TRF manda Michel Temer de volta para prisão e ele disse que vai entregar

 O Tribunal Regional Federal da 2ª Região cassou nesta quarta-feira por 2 votos a 1 o habeas corpus que beneficiava o ex-presidente Michel Temer e determinou que ele volte à prisão. O tribunal também cassou o habeas corpus que beneficiava o ex-coronel da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, amigo pessoal de Temer. Temer e Lima haviam sido presos em março no âmbito da operação Descontaminação, que apura desvios de recursos na Eletronuclear e solto poucos dias depois, graças ao habeas corpus agora cassado. TEMER VAI SE ENTREGAR Com habeas corpus suspenso, o emedebista Michel Temer afirmou que vai se apresentar “voluntariamente” à Justiça. Temer disse que vai recorrer: “já falei com o advogado. Ele apresentará um habeas corpus ao Superior Tribunal de Justiça. Vou defender os meus direitos até o fim (…) Vou me apresentar regularmente, não tenho nenhum problema com isso. Na primeira vez, fui muito adequadamente tratado pela Polícia Federal.” A reportagem do jornal O Globo destaca que “Temer e outros sete acusados foram presos na Operação Descontaminação em 21 de março, após decisão do juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal do Rio. Contudo, acabaram soltos no dia 25 do mesmo mês, após uma liminar do desembargador Ivan Athié.” Eduardo Carnelós, defensor de Temer, classificou a decisão como “injusta”: “respeitamos a decisão do tribunal, mas só podemos considerá-la injusta. A prisão foi feita sem nenhum fundamento.”

Ministério da Saúde proíbe termo violência obstétrica por ter viés socialista

 A pasta justifica que o profissional de saúde “não tem a intencionalidade de causar dano” à gestante durante o parto e que a expressão não agrega valor O Ministério da Saúde divulgou um despacho nessa sexta-feira (3) em que decidiu abolir o uso do termo “violência obstétrica”, usado para definir casos de violência física ou psicológica contra mulheres na hora do parto. O relator do documento alega que a definição tem “viés ideológico”. Nos últimos anos, o debate sobre a violência obstétrica ganhou espaço em campanhas de especialistas, grupos de apoio ao parto humanizado e até do próprio Ministério da Saúde. A pasta definia a agressão como aquela que ocorre na gestação ou parto, podendo ser “física, psicológica, verbal, simbólica e/ou sexual, além de negligência, discriminação e/ou condutas excessivas ou desnecessárias ou desaconselhadas”. No documento emitido na última sexta, o ministério passou a considerar que o termo tem “conotação inadequada, não agrega valor e prejudica a busca do cuidado humanizado no continuum gestação-parto-puerpério”. O despacho cita ainda a Organização Mundial da Saúde, que define a violência como “uso intencional da força ou poder que possa resultar em sofrimento, morte, dano psicológico…”. O ministério, porém, alega que o termo é impróprio pois “tanto o profissional da saúde quanto o de outras áreas não tem a intencionalidade de prejudicar ou causar dano”. O relator do texto, Ademar Carlos Augusto, afirmou ao jornal Folha de S.Paulo que elaborou o documento por conta da proliferação de projetos de lei relacionados à violência durante o parto. Para ele, a definição tem “viés ideológico”. “O que a gente percebe é que existe um movimento orquestrado de algumas instituições de trazer para o médico obstetra a responsabilidade pela situação caótica que está a assistência à gestante”, afirmou o relator. “Essa discussão veio importada de países com viés socialista, e o Brasil também adotou”, defendeu, em referência as leis da Argentina e Venezuela. No despacho, a pasta afirma ainda que estratégias tem sido fortalecidas para diminuir o índice de mortalidade materna e que defende a abolição do termo violência obstétrica  “com foco na ética e na produção de cuidados em saúde qualificada”.

