Gilmar Mendes manda soltar Paulo Preto, o operador do PSDB

O tucano ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta-feira (11) a soltura de Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, ex-diretor da Dersa – empresa paulista de infraestrutura rodoviária. Ele estava preso desde 6 de abril em razão das suspeitas de desvios nas obras do Rodoanel Sul, Jacu Pêssego e Nova Marginal Tietê. Ele é suspeito de participar de desvio de recursos públicos em obras do governo estadual entre os anos de 2009 e 2011. Neste período, o governo paulista foi comandado por José Serra, Alberto Goldman e Geraldo Alckmin, todos do PSDB. “Defiro a medida liminar para suspender a eficácia do decreto de prisão preventiva de Paulo Vieira de Souza, o qual deverá ser posto em liberdade, se por outro motivo não estiver preso”, afirmou o ministro em sua decisão. DenúnciaNo dia 22 de março, a força tarefa da operação Lava Jato em São Paulo ofereceu denúncia contra Souza e mais 4 suspeitos de desviar R$ 7,7 milhões de 2009 a 2011 (valores da época) de obras públicas. Eles foram denunciados pelo MPF pelos crimes de formação de quadrilha, inserção de dados falsos em sistema público e peculato, que é a apropriação de recursos públicos. Segundo a denúncia,, Paulo Vieira de Souza comandou o desvio de dinheiro como o destinado ao reassentamento de desalojados por obras do trecho Sul do Rodoanel, o prolongamento da avenida Jacu Pêssego e a Nova Marginal Tietê, na região metropolitana de São Paulo. A denúncia foi feita após uma investigação iniciada no Ministério Público Estadual de São Paulo pelos desvios de apartamentos e de pagamentos de indenizações. Durante as investigações, a Promotoria da Suíça informou que Souza mantinha o equivalente a R$ 113 milhões em contas fora do Brasil. Os documentos suíços revelaram que o dinheiro estava em quatro contas bancárias, abertas em 2007, por uma offshore sediada no Panamá, cujo beneficiário é Paulo Vieira de Souza e que, em fevereiro de 2017, o dinheiro foi transferido da Suíça para um banco nas Bahamas. Paulo Vieira de Souza foi diretor da estatal que administra as rodovias em São Paulo entre 2005 e 2010. Os procuradores pediram a quebra do sigilo bancário dele. A Justiça determinou o bloqueio dos eventuais saldos que existam nas contas dele no exterior. JustificativasGilmar Mendes relatou na decisão que o Ministério Público Federal pediu a prisão preventiva de Paulo Vieira “para garantia da instrução criminal, em razão de supostas ameaças à integridade física da também acusada Mércia Ferreira Gomes”. Mércia Ferreira Gomes, que teria sido ameaçada, era responsável pelo cadastro dos beneficiários do programa de desapropriação para as obras do trecho sul do Rodoanel. Ela acusou o ex-diretor da Dersa de incluir pessoas ilegalmente no cadastro, entre elas ex-empregadas domésticas da filha e da mulher, além de babas dos netos e uma secretária do genro. Nenhuma delas morava no traçado das obras do Rodoanel. A defesa recorreu ao Tribunal Regional Federal da Terceira Região e ao Superior Tribunal de Justiça, mas já teve pedidos negados naqueles tribunais. Os advogados argumentam que as supostas ameaças não formam comprovadas e se referem a fatos antigos. Gilmar Mendes concordou que não há razão para prisão preventiva porque a denúncia de ameaça era antiga, embora a pessoa estivesse indo à juízo somente agora relatar os fatos. “As três ameaças teriam ocorrido nos anos de 2015 e 2016 e a prisão preventiva foi decretada em abril de 2018. De acordo com os fundamentos da prisão preventiva, a atualidade do interesse em ameaçar decorria da nova denúncia, baseada em depoimentos prestados pela corré ao Ministério Público, até então sem o conhecimento do paciente. A prisão preventiva não se justifica para permitir o depoimento da corré em juízo. A versão de Mércia Ferreira Gomes foi dada no curso da investigação. Sua reiteração, ou não, em Juízo, dificilmente teria o efeito de prejudicar ainda mais os delatados”, diz Mendes na decisão.
