Correios vão fechar 513 agências e demitir 5,3 mil funcionários

Os Correios decidiram fechar nos próximos meses 513 agências próprias e demitir os funcionários que trabalham nelas, o que deve atingir 5.300 pessoas. A medida foi aprovada em reunião da diretoria em fevereiro e é mantida em sigilo pela empresa. Quem participou dela teve de assinar um termo de confidencialidade, o que não é usual. Na lista há agências com alto faturamento. Em Minas, das 20 mais rentáveis, 14 deixarão de funcionar. Os clientes serão atendidos por agências franqueadas que funcionam nas proximidades das que serão fechadas. Em São Paulo, serão fechadas 167 agências – 90 na capital e 77 no interior. A decisão causa polêmica dentro dos Correios. O assunto foi tratado como extra pauta na reunião da diretoria sem o anexo da relação de agências. A desconfiança é de que a medida foi tomada para beneficiar os franqueados. O ex-presidente dos Correios Guilherme Campos justificou que serão fechadas agências próprias que ficam muito próximas de outras operadas por agentes privados. Ele diz que o número de demissões pode ser até maior. Vai depender da capacidade financeira da empresa para indenizar os trabalhadores. A decisão exigiu sigilo, segundo o ex-presidente, porque envolve a demissão de muitos funcionários da empresa. A economia anual com o fechamento das agências somada às demissões é calculada em R$ 190 milhões. Correios: Sucatear e privatizar? Esta notícia do fechamento de 513 agências e demissão de mais de 5 mil funcionários dos Correios vem causando medo entre os trabalhadores e incerteza nos usuários. Seria esse mais um passo rumo à privatização dos serviços postais no País? Na realidade, os serviços prestados pelos Correios vêm sendo precarizados desde o golpe de 2016. Constantes atrasos e extravios de encomendas, irritam os usuários dos serviços. Os serviços de Banco Postal foram encerrados em quase 2 mil agências de 12 estados. Agora, com o fechamento de agências, o serviço deve piorar ainda mais, abrindo espaço para a quebra do monopólio e a privatização dos serviços da empresa.
Notas com nome de Lula Livre não perdem validade, informa o BC

Notas de dinheiro carimbadas com o desenho do rosto do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e a mensagem “Lula livre” não perdem a validade, informou o Banco Central, após circularem, nas redes sociais, um vídeo que mostra as cédulas sendo carimbadas e um boato segundo o qual, com as marcas, o dinheiro perdia a validade. A autoridade bancária acrescentou que, se a pessoa que receber uma dessas notas quiser trocá-la, pode ir a uma agência bancária. A polêmica começou depois de um vídeo divulgado na internet viralizar e ser compartilhado milhares de vezes. Nele, um apoiador de Lula carimba notas de 10, 20 e 50 reais com o rosto do ex-presidente. Encaminhadas para destruição Em nota, o Banco Central informou que as notas podem ser trocadas por outras de mesmo valor em agências bancárias. “Cédulas com rabiscos, símbolos ou quaisquer marcas estranhas continuam com valor e podem ser trocadas ou depositadas na rede bancária”, esclareceu a instituição. O banco afirmou ainda que as notas descaracterizadas são recolhidas para destruição. “O Banco Central incentiva que as cédulas sejam preservadas, afinal a fabricação de cédulas e moedas gera custos para o País, e sua reposição elevará ainda mais esse custo”, complementa. Fake news Na era das chamadas fake news, o Banco Central correu para desmentir a notícia falsa sobre as notas carimbadas com “Lula Livre”. Em nota, o BC avisou que rede bancária pode aceitar notas com carimbo “Lula Livre”. O PT também comunicou que não faz nenhum tipo de campanha para carimbar as notas. Um vídeo com as notas sendo carimbadas com o rosto de Lula circula nas redes sociais. Foto: Reprodução
As pesquisas continuam uma tragédia para a direita

Sondagem da Paraná Pesquisas divulgada nesta quinta (3) indica que a direita comerá o pão que o diabo amassou nas eleições deste ano. Segundo o levantamento, o ex-presidente Lula transfere para um “poste” 62% dos votos entre eleitores lulistas e 37,5% dos eleitorado brasileiro estaria disposto a votar num candidato indicado pelo petista. LEIA TAMBÉMO Datafolha foi uma tragédia para a direita, diz Reinaldo Azevedo Pelos números da Paraná Pesquisas, com ou sem Lula, o PT está no segundo turno das eleições 2018. Portanto, as pesquisas continuam sendo uma tragédia para a direita. A Paraná Pesquisas entrevistou 2.002 eleitores brasileiros entre os dias 27 de maio e 2 de abril, cuja margem de erro é de 2% para mais ou para menos. A sondagem está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o n.º BR- 02853/2018.
