Tardiamente, o general vai deixar o ministério da saúde – Ludhmila será a substituta

O presidente Jair Bolsonaro vai trocar nos próximos dias o comando do Ministério da Saúde, hoje a cargo do general Eduardo Pazuello, segundo fontes do Planalto. De acordo com esses interlocutores do presidente, o atual ministro comunicou a Bolsonaro estar com problemas de saúde e que, por isso, precisará de mais tempo para se a reabilitar. Parlamentares articulam substituição de Pazuello O pedido de afastamento coincide com o auge da pressão de deputados do Centrão, que pleiteiam mudança no comando da pasta sob pretexto de má gestão durante a pandemia. Efeito Lula Pazuello comunicou a Jair Bolsonaro estar com problemas de saúde e que, por isso, precisará de mais tempo para se dedicar aos cuidados com o corpo. No entanto, internautas e articulistas apontam que o governo foi obrigado a se movimentar no combate à pandemia temendo a vitória de Lula em 2022 Substituta A médica cardiologista e intensivista Ludhmila Abrahão Hajjar é o nome mais cotado para assumir o ministério da Saúde no lugar de Pazuello. O governo já está em contato com ela e conversa sobre a possiblidade de a médica assumir a pasta. A indicação foi feita pelos presidentes da Câmara e Senado. Ludhmila atua na linha de frente no combate à Covid e recentemente criticou a eficácia no combate ao vírus. “O Brasil deveria estar hoje com cinco ou seis vacinas disponíveis. E o Brasil não fez isso. Mas ainda dá tempo de fazer. E é o que temos cobrado incessantemente”, disse ela à CNN Brasil no dia 7 de março. Ela completou dizendo que o “Brasil está fazendo tudo errado na pandemia”. https://twitter.com/LudhmiIaHajjar/status/1371164175465132038?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1371164175465132038%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.diariodocentrodomundo.com.br%2Fessencial%2Fludhmila-hajjar-confirma-no-twitter-sim-eu-defendo-a-vacina-e-medidas-de-isolamento%2F

Em 2018, Toffoli prometeu a Villas Bôas que STF manteria Lula fora das eleições

 De acordo com a Revista Piauí, o ministro encontrou o general cinco meses após o tuíte golpista para garantir que não haveria nenhuma mudança na situação do ex-presidente A ameaça do então comandante do Exército, Eduardo Villas Bôas, sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) diante da votação sobre habeas corpus que poderia colocar o ex-presidente Lula em liberdade fez com que o futuro presidente da corte, Dias Toffoli, se reunisse com o militar e prometesse manter Lula detido até depois das eleições. Segundo reportagem de Monica Gugliano e Tânia Monteiro, na Revista Piauí, Toffoli foi até o gabinete do general cerca de cinco meses após o tuíte golpista, que voltou ao debate público com a publicação de livro “General Villas Bôas: conversa com o comandante”, onde ele admite que a mensagem foi discutida com o Alto Comando do Exército. Informações repassadas à reportagem apontam que Toffoli fez a seguinte promessa ao militar em agosto: “Vocês fiquem tranquilos. Enquanto eu estiver na presidência [do STF] não haverá alteração da lei de anistia e tampouco outras coisas de caráter ideológico”. O general ainda contou ao interlocutor que Toffoli “nos afirmou que até a eleição ele não ia pautar nada que alterasse a situação do presidente Lula, tanto do ponto de vista de punição de segunda instância, quanto da questão da lei da ficha limpa eleitoral”. Confira aqui a reportagem completa, na Piauí

Igreja católica aponta que Bolsonaro é principal responsável pela “tragédia que vivemos”

