Bolsonaro nomeia indicados de senadores em troca de votos no Congresso

  – No apagar das luzes de 2019, Jair Bolsonaro aplicou o velho “toma-lá-dá-cá” que ele diz abominar. Presenteou Davi Alcolumbre (DEM-AM), presidente do Senado, e Eduardo Gomes (MDB-TO), com a nomeação de dois indicados por eles em troca do apoio em votações no Congresso – Enquanto discursa em tom de campanha eleitoral que o seu governo não adota o “toma-lá-dá-cá” e que suas nomeações são de pessoas técnicas, Jair Bolsonaro faz o contrário na prática. Entre as medidas do governo no apagar das luzes de 2019, está a nomeação de dois indicados por senadores para cargos em troca de apoio em votações no Congresso. A informação é do jornalista Vicente Nunes, em seu blog no Correio Braziliense, nesta sexta-feira (27). Segundo o jornalista, os senadores “presenteados” foram Davi Alcolumbre (DEM-AM), presidente do Senado, e Eduardo Gomes (MDB-TO). “Eles indicaram, respectivamente, Valder Ribeiro de Moura e Carlos Geraldo Santana de Oliveira para a diretoria da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI)”, afirma o jornalista. A reportagem destaca que o salário de cada cargo é de R$ 33 mil por mês, ou seja, quase 33 vezes o salário mínimo definido pelo governo para 2020. “Detalhes: Valder é amigo de longa data de Alcolumbre (os dois chegaram a dividir casa em Brasília) e Carlos Geraldo é sogro do senador Eduardo Gomes. Pode-se dizer, portanto, que está tudo em família. Resta saber se os indicados têm competência para exercer cargos tão caros e importantes para o desenvolvimento da indústria, que passa por uma verdadeira revolução tecnológica”, enfatiza.

Globo esconde o sobrenome “Bolsonaro” de Flávio #IssoAGloboNaoMostra

#IssoAGloboNaoMostra. O Globo começou a esconder o sobrenome “Bolsonaro” de Flávio, o filho do presidente da República, nas suas matérias. O motivo de proteger “Bolsonaro” ainda não se sabe, mas os perdigueiros estão em campo para desvendar esse mistério. “MP: Flávio disse ter lucro 82% superior ao declarado”, cravou o jornalão que pertence à Rede Globo. A matéria diz respeito à polêmica “Bolsotini Chocolates e Café” que pertence ao senador Flávio Bolsonaro (sem partido/RJ). Segundo o Ministério Público do Rio, o filho do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) declarou uma retirada de valores 82% acima do que a própria empresa relatou à Receita Federal. LEIA TAMBÉM https://emcimadanoticia.com/2019/12/22/cla-bolsonaro-continua-sendo-protegido-pela-turma-de-curitiba/ Aos promotores do Ministério Público, Flávio jurou que retirou R$ 793,4 mil de receita nos três primeiros anos de atividade da loja de chocolates, inaugurada em 2015. No entanto, a Bolsotini declarou ao Simples que o “Zero Um” tomou, na verdade, R$ 435,6 mil no período. A loja de chocolates de Flávio Bolsonaro não apresentou declaração do Imposto de Renda no período. LEIA TAMBÉM https://emcimadanoticia.com/2019/12/23/bolsonaro-e-ladrao-bomba-no-twitter-neste-domingo/ O MP aponta as seguintes questões, que ainda estão sendo investigadas: inexplicável desproporção na distribuição de lucros; maquiagem de balanços contábeis; contratos com ‘laranja’”; dinheiro oriundo de “rachadinha”; e lavagem de dinheiro. Factualmente, a matéria do Globo –assinada pelos repórteres Bernardo Mello e Juliana Castro– manda bem. O diabo é que a manchete esconde o sobrenome de Flávio. Bolsonaro, #IssoAGloboNaoMostra! Via Blog do Esmael