Métodos da Lava-Jato são semelhantes aos que levaram reitor ao suicídio
– O colunista Reinaldo Azevedo afirma em sua coluna no jorna Folha de S. Paulo que os métodos empregados pela Lava-Jato são os mesmos empregados contra o reitor Luiz Carlos Cancellier, que se suicidou depois de ser acusado e preso pela Polícia Federal. Para Azevedo, “a imprensa descobriu que a Polícia Federal meteu algemas nas mãos, correntes nos pés e uniforme laranja em Luiz Carlos Cancellier de Olivo, então reitor da UFSC, embora não tenha uma miserável prova contra ele”. “Em 6.000 páginas de inquérito e 800 de relatório, só se encontram ilações e arranjos narrativos ao gosto destes tempos. Olivo se matou. Os métodos empregados contra o reitor são os consagrados pela Lava Jato. Moral da história: você caiu vítima do Papol? Resta o suicídio. Nestes dias, só existe inocente morto. Ainda vão me obrigar a reler a carta de Getúlio e a rever o que este país produziu de mais trágico e patético”. Leia aqui a coluna do jornalista.
1 milhão de manifestoches deixaram as classe A e B e foram para a C
– Mais de 900 mil dos “manifestoches” que saíram às ruas para derrubar Dilma em 2015 e 2016 foram derrubados por Temer: deixaram as classes A e B e muitos deles passaram a engrossar a classe C em 2017. É o que mostram estimativas do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do banco Bradesco e da consultoria LCA publicadas pelo jornal Valor Econômico. O movimento é o contrário dos verificados nos governos do PT, quando 32 milhões ascenderam das classes D e E à classe C. Relata a reportagem que os cálculos do Bradesco, baseados em pesquisas domiciliares do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), indicam que quase um milhão de pessoas deixaram de integrar as classes A e B no ano passado. Somente na classe A – composta por famílias com renda mensal de R$ 11.001 ou mais – foram 500 mil a menos. Essa elite passou a ser formada por 10,3 milhões de indivíduos em 2017, o que representava 4,9% da população. Ou seja, o topo da pirâmide social brasileira tornou-se ainda mais estreito. Nas contas da LCA, o Sudeste foi a região com maior redução do número de pessoas nas classes A e B. A região tinha 40 milhões de pessoas nesses grupos em 2017, queda de 2,5%. Esse achatamento da renda na região mais rica do país foi percebida por outras pesquisas do IBGE. O Índice de Gini, que mede a desigualdade, recuou para 0,529 no Sudeste, por exemplo. A queda ocorreu exatamente pela menor renda dos mais ricos. Boa parte das pessoas que desceram o degrau social passou a integrar a classe C. Essa tendência também foi identificada nas duas estimativas: do banco e da consultoria. O Bradesco estimou que a classe C era composta por 113,1 milhões de pessoas no ano passado, 3,9 milhões a mais na comparação ao ano anterior. A diferença em relação aos governos do PT é que a classe C aumentava devido à ascensão social; agora, aumenta porque muitas famílias ricas e de classe média estão descendo na escala social. Nos governos do PT a ascensão de famílias para a classe C foi um dos grandes fenômenos sociais do país com repercussão mundial. Pelas contas do Bradesco, 18,8 milhões de pessoas passaram a integrar essa nova classe média de 2007 a 2012, impulsionados pelo crescimento econômico, oferta de empregos e crédito mais farto. Mais brasileiros viajaram, compraram carro e entraram na faculdade. A classe C ascendente está sendo empurrada para as classes D e E e muitos dos “ex-ricos” que saíram às ruas contra Dilma agora ingressam na classe que sempre desprezaram. Leia aqui a matéria completa do jornal Valor
O Brasil era mais feliz com Dilma e não sabia, diz pesquisa