 “É hora de estancar a escalada da morte! Basta de insensatez e irresponsabilidade”, prega a CNBB, juntamente com a OAB, CA, ABC, ABI e SBPC. As entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil lançaram nesta quinta-feira (11) um novo manifesto em que pregam uma união de forças para conter a escalada de mortes por Covid-19 no Brasil. A carta traz novas críticas à gestão do presidente Jair Bolsonaro diante da pandemia. “É hora de estancar a escalada da morte! A população brasileira necessita de vacina agora. O vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade”, diz trecho da mensagem. Assinam a carta a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Comissão Arns, a Academia Brasileira de Ciências, a Associação Brasileira de Imprensa (ABI) e a Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC). “Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo”, afirman. Segundo as entidades “a ineficiência do Governo Federal, primeiro responsável pela tragédia que vivemos, é notória” e governadores e prefeitos “não podem assumir o papel de cúmplices no desprezo pela vida”. A mensagem ainda pede que o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal se empenhem na missão de garantir o combate à pandemia. Segue a íntegra da nota O povo não pode pagar com a própria vida! Nós, entidades signatárias do Pacto pela Vida e pelo Brasil, sob o peso da dor e com sentido de máxima urgência, voltamos a nos dirigir à sociedade brasileira, diante do agravamento da pandemia e das suas consequências. Nossa primeira palavra é de solidariedade às famílias que perderam seus entes queridos. Não há tempo a perder, negacionismo mata. O vírus circula de norte a sul do Brasil, replicando cepas, afetando diferentes grupos etários, castigando os mais vulneráveis. Doentes morrem agonizando por falta de recursos hospitalares. O Sistema Único de Saúde – SUS continua salvando vidas. No entanto, os profissionais da saúde, após um ano na linha de frente, estão à beira da exaustão. A eles, nosso reconhecimento. É hora de estancar a escalada da morte! A população brasileira necessita de vacina agora. O vírus não será dissipado com obscurantismos, discursos raivosos ou frases ofensivas. Basta de insensatez e irresponsabilidade. Além de vacina já e para todos, o Brasil precisa urgentemente que o Ministério da Saúde cumpra o seu papel, sendo indutor eficaz das políticas de saúde em nível nacional, garantindo acesso rápido aos medicamentos e testes validados pela ciência, a rastreabilidade permanente do vírus e um mínimo de serenidade ao povo. A ineficiência do Governo Federal, primeiro responsável pela tragédia que vivemos, é notória. Governadores e prefeitos não podem assumir o papel de cúmplices no desprezo pela vida. Assim, apoiamos seus esforços para garantir o cumprimento do rol de medidas sanitárias de proteção, paralelamente à imunização rápida e consistente da população. Que governadores e prefeitos ajam com olhos não só voltados para os seus estados e municípios, mas para o país, através de um grande pacto. Somos um só Brasil. Ao Congresso Nacional, instamos que dê máxima prioridade a matérias relacionadas ao enfrentamento da COVID-19, uma vez que preservar vidas é o que há de mais urgente. Nesse sentido, o auxílio emergencial digno, e pelo tempo que for necessário, será imprescindível para salvar vidas e dinamizar a economia. Ao Poder Judiciário, sob a liderança do Supremo Tribunal Federal, pedimos que zele pelos direitos da cidadania e pela harmonia entre os entes federativos. Que a imprensa atue livre e vigorosamente, de forma ética, cumprindo sua missão de transmitir informações confiáveis e com base científica, sobre o que se passa. Enfim, que a voz das instituições soe muito firme na defesa do povo brasileiro! Fazemos ainda um apelo particular à juventude. O vírus está infectando e matando os mais jovens e saudáveis, valendo-se deles como vetores de transmissão. Que a juventude brasileira assuma o seu protagonismo histórico na defesa da vida e do país, desconstruindo o negacionismo que agencia a morte. Sabemos que a travessia é desafiadora, a oportunidade de reconstrução da sociedade brasileira é única e a esperança é a luz que nos guiará rumo a um novo tempo. Quarta-feira, 10 de março de 2021. Dom Walmor Oliveira de Azevedo, presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB Felipe Santa Cruz, presidente da Ordem dos Advogados do Brasil – OAB José Carlos Dias, presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos Dom Paulo Evaristo Arns – Comissão Arns Luiz Davidovich, presidente da Academia Brasileira de Ciências – ABC Paulo Jeronimo de Sousa, presidente da Associação Brasileira de Imprensa – ABI Ildeu de Castro Moreira, presidente da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência – SBPC Leia também Dom Walmor critica gestão de Bolsonaro na pandemia: ‘momento exige o coro dos lúcidos’

Um ano de pandemia de covid-19, tragédia ainda mais desastrosa para os brasileiros

