Os erros do PT nas nomeações do STF – Ministra indicada por Lula impediu a soltura do ex-presidente

 Cármen Lúcia pediu para Jungmann não soltar Lula, revelam diálogos da Operação Spoofing Segundo mensagens de Deltan Dallagnol, além de falar com o ex-ministro da Justiça, a ministra do STF também teria orientado os desembargadores do TRF-4 Gebran Neto e Thompson Flores a não cumprirem ordem de soltura do ex-presidente Lula Novos diálogos revelados pela Operação Spoofing mostram que a ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia ligou para o ex-ministro da Justiça, Raul Jungmann, e pediu para que ele descumprisse a ordem de soltura do ex-presidente Lula, expedida pelo desembargador Rogério Favreto, do Tribunal Regional Federal da 4ª Região, em julho de 2018. Na ocasião, Favreto deferiu liminar determinando a soltura do ex-presidente Lula a partir de um Habeas Corpus ajuizado pelos deputados do PT Wadih Damous, Paulo Pimenta e Paulo Teixeira. Hoje, como bem sabemos, o domingo do dia 8 de julho viveu sob a tensão se a ordem seria acatada ou não pela Polícia Federal, que fica sob comando do Ministério da Justiça, à época comandado por Jungmann. As novas conversas do ex-coordenador da Operação Lava Jato, Deltan Dallgnol, revelam o bastidor do prende-solta do ex-presidente Lula e a interferência do STF, por meio da ministra Cármen Lúcia, para que a ordem emitida pelo desembargador Favreto não fosse obedecida. Logo após a decisão de Favreto, Moro soltou um despacho onde afirmava que não iria cumprir a decisão porque o “desembargador não tem competência para determinar a soltura do ex-presidente Lula”. No mesmo documento, Moro afirma ter sido instruído pelo presidente do TRF-4, desembargador Thompson Flores – que aparece nas mensagens de Deltan – a não obedecer a decisão de seu superior antes de consultar o relator da ação penal de Lula na Corte, no caso, João Pedro Gebran Neto, que também aparece nas mensagens de Deltan, ex-coordenador da Operação Lava Jato, como um aliado. Tanto Thompson Flores quanto Gebran Neto são citados nas mensagens de Deltan afirmando que eles não iriam cumprir a decisão. Além disso, Dallagnol diz que a ministra “Cármen Lúcia ligou para Jungmann e mandou não cumprir e que teria falado também com Thompson”. Ou seja, a partir das mensagens de Deltan Dallgnol, revela-se que, no bastidor do prende-solta de Lula no domingo de 8 de julho, a ministra do STF entrou em cena pessoalmente para impedir a soltura do ex-presidente. Após saber da intervenção de Cármen Lúcia, o procurador Deltan Dallgnol comemorou e disse que o “cenário está bom”. Abaixo, segue a conversa anexada em nova petição da defesa do ex-presidente Lula encaminhada ao STF: • 18:13:50 Deltan Valeixo falou com Thompson que mandou não cumprir até ele decidir • 18:13:58 Deltan Isso nos dá mais tempo • 18:14:18 Deltan PGR vai apresentar cautelar de 2p para Laurita ainda hoje • 18:14:35 Deltan Carmem Lúcia ligou pra Jungman e mandou não cumprir e teria falado tb com Thompson • 18:14:39 Deltan Cenário tá bom

