Na contramão da história, Brasil retroage com este boçal presidente

O imbecil presidente Jair Bolsonaro assinou o decreto que facilita a posse de armas de fogo. Esta iniciativa é uma tentativa de passar a responsabilidade pela segurança pública para o cidadão comum e, sem dúvida, a taxa de violência irá aumentar. Quem sobreviver, verá. Há uma inequívoca tendência mundial de crescentes restrições à posse de armas pelos cidadãos, apontam todos os especialistas no assunto. Até agora, apenas os Estados Unidos estavam fora dessa tendência; o Brasil de Bolsonaro abandona o padrão civilizacional dos tempos e aproxima-se dos EUA de Trump. As restrições severas são a regra em países com sistemas tão distintos como China e Alemanha, Rússia e Austrália; e igualmente na África do Sul, Japão, México e Reino Unido. É impressionante a distância entre a lei brasileira (e a dos EUA) e a desses países -leia abaixo as regras em cada um deles. Veja a seguir como é a legislação nesses países, em contraste com o Brasil, onde, a partir desta terça (15), qualquer pessoa com mais de 25 anos sem antecedentes criminais poderão comprar até quatro armas de fogo, passando apenas por uma “avaliação psicológica”, segundo a legislação O Brasil caminha para rivalizar os Estados Unidos, o país com maior taxa de armas por habitante do mundo. Para ter uma arma, basta passar por uma checagem instantânea de antecedentes criminais, mas isso não é necessário se a compra for realizada com um vendedor privado, em vez de em uma loja —cerca de um terço dos compradores não passou pela checagem, segundo estudo de Harvard. Em alguns estados há maiores restrições, mas em geral elas incluem apenas mais tempo de espera pela liberação da compra ou checagem mais aprofundada do histórico do comprador. Há mais de 50 mil lojas de armas no país. Veja o que é preciso fazer para obter uma arma em oito países, de acordo com levantamento dos jornalistas Gustavo Uribe , Talita Fernandes , Bernardo Caram e Camila Mattoso da Folha de S.Paulo: Austrália: Tem leis muito restritivas, e a posse é liberada apenas em casos excepcionais (geralmente para caçadores, colecionadores ou fazendeiros em áreas isoladas). Para ter a licença é preciso passar por cursos de cuidados no manuseio, teste escrito e teste prático. Além da avaliação dos antecedentes criminais, há casos em que a polícia entrevista familiares e vizinhos. A legislação mais dura foi aprovada no fim dos anos 1990, pouco depois de um massacre que matou 35 pessoas e feriu 23 em Port Arthur, em 1996. Depois da lei, cerca de 650 mil armas foram confiscadas.Alemanha: Para conseguir uma licença, é preciso comprovar que a pessoa corre risco, demonstrar que é colecionadora ou fazer parte de clube de tiro. O candidato passa por avaliação que leva em conta antecedentes criminais, saúde mental e uso de drogas. Caso seja concedida, a permissão é revisada a cada três anos. Para manter a arma em casa, é preciso permitir inspeções não anunciadas da polícia, que verifica se o armamento está guardado em local seguro. África do Sul: É muito difícil obter uma arma legalmente. O processo é lento e inclui aulas de tiro, entrevistas com familiares, checagem de histórico criminal e de uso de drogas e inspeção no local onde a arma será guardada —tudo isso antes que a compra seja autorizada. Nas cinco maiores cidades do país, os homicídios caíram 13,6% ao ano nos cinco anos posteriores à aprovação da legislação atual, o que aconteceu nos início do anos 2000.China: Em geral, os chineses que moram em cidades são proibidos de ter armas em casa —elas precisam ser guardadas em depósitos especiais. Para obter a permissão para comprá-las, é necessário apresentar uma justificativa e demonstrar conhecimento sobre uso seguro e manuseio. Também há avaliação do histórico policial e da saúde mental da pessoa.Japão: Tem das leis mais rígidas do mundo. O longo processo para obter a permissão para comprar uma arma envolve aulas de tiro (que também precisam ser autorizadas), teste escrito, teste prático, avaliação psicológica e psiquiátrica, entrevista com a polícia para explicar por que a arma é necessária, avaliação rigorosa de histórico criminal e de relações pessoais (também é avaliado se a pessoa tem dívidas) e inspeção policial do local onde a arma será armazenada.México: Há apenas uma loja de armas em todo o país e ela fica na capital, Cidade do México. Para obter a permissão do governo, é preciso atestado que comprove que a pessoa não tem antecedentes criminais. Também é necessário ter emprego fixo e renda. Reino Unido: A posse só é permitida para caçadores ou membros de clubes de tiro. Quem requer a permissão precisa passar por checagem de antecedentes criminais e entrevista domiciliar com a polícia, que verifica o local onde a arma será guardadaRússia: É preciso ter autorização para caça ou justificar a necessidade da arma para defesa pessoal. O requerente passa por testes relativos ao manuseio do armamento, primeiros socorros e legislação, além de avaliação psicológica e de antecedentes criminais.
Blosonaro quebrou a cara e não conseguiu erguer o troféu Batistti
PF MANDOU AVIÃO BUSCAR BATTISTI PARA ‘SHOW’ MIDIÁTICO DE BOLSONARO; VOLTOU VAZIO – A articulação do governo Bolsonaro para transformar a prisão do italiano Cesare Battisti num show midiático terminou com um avião vazio; foi um fiasco. Foi enviado à Bolívia um avião da Polícia Federal para trazer Batistti como “troféu” do bolsonarismo. A ideia era articular uma bombástica apresentação do “terrorista” para agitar o fantasma do terrorismo, acusar o PT, os movimentos sociais e toda a esquerda, e criar um clima de terror.O que acabou com a festa de tintas macabras do governo de extrema-direita foi a postura altiva e corajosa do presidente boliviano, Evo Morales, que se recusou a negociar com o governo brasileiro e estabeleceu uma linha direta com o governo italiano. Ontem a noite, o avião da PF estava estacionado em algum hangar em Brasília, enquanto o avião a serviço do governo italiano estava a caminho do aeroporto de Ciampino, em Roma, desde o aeroporto de Viru Viru em Santa Cruz de la Sierra. A cúpula do governo movimentou-se desde logo cedo em frenesi para arrancar seu “troféu” das mãos dos bolivianos. Logo cedo, o ministro do Gabinete de Segurança Institucional (GSI), general Augusto Heleno, sai de uma reunião com Bolsonaro e outros membros da cúpula do governo no Palácio da Alvorada e garantiu que antes de seguir para a Itália, Batistti viria ao Brasil, em avião da Polícia Federal. Morales enterrou com a pretensão bolsonarista.
Entidade ligada a Damares Alves é acusada de tráfico de crianças