Duas imagens: o povo com Lula e Temer escorraçado

-Manhã de primeiro de maio, milhares de pessoas dão bom dia ao ex-presidente Lula, em Curitiba. “Bom dia, Presidente Lula!” Enquanto isso, em São Paulo, uma multidão vaia Temer, chamando-o de ladrão e vagabundo. “Vai embora, vagabundo… ladrão…” Por Lelê Teles E Temer sai correndo feito um Rocha Lourens, com o rabo entre as pernas. Eis o resultado final do golpe: desemprego, desamparo, desespero, desestruturação econômica, social e política. O que promoveu o caos tá solto, o que pode trazer a paz social de volta está preso. Um é perseguido, o outro protegido. um é presidente, o outro, ex. Eis aí a síntese do Brasil de hoje. Um líder polular preso para não ser eleito, e o eleitor esculhambando o impopular sem votos. Mas o que diabos Temer foi fazer na rua?, pergunta-me uma senhorinha na fila do pão. Ora, minha senhora, ele foi testar a sua impopularidade que, segundo Nizan Guanaes, é o seu maior trunfo. – O que o senhor fará hoje, meu presidente? – Irei às ruas ser vaiado pelo povo. – Sàbia decisão. diz um deputado, enquanto lhe afaga os ovos. As eleições se aproximam e, por isso mesmo, ninguém se aproxima de Temer, que virou um leproso. Enquanto isso há uma romaria em Curitiba, todo dia chega gente querendo visitar o preso político. Inclusive gente das estranjas. Cartas lhe são enviadas do Brasil inteiro. Lhe fazem visitas, vigílias, poemas, canções, cordéis, serenatas… Parlamentares e intelectuais mundo afora condenam a sua condenação. De um lado, solidariedade, do outro, demofobia. Cheios de ódio anti povo, os caipiras de Curitiba chicoteiam trabalhador e atiram pra matar. A mídia segue usando a tática do Ricupero, “o que é bom (pra nós) a gente mostra, o que é ruim a gente esconde”. Ruiu um prédio ontem em São Paulo, ocupado por brasileiros sem teto. A turma do relho e do auxílio moradia está a culpar as vítimas. Há ainda uma outra síntese possível. Tivemos três feriados seguidos: para celebrar um carpinteiro crucificado, o outro em homenagem ao alferes esquartejado e este para comemorar o dia do trabalhador, que leva tiro de pistola 9 mm e chicotada no lombo. Deus tenha piedade de nós. Palavra da salvação. * Lelê Teles é jornalista, publicitário e roteirista
A MENSAGEM HISTÓRICA DE LULA AOS TRABALHADORES

– Neste Primeiro de Maio histórico, em que o Brasil é governado por um golpe rejeitado por 94% da população, o que ficou evidente quando Michel Temer tentou sair à rua, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, maior líder da história do País, mandou uma mensagem aos trabalhadores. Lula disse que nem a propaganda massiva da Globo é capaz de esconder o fracasso do golpe e pediu confiança no futuro. “A esperança que retomamos neste 1.º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade”, disse ele. Leia a íntegra abaixo: Mensagem ao Povo Brasileiro no Dia do Trabalhador Meus amigos, minhas amigas, o Brasil vive esse 1º de maio com tristeza mas esperança. É com tristeza que vivemos um momento onde a nossa democracia está incompleta, com um presidente que não foi eleito pelo povo no poder. O desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa. Em uma força de trabalho superior a 100 milhões de pessoas, apenas 33 milhões têm carteira assinada, o número mais baixo em 6 anos. Uma multidão de mais de 13 milhões está desempregada e outros tantos milhões em subempregos ou na informalidade. O país sofreu com a reforma do governo Temer o mais duro golpe nos direitos conquistados pelos trabalhadores ao longo do século XX. É com tristeza que vemos a economia patinar, conquistas democráticas