Além do desafio da covid-19 em si, brasileiros enfrentam o negacionismo e uma política que rejeita a ciência de Bolsonaro HISTÓRIA SEM FIM – Um ano após o decreto de pandemia pela OMS, Brasil enfrenta pior momento, com mais de 2 mil mortes diárias. No caminho oposto, o mundo controla o surto com isolamento e vacinas A pandemia de covid-19 completa um ano. Em 11 de março de 2020, a Organização Mundial da Saúde (OMS)decretou o descontrole global da doença provocada por um novo coronavírus, o Sars-Cov-2. Deste então, a infecção já soma – em números oficiais – 48,5 milhões de casos confirmados e mais de 2,6 milhões de mortos em todo o mundo. É a mais grave crise sanitária da humanidade em mais de 100 anos, depois da chamada gripe espanhola, de 1918. Entre os mais afetados está o Brasil, que coleciona uma ampla sequência de erros na condução do surto pelo governo de Jair Bolsonaro. Na definição da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), pandemia se caracteriza pela “disseminação mundial de uma nova doença e o termo passa a ser usado quando uma epidemia, surto que afeta uma região, se espalha por diferentes continentes, com transmissão sustentada de pessoa para pessoa”. Trata-se de um surto global que revelou intensas desigualdades, especialmente em relação ao tratamento da doença no âmbito da saúde pública. Desde o início de 2021, de maneira geral o mundo passou a reduzir o número diário de casos e mortes. A expertise acumulada neste um ano na contenção do vírus passa pela melhora nos protocolos de saúde. Eles envolvem tanto tratamentos mais eficientes como os comprovadamente eficazes isolamento social, uso de máscaras e higiene das mãos. Outro fator decisivo que aponta para o controle da pandemia foi a elaboração em tempo recorde de um grande número de vacina eficazes. Imunizantes, inclusive, que utilizam tecnologias inovadoras – como as vacinas de RNA mensageiro – e revelam um horizonte de esperança para a cura de outras doenças virais. Pior dos mundos Hoje, o Brasil enfrenta seu pior momento em relação à covid-19. De acordo com o balanço de ontem (10) do Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass), morreram 2.286 brasileiros no período equivalente a um único dia. Até agora, foram 270.656 mortes e mais de 11 milhões de infectados, sem contar a ampla e admitida subnotificação. É o segundo país em número absoluto de mortes, atrás apenas dos Estados Unidos. Entretanto, o Brasil, nas últimas seis semanas, ostenta a posição de epicentro global da covid-19. É a nação onde mais pessoas se infectam por dia e também onde mais a infecção mata (a estimativa é que de 12% a 17% dos casos diários do mundo ocorrem em solo brasileiro). Mais eficiente do que os números absolutos para entender a gravidade da pandemia, são as taxas de transmissão e curvas epidemiológicas médias, como explica o epidemiologista e professor emérito da Universidade Federal de Pelotas (UFPel) Cesar Victora. “Sabemos que o número de casos notificados subestima a magnitude da doença. As taxas de transmissão refletem uma realidade mais precisa da epidemia. Vemos um movimento de duas ondas, embora nunca tenhamos baixado próximo de zero. O restante do mundo agora vê um franco declínio de mortes enquanto o Brasil está em franca ascensão”, disse. Tragédia naturalizada Victora participou de debate virtual ontem promovido pelo Núcleo de Estudos Avançados (NEA) da Fiocruz. Em pauta, os avanços, dificuldades e, especialmente, os problemas do Brasil. “Atualmente, somos o número um do mundo em taxa de mortalidade e número dois do mundo em números absolutos, atrás dos EUA que estão em declínio. Aqui no Brasil, por agosto ou setembro a população decretou o fim da pandemia. Com ajuda de dirigentes mal informados ou mal intencionados. Estamos apenas 5% mais em casa do que antes da pandemia”, disse, sobre os baixos índices de isolamento no país e o descaso com a pandemia. Com boa parte dos estados brasileiros à beira do colapso no sistema hospitalar pela falta de leitos, ou já colapsados, estados e municípios passam a adotar, tardiamente, medidas de isolamento. Entretanto, elas seguem sem efetividade e amplamente ignoradas pela população. “Quando me falam que lockdown não adianta, eu pergunto: o que é lockdown? Por que no Brasil não existe isso”, afirma Victora. O sucesso do lockdown é unanimidade entre a comunidade científica e de sucesso verificável com facilidade em países da Ásia, Oceania e Europa. Óbitos semanais por milhão: Brasil no topo da crise. Forte redução da curva em outros países é resultado de lockdown. Fonte: NEA Fiocruz Pária internacional Um dos resultados do descaso do Brasil com medidas de distanciamento foi revelado ao mundo com o surgimento de uma mutação da covid-19 em Manaus. A variedade, batizada de P1, é mais contagiosa e vem mostrando potencial de maior letalidade. Além do Brasil se tornar um risco ao mundo, assim como decretou na última semana a OMS, a variedade P1 sequer foi detectada no Brasil. Foram cientistas japoneses que identificaram a nova cepa em um brasileiro. Isso revela também a falta de recursos para decodificação genética do vírus, essencial para controle eficaz de uma epidemia. Hoje, o Brasil é um dos países mais fechados do mundo, que mais sofre com bloqueios para turistas. “E temos problemas básicos: quanto mais o vírus circula e se reproduz, mais mutações ocorrem. A maioria das mutações são irrelevantes, mas elas podem se tornar dominantes quando se disseminam de forma eficaz. E todas as variantes possuem em comum que máscaras, distanciamento e higiene das mãos funcionam”, explica Victora. Breve histórico A pneumologista e pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública Sérgio Arouca (Ensp/Fiocruz) Margareth Dalcomo ajuda a fazer um breve histórico da covid-19 neste um ano. “Temos uma história de grande intensidade e um olhar prospectivo não muito otimista. O Sars-Cov-2, o que recebemos em março, chegou a nós da China como uma pneumonia atípica. Hoje temos mais de 105 mil publicações relacionadas à covid-19. Então tivemos dois tsunamis, o da pandemia e o da produção científica”, afirma. Ela

