O Brasil quer saber: cadê a prova contra Lula?

CADÊ A PROVA?’: CENTRAIS LANÇAM CAMPANHA SOBRE ‘INCONSISTÊNCIAS’ CONTRA LULA  – Centrais sindicais e movimentos sociais lançaram, na segunda-feira (8), em São Paulo, a campanha “Cadê a prova?”, para esclarecer à população que, mesmo provando sua inocência, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva foi condenado pelo juiz da 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, Sérgio Moro, no caso do chamado triplex do Guarujá que pertence à empreiteira OAS. Lula será julgado, agora em segunda instância, no próximo dia 24 pelo Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre. Rede Brasil Atual Segundo a CUT, as peças da campanha trarão mensagens como: “Disseram que o triplex era de Lula. O documento da Caixa diz o contrário”, “Condenação sem prova é injustiça. Eleição sem Lula é fraude”, “Condenar Lula? Cadê a prova?” O objetivo, ainda segundo a entidade é apontar “inconsistências do processo e o lawfare” (instrumentalização da Justiça para perseguição política), para mostrar à população que a possível condenação de Lula carece de fundamento jurídico sendo, portanto, uma injustiça, com fins eleitorais. “Todo o processo foi político e midiático, para impedir que o ex-presidente seja candidato e eleito, como mostram todas as pesquisas de intenção de votos feitas até agora”, afirma o presidente da central, Vagner Freitas. A campanha foi aprovada por representantes da CUT, CTB, Força Sindical, Nova Central, UGT e Intersindical, juntamente com movimentos sociais, como Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST) e a Marcha Mundial das Mulheres, em reunião realizada, na sede da CUT. “O que está em debate é a defesa da democracia. Por isso, temos de intensificar a mobilização”, diz Antônio Carlos Cordeiro, da Intersindical. “Defender o direito de Lula ser candidato é defender os movimentos sociais e os trabalhadores em sua luta contra o ataque a seus direitos”, reforça Vera Machado, da Marcha Mundial de Mulheres. Na reunião foi aprovada também a criação do Comitê Nacional Sindical e Popular em defesa de Lula. A ideia é que no próximo sábado (13) sejam criados comitês municipais de apoio ao ex-presidente. “Até o dia 24, vamos intensificar a mobilização em todo o Brasil, porque defender Lula é defender a democracia. E esta campanha vai contribuir para esta mobilização”, afirma o vice-presidente do PT, Alexandre Padilha. “Defender Lula é defender a classe trabalhadora, porque a classe patronal quer nos esmagar”, completa o presidente da Nova Central em São Paulo, Luiz Gonçalves, o Luizinho. Representantes das centrais vão participar dos atos e vigílias programadas em Porto Alegre, para os próximos dias 23 e 24. Organizações mundiais de trabalhadores, como a Confederação Sindical Internacional (CSI) e a IndustriALL Global Union (sindicato mundial dos trabalhadores na indústria), também estarão presentes. Milhares de pessoas são esperadas para uma grande vigília na capital gaúcha, que começará no dia 23 e ocupará as ruas até o desfecho do julgamento, cujo início está marcado para as 8h30 do dia 24. Em São Paulo, estão programadas uma grande vigília que começam na noite do dia 23 e um grande ato político, às 18h do dia 24, na Avenida Paulista, com a presença do ex-presidente Lula, que será recebido pela militância. “O julgamento do ex-presidente é uma fraude e sua condenação é parte do golpe contra a democracia e os direitos dos trabalhadores no Brasil”, afirmou o secretário-geral da CUT, Sérgio Nobre. “Impedir a candidatura de Lula representa a condenação do povo brasileiro e vai aprofundar ainda mais a retirada de direitos, com a reforma da Previdência que quer acabar com a aposentadoria, o desmonte da legislação trabalhista e da soberania nacional, com as privatizações”, acrescentou.

