Moro perdeu o decoro? Como perder o que não se tem? Por Fernando Brito

A polêmica em torno da foto posada ao lado de João Doria Jr, ontem, em Nova York foi classificada pelo juiz Sérgio Moro como “uma bobagem”. A esta altura, deve-se concordar com Sua Excelência. Não há mais decoro algum a preservar em sua figura e, portanto, não deve chocar ninguém que, outra vez, ele apareça, sorridente, ao lado de um tucano e, agora, de um candidato. E, igualmente, não há quem ponha freios na falta de decoro de juízes, há muito tempo. GIlmar Mendes, Joaquim Barbosa, Luiz Fux e Luís Alberto Barroso pisaram e sapatearam na discrição que deles se deveria esperar e, claro, só ganharam com isso na mídia. Moro quebra, faz tempo, não apenas o decoro, mas a legalidade e, disso, também só lhe advém aplausos e elogios. Como diz o jornalista Kennedy Alencar, em seu blog, nada espante porque, afinal, Moro “pode tudo”. Uma virtude, porém, deve-se encontrar na atitude desavergonhada do pequeno magistrado de província que se viu alçado à condição de juiz supremo do Brasil. É que sua desfaçatez tornou-se tão evidente que, a cada dia, a menos gente engana. Cada vez há menos iludidos, todos os que lhe permitem estes esparramos passam a merecer, mesmo, o nome de cúmplices. Moro nada seria não fosse tal cumplicidade, a de um Judiciário que nem mesmo se vexa de um escandaloso descumprimento da Constituição, com os privilégios de um auxílio-moradia “fake”, pago a quem mora no seu próprio e confortável imóvel. Decisão judicial não se discute, se acata, mesmo quando elas significam manter preso um ex-presidente que foi condenado em um processo pré-resolvido e soltar tantos outros em que há provas, contas no exterior e riqueza e ostentação inquestionáveis? Será que as coisas não se ligam, porque envolvem o mesmo conceito que Kennedy Alencar usou em seu texto? Eles podem tudo.
Roberto Requião candidato a presidente da República pelo MDB

O senador Roberto Requião enviou uma carta à bancada do MDB no Senado, nesta terça-feira (15), informando coloca-se à disposição do partido na disputa pela Presidência da República e que baterá chapa na convenção nacional de julho com o ex-ministro dos bancos Henrique Meirelles. “É um insulto à consciência emedebista e à própria cidadania que dirigentes do Governo, os mesmos que levaram ao descalabro a economia, agora, confiados apenas em dinheiro, se apresentem como postulantes às eleições presidenciais”, diz um trecho da carta referindo-se a Meirelles, sem citá-lo nominalmente. O senador paranaense critica no documento as privatizações e a reforma da previdência, enfim, o modelo neoliberal que visa reduzir o espaço do Estado, ampliar o do setor privado e degradar o valor do trabalho, para facilitar os ganhos do grande capital financeiro. “Move-me unicamente o espírito da absoluta necessidade de colocar o PMDB na trilha de uma mobilização comum, para regenerar o País do virtual derretimento das instituições republicanas. Não é um ato de aventura”, diz a carta de Requião. Leia em seguida o texto integral da carta. Prezado companheiro senador(a)… Dirijo-me aos companheiros tanto como colegas da bancada do PMDB no Senado quanto na condição de participantes à convenção do que, em julho, definirá os rumos do partido em relação à sucessão presidencial. Acredito que todos partilham da mesma angústia que me tem assaltado nos últimos anos, quando reflito sobre o destino do Brasil e sobre o papel que nosso partido está desafiado a desempenhar no próximo quatriênio. Paira sobre nossas costas, como convencionais, o peso de uma responsabilidade jamais suportado por integrantes do PMDB, inclusive nos momentos históricos da redemocratização. Estamos caminhando para o quarto ano seguido de uma depressão econômica sem precedentes. Milhões de cidadãos e cidadãs, sobretudo jovens, estão sendo lançados fora do mercado de trabalho, sem perspectiva à vista de retomada do emprego. O sistema de seguridade social está esgarçado, com o propósito aparente de torná-lo ruim para facilitar sua privatização. Empresas estratégicas como Petrobrás e Eletrobrás, essenciais para o funcionamento da economia, estão igualmente listadas para privatização retalhada. O Governo está vendendo a água e a terra a estrangeiros. Este mesmo Governo, com nomes do PMDB mas sem a alma histórica do MDB, recusa-se a tomar qualquer