Quem se enganou com Pedro Bial? Por Moisés Mendes

– Pedro Bial arrebatou corações e mentes (inclusive das esquerdas) por algum tempo, até ser considerado traidor do jornalismo ao assumir o comando do Big Brother e fazer poesia de quinta categoria para exaltar um monte de machos enjaulados que ele chamava de nossos guerreiros. Agora tem gente indignada porque Bial esculhambou com o documentário que vai representar o Brasil no Oscar e ainda tirou sarro de Pietra Costa porque seria açucarada demais. Um cara que nos últimos anos se sustentou da pieguice não pode acusar ninguém de ser piegas. Bem feito para os fãs desiludidos. Bial é do time do Gabeira, do Boechat, do Gilberto Dimenstein. Têm ou tinham uma fofura natural, que vem de berço, e assim enrolam incautos. Foram pelo golpe e na essência são antiesquerda, antiPT. São reacionários que disfarçam bem. Adoram os pássaros, os pinguins, as baleias, a Amazônia, mas só romanticamente. Luta política? Nem pensar. Só ‘ações cotidianas’. Os que se enganaram com o Bial são os mesmos que se enganam hoje com o Reinaldo Azevedo e daqui a pouco podem se apaixonar pelo Diogo Mainardi, só porque o homem-mosca agora é antibolsonarista. Publicado originalmente no Blog do Autor Moisés Mendes é jornalista em Porto Alegre, autor de “Todos querem ser Mujica” (Editora Diadorim).

