Não vai dar em nada, mas TSE decide reabrir cassação da chapa Bolsonaro e Mourão

O presidente Jair Bolsonaro e o vice Hamilton Mourão tiveram uma amarga derrota na noite desta terça-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A corte decidiu, por 4 votos a 3, reabrir o processo de cassação da chapa por ataque cibernético o grupo virtual “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, que passou a se chamar “Mulheres com Bolsonaro #17” durante a campanha de 2018. O julgamento de hoje reabriu a fase de coleta de provas de duas ações contra a chapa Bolsonaro-Mourão, propostas elas campanhas dos então candidatos à Presidência da República Marina Silva (Rede) e Guilherme Boulos (PSOL). De acordo com as ações no TSE, a campanha do então candidato do PSL ao Palácio do Planalto em 2018 hackeou no Facebook o grupo “Mulheres unidas contra Bolsonaro”, que reunia 2,7 milhões. Segundo o Estadão, o entendimento do TSE frustrou o governo, que esperava o arquivamento imediato dessas ações, consideradas menos perigosas para o mandato do presidente da República. O presidente do TSE, Luís Roberto Barroso, deu o voto de desempate que selou a sorte do julgamento. Ele considerou o ataque cibernético nas eleições passadas como um fato grave, que deve ser investigado, sim. “Isso é quase um sequestro, um assalto, você admitir que alguém possa invadir um site. É você invadir o site alheio e desvirtuar a manifestação legítima que na política deve haver para todos os lados. A ideia de que alguém possa não suportar o adversário a ponto de violar o seu espaço de liberdade de expressão para deformá-lo, usar para coisa completamente oposta”, disse o magistrado. “Eu penso que, independentemente de ter tido qualquer repercussão no resultado da eleição, o hackeamento é um fato grave, se evidentemente a campanha adversária estiver envolvida”, afirmou ainda Barroso. O ex-candidato do PSOL à Presidência, Guilherme Boulos, pelo Twitter, comemorou a decisão do TSE. “VITÓRIA! TSE acabou de acolher nosso pedido e decidiu reabrir investigação da cassação da chapa Bolsonaro/Mourão”, vibrou. Resumo da ópera: Bolsonaro vai dormir hoje um pouco menos presidente; e Mourão um pouco menos vice. *Com Esmael Morais
Cachorro adotado por família Bolsonaro já tinha dono e será devolvido

O cachorro que tinha sido resgato nos fundos do Palácio do Planalto no dia 18 de junho e adotado já no dia seguinte pela família Bolsonaro, voltará para a casa do antigo dono. O reencontro só foi possível após o grande sucesso do animal nas redes sociais, que já tem quase cinco mil seguidores no Instagram. A informação é do portal O Globo. O cachorro, que segundo a descrição no Instagram é da raça pastor-maremano, oriunda da região central da Itália, estava com uma coleira quando foi resgatado. Antes de chegar aos jardins do Palácio do Alvorada, passou um dia em um lar temporário e foram feitos anúncios nas redes sociais procurando os antigos donos, que na época não foram localizados. No início da tarde desta terça-feira (30) a #BolsonaroLadrãoDeCachorro era um dos assuntos mais comentados no Twitter. A internet não perdoa. O resumo do episódio #BolsonaroLadrãoDeCachorro pic.twitter.com/ikjmkEWeG7 — Rogério Tomaz Jr. (@rogeriotomazjr) June 30, 2020 Nem o cachorrinho escapa das presepadas de Bolsonaro. O cachorro adotado já tinha dono. #BolsonaroLadrãoDeCachorro — Ivan Valente (@IvanValente) June 30, 2020
Equipamentos no valor de R$ 1 milhão, em poder da Lava Jato, sumiram

Duas unidades de equipamento sofisticado chamado Guardião, que faz escutas telefônicas em grande quantidade, sumiram nas mãos dos procuradores da Lava Jato de Curitiba, coordenada por Deltan Dallagnol. Os aparelhos faziam parte de compras da Lava Jato para interceptação telefônica. Os procuradores paranaense adquiriram três Guardiões, mas dois deles sumiram, segundo reportagem do Conjur. O Guardião é um sistema de software e hardware fabricado exclusivamente pela empresa Dígitro, de Santa Catarina. O sistema é capaz de gravar simultaneamente centenas de ligações. Segundo a empresa, o sistema é adaptado para cada cliente, mas não pode ser vendido para empresas privadas. A própria Dígitro diz que só pode ser vendido para Polícia