‘Bolsonaro é ladrão’ bomba no Twitter neste domingo

 A frase dita pelo ex-ministro Ciro Gomes (PDT) na tarde de sábado, em Fortaleza, está entre os assuntos mais comentados do Twitter neste domingo (22) às vésperas do Natal. Ciro fez a declaração ao ser provocado por apoiadores do presidente Jair Bolsonaro que estavam em um bar. A hashtag #BOLSONAROELADRAO foi levantada por milhares de tuítes na rede social, como por exemplo a da atriz Patricia Pillar, que foi casada com Ciro. Também o líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MTST), Guilherme Boulos, fez o seu comentário sobre a frase do pedetista. Patricia Pillar ✔@patriciapillar Verdade que esta hashtag ficou em primeiro lugar hoje no Twitter? #BOLSONAROELADRAO 5.401 14:44 – 22 de dez de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads Guilherme Boulos ✔@GuilhermeBoulos Só pra lembrar… #BolsonaroéLadrão #BolsonaroLadrao 13,2 mil 13:50 – 22 de dez de 2019 Informações e privacidade no Twitter Ads BOLSONARO É LADRÃO DE COFRE E RECEBIA MENSALÃO, ACUSA A EX-MULHER Por Miguel do Rosário Não estamos falando aqui de “delação premiada” de bandido encurralado pela justiça, disposto a dizer qualquer coisa, tampouco de denúncias idiotas, como a de que “Bolsonaro sabia”, mas de acusações registradas em documento pela própria ex-esposa de Jair Bolsonaro. Além das ameaças de morte que a obrigaram a fugir do país, Ana Cristina acusou Bolsonaro de ser ladrão do próprio cofre da família, ocultar patrimônio, receber propina e agir com “desmedida agressividade”. Em relação aos pixulecos (ou mensalão, para usar um termo mais clássico) recebidos por Bolsonaro, sua mulher conta que eram da ordem de R$ 183 mil mensais, em valores atualizados. Não vale chamar a Veja de comunista ou petista, hein. *** Na Veja O outro Bolsonaro Ex-mulher acusa o presidenciável de furtar um cofre de banco, ocultar patrimônio, receber pagamentos não declarados e agir com “desmedida agressividade” Por Hugo Marques, Nonato Viegas e Thiago Bronzatto ACUSADORA – Ana Cristina, que hoje faz campanha para Bolsonaro: agora, ela diz que falou em excesso (Reginaldo Teixeira/.) Em 2007, o deputado Jair Bolsonaro, então com 52 anos, estava terminando seu segundo casamento, com Ana Cristina Siqueira Valle. Depois de mais de dez anos juntos e um filho, o casal resolveu se separar, mas o caso acabou na Justiça. Eles disputavam a guarda do filho, hoje com 20 anos, e Ana Cristina alegava que seu ex-marido resistia a fazer uma partilha justa dos bens. Por isso, em abril de 2008, ela deu entrada com uma ação na 1ª Vara de Família do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. O processo, com mais de 500 páginas, ao qual VEJA teve acesso, contém uma série de incriminações mútuas que fazem parte do universo privado do ex-casal. Há, no entanto, acusações de Ana Cristina ao ex-marido que entram na esfera do interesse público porque contradizem a imagem que Bolsonaro construiu sobre si mesmo na campanha presidencial. São elas: • Bolsonaro ocultou patrimônio pessoal da Justiça Eleitoral em 2006. Quando foi candidato a deputado federal, declarou que tinha um terreno, uma sala comercial, três carros e duas aplicações financeiras, que somavam, na época, 433 934 reais. Sua ex-mulher, no mesmo processo, anexou uma relação de bens e a declaração do imposto de renda do ex-marido, mostrando que seu patrimônio incluía também três casas, um apartamento, uma sala comercial e cinco lotes. Os bens do casal, em valores de hoje, somariam cerca de 7,8 milhões de reais. • Bolsonaro tinha uma “próspera condição financeira” quando era casado com Ana Cristina, segundo ela própria. A renda mensal do deputado chegava a 100 000 reais — cerca de 183 000 reais, em valores atualizados. Na época, oficialmente, Bolsonaro recebia 26 700 reais como deputado e 8 600 reais como militar da reserva. Para chegar aos 100 000 reais, diz a ex-mulher, Bolsonaro recebia “outros proventos”, que ela não identifica. • Bolsonaro, de acordo com Ana Cristina, furtou seu cofre numa agência do Banco do Brasil, em outubro de 2007, e levou todo o conteúdo: joias avaliadas em 600 000 reais, 30 000 dólares em espécie e mais 200 000 reais em dinheiro vivo — totalizando, em valores de hoje, cerca de 1,6 milhão de reais. O cofre ficava na agência do Banco do Brasil da Rua Senador Dantas, no centro do Rio. Seu conteúdo é incompatível com as rendas conhecidas do então casal. • Bolsonaro era um marido de “comportamento explosivo” e de “desmedida agressividade”. Essa foi a razão que levou Ana Cristina a separar-se, segundo ela mesma informa. Bolsonaro e Ana Cristina se separaram oficialmente em 2008, depois de dez anos juntos. Com o passar do tempo, os dois voltaram a se entender e selaram um armistício que dura até hoje, tanto que Ana Cristina, candidata a deputada federal pelo Podemos do Rio de Janeiro, até usa o sobrenome do presidenciável e se apresenta aos eleitores como “Cristina Bolsonaro” — sobrenome que jamais teve. Agora, ela diz que as acusações que fez contra o ex-marido são fruto de excessos retóricos. Não é incomum que, em separações litigiosas, marido e mulher troquem acusações infundadas, destinadas a magoar ou tentar extrair alguma vantagem. Mas uma consulta ao processo e suas adjacências mostra que Ana Cristina não estava mentindo. O furto do cofre, por exemplo, realmente ocorreu. Em 26 de outubro de 2007, ela esteve na agência do Banco do Brasil e, misteriosamente, sua chave não abriu o cofre. Chamado ao local, um chaveiro destravou o equipamento, e Ana Cristina constatou que estava vazio. “Isso só pode ter sido coisa do meu ex-marido”, disse ela aos funcionários do banco. Um deles tentou acalmá-la, sem sucesso. “Ele pode tudo, e vocês têm medo dele”, respondeu ela. No mesmo dia, Ana Cristina registrou um boletim de ocorrência sobre o furto na 5ª Delegacia da Polícia Civil. VEJA teve acesso ao inquérito policial. Em depoimento, Alberto Carraz, um dos gerentes do Banco do Brasil, confirmou que tanto Ana Cristina quanto Bolsonaro mantinham cofres na agência. No caso do deputado, não se sabe o que ele guardava — e ele também nunca declarou a propriedade do cofre. Já a ex-mu­lher disse que guardava joias

