Dilma anuncia R$ 5,7 bi do Banco dos Brics para reconstrução do RS

À frente da instituição, ex-presidenta manifestou solidariedade ao povo gaúcho e disse que banco “vai atuar na reconstrução e na recuperação da infraestrutura do estado” O Novo Banco de Desenvolvimento (NDB, na sigla em inglês), também conhecido como Banco dos Brics, vai destinar R$ 5,7 bilhões para a reconstrução do Rio Grande do Sul. O anúncio foi feito nesta terça-feira (14) pela presidenta da instituição e ex-presidenta da República, Dilma Rousseff. Após falar sobre a tragédia das enchentes vivida pelos gaúchos nas últimas semanas, Dilma declarou, em vídeo, que conversou com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e com o governador Eduardo Leite sobre essa situação dramática e definir como banco poderia prestar ajuda financeira. “O Novo Banco de Desenvolvimento, o Banco dos Brics, está ao lado do povo gaúcho. Quero anunciar que vamos destinar US$ 1,115 bilhão, o equivalente a R$ 5,750 bilhões”. Além disso e de se solidarizar com o povo do estado onde viveu a maior parte de sua vida, Dilma destacou que “o Banco dos Brics tem um compromisso e vai atuar na reconstrução e na recuperação da infraestrutura do estado. Queremos ajudar as pessoas a reconstruírem suas vidas. Por isso, vamos destinar, da maneira mais rápida possível, recursos para o estado”. A presidenta explicou que o valor total desembolsado vem de parceiros da instituição — como o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o Banco do Brasil e o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) — e, de forma direta, pelo próprio NDB. “Em parceria com o BNDES, vamos liberar US$ 500 milhões, sendo 250 milhões previstos para pequenas e médias empresas; US$ 250 milhões para obras de proteção ambiental, infraestrutura, água, tratamento de esgoto e prevenção de desastres”, explicou Dilma. Quanto à parceria com o BB, o NDB vai destinar US$ 100 milhões para infraestrutura agrícola, projetos de armazenagem e infraestrutura logística. “E em parceria com o BRDE, vamos destinar R$ 20 milhões para projetos de desenvolvimento em mobilidade urbana e recursos hídricos”. Dilma salientou, ainda, que no curto prazo, serão destinados outros US$ 295 milhões — neste caso, o contrato está em processo de aprovação final. Parte do montante deverá ser destinado para obras de desenvolvimento urbano e rural, saneamento básico e infraestrutura social. E US$ 200 milhões de dólares serão disponibilizados para serem financiados diretamente pelo NDB, podendo contemplar obras de infraestrutura, vias urbanas, pontes e estradas. A presidenta do banco enfatizou “a gestão desses recursos, no valor de R$ 5,7 bilhões, é flexível, ou seja, a destinação dessa verba é passível de direcionamento de acordo com as urgências, prioridades e necessidades do estado do RS”. O NDB foi criado em dezembro de 2014 com o objetivo de ampliar o financiamento para projetos de infraestrutura e de desenvolvimento sustentável no Brics e em outras economias emergentes. Cada país do Brics – bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – preside o banco por mandatos rotativos de 5 anos. A ex-presidente Dilma Rousseff foi eleita em março do ano passado e ficará à frente da instituição até julho de 2025, quando acaba o mandato do Brasil. América Latina e Caribe Também nesta terça-feira (14), foi anunciado pelo Banco de Desenvolvimento da América Latina e Caribe (CAF) um pacote de medidas com potencial para chegar a US$ 746 milhões (R$ 3,8 bilhões) em recursos financeiros para o RS. De imediato, o banco disponibilizou uma doação de US$ 250 mil (R$ 1,25 milhão) para apoio aos trabalhos emergenciais e US$ 1 milhão (R$ 5 milhões) em cooperações não reembolsáveis já disponíveis ao Ministério do Planejamento e Orçamento, a serem utilizados em medidas de mitigação das ações climáticas.