Temer deu bilhões a grandes empresas, mas veta apoio a microempresário

 O governo Michel Temer vetou a proposta que permite o refinanciamento de dívidas de micro e pequenas empresas inscritas no Simples Nacional na última sexta-feira (5). Por Leonardo Sakamoto Entre as justificativas apresentadas: o fato que a medida não apresentou um estudo mostrando seu impacto nas contas públicas e sua previsão de compensação, fará com que o governo desrespeite a Lei de Responsabilidade Fiscal e pode estimular empresas a não pagarem impostos à espera de um parcelamento governamental. A informação foi confirmada pelo presidente do Sebrae, Guilherme Afif Domingos, que se reuniu com Temer. A ideia, segundo ele, é buscar resolver o problema do impacto econômico e, depois, pedir para o Congresso derrubar o veto. Sensato o pacote de justificativas, não? Então, porque o mesmo não foi aplicada para barrar a concessão de bilhões em emendas parlamentares quando Michel Temer precisava de votos no Congresso Nacional a fim de livrar o seu pescoço da guilhotina da Lava Jato nas duas denúncias criminais apresentadas contra ele pela Procuradoria-Geral da República? Qual era o paradeiro da responsabilidade fiscal quando Temer prometeu à bancada ruralista tanto a redução da alíquota da contribuição paga por produtores para custeio da aposentadoria rural, quanto os descontos nas multas e juros de valores atrasados ao Funrural? Uma ajudinha bilionária em nome da rejeição às denúncias criminais contra ele na Câmara. Onde estava a preocupação sobre o estímulo a calotes seguidos de demandas por novos parcelamento no momento em que parlamentares-empresários aprovaram perdões bilionários em juros e multas, beneficiando a si mesmos e a grandes empresas devedoras do governo? Vale lembrar que a sanção da medida provisória ocorreu logo antes da votação da segunda denúncia contra Temer. Por que não foi externada a preocupação de que as ações de Temer e de sua cúpula de governo para sobreviver diante das denúncias não arrombaria contas públicas, rasgaria a Lei de Responsabilidade Fiscal e estimularia grandes empresas a não pagarem impostos à espera de um parcelamento governamental? O correto seria não premiar nenhum devedor. Mas uma vez que isso aconteceu, que se garanta isonomia. Agora, o projeto polêmico volta ao Congresso. E não há pressa. Afinal, as denúncias criminais foram, por hora, engavetadas e a votação da Reforma da Previdência – quando volta o tomaladacá – deve ocorrer em fevereiro. É interessante que micro e pequenos empresários, por vezes e inadvertidamente, colocam-se ao lado dos grandes empresários e do mercado financeiro ao concordar com reformas e mudanças na lei. O dono de uma pequena lanchonete que teve coragem de empreender e segue se equilibrando com muito suor não percebe que, do ponto de vista do Estado, está mais próximo dos seus empregados do que das corporações. Não se nega a importância de garantir saídas para as pendências das empresas com a União. Mas quem teve poder de barganha com um Michel Temer no cadafalso aproveitou o momento político conturbado para salvar o próprio rabo e o de seus patrocinadores. Quem não tinha, foi para o fim da fila. Parte do grande empresariado já trabalha com a lógica de sonegar e esperar esses programas periódicos de refinanciamento de dívidas. Para que pagar impostos em dia? A lei é para otários, ou seja, pessoas físicas e pequenos empresários. O que o governo federal reafirma com isso é bem simples: paga imposto em dia quem é empresário burro ou trabalhador. Fonte: Blog do Sakamoto

