Médicos relatam atendimento de pacientes com hemorragias e insuficiência renal após uso de ‘Kit Covid’

Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais Kit covid de Bolsonaro pode ter matado três em São Paulo e um em Porto Alegre; 5 precisam de transplante de fígado Médicos do Hospital das Clínicas da Universidade de São Paulo relatam efeitos colaterais como hemorragias e insuficiência renal em pacientes que fizeram uso do chamado “kit Covid”, que reúne medicamentos ineficazes contra a Covid-19. Em um dos casos, o uso de azitromicina teria levado a cólicas, diarreia e fortes dores abdominais. Segundo reportagem do jornal Estado de S.Paulo, o paciente que fez uso de azitromicina procurou atendimento médico e recebeu omeprazol para o alívio dos sintomas. Com isso, acabou desenvolvendo um quadro raro de insuficiência renal. “O omeprazol é uma medicação boa, tem várias indicações, mas existe uma complicação rara que pode acontecer chamada nefrite intersticial aguda, que é como se fosse uma alergia nos rins”, conta o médico nefrologista Valmir Crestani Filho, do Hospital das Clínicas, em entrevista ao jornal. Outro caso é de um paciente que fez uso do kit Covid e acabou tendo uma hemorragia gástrica. Ele precisou ser hospitalizado e se recuperou. Por ter um quadro de úlcera não diagnosticado, a medicação acabou agravando o problema. Mortes e doenças graves que levam à necessidade de transplante de fígado são duas consequências do “kit covid” de Bolsonaro e Pazuello que começam a se fazer sentir no sistema de saúde. Apesar de não terem comprovação científica, os medicamentos do kit Covid foram publicamente defendidos pelo presidente Jair Bolsonaro para tratamento da doença. O mandatário fez propaganda diversas vezes da cloroquina e hidroxicloroquina. Em declaração no início de fevereiro, no entanto, Bolsonaro admitiu que a substância pode, de fato, ser um “placebo” no tratamento da doença. “Pelo menos não matei ninguém”, disse o presidente, ao lado de Antônio Barra Torres, presidente da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Via Revista Fórum
Boa e más notícias no aniversário do genocida – Por Altamiro Borges

Nas comemorações do seu aniversário de 66 anos, o genocida Jair Bolsonaro – que coloca sua famiglia acima de tudo e de todos – teve um boa e duas péssimas notícias no campo jurídico-policial. A alvissareira é que a 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu soltar o “faz tudo” do clã, o ex-policial Fabrício Queiroz. O miliciano e sua esposa, Márcia Queiroz, estavam em prisão domiciliar há nove meses. Por 4 a 1, a turma do STJ decidiu suavizar a pena do ex-assessor do então deputado Jair Bolsonaro, hoje presidente da República, e do seu filhote 01, o atual senador Flávio Rachadinha. Fabrício Queiroz conhece todos os podres do “capetão”. As “rachadinhas” do filhote 01 A mesma 5ª Turma do STJ, porém, atormentou o paizão. Por 3 votos a 2, ela decidiu preservar as provas do inquérito que apura as “rachadinhas” do filhote 01, considerando regular o compartilhamento de dados do Coaf (Conselho de Controle das Atividades Financeiras) com o Ministério Público do Rio de Janeiro. Segundo matéria da Folha, a decisão complica a vida da famiglia presidencial. “Após anular a quebra de sigilos bancário e fiscal, o STJ preserva um dos principais conjuntos de provas das apurações sobre o senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) no caso das ‘rachadinhas’”. O jornal relembra que a investigação foi aberta “após um RIF (Relatório de Inteligência Financeira) do Coaf apontar movimentação atípica de R$ 1,2 milhão nas contas de Fabrício Queiroz de janeiro de 2016 a janeiro de 2017. Além do volume movimentado, chamou a atenção a forma com que as operações se davam: depósitos e saques em dinheiro vivo. As transações ocorriam em data próxima do pagamento de