medida efetiva de combate ao desemprego, confiando nas forças “cegas” do mercado, para revitalizar a economia. Acabamos de ver os resultados desse tipo de política na Argentina, levada mais uma vez ao caos pelos neoliberais. É o caminho que seguiremos, inevitavelmente, se não houver uma reversão radical da política econômica. A estratégia do Governo é simples: reduzir o espaço do Estado, ampliar o do setor privado e degradar o valor do trabalho, para facilitar os ganhos do grande capital financeiro. É um insulto à consciência emedebista e à própria cidadania que dirigentes do Governo, os mesmos que levaram ao descalabro a economia, agora, confiados apenas em dinheiro, se apresentem como postulantes às eleições presidenciais. São os feitores da emenda 95, a mesma que estabelece o congelamento do orçamento público por 20 anos, como se, nesse período, o país também ficasse congelado. Essa lei é uma das que temos a obrigação de submeter a referendo revogatório, como condição fundamental para a retomada do desenvolvimento, pois os neoliberais, naturalmente, não fariam isso. O projeto neoliberal está em derrocada na Europa, em vários países sul-americanos e especialmente na Argentina. No Brasil a derrocada avançou consideravelmente. E uma vitória completa desse modelo seria a privatização da Previdência, da Saúde, da Petrobrás e da Eletrobrás. E é isto que está na pauta também de pré-candidatos à Presidência que se preparam descaradamente para a convenção do PMDB, tentando dar legitimidade a iniciativas tão violadoras da tradição do partido como a tal Ponte para o Futuro, rejeitada nas instâncias partidárias próprias e realizada pelo Governo. Move-me unicamente o espírito da absoluta necessidade de colocar o PMDB na trilha de uma mobilização comum, para regenerar o País do virtual derretimento das instituições republicanas. Para tanto, estou disposto, desprovido de qualquer ambição pessoal que não o serviço ao povo, a apresentar meu nome à convenção do partido. Não é um ato de aventura. Esta carta serve como consulta prévia aos convencionais, e se encontrar parceiros nessa empreitada seguirei em frente. Posteriormente, encaminharei o discurso que pretendo dirigir à convenção, caso tenha apoio para disputá-la. Dos companheiros e companheiras espero que se movam com razão e emoção. A razão indica que temos poucas alternativas para tirar o país da crise econômica e institucional, mas com a liderança do PMDB reestruturado podemos fazê-lo a curto prazo, depois das eleições, pois a direita não tem alternativas viáveis, e a centro-esquerda ainda busca articulação unitária. A emoção indica que temos de nos mobilizar para oferecer um horizonte de esperança a nossas famílias e especialmente nossos jovens, tendo como primeiro passo de uma iniciativa vigorosa para afastar os entreguistas que tomaram conta dos postos chave da República. Embora essa iniciativa pareça solitária, tomo-a, para que ninguém, amanhã, possa dizer que me omiti. Filiado número um ao PMDB do Paraná, sempre PMDB, Roberto RequiãoSenador da República
Sem um líder popular no Planalto, a festa será dos ratos de sempre

A charge do Laerte, na Folha de hoje, é o retrato pronto e acabado do que nos aguarda caso não ocorra a cada vez mais improvável normalização da disputa eleitoral, deformada pela intervenção autoritária de Sérgio Moro, com o afastamento de Lula. Por Fernando Brito – Tijolaço Teremos um presidente fraco – mesmo que de perfil autoritário, como Bolsonaro – numa situação que Bruno Boghossian, no mesmo jornal, define como “emparedado pelo Congress”. Congresso, claro, que ante à desgraça atual de sua composição, tende a confirmar a máxima de Ulysses Guimarães: “acha o Congreso ruim? Espere o próximo”. Como será capaz de sobreviver um presidente em uma selva onde políticos, juízes e mídia sabem que, se não for uma nulidade, não leverá mais que meses para que contra ele se arme um impeachment. Há alguém com lastro na opinião pública para resistir, chamando o povo? Mesmo Lula teria dificuldade, mais ainda Ciro Gomes, o único outro que admite que o novo presidente precisará remeter ao povo as suas decisões. Só que, antes disso, terá de passar pelo Congresso e pela Justiça, pois não tem poder legal para convocar plebiscitos. Eleições anormais não podem trazer de volta a normalidade. O que nasce torto nunca se endireita.
