Imperatriz Leopoldinense é a campeã do Carnaval do Rio de 2023

Este é o 9º título da agremiação, que teve enredo baseado na literatura de cordel para contar a história do cangaceiro Lampião – Desfile da Imperatriz Leopoldinense em homenagem a Lampião — Foto: Thiago Ribeiro/AGIF/Folhapress A escola de samba do Grupo Especial Imperatriz Leopoldinense, com um total de 269,8 pontos, é a campeã do carnaval de 2023, com o enredo do carnavalesco Leandro Vieira O aperreio do cabra que o excomungado tratou com má-querença e o santíssimo não deu guarida, que fala do cangaceiro Lampião e sua chegada no céu. O enredo foi inspirado nos cordéis A Chegada de Lampião no Inferno e O grande debate que teve Lampião com São Pedro, de José Pacheco. A escola de Ramos obteve hoje (22) o seu nono título. Em rede social, Leandro Vieira falou como desenvolveu o enredo campeão: Leandro Martins falou de como desenvolveu o enredo: “Eu me debruço na “peleja” inverossímil e delirante dos cordelistas que, após a morte do cangaceiro Virgulino Ferreira da Silva, o famoso Lampião, transformaram em bem-humorado desvario ficcional o destino pós-morte do mítico e controverso personagem. Assim, são os velhos, anedóticos e populares cordéis sobre o tema (como A chegada de Lampião no inferno, O grande debate que teve Lampião com São Pedro ou A chegada de Lampião no céu) que servem de mote principal para o brasileiríssimo universo artístico desse mergulho”, disse. Em segundo lugar, ficou a agremiação Unidos do Viradouro, de Niterói, região metropolitana do Rio, e, em terceiro, a Unidos de Vila Isabel. Já a escola Império Serrano foi rebaixada para a Série Ouro. (Agência Brasil)
Mocidade Alegre é a campeã do Carnaval de São Paulo

A escola conquistou seu 11º título nas festas carnavalescas paulistas – A Mocidade Alegre foi a campeã do carnaval 2023 do estado de São Paulo. A Mancha Verde ficou em segundo lugar e a Império de Casa Verde, em terceiro lugar. A escola conquistou seu 11º título e, junto com a Nenê de Vila Matilde, é a segunda escola com mais vitórias ao longo da história do carnaval paulista, atrás apenas da Vai-Vai. São quatro jurados por cada aspecto a ser analisado: harmonia, enredo, metre-sala e porta-bandeira, evolução, bateria, fantasia, samba-enredo,alegoria, e comissão de frente. A menor nota era automaticamente descartada pelo regulamento. Fantasia era o quesito de desempate.
Em São Sebastião, Lula diz que bem-estar do povo supera divergências políticas

Lula sobrevoou as áreas mais atingidas pelos temporais no litoral de SP e destacou a importância da parceria entre governos federal, estadual e municipal para recuperar a cidade – Créditos: Ricardo Stuckert O presidente Lula (PT) sobrevoou, nesta segunda-feira (20), as áreas mais atingidas pelos temporais no litoral de São Paulo. Ele esteve em São Sebastião, destacou a importância da parceria entre os governos federal, estadual e municipal e prometeu que vai assegurar recursos para a reconstrução dos locais afetados. Os temporais deixaram, até o momento, 36 mortos, sendo 35 em São Sebastião e um em Ubatuba Sobrevoando a região atingida pelas chuvas na chegada em São Sebastião. Me reúno agora com o governador @tarcisiogdf, o prefeito @prefeitoFA e ministros do nosso governo para trabalharmos juntos no enfrentamento dessa crise. ????: @ricardostuckert pic.twitter.com/xMqPb1RRkY — Lula (@LulaOficial) February 20, 2023 Em seu pronunciamento, Lula pediu, inicialmente, que todos rezassem pelas vítimas da tragédia e para que não chova mais na região. “Vocês estão vendo aqui uma cena que não se via há muito tempo. O presidente, o governador e o prefeito sentados lado a lado em função de uma coisa comum que atinge todos nós. É possível exercer nossos cargos na democracia sendo de outros partidos. O bem-estar do povo é mais importante do que qualquer divergência política”, ressaltou Lula. Ele se referiu ao fato de o governador de São Paulo, o bolsonbarista Tarcísio de Freitas (Republicanos), e o prefeito de São Sebastião, Felipe Augusto (PSDB), serem de partidos de oposição ao PT. Apesar disso, o presidente enalteceu o espírito de colaboração entre todos. Lula viajou com os ministros Waldez Góes (Integração e Desenvolvimento Regional), Paulo Pimenta (Secretaria de Comunicação Social), Renan Filho (Transportes), Alexandre Padilha (Relações Institucionais), Márcio França (Portos e Aeroportos), Rui Costa (Casa Civil), Márcio Macedo (Secretário-Geral da Presidência), Jader Filho (Cidades) e Volney Wolf (secretário nacional de Proteção e Defesa Civil). Presidente Lula faz visita de apoio à cidade de São Sebastião (SP) em decorrência das enchentes https://t.co/1rYszyFZ5U — Lula (@LulaOficial) February 20, 2023 Lula diz que levou ministros para assumir o compromisso de recuperar São Sebastião “Trouxe os ministros para assumir um compromisso de o governo trabalhar de forma conjunta para recuperar a estrada Rio-Santos e para construir moradias fora das áreas de risco. Vamos recuperar todo o estrago feito em São Sebastião e resolver o problema habitacional. Você só precisa arrumar um terreno em área segura”, disse Lula ao prefeito Felipe Augusto. As chuvas fortes provocaram bloqueio de estradas, queda de barreiras, inundações, deslizamentos, desabamentos e afetaram o abastecimento de água e energia. O Ministério da Saúde enviará kits com medicamentos para a região. Segundo o governo federal, os kits de apoio contêm 25 tipos de remédios e 13 diferentes insumos para populações em situação de emergência. Os kits atendem cerca de 4,5 mil pessoas durante um mês, disse a pasta.
Valdemiro e Latino têm imóveis penhorados – *Por Altamiro Borges