servidores da Assembleia, onde Flávio exerceu o mandato de deputado por 16 anos (2003-2018) até ser eleito senador”. A ação lobista do mascote 04 A outra péssima notícia veio da Polícia Federal, que abriu um inquérito para apurar os suspeitos negócios do quarto filho do presidente. A investigação mira uma empresa de Jair Renan, o mascote 04, e a sua ação como “lobista” junto ao governo federal. Quatro filhos enrolados. Já dá para falar em “quadrilhão Bolsonaro”. Segundo denúncia da revista Veja, Jair Renan deu início a sua vida de empresário agindo para conseguir uma audiência para tratar de interesses comerciais de um de seus patrocinadores em novembro do ano passado. Um mês depois, ele e seu sócio ganharam um carro elétrico do grupo empresarial avaliado em R$ 90 mil. O Ministério Público Federal abriu um procedimento preliminar para levantar informações sobre o caso, após denúncias de deputados da oposição. Agora, a PF informa que investigará as denúncias. A conferir no que vai dar o inquérito, que serviu para estragar a festança de aniversário do paizão neste domingo (21). Via Blog do Miro
Militares, meia volta volver – Se existir vida inteligente na caserna devem ser votos vencidos

Governo Bolsonaro tem militares em todos os setores do governo e é cercado de generais (José Cruz/ABr) Por Ricardo Soares* O poeta espanhol Federico Garcia Lorca dizia “verde que não te quero farda” e foi assassinado em 1936 pelo fascismo adorado pelos milicos que se instalou em seu país e cujas primeiras horrendas lembranças foram os destroços em que transformaram Guernica. Não quero ser fatalista, mas aqui passou da hora de clamarmos o tal “verde que não queremos farda” para não assistirmos, passivamente, a tomada da máquina do Estado por militares de baixa patente mental. É curioso que, desde sempre, muitos setores de nossa sociedade desorganizada sempre festejaram a tal sólida formação que nossas academias militares dariam a seus cadetes. Notadamente a Academia Militar das Agulhas Negras, que meu finado pai teria tido imenso gosto se eu a tivesse frequentado. Pois não está na hora de começarmos a desconfiar, mesmo que tardiamente, de que tipo de formação os cadetes lá recebem? Afinal, o nosso presidente monstro lá se formou ou deformou e não consta que tenha recebido nenhuma instrução minimamente humanista que amenizasse seu coração de pedra. Isso sem falar do pior ministro da Saúde de nossa história , o tal Pazuello, também egresso das Agulhas Negras. Sou daqueles que nunca conseguiram enxergar qualquer utilidade nos militares além de obstruir caminhos democráticos. Aliás, pra que serve mesmo uma porção de soldados principalmente em tempos de paz? Nem concedo de que a questão seja polêmica. Pra mim é bloco fechado. Detesto milicos desde sempre e, quando achei que pudesse abrir a guarda estando eles tão em aparente silêncio pós-regime 64-85, vejo que voltam com força ao cenário com tipos tão lamentáveis, risíveis e ignaros como Mourão, o já citado Pazuello e aquele descerebrado que veio do Haiti, o tal “Gagáleno”. Se existir vida inteligente na caserna devem ser votos vencidos. Não são poucas as citações dentro da literatura latino -americana sobre as agruras da vida nos quartéis como bem narra, por exemplo, Mario Vargas Llosa em seu livro de memórias Peixe na água, quando conta as provações, rituais sádicos de iniciação e fortalecimento da “macheza” ao qual foi submetido num tal colégio militar Leoncio Prado, no Peru. São variações do mesmo tema em nossa América. Sempre com aquela mentalidade que agrade aos pais de classe média de que vida militar corrige filhos desordeiros, rebeldes, ou suspeitos de “bichice”. É a triste mentalidade ainda vigente que converte essas estufas de maus tratos em escola de formação de bezerros mansos e humilhados. A mais alta hierarquia foi exemplificada por esse