Flávio Bolsonaro compra mansão de R$ 6 milhões, mesmo valor investigado pelo MP

A mansão de Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, está localizada no setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul  Valor do imóvel é três vezes maior do que o patrimônio declarado pelo senador em 2018 O senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ) comprou uma mansão de R$ 6 milhões, localizada em bairro de luxo de Brasília. Denunciado por peculato, lavagem de dinheiro e organização criminosa, o senador pagou pela casa quantia que é a mesma que o Ministério Público denuncia no caso das “rachadinhas”. A compra foi confirmada em 2 de fevereiro, no 1º Ofício de Registro de Imóveis do Distrito, de acordo com o Estadão. A mansão de Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, está localizada no setor de Mansões Dom Bosco, no Lago Sul, vendida como “a melhor vista de Brasília da suíte master”. Flávio Bolsonaro é investigado pelo esquema de desvios de recursos dos salários de seus assessores, as “rachadinhas“, quando era deputado estadual da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj). Na investigação, o filho do presidente é suspeito de realizar a lavagem de dinheiro por meio da venda e compra de imóveis. A denúncia do MP relata que 12 funcionários fantasmas lotados no gabinete de Flávio na Alerj teriam desviado R$ 6,1 milhões dos cofres públicos. O caso foi revelado após relatório do Coaf apontar movimentação atípica de R$ 1,2 milhão, durante um ano, na conta de Fabrício Queiroz, ex-assessor de Flávio e amigo de Jair Bolsonaro. Vai pagar como? Flávio Bolsonaro adquiriu a mansão por meio de um financiamento no Banco de Brasília. O senador conseguiu uma taxa de juros de 4,85% ao ano, por 30 anos. O Estadão calcula que o valor mensal das parcelas será de R$ 16.162,50 – sem contar os seguros e as taxas. Porém, o salário bruto de um senador da República é de R$ 33.763,00, que após os descontos cai para R$ 24,9 mil. Os R$ 6 milhões da mansão correspondem ao triplo do total de bens declarados por Flávio Bolsonaro à Justiça Eleitoral, em 2018, quando disputou uma vaga no Senado pelo Estado do Rio de Janeiro. Dois anos atrás, Flávio disse que tinha um total de bens de R$ 1,74 milhão, incluindo um apartamento residencial na Barra da Tijuca, no Rio (R$ 917 mil), uma sala comercial no mesmo bairro (R$ 150 mil), 50% de participação da empresa Bolsotini Chocolates (uma franquia da Kopenhagen, de R$ 50 mil), um veículo Volvo XC de R$ 66,5 mil e aplicações e investimentos que somavam R$ 558,2 mil. Coincidência A compra da mansão foi alvo de críticas nas redes sociais. O assunto foi um dos mais comentados do Twitter, na segunda-feira (1ª). Parlamentares, jornalistas e personalidades levantaram suspeita sobre o novo patrimônio de Flávio Bolsonaro. O deputado federal Paulo Teixeira (PT-SP) pede que seja feita uma investigação. O salário de deputado e de senador não dá para comprar uma casa de R$ 6 milhões, como fez o Senador Flávio Bolsonaro. É preciso investigar a origem do seu patrimônio”, tuitou. Já a deputada federal Sâmia Bonfim (Psol-SP) ironiza o fato do valor do imóvel ser o mesmo que Flávio é investigado pela Justiça. “Por coincidência, o modesto valor de R$6 milhões da mansão é o mesmo que o Ministério Público acusa Flávio Bolsonaro de receber indevidamente por meio de rachadinhas.” O jornalista Lúcio de Castro, da Agência Sportlight, também criticou a compra. “Flávio Bolsonaro comprando uma nababesca mansão muito acima do que pode só indica a certeza que eles tem no golpe. De alguém que prevê estar acima de lei e instituições por muitos anos. Poucas vezes se viu um atestado tão surreal assim”, afirmou. https://twitter.com/GeorgMarques/status/1366518764011937792?ref_src=twsrc%5Etfw%7Ctwcamp%5Etweetembed%7Ctwterm%5E1366518764011937792%7Ctwgr%5E%7Ctwcon%5Es1_&ref_url=https%3A%2F%2Fwww.redebrasilatual.com.br%2Fpolitica%2F2021%2F03%2Fmansao-flavio-bolsonaro-6-milhoes%2F

Até os aliados governadores Ronaldo Caiado e Ratinho Júnior, chamam Bolsonaro de mentiroso