Clã Bolsonaro continua sendo protegido pela turma de Curitiba

 – Bomba ‘Glenn-The Intercept’ detona Flávio Bolsonaro – Deltan e procuradores sempre souberam da corrupção do então deputado, mas chefe da Força-Tarefa só queria falar de petista – Vaza Jato traz chats secretos de Dallagnol sugerindo a Moro proteção para agradar o presidente – A Matéria de capa do Intercept é intitulada “‘E AGORA, JOSÉ?’ – Deltan Dallagnol, em chats secretos, sugeriu que Sergio Moro protegeria Flávio Bolsonaro para não desagradar ao presidente e não perder indicação ao STF“. A Parte 11, como consta no site do jornalista norteamericano, revela que “procuradores concordaram não haver dúvidas de corrupção de Flávio Bolsonaro no caso Queiroz, mas Dallagnol só queria comentar caso de petista.” Leia a transcrição fiel de sua matéria a seguir: por The Intercept Brasil Em chats secretos, Deltan Dallagnol, coordenador da operação Lava Jato, concordou com a avaliação de procuradores do Ministério Público Federal de que Flávio Bolsonaro mantinha um esquema de corrupção em seu gabinete quando foi deputado estadual no Rio de Janeiro. Segundo os procuradores, o esquema, operado pelo assessor Fabrício Queiroz, seria similar a outros escândalos em que deputados estaduais foram acusados de empregar funcionários fantasmas e recolher parte do salário como contrapartida. Dallagnol disse que o hoje senador pelo PSL Flávio Bolsonaro, filho do presidente da República, “certamente” seria implicado no esquema. O procurador, no entanto, demonstrou uma preocupação: ele temia que Moro não perseguisse a investigação por pressões políticas do então recém eleito presidente Jair Bolsonaro e pelo desejo do juiz de ser indicado para o Supremo Tribunal Federal, o STF. Até hoje, como presumia Dallagnol, não há indícios de que Moro, que na época das conversas já havia deixado a 13ª Vara Federal de Curitiba e aceitado o convite de Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, tenha tomado qualquer medida para investigar o esquema de funcionários fantasmas que Flávio é acusado de manter e suas ligações com poderosas milícias do Rio de Janeiro. O escândalo envolvendo Flávio, que vinha dominando as manchetes, desapareceu da mídia nos últimos meses. A investigação, nas mãos do Ministério Público do Rio, parece ter entrado em um ritmo bem mais lento do que o esperado para um caso dessa gravidade. Moro tampouco dá sinais de que está interessado nas ramificações federais do caso – como o suposto empréstimo de Queiroz para a primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Nas poucas vezes em que respondeu a questionamentos sobre a situação do filho do presidente, ele repetiu que “não há nada conclusivo sobre o caso Queiroz” e que o governo não pretende interferir no trabalho dos promotores. Entretanto, o caso voltou aos noticiários na segunda-feira, 15 de julho, quando o presidente do STF, Dias Toffoli, atendeu ao pedido de Flávio Bolsonaro e suspendeu as investigações iniciadas sem aprovação judicial envolvendo o uso dos dados do Coaf, órgão do Ministério da Economia que monitora transações financeiras para prevenir crimes de lavagem de dinheiro. No dia 8 de dezembro de 2018, Dallagnol