Pazuello que falava que “manda quem pode e obedece quem tem juízo”. General de três estrelas da subserviência. Depois de tantas desventuras militares é triste ver o mesmo filme de novo. Não cheguei até aqui pra ver meu país de novo dominado por essa mentalidade retrógrada que obriga cadetes a pintar árvores e calçadas com cal, enquanto a alta cúpula das Forças Armadas come e bebe do melhor às nossas custas, deixando como herança aos seus descendentes aposentadorias polpudas. Definitivamente, o pensamento de Lorca vive : “Verde que não te quero farda”. *Ricardo Soares é diretor de tv, escritor, roteirista e jornalista. Publicou 8 livros, dirigiu 12 documentários. Via Dom Total
“Teremos o março mais triste de nossas vidas, e abril será muito grave”, diz pesquisadora

Cientista diz estar satisfeita com a qualidade da vacina da AstraZeneca, que será produzida pela Fiocruz (Tânia Rêgo/ABr) Margareth Dalcolmo, da Fiocruz, diz que Brasil errou ao não negociar vacinas com mais empresas farmacêuticas A pesquisadora Margareth Dalcolmo, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), afirmou que o Brasil passa pelo pior momento da epidemia de Covid-19, com uma taxa de transmissão muito alta e curvas de mortalidade em ascensão. “Eu temo verdadeiramente, eu declarei isso há algumas semanas, que teríamos o mês de março mais triste de nossas vidas, o que é verdade. Estamos tendo. Eu acho que o mês de abril será, igualmente, muito grave”, afirmou. Ela fez um apelo aos brasileiros. “É necessário não só que as medidas sanitárias necessárias sejam tomadas pelas autoridades, mas que a sociedade civil se conscientize de que o que estamos dizendo e recomendando é o mais adequado e correto para o controle epidêmico”, disse. Ela avalia que o Brasil tomou uma decisão acertada com a vacina da AstraZeneca, mas errou ao não ter negociado, “no momento adequado”, com as outras produtoras de vacinas. Dalcolmo também expressou total confiança na vacina de Oxford. “Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina”, declarou. Quase 12 milhões de casos no Brasil e um número de mortos acima de 2,6 mil por dia. Hospitais e UTIs lotadas. Ainda assim, não há um lockdown. Como médica, como a senhora avalia a situação atual? Estamos vivendo o pior momento da pandemia no Brasil, com o aumento dos casos e a segunda onda totalmente estabelecida. Sabemos, através de um levantamento que fazemos na Fiocruz, que em oito estados – incluindo o Amazonas – a cepa P1, de Manaus, é que a produz mais infecções. A chamada cepa P1 é originária do Brasil, do Amazonas, e é responsável por mais de 90% dos casos atuais no estado. Nas grandes capitais, há um colapso do sistema de saúde, sobretudo de hospitais e unidades de terapia intensiva. Algo que nos preocupa é que com a vacinação dos mais velhos, em que já alcançamos uma proporção razoável, temos uma proporção de leitos ocupados por gente muito mais jovem. Estamos observando uma mortalidade que se aproxima cada vez mais da juventude, de pessoas com menos de 50 anos. O Brasil tem duas vacinas aprovadas: Coronavac e AstraZeneca. Esta última é produzida pela Fiocruz, mas há algumas preocupações. A Agência Europeia de Medicamentos defende que a vacina é segura e eficaz. Mas não foi possível descartar a associação dela com alguns casos graves de coágulos sanguíneos associados à trombose. Você sabe mais sobre esses riscos? Sim. Nós estamos muito tranquilos e satisfeitos com relação à vacina. Graças a Deus, a agência europeia, de uma maneira segura e muito bem fundamentada, também demonstrou confiança. Nós fazemos o processo de transferência de tecnologia e estamos fazendo também a vigilância sanitária dos vacinados. Não tivemos nenhum episódio de trombose ou embolia pulmonar com a vacina. O que sabemos, e o que eu posso afirmar, é que isso claramente não tem relação com a