Jornal Nacional faz cobertura positiva e garante mais de 10 minutos a discurso histórico de Lula

 O ex-presidente já havia elogiado a mudança na cobertura da Globo sobre a Lava Jato durante a coletiva O Jornal Nacional, da TV Globo, desta quarta-feira (10) garantiu mais de 10 minutos à cobertura do discurso histórico do ex-presidente Lula no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, dois dias depois da anulação de todas as condenações do mandatário na Lava Jato. Na terça-feira (9), o telejornal mudou o tom sobre a operação, o que gerou elogios do próprio Lula. “O ex-presidente Lula fala pela primeira vez desde a anulação das condenações na Lava Jato de Curitiba. Afirma que é inocente, que foi vítima da maior mentira jurídica em 500 anos, mas que não tem mágoa. Faz críticas ao governo Jair Bolsonaro e ataques ao ex-juiz Sergio Moro e aos procuradores da operação”, disseram os apresentadores William Bonner e Renata Vasconcellos já na abertura do noticiário. Entre os trechos divulgados pelo telejornal estão o de que o ex-presidente afirma que não guarda mágoa apesar de ter sido vítima da maior mentira jurídica contada em 500 anos de história. “Esta dor que a sociedade brasileira me faz dizer para vocês: a dor que eu sinto não é nada diante da dor que sofre quase 270 mil pessoas que viram seus entes queridos morrer”, disse Lula em declaração exibida pelo JN. Muitas críticas a Moro também foram reproduzidas. “Eu já fui absolvido de todos os processos fora de Curitiba, mas nós vamos continuar brigando para que o Moro seja considerado suspeito. Porque ele não tem o direito de se transformar no maior mentiroso da história do Brasil e ser considerado herói por aqueles que queriam me culpar. Deus de barro”, afirmou. O telejornal ainda apontou que Lula não poupou o presidente Jair Bolsonaro, questionando desde a condução da pandemia ao manejo da economia, passando pela liberação de armas. A reportagem, conduzida pela jornalista Patricia Falcoski, ainda destacou que Lula está disposto a dialogar com outros setores. “Eu quero conversar com a classe política. Porque muitas vezes a gente se recusa a conversar com determinados políticos. Eu gostaria que no Congresso Nacional só tivesse gente boa, de esquerda, progressista, mas não é assim. O povo elegeu quem ele quis eleger. Então nós temos que conversar com quem está lá para ver se consertamos este País”, declarou o ex-presidente em outro trecho exibido no noticiário global. Jornal Nacional destacou também que Bolsonaro só voltou a usar máscara após coletiva de Lula “Isso é mesmo uma novidade”, ironizou o apresentador William Bonner O Jornal Nacional, da TV Globo, deu destaque à “novidade” vista em cerimônia realizada pelo presidente Jair Bolsonaro nesta quarta-feira (10). O mandatário retomou o uso de máscaras de proteção em cerimônias realizadas no Palácio do Planalto após o ex-presidente Lula aparecer usando o equipamento de segurança sanitária em coletiva. “A Delis Ortiz chamou a atenção para um fato novo em eventos com a presença do presidente Bolsonaro. O presidente e os demais participantes estavam usando máscaras e mantendo uma distância maior que a habitual entre eles. Isso é mesmo uma novidade”, disse o apresentador William Bonner. O telejornal apontou que Bolsonaro não usava o equipamento desde 3 de fevereiro, quando participou da abertura do ano legislativo na Câmara dos Deputados, e que ficou nos últimos 36 eventos sem máscara. “Chegou a afirmar, sem nenhuma base científica, que elas produziriam efeitos colaterais”, acrescentou Bonner. “A cerimônia de hoje em que o presidente e todos os demais surgiram mascarados começou pouco mais de 4h depois do pronunciamento do ex-presidente Lula, em que ele e todos os presentes usavam máscaras”, disse ainda. A mudança de postura foi vista como um “efeito Lula”, que também alterou o discurso de Bolsonaro e do ministro Eduardo Pazuello, da Saúde.