 Governadores dizem que Bolsonaro mente sobre recursos repassados aos estados na pandemia Em nota pública divulgada nesta segunda-feira (1º), 17 governadores dizem que Jair Bolsonaro mentiu na sequência de tuites publicados neste domingo (28) sobre supostos repasses aos estados durante em 2020 para serem usados na pandemia do coronavírus. “Os Governadores dos Estados abaixo assinados manifestam preocupação em face da utilização, pelo Governo Federal, de instrumentos de comunicação oficial, custeados por dinheiro público, a fim de produzir informação distorcida, gerar interpretações equivocadas e atacar governos locais”, diz o texto. No documento, os mandatários estaduais afirmam que, em meio à “pandemia de proporção inédita na história, agravada por uma contundente crise econômica e social, o Governo Federal parece priorizar a criação de confrontos, a construção de imagens maniqueístas e o enfraquecimento da cooperação federativa essencial aos interesses da população”. A carta é assinada por governadores de partidos da oposição, como Flávio Dino (PCdoB), do Maranhão, e João Doria (PSDB), de São Paulo, e também por aliados de Bolsonaro, como Ratinho Júnior (PSD), do Paraná, e Ronaldo Caiado (DEM), de Goiás. Segundo o texto, Bolsonaro coloca na conta valores que são, por obrigação constitucional, pertencentes aos estados e municípios “tratando-os como uma concessão política do atual Governo Federal”. “Situação absurda similar seria se cada Governador publicasse valores de ICMS e IPVA pertencentes a cada cidade, tratando-os como uma aplicação de recursos nos Municípios a critério de decisão individual”, diz o texto. “Adotando o padrão de comportamento do Presidente da República, caberia aos Estados esclarecer à população que o total dos impostos federais pagos pelos cidadãos e pelas empresas de todos Estados, em 2020, somou R$ 1,479 trilhão. Se os valores totais, conforme postado hoje, somam R$ 837,4 bilhões, pergunta-se: onde foram parar os outros R$ 642 bilhões que cidadãos de cada cidade e cada Estado brasileiro pagaram à União em 2020?”, indagam, ainda, os governadores. Isolamento O documento ainda rebate às críticas de Jair Bolsonaro ao isolamento social decretado por muitos mandatários estaduais e municipais para conter a propagação do coronavírus, medida que vem sendo atacada pelo presidente. “A contenção de aglomerações – preservando ao máximo a atividade econômica, o respeito à ciência e a agilidade na vacinação – constituem o cardápio que deveria estar sendo praticado de forma coordenada pela União na medida em que promove a proteção à vida, o primeiro direito universal de cada ser humano. É nessa direção que nossos esforços e energia devem estar dedicados”.

O “machão” deputado Daniel Silveira chora quase todos os dias na prisão

Segundo policiais da unidade prisional, o deputado bolsonarista Daniel Silveira (PSL-RJ) chegou no Batalhão Especial Prisional (BEP) nervoso no primeiro dia, mas tinha o otimismo de que poderia ser solto. O STF e a Câmara resolveram manter a prisão dele, após desacato  aos ministros da Corte O deputado federal Daniel Silveira (PSL-RJ) tem chorado quase todos os dias no Batalhão Especial Prisional (BEP), que é a prisão para policiais militares no Rio de Janeiro. O parlamentar Silveira está preso desde o dia 16, após a publicação de um vídeo dizendo que imaginou o ministro do Supremo Tribunal Federal Edson Fachin levando uma surra e defendendo a prisão dos juristas da Corte. Segundo policiais da unidade prisional, o deputado chegou nervoso no primeiro dia, mas tinha o otimismo de que poderia ser solto. A informação foi publicada pela coluna de Guilherme Amado. Por 11 votos a 0, o Supremo Tribunal Federal (STF) manteve a prisão do parlamentar bolsonarista. Com 364 votos, a Câmara dos Deputados também optou por deixar o deputado na cadeia.