A vida de famosos bolsonaristas não está nada fácil. Bastou o “capetão” perder a eleição para a sujeirada dessas “pessoas do bem” vir à tona ainda com mais ímpeto. Na semana passada, a revista Veja revelou que “Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus, tem vivido um inferno financeiro. Afundado em dívidas, o apóstolo teve imóveis e outros bens penhorados por falta de pagamento de aluguéis e impostos”. Segundo a matéria, a Justiça de São Paulo determinou, em dezembro, a penhora de uma mansão da igreja em Ilhabela, no litoral paulista, por uma dívida de IPTU que soma mais de 3,8 milhões. A mansão ocupa uma área de mais de 3 mil metros quadrados na paradisíaca Praia do Veloso, de frente para o mar. Ela possui heliponto, píer, três piscinas e 22 quartos. Em 26 de janeiro deste ano, a Justiça determinou a realização de avaliação do imóvel, que agora irá a leilão. Dívida ativa do charlatão é de R$ 13,4 milhões Como registra a revista, as mutretas do “apóstolo” bolsonarista são antigas, mas estavam blindadas. “O império religioso de Valdemiro começou a ruir nos últimos anos pelo acúmulo de dívidas. Além da mansão em Ilhabela, ele teve 50% de um apartamento penhorado, em Rondonópolis, em Mato Grosso, avaliado em 2 milhões de reais, como garantia de quitação de 359 000 reais em aluguéis atrasados. Um dos maiores templos da igreja, no bairro de Santo Amaro, em São Paulo, avaliado em 33 milhões de reais e com capacidade para 20 000 pessoas, foi a leilão em abril de 2022 pela falta de pagamento de aluguel”. A dívida ativa da Igreja Mundial com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional é de 13,4 milhões de reais. No final de janeiro, o jornalista Rogério Gentile já havia informado no site UOL que a “Justiça de São Paulo determinou a penhora de três automóveis do apóstolo Valdemiro Santiago, fundador da Igreja Mundial do Poder de Deus. A decisão ocorre em um processo aberto por um credor que cobra da Mundial uma dívida de cerca de R$ 718 mil em aluguéis de um imóvel na cidade de Amparo, no interior paulista, entre os anos de 2017 e 2018. O valor inclui correção monetária e juros”. O mandado de penhora dos automóveis foi expedido em 10 de janeiro e atendeu à solicitação da empresa Rio Negro Empreendimentos Imobiliários, que alugou o imóvel de 7.816 metros quadrados para a igreja. No local funcionava um templo da Mundial. “A juíza Fabíola Brito do Amaral autorizou que o oficial encarregado de fazer a penhora utilize força policial no caso de haver alguma dificuldade para o cumprimento da medida… Houve também determinação para o bloqueio de uma aplicação bancária em renda fixa de Valdemiro no Bradesco”. A dívida do cantor bolsonarista de R$ 530 mil Outro bolsonarista convicto, o “cantor” Latino, também andou se complicando nas últimas semanas. O site de celebridades Splash revelou na semana passada que um imóvel do músico “foi penhorado para quitar uma dívida que supera R$ 530 mil… O processo teve início em julho de 2016, quando a administração do condomínio Quintas do Rio, na Barra da Tijuca, entrou na Justiça para cobrar mensalidades atrasadas do condomínio do imóvel. Além do imóvel, o cantor também teve a conta bancária penhorada por 30 dias”. Todos “gente do bem”! * Editor do Blog do Miro
Geraldo Azevedo condena apoio de Elba a Bolsonaro e se ressente de Gal e Bethânia