O instituto Paraná Pesquisas assegura que, após o impeachment de Dilma Rousseff, a vida melhorou somente para 8,3% dos brasileiros. Traduzindo a sondagem: o Brasil era mais feliz com Dilma e não sabia. A Paraná Pesquisas entrevistou 2.002 eleitores brasileiros entre os dias 27 de abril e 2 de maio, cuja margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018. Prisão de Lula não melhorou o Brasil para 88,3%, diz pesquisa Ontem, o mesmo instituto Paraná Pesquisas informou que a maioria dos brasileiros não veem melhora no país após a prisão do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, há um mês. De acordo com a sondagem, 88,3% não percebeu melhora após o encarceramento do petista na Polícia Federal de Curitiba. Apenas 9% dos entrevistados perceberam uma “melhora” no Brasil após o ex-presidente cumprir antecipadamente a pena de 12 anos e um mês, por determinação do tribunal de segunda instância TRF4; e 2,6% não souberam responder à pergunta. Ao detalhar o levantamento, 22,3% disseram que o Brasil piorou com a prisão de Lula e 66% afirmaram que permaneceu igual (que não houve melhora, portanto). A Paraná Pesquisas entrevistou 2.002 eleitores brasileiros entre os dias 27 de abril e 2 de maio, cuja margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018. O ex-presidente Lula é mantido preso político na capital paranaense desde 7 de abril. Ele é o líder absoluto em todas as pesquisas de intenção de votos, um dos motivos para o seu encarceramento antecipado antes mesmo do esgotamento dos recursos nos tribunais superiores. Fonte: Blog do Esmael
Ação da PF mira no prefeito Ney Santos, de Embu das Artes (SP)
Prefeito alvo de operação da Polícia Federal era figura carimbada em protestos por prisão de Lula A Polícia Federal deflagrou uma operação na manhã desta quarta-feira, dia 9, contra fraudes e desvio de dinheiro público em licitações. Via Diário do Centro do Mundo O principal alvo é o prefeito de Embu das Artes, em SP, Ney Santos (PRB). Agentes da PF cumpriram um mandato de busca e apreensão em sua casa em Barueri. Pelo menos 19 prefeituras estão sendo investigadas pela PF em licitações de merenda. A Polícia Federal chegou a pedir a prisão de diversos acusados, mas o Tribunal Regional Federal da 3ª Região não autorizou. Ney Santos é acusado pelo Ministério Público de envolvimento com lavagem de dinheiro em postos de gasolina. Além disso, o MP aponta uma ligação com o PCC e o tráfico de drogas em Osasco, Embu das Artes, Taboão da Serra, Carapicuíba, Cajamar e São Paulo
Dólar sobe, gasolina dispara e produção industrial despenca, após o golpe
Onde andam os paneleiros?O Brasil idealizado por Michel Temer e pela mídia sucumbiu, ganhou dramaticidade. O IBGE informa nesta quarta (9) que a produção industrial caiu em março nas oito regiões pesquisas. E o dólar disparou hoje a R$ 3,60 pela primeira vez em dois anos.De acordo com o IBGE, a produção industrial despencou na Bahia (-4,5%), Rio de Janeiro (-3,7%) Região Nordeste (-3,6%), Santa Catarina (-1,2%), Rio Grande do Sul (-0,9%), Paraná (-0,9%), Minas Gerais (-0,5%) e Ceará (-0,2%).Na manhã de hoje, o dólar rompeu a barreira dos R$ 3,60 diante das incertezas internas provocadas pelo golpe de Estado, com a crise democrática e a prisão ilegal do ex-presidente Lula, e repercussão da derrocada do modelo neoliberal na vizinha Argentina — o mesmo adotado pelo Vampirão Neoliberalista brasileiro.Só uma saída para o atual estado de coisas: eleições livres e democráticas com a participação de Lula. Redação com Blog do Esmael
A mais terrível de nossas heranças, por Darcy Ribeiro