No Roda Viva, Teresa Cristina se emociona ao cantar música para Lula, Boulos, Dino, Freixo e Ciro

 “Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro”, disse Teresa Cristina. Veja vídeo A sambista Teresa Cristina, que se popularizou por comentários emocionados sobre a política nas redes sociais durante a pandemia, chorou ao oferecer a música De Volta ao Começo, de Gonzaguinha, a políticos do campo progressista durante sua participação no programa Roda Viva, da TV Cultura, na noite desta segunda-feira (22). “Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro”, afirmou Teresa Cristina, que citou ainda Ciro Gomes após se emocionar cantando a música. A sambista se emocionou ao cantar os versos “E é como se eu despertasse de um sonho”. “Lula, Boulos, Ciro Gomes, Flávio Dino, dêem um jeito vocês. A gente precisa de ajuda”, disse. "Quero oferecer essa música a Lula, a Boulos, a Flávio Dino, a Marcelo Freixo: se unam, deem o jeito de vocês, mas a gente precisa de vocês unidos para derrotar esse monstro", diz a cantora @TeresaCristina no #RodaViva. pic.twitter.com/Ajn2cW7tJF — Roda Viva (@rodaviva) February 23, 2021 Em outro vídeo, compartilhado por Gregório Duvivier, Teresa Cristina diz que o que fez nas lives foi uma declaração de amor ao país. “Falar de amor é um ato revolucionário. E em tempos de gabinete de ódio, você procurar o amor e propagar o amor, acho que tentei declarar o amor ao meu país, cantando”. lindo isso! @teresacristina @rodaviva #rodaviva #teresacristinanorodaviva pic.twitter.com/rblly84nJR — Gregorio Duvivier (@gduvivier) February 23, 2021

Veja a diferença entre dois editoriais da Folha, de 2017 e 2021, sobre Lula e a sentença de Moro

 O jornal celebrou a condenação do ex-presidente na ocasião e disse que a tese de perseguição era “farsesca”; o tempo mostrou que a Folha estava errada Em editorial publicado neste sábado (27) a Folha de S. Paulo admitiu, pela primeira vez, que os diálogos revelados pela Operação Spoofing deixam evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve um julgamento imparcial. Apesar do reconhecimento, a Folha não fez qualquer autocrítica sobre seu apoio cego à Lava Jato no passado. “Desde que vieram a público, em junho de 2019, os primeiros vazamentos de conversas entre investigadores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, ficou evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve um julgamento imparcial no caso do famigerado apartamento de Guarujá (SP)”, diz a abertura do editorial deste sábado, intitulado “O pós-Lava Jato”. Com o reconhecimento, a Folha se coloca como o primeiro veículo da grande imprensa a assumir que Lula não foi julgado da maneira correta. O jornal chega até mesmo a dizer que as conversas entre procuradores e juiz são “razão suficiente para a suspeição”. “Há não poucas evidências de que a Lava Jato em várias ocasiões extrapolou”, sustentam. Em julho de 2017, quando Lula foi condenado por Sergio Moro, o jornal celebrou sem nenhum pudor e alegou que haveria um “oceano de evidências de corrupção bilionária na administração petista”. Na ocasião, chegou a dizer que a tese de que havia uma perseguição era “farsesca”. O tempo mostrou que não. “Réu em outras quatro ações penais, líder também entre os rejeitados pelos eleitores, o petista se dedica à pregação farsesca de que seria vítima de perseguição política. Por disparatada que seja tal retórica, seu partido ainda dispõe de força para reverberá-la com o objetivo de pressionar os tribunais”, dizia a Folha em 13 de julho de 2017, no editorial “Lula condenado”. A defesa do ex-presidente sustenta que as mensagens não são a única prova da suspeição de Moro e da atuação ilícita dos procuradores, que grampearam advogados do ex-presidente, vazaram ligações telefônicas, mantiveram interceptações fora do tempo previsto legalmente e vazaram delações com o objetivo de prejudicar a imagem de Lula. Além. é claro, da sentença sem provas concretas de que o triplex do Guarujá seria do ex-presidente.