Exclusão de miliciano da lista de Moro pega mal – Por Josias de Souza

  Elaborada pelo Ministério da Justiça, a lista dos bandidos mais procurados do Brasil exclui o nome do miliciano foragido Adriano Magalhães da Nóbrega, ex-capitão da Polícia Militar do Rio de Janeiro. A exclusão não faz bem à biografia do ministro Sergio Moro. Nesse episódio, o ex-juiz da Lava Jato está na posição de mulher de César: não basta parecer, é preciso ser honesto. O capitão Magalhães, como é conhecido, ostenta o apelido de “Caveirão”. É um velho amigo de Fabrício Queiroz, o ‘faz-tudo’ da família Bolsonaro. Duas parentes do fujão —uma filha e a mulher— fizeram escala na folha salarial tóxica do gabinete de Flávio Bolsonaro na época em que o Zero Um dava expediente na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro. Alega-se na pasta da Justiça que o amigo do amigo dos Bolsonaro praticava seus crimes em âmbito local, não nacional. O problema é que há na lista do ministério pelo menos outros dois milicianos que ostentam condições análogas. Moro ainda pode se reposicionar em cena. Basta incluir o nome de Magalhães na sua lista. * Josias de Souza é jornalista e Colunista do UOL Corrupção miliciana Via Esquerda Online No final do ano passado, foi realizada uma operação policial a pedido do Ministério Público (MP) do Rio de Janeiro, que investiga desvios e irregularidades financeiras no gabinete de Flávio Bolsonaro, quando ele exercia mandato de deputado estadual. Segundo o MP, Fabrício Queiroz – amigo íntimo de Jair Bolsonaro desde 1984 e um dos principais assessores de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (ALERJ) — recebeu mais de 2 milhões de reais de 13 funcionários do gabinete do filho “01” de Bolsonaro. O montante recolhido por Queiroz abastecia o esquema milionário de enriquecimento ilícito de Flávio, que utilizava uma loja de chocolates para “lavar” o dinheiro sujo. Os recursos públicos desviados pela organização criminosa comandada pelo “01” funcionava desde 2007. Além do esquema na Alerj, Flávio é investigado por transações suspeitas que envolvem 37 imóveis no Rio de Janeiro. O escândalo da “rachadinha” oferece novas evidências das relações carnais entre a família Bolsonaro e as milícias cariocas, assim como demonstra cabalmente que a corrupção patrocinou o rápido enriquecimento da família presidencial. Queiroz é amigo de miliciano foragido da polícia O ex-policial militar, Adriano Magalhães da Nóbrega, acusado de ser um dos principais chefes da milícia “Escritório do Crime”, é amigo pessoal de Fabrício Queiroz. Atuaram como policiais na mesma delegacia, onde foram acusados de práticas criminosas em ações que participaram juntos. Capitão Adriano, como é conhecido, já foi homenageado por Flávio Bolsonaro na ALERJ, quando era acusado de um homicídio. A sua mãe e sua esposa foram por anos funcionárias do gabinete de Flávio. Conversas entre Queiroz e a esposa de Adriano no aplicativo WhatsApp comprovam o elo entre o esquema do gabinete de Flávio e o miliciano. Queiroz não esconde ser amigo pessoal do miliciano foragido, capitão Adriano. Na verdade, ambos têm relações antigas com a milícia que atua na comunidade de Rio das Pedras, região de Jacarepaguá. Há, por exemplo, fortes suspeitas de que Queiroz manteve um negócio de transporte alternativo em Rio das Pedras, o que só seria possível com o aval da milícia da região. Segundo a investigação do MP do Rio de Janeiro, Queiroz se utilizou de duas empresas controladas pela milícia de Adriano para lavar dinheiro da operação fraudulenta que dirigia, a partir do gabinete de Flávio Bolsonaro. Mais de 70 mil reais dos depósitos na conta de Queiroz vieram de dois restaurantes localizados no bairro do Rio Comprido, do qual a mãe de Adriano era uma das sócias, funcionando como “testa de ferro” do miliciano. A agência bancária onde foi feita a maioria dos depósitos na conta de Queiroz fica em frente a um dos restaurantes. Ainda de acordo com o MP, parte do dinheiro desviado dos salários dos funcionários de Flavio na ALERJ pode ter ido diretamente para Adriano. Jair Bolsonaro não sabia de nada? Queiroz era amigo antigo e íntimo do presidente, tanto que depositou R$ 24 mil na conta da atual esposa de Bolsonaro em 2018. Muitos dos funcionários do gabinete de Flávio foram anteriormente funcionários do gabinete de Jair Bolsonaro, quando ele era deputado federal. Todo mundo sabe que a “família” atuava sempre junta, nas disputas políticas e eleitorais. Por que seria diferente nos esquemas corruptos de financiamento e nas relações que mantinham com as milícias? Bolsonaro declarou que não sabia nada sobre as atividades do filho e de seu amigo Queiroz. Assim, tenta se esquivar de uma possível futura investigação e sair do foco do escândalo de corrupção. Ronnie Lessa, o principal suspeito de ter executo Marielle Franco e Anderson, também era ligado à mesma milícia do capitão Adriano. Suspeita-se, ademais, que as relações dos Bolsonaros com Lessa vêm, pelo menos, de 2009, quando a família pode ter ajudado o ex-policial financeiramente, na recuperação de sua saúde, depois de ter sofrido um atentado a bomba, que o fez perder uma das pernas, quando fazia um trabalho de segurança para um contraventor. O comparsa de Lessa na execução de Marielle, Élcio Queiroz, que dirigiu o carro na noite do crime, visitou o condomínio na Barra, onde moram Jair Bolsonaro, Carlos Bolsonaro e o próprio Lessa na noite do assassinato. Por uma investigação séria, profunda e transparente Todos estes fatos são mais que suficientes para que seja realizada uma investigação séria, profunda e transparente sobre as irregularidades e crimes praticados pela família Bolsonaro. Há evidências significativas que justificam, inclusive, uma prisão preventiva de Flávio Bolsonaro. Até o momento, vem existindo uma vergonhosa operação abafa para proteger Jair Bolsonaro e seus filhos, envolvendo Ministros do STF, o atual Ministro da Justiça, Sérgio Moro, e o Procurador Geral da República, Augusto Aras. Só uma forte campanha que exija apuração total de todas as denúncias em questão, encabeçada pelos movimentos sociais, democráticos e pelas organizações de esquerda, poderá assegurar que as investigações continuem até as ultimas consequências. Mais do que nunca, queremos saber: – Qual é a origem