serem revogadas e a maioria da população fazendo sacrifícios diariamente. O direito ao trabalho, a proteção da lei, ao estudo, ao lazer tem sido cada vez mais restritos. A mesa já não é farta, e até para cozinhar o pouco que tem muitas famílias catam lenha porque não podem mais pagar o bujão de gás. Crianças e jovens perdem o futuro que lhes garantimos e a porta de acesso ao ensino superior que tiveram nos governos nos quais servimos em benefício daqueles que mais precisavam. Vocês se lembram da prosperidade do Brasil naqueles tempos. Quando o Brasil ia bem e parte da imprensa reclamava o tempo inteiro. Agora o Brasil vai mal e os mesmos falam em “retomada da economia”. A sabedoria popular contra essa propaganda massiva, em especial das Organizações Globo, que controlam a maior parte das comunicações desse país, revela-se nas pesquisas, onde o povo mostra que sabe o caminho para voltar a ter um Brasil melhor, com mais inclusão social, democracia e felicidade. Um Brasil onde os trabalhadores tenham direito a ter direitos. Onde os trabalhadores possam ter uma vida digna. Onde as crianças possam ter uma boa educação. Onde nenhum menino ou menina passe fome ou fique pedindo esmola em um farol. Onde o filho do pedreiro possa fazer uma faculdade e virar doutor. Um país do qual possamos ter orgulho. Sabemos que esse Brasil é possível. Mais do que isso, já vivemos nesse Brasil há muito pouco tempo atrás. Por isso a esperança! A esperança que retomamos neste 1.º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade. Viva o Dia dos Trabalhadores! Viva os trabalhadores brasileiros! Viva o Brasil! Luiz Inácio Lula da SilvaCuritiba, 1 de maio de 2018 A ESPERANÇA SE LEVANTA E PEDE LULA LIVRE
1º de Maio histórico de Curitiba é marcado por mensagem de esperança de Lula

– Lideranças das centrais sindicais e movimentos populares falaram sobre esse Dia do Trabalhador único na história, ressaltando que só Lula é capaz de unir todos numa mesma causa. #LulaLivre já pediram todos Escrito por: Tatiana Melim / Site Cut A luta em defesa da liberdade imediata do ex-presidente Lula, mantido há 25 dias como preso político na sede da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba, unificou a classe trabalhadora brasileira. E a maior expressão dessa unidade foi vivida na tarde desta terça-feira, no ato unificado de 1º de Maio, realizado na Praça Santos Andrade, região central da capital paranaense, onde mais de 40 mil trabalhadores e trabalhadoras se aglomeraram para pedir a liberdade de Lula. “É um dia histórico”, repetiam as lideranças sindicais e políticas que se revezavam no microfone durante o dia todo, ressaltando que na praça havia pessoas vindas dos mais diversos cantos do Brasil, além da participação de lideranças e trabalhadores do mundo todo. A liberdade de Lula e a retomada dos direitos da classe trabalhadora, que foram roubados pelo atual governo golpista e ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP), são bandeiras de luta que unificam todos os trabalhadores e trabalhadoras de Norte a Sul, Leste a Oeste e Nordeste do país, disse o presidente da CUT, Vagner Freitas. “Pela primeira vez temos um ato de 1º de Maio unitário desde o surgimento de todas as centrais sindicais. E é importante destacar isso porque somente Lula foi capaz de nos unificar. Estão todos aqui unidos em defesa de Lula, em defesa da classe trabalhadora”. Segundo Vagner, a única chance de retomar a democracia no país e resgatar os direitos trabalhistas é “garantir a liberdade de Lula para que ele se torne novamente o presidente do Brasil”. “Dizer Lula Livre, inocente e nosso presidente é