Lula sancionou o novo DPVAT, aprovado pelo Congresso Nacional

Ele voltou! O DPVAT voltou novamente. Partiu daqui tão contente Por que razão quer voltar? O presidente Lula sancionou o projeto de lei que marca a volta do seguro obrigatório para vítimas de acidente de trânsito, o antigo DPVAT. Cabe agora ao Congresso promulgar a criação do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito (SPVAT). A expectativa é para que a cobrança do seguro seja retomada em 2025 para todos que possuem carros e motos. Todos os detentores de veículos automotores devem pagar o SPVAT. Uma estimativa do Ministério da Fazenda indica que o novo DPVAT, seguro obrigatório para indenizar pessoas que sofrem acidentes com veículos, vai custar anualmente R$ 50 e R$ 60 aos motoristas. A definição sobre o total a ser pago e a confirmação do calendário de pagamento ainda serão regulamentados. O projeto mantém a Caixa na operação do seguro e amplia o rol de despesas cobertas. Foram incluídos reembolsos para assistências médicas e suplementares — como fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos — desde que não estejam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no município de residência da vítima. Também foram acrescentadas despesas com serviços funerários e com a reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial. Os valores da indenização serão definidos pelo Conselho Nacional de Seguros Privados (CNSP). No modelo anterior, a indenização para morte era de R$ 13,5 mil; para invalidez permanente, até R$ 13,5 mil; e o reembolso para despesas médicas era de até R$ 2,7 mil. O DPVAT parou de ser cobrado durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). A Caixa informou no ano passado que só haveria recursos para atender pedidos referentes a acidentes ocorridos até 14 de novembro de 2023. Daí surgiu impulso político para a recriação do seguro. Veto de Lula Dois artigos que propunham multa e infração grave para quem não pagasse o seguro foram vetados pelo Palácio do Planalto. Na justificativa, o governo afirma entender que a penalidade “contraria o interesse público, pois acarreta ônus excessivo pelo não pagamento do Seguro Obrigatório para Proteção de Vítimas de Acidentes de Trânsito – SPVAT ao classificar a conduta como infração grave, que ensejará a aplicação de multa cujo valor atual é R$ 195,23 (cento e noventa e cinco reais e vinte e três centavos)”. O governo também alega que o projeto de lei já prevê que para ter o veículo licenciado, poder fazer a transferência para outros condutores ou dar baixa no registro, é obrigatório que o SPVAT esteja quitado. Segundo a proposta, a cobertura do seguro poderá abranger: I – indenização por morte; II – indenização por invalidez permanente, total ou parcial; III – reembolso de despesas com: a) assistências médicas e suplementares, inclusive fisioterapia, medicamentos, equipamentos ortopédicos, órteses, próteses e outras medidas terapêuticas, desde que não estejam disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS) no Município de residência da vítima do acidente; b) serviços funerários; e c) reabilitação profissional para vítimas de acidentes que resultem em invalidez parcial. Leia também Com votos de Paulo Guedes e Délio Pinheiro DPVAT voltará a ser cobrado
Cara de pau – Com desculpa esfarrapada, “Erros” Biondini vota contra ajuda ao RS

Apoiador de Jair Bolsonaro, fundador da “Missão Mundo Novo” e líder da corrente cristã Renovação Carismática, o deputado afirmou em suas redes sociais que se confundiu, pediu desculpas e agradeceu por seu voto não ter “atrapalhado a votação”. Eros também declarou que “errar faz parte da nossa natureza humana”. Biondini alegou ter errado ao computar o voto. Segundo o parlamentar mineiro, depois de apertar o botão que indicava o voto “não”, ele percebeu o erro e tentou corrigi-lo, mas não conseguiu. “Me desculpo publicamente, já que jamais qualquer um de nós votaria contra o nosso estado do Rio Grande”, justificou. Apenas dois deputados federais: Eros Biondini (PL-MG) e Stélio Dener (Republicanos-RR), foram contrários à suspensão da dívida do Rio Grande Sul com a União pelos próximos meses e um deles é de Minas Gerais, o bolsonarista Eros Biondini (PL). Os demais 404 parlamentares votaram a favor da proposta, apresentada pelo governo Lula (PT), que tem como objetivo desonerar o estado que enfrenta uma das maiores tragédias registradas no país. A dívida será suspensa pelos próximos três anos. Eros está em quarto mandato legislativo consecutivo e nunca errou para votar contra a classe trabalhadora.