Lula diz que seu maior desafio é não odiar os que armaram contra ele
“De saúde, estou bem, sereno e firme no que é meu projeto de vida que é servir ao povo brasileiro como atualmente tenho consciência de que eu posso e devo. Você veio me trazer um apoio espiritual. E o que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio”, disse o ex-presidente Lula ao monge Marcelo Barros, que o visitou ontem; no encontro, o monge disse a Lula que o Brasil sabe da inocência dele – a despeito da condenação sem provas no processo capitaneado por Sergio Moro e Deltan Dallagnol – e que seu sacrifício pessoal servirá como um instrumento de libertação do povo brasileiro A indignação profética de quem ama, por Marcelo Barros, monge beneditino – Desde que a justiça liberou visitas religiosas, fui o segundo a ter graça de visitar o presidente Lula em sua prisão. (Quem abriu a fila foi Leonardo Boff na segunda-feira passada). Eram exatamente 16 horas quando cheguei na dependência da Polícia Federal onde o presidente está aprisionado. Encontrei-o sentado na mesa devorando alguns livros, entre os quais vários de espiritualidade, levados por Leonardo. Cumprimentou-me. Entreguei as muitas cartas e mensagens que levei, algumas com fotografias. (Mensagem do Seminário Fé e Política, de um núcleo do Congresso do Povo na periferia do Recife, da ASA (Articulação do Semi-árido de Pernambuco) e de muitos amigos e amigas que mandaram mensagens. Ele olhou uma a uma com atenção e curiosidade. E depois concluiu: – De saúde, estou bem, sereno e firme no que é meu projeto de vida que é servir ao povo brasileiro como atualmente tenho consciência de que eu posso e devo. Você veio me trazer um apoio espiritual. E o que eu preciso é como lidar cada dia com uma indignação imensa contra os bandidos responsáveis por essa armação política da qual sou vítima e ao mesmo tempo sem dar lugar ao ódio. Respondi que, nos tempos do Nazismo, Etty Hillesum, jovem judia, condenada à morte, esperava a hora da execução em um campo de concentração. E, naquela situação, ela escreveu em seu diário: – “Eles podem roubar tudo de nós, menos nossa humanidade. Nunca poderemos permitir que eles façam de nós cópias de si mesmos, prisioneiros do ódio e da intolerância”. Vi que ele me escutava com atenção e acolhida. E ele começou a me contar a história de sua infância. Contou como, depois de se separar do marido, dona Lindu saiu do sertão de Pernambuco em um pau de arara com todos os filhos, dos quais ele (Lula) com cinco anos e uma menina com dois. Lembrou que quando era menino, por um tempo, ajudava o tio em uma venda. E queria provar um chiclete americano que tinha aparecido naqueles anos. Assim como na feira, queria experimentar uma maçã argentina que nunca havia provado. No entanto, nunca provou nem uma coisa nem outra para não envergonhar a mãe. E aí ele prosseguia com lágrimas nos olhos: _Agora esses moleques vêm me chamar de ladrão. Eu passei oito anos na presidência. Nunca me permiti ir com Marisa a um restaurante de luxo, nunca fiz visitas de diplomacia na casa de ninguém… Fiquei ali trabalhando sem parar quase noite e dia… E agora, os caras me tratam dessa maneira…_ Eu também estava emocionado. O que pude responder foi: – O senhor sabe que as pessoas conscientes, o povo organizado em movimentos sociais no Brasil inteiro acreditam na sua inocência e sofrem com a injustiça que lhe fizeram. Na Bíblia, há uma figura que se chama o Servo Sofredor de Deus que se torna instrumento de libertação de todos a partir do seu sofrimento pessoal. Penso que o senhor encarna hoje, no Brasil essa missão. Comecei a falar da situação da região onde ele nasceu e lhe dei a notícia de que a ASA (Articulação do Semi-árido) e outros organismos sociais estão planejando um grande evento para o dia 13 de junho em Caetés, a cidadezinha natal dele. Chamar-se-á _“Caravana do Semi-árido pela Vida e pela Democracia” (contra a Fome – atualmente de novo presente na região – e por Lula livre). A partir daquela manifestação, três ônibus sairão em uma caravana de Caetés a Curitiba para ir conversando com a população por cada dia por onde passará até chegar em Curitiba e fazer uma festa de São João Nordestino em frente à Polícia Federal. Ele riu, se interessou e me pediu que gravasse um pen-drive com músicas de cantores de Pernambuco, dos quais ele gosta. Música de qualidade e que não estão no circuito comercial. Vergonha. Nunca