Bolsonaro se diz fã de Trump e afirma que racismo é coisa rara no Brasil

O PSOL anunciou que vai acionar judicialmente o governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL) para suspender a veiculação de propaganda da reforma da Previdência, em entrevista chapa-branca. Segundo o PSOL, a ação popular será fundamentada no desvio de finalidade e abuso de autoridade. O partido explica que a decisão surgiu em função da notícia de “que o governo iria contratar inserção de propaganda em canais de televisão e realizar ‘merchandising’” com apresentadores como Ratinho e Luciana Gimenez. Para a legenda, a iniciativa do governo fere o artigo 37 da Constituição Federal e outras legislações. Com informações do PSOL Luciana Gimenez e Ratinho na propaganda pelo fim da Previdência Os apresentadores Luciana Gimenez, da Rede TV, e Ratinho, do SBT, serão remunerados diretamente pelo governo Bolsonaro para defenderem a “reforma” da Previdência. Não se trata de publicidade oficial, e sim da defesa pessoal da PEC pelos dois comunicadores. É o jabá do governo. Além disso, o próprio Bolsonaro será “convidado” a dar entrevistas aos apresentadores, como já fez no domingo com Silvio Santos. É esta a “liberdade” de imprensa defendida pelos Bolsonaro e Olavo de Carvalho? Com informações do Globo.

Corte e demissão no alto escalão do IBGE colocam em risco o Censo 2020

Pesquisadores ressaltam importância da pesquisa e servidores alegam motivos políticos para corte de 25% no orçamento Um mês após anunciar o corte de 25% na verba destinada ao Censo Demográfico de 2020, Susana Cordeiro Guerra, presidenta do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), exonerou o diretor de Pesquisas do órgão, Cláudio Crespo, nesta terça-feira (7). Eduardo Rios Neto, demógrafo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), irá ocupar o cargo. Crespo coordenava a elaboração do Censo, estudo estatístico responsável por mapear a população brasileira e seus marcadores sociais, publicado de dez em dez anos. O levantamento das informações é feito a partir de visitas aos cerca de 70 milhões de domicílios brasileiros e a partir das respostas de milhões de questionários aplicados por trabalhadores do IBGE. Recentemente, a metodologia do estudo foi questionada por Paulo Guedes, ministro da Economia, que sugeriu a redução do questionário para superar a falta de recursos. De acordo com Guerra, que também exonerou José Santana Beviláqua, então diretor de Informática, a demissão de Crespo não foi motivada por discordâncias na elaboração do Censo. No entanto, trabalhadores do Instituto alegam que o ex-diretor de Pesquisa estava se posicionando contra cortes no orçamento, o que pode ter gerado um desgaste com a presidência do órgão. Anteriormente, a verba estimada para a realização do estudo era de R$3,4 bilhões. Com o corte de 25%, a cifra deve alcançar os R$2,6 bilhões. “O que levou a exoneração do diretor foi o fato dele se opor ao avanço de mudanças mais radicais no questionário. O diretor apresentou um questionário final, que levou em conta toda a avaliação de um corpo técnico, iluminado pela experiência das provas piloto. Isso foi o resultado técnico do trabalho. Ela [Susana] não aceitou e por isso o exonerou”, afirma Dione Oliveira, diretora da Associação dos Servidores do IBGE (Assibge). A servidora complementa que mudanças drásticas de organização do trabalho às vésperas da operação censitária podem comprometer a realização da mais abrangente pesquisa do Instituto. Vinculada ao Ministério Público Federal (MPF), a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão deu cinco dias para que o IBGE confirme se realmente haverá corte de 25% no orçamento do Censo 2020. A Procuradoria demanda ainda que o Instituto apresente estudos técnicos e motivos para essa redução. O prazo começa a correr a partir do momento em que o órgão é notificado, o que aconteceu na última segunda-feira (6). Para Ricardo Ojima, presidente da Associação Brasileira de Estudos Populacionais (ABEP), a restrição orçamentária é preocupante. “Um corte orçamentário em qualquer atividade, sobretudo em uma atividade muito complexa como é o censo demográfico, vai ter algum impacto”, critica Ojima, acrescentando que técnicos do IBGE, acadêmicos e instituições usuárias do censo demográfico estudam saídas para contornar o corte de verbas. Doutor em demografia, ciência que investiga as populações humanas, Ojima avalia que o ideal seria um orçamento mais elástico para a elaboração do estudo, que conseguisse abranger a grandeza do país em termos territoriais, assim como sua ampla diversidade. “A importância do Censo é inegável. Isso é uma recomendação internacional, de que todos os países o executem em datas pré-estabelecidas, com um tempo regular, para que não perca a comparabilidade. Existe algumas orientações e diretrizes de estatísticas internacionais para que elas sejam executadas de maneiras uniformizadas. Cada país tem suas especificidades e diante dessas especificidades, cada instituto nacional de estatística trabalha no sentido de dar conta dessas diversidades e garantir a qualidade da informação que é colocada”. Sem parâmetro Os dados levantados pelo Censo 2020 serão comparados com o Censo 2010. Mas, com a provável redução do questionário, muitas análises comparativas não poderão ser feitas. É o que explica o demógrafo Flávio Freire. “Readequar uma pesquisa tão importante como o censo demográfico sem planejamento prévio é perigoso para o planejamento estratégico do país como um todo. Com os cortes nos questionários que estão planejando, corre-se o risco de quesitos importantes não serem incluídos no questionário e aí nós perdemos a série histórica”, critica. Segundo o coordenador do departamento de Demografia e Ciências Atuariais da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), no Brasil não há outras pesquisas que sirvam como base para comparar os dados apresentados pelo Censo. “Eu saliento que isso tem um impacto ainda maior no planejamento à nível municipal, que não tem outras fontes de informações como o censo demográfico”. Outra preocupação do pesquisador é como a ausência das informações pode impedir a elaboração de políticas públicas em outras áreas. O Ministério da Saúde, por exemplo, pode compatibilizar sua base de dados de mortalidade infantil com dados demográficos apresentados pelo Censo, com o objetivo de elaborar ações em regiões mais afetadas e traçar um diagnóstico completo do quadro à nível nacional. Motivação política Na avaliação da Associação dos Servidores do IBGE, está em curso uma intervenção governamental no órgão, que coloca em risco sua autonomia. “Nós localizamos esse ataque ao Censo Demográfico dentro de um conjunto de ataques ao IBGE. Tem duas falas do presidente que questionam os indicadores do desemprego. Uma ano passado e a outra esse ano, dizendo que o IBGE engana a população, que o [índice] de desemprego não é esse na verdade”, relembra Dione de Oliveira. No início do mês, Jair Bolsonaro questionou pesquisas feita pelo Instituto que mostravam o aumento do desemprego em fevereiro e afirmou que a metodologia do órgão “não mede a realidade”, pois considera desempregado apenas a pessoa que está procurando emprego. “Produzimos um conjunto de informações que incomodam e que o governo gostaria que fossem outras. Nesse momento que se criam as verdades, toda a produção do IBGE pode ser atacada e já tivemos mostras disso na fala do presidente e quando Paulo Guedes diz que é preciso ter um determinado número de perguntas. Tudo isso é uma intervenção e pode ser em relação ao Censo e todo resto do nosso trabalho”, alerta a diretora da Assibge. Edição: Aline Carrijo – Brasil de Fato

