GRANDEZA RESTAURADA – Dilma vai presidir banco dos BRICS

Indicada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que teve o aval dos outros países membros para a entrada da petista no bloco, a ex-presidente Dilma Rousseff (PT) vai presidir o Novo Banco de Desenvolvimento (NDB), instituição financeira dos Brics, que reúne Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Lula e Dilma Rousseff – Créditos: Ricardo Stuckert Enquanto cumpre agenda intensa nos EUA, onde se reúne com o presidente Joe Biden, Lula já se prepara para embarcar para a China em março com a futura presidenta do Novo Banco de Desenvolvimento (NBD), nome da instituição financeira dos BRICS, bloco formado por Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, que teve início em 2006, ainda no primeiro mandato do presidente brasileiro. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) já obteve o aval dos países membros e será anunciada nas próximas semanas para comandar o banco. Além da concordância dos parceiros no bloco, o economista Marcos Troyjo, que atuamente representa o Brasil no banco, já concordou em deixar o cargo em favor de Dilma. Os Brics são um bloco econômico e geopolítico importante, sobretudo para o Brasil que até uma década atrás tinha papel de destaque nas relações internacionais. Para Lula é vital que o protagonismo brasileiro retorne e para isso os Brics são uma peça fundamental. Tal importância pode ser aferida pela própria indicação de Dilma para controlar o banco que reúne esses cinco países. Dilma, que tem 75 anos, inicialmente teria hesitado em relação à oferta, mas segundo interlocutores, em decorrência da delicada situação do Brasil no cenário internacional, por conta da desastrosa gestão de Bolsonaro, a ex-presidenta teria aceitado o cargo.

Remédios do SUS contra malária entre yanomamis são vendidos por garimpeiros na internet

Crianças em estado de desnutrição sendo atendidas pela missão de saúde – Foto: Reprodução  Enquanto indígenas Yanomami sofrem com a falta de medicamentos fornecidos pelo SUS para tratamento de malária e verminoses, sobra oferta desses remédios nos garimpos ilegais instalados dentro da própria Terra Indígena Yanomami. A InfoAmazonia e o Vocativo identificaram em redes sociais o comércio de Artesunato+Mefloquina e Cloroquina, produzidos pela Fundação Oswaldo Cruz (FioCruz) e pelo Ministério da Saúde, e que deveriam ser distribuídos gratuitamente pela rede pública para o tratamento da malária. A reportagem teve acesso a mensagens em grupos de WhatsApp utilizados por garimpeiros da região, onde esses medicamentos são livremente comercializados por preços entre R$ 150 e R$ 200. A falta desses medicamentos, segundo especialistas, contribuiu para o agravamento da crise humanitária que os Yanomami enfrentam. Só em 2022, foram registrados 11.530 casos confirmados de malária no Distrito Sanitário Especial Indígena (DSEI) Yanomami, mas, segundo constataram as autoridades, não havia medicamentos o suficiente para atender a demanda de indígenas acometidos pela doença. Os dados foram divulgados na última semana pelo Ministério da Saúde após uma missão especial constatar a situação de emergência sanitária no território. Os índices de infecção e de mortalidade infantil na TI vão na contramão do aumento de investimentos feitos pelo governo federal na saúde dos Yanomami. Entre 2020 e 2022, o DSEI Yanomami foi o que mais recebeu verbas em todo o Brasil, tendo acesso a mais de R$ 200 milhões em recursos, segundo aponta inquérito do Ministério Público Federal (MPF) instaurado para apurar desvio de recursos públicos na compra de medicamentos. O inquérito do MPF identificou que apenas uma parte muito pequena dos remédios foi efetivamente distribuída aos indígenas Yanomami.