tinha ouvido falar de nenhum e nem onde encontrar. Ele me disse que me mandaria os nomes pelo advogado e eu prometi que gravaria. Distenção feita, ele quis me mostrar uma fotografia na parede na qual ele juntou os netos. Explicou quem é cada um/uma e a sua bisneta de dois anos (como parece com dona Marisa, meu Deus!). Começou a falar mais da família e especialmente lembrou um irmão que está com câncer. Isso o fez lembrar que quando Dona Lindu faleceu, ele estava na prisão e o Coronel Tuma permitiu que ele saísse da prisão e com dois guardas fosse ao sepultamento da mãe. No cemitério, havia uma pequena multidão de companheiros que não queriam deixar que ele voltasse preso. Ele teve de sair do carro da polícia e falar com eles pedindo para que deixassem que ele cumprisse o que tinha sido acertado. E assim voltou à prisão. A hora da visita se passou rápido. Perguntei que recado ele queria mandar para a Vigília do Acampamento e para as pessoas às quais estou ligado. Ele respondeu: – Diga que estou sereno, embora indignado com a injustiça sofrida. Mas, se eu desistir da campanha, de certa forma estou reconhecendo que tenho culpa. Nunca farei isso. Vou até o fim. Creio que na realidade atual brasileira, tenho condições de ajudar
CNT/MDA: MESMO PRESO, LULA LIDERA FOLGADO COM 32,4%

– Pesquisa realizada pelo instituto MDA para a Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que é mantido como preso político de 7 de abril em Curitiba, segue liderando a preferência da maioria dos eleitores brasileiros. Na modalidade estimulada, Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 16,7%, Marina Silva 7,6%, Ciro Gomes 5,4%, Geraldo Alckmin 4,0%, Álvaro Dias 2,5%, Fernando Collor 0,9%, Michel Temer 0,9%, Guilherme Boulos 0,5%, Manuela D´Ávila 0,5%, João Amoêdo 0,4%, Flávio Rocha 0,4%, Henrique Meirelles 0,3%, Rodrigo Maia 0,2%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 18,0%, Indecisos 8,7%. Confira as simulações para o segundo turno, onde Lula vence em todas: CENÁRIO 1: Lula 44,9%, Geraldo Alckmin 19,6%, Branco/Nulo: 30,0%,Indecisos: 5,5%. CENÁRIO 2: Lula 45,7%, Jair Bolsonaro 25,9%, Branco/Nulo: 23,3%,Indecisos: 5,1%. CENÁRIO 3: Lula 47,1%, Henrique Meirelles 13,3%, Branco/Nulo: 33,0%,Indecisos: 6,6%. CENÁRIO 4: Lula 44,4%, Marina Silva 21,0%, Branco/Nulo: 29,3%,Indecisos: 5,3%. CENÁRIO 5: Lula 49,0%, Michel Temer 8,3%, Branco/Nulo: 37,3%,Indecisos: 5,4%. A Pesquisa CNT/MDA ouviu 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas das cinco regiões do país. Leia abaixo o material divulgado pela CNT: A 136ª Pesquisa CNT/MDA, realizada de 9 a 12 de maio de 2018 e divulgada pela CNT (Confederação Nacional do Transporte) no dia 14 de maio, aborda as eleições de 2018, trazendo as preferências eleitorais dos entrevistados em cenários de primeiro e segundo turnos de votação. O levantamento também apresenta as características ideais dos candidatos na opinião dos entrevistados, além do seu potencial de voto. A pesquisa ainda trata de temas como a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva; a Justiça no Brasil; a confiança nas instituições; fake news e a Copa do Mundo. Traz, além disso, avaliações do governo federal e do desempenho pessoal do presidente Michel Temer e avaliações dos governos estaduais e municipais. Foram ouvidas 2.002 pessoas, em 137 municípios de 25 Unidades Federativas, das cinco regiões. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais com 95% de nível de confiança. A pesquisa está registrada no TSE (Tribunal Superior Eleitoral), com o número BR-09430/2018. • Avaliação de governo Governo federal: A avaliação do governo do presidente Michel Temer é positiva para 4,3% dos entrevistados, contra 71,2% de avaliação negativa. Para 21,8%, a avaliação é regular e 2,7% não souberam opinar. A aprovação do desempenho pessoal do presidente atinge 9,7% contra 82,5% de desaprovação, além de 7,8% que não souberam opinar. Governo estadual: 2,9% avaliam o governador de seu Estado como ótimo. 16,6% como bom; 33,2% como regular, 14,8% como ruim e 26,1% como péssimo. Governo municipal: 5,1% avaliam o prefeito de sua cidade como ótimo. 