Este texto é para quem não percebe a importância das cotas, das políticas de ação afirmativa, para reparar uma injustiça histórica. Às vezes penso que muitas pessoas não têm noção do que significa para um ser humano ser escravizado. As marcas que isso deixou, os traumas, e inclusive a absurda desvantagem em termos de ocupar um lugar digno na sociedade. Darcy Ribeiro explica. “Apresado aos quinze anos em sua terra, como se fosse uma caça apanhada numa armadilha, ele era arrastado pelo pombeiro – mercador africano de escravos – para a praia, onde seria resgatado em troca de tabaco, aguardente e bugigangas. Dali partiam em comboios, pescoço atado a pescoço com outros negros, numa corda puxada até o corpo e o tumbeiro. Metido no navio, era deitado no meio de cem outros para ocupar, por meios e meio, o exíguo espaço do seu tamanho, mal comendo, mal cagando ali mesmo, no meio da fedentina mais hedionda. Escapando vivo à travessia, caía no outro mercado, no lado de cá, onde era examinado como um cavalo magro. Avaliado pelos dentes, pela grossura dos tornozelos e nos punhos, era arrematado. Outro comboio, agora de correntes, o levava à terra adentro, ao senhor das minas ou dos açúcares, para viver o destino que lhe havia prescrito a civilização: trabalhar dezoito horas por dia todos os dias do ano. No domingo, podia cultivar uma rocinha, devorar faminto a parca e porca ração de bicho com que restaurava sua capacidade de trabalhar, no dia seguinte, até à exaustão. Sem amor de ninguém, sem família, sem sexo que não fosse a masturbação, sem nenhuma identificação possível com ninguém – seu capataz podia ser um negro, seus companheiros de infortúnio, inimigos –, maltrapilho e sujo, feio e fedido, perebento e enfermo, sem qualquer gozo ou orgulho do corpo, vivia a sua rotina. Esta era sofrer todo o dia o castigo diário das chicotadas soltas para trabalhar atento e tenso. Semanalmente, vinha um castigo preventivo, pedagógico, para não pensar em fuga, e, quando chamava atenção, recaía sobre ele um castigo exemplar, na forma de mutilação de dedos, do furo de seio, de queimaduras com tição, de ter todos os dentes quebrados criteriosamente, ou dos açoites no pelourinho, sob 300 chicotadas de uma vez, para matar, ou 50 chicotadas diárias, para sobreviver. Se fugia e era apanhado, podia ser marcado com ferro em brasa, tendo um tendão cortado, viver peado com uma bola de ferro, ser queimado vivo, em dias de agonia, na boca da fornalha ou, de uma vez só, jogado nela para arder como um graveto oleoso. Nenhum povo que passasse por isso como sua rotina de vida através de séculos sairia dela sem ficar marcado indelevelmente. Todos nós, brasileiros, somos carne da carne daqueles pretos e índios supliciados. Todos nós, brasileiros, somos, por igual, a mão possessa que os supliciou. A doçura mais terna e a crueldade mais atroz aqui se conjugaram para fazer de nós a gente sentida e sofrida que somos e a gente insensível e brutal que também somos. Descendentes de escravos e senhores de escravos seremos sempre servos da malignidade destilada e instalada em nós, tanto pelo sentimento da dor intencionalmente produzida para doer mais quanto pelo exercício da brutalidade sobre homens, sobre mulheres, sobre crianças convertidas em pasto de nossa fúria. A mais terrível de nossas heranças é esta de levar sempre conosco a cicatriz de torturador impressa na alma e pronta a explodir na brutalidade racista e classista. Ela é que incandesce, ainda hoje, em tanta autoridade brasileira predisposta a torturar, seviciar e machucar os pobres que lhes caem às mãos. Ela, porém, provocando crescente indignação nos dará forças, amanhã, para conter os possessos e criar aqui uma sociedade solidária.” (Do livro “O povo brasileiro”, editora Companhia das Letras, 1995)
Comissão de Direitos Humanos da Câmara é impedida de visitar Lula
