Globo exibe compilado de erros de Bolsonaro diante de recomendações sobre o coronavírus

 – Com apertos de mão e abraços, a cúpula do governo foi flagrada desrespeitando o distanciamento social durante a cerimônia de posse de Nelson Teich, novo ministro da Saúde – O Jornal Nacional desta sexta-feira (17) deu destaque à postura do governo Bolsonaro de não levar em conta as recomendações de distanciamento social do Ministério da Saúde e da Organização Mundial da Saúde (OMS) durante cerimônia de posse do novo ministro, Nelson Teich. “Nesta sexta-feira as maiores autoridades do poder executivo deram várias demonstrações de desrespeito às medidas de distanciamento social”, disse o âncora do telejornal, William Bonner. Em reportagem de pouco mais de 3 minutos, o JN mostrou que Bolsonaro provocou aglomerações, levou a mão ao nariz e à boca diversas vezes, distribuiu abraços e apertos de mão. Conversas ao pé do ouvido também foram flagradas. Além do presidente, o ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta, o novo ministro Nelson Teich, o ministro da Casa Civil, Walter Braga Netto, o procurador-Geral da República, Augusto Aras, e o vice-presidente, Hamilton Mourão, também foram filmados com “deslizes” nas medidas de prevenção à doença. O evento também teve aglomerações na sessão de fotos. Despedida O telejornal ainda exibiu cenas da despedida de Mandetta, na quinta-feira, onde o ministro cantou e abraçou funcionários da pasta, descumprindo orientações de saúde. Sem isolamento Ao comentar sobre a cerimônia, o Jornal Nacional destacou que Teich não comentou sobre medidas de isolamento social. “Nelson Teich não deixou claro como vai tratar o isolamento social, medida recomendada por autoridades de saúde do mundo inteiro e que vem sendo duramente criticada por Bolsonaro. No discurso, o novo ministro não usou os termos isolamento, distanciamento, flexibilização nem reabertura de comércio”, disse a repórter Delis Ortiz

Brasil se aproxima das 2 mil mortes por coronavírus

  – Número total de casos confirmados da Covid-19 no país ultrapassa os 30 mil – Pouco antes de Luiz Henrique Mandetta confirmar sua demissão do Ministério da Saúde, nesta quinta-feira (16), a pasta divulgou o novo balanço sobre coronavírus no Brasil. De acordo com os dados do ministério, de quarta para quinta-feira foram registradas 188 novas mortes casadas pela Covid-19, totalizando 1924. Em sete dias, o aumento do número de óbitos foi de 82,4%. O número de casos confirmados também segue aumentando de maneira vertiginosa e já ultrapassa os 30 mil: eram 28.320 na quarta-feira e já são 30.425 nesta quinta. Os números, apesar de altos, devem ser ainda maiores, já que o Brasil não realiza testes em massa e muitos casos confirmados e óbitos não entram na conta por não terem sido identificados. A taxa de letalidade segue aumentando e, no momento, é de 6,3%.

Bolsonaro demite Mandetta para colocar um serviçal aliado da república das bananas

