Dilema no STF: quem ainda quer salvar Moro? Por Fernando Brito

O site jurídico Conjur noticia o jogo de empurra que se criou no Supremo Tribunal Federal com o pedido, feito pela mulher do ex-juiz Sergio Moro, para que seja anulada p acesso do ex-presidente Lula aos diálogos entre seu marido e o procurador Deltan Dallagnol e deste com os demais procuradores da Lava Jato, sob o argumento de que seria Luiz Edson A-ha Uh Fachin o responsável por decidir sobre o pedido da defesa do ex-presidente, e não Ricardo Lewandowski. que o fez. É o esperneio jurídico dos que não têm razões morais para evitar que seu comportamento venha a ser examinado, pela Justiça e pela sociedade, ainda mais vindo de quem dizia que expor o conteúdo de “grampos” judiciais, inclusive fora daquilo que havia sido autorizado formalmente, era um dever de transparência para com a sociedade, como fez Moro ao divulgar escutas de Dilma Rousseff não autorizadas pelo Supremo. Sergio Moro pode agarrar-se a qualquer filigrana jurídica, mas isso não apaga o fato de que sua legitimidade como juiz nos processos de Lula está inabalavelmente atingida. Não há ministro no Supremo a quem venha ser designado pronunciar-se sobre o ato de Lewandowski que não o reconheça legítimo, exceto – e talvez – Luiz Roberto Barroso, que se ombreia com Fachin em parcialidade lavajateira uma vez que o processo não pode ser submetido a Luiz We Trust Fux que, presidente da corte, não concorre nas distribuições judiciais de reclamações. Moro está derrotado politicamente e como a política foi a peça-chave na sua supremacia jurídica, está derrotado, agora, na Justiça. A sua suspeição será votada na 2ª Turma do Tribunal nas próximas semanas, não há mais como evitá-lo. Dos dois votos contrários a ela, é possível que um – o da Ministra Cármen Lúcia, se retrate e a reconheça, deixando possível um placar de 4 a um contrário ao ex-juiz. Segredo era para quatro paredes, esqueceram-se os lavajateiros. Como se esqueceram de como segiem os versos de Herivelto Martins: Primeiro é preciso julgar / Pra depois condenar Fernando Brito é editor do site Tijolaço
Moro alega que conversas com Dallagnol eram para “proteger” Lula, diz Reinaldo Azevedo

O “conja” Rosangela e Sergio Moro (Reprodução ) Jornalista ironizou o fato do ex-juiz escalar a esposa, Rosângela Moro, para mover ação no STF na tentativa de barrar que diálogos da Vaza Jato fossem entregues à defesa de Lula e atualizou a definição de “conja” O jornalista Reinaldo Azevedo afirma em seu perfil no Twitter nesta sexta-feira (5) que Sérgio Moro, representado em ação assinada pela esposa, Rosângela Moro, alega que trocou mensagens com procuradores da Lava Jato com o intuito de “proteger” o ex-presidente Lula. “O ex-juiz alega, no caso de q nem é parte, que ficou tricotando com Dallagnol para acertar previamente os termos da denúncia contra Lula para “proteger” o ex-presidente. Dá vergonha até de escrever”, tuitou o jornalista. A explicação de Sergio Moro na tentativa de tirar Lewandowski da Spoofing, substituindo-o por Fachin deveria preocupar a Alvarez & Marsal, a empresa de que agora é sócio.O ex-juiz alega, no caso de q nem é parte, que ficou tricotando com Dallagnol para acertar previamente — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) February 5, 2021 Azevedo ainda ironizou o fato de a ação ter sido movida por Rosângela Moro e definiu o termo “conja”: “advogada que tem o topete de entrar com uma petição no Supremo em caso de que seu conjo nem é parte”. os termos da denúncia contra Lula para “proteger” o ex-presidente. Dá vergonha até de escrever.Cuidado, Alvarez & Marsal! O doutor não só tem o seu próprio Código de Processo Penal como escreveu seu próprio dicionário. Imaginem o dia em que ele “proteger” os interesses da A&M — Reinaldo Azevedo (@reinaldoazevedo) February 5, 2021 Ação Advogada, Rosangela Moro apresentou nesta quarta-feira (3), ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), pedido para que seja revogada a liminar do ministro Ricardo Lewandowski que deu à defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva acesso à troca de mensagens entre o ex-juiz da Lava Jato e procuradores da força-tarefa de Curitiba. Rosangela Moro, que representa o marido, alega que a decisão de Lewandowski foi um drible da defesa de Lula em Fachin. De acordo com ela, cabe ao ministro, que é relator da Lava Jato no Supremo, decidir sobre o caso, e não o colega de Corte. Em entrevista à Fórum, o jurista e professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, destruiu um por um os argumentos de pedido de Rosangela. Serrano afirma que, ao contrário do que diz a cônjuge do ex-juiz, há sim prova de autenticidade das mensagens. “A Polícia Federal atesta que não houve adulteração no HD entregue, o que é, pelo menos uma parte da veracidade demonstrada”.