Punir Bolsonaro por golpismo pode frear o Brasil miliciano que ele criou

Suas orientações e a de seus aliados empurraram os idiotas a cometer crimes em seu nome Moraes parece focar primeiro nos bolsonaristas, em vez do chefe, para mostrar à sociedade o que o golpismo produziu Leonardo Sakamoto UOL  A punição a Jair Bolsonaro pelo golpismo que ele organizou e incitou não é vingança, mas uma Justiça tardia. Caso o Brasil não seja capaz de processar e condenar o seu ex-presidente por atentar contra a democracia, a República Miliciana que ele instalou vai continuar crescendo. Até devorar o próprio país. Bolsonaro é a peça-chave do núcleo político golpista da extrema direita. Como consequência de suas ações tivemos desabastecimento de comida e remédios por bloqueios em estradas, queima de caminhões, ônibus e carros, tentativa de explosão do Aeroporto de Brasília, depredação do Palácio do Planalto, o Congresso Nacional e o STF. Basta perguntar a qualquer um dos presos na Papuda ou na Colmeia por que invadiram as sedes dos Três Poderes para, em pouco tempo, chegarmos a ele, seus discursos e postagens. Ele diz que não foi sua mão que cometeu os crimes, mas foram suas orientações e a de seus aliados que empurraram os idiotas para cometê-los em seu nome. Não se sabe quais informações detém o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, responsável pelos inquéritos que tratam dos atos antidemocráticos. Mas, certamente, fornecem a ele uma visão muito maior que o cenário publicamente conhecido. Ao que tudo indica, Moraes preferiu não chegar a Bolsonaro logo de cara, mas avançar sobre o bolsonarismo em círculos concêntricos de forma a mostrar à sociedade o que esse golpismo produziu, justificando uma ação mais incisiva sobre o líder. Primeiro foram os peixes pequenos, depois pequenos financiadores, chegando a assessores políticos e oficiais da polícia militar. O preso mais famoso até agora, o ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança Pública do DF, Anderson Torres, pode ser o tiro de aviso de que mais como ele virão. No centro desse círculo, autoexilado na Flórida, está Jair. Bolsonaro autoriza as ações golpistas chamadas por ele de “movimentos espontâneos” sob a justificativa de que “a liberdade individual seja a máxima”. Por trás da mensagem, está um dos pilares de sua filosofia: a adoção de uma sociedade miliciana, com cada um por si e Jair acima de todos. De acordo com a Constituição, nossos direitos individuais são limitados pelos direitos de terceiros e da sociedade, em um delicado equilíbrio. Sabemos que a liberdade de expressão não é direito absoluto porque não há direitos absolutos – nem a vida é, caso contrário, não haveria a legítima defesa. E que todos nós podemos ser responsabilizados quando abusamos desses direitos, atropelando a lei. Bolsonaro veio subverter esse processo. Desde que assumiu o poder, ele trabalhou para propagar a ideia de que o interesse dos indivíduos é sempre mais importante do que o bem-estar da coletividade. Isso não vale para todo indivíduo, apenas para o “povo escolhido” de Jair Messias, ou seja, os grupos radicais que o apoiam, que fazem parte dos 15% da população que acreditam em tudo o que ele diz. Entre eles, estão garimpeiros, madeireiros, agropecuaristas que agem de forma ilegal, líderes religiosos ultraconservadores, empresários que desejam fazer o que quiserem sem ser importunados pela CLT, políticos e servidores públicos interessados em levar vantagem, milicianos e parte da banda podre das Forças Armadas e das polícias, entre outros. No culto bolsonarista, a liberdade de garimpar na terra yanomami é maior do que a vida de centenas de crianças com menos de cinco anos, mortas de fome e de doenças; o “direito” de não usar máscara é mais importante que salvar vidas na pandemia; a de lucrar a qualquer custo é mais relevante do que a de garantir um mínimo de dignidade aos trabalhadores e evitar a ocorrência de escravidão, tráfico de pessoas e trabalho infantil; a de correr nas rodovias está acima da integridade física de outros motoristas e da vida de suas famílias. Bolsonaro tentou implementar uma República em que as regras e normas que balizam a vida em sociedade fossem deixadas de lado em nome da lei do mais forte, ou melhor, do mais armado. E, ao invés do Poder Judiciário ser o responsável por julgar eventuais embates, ele assumiria essa função. Não à toa, sequestrou ou domesticou instituições de monitoramento e controle nos últimos dois anos, atingindo áreas do Coaf, da Receita Federal, do Ibama, do ICMBio, do Incra, da Polícia Federal, da Procuradoria-Geral da República e do Congresso Nacional. Como não conseguiu o mesmo com o STF e o TSE, foi para cima. Dissemina, dessa forma, um projeto de sociedade miliciana, onde a Justiça é trocada pelo justiçamento. Na qual a mediação dos conflitos naturais em toda a sociedade é atacada em nome da possibilidade de cada um resolver da forma como melhor entender os seus problemas sem o “incômodo” de fiscais trabalhistas e ambientais, agentes da Polícia Federal e da Polícia Civil, juízes, desembargadores e ministros, deputados e senadores. Da Constituição. Um projeto em que as instituições atestam o que o “líder supremo” diz diretamente para o povo ou precisam ser emparedadas. Essa sociedade miliciana invadiu as sedes dos Três Poderes, em Brasília, em uma tentativa tosca e violenta de golpe de Estado porque havia sido devidamente autorizada por Jair para tanto, porque essas instituições foram contra o que decretou o tal líder supremo. Não queriam Justiça para o que achavam correto, queriam justiçamento, reequilibrando o universo com a força de suas próprias mãos. Punir o golpismo levando o “líder supremo” à cadeia é garantir que as instituições brasileiras tenham um futuro. A impunidade, por outro lado, levará a afirmar que os crimes cometidos por seguidores da extrema direita são realmente manifestações justas de “movimentos espontâneos”. O que porá um fim, mais cedo ou mais tarde, e espontaneamente, à democracia.