Em meio à crise na Casa Civil, Bolsonaro transfere plano de privatização para Guedes

 – Medida esvazia o poder de Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil, em meio a suas férias – O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), anunciou nesta quinta-feira (30) pelo Twitter, a transferência do Programa de Parcerias e Investimentos (PPI), responsável pelas privatizações do Governo Federal, para o Ministério da Economia, chefiado por Paulo Guedes. – Informo que em Diário Oficial será publicado: Tornar sem efeito a admissão do servidor Santini; Exonerar o interino da Casa Civil; e Passar a PPI da Casa Civil para o Ministério da Economia. — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) January 30, 2020 O PPI estava até então estava sob a responsabilidade da Casa Civil, comandada pelo ministro Onyx Lorenzoni, que está de férias e voltará à Esplanada com sua pasta enfraquecida. O anúncio foi feito no contexto da exoneração, pela segunda vez, do ex-secretário-executivo da Casa Civil, Vicente Santini. Como ministro substituto durante as férias de Lorenzoni, Santini usou um avião da Força Aérea Brasileira (FAB) para ir de Davos, na Suiça, para Nova Delhi, na Índia. Após participar do Fórum Econômico Mundial ele viajou, na função de ministro substituto da Casa Civil para se juntar à comitiva presidencial durante a visita de Estado de Bolsonaro à Índia. Após a repercussão do caso, Bolsonaro publicou a demissão do secretário-executivo da Casa Civil na edição do Diário Oficial da União (DOU) desta quarta-feira (29), mas em seguida nomeou Santini para o cargo de assessor especial da Secretaria Especial de Relacionamento Externo da Casas Civil, em edição extra do DOU, publicada ainda na quarta-feira. Depois da nova repercussão do caso, o presidente anunciou por meio da rede social que tornará sem efeito a readmissão de Santini. Fernando Moura, que havia sido nomeado para a secretaria-executiva da Casa Civil no lugar de Santini também será exonerado. Voos da FAB no governo Bolsonaro Reportagem do jornal Folha de S. Paulo publicada nesta quinta-feira (30), aponta que seis ministros do governo Bolsonaro utilizaram voos exclusivos da FAB (Força Aérea Brasileira) com no máximo cinco passageiros a bordo, para cumprir agendas no exterior. O chanceler brasileiro Ernesto Araújo e o titular do Meio Ambiente, Ricardo Salles, foram os ministros que mais utilizaram o serviço da FAB para voos ao exterior. Araújo voou cinco vezes e Salles três. Os titulares da Justiça e Segurança Pública, Sérgio Moro, da Secretaria-Geral, Jorge Oliveira, da Mulher, Família e Direitos Humanos, Damares Alves e da Economia Paulo Guedes, também utilizaram aviões da FAB para voos ao exterior, uma vez cada.

Cidadão de bem: homem que matou família no RS fazia parte de “milícia airsoft”