O que Bolsonaro diz e escreve pode matar – Por Ricardo Kertzman

O presidente é um influenciador poderoso; suas palavras podem levar muitos à morte Em um ano, a venda de cloroquina e hidroxicloroquina no Brasil aumentou mais de 100%, passando de pouco mais de 800 mil cápsulas, para mais de 2 milhões de unidades. Ainda mais impressionante é o desempenho das vendas de vermífugos: cerca de 8 milhões de comprimidos comercializados em 2019, contra mais de 50 milhões em 2020. Não há qualquer razão científica ou mercadológica para tal fenômeno. As drogas não servem para nada além do que já serviam, e não houve nenhum surto de malária, lupus, vermes etc. Absolutamente todos os países sérios e órgãos sanitários oficiais, além dos mais importantes hospitais do mundo, se pronunciaram sobre a ineficácia destas drogas contra o novo coronavírus. A própria farmacêutica (Merck), que produz a Ivermectina, anunciou: “Nenhuma evidência significativa para atividade ou eficácia clínicas em pacientes com COVID-19 foi encontrada”. E até o devoto da cloroquina dá sinais que mudará o discurso genocida: “Pode ser que lá na frente falem: a chance é zero, era um placebo. Tudo bem, paciência. Me desculpa, tchau”. Infelizmente, sem qualquer amparo em pesquisas ou na ciência, nem sequer empiricamente embasados, vários médicos no Brasil ainda prescrevem tais medicamentos contra o coronavírus. E não o fazem senão movidos por ideologia política, tal como milhões de brasileiros crédulos em teorias da conspiração, e ávidos por soluções milagrosas saídas da cabeça de um mito. Mito, aliás, assim definido em nossa língua: “relato fantástico de tradição oral, protagonizado por seres que encarnam forças da natureza e aspectos gerais da condição humana; lenda”. Aproximadamente 85% das pessoas que contraem o novo coronavírus escapam da morte sem quaisquer sintomas e sem necessidade de internação. Isso é fato, e não teoria. Cerca de 10% dos contaminados desenvolvem a forma grave da doença, e em algum tempo precisam ser hospitalizados, mas se recuperam após alguns dias. Isso é fato, e não teoria. Por outro lado, 5% dos doentes acabam necessitando de internação em uma UTI. Destes, mais ou menos 1/3, infelizmente, acabam falecendo. Isso também é fato, e não teoria. Hoje é sabido que a taxa de mortalidade por COVID-19 é de 0.8% a 1.2%, em média. Idade e condições de saúde aumentam ou diminuem, sobremaneira, tais números. Fato! Não, teoria. Tudo isso ocorreu – e ocorre – em todos os países. Tudo isso ocorreu – e ocorre – com mais de 105 milhões de contaminados e mais de 2.2 milhões de mortos. Repito: fato! Não teoria. Ocorreu – e ocorre – senhoras e senhoras, com o uso ou não de cloroquina, hidroxicloroquina, vermífugo, vitamina D, protetor solar, reza brava, garrafada, vodca ou ingestão de desinfetantes. “Ah, na minha família todos pegaram, se trataram com cloroquina e se recuperaram”. Ótimo! Seja bem-vindo ao clube dos quase nove recuperados, em dez, que não usaram nada. “Então, por que tantos médicos indicam o tratamento precoce”? Bem, ou por ideologia, como já disse, ou por sincera vontade de salvar vidas, mesmo sabendo que não funciona. Para se comprovar a eficácia de uma droga é preciso que se compare, de forma randômica e “cega”, grupos controlados. Todas as vezes em que isso foi feito, o resultado foi claro: Cloroquina, hidroxicloroquina e vermífugos, juntos ou separados, no início da doença ou após seu agravamento, NÃO foram eficazes no combate ao vírus e nem reduziram os óbitos. Pouco importam as experiências pessoais de cada um. Pouco importam os achismos dos especialistas nisso ou naquilo. Pouco importam as mentiras contadas por Bolsonaro ou Terra. Pesquisas sérias, testes controlados, resultados checados, laudos assinados por médicos e instituições respeitadas são o que vale. O resto é curandeirismo de terceiro mundo. Leia também: TRATAMENTO PRECOCE – Bolsonaro volta