ONG Atini é alvo de acusações do Ministério Público e de indigenistas, que falam em tráfico, sequestro e exploração sexual de crianças A ministra das “Mulheres, Família e Direitos Humanos”, Damares Alves, coleciona falas polêmicas e acusações. Agora, a ONG Atini, fundada por ela, é alvo de acusações do Ministério Público e de indigenistas, que falam em tráfico e sequestro de crianças e incitação ao ódio contra indígenas. Em 2016, a Polícia Federal pediu à Fundação Nacional do Índio (Funai) informações sobre supostos casos “de exploração sexual e tráfico de índios”. No despacho estaria a ONG de Damares e outras duas. A informações são do jornal Folha de S. Paulo. A acusação é duplamente dramática levando em conta que em 2019 a Funai ficará sob o guarda-chuva de Damares. O processo envolvendo as organização está em andamento. A ministra deixou a ONG em 2015, quando passou a atuar no gabinete de Magno Malta e fazer assessoria para a bancada evangélica no Congresso. Com sede em Brasília, a Atini – Voz Pela Vida tem como uma das principais bandeiras o combate ao infanticídio. A acusação é de que a ONG teria usado um falso apelo humanitário – que é a morte de crianças indígenas – para prover tráfico e exploração sexual. O principal caso do processo, ainda de acordo com informações do jornal, é o de um indígena de 16 anos da etnia sateré-mawé que foi levada pela tio materno e sua esposa para uma chácara da Atinis em 2010, e ali engravidou de um índio de outra tribo, e a criança foi posta para adoção. O MP pede o retorno da criança para a mão, que já está de volta a sua tribo, no Amazonas. A criança está sob a tutela do irmão de uma das donas da Atini, Márcia Suzuki.
A fake knife que elegeu o coiso presidente do Brasil precisa ser desvendada