O HORROR – Brasil tem 2.286 mortos por covid-19 em 24 horas e supera 270 mil vítimas

 Diante do colapso nacional do sistema de saúde, causado pelo aumento no número de casos, Fiocruz reforça a necessidade imediata de isolamento social A quarta-feira também foi marcada pelo grande número de novos casos da covid-19: foram 79.876. Desde o início do surto no país, 11.202.305 brasileiros já ficaram doentes – A pandemia de covid-19 completa um ano amanhã (11). E hoje, pela primeira vez, o Brasil superou as 2 mil mortes em um dia: foram 2.286 mortos em 24 horas. Com isso, o país também ultrapassou a marca dos 270 mil mortos, chegando a 270.656. Os números foram fornecidos pelo Conselho Nacional dos Secretários de Saúde (Conass). Números da covid-19 no Brasil. Pior dia desde o início do surto. Fonte: Conass A quarta-feira também foi marcada por um grande número de novos casos: 79.876. Desde o início do surto no país, 11.202.305 brasileiros já ficaram doentes pela covid-19. Este é, com folga, o pior momento da pandemia no país. A média de mortes diárias, calculada em sete dias, está em 1.626, e a de casos, em 69.096. Curvas epidemiológicas médias de casos diários e mortes revelam o pior momento da pandemia no país. Fonte: Conass De acordo com boletim extraordinário da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na noite de ontem, a situação está se agravando com velocidade no país. São 15 capitais e 13 estados com ocupação de leitos de UTI acima de 90%. Muitos estados estão em colapso, como Rio Grande do Sul, Paraná e Santa Catarina. Outros estão na iminência, como é o caso de São Paulo, que vive a maior crise pela covid-19 de todo o histórico. Isolamento social urgente A Fiocruz emitiu o boletim para, além de anunciar o colapso no país, reforçar a necessidade “imediata” da adoção em massa de isolamento social. “Nos municípios e estados que já se encontram próximos ou em situação de colapso, a análise destaca a necessidade de adoção de medidas de supressão mais rigorosas de restrição da circulação e das atividades não essenciais. Além disso, é necessário o reforço da atenção primária e das ações de vigilância, que incluem a testagem oportuna de casos suspeitos e seus contatos”, afirma a Fiocruz. Via  RBA

HISTÓRICO – Lula adota discurso de estadista e afirma: “O Brasil não é dos milicianos”