Fernando Brito: Huck segue o roteiro da traição de FHC

 – Então, vamos achar que tudo é mera coincidência. No primeiro dia do ano, “vaza” o encontro de Luciano Huck com Carlos Augusto Montenegro, do Ibope, pedindo que seu nome não seja retirado das pesquisas eleitorais. No dia seguinte, Fernando Henrique dá entrevista ao Estadão ensaiando a rasteira em Geraldo Alckmin: “se houver alguém com mais capacidade de juntar [o dito ‘centro” político], que prove essa capacidade e que tenha princípios próximos aos nossos, temos que apoiar essa pessoa.” E ontem, 7 de janeiro, Luciano Huck vai ao programa do Faustão e diz que não é, mas pode ser, candidato, e jura de pés juntos que “o que o destino e o que Deus esperam para mim vou deixar rolar”. Modesto, não? Sua candidatura, se sair é uma “esperança” de Deus. Vamos, também – já que estamos num acesso de ingenuidade – acreditar que a “escalação” de Huck para o programa de domingo da Globo, devidamente decorado no “padrão família” pela presença de Angélica, foi feita sem o conhecimento e a aprovação dos “manos” Marinho. Como é preciso acordar de manhã, percebe-se que está em curso uma jogada desesperada para criar uma alternativa eleitoral, pois todos os quadros da direita brasileira foram tragados pela campanha de desmoralização que foi um dos instrumentos extremos do quais precisaram lançar mão para destruir a prevalência – ainda que sem traumas – das forças populares no governo. Um dos, porque o outro, foi a transformação do Judiciário em partido político. Em tudo, há um clima de mentira e dissimulação. Ainda não têm certeza do que devem fazer. Mas claramente já mostram o que são capazes de fazer ao Brasil, inclusive entregá-lo a um aventureiro negocista, que fez carreira com “tiazinhas” e sorteios na televisão e circulava na subnobreza das celebridades com seu passaporte televisivo. Um personagem “dirigível” e que, caso venha a ter veleidades de quem acha que tem mesmo o poder, pode ser descartado com um piparote. Como diria Aécio Neves, “alguém que a gente pode matar”, se maiores problemas. O povo brasileiro, para esta gente que o observa enojado desde suas torres de marfim, é apenas um rebanho a ser levado ao brete. Cozinham, no seu caldeirão, um novo Collor, esquecidos de que, afinal, a memória dos brasileiros tenha se esvaído. Um candidato com a marca da Globo e de Fernando Henrique gravada na testa, porém, tem um significado que dificilmente se poderá esconder. Via Tijolaço

BOLSONARO E FILHOS MULTIPLICAM PATRIMÔNIO NA POLÍTICA

 – O deputado federal e pré-candidato à presidência da República Jair Bolsonaro (PSC-RJ) e seus filhos multiplicaram seu patrimônio desde que entraram na política, segundo levantamento do jornal Folha de S.Paulo.  Bolsonaro e seus três filhos que exercem mandato, Eduardo, Carlos e Flávio, são donos de 13 imóveis com preço de mercado de pelo menos R$ 15 milhões em pontos valorizados no Rio de Janeiro, como Copacabana, Barra da Tijuca e Urca. Os apartamentos e casas foram comprados, na última década, com preço abaixo da avaliação da Prefeitura à época na cidade, segundo a Folha. Quando entrou na política, em 1988, Bolsonaro declarava ter apenas um Fiat Panorama, uma moto e dois lotes de pequeno valor. Até 2008, a família declarava à Justiça Eleitoral bens em torno de R$ 1 milhão, o que incluía apenas 3 dos atuais 13 imóveis. As principais aquisições ocorreram nos últimos dez anos. A evolução patrimonial dos quatro se mostra, portanto, acelerada. Todos se dedicam hoje apenas à política.

EMENDA DE TEMER BENEFICIOU ATÉ WESLEY SAFADÃO

 Dinheiro público pagou show do cantor de forró na Festa de São João de Maracanaú, no Ceará com cachê de R$ 246 mil pelo show. Liberação de emendas recorde do governo Temer também bancou um campeonato de motocross em Minas Gerais – A liberação de emendas parlamentares recorde em 2017, sob o governo Temer, beneficiou o cantor Wesley Safadão e bancou um campeonato de motocross. Segundo reportagem do Estadão, em junho do ano passado, o Ministério do Turismo repassou R$ 1,2 milhão à prefeitura de Maracanaú, no Ceará, por indicação da deputada Gorete Pereira (PR-CE). A emenda havia sido empenhada no mês anterior e serviu para pagar a 13ª edição da Festa de São João da cidade. O show de abertura coube a Wesley Safadão, que cobrou R$ 246 mil pela apresentação. O valor enviado à prefeitura foi quase integralmente usado para pagar cachês. Além de Safadão, apresentaram-se as duplas sertanejas Bruno & Marrone (R$ 250 mil), Victor & Léo (R$ 200 mil) e bandas como Aviões do Forró (R$ 180 mil). Uma emenda parlamentar do deputado Tenente Lúcio (PSB-MG) também garantiu R$ 250 mil para a realização da 5ª etapa do Campeonato Brasileiro de Motocross de Tupaciguara, em Minas Gerais.