o maior instrumento de luta que os trabalhadores têm para terem de volta os direitos retirados pelo governo golpista de Temer. Por isso só sairemos daqui de Curitiba com Lula em liberdade”. Carta de Lula aos trabalhadores A ilegitimidade de Temer, a maior perda de direitos sociais e trabalhistas do século XX e as escandalosas taxas de desemprego registradas no pós-golpe foram lembrados por Lula na carta lida pela presidenta do PT, Gleisi Hoffmann: “o desemprego cresce e humilha o pai de família e a dona de casa”, disse. Mas Lula é, antes de tudo, um nordestino forte que acredita em um amanhã melhor. E na carta ele, que está preso em uma solitária, falou em esperança, disse que “o Brasil é possível”, lembrou que já vivemos esse país que dá certo há pouco tempo e pediu para todos terem fé num futuro melhor. “A esperança que retomamos neste 1º de Maio unificado não é apenas um desejo, é algo que buscamos em nossa luta democrática em todos os dias. Ela nos fortalece para superarmos o triste momento presente e para construir um futuro de paz e prosperidade”, disse Lula na carta que encerrou dando vivas aos trabalhadores e ao Brasil. Solidariedade internacional O presidente da CUT também destacou em sua fala o apoio internacional. Segundo Vagner, “Lula livre”, a palavra de ordem do dia no Brasil, tomou proporções internacionais e esteve presente nos atos do Dia Internacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras da Argentina, do Uruguai, do México, de Cuba, da Espanha, Suíça, França e em diversos países do mundo. “Todos sabem que Lula é inocente e a defesa do ex-presidente é feita dentro e fora do país.” Os representantes sindicais da CTA da Argentina e do Sindicato UWA, dos Estados Unidos, presentes em Curitiba, mandaram um recado à classe trabalhadora brasileira: “o Lula hoje não é brasileiro, é de toda América, de todo o mundo, porque nós todos somos Lula hoje” Milhões de Lulas espalhados pelo Brasil Lula não pode estar presente, mas, como ele próprio havia sinalizado no dia 7 de abril, quando anunciou, em frente ao Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, que cumpriria decisão judicial, não tinha mais jeito, suas ideias estavam espalhadas e começariam a ser difundidas diariamente pelos milhões de Lulas espalhados pelo Brasil. E assim foi neste 1º de Maio da resistência. As lembranças das conquistas históricas proporcionadas por seu governo foram reforçadas em diversas falas. Com Lula, lembravam as lideranças de movimentos ligados às frentes Brasil Popular e Povo Sem Medo, milhões de brasileiros historicamente excluídos puderam sair da condição de fome e miséria, passaram a sonhar com a casa própria, com o acesso à universidade e começaram a sentir o que é o direito de andar de cabeça erguida, com dignidade. Além de citar as conquistas vividas pelos brasileiros durante os governos democráticos e populares de Lula e Dilma, as lideranças políticas foram enfáticas ao expressar o entendimento comum dos movimentos e entidades que lutam pela defesa da democracia: Lula é o candidato do povo, tem o direito de se candidatar nas eleições deste ano e a luta por sua liberdade será levada até as últimas consequências. “Estamos aqui em defesa dos direitos dos trabalhadores, mas também em defesa da democracia. E não há democracia plena quando não temos democracia econômica e social. Não há democracia quando prendem Lula sem provas para tirá-lo das eleições. Mas as mentiras deles não vão parar nossa resistência”, disse Guilherme Boulos, líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e pré-candidato à presidência da república pelo PSol. A