Um mês após ataques à democracia, instituições brasileira encurralam terroristas

Os atos golpistas de 8 de janeiro, que completam um mês nesta quarta-feira, agravaram a situação do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), cercado por investigações sobre suspeitas de elos com a intentona. Bolsonaro está seriamente ameaçado de perder seus direitos políticos e mesmo de ser preso. Reportagem publicada nesta quarta-feira na Folha de S.Paulo destaca que “o ataque às sedes dos três Poderes, em Brasília, reforçou a avaliação petista de infiltração bolsonarista nas Forças Armadas e em outros órgãos do aparato de segurança nacional” Nesta terça-feira (7), Lula disse que “lamentavelmente o Exército de Caxias foi transformado no Exército de Bolsonaro”. Depois da intentona golpista de 8 de janeiro, Lula demitiu o comandante do Exército, general Júlio Cesar de Arruda, que foi substituído pelo general Tomás Miguel Miné Ribeiro Paiva, que dias antes de ser anunciado fez um discurso incisivo de defesa da institucionalidade, pedindo o respeito ao resultado das eleições e reafirmando o Exército como ente apolítico e apartidário. Lula tem intensificado seu discurso contra a politização das Forças Armadas e disse que carreiras de Estado não podem se transformar em “partido político” e responsabilizou Bolsonaro diretamente pelos movimentos golpistas. “Esse cidadão preparou o golpe”, disse o presidente em entrevista na semana passada. “Eu tenho certeza que o Bolsonaro participou ativamente disso e ainda está tentando participar.”

Delgatti e Zambelli participaram do plano para grampear Alexandre de Moraes

O hacker Delgatti Neto e a deputada federal Carla Zambelli (PL-SP). Foto: Reprodução O plano de grampear o ministro Alexandre de Mores, do Supremo Tribunal Federal (STF), revelado pelo senador bolsonarista Marcos do Val (Podemos-ES), e classificado pelo magistrado como “golpe Tabajara”, teria sido iniciado em setembro de 2022. Além disso, teria, inclusive, a participação de Walter Delgatti Neto, o “hacker de Araraquara”, responsável por divulgar conversas de procuradores da Lava Jato, que deram origem à Vaza Jato, e ajudaram o presidente Lula (PT) a sair da prisão e ter seus direitos políticos restabelecidos De acordo com reportagem da coluna Maquiavel, na Veja, no dia 10 de agosto do ano passado, Delgatti se encontrou com a deputada federal bolsonarista Carla Zambelli (PL-SP). O objetivo dos aliados próximos a Jair Bolsonaro (PL) era cooptar o hacker para expor supostas vulnerabilidades das urnas eletrônicas e engrossar o discurso golpista contra o sistema eleitoral. No início de setembro, Zambelli teria chamado Delgatti para outra conversa, que seria, nessa oportunidade, com o próprio Bolsonaro, por telefone. “Eu encontrei a outra (Zambelli) e ela levou um celular, abriu o celular novo, colocou um chip, aí ela cadastrou o chip e ele (Bolsonaro) telefonou no chip. Foi por chamada normal”, declarou Delgatti. O ex-presidente, então, teria convidado o hacker a assumir a autoria da ação que visava grampear Alexandre de Moraes, conforme relatou o próprio Delgatti. “Eles precisam de alguém para apresentar (os grampos) e depois eles garantiram que limpam a barra. Ele (Bolsonaro) falou: ‘A sua missão é assumir isso daqui. Só, porque depois o resto é com nós’. Eu falei: beleza. Aí ele falou: ‘E depois disso você tem o céu’”, disse. Ainda de acordo com a Veja, na suposta conversa com o hacker, Bolsonaro teria dito que eles já tinham obtido mensagens internas trocadas entre Moraes e servidores da Justiça, nas quais o ministro abordava supostas vulnerabilidades das urnas e uma preferência por Lula. Esse ponto deveria ser explorado na imprensa para alegar a suspeição do ministro e tirá-lo do comando do processo eleitoral. O hacker aceitou a oferta e ficou no aguardo de novos contatos dos apoiadores de Bolsonaro. Hacker teria oferecido dinheiro pela ajuda de funcionário da TIM Delgatti, inclusive, segundo a Veja, chegou a procurar um funcionário da operadora de telefonia TIM. Ele teria oferecido dinheiro para que ele o ajudasse a grampear o ministro do STF. O funcionário teria de fornecer um chip com o mesmo número utilizado por Moraes, mas se recusou a participar do crime. A coluna Maquiavel diz, ainda, que a conversa telefônica entre o hacker e o funcionário da TIM foi gravada, sem o conhecimento de Delgatti. Com a divulgação do plano por Marcos do Val, Delgatti teria comentado com pessoas próximas que esta seria a continuação da trama iniciada em setembro de 2022.