O ex-ministro da Saúde Henrique Mandetta fez uma publicação em suas redes sociais na tarde desta quinta-feira (16) confirmando que o presidente Jair Bolsonaro o demitiu. O médico oncologista Nelson Teich deve ser confirmado em instantes. “Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e planejar o enfrentamento da pandemia do coronavírus, o grande desafio que o nosso sistema de saúde está por enfrentar”, escreveu Mandetta no Twitter. Segundo a rede CNN Brasil, Teich já está confirmado como novo ministro e deve ser anunciado em breve. Neste momento, ele está no Palácio do Planalto conversando com o presidente. Teich desembarcou na manhã desta quinta-feira (16) pronto para aceitar o novo convite de Jair Bolsonaro para assumir o Ministério da Saúde. Mandetta, que protagonizou fortes conflitos com o presidente Jair Bolsonaro em razão da forma de lidar com o surto do novo coronavírus, convocou uma coletiva de imprensa às 16h15. O ministro foi contra o uso generalizado da cloroquina no tratamento de pacientes com Covid-19 e defendeu o isolamento social. Acabo de ouvir do presidente Jair Bolsonaro o aviso da minha demissão do Ministério da Saúde. Quero agradecer a oportunidade que me foi dada, de ser gerente do nosso SUS, de pôr de pé o projeto de melhoria da saúde dos brasileiros e — Henrique Mandetta (@mandetta) April 16, 2020 Demissão de Mandetta causa panelaços em várias cidades do Brasil Ex-ministro da Saúde estava em rota de colisão com Bolsonaro por defender o isolamento social para combater o coronavírus; assista aos protestos A demissão de Luiz Henrique Mandetta do Ministério da Saúde, confirmada pelo próprio via Twitter na tarde desta quinta-feira (16), provocou uma onde de panelaços em todo o Brasil. A população está indignada com uma troca de ministro da Saúde em plena pandemia do coronavírus. Mandetta estava em rota de colisão com Jair Bolsonaro por defender o isolamento social como forma de combater a disseminação do vírus, enquanto o presidente segue minimizando a pandemia e defendendo a reabertura do comércio. No bairro paulistano de Higienópolis, forte panelaço agora após a confirmação da demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta, da Saúde. pic.twitter.com/pGir1MpxBl — Graciliano Rocha (@gracilianors) April 16, 2020 Panelaço espontâneo no meio da tarde em Salvador pedindo #ForaBolsonaro após a demissão do Mandetta. #BolsonaroVirus pic.twitter.com/nB2tCkJmoZ — Pedro Rebouças (@PeuReboucas) April 16, 2020 https://twitter.com/orenancerqueira/status/1250869655109074947 https://twitter.com/CaniatoBruno/status/1250869878254456839 Saiba quem é Nelson Teich, bolsonarista raiz e novo ministro da Saúde   – Com a demissão do ministro Luiz Henrique Mandetta, Jair Bolsonaro anunciou o médico oncologista e dono da rede Clinicas Oncológicas Integradas, com carreira na área da saúde privada, Nelson Teich, para assumir o Ministério da Saúde. Os dois tiveram reunião na manhã desta quinta-feira, 16. Teich já havia sido cotado anteriormente, antes de Mandetta ser aprovado, e fez parte da campanha eleitoral de Bolsonaro. Em artigo publicado em sua página no Linkedin, Teich fez críticas à tática de Mandetta, defendendo “um isolamento estratégico ou inteligente”. A questão do isolamento social foi a principal crise de Bolsonaro com o ex-ministro. Também defendeu “estratégias de rastreamento e monitorização, algo que poderia ser rapidamente feito com o auxilio das operadoras de telefonia celular”. Medida semelhante foi adotada por alguns governadores, como em Santa Catarina e São Paulo. Teich é formado pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ), tem mestrado em Economia da Saúde pela Universidade de York, na Inglaterra, e já foi sócio de Denizar Vianna, atual secretário de Ciência, Tecnologia e Insumos do Ministério da Saúde.

Defensor dos templos abertos durante a pandemia, líder da bancada evangélica está com coronavírus

 – O pastor deputado Silas Câmara faz parte da mesma igreja liderada pelo bolsonarista Silas Malafaia – O deputado e pastor Silas Câmara (Republicanos-AM), que é líder da Bancada Evangélica, anunciou nesta quinta-feira (16) que testou positivo para a Covid-19. De acordo com nota divulgada por sua equipe, o parlamentar está isolado em Brasília e “os efeitos na saúde do deputado são quase imperceptíveis”. Assim como outras lideranças evangélicas, Câmara desrespeitou as recomendações da Organização Mundial de Saúde (OMS) e de especialistas sobre evitar aglomerações e, desde o início da pandemia de coronavírus no Brasil, vem saindo em defesa da manutenção dos templos religiosos abertos. “Sabemos que a Igreja é lugar de refúgio para muitos que se acham amedrontados e desesperados. A fé ajuda a superar angústias e é fator de equilíbrio psicoemocional. Por isso, neste momento de tanta aflição, é fundamental que os templos, guardadas as devidas medidas de prevenção, estejam de portas abertas para receber os abatidos e acolher os desesperados”, diz nota da Bancada Evangélica, liderada pelo pastor, divulgada em março. Silas Câmara faz parte da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, vertente religiosa liderada pelo pastor bolsonarista Silas Malafaia. Malafaia, que teve um vídeo em que chamada o isolamento social de “quarentena de araque” removido pelo YouTube, sofreu uma derrota judicial recentemente. A Justiça do Rio proibiu que ele seguisse realizando cultos durante a pandemia. Indignado, o pastor concedeu entrevista classificando a decisão como “absurda”. Via Revista Fórum