José Padilha dispara novas críticas a Moro: Virou moeda de troca

O diretor José Padilha, que anteriormente era fã do juiz Sérgio Moro e da Operação Lava Jato, voltou a criticar o ministro e disse que ele se tornou uma “moeda de troca” no governo Bolsonaro. Segundo informa o Portal UOL, durante evento para promover a nova temporada de “O Mecanismo”, série da Netflix inspirada na Operação Lava Jato, o cineasta afirmou que o ministro, que era o juiz responsável pelas investigações, acabou sendo usado pelo governo. O diretor de Tropa de Elite criticou: “O Bolsonaro não tem maioria no congresso e está negociando para aprovar as reformas”, disse Padilha. “E ele está usando o Moro como moeda de troca. Moro saiu de herói nacional para salame fatiado e entregue para o centrão para provar a reforma da previdência. É assim que vejo o futuro da Lava Jato”. Questionado sobre o retrato que a série faz de Moro, personificado no personagem Paulo Rigo, Padilha evocou uma comparação com o goleiro Bruno, e disse que a ficção segue uma linha do tempo semelhante à da vida real. “Quando o Bruno agarrava os pênaltis, eu não podia criticá-lo pelo homicídio que não aconteceu antes. A mesma coisa vale pro Moro. Eu estou contando as coisas que ele fez no começo da Lava Jato. Na primeira temporada a gente não cobre o vazamento da conversa do Lula com a Dilma, porque não tinha acontecido ainda, mas colocamos isso na segunda temporada”.