deputada e também pré-candidata à presidência pelo PC do B, Manuela D’Ávila, destacou que Curitiba tem sido a capital da resistência e da luta. “Aqui está presa a maior liderança política desse país e primeiro operário presidente da República. Isso não é pouca coisa. Precisamos continuar a ser as ideias e vozes de Lula espalhadas por este país”. O vice-presidente da União Geral dos Trabalhadores (UGT), Antônio Carlos dos Reis (Salim), disse que neste ano os trabalhadores não têm o que comemorar com 13 milhões de desempregados e com o fim dos direitos trabalhistas. “Estamos aqui pela unidade da classe trabalhadora e pela liberdade de Lula, presidente que mais fez
Lula livre foi a palavra de ordem em 1º de Maio histórico no ABC

“A luta não se encerra neste Primeiro de Maio e sim quando a justiça, de fato, for feita e Lula estiver livre aqui conosco”, disse presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana Por Érica Aragão, no site da CUT – Foto: Adonis Guerra Um forte e caloroso grito de “Lula Livre” encerrou a tradicional missa do Dia do Trabalhador e da Trabalhadora, que celebra São José Operário, padroeiro da classe trabalhadora, na Igreja Matriz de São Bernardo do Campo. Na porta da igreja, um ato inter-religioso encerrou as atividades em defesa do Lula organizado pelo Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (SMABC). Com a prisão política do ex-presidente Lula, que vai completar um mês no próximo dia 7, a participação de milhares de trabalhadores e trabalhadoras de diversas categorias e de diversos movimentos sociais e populares demonstra a esperança da classe trabalhadora no resgate dos direitos, da igualdade e justiça para Lula e para todos e todas. Em frente à Igreja Matriz, espaço e símbolo de resistência e luta dos trabalhadores e trabalhadoras, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Wagner Santana, o Wagnão, destacou que o 1º de Maio não é de festa e, sim, de resistência e indignação, contra a retirada de direitos e contra a injustiça com a prisão política de um trabalhador. “Se permitirmos que um trabalhador que lutou por justiça e igualdade, que tirou milhões da miséria, deu educação e trabalho e abdicou da sua vida pessoal em prol de milhões de brasileiros e brasileiras fique preso injustamente, estaremos permitindo que isso aconteça com qualquer um de nós”, destacou Wagnão. “A luta não se encerra neste Primeiro de Maio e sim quando a justiça de fato for feita e Lula estiver livre aqui conosco, no caminhão”. Emocionado, o dirigente puxou o grito de guerra “trabalhador unido, jamais será vencido” e atiçou o público com a famosa música “pisa ligeiro, pisa ligeiro quem não pode com a formiga não atiça o formigueiro”, se referindo a força e unidade da classe trabalhadora, que triplica pelo País, em defesa da liberdade do ex-presidente Lula. As lutas e resistências da década de 80, que marcaram a região, foram lembradas durante as falas no ato de encerramento em frente à igreja. Para o vice-presidente do Sindicato, Aroaldo da Silva, a celebração da missa do Trabalhador está cheia de significados. Para ele, não há diferença na luta no final da década de 1980 com a de hoje. “Tanto 1980 como agora tem o mesmo simbolismo, A resistência dos trabalhadores em defesa dos direitos, contra a perseguição aos movimentos sociais, populares e sindical. São lutas que também marcam os atuais momentos da história do Brasil”, contou o jovem metalúrgico com água nos olhos. Durante o ato, foi pedido um minuto de silêncio em respeito as vítimas do incêndio de um prédio ocorrido no centro de São Paulo na madrugada desta terça-feira (1º).