postou num grupo de chat no Telegram chamado Filhos do Januario 3, composto de procuradores da Lava Jato, o link para um reportagem no UOL sobre um depósito de R$ 24 mil feito por Queiroz numa conta em nome da primeira-dama, Michelle Bolsonaro. Segundo o texto, a “transação foi apontada como “atípica” pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e anexado a uma investigação do Ministério Público Federal, na Lava Jato”. “Queiroz movimentou R$ 1,2 milhão entre janeiro de 2016 e janeiro de 2017. A comunicação do Coaf não comprova irregularidades, mas indica que os valores movimentados são incompatíveis com o patrimônio e atividade econômica do ex-assessor”, escreve o UOL. A notícia levou Dallagnol a pedir a opinião dos colegas sobre os desdobramentos do caso, e sobre como seria a reação de Moro. A procuradora Jerusa Viecilli, crítica da aproximação de Moro com o governo Bolsonaro, respondeu “Falo nada … Só observo ”. Dallagnol manifestou sérias preocupações com a forma que o ministro da Justiça conduziria o caso, sugerindo que o ex-juiz poderia ser leniente com Flávio, seja por limites impostos pelo presidente ou pela intenção de Moro de não pôr em risco sua indicação ao Supremo: “É óbvio o q aconteceu… E agora, José?”, digitou o procurador. “Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no supremo?”, escreveu. Dallagnol completou, sobre o presidente: “Agora, o quanto ele vai bancar a pauta Moro Anticorrupcao se o filho dele vai sentir a pauta na pele?” 8 de dezembro de 2018 – grupo Filhos do Januario 3 Deltan Dallagnol – 00:56:50 – https://noticias.uol.com.br/politica/ultimas-noticias/2018/12/07/bolsonaro-diz-que-ex-assessor-tinha-divida-com-ele-e-pagou-a-primeira-dama.htm Dallagnol – 00:58:15 – [imagem não encontrada] Dallagnol – 00:58:15 – [imagem não encontrada] Dallagnol – 00:58:38 – COAF com Moro Dallagnol – 00:58:40 – Aiaiai Julio Noronha – 00:59:34 – Dallagnol – 01:04:40 – [imagem não encontrada] Januário Paludo – 07:01:20 – Isso lembr Paludo – 07:01:48 – Lembra algo Deltan? Paludo – 07:03:08 – Aiaiai Jerusa Viecilli – 07:05:24 – Falo nada … Só observo Dallagnol – 08:47:52 – Kkk Dallagnol – 08:52:01 – É óbvio o q aconteceu… E agora, José? Dallagnol – 08:53:37 – Moro deve aguardar a apuração e ver quem será implicado. Filho certamente. O problema é: o pai vai deixar? Ou pior, e se o pai estiver implicado, o que pode indicar o rolo dos empréstimos? Dallagnol – 08:54:21 – Seja como for, presidente não vai afastar o filho. E se isso tudo acontecer antes de aparecer vaga no supremo? Dallagnol – 08:58:11 – Agora, Bolso terá algum interesse em aparelhar a PGR, embora o Flávio tenha foro no TJRJ. Última saída seria dar um ministério e blindar ele na PGR. Pra isso, teria que achar um colega bem trampa Athayde Ribeiro Costa – 08:59:41 – É so copiar e colar a ultima denuncia do Geddel Roberson Pozzobon – 09:02:52 – Acho que Moro já devia contar com a possibilidade de que algo do gênero acontecesse Pozzobon – 09:03:19 – A questão é quanto ele estará disposto a ficar no cargo com isso ou se mais disso vir Dallagnol – 09:04:38 – Em entrevistas, certamente vão me perguntar sobre isso. Não vejo como desviar da pergunta, mas posso ir até