Policiais e bombeiros divulgam nota pela liberdade de Lula

 – “STF ainda não decidiu de forma definitiva se é legal ou não a prisão com decisão em segunda instância quando a liberdade do réu não põe em risco nem a sociedade e nem o processo”, diz o documento – Um grupo de policiais militares de vários estados do Brasil divulgou um manifesto no qual defende a liberdade do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e lembra que a Lei Federal 12.191/2010, sancionada pelo petista, concedeu anistia a policiais militares e bombeiros do Rio Grande do Norte, Bahia, Roraima, Tocantins, Pernambuco, Mato Grosso, Ceará, Santa Catarina e Distrito Federal, que haviam sido punidos por participar de movimentos reivindicatórios. “Lula está preso há mais de um ano em processo que não transitou em julgado. O Supremo Tribunal Federal ainda não decidiu de forma definitiva se é legal ou não a prisão com decisão em segunda instância quando a liberdade do réu não põe em risco nem a sociedade e nem o processo”, diz a nota. Os signatários lembram que a questão da prisão após julgamento de segunda instância não foi julgada pelo STF “por decisão discricionária do atual e da ex-presidente daquela corte”, os ministros Dias Toffoli e Cármen Lúcia, respectivamente. As Ações Declaratórias de Constitucionalidade (ADCs) 43 e 44, que discutem a prisão ou não após a chamada execução antecipada da pena, poderiam ter sido julgadas desde dezembro de 2017. Na ocasião, o relator, Marco Aurélio Mello, liberou ambos os processos ao Plenário do Supremo, mas a ministra Cármen Lúcia, então na presidência, resistiu a pautá-las. A ADC 54, sobre o mesmo tema, foi depois apensada a elas. O julgamento estava marcado para o dia 10 de abril, mas ele foi adiado pelo novo presidente do STF, Dias Toffoli. Para inúmeros juristas, como Celso Antônio Bandeira de Mello e os criminalistas Leonardo Yarochewsky e Luiz Fernando Pacheco, a prisão antes do trânsito em julgado (depois de todos os recursos possíveis) é flagrantemente inconstitucional, por violar o artigo 5°, inciso LVII da Constituição, segundo o qual “ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória”. “Enquanto isso, o ex-presidente da República está preso com base em dispositivos precários e provisórios, e isso por si só já é um atentado aos princípios fundantes do direito”, diz a nota dos policiais. Eles pedem aos profissionais de segurança pública que quiserem assinar a nota para enviar mensagem de e-mail até o dia 12 de maio para os seguintes contatos: Amauri Soares (amaurisoaresnovo@gmail.com), Rafael Cavalcante (ralfael@hotmail.com) Kleber Rosa (kleberrosa@yahoo.com.br), Klaudeir Teles Gonçalves (klaudeirteles@gmail.com) e Dalchem Viana (dalchem@hotmail.com). No STF Na terça-feira da semana passada (30) o ministro Ricardo Lewandowski pediu vista de um habeas corpus coletivo, impetrado em favor de todas as pessoas que cumprem pena depois de condenadas pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF-4), que condenou Lula em segunda instância. O caso estava sendo julgado virtualmente pela Segunda Turma, mas com o pedido de vista, será realizado presencialmente, quando Lewandowski devolvê-lo ao colegiado. Uma decisão a favor do HC beneficiaria Lula. A má notícia para ele é que a relatora do habeas corpus coletivo é a ministra Cármen Lúcia. A boa é que cabe a Lewandowski, favorável à prisão apenas após trânsito em julgado, pautar o julgamento do HC na Segunda Turma. O colegiado é composto pelo próprio Lewandowski (presidente), Celso de Mello, Gilmar Mendes, Cármen Lúcia e Edson Fachin.

Habeas corpus coletivo pode beneficiar o ex-presidente Lula

Um pedido de habeas corpus coletivo que visa garantir os direitos de todos que foram condenados pelo TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região) junto ao STF (Supremo Tribunal Federal) pode beneficiar o ex-presidente Lula. A Segunda Turma da corte em Brasília pode rediscutir os critérios para prisão em segunda instância antes de o plenário da corte deliberar definitivamente sobre o tema. Não há, porém, uma data estipulada para essa análise. A reportagem do jornal Folha de S. Paulo destaca que “o habeas corpus coletivo discute uma súmula do TRF-4 que diz: ‘Encerrada a jurisdição criminal de segundo grau, deve ter início a execução da pena imposta ao réu, independentemente da eventual interposição de recurso especial [ao STJ, Superior Tribunal de Justiça] ou extraordinário [ao STF]’.” A matéria acrescenta que “para o advogado que fez o pedido, Sidney Gonçalez, a súmula impõe, de forma automática, a prisão de todos os condenados pelo TRF-4, sem que os juízes precisem fundamentar a medida avaliando as características de cada caso. Gonçalez alega que a Constituição determina que toda decisão judicial seja fundamentada.”