Michelle teria pagado implante de silicone nos seios com cartão corporativo

Peituda – Michelle Bolsonaro pode ser investigada pela prática de supostos crimes.Créditos: Alan Santos/PR A partir de investigações que têm como alvo um auxiliar de Bolsonaro, o STF já descobriu que um cartão de crédito usado por Michelle era quitado pelo Palácio do Planalto ESCÂNDALO – Investigações sobre gastos no cartão corporativo da Presidência da República, na gestão de Jair Bolsonaro (PL), apontaram mais uma despesa “estranha”, digamos assim. A ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro teria utilizado os recursos para colocar novos implantes de silicone nos seios e realizar caros procedimentos estéticos, de acordo com informações da coluna Radar, na Veja. Segundo a reportagem, por meio de investigações que têm como alvo um auxiliar de Bolsonaro, o Supremo Tribunal Federal (STF) já descobriu que um cartão de crédito utilizado por Michelle era quitado pelo Palácio do Planalto. No caso do implante de silicone, em 2020, há um mistério: a conta foi paga a partir de um boleto. O senador Huberto Costa (PT-CE) anunciou, neste sábado (4), que vai acionar diferentes órgãos para que Michelle seja investigada pela prática de supostos crimes relatados em reportagem divulgada na sexta-feira (3) pelo portal Metrópoles. Entre as denúncias contra a ex-primeira-dama, estão a de que ela comandaria um esquema de corrupção conhecido como rachadinha, que assediaria moralmente servidores do Palácio da Alvorada e de que teria, ainda, “saqueado” lotes de carnes nobres, como picanha e contrafilé, além de caixas de camarão e bacalhau, entre outros alimentos refinados, da dispensa da residência oficial da presidente da República. “Após as graves denúncias apresentadas pelo – que ligam Michelle Bolsonaro a série de crimes como prática de ‘rachadinha’, assédio moral e corrupção – decidi entrar com uma série de representações nos órgãos competentes para a apuração dos fatos. Vou socilitar ao Ministério Público Federal e a Polícia Federal que apurem os possíveis crimes de apropriação indébita, corrupção e atos de improbidade administrativa cometidos pela ex-primeira-dama”, declarou Humberto Costa através das redes sociais. Rachadinha Depois das denúncias publicadas no dia 20 de janeiro apontando o presidente Jair Bolsonaro (PL) e sua esposa, Michelle Bolsonaro, como suspeitos de praticar um esquema de ‘rachadinha’ dentro do Palácio do Planalto, o site Metrópoles publicou na noite desta sexta-feira (3) uma sequência de sua investigação sobre o caso. Na reportagem de agora, a ex-primeira-dama surge como protagonista de um esquema que os autores da matéria acreditam ser o de repasse de uma parte do salário de uma assessora parlamentar. Trata-se de Rosimary Cardoso Cordeiro, a melhor amiga de Michelle, que anteriormente já apareceu no noticiário como sendo a dona do cartão de crédito usado pela esposa do presidente da República. Rosimary teria conseguido um cargo no gabinete do senador bolsonarista Roberto Rocha (PTB-MA) logo no início do governo Bolsonaro, em 2019, com salário de pouco mais de R$ 6 mil. Tempos depois, diz a reportagem, a amiga foi “promovida” e chegou a um posto que lhe rendera excelentes vencimentos, na casa dos R$ 16 mil. Até aí, tudo bem. O problema é que a reportagem ouviu fontes que afirmaram que regularmente a escolta presidencial, composta por guarda-costas do GSI, iam até a casa de Rosimary recolher as “encomendas” que deveriam ser levadas até a então primeira-dama. Essas testemunhas disseram que o conteúdo dos envelopes “era facilmente identificável pelo tato” e que se tratava de dinheiro vivo. O Metrópoles chegou a divulgar um áudio em que Rosimary fala com um interlocutor sobre passar em sua casa para pegar a “encomenda” da ‘Mi’, em referência à ex-primeira-dama.