PT VAI À PGR CONTRA COMPRA DE DEPUTADOS POR TEMER

 – O deputado Paulo Pimenta (PT-RS), líder do PT na Câmara, protocolou representação na Câmara para que os ministros Carlos Marun, da Secretaria de Governo, e Ricardo Barros, da Saúde, sejam investigados por improbidade administrativa. O motivo: os dois estariam condicionando a entrega de ambulâncias nos municípios a votos a favor do governo em temas como a Previdência. Ou seja: mais um episódio de compra de deputados. Leia, abaixo, a representação: EXCELENTÍSSIMA SENHORA DOUTORA PROCURADORA-GERAL DA REPÚBLICA.MD RAQUEL DODGE PAULO ROBERTO SEVERO PIMENTA, brasileiro, casado, jornalista, portador da cédula de identidade de…, CPF …, atualmente no exercício do mandato de Deputado Federal pelo PT/RS e, ainda, Líder da Bancada do Partido dos Trabalhadores na Câmara Federal, com endereço na Praça dos Três Poderes – Câmara dos Deputados, gabinete 552, anexo IV, e endereço eletrônico HYPERLINK “mailto:dep.paulopimenta@camara.leg.br”; dep.paulopimenta@camara.leg.br, vem à presença de Vossa Excelência, com base nas disposições legais e constitucionais aplicáveis, propor a presente REPRESENTAÇÃO Para solicitar desse Ministério Público Federal que promova a instauração de inquérito, objetivando investigar possível prática de improbidade administrativa e/ou crime de responsabilidade e, ainda, eventual responsabilidade penal, em face dos titulares das pastas do Ministério da Saúde e da Secretaria de Governo da Presidência da República, tendo em vista os fatos e fundamentos jurídicos adiantes delineados. I – Dos fatos Com efeito, no final do ano de 2017 o Parlamento aprovou o Projeto de Lei do Congresso – PLN 33/2017 em que ficou consignado recursos federais da ordem de R$ 960 milhões de reais para serem aplicados na compra de ambulâncias, equipamentos odontológicos e vans destinadas ao transporte de pacientes para tratamentos não emergenciais nos Municípios brasileiros. Tratam-se, como se verifica, de recursos fundamentais para o enfrentamento de demandas sensíveis, urgentes e inadiáveis, da população brasileira, extremamente carente de atendimento em praticamente todos os aspectos relacionados à temática da saúde. Exatamente em função dessa realidade, é de se esperar, à luz da legalidade e da razoabilidade, que a distribuição desses recursos pelas pastas ministeriais, para compra de equipamentos fundamentais para a política de saúde dos Municípios brasileiros obedeçam a critérios eminentemente técnicos, de modo que sejam atendidos, diante da limitação dos recursos frente as demandas existentes, aquelas localidades que efetivamente demonstrarem, a partir de parâmetros objetivos, maiores necessidades, afastando-se, por óbvio, os critérios políticos.Não obstante, matérias publicadas na imprensa na data de hoje ( HYPERLINK “https://g1.globo.com/economia/noticia/governo-federal-deve-liberar-saques-de-cerca-de-r-16-bi-do-pispasep-para-idosos.ghtml)” https://g1.globo.com/economia/noticia/governo-federal-deve-liberar-saques-de-cerca-de-r-16-bi-do-pispasep-para-idosos.ghtml), dão conta de que os equipamentos que serão adquiridos com os recursos públicos contemplarão apenas os Municípios indicados pelos Parlamentares que votaram alinhados com o governo federal em 2017. Nesse sentido, o Deputado Federal Darcísio Perondi (PMDB-RS) afirmou na matéria objeto do link acima destacado: “É governo ou não é governo? É governo? Recebe. Não é governo? Não recebe. Foi fiel? Recebe. Não foi fiel? Não recebe”. Verifica-se, desta feita, embora haja o desmentido