Governo federal propõe suspender cobrança de dívida do RS

Se aprovado pelo Congresso, congelamento liberaria R$ 11 bilhões exclusivos para obras de reconstrução no estado Cheias no Rio Grande do Sul já causaram pelo menos 147 mortes – Foto: Prefeitura Municipal de São Leopoldo O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), anunciou nesta segunda-feira (13) que o governo federal vai propor ao Congresso Nacional a suspensão da cobrança da dívida do Rio Grande do Sul com a União por conta das enchentes no estado. Com a suspensão, sobrariam recursos no caixa estadual para ações necessárias para sua reconstrução. A ideia do governo é “congelar” a dívida do Rio Grande do Sul por três anos. Neste período, o governo gaúcho não precisaria pagar parcelas do débito. Também neste período, a dívida não seria corrigida pelos juros, permanecendo estável. Segundo Haddad, o “congelamento” abriria espaço para gastos de R$ 11 bilhões. Esses recursos deveriam ser incluídos numa espécie de fundo cujos recursos só poderiam ser investidos em atividades de reconstrução. A ideia do governo será encaminhada ao Congresso na forma de projeto de lei. Se aprovada, entraria em vigor após sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). “A lei prevê a suspensão do pagamento da dívida do RS, 100% do pagamento, durante 36 meses. Para além disso, os juros serão zerados sobre o estoque, todo o estoque da dívida, pelo mesmo prazo, o que significa dizer que nós poderemos contar com R$ 11 bilhões que seriam destinados ao pagamento da dívida para um fundo contábil que deverá ser investido na recuperação do estado”, explicou Haddad. O anúncio da medida foi feito nesta tarde durante reunião de autoridades federais com o governador Eduardo Leite (PSDB). Leite apoiou a ideia e disse que ela aliviaria o “torniquete orçamentário” que a dívida já impunha ao estado ainda antes da maior enchente de sua história. Para a União, a medida teria um impacto de R$ 23 bilhões, disse Haddad. Além dos R$ 11 bilhões que deixariam de ser pagos, outros R$ 12 bilhões em juros seriam perdoados em favor do Rio Grande do Sul. O estado enfrenta chuvas e cheias de rios sem precedentes, que já mataram pelo menos 147 pessoas. As enxurradas alagaram cidades, destruíram rodovias e fecharam o aeroporto de Porto Alegre. O Rio Grande do Sul deve mais de R$ 100 bilhões à União. É o quarto estado mais endividado do país.
Apenas 15% das cidades do RS pediram recursos federais

Tragédia no Rio Grande do Sul – Segundo Defesa Civil, número de mortes chegou a 143, com 125 desaparecidos e 806 feridos Segundo o ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, ainda é reduzido o número de municípios do Rio Grande do Sul que pediram recursos emergenciais federais para trabalhar com os impactos das chuvas e enchentes que atingem o estado. Ele realizou uma coletiva de imprensa neste sábado (11), detalhando o cenário. “Temos 441 municípios em situação de calamidade. Logicamente que, até que seja feito o refinamento dessa classificação, nós imaginávamos que pelo menos 300 solicitassem algum tipo de recurso, mas apenas 69 solicitaram. Aprovamos sumariamente e já liberamos recursos”, disse ele, segundo a Agência Brasil. O número representa 15,6% das cidades em estado de calamidade. Góes afirma que o governo federal flexibilizou as regras para o recebimento de recursos pelas cidades afetadas pelas enchentes. “Sabemos que muitos prefeitos estão focados nas ações de resgate. Compreendemos isso, de forma a possibilitar que eles recebam a ajuda enquanto reúnem as informações para o plano de trabalho de ajuda humanitária”, disse. “Se o município tem até 50 mil habitantes, a gente adianta logo R$ 200 mil. Se tem até 100 mil, adiantamos R$ 300 mil. Se tiver acima de 100 mil, a gente adianta R$ 500 mil para, rapidamente, comprarem água, cestas básicas; para cuidar das pessoas que estão no abrigo”, disse o ministro. Segundo boletim divulgado na manhã deste domingo (12) pela Defesa Civil do Rio Grande do Sul, o total de municípios afetados pelas enchentes chega a 446, atingindo 2.115.704 pessoas. O boletim mostra ainda que há 81.170 pessoas em abrigos e 537.380 desalojados. A Defesa Civil contabiliza 143 mortes e 125 desaparecidos, além de 806 feridos. Até a divulgação do balanço, são 76.399 pessoas que foram salvas e 10.555 animais resgatados.