“Há pessoas no Judiciário utilizando suas opiniões políticas para manter um inocente preso e que não respeitam a lei”, afirmou a deputada Maria do Rosário São Paulo – A Comissão de Direitos Humanos da Câmara foi impedida pela juíza substituta Carolina Lebbos, da Vara de Execuções Penais de Curitiba, de vistorias as condições do cárcere do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. É a segunda vez que uma comissão que representa o Legislativo é barrada na Superintendência da Polícia Federal do Paraná, onde Lula está preso há 31 dias. Também foram barrados governadores e até mesmo o ganhador do Prêmio Nobel da Paz Adolfo Pérez Esquivel. “Isso mostra que vivemos em um Estado de exceção”, disse o presidente da comissão, deputado Luiz Couto (PT-PB). “Nossa comissão aprovou dois requerimentos para essa visita e diligência. Infelizmente, a juíza, novamente, de forma insensível e autoritária, negou”, completou. Foram barrados, além de Couto, Patrus Ananias (PT-MG), Dionilso Marcon (PT-RS), Maria do Rosário (PT-RS) e Luzianne Lins (PT-CE). A deputada Maria do Rosário disse que a comissão deve ingressar com um pedido ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para que a juíza explique sua sentença de impedimento, já que tal decisão “interfere no regimento interno da Câmara dos Deputados”. “Isso é autoritarismo mediado por opinião política. Há pessoas no Judiciário utilizando suas opiniões políticas para manter um inocente preso, para não respeitarem a lei. Também já acionamos a presidência da Câmara (Rodrigo Maia, do DEM-RJ).” Luzianne criticou a interferência da juíza em prerrogativa do Legislativo. “Sempre aprendemos que há divisão entre os poderes. A partir do momento em que há um documento aprovado na comissão do Parlamento, não é mais uma questão pessoal, é uma questão da Câmara. Temos a prerrogativa de fiscalizar, essa é nossa função. No momento que uma juíza nos impede de legislar, de fiscalizar, temos que denunciar esse desrespeito de poderes”, disse. “Uma juíza de primeiro grau que prestou um concurso acha que pode impedir uma comissão da Câmara de visitar um preso político.” O presidente da CDHM lembrou que visitas eram respeitadas mesmo durante a ditadura civil-militar (1964-1985). “Durante a ditadura, Lula visitou vários presos políticos. Agora que ele é um preso político, impedem a comissão de direitos humanos de verificar as condições dele. O velho mundo agoniza e o novo tarda a nascer. Neste claro escuro, irrompem-se os monstros. Os monstros estão aí”, disse, citando o filósofo italiano Antônio Gramsci. Barrados, os deputados aproveitaram para almoçar no acampamento, que foi levantado no primeiro dia de cárcere do ex-presidente e resiste. “O pessoal do acampamento é de muita luta. Eles nunca desistem porque eles têm uma causa que é mais do que justa. Lula é candidatíssimo. Ele representa o povo brasileiro e essa é a questão que nos trás aqui novamente para verificarmos como ele se encontra, seus direitos e para dizermos que essa prisão política não pode permanecer”, disse Maria do Rosário. Parlamentares foram barrados de vistoriar prisão de Lula e visitaram acampamento de resistência
Joaquim Barbosa desiste de concorrer a Presidência da República

– O ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Joaquim Barbosa, filiado ao PSB, informou, por meio de sua conta pessoal no Twitter, na manhã desta terça-feira (8), que não será candidato à Presidência da República. “Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal”, escreveu. Joaquim Barbosa vinha sendo apontado como um nome capaz de representar “o novo” na disputa, capaz de representar uma opção de direita ou centro-direita. Logo depois do anúncio de sua pré-candidatura, ele obter índices ao redor de 10% nas pesquisas eleitorais. Com decisão, muda todo o cenário eleitoral mais uma vez. Aparentemente, a candidatura de Ciro Gomes deve ser favorecida e Marina Silva perde sua única chance de composição na disputa. Está decidido. Após várias semanas de muita reflexão, finalmente cheguei a uma conclusão. Não pretendo ser candidato a Presidente da República. Decisão estritamente pessoal.