21,3% como bom, 32,2% como regular, 12,8% como ruim e 24,2% como péssimo. • Expectativa (para os próximos 6 meses) Emprego: vai melhorar: 21,7%, vai piorar: 31,5%, vai ficar igual: 43,4%Renda mensal: vai aumentar: 20,6%, vai diminuir: 16,5%, vai ficar igual: 59,3%Saúde: vai melhorar: 18,5%, vai piorar: 35,6%, vai ficar igual: 42,9%Educação: vai melhorar: 21,0%, vai piorar: 28,8%, vai ficar igual: 46,6%Segurança pública: vai melhorar: 17,9%, vai piorar: 41,9%, vai ficar igual: 37,2% • Eleição presidencial 2018 1º turno: Intenção de voto ESPONTÂNEA Lula: 18,6%Jair Bolsonaro: 12,4%Ciro Gomes: 1,7%Marina Silva: 1,3%Geraldo Alckmin: 1,2%Joaquim Barbosa: 1,0%Álvaro Dias: 0,9%Outros: 1,8%Branco/Nulo: 21,4%Indecisos: 39,6% 1º turno: Intenção de voto ESTIMULADA CENÁRIO 1: Lula 32,4%, Jair Bolsonaro 16,7%, Marina Silva 7,6%,Ciro Gomes 5,4%, Geraldo Alckmin 4,0%, Álvaro Dias 2,5%, Fernando Collor 0,9%, Michel Temer 0,9%, Guilherme Boulos 0,5%, Manuela D´Ávila 0,5%, João Amoêdo 0,4%, Flávio Rocha 0,4%, Henrique Meirelles 0,3%, Rodrigo Maia 0,2%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 18,0%, Indecisos 8,7%. CENÁRIO 2: Jair Bolsonaro 18,3%, Marina Silva 11,2%, Ciro Gomes 9,0%, Geraldo Alckmin 5,3%, Álvaro Dias 3,0%, Fernando Haddad 2,3%, Fernando Collor 1,4%, Manuela D´Ávila 0,9%, Guilherme Boulos 0,6%, João Amoêdo 0,6%, Henrique Meirelles 0,5%, Flávio Rocha 0,4%, Rodrigo Maia 0,4%, Paulo Rabello de Castro 0,1%, Branco/Nulo 29,6%, Indecisos 16,1%. CENÁRIO 3: Jair Bolsonaro 19,7%, Marina Silva 15,1%, Ciro Gomes 11,1%, Geraldo Alckmin 8,1%, Fernando Haddad 3,8%, Branco/Nulo 30,1%, Indecisos 12,1%. CENÁRIO 4: Jair Bolsonaro 20,7%, Marina Silva 16,4%, Ciro Gomes 12,0%, Fernando Haddad 4,4%, Henrique Meirelles 1,4%, Branco/Nulo 31,7%, Indecisos 13,4%. 2º turno: Intenção de voto ESTIMULADA CENÁRIO 1: Lula 44,9%, Geraldo Alckmin 19,6%, Branco/Nulo: 30,0%,Indecisos: 5,5%. CENÁRIO 2: Lula 45,7%, Jair Bolsonaro 25,9%, Branco/Nulo: 23,3%,Indecisos: 5,1%. CENÁRIO 3: Lula 47,1%, Henrique Meirelles 13,3%, Branco/Nulo: 33,0%,Indecisos: 6,6%. CENÁRIO 4: Lula 44,4%, Marina Silva 21,0%, Branco/Nulo: 29,3%,Indecisos: 5,3%. CENÁRIO 5: Lula 49,0%, Michel Temer 8,3%, Branco/Nulo: 37,3%,Indecisos: 5,4%. CENÁRIO 6: Jair Bolsonaro 28,2%, Ciro Gomes 24,2%, Branco/Nulo: 37,8%,Indecisos: 9,8%. CENÁRIO 7: Jair Bolsonaro 27,8%, Geraldo Alckmin 20,2%, Branco/Nulo: 42,5%,Indecisos: 9,5%. CENÁRIO 8: Jair Bolsonaro 31,5%, Fernando Haddad 14,0%, Branco/Nulo: 43,4%,Indecisos: 11,1%. CENÁRIO 9: Jair Bolsonaro 30,8%, Henrique Meirelles 11,7%, Branco/Nulo: 46,3%,Indecisos: 11,2%. CENÁRIO 10: Marina Silva 27,2%, Jair Bolsonaro 27,2%, Branco/Nulo: 37,8%,Indecisos: 7,8%. CENÁRIO 11: Jair Bolsonaro 34,7%, Michel Temer 5,3%, Branco/Nulo: 49,5%,Indecisos: 10,5%. CENÁRIO 12: Ciro Gomes 20,9%, Geraldo Alckmin 20,4%, Branco/Nulo: 48,1%,Indecisos: 10,6%. CENÁRIO 13: Geraldo Alckmin 25,0%, Fernando Haddad 10,0%, Branco/Nulo: 53,2%, Indecisos: 11,8%. CENÁRIO 14: Marina Silva 26,6%, Geraldo Alckmin 18,9%, Branco/Nulo: 46,0%,Indecisos: 8,5%. CENÁRIO 15: Ciro Gomes 25,7%, Henrique Meirelles 9,0%, Branco/Nulo: 52,6%,Indecisos: 12,7%. CENÁRIO 16: Ciro Gomes 30,4%, Michel Temer 5,6%, Branco/Nulo: 52,9%,Indecisos: 11,1%. LIMITE DE VOTO – PRESIDÊNCIA DA REPÚBLICA CIRO GOMES: é o único em que votaria (2,9%); é um candidato em que poderia votar (31,7%); não votaria nele de jeito nenhum (46,4%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (15,3%). FERNANDO HADDAD: é o único em que votaria (0,9%); é um candidato em que poderia votar (15,7%); não votaria nele de jeito nenhum (46,1%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (34,1%). GERALDO ALCKMIN: é o único em que votaria (1,6%); é um candidato em que poderia votar (30,3%); não votaria nele de jeito nenhum (55,9%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar (8,4%). HENRIQUE MEIRELLES: é o único em que votaria (0,2%); é um candidato em que poderia votar (14,1%); não votaria nele de jeito nenhum (48,8%); não conhece/não sabe quem é/ nunca ouviu falar
FIM DO ‘PLANO B’: O PT COMEÇA A MONTAR CAMPANHA DE LULA