vacina. Isso será demonstrado em breve, eu espero. A incidência de casos de trombose, em termos epidemiológicos, por exemplo, entre a população de mulheres jovens que toma anticoncepcional oral é muito mais alta do que a que foi registrada com a vacina da AstraZeneca. Então nós não temos nenhum temor, nenhum medo de que a vacina possa ter esses efeitos. Eu acredito que isso será demonstrado muito em breve pelos jornais e publicações científicas de qualidade. O Chile vem sendo um exemplo de vacinação na América Latina e no mundo. Desde o início, o país firmou contratos com muitas empresas farmacêuticas. O Brasil também deveria ter optado por outras vacinas? Sim. Eu acho que o Brasil cometeu um erro, no sentido de sermos um país que desenvolveu estudos clínicos de grande qualidade, por exemplo, com a vacina da Johnson & Johnson, com a vacina da Pfizer, mas não conseguimos fazer boas negociações. De uma maneira ou de outra, o Brasil fez a sua aposta, o seu contrato com a vacina da AstraZeneca. Foi uma decisão muito acertada, sem dúvidas, porque foi um processo muito bem elaborado de transferência de tecnologia completa, incluindo a matéria prima da vacina – os chamados IFAs –, que vêm da China, mas que nós vamos começar a produzir. Até o final deste semestre, a vacina AstraZeneca-Oxford se chamará AstraZeneca-Fiocruz: completamente nacionalizada para a produção no Brasil. Mas isso não é suficiente nesse momento, porque não há vacinas suficientes. Como muitos de nós, cientistas, advertimos, o cenário atual de novas variantes e uma segunda onda era perfeitamente previsível. Segunda onda que começou no estado do Amazonas, que teve o seu pico epidêmico mais cedo. No fim de abril do ano passado, o Amazonas já tinha tido o seu primeiro pico epidêmico, com uma mortalidade enorme. Ou seja, a imunidade produzida pela doença terminou. Ela não é duradoura, como nós sabemos. Então, a “intervenção” necessária é que se tenha muitas vacinas. O Brasil, como se sabe, é um país que tem uma grande tradição de vacinação. O ex-ministro da saúde Eduardo Pazuello afirmou que o país está em um ponto de inflexão no processo de controle da pandemia. A senhora compartilha dessa opinião? Não. Não estamos, porque temos uma taxa de disseminação do vírus muito alta, enquanto os hospitais estão lotados, com quase 100% dos leitos ocupados, especialmente os de UTI. O que temos é um colapso em muitas das principais cidades brasileiras. Além disso, sabemos que as novas variantes são as responsáveis pela maioria dos casos de infecção atuais. Portanto, houve um erro de não ter negociado, no momento adequado, com as grandes produtoras de vacinas. O que acontece agora é que estamos tentando conseguir as vacinas porque o momento crucial é justamente esse. Temos que vacinar muita gente e rapidamente. O diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) exortou o Brasil a adotar medidas agressivas contra a pandemia. Pesquisadores como a senhora enfatizam a necessidade de expandir as
Negacionista, Senador Major Olímpio, do PSL, morre após contrair covid-19

Senador mais votado da história de São Paulo, Major Olímpio morre por complicações da Covid-19 nessa quinta-feira (18). O senador do PSL era contra medidas de isolamento social e antes de contrair a doença havia participado de atos, junto de Luciano Hang e outros bolsonaristas, contra o “lockdown” em Bauru. Major Olímpio deixará um legado de destruição e ataques aos trabalhadores, os negros, população periférica, indígenas e a população mais pobre desse país. Além de ser enorme aliado de Bolsonaro em 2018, defender ataques como as reformas neoliberais que retiram direitos da população, o Major também protagonizou cenas bárbaras em sua carreira política como a defesa de “placar nos presídios” para contabilizar as mortes em Roraima e Manaus, em 2017.. EM 2016, o reacionário