Federal, Secretarias de Segurança Pública, Ministério Público, entre outros órgãos e instituições públicas. O custo, em 2007, girava em torno de R$ 500 mil, além dos gastos com a manutenção. Em 2006, o Ministério Público do Mato Grosso, por exemplo, comprou um por R$ 413 mil. A informação sobre possível furto dos equipamentos que estavam com os procuradores da Lava Jato é um dos escândalos envolvendo a chamada ‘república de Curitiba’, da qual o ex-juiz Sérgio Moro também fazia parte, informalmente. Inclusive, esse tipo de equipamento foi usado no grampo ilegal contra a ex-presidente Dilma Rousseff (PT). As apurações da Procuradoria-Geral da República já mostrou que os procuradores de Curitiba abriram mais de mil inquéritos nos últimos cinco anos, que não foram encerrados, lembra a reportagem. Sim, mais de mil inquéritos! O pior é que, segundo a reportagem, grande parte do acervo de gravações foi apagado no ano passado. Há fortes indícios de distribuição de processos fraudada e outras ilegalidades, que podem vir à tona com a saída de Sérgio Moro do governo e se essas averiguações avançarem. As informações sobre o possível furto dos equipamentos saiu em reportagem (link) em que mostra uma briga entre a PGR e os procuradores do Paraná. Segundo publicou o jornalista Aguirre Talento no jornal O Globo, os procuradores de Curitiba, inacreditavelmente, fizeram uma representação contra a PGR na Corregedoria do Ministério Público Federal. Os procuradores se negam a entregar as informações para seus superiores e se insurgiram contra o compartilhamento de informações com a PGR. As informações podem comprovar ilegalidades cometidas em Curitiba. Via Carta Campinas
Nova data: Senado aprova adiamento das eleições municipais para novembro

– Texto aprovado prevê eleições em 15 e 29 de novembro; PEC segue para Câmara, onde precisa ser votada em dois turnos – A Casa aprovou, com apoio de 64 parlamentares e em segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 18/2020 – Waldemir Barreto/Agência Senado O calendário eleitoral do país deverá sofrer uma histórica mudança nas datas do primeiro e do segundo turno das eleições de 2020. Inicialmente previstos para os dias 4 e 25 de outubro, respectivamente, eles agora deverão ocorrer em 15 e 29 de novembro, segundo decisão tomada nesta terça-feira (23) pelo plenário do Senado. A Casa aprovou, com apoio de 64 parlamentares e em segundo turno, a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 18/2020, que oficializa a alteração. A medida será avaliada agora pela Câmara dos Deputados, onde também precisará passar por dois turnos de votação. Ao todo, sete senadores votaram contra a matéria e apenas um se absteve. O placar variou sensivelmente em relação ao primeiro turno, ocorrido também nesta terça (25). A medida precisava de 49 votos favoráveis para passar adiante, o equivalente a três quintos dos parlamentares, como prevê a Constituição para o caso de alterações na Carta Magna. A aprovação resulta de uma costura feita entre diferentes bancadas da Casa, que debateram a PEC e as datas propostas até se chegar a um denominador comum que permitisse a chancela do texto. Tecnicamente, a PEC inclui o artigo 115 no chamado “Ato das Disposições Constitucionais Transitórias (ADCT)” para postergar as eleições para prefeito, vice-prefeito e vereador. O texto aprovado é o parecer do relator, Weverton Rocha (PDT-MA), que defendeu a mudança e analisou concomitantemente as PECs 18, 22 e 23, todas sobre o tema. O texto contou com o aval do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defensor do adiamento das datas. “Proteger a vida das pessoas” Weverton ressaltou que a ideia se baseia nas orientações de juristas e epidemiologistas ouvidos pelo Senado, que realizou debates sobre o tema. As políticas de isolamento são apontadas pelas autoridades de saúde como a principal forma de prevenção da infecção por coronavírus, o que os senadores entenderam que põe em xeque a dinâmica das eleições. “Não só concordo [com o adiamento do pleito] como tenho convicção de que nós estamos numa curva ascendente da pandemia neste momento e é preciso proteger a vida das pessoas. Quanto mais tempo a gente se distanciar deste momento de alta