NOVO DOCUMENTÁRIO SOBRE ‘FACADA’ REFORÇA SUSPEITAS E NECESSIDADE DE APURAÇÃO – Mais um vídeo produzido pelo ‘True or Not’ chama a atenção para outras perguntas sem respostas que se acumulam em torno da ‘facada’ sofrida pelo então candidato à presidência da república Jair Bolsonaro. Desta vez, o vídeo destaca a presença do ‘homem da camiseta azul’, que tentou evitar a aproximação de Adélio ao candidato e que teve seu depoimento suprimido pelas investigações. As novas imagens divulgadas – com nitidez impressionante – corroboram a tese de que houve uma ação deliberada que contou com vários participantes e que houve mais de uma tentativa de ataque, antes da ‘facada’ propriamente dita. Pode-se ouvir a frase: “calma, tem que ter paciência”. O documentário prossegue até o momento fatídico. Neste ponto, pode-se ouvir as frases: “não te falei?” e “Acertaram ele, porra”. As imagens mostram que havia uma expectativa ampla e generalizada por um ‘ataque’. Os novos vídeos divulgados são elementos extremamente relevantes para as investigações que ainda correm sob responsabilidade da Polícia Federal. O mais impressionante, no entanto, é que nem Bolsonaro, nem seus filhos e nem seus aliados pedem uma apuração mais rigorosa do caso. Tudo parece estar devidamente tranquilo para todos eles que, em tese, deveriam ser os maiores interessados em esclarecer a motivação e restituir a cena do ‘crime’ com fidedignidade técnica. As imagens do atentado de 6 de setembro de 2018 que definiu as eleições nas próprias palavras de Boslsonaro ainda submergem em uma cortina de fumaça promovida agora, de maneira surpreendente, pelo governo liderado pela ‘vítima’. As investigações ‘independentes’ do caso devem continuar até que a pressão popular pela busca da verdade factual do episódio ganhe o contorno dramático dos expectadores que perdem a cena principal de um filme. Veja AQUI o novo documentário sobre a ‘facada’ em Bolsonaro
Os tentáculos de Olavo de Carvalho sobre 57 milhões de estudantes brasileiros

Três discípulos do filósofo ocupam cargos importantes no Ministério da Educação de Bolsonaro. Ideias do pensador da ultradireita devem influenciar políticas da alfabetização às universidades Considerado uma espécie de guru intelectual da direita brasileira, o filósofo Olavo de Carvalho emplacou três discípulos em cargos estratégicos do Ministério da Educação sob o presidente Jair Bolsonaro. Além do próprio titular da pasta, Ricardo Vélez, os seguidores Carlos Nadalim e Murilo Resende ocupam, respectivamente, a Secretaria Especial da Alfabetização e a direção da Avaliação da Educação Básica do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira). Tratados pelo mentor como “olavistas” ou “olavetes”, Vélez, Nadalim e Resende chegam ao poder afinados com as ideias que aprenderam principalmente nos cursos online oferecidos pelo filósofo direitista, e pelos quais já passaram cerca de 12.000 pessoas. As ideias de Carvalho — centradas principalmente no fim da “doutrinação ideológica marxista” que diz existir no ensino público do país — devem influenciar as políticas dos próximos quatro anos nas duas pontas da educação brasileira: da alfabetização ao ensino superior, cujo impacto deve recair sobre os cerca de 48,6 milhões de estudantes matriculados nas escolas da educação básica e sobre os pouco mais de 8,3 milhões de alunos do ensino superior (segundo o último Censo Escolar, de 2017). No centro do discurso de Olavo de Carvalho, estão críticas ferrenhas a Paulo Freire (1921-1997), o educador e filósofo brasileiro mais referenciado em universidades do mundo, nomeado patrono da educação brasileira em 2012, laureado dezenas de vezes com o título doutor honoris causa fora do Brasil. O pedagogo pernambucano, criticado pelo Governo Bolsonaro, defendia a educação como um ato político, mantendo os alunos em contato constante com os problemas contemporâneos no processo educacional. Ainda que não seja o único teórico no qual se apoiam os professores brasileiros, Paulo Freire é um dos principais alvos de crítica de Olavo e também dos seguidores que agora ocupam secretarias complexas no Governo Federal.
Vestibular da Fuvest usa textos de Karl Marx e Chico Buarque