Só falta um cadáver… Por Helena Chagas

Após os tiros disparados contra um acampamento em favor do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, na madrugada deste sábado (29) em Curitiba (PR), ferindo duas pessoas, a jornalista Helena Chagas acredita na possibilidade de alguém estar “querendo um cadáver, e pode ser que, até outubro, consiga”. Segue abaixo, o artigo retirado do site Os Divergentes Sempre odiei os arautos do caos, os profetas da catástrofe, as cassandras – como se dizia antigamente – que ficavam vendo crises institucionais e golpes em cada esquina. Estão quase sempre errados, ainda bem, e podemos dormir tranquilos porque a nossa democracia é forte. Que Deus nos ouça. Só que, a esta altura do campeonato, depois dos tiros disparados contra o acampamento da turma do Lula em Curitiba, e de alguns outros sinais de radicalização daqui e dali, não há como evitar certa inquietude. Parece que alguém está querendo um cadáver, e pode ser que, até outubro, consiga. Algo está muito errado na hora em que a política começa a ser feita com tiros – e esta não foi a primeira vez nos últimos tempos, se lembrarmos dos ataques à caravana lulista há algumas semanas. Os tiros paranaenses deste fim de semana feriram uma pessoa gravemente e uma outra de forma mais leve. Ninguém morreu, ainda bem, e se as investigações seguirem o roteiro habitual não se saberá de onde, nem de quem, partiram os disparos. A vida seguirá até o próximo ato. Há poucas dúvidas de que haverá um próximo ato, sabe-se lá onde e contra quem. De repente, temos a sensação de estar dentro de um paiol de pólvora, com todas as autoridades e instituições junto. E agora? As autoridades da Lava Jato e do Judiciário perceberam que prender o ex-presidente da República e maior líder de massas da história recente não foi exatamente um passeio. Sobretudo num momento em que tantos outros, acusados de crimes envolvendo importâncias milhares de vezes maiores e flagrados em cenas vexatórias ligadas a pacotes e malas de dinheiro e a contas no exterior, continuam livres e soltos. Agora, o pessoal de Curitiba não sabe bem o que fazer com Lula – que, encarcerado, continua liderando as pesquisas. No paiol, surgem outros focos de incêndio. Num deles, o Judiciário se estapeia a ponto de deixar a platéia confusa. Enquanto os ministros do STF se agridem, o juiz da primeira instância se coloca abertamente contra a decisão de instâncias superiores, às vezes sem cumpri-las. O fim de semana trouxe também uma nota indignada do desembargador Ney Bello, do TRF1, criticando o juiz Sergio Moro por se negar a cumprir habeas corpus por ele concedido suspendendo a extradição do empresário português Raul Schimidt. Tão grave quanto gente levando tiros a esmo em acampamentos, juízes trombando e descumprindo decisões superiores é o bate-bocas entre o presidente da República investigado por corrupção – e chamando as investigações de perseguição – e os delegados da Policia Federal. A instituição foi desmoralizada e ofendida por seu chefe maior, associações de delegados responderam duramente ao presidente e fica tudo por isso mesmo. Sem querer parecer cassandra nem dar razão aos catastrofistas que tanto detesto, isso não é normal…
Acampamento de Lula é atacado com balas das forças armadas

– Na madrugada de hoje (28), o acampamento Marisa Letícia, localizado na rua Padre João Wislinski, 260, no bairro Santa Cândida, Curitiba, onde dormem integrantes da vigília Lula Livre, foi atacado a tiros por volta das quatro horas da madrugada. Duas pessoas foram feridas, uma delas está hospitalizada. Jeferson Lima de Menezes, de São Paulo, foi prontamente encaminhado ao hospital com um tiro no pescoço. A autoria do ataque a tiros não foi identificada até o momento. A polícia está fazendo os registros necessários. A informação de pessoas que estavam no acampamento aponta que havia movimentação de pessoas passando em frente ao local e gritando palavras de ordem a Jair Bolsonaro. As armas que mataram Marielle e atiraram contra acampamento Marisa Letícia, ferindo duas pessoas, uma delas gravemente, o sindicalista Jeferson Lima de Menezes, são ambas pistolas 9 mm. Como se sabe disso? Porque foram encontrados cartuchos (cápsulas) deste tipo de arma tanto ao redor do carro onde estava Marielle no Rio como do lugar de onde partiram os disparos em Curitiba. O fato é grave, é gravíssimo. Pois as pistolas de 9mm são armas de uso restrito no Brasil. Apenas o Exército e a Polícia Federal usam têm autorização para uso destas armas em serviço. Além deles, a partir de agosto de 2017, por