transmissibilidade do vírus e do contágio, melhor vai ser, melhor vamos garantir o propósito de preservar a vida”, argumentou o líder do PT, Rogério Carvalho (SE). A defesa do adiamento do pleito contou com apoio das siglas PT, PSB, PSDB, DEM, PDT, PSL, Rede, Podemos e Cidadania, que orientaram as bancadas a chancelarem a PEC. Já os partidos PSD, MDB, Pros, PL, Progressistas, Republicanos e o líder do governo, Fernando Bezerra (MDB-PE), liberaram as bases para que os senadores votassem conforme a opinião de cada um. ::Brasil tem mais de 1,3 mil mortes pela covid-19 e quase 40 mil novos casos em 24h:: “Nós temos que obedecer as orientações científicas. Foram os infectologistas que recomendaram o adiamento das eleições”, disse o líder do Podemos, senador Álvaro Dias (PR), acrescentando que “a prorrogação é o que nos restou”. O líder do DEM, Rodrigo Pacheco (MG), orientou a bancada a votar pelo adiamento, mas ponderou que considera “a eleição este ano no Brasil como uma temeridade” por conta da “soma das incertezas” que ainda circundam o desenrolar da pandemia. “Pode não ser o ideal [o adiamento aprovado], mas é o que a gente conseguiu fazer neste momento. Não nos resta outra medida”, contrapôs a senadora Eliziane Gama (MA), que lidera a bancada do Cidadania. Temos que obedecer as orientações científicas. A mudança ocorre por conta das interrogações ainda existentes no país em decorrência do alto índice de contaminação do coronavírus, responsável por mais de 51 mil mortes de brasileiros e pelo índice de mais de 1 milhão de infectados. Regras O relatório aprovado prevê que o TSE tem autorização para fazer ajustes no cronograma das eleições conforme a situação epidemiológica de cada município, podendo dilatar o prazo para o pleito até o limite de 27 de dezembro. O Tribunal também poderá avaliar o voto facultativo para eleitores maiores de 60 anos, que estão entre os grupos de risco do coronavírus, e a extensão dos horários de votação para diminuir a concentração de eleitores nos espaços. No caso de estados ou regiões, o texto assinala que eventuais mudanças na data devem ser avaliadas de acordo com as condições sanitárias e definidas pelo Congresso Nacional após o Legislativo ser oficialmente provocado pelo TSE. O caso deverá contar ainda com relatório produzido pela comissão mista que acompanha o andamento da crise gerada pela covid-19. O parecer também autoriza mudanças em prazos para registros de candidaturas, propaganda eleitoral, prestação de contas e outros. Trâmite A PEC 18 deve ser votada pela Câmara dos Deputados na próxima quinta-feira (25). De acordo com o presidente do Congresso Nacional, Davi Alcolumbre (DEM-AP), caso os dois turnos de votação na Casa sejam encerrados, a medida deverá ser promulgada já na sexta-feira (26). Por ser uma mudança na Constituição, ela não precisa de sanção presidencial, dependendo apenas de publicação por parte do Poder Legislativo.
Jô Soares enfatiza “SS” em carta aberta a Bolsonaro: “VoSSa Redundância é o 1º presidente patafísico do mundo”

– Em nova carta aberta a Bolsonaro, Jô se refere ao presidente como “VoSSa redundância”, enfatizando o SS, uma referência à organização paramilitar que deu suporte ao partido nazista e se transformou no exército de Adolf Hitler – Em nova carta aberta a Jair Bolsonaro, Jô Soares se referiu ao presidente como “VoSSa Redundância”, enfatizando o SS, uma referência à Schutzstaffel (Tropa de Proteção, em tradução livre), uma organização paramilitar que deu suporte ao partido nazista e se transformou no exército de Adolf Hitler com o lema “minha honra chama-se lealdade”. “A propósito: gostaria de saber se VoSSa Redundância já leu o livro sobre Churchill que estava sobre a sua mesa na hora da posse ou resolveu se aprofundar na biografia de outros políticos mais interessantes da mesma época?”, ironiza o humorista e ex-apresentador da TV Globo. Na carta, Jô ainda compara a “ala ideológica” do governo, que tem como guru o astrólogo Olavo de Carvalho, à Patafísica, a ciência das soluções imaginárias, criada pelo dramaturgo francês Alfred Jarry, que trata de modo cômico a desconstrução do real e sua reconstrução no absurdo. “Ouso dizer, sob pena de revelar um segredo de Estado, que a sua ideologia é a patafísica. Sim! Saudações! Ufano-me em dizer que VoSSa Redundância é o primeiro presidente patafísico do mundo”, escreve Jô. Em novembro de 2019, Jô Soares já havia escrito uma carta comparando o condomínio Vivendas da Barra, onde moram Bolsonaro, o filho Carlos, e o suspeito de assassinato de Marielle Franco, Ronnie Lessa, de “valhacouto de papalvos”, uma espécie de “refúgio de patetas”. “Sua definição é perfeita: vossa excelência é o leão. É o rei dos animais”, escreveu à época. Leia a carta na íntegra