Músico é um dos homenageados no Carnaval do Recife e fez show no Marco Zero junto de Elba Ramalho e Alceu Valença Não a aridez do sertão, mas o horizonte que se desperdiça, cimentado. Não o mar que arrebenta na praia, mas São Paulo, cidade armada pelo concreto. “Olho passeio perdido/ a golpes de pedra e cal/ o horizonte ferido”, diz a letra de Carlos Fernando para a canção “Domingo de Pedra e Cal”, de 1977, incluída no primeiro disco de Geraldo Azevedo, artista homenageado no Carnaval do Recife neste ano. Na noite desta sexta-feira, Azevedo, agora com 78 anos, subiu ao palco do Marco Zero no centro da capital pernambucana, onde fez um show de mais de duas horas, cantando sucessos e recebendo convidados, como os amigos Elba Ramalho e Alceu Valença. Durante a apresentação, ele ainda lançou uma nova música, “Frevo Encarnado”, em parceria com Fausto Nilo. Cantor e compositor pernambucano Geraldo Azevedo, homenageado do Carnaval do Recife, em 2023 – Virgínia Ramos “A canção tem tudo a ver com o momento em que estamos vivendo, essa volta à felicidade, e também pude retomar os trabalhos com Fausto como fazia antes, eu faço a música e ele põe a letra”, diz ele. Com a amiga Elba Ramalho, a relação anda estremecida por causa da política. Azevedo sente dificuldades de entender os acenos de Ramalho ao bolsonarismo, o que criou rusgas. “Ficamos chateados com ela, desde a época que ela fez campanha para o Fernando Collor, eu não discuto mais, eu faço show com ela, mas a gente não fala em política, porque teve momentos em que discutimos, e ela teve atitudes mais grosseiras”, diz Azevedo. “Às vezes Alceu se exalta, eu não diria que isso afeta a amizade, mas afeta a convivência, nunca vou deixar de ter carinho pela Elba, mas não tenho mais a mesma disponibilidade que tive com ela, porque fica muito desagradável em determinadas situações.” Se é possível ferir o horizonte Recife é também obra da imaginação. Uma cidade inapreensível, como sugere o seu conjunto de ilhas. Resta sendo um enigma o Recife real, se tudo o que há na história é toda uma produção discursiva na literatura, na música e nas artes plásticas sobre a capital pernambucana. Para a invenção do Recife, Azevedo é reconhecido como um dos compositores que revolucionaram o discurso sobre o Nordeste desde os anos 1970, quando toda uma geração de artistas da região apareceu na paisagem da moderna música popular brasileira. O cantor, porém, se ressente de Gal Costa ter morrido sem gravar uma música sua. Em sua carreira, Azevedo não guarda mágoas de nada, mas ele se lembra de Gal ter se negado a participar de seu disco “Bossa Tropical”, de 1997. E não só. Cinco anos depois, Gal gravou um álbum com o mesmo nome e não incluiu no repertório a canção homônima do compositor pernambucano. Mas a novidade trazida na discografia do cantor falou por si. A seca e a migração, temas a que Luiz Gonzaga e Jackson do Pandeiro se dedicaram, ainda aparecem nos discos do compositor, mas com o tom intimista, próprio da bossa nova. Em sua poética, o autor de “Bicho de Sete Cabeças”, “Dona da Minha Cabeça” e “Caravana” preferiu rimar o amor, o sorriso e a flor. “Essa coisa da pedra e da cal, por exemplo, tem a ver com a sensação que tive quando visitei São Paulo, quando já morava no Rio de Janeiro”, afirma. “Eu me deparei com muitas construções, senti uma dureza para os nordestinos, chegando àquela terra cheia de esperança para todos nós.” Mas ele nunca abandonou a sua identidade. Por isso, as duas maiores festas populares do Nordeste, a festa junina e o Carnaval, são onipresentes em sua discografia. Delas, saem ritmos estruturantes para a sua música, como o frevo, o maracatu e o maxixe. Em Petrolina, a cidade pernambucana onde nasceu, ele ficava na porta dos clubes, esperando que algum conhecido o pusesse para dentro do baile de Carnaval. Aos 15 anos, zanzava pelo salão até cair sentado, em meio a confetes e serpentinas. Gostava tanto da música, que, um ano depois, passou a integrar as bandas de frevo dos clubes. Atualmente, acha estranho a chegada de outros ritmos às festas populares. “Teve uma época aí que a Prefeitura do Recife decidiu que o carnaval seria multicultural, então tinha um dia só de rock, eu não gosto muito. Assim como festa junina com música sertaneja, pode ser um preconceito meu, mas eu acho que são festas tradicionais de cada lugar. E eu não vou mudar, porque estão aparecendo outras coisas, vou continuar sendo Geraldo Azevedo.” Se, em seus discos, o compositor não se limita aos temas do regionalismo, sua música é também híbrida, se aproximando da sigla MPB. Nessa Babel rítmica, que vai de Johann Sebastian Bach ao canto árabe, Azevedo se impõe como um virtuose do violão. Em suas apresentações, o instrumento não serve apenas ao acompanhamento das canções, obtendo valor expressivo autônomo em longos solos. Ou, nas palavras do próprio violonista, o instrumento “é um contraponto de mim mesmo”. Nesse sentido, sua maneira de tocar violão se distancia da bossa nova ou da tropicália, atingindo um estilo todo particular. Nascido no bairro Jatobá, às margens do rio São Francisco, Azevedo conviveu com a música desde cedo. Sua mãe, Nenzinha, promovia eventos na escola que funcionava em sua própria casa. Aos cinco anos, o menino, aguçado pela música, recebeu do pai o primeiro violão. Na juventude, Azevedo se mudou para o Recife, onde prestou vestibular para arquitetura. Durante certo tempo, chegou a trabalhar como desenhista e projetista. A música, porém, se impôs em sua vida. Em 1967, chega ao Rio de Janeiro, passando a acompanhar Geraldo Vandré, com quem compôs “Canção da Despedida”. Com os poetas Fausto Nilo, Capinan e Carlos Fernando, lançou seus principais discos —”Inclinações Musicais”, de 1981, “Tempo Tempero”, de 1984, e “De Outra Maneira”, lançado dois anos depois. Com Elba Ramalho e Alceu Valença, formou grupo “O Grande Encontro”, excursionando Brasil afora há mais de 20 anos. À primeira vista, os ritmos carnavalescos parecem vocacionados à felicidade.
Metade dos presos pelos ataques golpistas em Brasília recebeu auxílio emergencial