dos titulares das pastas ministeriais da saúde e da secretaria de governo, que a política de saúde e o atendimento de demandas da população brasileira nessa área estão à mercê de critérios políticos, de modo que apenas os Municípios indicados pelos deputados fieis ao governo serão contemplados com os equipamentos médicos hospitalares. A matéria traz à baila ainda grave acusação que configura, em tese, ilícito penal, nos seguintes termos: “(…)Um integrante de partido governista que votou contra Temer nas duas denúncias da PGR contou ao G1, na condição de anonimato, que ouviu do próprio ministro da Saúde, deputado licenciado Ricardo Barros (PP-PR), que as indicações para ambulâncias e equipamentos odontológicos só poderiam ser feitas por quem tivesse ajudado a barrar as acusações contra o presidente. Segundo o Ministério da Saúde, essa informação ‘não procede’ (…)”. Embora tenha havido o desmentido também nesse ponto, é fundamental que haja uma investigação mais aprofunda sobre toda essa realidade, de modo a verificar a procedência das acusações veiculadas e adotar as providências legais com vistas a punir, se efetivamente ocorridas, essas imoralidades e ilegalidades. A investigação desse órgão do Ministério Público deverá aclarar, por exemplo, o seguinte: Quais os valores que foram destinados para a compra desses equipamentos pelo Ministério da Saúde?Quais os critérios legais, objetivos que norteiam a distribuição desses recursos/equipamentos?Como ocorre ou ocorrerá a habilitação dos Municípios interessados?Como foi ou está sendo a divulgação desse programa de compra de ambulâncias e outros equipamentos?Quantos Municípios já se habilitaram para o recebimento dos valores/equipamentos?Quantos e quais foram os Municípios já contemplados?Qual o papel da Secretaria de Governo da Presidência da República nesse programa de distribuição de recursos para a compra de equipamentos médicos hospitalares?A confirmação, em tese, de que o critério político, de fidelidade ao governo balizará a distribuição dos recursos configura, em tese, como afirmado acima, ato de improbidade administrativa e/ou crime de responsabilidade, além de tipificar crimes definidos no Código Penal. No particular da prática da Improbidade Administrativa, o artigo 11 da Lei nº 8.429, de1992 afirma: “Art. 11. Constitui ato de improbidade administrativa que atenta contra os princípios da administração pública qualquer ação ou omissão que viole os deveres de honestidade, imparcialidade, legalidade e lealdade às instituições, e notadamente:“I – praticar ato visando fim proibido em lei ou regulamento ou diverso daquele previsto, na regra de competência.” Acerca da presunção de improbidade, esclarece Hugo Nigro Mazilli: “Se ele é negligente com a coisa pública, ele é desonesto: um administrador negligente está violando o dever de eficiência e lealdade da Administração; está descurando de um zelo que é ao mesmo tempo o pressuposto e a finalidade de seu trabalho; está deixando de lado a honestidade que deveria iluminar o seu trabalho; ele é ímprobo. O administrador não está lidando com bens seus, e sim com bens coligidos com muito sacrifício pela coletividade, dos quais ele espontaneamente pediu para cuidar, e ainda é remunerado para isso. Assim, o administrador não tem o direito de ser negligente com recursos públicos; pode até sê-lo com recursos da sua vida privada, nunca com recursos da coletividade. (…) Se ele é imprudente, desidioso ou negligente, ele é desonesto – assim o considera o art. 11 da Lei de Improbidade