senador comemorou o assassinato de dois jovens pelas mãos da polícia. Defensor da redução da maioridade penal, Olímpio se juntou a Bolsonaro em 2018 na defesa da venda de reservas indígenas. Na época, Olímpio era soldado fiel do capitão e um dos líderes do rebanho reacionário durante a campanha do atual presidente. Olímpio defendeu apoiou o governo Bolsonaro em suas principais medidas e agora morre da doença que seu presidente minimizou, debochou e fez de tudo para que seguisse sendo transmitida Brasil afora. Família comunica que os órgãos serão doados; antes de ser internado, parlamentar adotou O senador Major Olimpio (PSL), 58 anos, teve sua morte cerebral anunciada na tarde desta quinta-feira (18), vítima de complicações da Covid-19. O congressista de direita estava internado desde 2 de março no Hospital São Camilo, na capital paulista, e no dia 5 foi transferido para uma unidade de tratamento intensivo (UTI). O anúncio da morte cerebral de Major Olimpio foi feito pelo perfil do senador no Twitter, que acrescentou que os órgãos serão doados. Antes de ser internado co Covid, Major Olimpio adotava postura negacionista em relação à pandemia. “Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados. Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil”, diz o tuíte. Confira: Com muita dor no coração, comunicamos a morte cerebral do grande pai, irmão e amigo, Senador Major Olimpio. Por lei a família terá que aguardar 12 horas para confirmação do óbito e está verificando quais órgãos serão doados.Obrigado por tudo que fez por nós, pelo nosso Brasil. — Major Olimpio (@majorolimpio) March 18, 2021 O senador Sérgio Olímpio Gomes é natural de Presidente Venceslau, no interior de São Paulo. Ele completaria 59 anos em 20 de março. Foi deputado federal e deputado estadual em São Paulo por dois mandatos. Em 2016, votou a favor do golpe contra a presidente Dilma Rousseff. Antes de se dedicar à carreira política, Olímpio serviu como policial militar no estado de São Paulo por 29 anos. Major Olimpio foi o senador mais votado da história com 9 milhões de votos na eleição de 2018. Identificado com as pautas de segurança pública e conservadores, foi aliado de Jair Bolsonaro na campanha de 2018, mas rompeu com o governo e passou a ser atacado por apoiadores da família do presidente.
Lula ironiza a velha mídia pela indicação de vices, lembrando que só pode ter um vice

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ficou muito “pistola”, brabo mesmo, com a velha mídia corporativa que não para de indicar virtuais vice para a chapa dele em 2022. Pelo Twitter, o petista manifestou descontentamento ironizando os nomes especulados. “Decidimos consultar a Constituição para saber quantos vices pode ter um presidente da República e descobrimos que só pode ter um, embora setores da imprensa já tenham nomeado três vices só nessa última semana, enquanto Lula ainda sequer se lançou candidato”, disse. A última “indicação” veio do consórcio Correio Braziliense e Estado de Minas, que apontaram o prefeito de Belo Horizonte, Alexandre Kalil (PSD), como alternativa para Lula fechar o espectro ideológico do “centro” em 2022. Há também outras especulações nos bastidores, que envolveriam uma aproximação do PT com o PSDB. Nesta semana, por exemplo, o ex-presidente FHC “lulou” ao declarar que votaria no petista contra Jair Bolsonaro. Um dos entusiastas da frente ampla, com o PSDB, é o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), que vem tricotando bastante inclusive com o governador gaúcho Eduardo Leite (PSDB) –que seria outro nome para a vice de Lula. A terceira possibilidade de vice, aventada pela velha mídia, seria o apresentador da Globo Luciano Huck, também da área de ampliação de Dino. No entanto, Lula jogou um balde de água fria nisso tudo lembrando que só pode ter um vice e que ele ainda não se lançou candidato. Decidimos consultar a Constituição para saber quantos vices pode ter um presidente da República e descobrimos que só pode ter um, embora setores da imprensa já tenham nomeado três vices só nessa última semana, enquanto Lula ainda sequer se lançou candidato. #equipeLula — Lula (@LulaOficial) March 18, 2021