 Ex-presidente discursa na sede do Sindicato dos Metalúrgicos – Foto: Vanessa Nicolav  Sobre as eleições de 2022, petista adota cautela e defende unidade da esquerda. Para Huck e Ciro Gomes, sobraram ironias Ouça o áudio: Durante as mais de três horas em que falou no Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, em São Bernardo do Campo, São Paulo, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discorreu sobre temas da política nacional, criticou o atual presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e ironizou possíveis presidenciáveis das eleições de 2022. Sobre uma possível candidatura sua, Lula preferiu adiar a decisão, mas defendeu que a esquerda se mantenha unida para enfrentar Bolsonaro: “Nós vamos discutir se vai ter candidato de frente ampla [de esquerda], se vai ter um candidato do PT, mas aí é mais para frente. Nós temos muita coisa para fazer antes de pensar em nós mesmos.” O petista também comentou as chances de uma aliança para além do campo progressista. “Quando chegar o momento, vamos decidir se será possível uma candidatura única e se será possível alianças só na esquerda. Quando eu fui candidato em 2002, eu tive como vice o companheiro José Alencar, do PL. E foi a primeira vez nesse país que fizemos uma aliança entre o capital e o trabalho, para governar esse país”, disse. Ainda de acordo com Lula, a polarização não deve ser encarada como um problema: “O PT polariza desde 1989. O PT sempre vai disputar as eleições para polarizar. Com Bolsonaro, com PSDB, não importa. Em qualquer circunstância, estaremos com a esquerda. Podemos polarizar com quem quer que seja, desde que seja de esquerda contra alguém de direita. Duro é quando era gente de direita contra outro de direita.” Lula teve seus direitos políticos restabelecidos após a decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, que anulou todas as sentenças contra o ex-presidente, em julgamentos da 13ª Vara Federal de Curitiba, no Paraná. Dessa forma, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, o petista pode ser candidato novamente a qualquer cargo eletivo. A decisão do STF, comemorada por Lula e seus aliados, gerou críticas em possíveis candidatos à Presidência em 2022. Luciano Huck, apresentador de TV, e Ciro Gomes receberam respostas do ex-presidente. “Seria melhor que ela [imprensa] dissesse ‘olha, temos um candidato do PSDB, vamos desenterrar aquele Doria?’ Que dissessem isso textualmente. O Huck? O Huck tá jogando bafo, falando de figurinha. Pô, eu fiquei tão chateado. Um cara que eu considero um cara bom de televisão, um menino que progrediu na vida. Mas ele não conhece figurinha, porque ele falou que figurinha repetida não vale nada, mas ele não sabe que uma figurinha repetida carimbada vale pelo álbum inteiro”, ironizou Lula. Sobre Ciro Gomes, Lula disse que ele “precisa se reeducar”. “Se ele não melhorar, não vai ter apoio de ninguém. Humildade não faz mal a ninguém, é preciso respeitar as pessoas e tratar elas com carinho. Se chegar aos 70 com essa intolerância, não vai aprender mais nada”, completou o ex-presidente. Leia na íntegra o discurso de Lula, no dia 10.03.2021, às 11 horas, no Sindicato dos Metalúrgicos de São Bernardo do Campo – SP. “Eu estava sentado no teu lugar e eu estava com um pouco de dificuldade de entender todas as palavras que você falava, possivelmente porque estava de máscara. Acho que o Soventino é médico. Eu acho que o seguinte: primeiro, espero que todo mundo esteja de máscara aqui, que todo mundo esteja se cuidando, espero que brevemente todos vocês tenham tomando vacina. Eu queria falar com o médico aqui, se eu posso tirar minha máscara pra falar. Eu estou há dois metros de distância, vocês todos já fizeram o teste. Vocês todos estão livres. Então, eu gostaria de tirar minha máscara para poder falar com vocês. Bem, faz quase três anos que eu saí da sede desse sindicato para me entregar à Polícia Federal. Eu fui, obviamente, contra a minha vontade, porque sabia que estavam prendendo um inocente. Muitos dos que estavam aqui não queriam que eu fosse me entregar. Eu tomei a decisão de me entregar porque não seria correto, um homem na minha idade, um homem com a construção da história construída junto com vocês, pudesse aparecer na capa dos jornais e na televisão como fugitivo. Como eu tinha clareza das inverdades contadas sobre mim. Eu então tomei a decisão de provar a minha inocência dentro da sede da Polícia Federal, perto do juiz [Sergio] Moro. Antes de eu ir, nós tínhamos escrito um livro. Eu fui a pessoa que dei a palavra final no título do livro, que é A Verdade Vencerá. Eu tinha tanta confiança e tanta consciência do que estava acontecendo no Brasil, que eu tinha certeza de que esse dia chegaria. E ele chegou. Queria dizer para vocês que eu nasci politicamente nesse sindicato. Em 1969, eu virei delegado de base desse sindicato, trabalhando na Villares. Em 1972, eu virei primeiro secretário, e cuidava da previdência social. Na verdade, eu cuidava dos velhinhos aqui. Em 1975, eu virei presidente. Em 1978, nós fizemos as primeiras greves desde as greves de Osasco e de Contagem, em 1968. E depois vocês já conhecem a história. Veio a criação de muitos dos movimentos que estão aqui, e eu participei de quase todos eles. E o movimento mais importante foi a minha tomada de consciência de que, através do sindicato, eu não iria conseguir resolver os problemas do país. Eu poderia, no máximo, conseguir alguma conquista dentro da fábrica, mas era uma luta muito economicista. É aquela que você ganha uma hoje, e perde amanhã com a inflação. É aquela que você pensa que está ganhando, e daqui a pouco a empresa fecha, como fechou a Ford aqui, sem prestar contas a ninguém. O sofrimento que as pessoas pobres estão passando neste país é infinitamente maior do que qualquer crime que cometeram contra mim. É maior do que cada dor que eu sentia quando estava preso na Polícia Federal. Então, resolvi que era necessário entrar