Bêbado, Ciro Gomes discute com torcedores flamenguistas em bar de Fortaleza

 – Com uma garrafa de Whisky na mão, o ex-governador do Ceará trocou insultos com torcedores que assistiam ao Mundial de Clubes –  Na tarde deste sábado (21), o ex-governador do Ceará e candidato derrotado à Presidência em 2018, Ciro Gomes, discutiu com torcedores flamenguistas em um bar de Fortaleza (CE). Nas imagens divulgadas na internet, é possível perceber Ciro segurando uma garrafa de Whisky e trocando gritos com torcedores que assistiam ao jogo da final do Mundial de Clubes. O caso aconteceu no Bang’s Aldeota, um tradicional bar da capital cearense. Pedro @pedroalnc Ciro chamando Bolsonaro de ladrão com Whisky na mão é o meu espírito p 2020 Ainda não se sabe o que motivou a confusão, mas é possível perceber o pedetista gritando “Bolsonaro é ladrão” a um determinado popular que estava no local.

Folha de S. Paulo e O Globo publicam editoriais que arrasam governo Bolsonaro

 – Meio ambiente a cultura foram os principais alvos das críticas dos jornais neste domingo – A Folha de S. Paulo e O Globo publicaram, neste domingo (22), editoriais com duras críticas ao governo de Jair Bolsonaro. A Folha aponta o presidente como inimigo da Amazônia e do meio ambiente de forma geral, o que é prejudicial aos interesses econômicos do Brasil. “O governo Jair Bolsonaro tinha meros 25 dias no poder quando se deflagrou a maior tragédia ambiental do Brasil. Barragem da mineradora Vale se liquefez em Brumadinho (MG) e levantou um tsunami de rejeitos que matou 270 pessoas. Bolsonaro e equipe fizeram mais que prostrar-se, entretanto. Capitanearam os esforços para afrouxar as normas do licenciamento, sob pretexto de desburocratizá-las (coisa de que por certo necessitam). Só não se consumou retrocesso completo porque o Congresso chamou para si a negociação e exerceu um poder moderador”, diz a Folha. Em relação à Amazônia, o editorial afirma que “o desgoverno ambiental já se tornava tema de conhecimento no mundo em agosto e setembro, na estação seca, com a explosão das queimadas que se seguem ao corte”. “Com tal sequência de desmandos, a área ambiental responde, até aqui, pelos danos mais palpáveis infligidos pelo bolsonarismo ao país. A alta de 29,5% no desmate da Amazônia junta números às declarações e ações desastradas do governo, com perda devastadora também para a imagem do país”, completa o editorial. Cultura O jornal O Globo abordou a destruição provocada por Jair Bolsonaro na Cultura, setor cujo feito mais famoso foi a agressão do secretário Roberto Alvim à atriz Fernanda Montenegro. “É preciso destruir, desmontar as cadeias de produção artística e cultural, apagar qualquer marca, qualquer registro do passado. O mesmo desejo autoritário de reescrever a História observado em diversas épocas no mundo em vários países”, diz. “Bolsonaro tem o mesmo DNA da ditadura, mas seu ataque institucional à cultura e a artistas, na democracia, ultrapassa limites até mesmo respeitados naqueles tempos. A sanha contra a produção artística apareceu na limitação à Lei Rouanet. Depois, houve uma atenuação para não alijar de vez os musicais do teatro brasileiro. Mas a semana acabou ainda com incertezas sobre a revisão das regras. O certo é que reduzir aporte incentivado de empresas a projetos de produção artística se traduz em menos emprego e menos renda em uma ampla linha de produção”, afirma o texto. “Há uma lógica destrutiva nos movimentos bolsonaristas contra a arte e a cultura, seja em palavras e atos. Talvez em busca de repercussão nas redes sociais, a favor ou contra, não se mede o alcance de declarações e de ações estapafúrdias. Na agressão gratuita à atriz Fernanda Montenegro pelo diretor da Funarte Roberto Alvim — ‘sórdida’, ‘mentirosa’ — ou no acionamento da embaixada brasileira em Montevidéu para retirar um filme sobre Chico Buarque do 8º Festival de Cinema do Brasil, na capital uruguaia. Não teve sucesso, mas a iniciativa não pode ser esquecida”, acrescenta.