  – Dionatha Vidaletti e sua mãe, que estava presente no momento do crime, ainda estão foragidos – O responsável por matar, na tarde deste domingo (26), três pessoas da mesma família durante uma discussão de trânsito no bairro Lami, extremo sul de Porto Alegre, fazia parte de um grupo chamado “Milícia Airsoft”. Dionatha Bitencourt Vidaletti, de 24 anos, ostenta fotos portando armas utilizadas no esporte de tiro em suas redes sociais. Os perfis, no entanto, foram deletados após o crime. O jovem, que estava com a mãe no momento do crime, fugiu após os disparos e não foi mais localizado. Ele matou um homem e uma mulher, Rafael Zanetti Silva e Fabiana da Silveira Innocente Silva, assim como um de seus dois filhos, Gabriel Zanetti. A Justiça decretou na manhã desta segunda-feira (27) a prisão temporária do suspeito, devido justamente a seu sumiço. O titular da 4ª Delegacia de Homicídios da Capital, Rodrigo Garcia, afirma que agentes estiveram em cinco endereços, na Capital e em outras cidades da Região Metropolitana, mas ele não foi encontrado. Em revista na casa de Vidaletti, a Polícia Civil encontrou uma pistola, um revólver, carregadores e munição. O jovem já foi do Exército, mas não possui porte de armas. A pistola 380 tem registro no nome da mãe do suspeito, mas o revólver, calibre 38, não tem registro. Confira: Via: Revista Fórum