Folha diz em editorial que Lula não teve julgamento imparcial no caso do triplex

  “É particularmente chocante o diálogo entre dois procuradores debatendo o que devem fazer diante da informação de que uma delegada da Polícia Federal havia lavrado termo de depoimento de testemunha que não fora ouvida”, diz o jornal O jornal Folha de S.Paulo afirma, pela primeira vez, em seu editorial deste sábado (27), que os diálogos revelados pela Operação Spoofing deixam evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva não teve um julgamento imparcial. “Desde que vieram a público, em junho de 2019, os primeiros vazamentos de conversas entre investigadores da Lava Jato e o então juiz Sergio Moro, ficou evidente que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) não teve um julgamento imparcial no caso do famigerado apartamento de Guarujá (SP)”, diz a abertura do texto. O jornal afirma ainda que “as gravações mostraram uma proximidade inaceitável entre magistrado e acusadores, o que é razão suficiente para a suspeição”. Para a Folha, “é particularmente chocante o diálogo entre dois procuradores debatendo o que devem fazer diante da informação de que uma delegada da Polícia Federal havia lavrado termo de depoimento de testemunha que não fora ouvida”. “Cumpre lembrar, porém, que as gravações resultam de uma invasão ilegal a celulares. Não podem ser empregadas como prova para incriminar ninguém; podem, contudo, ser usadas pelas defesas de réus para pleitear nulidades”, adverte o texto. Ao final, o texto diz que “se a Lava Jato nem sempre se comportou como deveria, há ainda mais evidências de que os esquemas de corrupção por ela investigados eram terrivelmente reais. Bilhões de reais desviados foram recuperados, dezenas de envolvidos confessaram seus crimes e grande parte das condenações foi confirmada por instâncias superiores”.

Covid-19 – Enquanto o Brasil supera mais uma marca macabra, Bolsonaro incentiva não usar máscara

 O Brasil chega a marca de 250 mil mortes em 1 ano de pandemia, e o boçal, irresponsável e moleque presidente, ao invés de tomar medidas restritivas contra a covid e adquirir vacinas suficientes e urgente para toda a população, fica é incentivando seus apoiadores a não usarem máscara e ainda prega “tratamento precoce” com cloroquina, substância que não tem eficácia comprovada  Em abril de 2020, Bolsonaro previa que a Covid faria, no máximo, 800 vítimas; a 24 horas da crise sanitária completar 1 ano, país segue com contágio em ritmo acelerado e sem plano concreto de vacinação Hospitais lotados, cidades endurecendo medidas de restrição, médicos exaustos e famílias chorando as mortes de parentes e amigos. Essa poderia ser uma notícia do primeiro semestre de 2020, quando a pandemia do coronavírus se espalhou por todo o mundo, incluindo o Brasil. A situação, no entanto, é a mesma no país, em 2021, às vésperas da crise sanitária completar 1 ano. Nesta quarta-feira (24), o Brasil superou a triste marca dos 250 mil mortos em decorrência da Covid-19. Segundo levantamento feito pelo consórcio de veículos de imprensa, foram registradas 1.390 novas mortes nas últimas 24 horas, o que totaliza, desde o início da crise sanitária, 250.036 óbitos. A marca foi atingida na véspera do aniversário de 1 ano do primeiro caso de Covid-19 confirmado no Brasil, que ocorreu no dia 25 de fevereiro de 2020. No início do ano passado, Bolsonaro já dizia que a Covid-19 é uma “gripezinha” e, em abril, chegou a afirmar que a doença do coronavírus mataria menos pessoas que a gripe H1N1, que vitimou 796 brasileiros. Incentivando apoiadores a não usarem máscara e pregando “tratamento precoce” com cloroquina, substância que não tem eficácia comprovada contra a Covid, Bolsonaro fez do país um verdadeiro “laboratório a céu aberto onde se pode observar a dinâmica natural do coronavírus sem qualquer medida eficaz de contenção”, conforme descreveu o cientista Miguel Nicolelis. Atualmente, o país, conforme mostram os números, está em estágio de descontrole da pandemia, com contágios e mortes superando os piores momentos da crise sanitária. A principal esperança contra o vírus, as vacinas, ainda não engataram no Brasil, também por responsabilidade do governo federal. Além de tentar descreditar a Coronavac por conta de sua briga política com o governador de São Paulo, João Doria (PSDB), Bolsonaro foi inábil ao não fechar acordos, conforme inúmeros países do mundo fizeram, para a aquisição de imunizantes. Até o momento, somente 2,7% da população brasileira recebeu a primeira dose das vacinas e, em muitas cidades, já há falta de doses. “Todo o mundo vai testemunhar a devastação épica que o SARS-CoV-2 pode causar quando nada é feito de verdade para contê-lo”, alerta Nicolelis.