– A direção nacional do PT deu início à montagem da campanha à presidência da república de Luiz Inácio Lula da Silva, ex-presidente indicado ao Nobel da Paz. O PT afasta, assim, as discussões sobre o “plano B”, que começavam a truncar o cenário eleitoral, já confuso em função da sucessão de ‘balões de ensaio’ e desistências. O PT entende que a situação legal da candidatura Lula não é assunto encerrado e promete dar início a uma campanha histórica pela volta da democracia diante da inédita situação de um preso político que lidera todas as pesquisas de intenção de voto e de um partido que voltou a crescer a a conquistar a confiança em escala da população. “Na semana passada, a corrente majoritária do partido Construindo um Novo Brasil (CNB), que preside o PT, decidiu insistir na candidatura de Lula até o fim, mesmo que isso leve o partido ao isolamento na eleição presidencial. O próprio ex-presidente, em carta, deu o recado: “Se aceitar a ideia de não ser candidato, estarei assumindo que cometi um crime”. A ideia é transformar a campanha em um palco para a defesa de Lula. “Só estamos pedindo o direito de seguir apoiando nosso candidato”, disse na sexta-feira o ex-ministro Gilberto Carvalho. Lideranças da CNB vão levar para deliberação da executiva nacional propostas para a criação imediata de dois comitês físicos de pré-campanha em São Paulo e Brasília, agilizar o processo de apresentação das diretrizes do programa de governo, intensificar as conversas com o PR sobre a possibilidade de o empresário Josué Gomes da Silva ser o vice de Lula – o que passaria também pelo processo de convencer o filho do ex-vice-presidente José Alencar aceitar ser registrado – e a definição dos nomes autorizados a representar o ex-presidente em debates e entrevistas.” Leia mais aqui. DIRETORA DO IBOPE: SEM LULA, ELEIÇÃO É SÓ DESALENTO E DESESPERANÇA – Marcia Cavallari, diretora executiva do Ibope Inteligência afirma que uma eleição sem Lula tem um peso específico, que vai além do partido do ex-presidente. Ela diz que “apesar da baixa preferência partidária dos brasileiros, há cerca de 30% com simpatia pelos partidos de esquerda. Sem o Lula, o que pode acontecer é uma reorganização dos partidos de esquerda, para que não percam essa fatia do eleitorado. A diretora do Ibope diz que “os únicos com taxas significativas são Lula, Bolsonaro e Marina e que o restante dos votos parece estar muito pulverizado. “(…) Acho que deve acabar ocorrendo uma recomposição dos partidos, de maneira que não tenhamos tantos candidatos concorrendo. Será uma campanha curta, que terá emoção até o último momento. ficou recentemente sensibilizada ao acompanhar os depoimentos de entrevistados em uma pesquisa qualitativa promovida por seu instituto. Reunidos em volta de uma mesa e convidados a falar sobre suas expectativas em relação ao futuro, grupos de eleitores de perfis diversos só manifestaram desesperança e angústia. “Foi uma tristeza”, disse ela, em entrevista ao Estado. Em relação às notícias falsas, nossas pesquisas mostram que os eleitores se preocupam muito com isso. Eles acham que o ambiente da internet é mais propício para as pessoas divulgarem e passarem notícias falsas sem checar a fonte. Sabem e declaram que não podem acreditar em tudo o que veem na internet. A credibilidade maior é dos veículos de comunicação tradicionais: jornal, rádio, TV. É onde se sentem mais seguros em relação à informação que recebem. Existe interesse maior pelas notícias políticas. É claro que isso se verifica de maneira mais forte nos grupos urbanos e de maior escolaridade, mas também vemos essa preocupação de buscar mais informação nas classes mais baixas”. Leia mais aqui.
Boulos: a ambulância sempre chega, e rápido, para socorrer tucanos
O presidenciável Guilherme Boulos (PSOL), pelo Twitter, ao comentar a decisão que soltou Paulo Preto, operador do PSDB, comparou neste sábado (12) o ministro do STF Gilmar Mendes a uma ambulância que rapidamente socorre tucanos. “Gilmar Mendes soltou ontem Paulo Preto, operador do PSDB e suspeito de receber R$173 milhões de propina em SP. Ele havia sinalizado que delataria se o largassem “ferido na estrada”. A ambulância sempre chega, e rápido, para socorrer tucanos”, tuitou o psolista. O ministro do Supremo determinou a soltura de Paulo Preto, ex-diretor da Dersa, empresa paulista de infraestrutura rodoviária, que estava preso desde 6 de abril. O operador financeiro que estava preso por desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê ameaçava delatar os mandachuvas do PSDB. Ele serviu aos governos paulistas de José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin. “Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso”, decidiu Gilmar Mendes. Por outro lado, na quinta (10), Mendes votou pela manutenção da prisão do ex-presidente Lula que está cumprindo pena antecipação de uma condenação sem provas (caso tríplex). Resumo da ópera: se Paulo Preto fosse do PT, muito provavelmente, continuaria preso.