a defender cloroquina para COVID-19: ‘Deixa de ser otário’ Não seria um ignorante como Bolsonaro, não seriam médicos comuns brasileiros, não seriam bolsonaristas fanáticos que iriam descobrir o que o mundo inteiro procura, e não encontrou. Você quer tomar cloroquina? Beleza. Mas procure um médico para te acompanhar. Quer tomar vermífugo? Manda ver. Mas cuidado com os rins e o fígado. Quer tomar pinga? Tome. O importante, caro leitor, cara leitora, é não se esquecer dos cuidados que realmente salvam vidas: lavar as mãos, não se aglomerar, usar álcool em gel, não esquecer da máscara etc. O importante é não espalhar fake news, não recomendar crendices, ficar em casa o máximo que puder, e jamais, em tempo algum, acreditar em qualquer tipo de tratamento precoce. O importante é se vacinar, se e quando houver vacinas disponíveis no Brasil, e procurar um médico tão logo desconfie que está doente. Atenção: parente não é médico (se não for um). Acredite: o presidente da República, ou qualquer outro político, não estarão presentes ao seu enterro ou de quem você ama. Não te ajudarão a segurar o caixão enquanto você chora. Cuide de si e de sua família. Cuide dos seus amigos queridos e dos queridos de seus amigos queridos. Não espere que político algum faça o que você tem de fazer. Ou te diga o que fazer. Muitos podem ter morrido por causa do que diz Bolsonaro. Muitos se entupiram de remédios por acreditarem em Bolsonaro. Muitos se contaminaram, e contaminaram outros, por ouvirem Bolsonaro. Uma propaganda oficial antiga dizia: “não faça do seu carro uma arma; a vítima pode ser você. Trazendo para hoje: não faça da sua ideologia uma arma; a vítima pode ser você. Via Estado de Minas
TRATAMENTO PRECOCE – Bolsonaro volta a defender cloroquina para COVID-19: ‘Deixa de ser otário’

Bolsonaro voltou a sair em defesa da cloroquina, mesmo sem comprovação científica contra a COVID-19 (foto: Reprodução de internet) Ao lado do presidente da Anvisa, líder do Palácio do Planalto voltou a incentivar ‘tratamento precoce’, mesmo sem eficácia comprovada cientificamente Estado de Minas O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a defender o uso de medicamentos não comprovados cientificamente, como a cloroquina, para tratar a COVID-19. Em transmissão ao vivo nesta quinta-feira (4/2), Bolsonaro, ao lado do diretor da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), Antônio Barra Torres, disparou contra quem critica o uso das substâncias. Leia também: O que Bolsonaro diz e escreve pode matar – Por Ricardo Kertzman Um dos alvos das críticas de Bolsonaro foi seu ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta, que é contra o “tratamento precoce” contra a COVID-19. O presidente chamou Mandetta de “garoto propaganda da Globo”, e voltou a falar que mais de 200 pessoas em seu prédio utilizaram remédios sem eficácia e se curaram do novo coronavírus. “No meu prédio mais de 200 pessoas pegaram COVID. Não sei se a maioria ou minorias, mas lá falava-se do tratamento e ninguém foi para o hospital. Para quê correr esse risco? Deixa de ser otário. Estamos vivendo um momento de crise. São vidas que estão em jogo. Pode ser que lá na frente falem que a chance é zero, que é placebo. Tudo bem. Paciência, me desculpem, tchau. Mas pelo menos não matei ninguém”, disparou Bolsonaro. Pode ser que lá na frente falem que a chance é zero, que é placebo. Tudo bem. Paciência, me desculpem, tchau. Mas pelo menos não matei ninguém Jair Bolsonaro, presidente do Brasil O presidente da Anvisa, Antônio Barra Torres, destacou que o tratamento off-label (fora da bula) é de responsabilidade dos médicos e dos pacientes, mas ressaltou que o assunto não é competência da agência. Enquanto isso, Bolsonaro seguiu promovendo a cloroquina. “Se não faz mal, o médico falou para você que não está previsto esse mal que você tem naquela bula. Não provoca arritmia, por quê não tomar?”, concluiu.