Uma carta emocionante de um juiz de Joinville aos presos: “um dia a liberdade virá”

 – “A intolerância que atinge vocês que estão presos também é destinada a mim. Como juiz de execução penal sou taxado de defensor de bandido, sou olhado de canto de olho, sou hostilizado por parte da sociedade, cega em seus traumas, ódios e medos”, diz o juiz João Marcos Buch em mensagem aos detentos – Na contramão do sistema judicial e da política brasileira, defensores da tese de que “bandido bom é bandido morto”, o juiz João Marcos Buch, da Vara de Execuções Penais de Joinville, Santa Catarina, escreveu uma carta emocionante aos presos que estão sob sua custódia se solidarizando com o desespero e a dor dos detentos e dizendo que “um dia a liberdade virá”. Em um exercício de empatia, Buch diz ter apenas uma “noção superficial” do que é estar preso, mas que vê “as marcas do desespero, do conflito, da dor rabiscadas nas paredes e estampadas nas faces”. “As reivindicações que vocês me fazem são justas, baseiam-se na lei, como por exemplo acesso ao trabalho, ao estudo, diminuição da superlotação quando no Presídio. Então, neste momento o que eu tenho a lhes dizer é que tento no limite de minhas forças, junto com a equipe que comigo atua, fazer com que os prazos sejam cumpridos e que ninguém fique preso acima do que a sentença condenatória determinou”, diz o magistrado, contando um pouco sobre suas vivências em seguida. “A intolerância que atinge vocês que estão presos também é destinada a mim. Como juiz de execução penal sou taxado de defensor de bandido, sou olhado de canto de olho, sou hostilizado por parte da sociedade, cega em seus traumas, ódios e medos”, diz, antes de encerrar a mensagem dizendo que “um dia a liberdade virá”. “Quando esse dia chegar, eu desejo que vocês consigam retomar a vida em harmonia. E que a felicidade sorria”. Leia a carta na íntegra A carta que enviei aos detentos e detentas de Joinville chegou ao domínio público. Entre as mensagens de apoio, todas significativas, como um lindo presente de final de ano, recebi ligação do admirável Ministro Ayres Britto. O professor me cumprimentou, falando sobre direito e justiça, sobre vida. Sinto-me tão honrado que compartilharei a carta aqui. Ela foi entregue em todas as celas, sem exceção, nas mãos das 2.050 pessoas que estão presas.