País inexistente – Por Felipe Gabrich
Está mais do que evidenciado o golpe de 2016. Tiraram na marra uma presidenta da República inocente, reeleita para um novo mandato que iria até dezembro de 2018 com mais de 54 milhões de votos.Criminalizaram o Partido dos Trabalhadores.Condenaram e prenderam um ex-presidente da República por uma acusação vergonhosa sem prova.Juntaram o PSDB, o Poder Judiciário, os pequenos partidos venais, a mídia falada, escrita e televisionada, lideradas pelas Organizações Globo, os grupos econômicos, a elite festiva e os medíocres e fanáticos fascistas, para – em nome de um suposto combate à corrupção – expulsar o vibrante partido dos trabalhadores do cenário político nacional.O povo e a opinião brasileira engoliram a fajuta versão.E não sabem o que fazer na atualidade, pois está tudo dominado.E o sistema golpista continua em andamento.Em nome de um estado mínimo de uma política neoliberal o governo espúrio e golpista está entregando praticamente a valores irrisórios o patrimônio nacional.Já leiloaram o pré-sal.Já aprovaram uma reforma trabalhista que escraviza o trabalhador.E vão entregar na bandeja a Embraer, a Eletrobras e a Petrobrás.Enquanto isso, o presidente interino, líder do MDB, acena uma possível aliança com o PSDB para concorrer à Presidência da República em outubro próximo.MDB e PSDB.Quem diria, mas em política tudo é possível acontecer. Sem Lula no caminho, fica mais fácil abiscoitar a vitória no próximo pleito eleitoral. E as denúncias de corrupção envolvendo o próprio chefe da nação, seus principais assessores, senadores e deputados de seu partido, além de conceituados políticos da ex-oposição, vão sendo engavetadas escandalosamente.A bandidagem de colarinho branco anda livre e solta nos corredores palacianos e nas altas cortes do judiciário brasileiro.O senador Romero Jucá foi flagrado numa conversa telefônica grampeada anunciando o golpe “com o Supremo e tudo”. O senador Aécio Neves, que perdeu as últimas eleições presidenciais e tem se dedicado desde o resultado em expulsar o PT da vida política nacional, foi pilhado em vídeo negociando uma propina e mandando matar.A Polícia Federal descobriu um apartamento do ex-Ministro e deputado Geddel Vieira Lima, em Salvador, contendo malas cheias de dinheiro de origem não explicada.O deputado federal Rodrigo Rocha Loures foi flagrado correndo numa avenida de uma cidade grande com uma mala cheia de dinheiro sujo.Além do envolvimento de outros nomes famosos no panorama político do país em aviltantes casos de corrupção ativa.Dinheiro, muito dinheiro dos cofres públicos, saindo pelos ralos da corrupção.E os verdadeiros corruptos debochando da impunidade nacional.Lula está condenado e preso. A famigerada operação Lava Jato de Curitiba cumpriu sua finalidade.Deteve a invencibilidade eleitoral do Partido dos Trabalhadores que já durava mais de uma dezena de anos.Aliás, varreu a agremiação egressa das minorias do cenário político brasileiro.Tudo em nome da moralidade política e do combate à corrupção.Mas as denúncias cada vez mais escandalosas de sangria dos cofres públicos pipocam todo dia.Com o silêncio conivente dos golpistas e da chamada mídia chapa branca.E os bandidos, travestidos de heróis da pátria, continuam livres e soltos.Recorrer a quem? À ONU? À Comissão Internacional de Direitos Humanos?Na verdade, o sentimento que fica entre os brasileiros patriotas é o de que o país não existe.Ou continua adormecido em berço esplêndido, como na letra do Hino Pátrio. Felipe Gabrich é jornalista e colaborador do EM CIMA DA NOTÍCIA