Viva o golpe! Viva o Moro! Viva a Lava-Jato! Viva os coxinhas!…

  “Acordo” da Petrobras com EUA é o maior escândalo de corrupção da história do Brasil   Enquanto a Globo repete, dia e noite, que o acordo foi vantajoso para a estatal, a verdade começa a vir a tôna. A Globo é uma máquina de destruição em massa! Por Miguel do Rosário – Tijolaço Como assim, ver a Petrobras pagar, para um punhado de especuladores norte-americanos, uma quantia maior que o seu lucro de um ano inteiro, é um bom negócio? Foi uma pilhagem sem paralelo na história recente! Pior, a Petrobras assumiu a culpa antes mesmo de um parecer do Departamento de Justiça. Ou seja, assumiu a culpa antes mesmo de ser julgada. O governo brasileiro não fez nenhuma gestão em defesa da empresa. É o maior escândalo de corrupção da história do país, feito assim, nas barbas do Ministério Público, do Judiciário, do Executivo e da imprensa brasileira! Lava Jato? O que a Lava Jato descobriu foram propinas pagas pelas próprias empreiteiras. Não houve desvio de dinheiro da Petrobras, cujas obras eram avaliadas por um corpo técnico de mais de 60 engenherios, cuja competência jamais foi questionada! Depoimentos de vários delatores sempre confirmaram que o dinheiro das propinas saída do caixa das empresas! A Petrobras não tinha que indenizar ninguém, quanto mais um punhado de abutres norte-americanos! A narrativa, porém, foi outra, porque havia interesse político em derrubar o governo Dilma e entregar a gestão da estatal para um entreguista a serviço das petroleiras internacionais. Ao cabo, quem cometeu os piores crimes foram a própria Lava Jato e a atual gestão da estatal. *** No Jornal GGN A Petrobras pagou 3 vezes mais do que o escritório de NY esperava De um profundo conhecedor do mercado jurídico de Nova York: Bom dia Nassif. O acordo da Petrobras tem varias ângulos que estão sendo pouco comentados na mídia. 1. A postura da atual administração da PETROBRAS foi de que a empresa é de fato CULPADA porque o PT roubou etc., portanto tem que pagar etc. Para expiar a culpa do Governo Lula, a mídia oficialista tem repercutido essa atitude, dizendo que o acordo tinha que ser feito, era inevitável. Quem entra em um processo judicial já se sentido culpado vai ter o pior resultado possível. A PETROBRAS FOI MUITO MAL DEFENDIDA NESSE PROCESSO. Esses esquemas profissionais de extorsão são constituídos por especuladores que compram ações para processar, são especuladores profissionais perfeitamente conhecidos no mercado americano, não são litigantes de boa fé como seriam os acionistas originais que se sentiram lesados. Um acionista normal não vai colocar dinheiro para montar um processo de sucesso duvidoso. Só “esquemas” especulativos com foco em “acordos” investem nisso em sociedade com escritórios de advocacia ultra especializados nesse tipo de ação, como é o caso do WOLF POPPER, que opera na área há décadas. O maior acordo já feito por esse escritório é de US$150 milhões (acordo CITCO). Os demais são de 8, 15 ou 17 milhões de dólares. O valor desse acordo é MAIOR que o lucro da PETROBRAS em um ano, o que é uma aberração. É o maior acordo jamais fechado por uma companhia estrangeira nesse tipo de ação. 2. Esses esquemas usam muito a mídia para INFLAR seu “preço alvo”, inventam que a condenação da PETROBRAS seria de 8 bilhões. Mas eles esperavam em torno de 1 bilhão de acordo, segundo comentários em outros escritórios de NY. A proposta quase 3 bilhões foi uma bomba , um valor absurdo porque as perdas JA foram em grande parte recuperadas na alta posterior das ações da PETROBRAS. Eles espalharam inclusive na mídia brasileira que a condenação seria muito maior mas não há nenhuma evidencia disso PORQUE o processo criminal que reconheceria a existência de corrupção que corre no Departamento de Justiça AINDA não foi concluído. Esse processo seria a BASE LEGAL para as “class actions” dos minoritários. 3.Então a PETROBRAS fechou acordo com os minoritários ANTES que o Departamento de Justiça a declarasse culpada da causa que justificaria o acordo com os minoritários. Todos esperavam que a decisão sobre as “class actions” tivesse seu desfecho APÓS a decisão do Departamento de Justiça e não antes.Pior ainda, ao fechar o acordo com os minoritários a PETROBRAS confessa sua culpa, o que vai pegar muito mal no Departamento de Justiça, onde a culpa AINDA estava sendo apurada e não há nenhuma indicação de que a PETROBRAS seria considerada culpada. Esse processo no Departamento de Justiça corre solto. O Governo do Brasil NENHUMA VEZ usou e esperava-se que usasse, sua força politica em Washington para fazer lobby junto ao Departamento. Todos os governos quando tem problemas em Washington usam lobby em cima da Administração. NÃO É USUAL o Departamento de Justiça processar empresa estatal de pais aliados e amigo dos EUA. Mas NENHUMA AUTORIDADE brasileira sequer telefonou ao Attorney General pedindo consideração nesse processo onde a PETROBRAS não é culpada, é vitima. A PETROBRAS está deixando correr solto esse processo, na mesma linha, “somos culpados , é bom que condenem porque ai se joga a culpa no PT”. 4. A maior acionista da PETROBRAS é a União, portanto esse acordo afeta o INTERESSE PUBLICO diretamente. Pergunta-se, a ADVOCACIA GERAL DA UNIÃO acompanhou esse acordo, ou tudo ficou a cargo da administração atual da PETROBRAS? A Advogada Geral da União deveria ter ido a Nova York, falar com o Juiz do processo, isso é normal, possível e esperado, para ter uma visão própria e não filtrada pela PETROBRAS sobre esse mega processo com mega prejuízo para o Brasil. É um processo que afeta o interesse da União, vai acabar com o lucro e impedir dividendos da PETROBRAS em 2018. A AGU se mexe em casos muito menores, pergunta-se, ao menos a AGU foi CONSULTADA sobre o acordo? 5. O panorama geral de tudo isso é que esse acordo vai ser jogado na conta do PT. A PETROBRAS não se defendeu como seria de sua obrigação, o Governo do Brasil se omitiu porque achou que esse assunto é da