Deputados pró-reforma da Previdência dão patadas; um é o relator

A CUT lançou na quarta-feira passada (01/05), a plataforma Na Pressão, uma ferramenta virtual de participação cidadã, que você pode acessar por celular, tablet ou computador. A primeira campanha é contra a reforma da Previdência do governo Bolsonaro. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC) nº 06/2019 altera radicalmente as regras de aposentadoria. Se for aprovada, alerta a CUT, milhões de trabalhadores não conseguirão se aposentar. . Por isso, o mote da campanha é Querem Roubar Sua Aposentadoria. Por meio do Na Pressão, você pode enviar a sua mensagem para pressionar todas as autoridades públicas envolvidas no debate, a começar pelos senadores e deputados federais. Bastam alguns cliques. Foi o que fez a tradutora Manoela Goldoni, formada em Administração de Empresas. Para surpresa de Manoela, um deputado deu-lhe uma patada: “Só que quando vem a resposta, aparece somente o número de telefone. Por isso pedi ao deputado para ele se identificar”, conta-nos Manoela. “Como não o fez, voltei ao site e procurei os telefones, um por um, até que encontrei o número dele”, diz. É o deputado federal Carlos Henrique Gaguim (DEM/TO). Outro deputado chamou Manoela de “desinformada, apoiadora de bandido”.   Assim como no caso de Gaguim, Manoela escarafunchou e descobriu  o nome do parlamentar dono do celular. É o deputado Delegado Marcelo Freitas (PSL-MG), cujo partido tem revelado um laranjal. Por sinal, é o relator da reforma pé na cova na Câmara. A mídia descontrolada: Episódios da luta contra o pensamento único

Rede TV não exibirá entrevista de Lula gravada pela emissora

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva deu ontem, dia 3 de maio, uma entrevista para o jornalista Kennedy Alencar, que seria exibida na Rede TV e num programa documental da rede britânica BBC. Fomos informados hoje que a Rede TV decidiu não exibir a entrevista. Registre-se que emissora não só entrou com uma reclamação junto ao Supremo Tribunal Federal para garantir o direito de entrevistar o ex-presidente como gravou a entrevista no dia de ontem. A entrevista deve ser divulgada no exterior na BBC Via Instituto Lula Kennedy: entrevista será exibida pela BBC e depois em seu blog. RedeTV confirma autocensura “A entrevista que fiz com o ex-presidente Lula será exibida com exclusividade num projeto em desenvolvimento com a BBC World News. Logo em seguida, o blog publicará as íntegras em texto e vídeo da conversa com o petista, que ocorreu na Superintendência da Polícia Federal Curitiba na manhã de sexta. Aguardem”, diz o jornalista Kennedy Alencar; em nota, a RedeTV confirmou que não irá exibir a entrevista que pediu ao STF para realizar Florestan critica “censura” imposta pela RedeTV “A RedeTV não vai mais transmitir a entrevista feita pelo jornalista Kennedy Alencar com o ex-presidente Lula. Com isso ela só será exibida dia 11 de maio pela BBC World News. Até lá você pode conferir, sem censura, a entrevista de Lula nas páginas do El Pais e Folha de São Paulo”, afirmou o jornalista Florestan Fernandes O nome disso é censura, diz Margarida após RedeTV vetar transmissão da entrevista de Lula “Horas após o Dia Mundial da Liberdade de Imprensa (3 de maio), a RedeTV decide ñ veicular entrevista feita por Kennedy Alencar com Lula. Isso tem nome: CENSURA. E o pior: vindo de uma empresa q deveria se pautar em garantir a liberdade de imprensa”, afirmou a deputada Margarida Salomão (PT-MG) Zarattini: RedeTV está com medo de Lula? “A RedeTV decidiu não exibir a entrevista com Lula feita por Kennedy Alencar. O que levou a RedeTV a suspender a entrevista de Lula? Bolsonaro tá atuando? Tá com medo de Lula?”, questionou o deputado Carlos Zarattini (PT-SP) Abaixo a ditadura, diz Maria do Rosário após RedeTV decidir não transmitir entrevista de Lula A deputada federal Maria do Rosário (PT-RS) bateu duro na decisão da RedeTV, que não transmitirá o material gravado pelo jornalista Kennedy Alencar; “Todo apoio ao jornalista e à Lula! Q desrespeito com ambos e com o Brasil! Abaixo a censura e ditadura! Imagina q armas governo Bolsonaro usou p/ censurar essa entrevista? Raios!”, criticou