Manifestação Fora Bolsonaro ofuscou e acuou a meia dúzia de gado pingado fascista

Bolsonaro passa vergonha com fiasco de manifestação em seu apoio: ‘melhor não tivesse feito’ Cerca 1,5 mil pessoas manifestam neste domingo (21) em Brasília contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). O ato pelo ‘Fora Bolsonaro’ ocorreu nas proximidades da Esplanada dos Ministérios. Além desse movimento contrário aos fascistas, isto é, do Fora Bolsonaro, também houve uma iniciativa de um protesto no DF favorável ao presidente Bolsonaro. Porém, a tal megamanifestação não passou de meia dúzia de gado-pingado. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) passou vergonha com a manifestação desmilinguida em seu apoio, neste domingo (21), em Brasília. Convocada por organizações bolsonaristas, como o obscuro “Movimento Deus, Pátria, Família”, era para ser uma “megamanifestação” contra a Globo, Folha, STF e Congresso. ‘Melhor não tivesse feito’, teria reagido o Palácio do Planalto. Dentre os participantes da manifestação no entorno da Esplanada dos Ministérios estava o blogueiro Allan dos Santos, do blog Terça Livre, um dos investigados no inquérito das fake news do Supremo Tribunal Federal. Os robôs de extrema direita levantaram hoje a hashtag #MegaManifestacaoDia21, no entanto, o entusiasmo das máquinas no Twitter não refletiram em gente na rua para defender o presidente Jair Bolsonaro. Gado pingado – Pouco mais de 300 pessoas atenderam ao pedido dos robôs para irem às ruas em socorro a Bolsonaro. Charge de Aroeira, alvo de censura do governo, foi hasteada em Brasília Em defesa da liberdade de expressão, a charge de Renato Aroeira, que o governo Bolsonaro tentou censurar, foi hasteada neste domingo (21), na rodoviária de Brasília, ponto central da cidade.
Mário Frias é o peladão do presidente, segundo o jornal Folha de São Paulo

Deu o maior bafão a foto Mário Frias, seminu, no caderno “ilustrada” da Folha de S. Paulo desde sábado (29). A exposição das vergonhas do novo secretário Especial de Cultura, nomeado ontem (19), gerou protestos de apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e até mesmo de setores mais moderados. “Vocês não acham moralista a Folha postar o Mário Frias pelado é uma sugestão homoerótica no título? Enfim. Não acho que a classe artística precisa de mais moralismo para ser defendida. A gente tem que criticar as coisas pelo que elas são”, escreveu Re Corrêa, cujo texto foi retuitado pelo ator José de Abreu. O ex-global não deixou barato: “Fascista tem que ser tratado como fascista, o resto é passar pano. Sifudê!!” Para a Folha, Frias é o peladão do presidente. A jornalista Vera Magalhães, bolsonarista arrependida, criticou o jornalão paulistano. “A Folha que me desculpe, mas há milhares de formas e razões para criticar a indicação de Mário Frias para a Cultura, mas essa não é uma delas”, registrou. “Faz insinuação homofóbica, sexualiza o que não deve. E se fosse uma atriz nua? Sairia esse título? Não é assim que se ilumina o debate”, puxou a orelha. Vera trabalha no concorrente Estadão. A Folha descreveu no edição de hoje a aproximação de Bolsonaro com Frias, mesmo o presidente estando “noivo” da atriz Regina Duarte. Ou seja, o jornal diz que Bolsonaro pulou a cerca pelo ex-galã de Malhação. José de Abreu aproveitou a “viagem” pelo Twitter, hoje, para dar mais uma sabugada no presidente da Republica. “Aqui na Nova Zelândia o Bolsonaro já renunciou e foi encontrar o Weintraub em Miami”, disparou o ator. Veja os tuítes: Fascista tem que ser tratado como fascista, o resto é passar pano. Sifudê!!! https://t.co/lxdss9hMcQ — Jose de Abreu (@zehdeabreu) June 20, 2020 Aqui na Nova Zelândia o Bolsonaro já renunciou e foi encontrar o Weintraub em Miami. Assumiram!!! https://t.co/v2RCLmLc5K — Jose de Abreu (@zehdeabreu) June 20, 2020 A @folha que me desculpe, mas há milhares de formas e razões para criticar a indicação de Mário Frias para a Cultura, mas essa não é uma delas. Faz insinuação homofóbica, sexualiza o que não deve. E se fosse uma atriz nua? Sairia esse título? Não é assim que se ilumina o debate pic.twitter.com/jGpe2qFtoX — Vera Magalhães (@veramagalhaes) June 20, 2020