Juiz suspende pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, que contratou o ex-juiz Moro

Decisão foi tomada para preservar os recursos da empreiteira, que foi quebrada na Lava Jato e entrou em processo de recuperação coordenado pela empresa dos Estados Unidos que, recentemente, contratou o ex-juiz A empresa dos Estados Unidos que contratou o ex-juiz Sérgio Moro e que vinha recebendo recursos da empreiteira não conseguirá mais receber pagamentos da construtora quebrada na Lava Jato. “O juiz João de Oliveira Rodrigues Filho, da 1ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais, decidiu suspender os pagamentos da Odebrecht à empresa Alvarez & Marsal, administradora judicial do grupo. O magistrado tomou a decisão depois que o TCU (Tribunal de Contas da União) passou a investigar a contratação do ex-juiz Sergio Moro para trabalhar na Alvarez & Marsal”, informa a jornalista Mônica Bergamo, na Folha de S. Paulo. “Na visão do Ministério Público junto ao TCU, há um evidente conflito de interesses no fato de Moro ter condenado e ordenado a prisão de acionistas e diretores da Odebrecht, contribuindo para a situação de insolvência da empresa, e agora trabalhar em sua administradora judicial, que disso aufere lucros”, aponta a jornalista.
Líder do governo Bolsonaro na Câmara diz que pandemia no Brasil é situação “até confortável”

Deputado Ricardo Barros (PP-PR) alega que o sistema de saúde brasileiro “está melhor” do que outros países. Diversas cidades já enfrentam colapso O líder do governo Bolsonaro na Câmara, deputado Ricardo Barros (PP-PR), disse que a situação da pandemia no Brasil “é até confortável” em relação a outros países. O comentário foi feito em entrevista à GloboNews, nesta quarta-feira (17), enquanto o parlamentar citava o número de mortes por milhão de habitantes no país e a quantidade de vacinados. “Olhe bem a estatística, mortes por milhão, ou seja, o cuidado do sistema de saúde com as pessoas. Reino Unido, 1.853 [mortes por milhão], em 4º lugar. Estados Unidos, 1.609 por milhão, em 11º. Brasil, 1.300 mortes por milhão, em 22º lugar”, afirmou Barros. “Então, nosso sistema de saúde responde, está melhor no tratamento às pessoas do que a maioria dos países de primeiro mundo que estão na nossa frente em número de vacinados, mas o Brasil é o 5º do mundo em número de vacinados. Embora tenha começado mais tarde, já são 10 milhões e 300 mil vacinados e 11 milhões e 600 que já pegaram Covid e estão imunes, então, a nossa situação, ela não é tão crítica assim. Comparada a outros países, é uma situação até confortável”, completou o deputado. "Nossa situação não é crítica assim, comparada a outros países, é uma situação até confortável", diz Ricardo Barros, líder do governo Bolsonaro na Câmara dos Deputados ???? (via @delucca) https://t.co/oTCwLJLsaf https://t.co/8fEREfcFlZ — Jeff Nascimento (@jnascim) March 17, 2021 De acordo com levantamento de projeto ligado à Universidade de Oxford, o Brasil ocupa a 11ª posição em número absoluto de vacinados e a 89ª em relação ao percentual da população que já foi vacinada. Além do atraso na vacinação, o país vive hoje o pior momento da pandemia do coronavírus, com recorde no número de mortes e diversas cidades enfrentando colapso no sistema de saúde. Entre esta segunda e terça-feira (16), foram registrados 2.842 novos óbitos, número que supera o recorde registrado na última quarta-feira (14), quando foram contabilizadas 2.286 mortes. Os dados foram atualizados com os números do Rio Grande do Sul.