STF impõe derrota a Bolsonaro e confirma poder de estados e municípios na pandemia

 – Ministros do Supremo deram recados ao presidente e cobraram cooperação no combate ao coronavírus – O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta quarta-feira (15), por unanimidade, que estados e municípios têm autonomia para determinar medidas de isolamento social durante a pandemia do coronavírus. A decisão também estabelece que estados e municípios podem definir quais são as atividades que serão suspensas e os serviços que não serão interrompidos. Em uma derrota para o presidente Jair Bolsonaro, todos os nove ministros que participaram do julgamento defenderam a atribuição de estados e municípios para decretar medidas de interesse local em matéria de saúde pública, esvaziando o poder do governo federal. Votaram nesse sentido os ministros Marco Aurélio Mello, relator do processo, Alexandre de Moraes, Edson Fachin, Rosa Weber, Luiz Fux, Cármen Lúcia, Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Dias Toffoli, presidente da Corte. Em sessão por videoconferência, o julgamento analisou uma ação contra uma Medida Provisória editada pelo governo Bolsonaro para concentrar no governo federal o poder de decisão sobre medidas como: isolamento, quarentena, restrição de locomoção por rodovias, portos e aeroportos e interdição de atividades e serviços essenciais. Na leitura de seus votos, os magistrados mandaram diversos recados ao presidente e cobraram cooperação entre os entes da federação no combate ao coronavírus. O ministro Gilmar Mendes chegou a afirmar que Bolsonaro pode até demitir o ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, mas “não dispõe do poder para eventualmente exercer uma política pública de caráter genocida”. “A verdade é que, se há excessos das regulamentações estaduais e municipais, isso ocorreu porque não há até agora uma regulamentação geral da União sobre a questão do isolamento, sobre o necessário tratamento técnico científico dessa pandemia gravíssima que vem aumentado o número de mortos a cada dia”, ressaltou o ministro Alexandre de Moraes. Na abertura da sessão, que ocorreu em videoconferencia o presidente do STF, ministro Dias Toffoli, defendeu o isolamento social e a ciência. Ele agradeceu os profissionais de saúde e destacou a importância das pesquisas científicas neste momento. “Os cientistas estão trabalhando com dedicação, originalidade e amor à razão e à ciência, para nos municiarem com os estudos necessários para que possamos compreender melhor este momento e as soluções possíveis para a pandemia”, disse Toffoli.

Assessor pede demissão após dizer em carta que “gestão do Mandetta acabou”

 – Secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira escreveu carta aos funcionários dizendo que Mandetta pode ser demitido por Bolsonaro nas “próximas ou dias” pelo Twitter – O secretário de vigilância em Saúde, Wanderson Kleber de Oliveira, um dos principais assessores de Luiz Henrique Mandetta, pediu demissão do cargo nesta quarta-feira (15). A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde. Wanderson Oliveira se demitiu após a divulgação de uma carta que ele enviou a funcionários dizendo que “a gestão do Mandetta acabaou”. “De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta”, diz o texto. Na carta, Oliveira afirma ainda que que o ministro espera ser demitido por Jair Bolsonaro “nas próximas horas ou dias” e que isso pode acontecer até mesmo pelo Twitter. “Ontem tive reunião com o Ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer”, diz Kleber na carta, divulgada pela jornalista Mônica Bergamo, em sua coluna nesta quarta-feira (15) na Folha de S.Paulo. Leia abaixo a carta de Wanderson Kleber na íntegra “Bom dia! Finalmente chegou o momento da despedida. Ontem tive reunião com o Ministro e sua saída está programada para as próximas horas ou dias. Infelizmente não temos como precisar o momento exato. Pode ser um anúncio respeitoso diretamente para ele ou pode ser um Twitter. Só Deus para entender o que o querem fazer. De qualquer forma, a gestão do Mandetta acabou e preciso me preparar para sair junto, pois esse é um cargo eletivo e só estou nele por decisão do Mandetta. No entanto, por conhecer tão profundamente a SVS, tenho certeza que parte do que fizemos na SVS vai continuar, pois é uma secretaria técnica e sempre nos pautamos pela transparência, ética e preceitos constitucionais. A maioria da equipe vai permanecer e darão continuidade ao trabalho de excelência que sempre fizeram e para isso não precisam mais de mim. Foi uma honra enorme trabalhar mais uma vez com você. Para que não tenhamos solução de continuidade, indiquei o meu amigo querido Gerson Pereira para ficar de Secretário interino. Ele é um Profissional excelente e vai dar seguimento a tudo que estamos fazendo. Vou entregar o cargo assim que a decisão sobre o Mandetta for resolvida. Todos estão livres para fazer o que desejarem. Tenho certeza que a SVS continuará grande e será maior, pois vocês é que fazem ela acontecer. Minhas contribuições foram pontuais e insignificantes, perto do que essa Secretaria é como uma só equipe. A SVS é minha escola e minha gratidão por ter trabalhado com você será eterna. Muito obrigado por me permitir estar Secretário Nacional de Vigilância em Saúde. Jamais imaginei que seria o primeiro enfermeiro a ocupar tão elevado e importante cargo e o primeiro de muitos que virão. Muito obrigado!​”

PF investiga Paulo Skaf por desvio de dinheiro em campanha ao governo de SP

 – Inquérito foi instaurado a partir de um relatório do Coaf, que identificou transações suspeitas realizadas pelo Sesi e Senai a um fornecedor do empresário – O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf (PMDB), é alvo de uma investigação sigilosa da Polícia Federal e Ministério Público sobre supostos desvios de dinheiro durante a campanha do empresário ao governo do estado de SP em 2014. Os documentos da operação foram obtidos pela revista Veja. O inquérito foi instaurado a partir de um relatório do Coaf, que identificou transações financeiras suspeitas realizadas pelo Sesi e Senai de São Paulo, ambos comandados por Skaf. Investigadores apontam que recursos das duas instituições foram desviados para fornecedores da campanha de Skaf. A investigação, por tanto, pode atrapalhar os planos do empresário em possíveis novas eleições. Skaf já concorreu ao governo de São Paulo em 2010, 2014 e 2018, mas nunca chegou no segundo turno. Ele então se aproximou de Jair Bolsonaro em tentativa de ganhar mais popularidade. A relação, no entanto, não é bem vista por membros do Aliança pelo Brasil. Aliados do presidente resistem à possibilidade de Skaf assumir o diretório da legenda na capital paulista.

Tribunal Superior Eleitoral já admite o adiamento das eleições municipais deste ano

  – O ministro Luis Roberto Barroso, que assume a presidência do TSE em maio, fala em adiamento por apenas algumas semanas, por enquanto – O ministro Luís Roberto Barroso, que será presidente do Tribunal Superior Eleitoral em maio, admitiu pela primeira vez a possibilidade de adiamento das eleições para prefeitos e vereadores. “A gente não deve fechar os olhos à realidade. Se chegarmos em junho sem um decréscimo substancial da pandemia, é possível ter que fazer esse adiamento, que não deve ser por um período mais prolongado do que o absolutamente necessário para fazerem eleições com segurança. Gostaria de trabalhar com a ideia de que não seja necessário adiar e que, se necessário, que estejamos falando de algumas semanas e nada mais do que isso”, afirmou, em entrevista à Folha de S. Paulo. Barroso também contestou os ataques de Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas. “O sistema de urnas eletrônicas funciona primorosamente bem, mas depende de testes de segurança ao longo do período. Temos como marco junho para fazermos os testes e correções. Já temos o número de urnas suficiente para fazermos as eleições. A despeito disso, periodicamente se substitui uma parte das urnas que vão ficando antigas. Se isso não for possível, apenas teremos que aumentar o número de eleitores por urna”, apontou.