Ignorando a orientação do governo do ultradireitista Jair Bolsonaro (PSL) de acabar com o “marxismo cultural” nas universidades, a segunda fase da prova do vestibular da Fuvest para a Universidade de São Paulo (USP), que aconteceu neste domingo (6), teve textos de Karl Marx, Chico Buarque e tirinha de Laerte. Alguns dos temas das perguntas de Português foram patriarcado, ditadura militar e racismo. O texto de Karl Marx foi usado para discutir a figura histórica da mulher no capitalismo. Os candidatos também tiveram que analisar o gênero discursivo da letra da música “Meu Caro Amigo”, de Chico Buarque, que retrata um momento da ditadura militar. A tirinha da cartunista Laerte expunha problemas com burocracia. Para a proposta de redação, a Fuvest desenvolveu o tema com textos que falavam sobre o incêndio no Museu Nacional do Rio de Janeiro, o progresso na história da sociedade e sobre a memória da humanidade e uma imagem da escultura “Amnésia”, que retrata um menino negro jogando um balde de tinta branca na cabeça. A última etapa da Fuvest continua nesta segunda-feira (7) com questões específicas de acordo com a carreira escolhida. Com informações do Estadão
Faustão parte para o ataque e chama o coiso de imbecil e idiota

GLOBO CONTRA BOLSONARO: ‘O IMBECIL QUE ESTÁ LÁ’ – No programa deste domingo, o apresentador Fausto Silva reclamou de um político que chamou de ‘imbecil’ e ‘idiota’. Ele não mencionou o nome do alvo de suas críticas, mas o recado pareceu claramente endereçado a Jair Bolsonaro. Na guerra entre o Palácio do Planalto e a Globo, Bolsonaro e seus filhos têm feito ataques recorrentes à emissora dos Marinho. “A Globo/Jornal Nacional dedicou ontem mais de 23 minutos a Jair Bolsonaro. Eu jamais vi um “interesse” tão grande num presidente. As coisas estão escancaradas demais!”, escreveu Carlos Bolsonaro, dias atrás.
Haddad condena base militar dos Estados Unidos no Brasil

– O ex-prefeito Fernando Haddad usou sua conta no Twitter para criticar a oferta feita por Jair Bolsonaro de ceder parte do território nacional para abrigar a instalação de uma base militar norte-americana, atendo aos interesses da política externa dos Estados Unidos. “A oferta, feita por Bolsonaro, de ceder parte do nosso território para instalação de uma base militar americana, mesmo que não se concretize, é das medidas mais dramáticas e simbólicas do novo governo”, postou Haddad. Em entrevista à jornalista Eliane Cantanhêde, do jornal O Estado de S. Paulo, o secretário de Estado Mike Pompeo disse que os Estados Unidos estavam “felizes” com a promessa feita pelo presidente Jair Bolsonaro, o que vai de encontro à vontade dos generais brasileiros que avaliam que uma base militar dos EUA no país atenta contra os interesses nacionais,. “Essa é uma discussão colocada o tempo todo, e nós ficamos satisfeitos com a oferta do presidente Bolsonaro. Eu estou confiante de que vamos continuar as discussões sobre todo um conjunto de temas com o Brasil, enquanto o novo governo vai colocando seus pés no chão. Isso é algo que nós estamos desejando muitíssimo”, afirmou Pompeo. O governo Jair Bolsonaro vem sendo duramente criticado em função do alinhamento automático com os interesses da política externa norte-americana, que defende restrições ao comércio com a China, além de reconhecer Jerusalém como capital de Israel. Nesta linha, Bolsonaro já anunciou ter interesse em seguir os passos dos EUA e transferir a Embaixada do Brasil em Israel de Tel Aviv para Jerusalém. O movimento, porém, contraria os países árabes, um dos maiores compradores de carnes de aves do Brasil que amaçam retaliações comerciais de bilhões de dólares caso o Brasil insista com a iniciativa. Confira o Twitter de Haddad sobre o assunto. Fernando Haddad ✔@Haddad_Fernando A oferta, feita por Bolsonaro, de ceder parte do nosso território para instalação de uma base militar americana, mesmo que não se concretize, é das medidas mais dramáticas e simbólicas do novo governo. https://politica.estadao.com.br/noticias/geral,ficamos-satisfeitos-com-a-oferta-da-base-militar-diz-pompeo,70002668765?utm_source=estadao:twitter&utm_medium=link … ‘Ficamos satisfeitos com a oferta da base militar’, diz Pompeo – Política – Estadão Secretário de Estado afirma que Estados Unidos estão ‘entusiasmados’ com guinada à direita na América do Sul politica.estadao.com.br
Despetização virou mantra e os iludidos aplaudem cada retrocesso