Rachadinha na família Bolsonaro: quebra de sigilo aponta 12 anos de movimentações suspeitas

Documentos de quebra de sigilo obtidos pelo UOL mostram 12 anos de movimentações suspeitas e indícios de devolução ilegal de salários nos gabinetes de Jair Bolsonaro (enquanto deputado federal), Flávio Bolsonaro e Carlos Bolsonaro. Ex-funcionários – como Natália Queiroz, Jaci dos Santos e Mariana Mota – que tiveram sigilo quebrado sacaram a maior parte do salário das contas. As investigações sobre Flávio e Carlos continuam. O presidente não pode ser investigado enquanto estiver no cargo O livro-caixa dos Bolsonaro – Por Fernando Brito A reportagem de Amanda Rossi, Flávio Costa, Gabriela Sá Pessoa e Juliana Dal Piva, publicada hoje no UOL – assista a versão em vídeo ao final do post – não é um álbum de retratos de família dos Bolsonaro. É um livro-caixa do negócio familiar a que o clã se dedicou, com sucesso e afinco, nas últimas três décadas. Como nas rendas milicianas, o esquema de extorsão e de funcionários cujo trabalho era, essencialmente, receber os salários para repassar ao coletor Fabrício Queiroz, por transferências bancárias ou mesmo em dinheiro vivo não era um acaso, mas uma regra. Tal e qual Bolsonaro faz com os filhos, os repórteres numeraram – 1, 2, 3 e 4 – os relatos dos casos, que contam, em trocados miúdos, a história do ” de grão em grão, a galinha enche o papo” do negócio que foi criar a Família Mito Ltda. Com a decisão do Superior Tribunal de Justiça – ainda pendente de recurso no STF – de anular as quebras de sigilo determinada pela Justiça do Rio, é provável que nada disso venha a ser cobrado nos tribunais. Mas pode, quem sabe, ser cobrado no voto
Dia 14 de março – Dia de Marielle Franco – Dia de Enfrentamento à Violência Política

Parlamentares de todo país irão propor que dia 14 de março se torne Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil QUEM MANDOU MATAR? Caso Marielle e Anderson segue sem respostas três anos após assassinatos Autor intelectual do crime ainda não foi identificado e familiares repudiam morosidade da Justiça A execução de Marielle Franco e de seu motorista Anderson Gomes completou três anos neste domingo (14) sem que o mandante do crime tenha sido identificado. Ainda que os gritos por justiça não tenham cessado e o caso siga repercutindo internacionalmente, somente o sargento aposentado da Polícia Militar Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiroz foram detidos. Eles estão presos desde março de 2019 e irão a júri popular. O autor intelectual do crime, no entanto, permanece incólume. A morte da vereadora impulsionou mobilizações de ruas e inspirou candidaturas que ocuparam os parlamentos de todo o Brasil desde então. Anielle Franco, irmã de Marielle e diretora do Instituto Marielle Franco, declarou na última sexta-feira (12) que “três anos é um tempo constrangedor para as autoridades responsáveis pela investigação.” O caso está nas mãos da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ). A reportagem entrou em contato com os órgãos que afirmaram, em nota, que as investigações seguem com delegado e equipe exclusivos para o caso, e que mais de 100 diligências foram realizadas. Em entrevista ao Brasil de Fato, Anielle falou sobre o luto e a dor que segue afligindo a família de Marielle três anos após o crime. “Março é um mês de muita saudade. É um mês em que a gente chora lembrando do quanto caminhamos, mas entendendo que temos muito chão pela frente ainda. É um mês de resistência”. Apesar da morosidade da Justiça, a educadora reforça que a cobrança por respostas e justiça pela morte de sua irmã não irá cessar. “Espero que consigamos descobrir de fato quem mandou matar a Mari. Seguimos esperançosos para que tenhamos alguma pista, alguma coisa, para não termos que esperar mais três anos para sabermos qualquer coisa sobre esse caso”, afirmou. “É um crime muito bem arquitetado, que envolve disputas políticas que talvez nunca saibamos