Prefeito cria factóide e pede a Temer que Exército impeça ato pró-Lula

 O prefeito tucano de Porto Alegre, Nelson Marchezan Jr., conhecido apenas por fazer coreografias do hit “Despacito”, resolveu arriscar passos de uma dança mais espalhafatosa.  Mandou uma carta “factóide” a Michel Temer pedindo que a Força Nacional de Segurança e o Exército sejam mobilizados para cercar os manifestantes que vão à capital gaúcha no dia 24, quando Lula será julgado no TRF-4. Imbecil como é, Sua Excelência não perde oportunidade de fazer “marketing”, como seu modelo, João Doria Jr. Já que anda fraca a capacidade de mobilização “coxinha”, Marchezan quer forjar uma “militância fardada” ou, pelo menos, aparecer para o país como o tiranete municipal. Evidente que não há possibilidade de que se metam nesta pataquada, mas presta a elas o desserviço de criar um clima de confronto físico que não existe. O confronto é político, porque está em jogo a decisão se o povo brasileiro vai ser livre para escolher seu presidente ou se facínoras autoritários vão decidir, num conclave de ungidos, se teremos um simulacro de eleições, onde “os outros” disputariam o que não conseguiriam ter com uma disputa com o ex-presidente Lula. A isso levaram nosso país e, no drama, brotam estes bobalhões como o prefeitinho pateta, à procura de um espacinho na mídia. Via Fernando Brito – Tijolaço

O Brasil, versão Lava jato, é imoral como nunca

 Olhar as capas dos jornais de hoje é ver o Brasil reduzido à imundície pelo golpe de Estado que o “moralismo” da Lava Jato, que se tornou bandeira política para a ruptura do regime democrático. Por Fernando Brito – Tijolaço O país que veta R$ 1 bilhão para o Fundo da Educação Básica mas paga quase dez vezes para especuladores que se servem da operação para escapar de bolso cheio do mercado de risco das ações, que só deve ser da “liberdade” quando dá lucros. O país que está às voltas com o drama da escassez de energia (mesmo com a chuvas fartas, estamos com os reservatórios do Sudeste e do Nordeste, 80% do total do país, em níveis abaixo dos de janeiro de 2017) corre para atropelar a venda da Eletrobras, o caminho que nos tirou do drama elétrico nos últimos 50 anos. A Embraer, que se alimentou de dinheiro estatal ( R$ 86 bilhões, só 25% menos que a Petrobras, de empréstimos do BNDES) para ser a vigorosa empresa que é hoje, prestes a ser entregue à Boeing e, com ela, todo o conhecimento aeronáutico – inclusive o militar – que passará a empregar muitos engenheirios, nos EUA, claro, porque os latidos de cachorro pequinês do Governo brasileiro já viraram ronronar de gatinhos. Roberto Jefferson, o inesquecível, derrama suas lágrimas ao assumir, através da filha, um Ministério. Carlos Marun, que é o neojefferson da política, sacoleja suas enxúndias para anunciar que o candidato do Governo às eleições pode ser Alckmin, como pode ser Henrique Meirelles, como pode ser Rodrigo Maia, como pode ser Luciano Huck, como pode ser Michel Temer, até. Como pode ser qualquer um que não seja Lula, porque até Jair Bolsonaro, o ex-nacionalista, não dá um pio contra nada do que se escreveu acima. Certo, os perigos porque passa o país são os casamentos gay, não é? “É o que temos”, como disse Fernando Henrique Cardoso, que anda correndo para explicar que o candidato pode ser qualquer um, mas que ele apóia – ô! – Geraldo Alckmin, que Marun e temer podem apoiar também. O panorama é devastador, mais que desanimador. O resultado de três anos de histeria deixam um panorama de terra arrasada na vida pública brasileira e na vida de milhões de pessoas arrastada de volta á pobreza e à miséria. E como o que têm a oferecer ao povo brasileiro é este desastre, precisam como nunca tirar-lhe o direito de escolher o que quer, pelo voto. Porque o direito de escolher pode-se tirar, nas ditaduras tradicionais, pela proibição de eleições. Ou, no autoritarismo que passamos a viver, onde o poder sem voto dos juízes passou a ser total e incontestável, impugnando o candidato que representa a negação deste Brasil calcinado pelo fogo da crise. Ninguém com um mínimo de inteligência pode acreditar que disso possa sair um governo legítimo. Mas isso não vem ao caso, desde que seja um governo dócil, que afinal conduza este teimoso país à destruição total.