Bolsonaro ignora seu gado no cercadinho do Alvorada pelo segundo dia seguido

– Desde a prisão de Queiroz o presidente não fala com apoiadores na porta da residência oficial – Nesta sexta-feira (19), o presidente Jair Bolsonaro voltou a passar direto pelos apoiadores que ficam na porta do Palácio do Alvorada esperando um afago do ex-capitão. Desde quinta-feira, data da prisão de Fabrício Queiroz, ex-assessor dele e do senador Flávio Bolsonaro, o ex-capitão não fala com seguidores. Segundo informações do jornalista Hanrrikson de Andrade, do UOL, Bolsonaro deixou de falar, novamente, com apoiadores que ficam no cercadinho do Alvorada. O canal bolsonarista Cafezinho com Pimenta mais uma vez registrou, ao vivo, o momento em que o carro do presidente passa pelos apoiadores sem parar. “Pessoal, o presidente mais uma vez não parou. Segunda vez desde que começou a fazer as paradas aqui na saída do Alvorada, mas é compreensível. Um momento politicamente delicado em que ele está evitando qualquer tipo de exposição na mídia”, disse o responsável pelo canal na transmissão. A atitude de Bolsonaro de não querer falar com apoiadores acontece em meio às tensões provocadas no governo em razão da prisão de Fabrício Queiroz. O policial aposentado foi preso nesta quinta-feira (18) pela Polícia Civil em uma chácara em Atibaia, no interior de São Paulo. O imóvel pertence a Frederick Wassef, que é advogado do senador Flávio Bolsonaro e também do presidente, no caso Adélio Bispo. Policiais e promotores relataram que Queiroz era mantido em esquema de proteção no imóvel, pois já se imaginava que ele poderia ser preso. Assista: Com Revista Fórum
Queiroz foi preso na casa do advogado de Flávio Bolsonaro

– A Polícia de São Paulo prendeu Fabrício Queiroz nesta manhã de quinta-feira (18), na cidade de Atibaia (SP), em imóvel pertencente ao advogado de Flavio Bolsonaro, Frederick Wassef. – Queiroz, um faz tudo da família Bolsonaro, operava o esquema das “Rachadinhas” no gabinete do então deputado estadual Flávio Bolsonaro, que consistia em surrupiar dinheiro de funcionários fantasmas e esquentar o dinheiro roubado em franquias de lojas de chocolate da Kopenhagem e em imóveis no Rio de Janeiro. O ex-militar é amigo de longa data do presidente Jair Bolsonaro. Se abrir a boca, o estrago vai ser grande para o clã familiar. Mulher de Queiroz também foi presa nesta manhã pela PF no Rio Marcia Oliveira de Aguiar, casada com Fabrício Queiroz, também foi presa na manhã de hoje (18) pela Polícia Federal. A ação foi autorizada pelo Tribunal de Justiça de Rio de Janeiro (TJ-RJ). Assim com Queiroz, Marcia também trabalhou no gabinete de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj). A informação é do jornal O Globo. Na mesma operação que prendeu, em Atibaia (SP), o ex-assessor Fabrício Queiroz, a Polícia Civil e o Ministério Público do Rio de Janeiro cumprem mandados de buscas e apreensões em um imóvel que pertence ao presidente Jair Bolsonaro em Bento Ribeiro, na Zona Norte do Rio. Segundo a reportagem, o imóvel em Bento Ribeiro foi usado como um dos comitês de campanha eleitoral de Bolsonaro, que declarou ser o proprietário na relação de bens enviada ao Tribunal Superior Eleitoral. Mas, atualmente, quem mora na casa é Alessandra Esteves Marins, que é ligada ao gabinete do filho do presidente e senador Flávio Bolsonaro (PSL-RJ). Durante as buscas, que duraram cerca de uma hora, era possível ouvir barulhos de marretadas nas paredes, sugerindo que os agentes quebraram a alvenaria enquanto realizavam os mandados. Eles deixaram o local carregando duas sacolas, mas sem dar detalhes do que foi apreendido. Guia para entender o caso Queiroz e Flávio Bolsonaro – O ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro Fabrício Queiroz foi preso na manhã desta quinta-feira (18) em Atibaia (SP), no interior de São Paulo. Ele estava no imóvel de Frederick Wassef, advogado de Flávio Bolsonaro. Algumas informações do Estado de S. Paulo apresentam uma cronologia dos fatos para entender o caso Queiroz. Cronologia: No início de dezembro de 2018, a imprensa revelou um relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) que apontava movimentações atípicas nas contas bancárias de Queiroz, no valor acumulado de R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. O relatório também apontava um pagamento de Queiroz à esposa de Bolsonaro, no valor de R$ 24 mil. “Se algo estiver errado, que seja comigo, com meu filho, com o Queiroz, que paguemos a conta desse erro, que nós não podemos comungar com o erro de ninguém”, declarou Bolsonaro na internet. O Ministério Público do Rio decidiu abrir 22 procedimentos de investigação criminal com base nos relatórios do Coaf. A imprensa também conseguiu apontar outras relações suspeitas, agora envolvendo Nathalia Melo de Queiroz, filha de Fabrício Queiroz, que no ano de 2028 estava lotada no gabinete de Jair Bolsonaro na câmara dos deputados. Queiroz faltou aos primeiros dois depoimentos, nos dias 19 e 21 de dezembro. Cerca de uma semana depois, Flávio Bolsonaro também faltou aos depoimentos, alegando que não teve acesso aos autos do procedimento aberto pelo MP. No dia 30 de dezembro de 2018, Queiroz foi internado por conta de um tumor e justificou ao MP que não poderia comparecer aos próximos depoimentos. Três dias depois, o ex-PM aposentado apareceu dançando em vídeo. Ele não revelou os custos que teve no hospital. No dia 17 de janeiro de 2019, o ministro Luiz Fux do STF determinou a suspensão do procedimento investigatório criminal a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro. Marco Aurélio de Mello, também membro da Suprema Corte, enviou as investigações à primeira instância. Além das movimentações de Queiroz, que totalizaram R$ 1,2 milhão entre 2016 e 2017, o jornal O Globo revelou R$ 7 milhões em movimentações nas contas do ex-PM entre os anos de 2014 e 2017. Em junho, o presidente do STF, ministro Dias Toffoli suspendeu todos os processos judiciais no Brasil onde houve compartilhamento de dados da Receita Federal, do Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e do Banco Central com o Ministério Público, a pedido da defesa de Flávio Bolsonaro. No final de agosto, o governo publicou uma Medida Provisória (MP) enviando o Coaf para o Banco Central (BC) e alterando o nome do órgão para UIF (Unidade de Inteligência Financeira). No dia 30 de setembro, o ministro Gilmar Mendes do STF decidiu suspender processos envolvendo a quebra do sigilo de Flávio no caso Queiroz. A decisão de Gilmar beneficia apenas o Senador do PSL, que reclamou. Na manhã desta quinta-feira (18), Fabrício Queiroz foi preso em Atibaia, no interior do estado de São Paulo.
Sara Winter é presa pela Polícia Federal após ameaçar ministro do STF

– ‘Agora só falta prender o Jair’, reagem as redes sociais – As redes sociais iniciaram a semana fervendo com a prisão da bolsonaristas Sara Winter, que ameaçou invadir o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF). ‘Falta prender o Jair, STF’, recomendou um navegante ao comentar a prisão de Winter. “Prenderam o agressor de enfermeiras, prenderam a Sara Fascista, falta prender o Jair, STF”, escreveu o internauta Orlando Guerreiro. “E novas eleições, TSE.” A militante bolsonarista Sara Winter foi presa na manhã desta segunda-feira (15), pela Polícia Federal, após pedido da PGR, com a autorização do Supremo Tribunal Federal. A bolsonarista comandava o chamado “Acampamento dos 300” em Brasília. Sara ameaçou o ministro Alexandre de Moraes, a militante neonazista afirmou: “a gente vai descobrir os locais que você frequenta e suas empregadas”. No mês passado, ela foi alvo de mandados de busca e apreensão no inquérito que apura a disseminação de notícias falsas. Sara Winter já fez diversas ameaças aos ministros do STF e participa também da rede criminosa de fake news do gabinete do ódio -, comandado por Carlos Bolsonaro. O inquérito sobre as fake news é conduzido pelo ministro Alexandre de Moraes.