PT 40 anos: Crise e derrota – Por Tarso Genro

– A vitória de Bolsonaro cai sobre os ombros da nossa geração como a derrota mais significativa nos últimos 50 anos. Ela foi também gerada pela nossa incapacidade de defender a democracia, a ética republicana e os valores de uma utopia democrática socialista Na transição da globalização econômica do pós-guerra para uma economia de sentido liberal-rentista, aceleraram-se os efeitos tendentes a uma maior desigualdade social nos países fora do núcleo orgânico do sistema-mundo. A quebra do contrato socialdemocrata teve efeitos particularmente perversos nos países com experiências tardias de combate à miséria e a desigualdade, como no Brasil. Tanto nos governos do Presidente Lula como nos governos da Presidente Dilma, a esquerda socialista e socialdemocrata desenvolvimentista não estava preparada para conduzir novas alternativas de gestão política e “técnica”, que bloqueassem essas inibições de forma duradoura. Neste contexto, por variados motivos – tanto de âmbito nacional como de âmbito internacional– o sistema das alianças partidárias no Brasil, se é verdade que ele ensejou algumas alianças importantes para a promover certas políticas de redução das desigualdades sociais e regionais, também mostrou os seus limites. Principalmente os governos do Presidente Lula, sustentados nos preços das commodities, consagraram um ciclo de sucessos no combate à miséria e à pobreza absoluta, mesmo sem ter realizado reformas estruturais. A reforma tributária e a reforma política, que poderiam abalar – pelo menos na superfície – o sistema de poder das oligarquias regionais e do grande capital, não puderam ser implantadas por falta de apoio no Poder Legislativo e nas instituições participativas e/ou burocráticas do Estado Social. O “bloco histórico” permaneceu o mesmo e o projeto de integração do país no sistema global, baseado na cooperação interdependente com soberania (que começara de forma expressiva já no primeiro Governo Lula) não conseguiu redefinir as relações de poder internas e não ensejou condições políticas favoráveis para dar maior efetividade aos direitos fundamentais do pacto de 1988. O resultado foi a manutenção, não só do velho sistema burguês-oligárquico de governabilidade, mas também – em termos ideológicos – a sobrevivência dos valores conservadores e antidemocráticos históricos, presentes tanto na origem escravista como na tradição autoritária do Estado brasileiro. Este sistema sempre funcionou moldado por uma elite política conservadora e de direita que, em momentos críticos – mesmo quando afastada apenas parcialmente dos Governos – soube promover situações de ingovernabilidade para aumentar suas posições reais de força no próximo período de dominação. O atual período, por exemplo, foi reciclado conforme o assessoramento e planejamento dos think tanks americanos e nacionais, financiados por grandes empresários nacionais e globais, implicitamente acordados com uma nova direita agressiva e ultrarreacionária. No quadro de golpismo em curso os novos e velhos sujeitos – inclusive alguns originários do modelo “lulopetista” de governabilidade – promoveram uma “cruzada” de conteúdo político manipulado, por meio de duas narrativas tradicionais largamente difundidas: (a) a luta contra a corrupção, que seria uma característica fundamental do Estado Social, do petismo e da esquerda; (b) a luta contra o “comunismo”, na forma de uma guerra contra o “marxismo cultural”, que estaria representado pela esquerda e pelo PT, na academia, na área da educação e nas instituições de luta por direitos na sociedade civil. A impossibilidade política dos governos petistas realizarem reformas estruturais de cunho democrático e social, ainda que parciais, deixou intactos os núcleos de poder autônomo (inclusive dentro do Estado), que se articularam a partir de junho de 2013 para derrubar o governo Dilma. A campanha orquestrada pelo oligopólio da mídia, ungido à condição de corregedoria dos bons costumes políticos – articulada com a direita política de todo os matizes (inclusive apoiada em vários erros cometidos por parte dos nossos governos) permitiu que um grupo de insanos e medievalistas chegasse ao Governo Nacional e ao Palácio do Planalto. O Governo Dilma era atravessado por ambiguidades originárias tanto do sistema político-eleitoral e partidário, como vindas das flagrantes dificuldades de lidar com a crise fiscal, para enfrentar um sistema tributário regressivo, historicamente mantido no Brasil. Às dificuldades políticas para governar nesta situação se somaram às características da própria Presidenta – como liderança política – com suas notórias dificuldades para formar um núcleo dirigente operativo e coeso no seu entorno. A oneração de impostos sobre os mais pobres e de menor renda média, o aparato estatal coercitivo (burocratizado e atravessado por lutas corporativas) manteve –assim– plenamente as velhas estruturas de poder intactas. Elas deram vazão ao ativismo do Poder Judiciário e à politização (pela direita) do Ministério Público, que, aliás, passou – por meio da operação Lava-jato situada no Juizado de Curitiba– a controlar a pauta política do país e a personificar com seus Magistrados e Procuradores, o pólo orientador da direita e do conservadorismo privatista, abrindo uma etapa da luta política de novo tipo em âmbito nacional. O oligopólio da mídia, os think-tanks do liberal-rentismo e os políticos conservadores (ou simplesmente reacionários) dos diversos partidos tradicionais formaram, assim, um formidável arco de alianças destinado a expurgar –por qualquer meio– os resquícios do que era uma moderada esquerda socialdemocrata presente na gestão do Estado. Os velhos partidos do campo liberal e neoliberal foram neutralizados ou enquadrados neste movimento histórico, no qual o bolsonarismo protofascista veio ocupar um papel de destaque e tornar-se, nas eleições – com seus novos partidos liberais – uma “reserva de valor” da maioria do empresariado, cujo objetivo era não permitir a volta do PT ao Governo, no momento que suas políticas sociais e educacionais já começavam a ter um razoável efeito de concretização do Estado Social. As insuficiências do governo da Presidente Dilma no plano da gestão do Estado e as limitações políticas da própria Presidenta, mulher honesta que jamais se curvou à corrupção – mas que não soube montar nem coordenar um “grupo dirigente” no seu entorno – agravaram a situação já tensa na economia, em função da crise mundial. Este agravamento ocorreu, tanto pela subestimação do caráter corrosivo da crise de 2013, como pela incapacidade de o governo reconhecer que – no transcurso das manifestações daquele ano – estavam sendo finalizadas as