Morre de Covid-19 enfermeira bolsonarista de 35 anos que se recusou a tomar vacina

 Fanática por Bolsonaro ela teve oportunidade de ser vacinada por trabalhar na linha de frente, mas se recusou a receber a dose da Coronavac que tinha direito por achar que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada A enfermeira Priscila Veríssimo, de 35 anos, que se recusou a tomar a dose de Coronavac que tinha direito, morreu nesta quarta, após complicação da covid-19. Priscila era moradora do bairro Brasília em Arapiraca, cidade do Agreste de Alagoas e trabalhava como funcionaria do Hospital Chama. Ela já havia sido infectada uma vez e, fanática pelo presidente Jair Bolsonaro, se recusou a tomar a vacina. Ela achava que não pegaria novamente a doença e, além disso, considerava que a vacina chinesa não tinha sido testada e que não era cientificamente comprovada. Ela foi demitida por se recusar a tomar a vacina e, na semana passada, pegou a Covid-19. A doença evoluiu rapidamente e ela acabou não resistindo. Veríssimo deixa um filho de 2 anos. O sepultamento de Priscila aconteceu na manhã desta quinta-feira (25) no Cemitério São Francisco, onde funcionários do Chama prestaram uma homenagem à colega de trabalho. Com informações do É Assim

O rei está nu – A verdade nua e crua sobre o genocida presidente Jair Bolsonaro

Repórteres Sem Fronteiras coloca imagem de Bolsonaro nu em ação contra fake news ONG acusa o presidente de contribuir para o aumento de mentiras em circulação e defende o direito à informação confiável no Brasil durante a pandemia A organização não governamental Repórteres Sem Fronteiras lançou nesta segunda-feira (22) a campanha de comunicação “A verdade nua”, feita em parceria com a agência BETC Paris, cujo objetivo é alertar sobre “alegações fantasiosas ou manipuladoras” do presidente Jair Bolsonaro durante a pandemia. Como forma simbólica de confrontar o presidente com a realidade “nua e crua” dos fatos, a campanha mostra uma montagem de Bolsonaro sem roupa e coberto apenas por uma placa que informa o número de casos e mortes de Covid-19 no país. De acordo com comunicado da ONG, a campanha reforça a importância de conhecer os fatos para compreender a pandemia e poder agir sobre ela, exaltando especialmente o trabalho dos jornalistas durante a crise. “Essa campanha propositalmente chocante visa despertar as consciências a reagirem aos ataques permanentes do sistema Bolsonaro contra a imprensa, afirmou Christophe Deloire, Secretário-Geral da RSF. “Os ataques não são apenas moralmente intoleráveis, mas também perigosos para a população brasileira que se vê privada de informações vitais sobre a pandemia. O trabalho dos jornalistas é fundamental para relatar os fatos e informar as pessoas sobre a realidade da crise sanitária. Mais do que nunca, o direito à informação, intimamente ligado ao direito à saúde, deve ser defendido no Brasil”, completou. Em janeiro, a organização divulgou um relatório que mostra que, em 2020, o presidente Jair Bolsonaro e o seu círculo familiar e político realizaram 580 ofensas a profissionais da comunicação. O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP) aparece na liderança com 208 ataques aos trabalhadores da imprensa; em seguida, vem o presidente Bolsonaro com 103 ataques; e em terceiro lugar aparece Carlos Bolsonaro (Republicanos-RJ), com 89 ataques. Com Revista Fórum