário e telefônico do ex-ministro Eduardo Pazuello sejam quebrados. O senador pediu que sejam compartilhados com a comissão todos os dados fiscais e telemáticos de Pazuello desde 2020. Como justificativa, Randolfe cita o que chamou de “gravíssima revelação” feita na noite desta terça-feira (18) pelo Jornal Nacional dando conta de que, durante a gestão do general no Ministério da Saúde, militares escolheram, sem licitação, empresas para reformar prédios antigos no Rio de Janeiro. “E, para isso, usaram a pandemia como justificativa para considerar as obras urgentes”, observou o senador. Ainda não há data para o pedido ser analisado pelos integrantes da CPI. Há também pedidos de quebra de sigilo telefônico e bancário do vereador Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ) – apontado como integrante de um núcleo de aconselhamento paralelo ao Ministério da Saúde para ações do governo que dizem respeito à pandemia – e de Fabio Wajngarten, ex-secretário de Comunicação que auxiliou nas negociações para aquisição de vacinas da Pfizer. Com Agência Estado

‘Negacionista compulsivo’ e bússola que direcionou Brasil para o caos, diz Kátia Abreu a Ernesto Araújo

 Senadora questionou ex-ministro durante a CPI da Covid: tem ‘memória seletiva” (Edilson Rodrigues/Agência Senado) A presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Kátia Abreu (PP-TO), usou seu tempo de perguntas ao ex-chanceler Ernesto Araújo na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Covid para fazer críticas à atuação do ex-ministro à frente do Itamaraty. “O senhor é um negacionista compulsivo, omisso. O senhor no MRE [Ministério das Relações Exteriores] foi uma bússola que nos direcionou para o caos, para um iceberg, para um naufrágio, bússola que nos levou para o naufrágio da política internacional, da política externa brasileira. Foi isso o que o senhor fez”, disparou. Segundo a senadora, o Brasil tem registrado índices positivos, entre eles a balança comercial, que tem aumentado, “a despeito” do trabalho realizado por Araújo. “O senhor bateu no peito para dizer que as vacinas vieram ao Brasil graças à sua gestão no MRE Ministério das Relações Exteriores. Eu quero lembrar a todos que, até abril, 85% de toda vacina colocada no braço dos brasileiros vieram da China e a despeito do senhor Ernesto Araújo, porque o Butantan – que é do governo de São Paulo para a contrariedade de muitos – fez uma contratação direta”, afirmou a senadora durante a sabatina do ex-chanceler. “Não teve uma palha de necessidade do governo federal”, completou, referindo-se à não participação do governo de Jair Bolsonaro nesse processo. Kátia Abreu também acusou Araújo de “ter uma memória seletiva, senão leviana” durante o depoimento à comissão. “O senhor Ernesto Araújo não se lembra de nada do que importa, mas se lembra de questões mínimas e supérfluas e até mesmo não verdadeiras”, disse Kátia ao ex-ministro. Assista: ‘Descalabro’ Para a senadora, o país vive um “descalabro” no combate à pandemia de Covid-19. “Eu quero descobrir, antes de mais nada, quem foram os responsáveis pelas mortes dos brasileiros e dos tocantinenses até agora”, afirmou. “Nós estamos atrás dos membros do governo federal que permitiram um número exorbitante de mortes até agora. Estamos atrás dos responsáveis De uma economia que faliu ainda mais por conta de uma pandemia prolongada e mal administrada, de 26 milhões de desempregados, empresas fechando, uma economia no chão e endividamento das famílias exorbitante. É um complexo que precisa ser responsabilizado”, afirmou. Embaixador A troca de mensagens entre o deputado Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) e o embaixador da China no Brasil, Yang Wanming, voltou a ser alvo de críticas e questionamentos de senadores ao ex-chanceler Ernesto Araújo em seu depoimento à CPI da Covid. Araújo, no entanto, não abandonou o tom defensivo com relação ao tema, classificando a resposta do embaixador à publicação de Eduardo como uma grande ofensa diplomática. “Me parece que é algo muito grave quando um embaixador, que está comprometido com os princípios da Convenção de Viena da prática diplomática retuíta uma publicação do chefe de Estado daquele País, a família daquele chefe de Estado, é o veneno do Brasil”, afirmou Araújo, dizendo que o comportamento do embaixador está sujeito a limites. Araújo também confirmou ter escrito ao chanceler da China queixas sobre o embaixador Wanming. Em um dos episódios de conflito com a China, o ex-chanceler saiu em defesa de Eduardo Bolsonaro após o filho do presidente republicar uma mensagem no Twitter que culpava o país asiático pela pandemia. Na ocasião, o perfil oficial da embaixada chinesa protestou contra o deputado e disse que ele havia contraído “vírus mental”. O então chanceler classificou a reação da embaixada “desproporcional”, disse que feriu “a boa prática diplomática” e pediu retratação por parte do embaixador, Yang Wanming, que rejeitou a sugestão de Araújo. Agência Estado