Bolsonaro defende deportação de brasileiros por Trump

  – Sputinik – O presidente Jair Bolsonaro comentou a recente deportação de brasileiros dos EUA e afirmou que as leis devem ser respeitadas. Neste sábado, o presidente Jair Bolsonaro comentou a autorização do Brasil para que os EUA realizem a deportação brasileiros ilegais. Esse seria o primeiro caso do Brasil aprovar uma deportação em massa de brasileiros. Leia também: https://emcimadanoticia.com/2020/01/26/trump-e-bolsonaro-estao-chutando-os-brasileiros-dos-estados-unidos/ O político conversou sobre o assunto com jornalistas em Nova Délhi, no âmbito de sua visita de Estado à Índia e alertou que não pretende evitar deportações de brasileiros. “O que eu falar aqui vai dar polêmica: eu acho que qualquer país, as suas leis têm que ser respeitadas. Qualquer país do mundo onde pessoas estão lá de forma clandestina é um direito daquele chefe de Estado, usando da lei, devolver esses nacionais”, disse Bolsonaro, citado pelo jornal O Globo. O presidente aproveitou para criticar a Lei de Migração brasileira, sancionada em 2017, em substituição ao antigo Estatuto do Estrangeiro. “Se você for ler a nossa lei de imigração, nenhum país do mundo tem isso que nós temos lá. É uma vergonha a nossa lei de imigração. Eu fui o único a votar contra, foi simbólico, e o único a discursar contra quando ela foi elaborada e votada. Fui muito criticado pela mídia. O pessoal chega no Brasil com mais direitos do que nós. Então isso não pode acontecer. Afinal de contas, nós devemos preservar o nosso país. E se abrir as portas, como está previsto na lei de imigração, o país pode receber um fluxo de gente muito grande e com muitos direitos”, declarou. Os EUA iniciaram a deportar brasileiros em massa em outubro, com 70 brasileiros enviados para Belo Horizonte. Neste sábado, Belo Horizonte recebeu mais um voo do governo americano, desta vez com 80 a cem brasileiros.

Regina Duarte recebe pensão militar de quase R$ 7 mil – Benefício é pago desde 1999

 Prestes a assumir a Secretaria Especial da Cultura, a atriz global Regina Duarte recebe pensão militar no valor de R$ 6.843,34, segundo dados do Ministério da Defesa fornecidos ao Estadão. Jesus Nunes Duarte, pai de Regina, foi primeiro-tenente do Exército e faleceu em 1981, em um acidente de carro. A atriz recebe o benefício desde 1999. O jornal informa que, no caso de servidores e parlamentares da Câmara e do Senado, novas pensões para filhas deixaram de ser concedidas em 1990. Nas Forças Armadas, o benefício foi limitado em 2000, passando a valer para filhos ou enteados de até 21 anos, ou 24 se forem universitários – mas o privilégio vitalício segue para as filhas de militares admitidos nas três Forças Armadas até dezembro de 2000. Assume ou não assume? Jair Bolsonaro disse nesta sexta-feira 24/I que o “casamento” com a atriz global Regina Duarte como nova secretária especial de Cultura deve se confirmar na semana que vem. “Continuo namorando”, respondeu após questionamento de repórteres. “Acredito que na quarta ou quinta a gente assina no cartório e faz o casamento”. Bolsonaro está em Nova Délhi, na Índia, onde permanecerá por quatro dias. Mesmo sem a confirmação oficial da posse, Regina Duarte já escolheu como “número 2” da secretaria a reverenda Jane Silva, atual secretária de Diversidade Cultural na pasta. O governo de Jair Bolsonaro tem bancado com dinheiro público as despesas da atriz Regina Duarte em Brasília. Mesmo sem a garantia formal de que ela aceitará o cargo de secretária da Cultura, o governo tem pago passagens e hospedagens, segundo a Folha de S.Paulo.  “O Ministério da Cidadania informa que custeou as despesas de deslocamento e estadia de Regina Duarte e de seus assessores”, informou a pasta, que, inicialmente, tinha a Secretaria da Cultura sob seu guarda-chuva. O ministério se recusou a informar quantos assessores estão sendo bancados e qual o valor total das despesas. Via Carta Capital