os reais motivos. Mas estou ansiosa por toda e qualquer novidade que venha sair dessa investigação.” https://youtu.be/-_SLvPOY4lI?t=769 Para a deputada estadual Renata Souza, que integrava o gabinete de Marielle e foi eleita após a execução da vereadora, a ausência de respostas sobre o mandante do crime evidencia as falhas do sistema de justiça brasileiro. Segundo ela, há um desmonte nos grupos especializados do MP-RJ, com dissoluções de equipes, o que pode ter interferido no andamento da investigação. Souza define o assassinato de Marielle, mulher negra, cria da favela da Maré, mãe e LGBT, como um feminicídio político. “A Marielle infelizmente não foi a primeira e não será a última mulher preta que carrega em seu corpo e história de vida a população mais oprimida e mais descartável da sociedade”, diz a parlamentar, ressaltando que o crime é uma ameaça à democracia e a “todos que se insurgem contra uma elite política e econômica que se coloca acima do bem e do mal no Brasil”. Perguntas sem respostas Ao longo desses quase três anos, o inquérito apontou a participação de milicianos das forças de segurança do Rio de Janeiro. Alguns políticos figuraram como suspeitos da autoria intelectual do crime, entre eles o vereador Marcelo Siciliano (PHS), o ex-vereador Cristiano Girão e o ex-deputado Domingos Brazão, conselheiro afastado do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Todos negam envolvimento. A Anistia Internacional e o Instituto Marielle Franco realizaram uma entrevista coletiva na última sexta (12) e apresentaram uma petição com um milhão de assinaturas que cobra celeridade nas investigações do crime. O documento também apresenta a relação de 14 perguntas sobre os assassinatos que permanecem sem respostas. As entidades querem saber, por exemplo, a relação de Lucas do Prado Nascimento da Silva, responsável por clonar os documentos do veículo utilizado por Ronnie Lessa e Elcio Queiroz na noite do crime, com o miliciano Adriano da Nóbrega e o Escritório do Crime. A petição com as assinaturas e as perguntas será entregue a Cláudio Castro, governador em exercício do Rio de Janeiro, ao procurador-geral de Justiça do estado, Luciano Mattos. Uma audiência com ambas autoridades também foi requisitada pelos familiares. Iniciativas O Instituto Marielle Franco foi criado pelos familiares da vereadora para manter vivo o legado, fortalecer a luta por justiça e defender sua memória. No marco de 3 anos do crime, foi preparada a ação “Plantando Sementes” junto com 70 parlamentares em 45 cidades do Brasil. A ideia é que os políticos apresentem um Projeto de Lei para que o 14 de março se torne o Dia Marielle Franco de Enfrentamento à Violência Política contra mulheres negras, LGBTs e periféricas. Além disso, os 70 parlamentares se comprometeram a replicar 12 projetos de lei de Marielle em suas cidades. O Instituto organizou um mapa que centraliza diversas manifestações presenciais e virtuais que ocorrerão no Brasil e fora do país para lembrar o crime e cobrar justiça. Marielle Franco foi assassinada em março de 2018, no Rio de Janeiro (RJ). junto com o motorista Anderson Gomes / Mídia Ninja Na opinião de Renata Souza, seguir dando visibilidade ao caso é crucial para que a violência política não seja naturalizada diante da impunidade. “Nós, mulheres pretas, nos sentimos pessoalmente ameaçadas com o assassinato da Marielle. Mas, sem dúvida nenhuma, esse feminicídio político nos energiza a continuar para que nenhuma outra Marielle tombe diante diante da luta por uma sociedade mais igualitária, mais humana e por mais direitos”, comenta. Em meio a saudade, a deputada carrega o legado de Marielle em sua atuação política e destaca que a vereadora é um exemplo da “política afetiva e efetiva.” “Marielle tinha o ímpeto da decisão, da assertividade em seu perfil. E muito era carinhosa sempre, acolhedora, Uma mulher que nos abraçava muito, ainda que todas as pautas que tocasse fossem duras. Ela faz falta no