Como os dicionários retratam os negros – nos EUA e no Brasil

vVisões racistas ou discriminatórias – que tratam o negro como “escravo”, “indivíduo sem alma” ou “indivíduo comercializável” – são invariavelmente predominantes nos dicionários de língua portuguesa Há uma sequência de Malcolm X (1992), o filmaço de Spike Lee, que mostra a natureza ideológica das palavras e das representações. A cena é ambientada no pátio da prisão norte-americana de Charleston. Baines (Albert Hall) tenta atrair Malcolm (Denzel Washington) para a Nação do Islã. Mas, antes do convite, há uma série de perorações sobre a relação entre brancos e negros. “Você aceitou tudo o que o homem branco lhe disse. Ele disse que você era um pagão negro – e você acreditou nele”, afirma Baines. “Ele disse para você idolatrar um Jesus loiro, de olhos azuis, de pele branca – e você acreditou. Ele disse que o preto era uma maldição – e você acreditou. Você já procurou a palavra ‘preto’ no dicionário?”. A dupla se dirige à biblioteca da cadeia, onde Baines abre um dicionário e lê diversas definições de “negro”: “destituído de luz”; “desprovido de cor”; “envolto na escuridão – logo, muito sombrio e obscuro, como em ‘futuro negro’” (…); “coberto de sujeira”; “imundo”; “lúgubre”; “hostil”; “proibido, como ‘um dia negro’”; “insensato ou extremamente perverso, como em ‘magia negra’”; “indica desgraça, desonra ou culpa”. Baines empurra o dicionário até Malcolm e pede para que ele leia os diversos significados da palavra “branco”: “a cor da neve alva”; “o reflexo de todos os raios do espectro”; “o oposto de preto”; “sem manchas ou defeitos”; “inocente”; “puro” (…); “sem intenções malignas”; “inofensivo”; “honesto”; “negociação justa”; “honorável”. A provocação dá certo, a ponto de Malcolm decidir ler e copiar todo o dicionário, de verbete em verbete. É o estopim para a mudança que transformará um “vigarista de Massachusetts” num dos líderes negros mais influentes do século 20. Não sei se a jovem secundarista Franciele de Souza Meira, de 17 anos, já assistiu a Malcolm X. Moradora de Extrema (MG), essa estudante de ensino médio do Instituto Federal de São Paulo, matriculada no campus de Bragança Paulista (SP), foi premiada por uma pesquisa de iniciação científica que lembra a viagem de Malcolm pelo universo das palavras. Para mostrar o “viés racista” da língua portuguesa, Franciele selecionou 17 dicionários, lançados em períodos distintos. Em cada um deles, buscou a definição de “preto” e “negro”, fazendo uma análise comparativa do discurso. Porém, das edições antigas (como o Rafael Bluteau, de 1712) até os contemporâneos (Aurélio e Houaiss), não houve adaptações significativas. As visões racistas ou discriminatórias – que tratam o negro como “escravo”, “indivíduo sem alma” ou “indivíduo comercializável” – são invariavelmente predominantes. Apenas três dicionários – o da Academia Brasileira de Letras (1976), o de Biderman (1992) e o de Bechara (2011) – não associam “negro” e “preto” a padrões pejorativos. “As definições encontradas em dicionários mais antigos eram esperadas de certa forma, pois esses dicionários foram publicados quando circulava, à época, um discurso pró-escravidão”, comenta Franciele. “Em relação aos dicionários mais recentes, realmente fiquei surpresa por ver que havia continuidade desse discurso, relacionando os indivíduos negros ao período escravocrata.” Sob orientação do professor Rafael Prearo Lima, o estudo foi batizado de “Registro de ‘Preto’ e ‘Negro’ em Dicionários de Língua Portuguesa”. Em outubro de 2023, conquistou o primeiro lugar na Bragantec (Feira de Ciência e Tecnologia de Bragança Paulista), onde concorreu na categoria Ciências Humanas e Linguagens. Cinco meses depois, em março deste ano, foi medalha de ouro na maior feira de iniciação científica da América Latina, a Febrace (Feira Brasileira de Ciências e Engenharia). Franciele superou outros 43 projetos finalistas da categoria “Ciências Humanas” e recebeu a premiação em cerimônia na USP (Universidade de São