MPF pede prisão de Sikera Júnior e aplicação de multa por crime de racismo

Sikera Junior comemora morte de homem acusado de ser assaltante — Foto: Reprodução de ‘Cidade em Ação’ (2019) / TV Arapuan Em ação protocolada no dia 30 de janeiro, o Ministério Público Federal (MPF) pediu a prisão de Sikera Júnior, além da aplicação de uma multa, por crime de racismo. A denúncia é referente a uma declaração que o apresentador fez enquanto estava à frente do programa Cidade em Ação, na TV Arapuã, em 5 de junho de 2018. Os comentários racistas foram feitos contra uma mulher e, conforme consta no documento do MPF, em tom agressivo e com ofensas raciais, ao vivo, durante o programa. O apresentador se referiu a ela usando termos como “vagabunda”, “preguiçosa” e “venta de jumenta”, além de, em inúmeras vezes, a chamar de “sebosa”. Ainda na ação, é ressaltado que a conduta de Sikera “extrapola os limites da liberdade de expressão, pois incita, inflama e propaga dolosamente discurso de ódio com atos de discriminação por gênero, preconceito, exclusão e estigmatização da coletividade feminina, violentando acima de tudo a dignidade da pessoa humana”. O órgão entendeu que o comportamento do apresentador se enquadrada na Lei 7.716/89, artigo 20, alegando que ele praticou discriminação e preconceito racial de gênero por intermédio dos meios de comunicação social, cuja pena é de reclusão de dois a cinco anos e multa. Além da multa, o MPF pede a fixação de um valor mínimo para reparação dos danos à vítima, incluindo danos morais coletivos. Defesa Por meio do Instagram, Sikera apenas publicou prints da notícia, sem se manifestar. O advogado Rannieri Lopes disse em um postagem na rede social que “o suposto crime de racismo só existe no imaginário do Ministério Público. A falta de tipicidade impede a materialização da denúncia”, escreveu.

Do Val muda versão e tenta eximir Bolsonaro de culpa por trama golpista

Senador disse que a iniciativa foi do ex-deputado federal Daniel Silveira O senador Marcos do Val (Podemos-ES) mudou sua versão sobre a trama golpista para a qual teria sido convidado em dezembro passado. Em entrevista coletiva nesta quinta-feira (2) ele disse que a iniciativa foi do ex-deputado federal Daniel Silveira (PTB) e colocou o hoje ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) na condição de vítima. Do Val recuou ainda do anúncio de que iria deixar o mandato. “O que ficou claro para mim foi o Daniel [Silveira] procurando uma forma de não ser preso de novo. Toda hora ele descumpria as ordens do ministro [Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal]. Ficou muito claro que ele estava num movimento de manipular e ter o [então] presidente [Jair Bolsonaro] comprando a ideia dele”, disse o senador, contradizendo seu próprio depoimento anterior. Mais cedo, a revista Veja publicou reportagem que contava a versão inicial da história dada por do Val, que citava papel ativo de Bolsonaro na conspiração. O texto da revista foi publicado horas depois que do Val antecipou, em live na internet, que a reportagem seria publicada na próxima sexta-feira (3). Segundo depoimento do senador citado pela reportagem, Bolsonaro teria dito que do Val iria “salvar o Brasil”, que havia acerto com o Gabinete de Segurança Institucional (GSI) e a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) e que apenas cinco pessoas teriam conhecimento do plano golpista O recuo aconteceu junto de manifestações do clã Bolsonaro. O filho mais velho do ex-presidente, senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou nesta quinta que as reuniões citadas na reportagem realmente ocorreram, mas tentou minimizar o caso. “Peço que todos os esclarecimentos sejam feitos, não digo nem abertura de inquérito, porque a situação narrada não configura nenhuma espécie de crime, mas que todos os esclarecimentos sejam feitos para que não fiquem narrativas em cima de narrativas”, disse. As últimas horas foram intensas para o senador capixaba. Antes da eleição para a presidência do Senado, que teve vitória de Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ele foi pressionado por bolsonaristas nas redes sociais, acusado de “traição” contra o candidato apoiado pelo ex-presidente de extrema-direita, Rogério Marinho (PL-RN). Na madrugada de quinta, depois de escrever várias respostas a críticos, ele fez uma postagem em que afirmava estar saindo “definitivamente” da política. Eleito para o Senado em 2018 na esteira da “antipolítica” que teve Bolsonaro como maior representante, ele disse ainda estar se organizando para voltar aos Estados Unidos, onde trabalhou antes de ingressar na carreira parlamentar. Do Val terá de escolher entre uma das versões – ou uma nova – nas próximas horas, já que Moraes, responsável pelos inquéritos dos atos antidemocráticos no Supremo, atendeu a pedido da Polícia Federal (PF) e autorizou coleta de depoimento do senador.