Lula pretende pedir progressão de remime para deixar prisão fechada

 – Lula: “Quero ir pra casa” – O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu nesta sexta (3), em Curitiba, sua segunda entrevista na prisão ao jornalista Kennedy Alencar. “Quero ir pra casa”, disse o petista. Segundo o jornalista, Lula pedirá progressão do O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva concedeu nesta sexta (3), em Curitiba, sua segunda entrevista na prisão ao jornalista Kennedy Alencar. “Quero ir pra casa”, disse o petista. Segundo o jornalista, Lula pedirá progressão do regime porque ele tem direito haja vista que restam menos de 8 anos de pena a cumprir. “Eu quero ir pra casa. Agora, se eu tiver que abrir mão de continuar a briga pela minha defesa, eu não tenho nenhum problema de ficar aqui”, declarou o entrevistado. A entrevista completa irá ao ar neste sábado (4) na Rede TV! Abaixo, leia trechos da entrevista com o ex-presidente — direto da Superintendência da Polícia Federal na capital paranaense. Lula pedirá progressão de regime: “Quero ir pra casa” Com menos de oito anos a cumprir, benefício pode ser pedido KENNEDY ALENCAR CURITIBA Em entrevista hoje de amanhã, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse que pretende pedir progressão de regime para deixar prisão fechada. Ele está preso na Superintendência da Polícia Federal. Lula afirmou que teria reunião hoje à tarde com seus advogados para solicitar benefício que tem por direito, deixando claro que não desistirá de provar inocência e que a atitude não é admissão de culpa. Leia trecho: Lula: Por que você acha que eu digo que não troco a minha dignidade pela minha liberdade? Porque, de vez em quando as pessoas falam “Ah, mas agora foi julgado e tem a tal da detração [penal] e você já pode sair”. Obviamente, quando os meus advogados disserem “Lula, você pode sair”, eu vou sair. Só sairei daqui se qualquer coisa que tiver que tomar decisão não impedir de eu continuar brigando pela minha inocência. Kennedy Alencar: A questão da detração, presidente, é um direito que o sr. tem, porque o sr. já tem menos de oito anos de pena a cumprir. E, no regime brasileiro, pode ir para o semiaberto. Como não há vagas, o sr. poderia sair para trabalhar durante o dia e voltar para casa. O sr. vai pedir a detração penal? Lula: Olha, eu só pedirei no dia em que meus advogados, o Cristiano [Zanin] e o [Roberto] Batochio, disserem pra mim “Presidente Lula, o sr. pode pedir, que, se o sr. pedir, o sr. pode continuar a sua briga pela sua inocência”. KA: Os advogados já dizem isso. Lula: Os meus advogados não disseram. Eu vou ter uma reunião com o Cristiano hoje, que eu quero entender bem isso. Tem muita gente dando palpite. KA: Então, vamos ser claros aqui: se os advogados disserem que sr. pode pedir esse direito e isso significar que o sr. pode continuar dizendo que é inocente, o sr. vai pedir? Lula: Não é só dizendo, não. Eu quero continuar provando a minha inocência. Aí, eu posso pedir. (…) Olha, se os advogados disserem para mim, “Lula, você pode pedir a detração e você vai continuar brigando pela sua inocência do mesmo jeito que você está”, eu não tenho nenhum problema de pedir, porque eu quero sair daqui. KA: O sr. vai pedir ou não vai pedir? Lula: Eu posso pedir. KA: Pode ou vai? Lula: Posso pedir se eles me garantirem que eu posso continuar me defendendo. KA: Seja claro, presidente… se eles disserem, o sr. vai pedir? Lula: Peço. Eu quero ir pra casa. Agora, se eu tiver que abrir mão de continuar a briga pela minha defesa, eu não tenho nenhum problema de ficar aqui. Com informações do blog de Kennedy Alencar.