Família dos Equídeos – Carlos Bolsonaro é ignorante igual o pai dele, diz sua mãe

 – Rogéria, mãe de Carlos Bolsonaro, diz que o filho tem “temperamento cavalar” como o do pai e não descarta volta à política – Por Clara Averbuck – Revista Fórum Mãe de zero um (Flávio Bolsonaro, senador), zero dois (Carlos Bolsonaro, vereador) e zero três (Eduardo Bolsonaro, deputado estadual), Rogéria Bolsonaro, ex-mulher do presidente, diz que não tem problema nenhum em não ser a primeira dama. Em entrevista ao canal de youtube de Ieda Nagle, que elogiou “os meninos” por “serem muito bem educados no trato pessoal”, ao que Rogéria respondeu “é verdade, a mãe é que fica em casa o tempo todo”, ela conta que não trabalhava e cuidava direto dos filhos. Cozinhava, “tinha empregada”, mas cuidava de tudo. A criação foi muito disciplinada, mas os filhos eram da “pá virada”: ela tinha uma correia pra “bater na mesa” e um chinelo para bater nos filhos. Só batia no bumbum e nunca quando estava com raiva”, frisa. Ela conta que Carlos tem “dois lados”: o lado “mais bravo e reativo” e o lado “dócil”. O perfil “mais intempestivo”, na opinião da mãe, é puxado do pai: um “temperamento mais explosivo, cavalar”. Já o “Dudu era muito feinho”, segundo ela. Entre outros detalhes da criação dos filhos, que envolve os gases do jovem Eduardo e a confidência de que Jair dizia para que ela não ficasse pegando muito os filhos no colo para não “virar viado” (nada contra, ela até respeita), ela conta que insistia no carinho para que eles se tornassem homens “carinhosos e completos”. Ao ser perguntada se Jair era um pai presente, disse que ele era “mais tipo um irmão mais velho”, o que quer que isso signifique. “O sargentão da casa era eu”, afirmou. Sobre o filho do meio, a mãe conta: “Ele tem esses dois lados. O lado pitbull, de defender o pai ou qualquer um que ele goste e que veja ameaçado. E tem esse outro lado dócil também. Ele é muito querido, muito carinhoso. Valeu a pena as noites acordada com eles no colo” “O Carlos já é mais intempestivo. Porrada e mete o pé quando tiver de ser, em quem tiver de ser. Ele já é mais o pai, aquele temperamento mais explosivo, cavalar”. Sobre as falas grosseiras e agressivas do ex-marido, ela não titubeia: “Às, vezes, eu falo… Não adianta, nada: ‘Podia ter ficado quieto. Perdeu uma ótima oportunidade de ficar quieto’. Mas ele é assim mesmo, ele fala… E eu acho que não tem de mudar, não. Ele foi eleito assim, desse jeito. E tem de ficar assim. ‘Tem de ser mais polido’: negativo. Tem de ser do jeito que ele é: autêntico, grosso, simples, humilde”, fincou Rogéria. A ex-mulher de Jair se elegeu para dois mandatos parlamentares, a pedido de seu marido. O Gabinete dela era um “ponto de apoio” para os trabalhos dele em Brasília. “Eu tinha prazer porque eu estava ajudando ele. Isso incomodava mais as pessoas: ‘Você não pode fazer isso, você tem de ter sua atividade, falar e fazer e acontecer’. Para mim, não, para mim me satisfazia estar ajudando, simplesmente. E isso me bastava”, justificou, firmando sua posição de coadjuvante. Ieda comenta que identificou em Carluxo uma vontade de deixar a política. A mãe admitiu que pode, sim, acontecer, devido a chegada do pai ao cargo de presidente. “Olha só, ele realmente tem (vontade de) cuidar da vida dele que não seja isso na vida dentro da política. Porque é muito ingrato, é uma vida muito ingrata. Ainda mais nessa situação em que o pai é presidente da República. A gente sabia até que ia ser, mas está acontecendo de uma maneira muito mas está acontecendo de uma maneira muito estúpida. Dói. Então, assim, acho que em algum momento ele vai sair, sim. Mas tudo vai se resolver, se eu vou ser candidata ou não”. Ou seja: ela não descarta uma volta à política nos próximos anos. “Olha, se tiver que acontecer, vai acontecer e eu tô aí”. Muito difícil mesmo a vida desta família.