Nos últimos dois anos, milhares de pessoas perderam o emprego
Trabalhadores que tinham carteira assinada e com curso superior viram camelôs Há décadas a gente ouve a classe média reclamando dos camelôs nas calçadas. Desde o velhissimo chororô dos comerciantes – “eles não pagam imposto” – até as senhoras que reclamam de estarem estorvando a passagem. Contra eles, nunca falta polícia: o famoso rapa, com seus bastões e caminhonetes, arrastando as pobres bugigangas que lhes garantem a sobrevivência. Daiane Costa, em O Globo, mostra que a crise e o receituário neoliberal atiraram, em 2 anos, mais 200 mil brasileiros para esta condição de vendedores de rua. 50 mil em São Paulo, 40 mil na Bahia, quase 25 mil no Rio de Janeiro. Gente de todas as profissões e, até, de todos os graus de instrução – às vezes, até curso superior – que têm como traço em comum a impossibilidade de conseguir um trabalho regularizado. Formada em Administração, Marianne Silva, 26, trabalhou por cinco anos no setor administrativo de uma fabricante de doces. Há três, ela vende quentinhas na rua.— Eu e muitos colegas fomos demitidos juntos. Na época, minha mãe já vendia comida na rua e estava cansada. Como não consegui mais emprego, resolvi ajudá-la e aqui fiquei — conta a jovem. Aliás, nem mesmo regularizarem-se como ambulantes 95% deles conseguem. Ficam à espera de que os guardinhas não passem, ou se contentem com as “mordidas” de 10 ou 20 reais e os deixem trabalhar. Ou ficar atentos às cordinhas de seu “paraquedas”, a lona com barbantes que se fecham com a mercadoria dentro na hora de correr
Lula e Dilma foram responsáveis no resgate da ralé brasileira

O escritor Jessé de Souza faz a relação do preconceito social com os avanços obtidos nos últimos anos. “O pouco do que foi feito nos governos progressistas foi rechaçado pela sociedade conservadora, a batucada verde amarela demonstra isso. Posso dizer que Lula e Dilma foram os que mais se esforçaram para resgatar essa ralé, os primeiros que olharam para os mais excluídos, isso incomodou muito a classe média, uma extraordinária burrice”, denuncia. O programa “Batalha de Ideias” da última quarta-feira (9) com a participação do professor e escritor Jessé Souza, destacou trechos do seu livro “A Ralé Brasileira, Oprimidos e Odiados”, onde ele aborda a construção histórica do preconceito e invisibilidade com a classe menos favorecida da sociedade brasileira. O livro, escrito por Jessé, contém várias entrevistas com parcelas da sociedade classificadas como “ralé “por significativa parcela da elite brasileira. “É a empregada doméstica, o vigilante, o evangélico e o bandido que são irmãos e inimigos. É muito difícil observar unidade política nos excluídos, pois são os que mais sofrem com a segregação, estigmas e preconceitos”, explica. Jessé elucida que não usou o termo ralé em seu livro de forma pejorativa. “A ideia não é insultar essas pessoas, mas denunciar uma situação histórica. A verdade sempre é dura, nunca agradável. A direita coloca sempre a culpa na vítima, como vimos na tragédia do desabamento do Prédio Wilton Paes de Almeida “, esclarece. “Então chegamos ao ponto central, a origem histórica da ralé, e chegamos na escravidão, “passadas as gerações, a elite reproduz aquele mecanismo de ordem e obediência estabelecido no período da escravista, levando os piores castigos e humilhações. Passada cinco gerações, essa humilhação continua, essa classe ainda é tratada como inferior até os dias atuais”, resgata Jessé Souza. Voltando a atualidade, Jessé contextualiza as mazelas que são fruto dessa construção social. “Todas as questões brasileiras têm a ver com a invisibilidade. É necessário capacitar seu povo, se o trabalhador não tem conhecimento, não tem espaço no mercado de trabalho. Podemos citar os analfabetos funcionais, pois, acesso ao pensamento abstrato é um privilégio de classe, são pré-condições para ser absorvido no capital cultural. Então, quando a classe menos favorecida não possui essas habilidades adquiridas, eles são culpados por não terem tais atributos”, condena. Jessé faz a relação do preconceito social com os avanços adquiridos nos últimos anos. “O pouco do que foi feito nos governos progressistas foi rechaçado pela sociedade conservadora, a batucada verde amarela demonstra isso, posso dizer que Lula e Dilma foram os que mais se esforçaram para resgatar essa ralé, os primeiros que olharam para esses excluídos, isso incomodou muito a classe média, uma extraordinária burrice”, denuncia. Em relação a tragédia anunciada do desabamento do Prédio Wilton Paes Almeida, que deixou mais de 400 pessoas desabrigadas, Jessé explica a sociedade é reflexo de uma sociedade doente. “Você tinha o MCMV e agora não tem nenhuma política de habitação, agora essas famílias estão jogas ao relendo, crianças brincando no esgoto, isso gera doenças. É preciso resgatar essas pessoas. Essas pessoas foram desumanizadas, só isso explica esse tratamento dado a essas famílias”, conclui.