Jornal Nacional e Mandetta criticam novo passeio de Bolsonaro, o catarrento

 – JN, da Globo, criticou o novo passeio de Bolsonaro: “se dedica a descumprir isolamento”, bem como, o ministro da saúde Henrique Mandetta, que também voltou a criticar postura de Bolsonaro: “Daqui a pouco vai estar lamentando” – Telejornal também destaca o documento da Human Rights Watch, que chamou o presidente de “irresponsável” que coloca os brasileiros em “grave perigo” Por Ricardo Ribeiro – Revista Fórum O Jornal Nacional, da TV Globo, voltou a criticar neste sábado (11) o presidente Jair Bolsonaro por atuar contra as medidas de isolamento, necessárias para conter a pandemia de coronavírus. “Pelo terceiro dia seguido, o presidente Jair Bolsonaro dedicou alguns minutos para descumprir as orientações do ministério da Saúde e da Organização Mundial de Saúde”, afirmou a jornalista Renata Vasconcelos para, então, mostrar a visita de Bolsonaro em um hospital de campanha em Goiás. Ela destacou que o presidente causou tumulto e aglomeração, passeando pelo local e cumprimentando eleitores. “O presidente recebeu até um beijo na mão”, disse Vasconcelos. Na sequencia, o telejornal global registrou a divulgação de um documento da Human Rights Watch. A organização disse que os brasileiros correm “grave perigo” com Bolsonaro e que o presidente “age de forma irresponsável disseminando informações equivocadas sobre a pandemia”. O JN também abordou o aumento constante do número de casos, seguido de declarações dos técnicos do Ministério da Saúde, alertando que ainda não é hora de relaxar o isolamento social. Mandetta volta a criticar postura de Bolsonaro: “Daqui a pouco vai estar lamentando” O presidente voltou a passear e formar aglomerações: “Posso recomendar, não posso viver a vida das pessoas”, disse o ministro Por Redação Revista Fórum A queda de braço entre o ministro Henrique Mandetta e Jair Bolsonaro teve mais um capítulo neste sábado (11). O titular da pasta da Saúde criticou a conduta do presidente, que aproveitou o feriado para fazer vários passeios e, com isso, formar aglomerações ao seu redor. “Pessoas que fazem uma atitude dessas hoje, daqui a pouco vão ser as mesmas que vão estar lamentando”, declarou Mandetta. O ministro afirmou, ainda, que “​posso recomendar, não posso viver a vida das pessoas”, referindo-se ao isolamento social. Bolsonaro visitou, na manhã deste sábado, um hospital de campanha, que está sendo montado em Águas Lindas, no estado de Goiás, ao lado do governador do estado, Ronaldo Caiado, seu antigo aliado e hoje desafeto. O presidente formou aglomerações no local, ignorando, mais uma vez, o isolamento social orientado pelo Ministério da Saúde.

Bolsonaro, o idiota catarrento, esfrega o nariz e cumprimenta idosa durante passeio

Os idosos estão no grupo de risco do coronavírus, que já matou quase mil pessoas no Brasil. Foi a segunda vez, em dois dias, que o canalha do Bolsonaro rompeu o isolamento, contrariando a recomendação das autoridades sanitárias – Além de romper o isolamento e descumprir as orientações das autoridades sanitárias, Jair Bolsonaro ainda foi flagrado limpando o nariz com a mão e, logo em seguida, cumprimentando uma idosa. Idosos estão no grupo de risco do coronavírus, que já matou quase mil pessoas no Brasil. Bolsonaro é visto esfregando nariz e apertando mão de apoiadores. Uma das mulheres com quem ele teve contato é uma mulher idosa ???? https://t.co/anz9ibvyCI #Covid19 #coronavírus #FiqueEmCasa pic.twitter.com/UhLCboJuRM — Jeff Nascimento (@jnascim) April 10, 2020   Nesta sexta-feira (10) Bolsonaro foi ao Hospital das Forças Armadas (HFA) em Brasília, a uma farmácia e a um prédio residencial. No decorrer do caminho, ele foi vaiado pessoas que passavam na região, que gritavam “fora miliciano” e batiam panelas.