Paulo). Inicialmente, a estudante secundarista pensou em usar a literatura – e não os dicionários – para denunciar esse retrato dos negros como “inferiores, menos humanos”. Ao trocar a ficção pelo “discurso oficial”, sua pesquisa ganhou força e contundência. “As coisas que são colocadas nos dicionários representam uma ideia da sociedade. Eles mostrarão as definições que servem para aquela sociedade naquele tempo”, diz Franciele. “Não esperava que todo o discurso mostrado durante o século 20 continuasse no século 21.” O estudo também mostra a falta que faz a efetivação da Lei 10.639/2003, que obriga escolas de ensino fundamental e médio a incluírem no currículo conteúdos sobre a história e a cultura afro-brasileiras. Não dá para mudar conceitos enraizados onde faltam novos paradigmas. A pesquisa de Franciele dá pistas do longo caminho a percorrer. Vermelho
Em vídeo, Malafaia ensina a tomar dinheiro de fiéis

“Ou dá a oferta porque ama ou dá a oferta porque é constrangido. Azar o dele”, diz o pastor-empresário – Em um vídeo que circula nas redes sociais neste sábado (11), o pastor-empresário Silas Malafaia ensina os métodos que utiliza para tirar dinheiro dos fiéis que frequentam suas igrejas: “eu já testei todos os processos de tirar oferta, e vou dizer qual é o processo mais eficaz”, diz ele antes de listar alguns métodos e inclusive dar números sobre a rentabilidade de um deles: “o pastor fala da oferta e manda o pessoal levar lá na frente. Eu nunca vi um processo tão vagabundo como esse. Esse processo costuma 20% a 30% do povo ofertar e 70% não oferta”. Em seguida, Malafaia diz qual maneira é “mais eficaz”, baseada no constrangimento dos fiéis: “ou dá a oferta porque ama ou dá a oferta porque é constrangido. Azar o dele”. ABSURDO! Silas Malafaia ensinando pastores a como arrancar ofertas dos fiéis: "Ou ele dá porque ama ou porque fica constrangido". pic.twitter.com/HM0rH1dGzA — Andrade (@AndradeRNegro2) May 11, 2024
Bolsonaro debocha de gaúchos e diz que “problematização climática é desinformação”

O ex-presidente, que está internado, usou as redes para afirmar que a questão do clima é usada por governos para tornar as pessoas dependentes do Estado O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) mostrou nesta quinta-feira (9) que não possui qualquer tipo de empatia pelos cidadãos brasileiros vítimas de tragédias ambientais e que vivem em situação de calamidade. Bom, não que isso seja uma novidade, visto que, em 2021, quando o estado da Bahia sofreu com graves enchentes, o ex-presidente simplesmente deu as costas e foi andar de jet ski. Internado para tratar de uma infecção na perna, Jair Bolsonaro foi às redes sociais para zombar do sofrimento do povo gaúcho e se aproveitar da tragédia que se abate sobre o Rio Grande do Sul para questionar as teses sobre crise climática. Para o ex-presidente, as “problemáticas climáticas” são “pura desinformação” utilizada “pela organização” (governo federal) com o objetivo de atingir um fim: tornar as pessoas dependentes do Estado. Vejam o nível de negacionismo climático: a partir da lógica do ex-presidente Jair Bolsonaro, governos mais ricos obrigam os mais pobres a realizarem políticas ambientais para, dessa maneira, os mais poderosos manterem os governantes locais no poder. E qual é o custo disso, segundo Bolsonaro? “Escravizar ainda mais seu próprio povo”. No entanto, o ex-presidente Jair Bolsonaro esqueceu de mencionar que sua gestão, segundo estudos e especialistas, foi inimiga do meio ambiente e registrou recordes de destruição de florestas. Em artigo publicado na Fórum, a vereadora e militante do meio ambiente Iza Lourença (PSOL-BH) fez um compilado da herança maldita da gestão de Bolsonaro para o meio ambiente. “A ‘boiada’ ceifou as vidas de Bruno Pereira e Dom Phillips, renegou à fome as crianças Yanomami e deixou um legado de fome e destruição. Durante a pandemia em 2021, os assassinatos no campo subiram 75%, segundo a Comissão Pastoral da Terra. Via de regra, os assassinos permanecem impunes”, aponta a