Homem ateia fogo no próprio corpo em ato contra Moraes em Brasília

O ministro Alexandre de Moraes, do STF e do TSE. Foto: Fellipe Sampaio/STF Polícia Militar diz ter encontrado fotos do ministro do STF e de Adolf Hitler – A Polícia Militar do Distrito Federal informou que, em 31 de janeiro, um homem ateou fogo no próprio corpo como forma de protesto no gramado central da Esplanada dos Ministérios, em frente à Igreja Catedral Metropolitana, em Brasília. A corporação diz ter encontrado panfletos de cunho político com fotos do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, e do ditador nazista Adolf Hitler, com os dizeres “perdeu, mané”. Segundo a PMDF, testemunhas que passavam no local prestaram os primeiros socorros, apagaram as chamas e acionaram o serviço de emergência. Elas teriam relatado que o homem havia dito que atearia fogo em forma de protesto. A corporação diz ter sido acionada às 16h30. A vítima foi encaminhada pela ambulância do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência, o SAMU, até o hospital da Asa Norte. Não há confirmação sobre o estado de saúde do homem.

Morre Glória Maria, jornalista e apresentadora ícone da TV brasileira

Glória Maria deixa legado de pioneirismo na TV brasileira; jornalista morreu aos 73 anos e deixa duas filhas – Reprodução/Redes sociais Morreu na manhã desta quinta-feira (2) a jornalista Glória Maria, aos 73 anos, na cidade do Rio de Janeiro. Ela deixa duas filhas, Maria e Laura. A apresentadora estava afastada do Globo Repórter, da TV Globo, há mais de três meses por conta de uma internação parar tratar complicações de um câncer no pulmão diagnosticado em 2019. Em meados do ano passado, a jornalista iniciou uma nova fase do tratamento para combater metástases no cérebro causadas pelo câncer, que deixou de fazer efeito nos últimos dias antes de seu falecimento. A TV Globo lamentou a morte da profissional que é um ícone da TV brasileira. “Glória marcou a sua carreira como uma das mais talentosas profissionais do jornalismo brasileiro, deixando um legado de realizações, exemplos e pioneirismos para a Globo e seus profissionais”, afirmou em nota. Nascida em Vila Isabel, na zona norte do Rio, e filha de um alfaiate e uma dona de casa, Glória Maria se formou em jornalismo na PUC-Rio. Ela foi a primeira repórter a entrar ao vivo em cores no telejornal “Jornal Nacional”. Como repórter, viajou para mais de 100 países e realizou coberturas de momentos históricos como a Guerra das Malvinas (1982), os Jogos Olímpicos de Atlanta (1996) e a Copa do Mundo na França (1998). Ela também apresentou o Fantástico de 1988 a 2007. Glória Maria estava no Globo Repórter há 12 anos. Em entrevista ao programa Roda Viva, exibido ano passado, Glória Maria afirmou que “fez tudo que queria ter feito” na vida pessoal e profissional. “Fiz tudo que eu queria fazer e continuo fazendo. A maternidade entrou na minha vida por um acaso mas não me atrapalha e não me atrapalhou em nada. O que eu mais queria era percorrer o mundo. E percorri e percorro”, disse a jornalista. Assista o programa completo Fonte: Brasil de Fato