STF decide que sonegar ICMS pode levar empresário à prisão

 A decisão deverá atingir os contribuintes que, de forma contumaz e com dolo de apropriação, deixaram de repassar o ICMS aos governos estaduais O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu, nesta quarta-feira (18), por 7 votos a 3, considerar crime o não pagamento do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), devidamente declarado. Com a decisão, os responsáveis por empresas que não repassarem ao estado o valor recolhido de ICMS poderão ser processados pelo crime de apropriação indébita tributária, com base no artigo 2º, inciso II, da Lei 8.137/90. Até então, a falta de pagamento não era reconhecida como crime tributário, mas como simples inadimplemento do valor. O ICMS é a principal fonte de receita dos estados, cobrado pela movimentação de mercadorias e serviços, devendo ser recolhido e repassado ao governo por uma empresa na venda de algum produto ou serviço. O dispositivo definiu como crime tributário “deixar de recolher, no prazo legal, valor de tributo ou de contribuição social, descontado ou cobrado, na qualidade de sujeito passivo de obrigação e que deveria recolher aos cofres públicos”. A decisão deverá atingir os contribuintes que, de forma contumaz e com dolo de apropriação, deixaram de repassar o ICMS aos governos estaduais. A pena prevista para o crime é de seis meses a dois anos de detenção, no entanto, são suspensas mediante o pagamento da dívida ou pela adesão a programas de refinanciamento de dívidas (Refis). Votos A maioria dos ministros seguiu voto do relator ministro Luís Roberto Barroso, na sessão de 11 de dezembro, primeiro dia do julgamento. No entendimento do ministro, o ICMS não faz parte do patrimônio da empresa, que é mera depositária do valor, devendo repassá-lo à Receita estadual. O entendimento foi acompanhado pelos ministros Luiz Fux, Alexandre de Moraes, Rosa Weber, Edson Fachin, Cármen Lúcia e o presidente da Corte, Dias Toffoli. Os ministros Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio se manifestaram contra a criminalização, por entenderem que a conduta não foi tipificada na lei de crimes tributários, sendo apenas uma dívida fiscal. Templos isentos Templos religiosos e entidades beneficentes de assistência social poderão continuar isentos de ICMS até 31 de dezembro de 2032. Este foi o entendimento da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), em novembro. Por unanimidade, os senadores aprovaram o projeto que prorroga por mais 15 anos, contados a partir de 2017, a possibilidade de os estados darem isenções, incentivos e benefícios fiscais ou financeiro-fiscais a essas instituições (PLP 55/2019). Com informações da Agência Brasil

Bolsonaro temia prisão de Flávio e achava que ação do MP seria após o Natal

 – Parlamentares comentam que cerco contra o filho era a principal preocupação de Bolsonaro neste fim de ano. Presidente se reuniu com advogados dias antes do início da operação – Nas últimas semanas, o presidente Jair Bolsonaro se queixou a parlamentares próximos sobre seu medo de que o filho mais velho, o senador Flávio Bolsonaro, voltasse a ser investigado no caso de corrupção envolvendo o ex-assessor Fabrício Queiroz. A expectativa do presidente, no entanto, era de que o Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) só deflagrasse os mandados de busca e apreensão no ano que vem, mas medida aconteceu antes do previsto. Deputados e senadores ouvidos pela Folha de S. Paulo comentaram que Bolsonaro temia a prisão do filho e que essa era sua principal preocupação neste fim de ano. “De cada dez assuntos que discutia, dois se referiam à situação do filho”, disse uma das fontes. O comportamento de Bolsonaro nos últimos dias revela que o presidente já tinha conhecimento da gravidade da situação de Flávio. Ele se reuniu dois dias seguidos com o advogado Frederick Wassef, que responde pela defesa dos dois, sendo que um dos encontros foi no sábado (14), no Palácio do Alvorada. Na segunda-feira (16) à noite, Flávio foi ao encontro do pai na residência oficial e, nesta quarta-feira (18), após a deflagração da operação, o senador voltou a se reunir com o presidente na Alvorada, algo que estava fora de sua agenda oficial. Na manhã desta quarta-feira (18), o MP-RJ cumpriu 24 mandados de busca e apreensão em endereços de ex-assessores do filho do presidente, o que inclui Fabrício Queiroz e parentes da ex-esposa de Jair Bolsonaro, Ana Cristina Siqueira Valle. As medidas miram acusações de lavagem de dinheiro e desvio de dinheiro público.