Encurralado, Moro recorre ao STF contra liberação de mensagens da Lava Jato a Lula

Na defensiva depois da divulgação das novas conversas da Lava-Jato, o ex-juiz Sergio Moro recorreu ao ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal, contra a decisão de Ricardo Lewandowski que entregou a Lula as mensagens roubadas por hackers de autoridades da Lava Jato. O recurso foi assinado por Rosângela Moro, esposa do ex-magistrado. No documento, ele argumenta que houve violação do princípio do juiz natural, segundo o site O Antagonista. O documento, divulgado pela jornalista Mônica Bergamo na segunda-feira (01/02), inclui trocas de mensagens individuais e em grupos (chats) no aplicativo Telegram, o que representa aproximadamente 34 Gb (4,6% dos 740 Gb totais disponibilizados). Nas conversas, Moro se comporta como chefe, orientando os procuradores e até reclamando de recursos apresentados. O conteúdo dos diálogos foi incluído no processo pela defesa do ex-presidente Lula.
Novos tempos velhas ideias – Por Lucreciano Rocha

Vivemos numa sociedade de estranhos, como num filme de ficção. Às vezes nos sentimos caminhando lado a lado com pessoas que mais parecem alienígenas, seres muitos alheios à realidade, fazendo coisas estranhas, falando em línguas de difícil compreensão e defendendo ideias absurdas e que fogem ao nosso nível de compreensão. A geração adrenalina defende que é politicamente aceitável atear fogo em um índio que dormia num banco de praça, em Brasília, e até justifica: nós nem sabia (sic) que era índio… Discutir política com esse pessoal é esforço jogado fora. É uma patota que aprecia um rolezinho e o hábito de dirigir em alta velocidade em vias públicas, colocando vidas em risco. “É bom viver perigosamente”, têm a desfaçatez de dizer. Na política são negacionistas, contra a ciência, a vacina, as políticas sociais, defendem a volta às aulas, a abertura total do comercio, a corrupção, o estupro, a tortura, o armamento, etc. Mas afirmam serem cristãos e patriotas. Pasmem, senhores! Há pessoas aí defendendo o direito de bater na mãe. Olha o argumento: “certo que mãe é coisa boa, mas de vez em quando enche o saco e merece uns tabefes. Não nos condene por isso. Bater na mãe faz parte da natureza”. Essa gente sempre existiu, mas precisava de três fatores para se tornar grupo social: um palanque, uma plateia e um líder. As duas primeiras a internet deu com fartura. As redes sociais deram voz a esses imbecis. Através dela eles divulgam todo tipo de mentira e defendem as ideias fixistas, tal qual Donald Trump e Bolsonaro. A tropa do Trump está armada com fuzis e metralhadoras e a de Bolsonaro segue o mesmo caminho. Eles estão no nosso meio, querem ser ouvidos e respeitados. Pensam que são os normais e nós os loucos, intolerantes e conservadores. • Professor de filosofia
Defesa de Lula divulga trechos das mensagens entre Moro e Dallagnol que comprovam conluio e parcialidade

Diálogos mostram, entre outras coisas, que Moro orientou a acusação, o que é proibido por lei Advogados do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva divulgaram trechos de mensagens trocadas entre o ex-juiz Sergio Moro e procuradores da força-tarefa da Operação Lava Jato, entre eles Deltan Dallagnol. Os diálogos, que fazem parte da Operação Spoofing, comprovam que Moro orientou a acusação, o que é proibido por lei, e que a equipe de Dallagnol manteve conversas clandestinas com autoridades dos Estados Unidos e da Suíça – o que também é ilegal. A revista Veja publicou trechos das conversas na noite desta quinta-feira (28). Segundo a defesa, foram analisados apenas cerca de 10% dos 740 gigabytes de dados fornecidos de mensagens apreendidas com o hacker Walter Delgatti Neto. Em uma das mensagens, trocadas em 16 de fevereiro de 2016, Moro pergunta se os procuradores têm uma “denúncia sólida o suficiente”. Em outra, Moro orienta Deltan sobre sistemas da Odebrecht Então o juiz diz que seriam necessárias perícias da PF e laudos específicos: “do contrário, vai ser difícil usar”. Leia a reportagem completa na Veja