Pressionado por demissão de Moro, Bolsonaro descarta divisão de ministério

 – O caso desencadeou uma crise no governo – O presidente Jair Bolsonaro (Sem Partido) afirmou nesta sexta-feira (24), ao chegar a Nova Déli, na Índia, que que está descartada a possibilidade de desmembrar o Ministério da Justiça, comandado por Sergio Moro. “O Brasil está indo muito bem, na segurança pública os números demonstram que estamos no caminho certo. É minha máxima, né, em time que está ganhando não se mexe”, afirmou. ‌Perguntado se a mudança estava descartada, Bolsonaro respondeu que sim: “Lógico que está descartado. Nem precisava responder”. “A chance no momento é zero. Tá bom ou não? Tá bom, né? Não sei amanhã. Na política, tudo muda, mas não há essa intenção de dividir [o Ministério da Justiça]. Não há essa intenção”, completou. Bolsonaro afirmou, nesta quinta-feira, que, mesmo contra a vontade de Moro, que atualmente é o responsável pela área, o governo estuda a possibilidade de recriar o Ministério da Segurança Pública. ‌O caso desencadeou uma crise no governo. A informação de que, caso ocorresse a divisão Moro poderia deixar o ministério foi o destaque do Jornal Nacional, da TV Globo, desta quinta-feira. Sergio Moro teria confidenciado a pessoas próximas que está chateado e arrumando as gavetas, caso os planos do chefe para ele se concretizem. General Heleno O general Augusto Heleno (Segurança Institucional) está na comitiva à Índia com Bolsonaro. Na crise de agosto, onde Moro quase foi demitido, a jornalista Thais Oyama conta em Tormenta que, entre outras coisas, pesou a avaliação do general Heleno, que teria dito a Bolsonaro que se ele demitisse Moro seu governo acabaria. Fazia todo sentido. Heleno se mostrou mais perspicaz do que parece neste episódio, diga-se. Naquele momento o governo atravessava uma crise e Bolsonaro sequer tinha entregado a reforma da Previdência. Mourão era uma sombra e já havia quem o defendesse para o dia seguinte de um possível impeachment. ‌JN A informação de que, caso ocorra a divisão Moro pode deixar o ministério foi o destaque do Jornal Nacional, da TV Globo, desta quinta-feira. Sergio Moro teria confidenciado a pessoas próximas que está chateado e arrumando as gavetas, caso os planos do chefe para ele se concretizem. Via Revista Fórum

O condenado Pancrácio é cotado para o Ministério da Segurança e pode derrubar Moro