parlamentar. A vereadora também lembra que, “além do desmatamento, os focos de queimadas e a extensão de área devastada por incêndios também batem recordes. Mesmo com a infame fake news de Bolsonaro de que a Amazônia ‘não pega fogo por ser úmida’, o Inpe registrou, neste ano, um aumento de 53% da área queimada na região e de novos 14% de focos de queimadas em relação ao ano passado, que também já era recordista”. Em sua análise, Iza Lourença afirma que a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, no que diz respeito às políticas de meio ambiente, pode ser classificada como “desmonte, arrocho orçamentário, desmoralização dos órgãos fiscalizadores e das políticas públicas de proteção ambiental”. (Revista Fórum)
Câmara aprova dispensa de licença ambiental para plantações de eucalipto

A matéria teve origem no Senado e será enviada à sanção do presidente Lula (PT) A Câmara dos Deputados aprovou nesta quarta-feira 8 o Projeto de Lei (PL) 1366/22 que exclui a silvicultura (cultivo de árvores com fins comerciais, como pinhos e eucaliptos) do rol de atividades potencialmente poluidoras. A matéria teve origem no Senado e será enviada à sanção do presidente Lula (PT). Com a mudança na lei da Política Nacional do Meio Ambiente, a atividade de plantio de florestas para extração de celulose (pinhos e eucaliptos, por exemplo) não precisará mais de licenciamento ambiental e não estará sujeita ao pagamento da Taxa de Controle e Fiscalização Ambiental (TFCA). Deserto verde O deputado Patrus Ananias (PT-MG) criticou a proposta que, segundo ele, é um projeto agressivo à natureza e ao meio ambiente. “Onde está o eucalipto é o chamado de deserto verde. Ali não prolifera nenhuma planta, nenhum animal, absorve uma quantidade excessiva de água”, disse. Para a deputada Fernanda Melchionna (PSOL-RS), o projeto vai contra as ações necessárias para reduzir os impactos da mudança climática vistos em diferentes partes do país, como as maiores enchentes da história do Rio Grande do Sul. “Projetos como esse estarem na pauta da Câmara dos Deputados é um escárnio com as causas que nos levaram até aqui. Não é possível que se siga ignorando que o planeta pede socorro”, disse. (Carta Capital)
Show de Madonna teve o 5º maior público da história

Madonna superou os Rolling Stones como atração com o quinto maior público no mundo Até este sábado (4), os roqueiros ingleses detinham o recorde com 1,5 milhão de espectadores em 2006. O último show da Celebration Tour da cantora reuniu ainda mais pessoas: 1,6 milhão, segundo estimativa da Riotur. A apresentação dos Rolling Stones foi classificada como o sexto maior show do mundo pelo Guinness World Records. Com o novo recorde de Madonna, ela dividirá a quinta posição com o festival Monsters of Rock, que atraiu uma multidão semelhante em Moscou, em 1991. Dos sete maiores shows do mundo, quatro ocorreram no Rio. Rod Stewart lidera o ranking, com mais de 3,5 milhões de fãs na Praia de Copacabana em 1994. Ele cantou na celebração de Ano Novo da cidade. Outros grandes eventos incluem Jean-Michel Jarre, que atraiu 3,5 milhões em Moscou, e Jorge Ben Jor, que se apresentou para 3 milhões na Praia de Copacabana, ambos em 1993. Jean-Michel Jarre, por sua vez, aparece novamente na lista com uma apresentação em Paris, na França, em 1990 para 2,5 milhão de pessoas. Assim, Madonna e os Rolling Stones aparecem em seguida com seus respectivos marcos históricos da música na cidade, com suas performances épicas na famosa praia carioca. A lista: 1 – Rod Stewart, na praia de Copacabana, para 4,2 milhões de pessoas no réveillon de 1994. 2 – Jean-Michel Jarre, na Rússia, para 3,5 milhões de pessoas. 3 – Jorge Ben Jor, em Copacabana, para 3 milhões de pessoas 4 – Jean-Michel Jarre, em Paris, para 2,5 milhões de pessoas. Se apresentando “em casa”, o artista reuniu o público com o show “Paris La Défense – Une Ville En Concert”, em 1990. 5 – Madonna, no Brasil (2024), e Monsters of Rock, na Rússia (1991) 6 – Rolling Stones, no Brasil (2006) 1,5 milhão Copacabana