Votação da suspeição de Moro fica em 2×2, mas será fava contada no STF

 Habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula está agora sob vistas do ministro Kassio Nunes Marques, indicado por Bolsonaro ao STF Depois de quase 2 anos, o habeas corpus apresentado pela defesa do ex-presidente Lula que aponta suspeição do ex-juiz Sergio Moro por quebra de imparcialidade (HC 164.493) voltou à Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por decisão do ministro Gilmar Mendes, que havia pedido vista do processo em dezembro de 2018 e ensaiado uma retomada em 2019. O magistrado colocou o recurso novamente em pauta nesta terça-feira (9) após o ministro Edson Fachin decidir suspender todas as condenações da Justiça Federal de Curitiba contra Lula. Fachin até tentou fazer com que o processo fosse suspenso, mas ficou isolado e foi derrotado pelos demais integrantes do colegiado. Votaram nesta terça o autor do pedido de vista e o ministro Ricardo Lewandowski. Os dois reconheceram a suspeição de Moro por clara quebra de imparcialidade na condução do processo contra Lula, deixando o placar em 2×2. Kassio Nunes Marques pediu vistas, enquanto Cármen Lúcia indicou que tem um novo voto para proferir. Relator do caso, Fachin parece manter sua posição. Gilmar Mendes “O magistrado [Sergio Moro] gerenciava os efeitos da exposição midiática dos acusados. A opção por provocar e não esperar ser provado garantia que o juiz estivesse na dianteira de uma narrativa que culminaria na consagração de um verdadeiro projeto de poder que passava pela deslegitimação política do Partido dos Trabalhadores, em especial o ex-presidente Luis Inácio Lula da Silva, a fim de afastá-lo do jogo eleitoral”, apontou Mendes durante seu voto. O ministro também reconheceu que o julgamento se trata do “maior escândalo judicial da nossa historia” e leu trechos das mensagens obtidas através da Operação Spoofing, que recuperou os dados acessados pelos hackers que invadiram os celulares funcionais de Moro e procuradores da Lava Jato. Confira aqui a íntegra do voto de Mendes. Lewandowski Lewandowski também deu grande ênfase às mensagens. Relator do recurso apresentado pela defesa de Lula que pedia o acesso aos arquivos da Spoofing, o magistrado destacou a autenticidade do material, apontando o reconhecimento por perícias realizadas. Isso desmonta a tese de Moro e procuradores sobre possíveis alterações promovidas pelos hackers. “O cuidadoso trabalho pericial infirma a versão veiculada pelo ex-juiz Sergio Moro e pelos procuradores com os quais manteve interlocuação de que a autenticidade das mensagens não poderia ser atestada”, disse. Para o ministro, o material garante “plena credibilidade à existência das conversas para combinar estratégias processuais” e que a mensagens servem como “reforço argumentativo do que já se mostrava óbvio: o paciente foi submetido a um verdadeiro simulacro de ação penal cuja nulidade salta os olhos”. Lewandowski e Mendes deram destaque também à condução coercitiva do ex-presidente Lula. “Nem animais para matadouro são levados como foi levado um ex-presidente da República”, disse o ministro. Cármen Lúcia Apesar de não proferir voto nesta sessão, a postura da ministra Cármen Lúcia indica que pode haver uma virada na votação mesmo com a incógnita sobre a posição de Nunes Marques. A magistrada disse que tem um novo parecer para apresentar no colegiado, possivelmente por conta dos dados da Spoofing. A ministra foi a segunda a proferir voto, ainda em 2018, e acompanhou o relator Edson Fachin, negando o HC. Nesta terça (9), ela concordou com críticas feitas por Gilmar e contrariou Fachin no entendimento sobre a derrubada do HC por conta da decisão dada por ele na segunda-feira. Enquanto lia parte dos diálogos travados entre procuradores e Moro, Mendes disse que “interceptação de escritório de advocacia é coisa de regime totalitário”. Cármen Lúcia, então, respondeu: “Gravíssima”. Em razão do pedido de vistas de Nunes Marques, a ministra decidiu esperar para proferir seu voto. Indicado por Jair Bolsonaro no ano passado, Marques alegou que não teve tempo para avaliar o HC para formular um voto consistente. O processo, que estava sob vistas de Mendes, só foi recolocado em pauta nesta terça, mesmo dia da apreciação.