decisão do Exército, PMs e policiais civis, entre outros agentes, passaram a ter o direito de adquiri-las para uso pessoal. O Comando Exército lançou em 24 de agosto de 2017 quatro portarias (966, 967, 968 e 969) estabelecendo quem pode usar tais armas. Diz o texto do Comando Logístico da Diretoria de Fiscalização de Produtos Controlados do Exército que divulgou a decisão: “O Comando do Exército Brasileiro assinou, no dia 08 de agosto de 2017, as Portarias 966, 967, 968 e 969, que autorizam a aquisição de até 2 (duas) armas de fogo de porte de uso restrito, no calibre 9mm, na indústria nacional, para uso particular por agentes operacionais da Agência Brasileira de Inteligência, policial rodoviário federal, policial ferroviário federal, policial civil, policial e bombeiro militar dos Estados e do Distrito Federal, agentes das polícias legislativas do Congresso Nacional, da Carreira de Auditoria da Receita Federal e Analistas Tributários diretamente envolvidos no combate e na repressão aos crimes de contrabando e descaminho.” Em outras palavras: é conhecido e delimitado o universo de pessoas aptas a usarem as armas 9mm. E são todas elas policiais, militares ou agentes de segurança do Estado. Está claro? Marielle foi morta há 45 dias. O atentado contra o acampamento ocorreu há um dia, mas já há até vídeos com a imagem do autor dos disparos. Mas ninguém foi preso. E as autoridades do golpe e das forças de seguranças recusam-se a investigar e passam o tempo a lançar insinuações e acusações contra as vítimas e as forças de esquerda. Mas está claro de onde partiram os tiros que mataram Marielle no Rio e atingiram os que estão ao lado de Lula em Curitiba. Com Brasil 247
Após o golpe de 2016, a miséria aumentou e o desemprego acelerou

Desemprego bate mais um recorde negativo e atinge 13,7 milhões de pessoasEm março, a taxa foi de 13,1%. A maior desde maio do ano passado, segundo o IBGE. O que aumentou foi o número de trabalhadores e trabalhadoras sem carteira assinada (-1,2%) ou 408 mil pessoas sem direitos O índice de desemprego aumentou para 13,1% no primeiro trimestre encerrado em março deste ano. É a maior taxa desde maio do ano passado. O total de desempregados no país pulou para 13,7 milhões de trabalhadores e trabalhadoras. Os dados divulgados nesta sexta-feira (27) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que, entre dezembro e março, o número de desempregados aumentou em 1,379 milhão de pessoas, o que representa uma alta de 11,2% em relação ao quarto trimestre do ano passado. E, mais uma vez, o IBGE registra queda (-1,2%) no total de trabalhadores com carteira assinada. São mais 408 mil pessoas no mercado sem direitos. O resultado é o menor de toda a série da pesquisa, iniciada em 2012, segundo o IBGE. A máxima foi registrada em junho de 2014, quando foram registrados 36,8 milhões de empregos formais. Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, mais desemprego e menos direitos para a classe trabalhadora era justamente o que os neoliberais que deram o golpe queriam para o país. Segundo ele, a prova é que a única taxa que vem aumentando no Brasil desde 2014, quando o senador Aécio Neves (PSDB-MG) perdeu as eleições para a presidenta Dilma Rousseff (PT) e se aliou a Michel Temer (MDB-SP), a parte da mídia, do parlamento e do Poder Judiciário para dar um golpe de Estado, é o total de empregos sem carteira assinada, sem direitos trabalhistas. “O IBGE disse hoje que, em três anos, o país perdeu 4 milhões de postos com carteira de trabalho assinada, confirmando os piores cenários que estamos traçando desde o início do golpe”, disse Vagner. Depois da aprovação da reforma Trabalhista do ilegítimo e golpista Temer, a situação piorou, lembra Vagner. Os dados do IBGE confirmam a avaliação do presidente da CUT. Até o mercado informal, sem carteira assinada e, portanto, sem direitos trabalhistas, registrou mais demissões em comparação ao trimestre encerrado em dezembro. O número de empregados sem carteira também caiu para 10,7 milhões de pessoas, ou menos 402 mil trabalhadores. Já a categoria dos trabalhadores por conta própria ficou estável na comparação com o trimestre encerrado em dezembro, com 23 milhões. Em relação ao mesmo período do ano anterior, houve alta de 3,8% (mais 839 mil pessoas). Rendimento fica estávelO rendimento médio real dos trabalhadores ficou em R$ 2.169 no trimestre de janeiro a março de 2018, o que, segundo o IBGE, representa estabilidade frente ao trimestre de outubro a dezembro de 2017 (R$ 2.173) e também em relação ao mesmo trimestre do ano anterior (R$ 2.169).