Rádio Maria do Juca coloca na geladeira Amado Batista, Naiara Azevedo, Sorocaba, dentre outros

Se a imprensa tiver vergonha na cara, manda Bolsonaro e seus bajuladores à puta que pariu A Rádio Maria do Juca, do site www.lontraonline.com, deletou e mandou para a puta que pariu, todos estes canalhas, que sobrevivem graças a imprensa, mas aplaudiram o boçal presidente mandar a imprensa à PQP. Em uma churrascaria em Brasília, na tarde desta quarta-feira (28), o Boçalnaro foi aplaudido com ênfase por um bando da canalhas “famosos”, após mandar a imprensa para “pqp”, porque ficou irritado com as denúncias de gastos exorbitantes e superfaturados em itens supérfluos, como bombons e leite condensado. Nomes como Neymar Pai, Naiara Azevedo, Sorocaba, Diego & Arnaldo, Amado Batista, Rick, Netinho e Marcão do Povo registraram presença no local e tietaram Bolsonaro com fotos, e aplaudiam e aclamaram os palavrões do extremista ainda presidente. Naiara Azevedo foi duramente criticada pelos fãs após tirar foto com Bolsonaro. “Comeu muito leite condensado?”, perguntou um internauta. Outro nome que ganhou destaque nas redes foi o do cantor Amado Batista. Internautas disseram que ele passará a ser chamado de “Odiado Batista”.
Boçalnaro se revolta após escândalo do leite condensado e manda imprensa à puta que pariu

O “moleque” presidente mandou ainda ‘enfiar no rabo da imprensa’, seu leite condensado Desculpe os termos, mas um presidente boca suja que não respeita ninguém, não merece respeito. Irritado com a divulgação dos gastos de R$ 15 milhões com leite condensado pelo governo em 2020, Jair Bolsonaro reagiu nesta quarta-feira (27) com xingamentos. “É para encher o rabo de vocês da imprensa essas latas de leite condensado”, afirmou – Jair Bolsonaro se manifestou nesta quarta-feira (27) com uma chuva de ataques e xingamentos a jornalistas, após a divulgação dos gastos de R$ 15,6 milhões do governo com leite condensado em 2020. Durante reunião com ministros e apoiadores do governo, Bolsonaro mencionou o assunto e demonstrou exasperação. “Vai pra puta que o pariu, rapaz. Imprensa de merda”, disse ele aos gritos. “É para encher o rabo de vocês da imprensa essas latas de leite condensado”, acrescentou Bolsonaro. Nesta quarta-feira, deputados da oposição protocolaram pedidos de abertura da CPI do Leite Condensado, para investigar os gastos do governo com alimentação em 2020, que chegaram a R$ 1,8 bilhão. Assista Escroto, covarde, bandido miliciano, acha que com ofensas vai intimidar a imprensa e a todos nós que investigamos e denunciamos as safadezas dele e da família. Bolsonaro: futuro de vocês é Bangu 8 !! pic.twitter.com/1ODgBFvqcl — Paulo Pimenta (@Pimenta13Br) January 27, 2021 Leite condensado ganha destaque nas despesas do Governo Federal Na cena política nacional, o leite condensado ganhou destaque recente como protagonista do peculiar café da manhã do presidente Jair Bolsonaro. Desde a campanha eleitoral de 2018, Bolsonaro difunde o gosto matinal pela combinação do pão francês com a mistura cremosa formada por leite e açúcar. Nesta terça-feira, 26, o produto se tornou um dos temas mais comentados do Twitter após o site Metrópoles mostrar que a administração federal – o que inclui de ministérios a autarquias – gastou mais de R$ 15 milhões em recursos públicos para comprar o doce em 2020. O valor é, por exemplo, cinco vezes superior a tudo que o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) recebeu para fazer o monitoramento por satélite de toda a Amazônia, Pantanal e demais regiões do País – R$ 3,2 milhões no mesmo período, segundo dados levantados pela consultoria Rubrica. Nos últimos dois anos, o Inpe – principal órgão federal responsável pelas pesquisas espaciais e monitoramento -, o Ibama e o Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio) tiveram seus orçamentos reduzidos, o que comprometeu a capacidade de o governo realizar ações estruturais de proteção, fiscalização e combate do desmatamento nas florestas nacionais – a Amazônia registrou volume recorde de queimadas no ano passado. Os