Policiais chamam Bolsonaro de ‘traidor’ e ameaçam protestos pelo país

Delegados, peritos, agentes da PF, policiais rodoviários federais e outras 20 carreiras da segurança pública ameaçam realizar protestos em cidades de todo o país nesta quarta-feira (10), informa o Painel da Folha Integrantes da União dos Policiais do Brasil, os servidores se dizem traídos por Jair Bolsonaro, que teria prometido apoio aos pedidos das categorias para serem poupados de congelamentos na PEC Emergencial. O texto da PEC enviado à Câmara pelo Senado teve apoio do Planalto, inclusive com o voto de Flávio Bolsonaro contra a exclusão dos policiais da PEC. “É um movimento de traição, são montadas estratégias deixando o Congresso ser culpado. Com Rodrigo Maia era mais fácil. Agora, no Senado, o governo votou contra a emenda defendida pelos policiais. É uma estratégia de fazer um discurso público e nos bastidores fazer outra coisa”, diz Luís Antônio Boudens, presidente da Fenapef, a federação dos policiais federais. Tanto Boudens como o presidente da federação dos policiais rodoviários federais, Dovercino Borges Neto, classificam a postura de Bolsonaro nos últimos dias, quando sinalizou apoio aos policiais, como “jogar pra galera”. Segundo os policiais, como por lei eles são proibidos de fazer greve, o plano é realizar paralisações ao longo do dia de amanhã.

Extrema direita ameaça ministro Edson Fachin após anulação de condenações de Lula

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, está sendo ameaçado por grupos de extrema direita nas redes sociais. Em mensagens compartilhados em grupos de WhatsApp, fundamentalistas convocam protesto em frente a casa do magistrado na capital paranaense. “Quarta-feira dia 10 as 19h vamos fazer uma manifestação na frente da caso do Fachin aqui em Curitiba”, diz a convocatória, que ainda traz o endereço do ministro do STF. Por discordar do método fascista desse protesto, o Blog do Esmael borrou o endereço da casa de Fachin. “Todos de máscara buzinando.. tá uma vergonha esse STF, todos os corruptos se unindo, não podemos aceitar isso. VAMOS DIVULGAR!”, completa mensagem. A militância de esquerda aproveitou a oportunidade para se diferenciar dos extremistas curitibanos. “Curioso é que em nenhum momento quem defendeu o Lula Livre aqui em Curitiba cogitou ir pressionar Moro em frente a casa dele.” Nesta segunda-feira (8/3), tardiamente, Edson Fachin anulou todas as condenações do ex-presidente Lula ao reconheher a incompetência da 13ª Vara Federal de Curitiba nos processos dos casos tríplex, sítio de Atibaia e Instituto Lula. A decisão do ministro Fachin surpreendeu a extrema direita e os bolsonaristas, pois, de acordo com a Lei da Ficha Limpa, Lula agora está reabilitado politicamente e poderá disputar as eleições presidenciais de 2022. Apesar de anular as condenações de Lula, o ministro Fachin jogou pesado nesta terça-feira (9/3) contra a suspeição do ex-juiz Sergio Moro. O julgamento na Segunda Turma do STF foi adiada devido um pedido de vista. O resultado está empatado em 2 votos a 2