Ministra Cristiane, mas pode me chamar de Roberto Jefferson

 FILHA DE JEFFERSON NOMEADA MINISTRA FOI CITADA EM DELAÇÃO DA ODEBRECHT  Revista Fórum – De acordo com o Blog da Andréia Sadi, até alguns dos aliados mais próximos de Temer, acostumados à “coragem” do presidente em enfrentar o desgaste com a opinião pública, se surpreenderam com a nomeação de Cristiane Brasil para o Ministério do Trabalho. Cristiane é citada em delação da Odebrecht, além de filha de um personagem símbolo de outro escândalo, o mensalão: Roberto Jefferson. O próprio presidente mudou de ideia sobre a deputada. No ano passado, ela foi pessoalmente ao Palácio do Planalto com o pai para tentar comandar o Ministério da Cultura. Na ocasião, Temer ouviu assessores, que o desaconselharam a nomeá-la. Motivo: temiam exatamente o desgaste ao governo, ao nomear a filha de Roberto Jefferson para o ministério. Mas quem conhece as regras do jogo do Planalto sob o comando do PMDB afirma que Temer premia quem lhe é leal. “De lá para cá, Jefferson deu mais do que uma demonstração de que é fiel ao presidente. E Temer é um presidente grato aos aliados”, diz um de seus principais interlocutores. No caso do PTB, Jefferson foi “Temer Futebol Clube” nos piores momentos do governo. No fim de 2017, foi ele o primeiro dos aliados a anunciar que fecharia questão pela reforma da Previdência. E vestiu a camisa do governo ao propor que os partidos da base firmassem um “pacto” para não aceitar, durante a janela partidária, deputados que fossem infiéis na votação da reforma. Temer nunca esqueceu. E pagou a fatura nesta quarta-feira (3), ao esquecer o próprio veto anterior a Cristiane. Um frequentador do Jaburu tem outra avaliação. Ao ouvir do blog a explicação de que, nos corredores do Palácio do Planalto, a “coragem” de Temer é atribuída à sua “gratidão” aos aliados em momentos difíceis, este diz: “O governo passa a impressão de que, após as denúncias, adotou o mantra daquele deputado que o PTB disse que queria indicar: está ‘se lixando’ para a opinião pública.”   Ministra Cristiane, mas pode me chamar de Roberto Jefferson Por Fernando Brito – Tijolaço Ele voltou, agora plenamente. O homem dos “instintos mais primitivos” é, desde hoje, o ministro de fato do Trabalho. Com todo o respeito pela insossa Cristiane Brasil, sua filha, é ele quem, politicamente, foi nomeado. É este o nível do ministério Temer, o de “Bob Jeff”, que quase emplacou a moça como ministra da Cultura em julho do ano passado. A escolha é coerente. Afinal, Jefferson tem experiência com malas, porque foi ele quem tornou agudo o processo do chamado “mensalão” ao ter falado que recebeu uma delas, com R$ 4 milhões, que jamais apareceu, mas serviu para “comprovar” que o governo petista “comprava” uma base de apoio. Foi, assim, o precursor da delação premiada – versão mais antiga e menos benévola – reduzindo sua pena de dez para sete anos, que cumpria em regime aberto até que foi indultado pelo ministro Luis Roberto Barroso. Sem protestos, aliás, porque já havia cumprido os requisitos para obtê-lo. O pai, orgulhoso, recebeu o presente das mãos de Temer, já sem munição para escolhas políticas mais representativas, que o ajudassem a remontar sua base na Câmara. Roberto Jefferson, uma espécie de híbrido entre Eduardo Cunha e Carlos Marun, é de novo um dos convivas à mesa do poder, onde se devora o Brasil Eu apoio o 247