  – Se Moro cair, as apostas em Brasília são de que o Ministério da Segurança Pública vai cair no colo do ex-líder da bancada da bala e condenado em primeira instância a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto num processo. E a seis anos e oito meses no segundo. Por Renato Rovai O livro Tormenta, de Thais Oyama, começa com um diálogo que teria acontecido no início da legislatura da Câmara Federal de 2015. Era a primeira vez que os amigos Jair Bolsonaro e Alberto Fraga se encontravam desde o fim do recesso parlamentar. Fraga, ex-coronel da Polícia Militar em seu quarto mandato na Câmara, Bolsonaro ex-capitão do Exército e que estava entrando no seu sétimo mandato. A autora do livro lembra que Bolsonaro e Fraga se conhecem desde os anos 1980, quando cursavam a Escola de Educação Física do Exército. A intimidade é tanta que às vezes o ex-capitão chamava o amigo de Pancrácio, nome de uma modalidade de luta da Grécia Antiga em que um contendor só era declarado vitorioso quando o outro já estava quase morto. “Fraga ganhou o apelido depois de afundar o nariz de um adversário numa luta de boxe na escola militar — tinha 26 anos e a força de um mamute”, conta Oyama. No dia da conversa, Eduardo Cunha, já eleito presidente da Casa, abria a sessão e Fraga teria dito: “Tô cansado disso aqui, vou tentar uma majoritária.” Bolsonaro respondeu: “Eu também.” Fraga continuou: “O Senado tá garantido pra mim, mas vou tentar o governo”. E de fato o fez. Candidatou-se a governador do DF e terminou a eleição em sexto lugar, com 5,9% dos votos. Bolsonaro respondeu: “Eu vou tentar a Presidência da República.” Fraga retira respondido: “Cê tá louco?”. Bolsonaro teve 57 milhões de votos e hoje comanda o país. Como a conversa era apenas entre duas pessoas, Pancrácio, ou melhor, Fraga, foi quem contou essa história a Thais Oyama, pois a autora diz que não conseguiu entrevistar o presidente. Pode haver algum exagero aqui ou ali, mas é este o nível da intimidade do ex-deputado, que está prestes a se tornar ministro da Segurança Pública, com o atual presidente da República. Desde o dia 1 de janeiro ele é considerado em Brasília como “ministro reserva”. Ou seja, um pau para toda obra que tem portas abertas no gabinete presidencial e que a qualquer momento pode assumir uma vaga. Suas declarações de ontem, polemizando com Moro e dizendo que o ex-juiz não é o responsável pela diminuição da criminalidade não são nada mais nada menos do que falas autorizadas pelo amigo presidente. “Todo mundo sabe que os números que aí estão foram consequência da criação do Ministério da Segurança Pública quando era isolado (no governo de Michel Temer). Isso é importante dizer. O mérito da redução da criminalidade é das polícias estaduais. É uma covardia dizer que é do Ministério da Justiça e da Segurança Pública”, declarou Fraga, em entrevista ao Jornal O Globo. Se Moro precisava de um sinal forte para saber qual a exata medida do carinho que o presidente lhe reserva, teve uma excelente demonstração ontem. Pancrácio arrebentou seu nariz publicamente. Se Moro cair, as apostas em Brasília são de que o Ministério da Segurança Pública vai cair no colo do ex-líder da bancada da bala e condenado em primeira instância a quatro anos, dois meses e 20 dias de prisão, em regime semiaberto num processo. E a seis anos e oito meses no segundo. Motivo, ter recebido propina de uma empresa, quando era secretário de Transportes do ex-governador José Roberto Arruda, cujos vídeos comprando deputados o levaram a perder o cargo no comando do Estado.

Líderes evangélicos que apoiam Bolsonaro devem 276 milhões ao governo

 – No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor R. R. Soares Apesar de serem isentos de uma série de impostos no Brasil, os principais líderes evangélicos que ajudaram a eleger Jair Bolsonaro possuem uma dívida acumulada de 276 milhões de reais com o governo federal, segundo a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional. Grande parte desse dinheiro deveria ter sido pago através de taxas como o INSS de funcionários. No topo do ranking está a Igreja Internacional da Graça de Deus, do pastor Romildo Ribeiro Soares, que deve ao governo 139,7 milhões. Em segundo, a Igreja Mundial do Poder de Deus, com 85,9 milhões, seguida pela Igreja Renascer em Cristo (31,3 milhões), Igreja Evangélica Assembleia de Deus (9,8 milhões) e Igreja Batista da Lagoinha (9,4 milhões). Para retribuir o apoio dos líderes evangélicos, Bolsonaro já fez diversos acenos tributários ao longo de seu primeiro ano de governo, como é o caso do Fisco. O aumento para 4,8 milhões de reais do teto para que empresas se tornem isentas de declarar suas movimentações financeiras diariamente beneficiou de modo direto as igrejas. Outra medida de agrado recente envolve a intenção do presidente de isentar os templos religiosos de pagar a conta de luz. Alguns pastores também acumulam dívidas através de suas empresas privadas, que ficam de fora da imunidade tributária concedida às igrejas. A produtora de TV Rede Mundial de Comunicação, do pastor Valdemiro Santiago, líder da Igreja Mundial do Reino de Deus, aparece no sistema do Fisco como devedora de 6,1 milhões em impostos. A Mundial também se destaca no ranking das igrejas devedoras, com 85,9 milhões de reais. Entre as companhias privadas, consta a gravadora de música gospel de Silas Malafaia, com 1,2 milhão de reais de impostos devidos. Revista Fórum