gastos alimentícios do governo federal, que somaram mais de R$ 1,8 bilhão em 2020, entraram na mira da oposição. Parlamentares formalizaram uma representação no Tribunal de Contas da União (TCU) pedindo a abertura de investigação sobre as compras do Executivo. Segundo o site Metrópoles, o gasto global do Executivo federal com alimentos e bebidas registrou um aumento de 20% em relação a 2019. Neste total estão ainda despesas de cerca de R$ 2,2 milhões com chicletes e R$ 32,7 milhões com pizza e refrigerante, por exemplo. No ranking de memes na internet, porém, nenhum gasto superou a aquisição de leite condensado. O doce também era o mais buscado no serviço que contabiliza as pesquisas diárias feitas no Google. ‘Supérfluo’ Em documento protocolado no TCU, o senador Alessandro Vieira (Cidadania-SE) e os deputados federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Felipe Rigoni (PSB-ES) argumentam que o aumento das despesas fere o princípio da moralidade administrativa. “Em meio a uma grave crise econômica e sanitária, o aumento de gastos é absolutamente preocupante, tanto pelo acréscimo de despesas como pelo caráter supérfluo de muitos dos gêneros alimentícios mencionados”, diz um trecho da representação. Representantes do PSOL, o deputado David Miranda (RJ) e as deputadas Fernanda Melchionna (RS), Sâmia Bomfim (SP) e Vivi Reis (PA) protocolaram uma ação para que o procurador-geral da República, Augusto Aras, abra investigação sobre os gastos de R$ 1,8 bilhão. Nas redes, a deputada Joice Hasselmann (PSL-SP) escreveu: “O leite condensado do @jairbolsonaro. É a versão atual da elba do Collor. Impeachment NELE!”, em uma referência ao caso do veículo Elba, pivô do processo de impedimento do ex-presidente. Procurado nesta terça-feira pela reportagem e questionado sobre os gastos com alimentos, o governo federal não havia se manifestado até a publicação desta matéria. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
Líderes religiosos apresentam novo pedido de impeachment

Padres, pastores, freiras, teólogos, teólogas e líderes cristãos progressistas apresentam nesta terça-feira um pedido de impeachment contra Bolsonaro Líderes evangélicos e católicos apresentam à Câmara dos Deputados nesta terça-feira (26) um pedido de impeachment contra Jair Bolsonaro no Congresso. O pedido de impeachment é assinado por líderes cristãos de diversas denominações. Na lista estão padres católicos, anglicanos, luteranos, metodistas e também pastores. Embora sem o apoio formal das igrejas, o grupo tem o respaldo de organizações como o Conselho Nacional de Igrejas Cristãs do Brasil, a Comissão Brasileira Justiça e Paz da Conferência Nacional de Bispos do Brasil (CNBB) e a Aliança de Batistas do Brasil. O bispo primaz da Igreja Anglicana do Brasil, Naudal Alves Gomes, a presidente da Aliança de Batistas do Brasil, Nívia Souza Dias, e os teólogos Lusmarina Campos Garcia, Leonardo Boff e Frei Betto também estão entre os signatários da ação. Um dos argumentos centrais do pedido é negligência na condução da pandemia de covid-19, agravando a crise. A posição desses líderes vai na contramão de pastores evangélicos que defenderam a eleição de Bolsonaro, em 2018, e integram a base de apoio ao governo. Entre os defensores do chefe do Planalto estão Silas Malafaia, da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, José Wellington Bezerra da Costa, da Assembleia de Deus Belém, Edir Macedo, da Universal do Reino de Deus, e R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus. Durante a crise, Bolsonaro chegou a ser cobrado por esses aliados para reagir a decretos de prefeitos e governadores que determinaram o fechamento de igrejas, em função do isolamento social necessário para evitar a covid-19. “Uma parcela da igreja deu um apoio acrítico e incondicional ao Bolsonaro independentemente do discurso que ele defendia. Queremos mostrar que a fé cristã precisa ser resgatada e que a igreja não é um bloco monolítico”, disse ao jornal O Estado de S.Paulo o teólogo Tiago Santos, um dos autores do pedido de impeachment.