– A deputada federal Jandira Feghali (PCdoB-RJ) criticou a perseguição à esquerda feita pelo governo de Jair Bolsonaro. Segundo ela, a chamada “despetização”, termo utilizado pelo pelo ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, para justificar a demissão de 320 servidores de uma só vez, incluindo mulheres grávidas ou que estavam amamentando, virou um mantra para o governo. “Cabe tudo no mantra “despetização”. Inclusive demitir grávidas e em licença maternidade e acabar com bolsas para pesquisa”, afirmou a deputada em sua página nas redes sociais. De acordo com nota publicada no jornal O Globo deste domingo (6), o governo estuda novos critérios para se conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior. “O critério ideológico será eliminatório. Se não passar por este, não avançará para os seguintes”, diz um trecho da nota. “Basta falar a palavra mágica e os iludidos aplaudem cada retrocesso. Parece que a perseguição à esquerda prevalece sobre o critério da competência prometido”, completou. Jandira Feghali ✔@jandira_feghali Cabe tudo no mantra “despetização”. Inclusive demitir grávidas e em licença maternidade e acabar com bolsas para pesquisa. Basta falar a palavra mágica e os iludidos aplaudem cada retrocesso. Parece que a perseguição à esquerda prevalece sobre o critério da competência prometido. 14:04 – 6 de jan de 2019
MEC terá critério ideológico para conceder bolsas de estudos

O governo de Jair Bolsonaro estuda medidas no Ministério da Educação para estabelecer critérios para se conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior. “O critério ideológico será eliminatório. Se não passar por este, não avançará para os seguintes”, diz um trecho da nota publicada pelo jornal O Globo deste domingo (6) – Na primeira semana do governo Bolsonaro foram dados sinais claros de que o país caminha para o fascismo. Na campanha em que integrantes do governo chamam de “despetização” estão sendo estudado critérios de perseguição ideológica em diversos setores. De acordo com nota publicada no jornal O Globo deste domingo (6), estão sendo estudados no Ministério da Educação novos critérios para se conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior. “O critério ideológico será eliminatório. Se não passar por este, não avançará para os seguintes”, diz um trecho da nota. Apesar da informação ser um verdadeiro escândalo, o jornal informa sem grande alarde que também está em discussão a possibilidade de se interromper algumas bolsas já concedidas e com alunos em plena atividade usando o mesmo critério. “O problema é como fazer isso sem rasgar contratos”, aponta a nota. Para a professora universitária e ex-reitora da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), a deputada federal Margarida Salomão (PT-MG), a medida demonstra que “o Brasil não é mais pra todos” “É só pra quem reza a cartilha do governo eleito. Isso é unir o país? Não! Isso é perseguir, isso é punir a liberdade de expressão, isso é for de morte a democracia!”, disse ela em sua página no Twitter. SERRANO: CRITÉRIO IDEOLÓGICO PARA CONCEDER BOLSA É INCONSTITUCIONAL – O professor de Direito Constitucional da PUC-SP, Pedro Serrano, afirmou que o plano do governo Jair Bolsonaro de, por meio do Ministério da Educação, criar critérios ideológicos para conceder bolsas de estudos para pós-graduação e doutorado no exterior é inconstitucional. “Controle ideológico de concessão de bolsas pelo Estado, absurdamente inconstitucional. E agora não vejo ninguém da direita gritando contra o aparelhamento ideológico do Estado”, afirmou o jurista. Para ele, “se há algo bom nesse terrível momento que passamos é o desvelamento das hipocrisias”, se referindo ao comportamento de direita conservadora quedurante os governos progressistas, bradavam em contra um suposto “controle ideológico” por parte do estado