O CORONEL POÇA D’ÀGUA QUE QUERIA SER UM OCEANO

* Por Carlos D’Incao O dever da esquerda hoje é separar o joio do trigo, os aliados verdadeiros dos aliados estratégicos, os amigos da classe trabalhadora dos seus inimigos, sejam eles históricos ou aqueles que se revelam nos dias de hoje. Ciro Gomes é o personagem político que revelou a sua essência de forma surpreendentemente rápida… Mas isso não é novidade… É apenas a confirmação de sua personalidade destemperada e desequilibrada que o faz agir de forma precipitada, como sempre faz… O coronel que reivindica ter tornado o Ceará na Suíça brasileira finalmente se lançou de vez em sua “operação abutre” em busca dos votos de um suposto moribundo PT e um já falecido Lula. Seus cabos eleitorais – sempre atentos e muito bem pagos – estão de prontidão para berrar: “Se o PT não apoiar Ciro, vai dar Bolsonaro ou Alckmin!” A arrogância de Ciro não tem dimensões… É um homem já de cabelos brancos e vivido… deveria saber qual é o seu verdadeiro tamanho. Mas se ele não sabe, cabe a nós da esquerda mostrarmos com quem ele está lidando quando fala que o PT deveria abandonar Lula nas masmorras de Curitiba e se submeter a sua candidatura. Vamos começar pelo que temos de concreto e estabelecermos uma linha comparativa: O PT tem 20% da preferência do eleitorado, o PDT tem 1%; O PT tem 60 deputados federais, o PDT tem 20; o PT possui governos de Estado que representam 28% do eleitorado brasileiro, o PDT tem 1,8% ; o fundo partidário do PT é 300% maior do que o do PDT. Vejamos um pouco sobre gestão… O PT governou o Brasil por 13 anos, Ciro nunca passou de um governador de Estado. O governo do PT retirou 40 milhões de brasileiros da miséria e fez o país se tornar a sexta economia mundial, ameaçando as grandes potências internacionais. O PDT nunca governou o Brasil e não compôs a base das reformas sociais do Brasil. Vejamos um pouco sobre representatividade social… O PT está à frente diretamente de mais de 4 mil sindicatos em todo o país e em todas as suas grandes cidades; o PDT não está à frente de nenhum. O PT está à frente dos maiores movimentos sociais da América Latina e um dos maiores do Mundo, o MST; o PDT não tem nenhuma relação orgânica com nenhum movimento social. Vejamos um pouco sobre a biografia de Ciro e das principais lideranças do PT… Enquanto Ciro era filiado ao ARENA, partido que apoiava a Ditadura Militar, as lideranças do PT estavam na luta armada ou na construção de um novo sindicalismo e um novo partido de massas do campo da esquerda. Enquanto Ciro militava no PMDB e no PSDB e era o lambe botas de suas atuais lideranças, as lideranças do PT lutavam nas ruas contra esses governos reacionários, obtendo heróicas vitórias em grandes cidades. Vamos aos anos 90… Enquanto Ciro Gomes era um dos cabeças do lado mais perverso do Plano Real e caminhava de mãos dadas com os bandidos que privatizaram nossas principais riquezas, as lideranças do PT lutavam contra as reformas neoliberais tentando reunir todas as forças progressistas. Estavam ao lado do povo em seus momentos mais críticos… alguns foram assassinados, como Chico Mendes e outros foram massacrados, como as vítimas de Carajás. E nos dias atuais… Ciro foi ministro de Lula e já quis se tornar no autor da geração de empregos de seu governo… Virou um usurpador e começou a tentar encontrar um partido para seu projeto autocrático de poder. Mudou de partidos como se muda de cuecas… Em 2010 deu explícito apoio a Aécio Neves como pré-candidato do PSDB e quando o golpe chegou, quis se valer de uma conjuntura em que apostou todas as suas fichas em um cenário onde Lula e o PT seriam destruídos pelas forças do capital. Queria ocupar esse “espaço vazio”… Errou de maneira grosseira… Ciro Gomes se esqueceu que ele mesmo construiu para si próprio sua própria dimensão, ao longo de sua própria história. Ele é uma poça d’àgua, rasa e reacionária, que sonha ser um oceano. Como tem espírito de coronelzinho, gostaria que o mundo desaguasse nele… Mas não percebe que é o oposto que ocorre – caso a poça tenha sorte. No geral a poça acaba por secar com o tempo. Por isso tudo aqui exposto, resta admirar como pode alguém imaginar que um cenário de apoio do PT ao Ciro poderia ser possível. Não apenas pelo seu tamanho, mas pelo que ele é de fato. Seus asseclas quando escutam essas verdades partem para o ataque: acusam os petistas de serem fanáticos, de terem um plano de poder, que não pensam no país, que não querem largar o osso, etc… Enfim, falam exatamente como a direita, porque – na verdade – é isso que são. E Ciro Gomes tem a ilusão de que nós – que somos da esquerda – não sabemos o que ele realmente pensa sobre tudo o que vivemos atualmente. Todos nós sabemos que ele acha que na verdade Lula é um arrogante e que está colhendo o que plantou, que merece o castigo de sua prisão; todos nós sabemos que ele, machista que é, odeia a Dilma como mulher e como expoente da política nacional, chamando sempre a sua gestão econômica de “burra e irresponsável”, como a rede Globo faz cotidianamente. Todos nós sabemos que ele despreza o PT e todas as suas lideranças pois ele nunca se desenraizou dos ideais de Roberto Campos que acreditava que o “povo é uma massa ignóbil e incapaz de desenvolver o país, cabendo aos técnicos e intelectuais as transformações estruturais, por cima”. Por isso, despreza os movimentos sociais e os sindicatos; por isso, nunca “sujou os pés no barro” para além das épocas de campanha eleitoral. Por isso, despreza a democracia e foi apoiador do regime militar. Ciro é a expressão política mais perversa na atualidade e que hoje quer se passar por tudo: de esquerda à direita; de