Um grupo técnico do Ministério Público Federal (MPF) mostrou que das cerca de mil pessoas presas pelos ataques golpistas de 8 de janeiro, metade recebeu o Auxílio Emergencial. A informação foi publicada nesta sexta-feira (17) pelo portal G1. Em 8 de janeiro, apoiadores de Jair Bolsonaro (PL) invadiram o Palácio do Planalto, o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso Nacional no início de janeiro. De acordo com os números, aproximadamente 60% dos presos são homens, a maioria dos detidos possui idade entre 36 e 55 anos e cerca de um quinto é filiado a algum partido. A Procuradoria-Geral da República (PGR) denunciou pelo menos 835 pessoas por envolvimento nos atos golpistas.
Bolsonaro foi vacinado contra COVID-19 em julho de 2021

O ex-presidente decretou sigilo sob seu cartão de vacinação, mas será revogado em breve; CGU adiantou os detalhes Um dos sigilos de 100 anos decretados por Jair Bolsonaro (PL) foi de seu próprio cartão de vacinação. O ex-presidente, inclusive, disse inúmeras vezes que não seria imunizado contra a COVID-19, o que teria incentivado apoiadores a fazerem o mesmo. Mas o ministro da Controladoria-Geral da União (CGU) Vinícius de Carvalho confirmou que o capitão reformado recebeu a dose de vacina Janssen no dia 19 de julho de 2021. À CNN, ele confirmou que Bolsonaro recebeu a vacina: “Esse registro (Bolsonaro vacinado) existe. Pelo menos, pelo que a gente sabe das informações. Se isso está em um ofício da CGU, a CGU não faz uma pergunta à toa. Se esse registro está em um ofício da CGU, eu não tenho como negar”. Desde o dia 3 de fevereiro, quando foi divulgado o resultado do trabalho de revisão dos atos que impuseram sigilo indevido a documentos de acesso público na administração federal, a equipe técnica da CGU tem se dedicado a analisar os 234 casos, e as decisões serão divulgadas ao longo das próximas semanas. No caso específico relacionado ao cartão de vacina do ex-presidente Jair Bolsonaro, o prazo legal para julgamento do recurso é 13 de março .Na nota, a CGU ainda informou que há, de fato, uma investigação preliminar sumária iniciada nos últimos dias do governo anterior, envolvendo denúncia de adulteração do cartão de vacinação do ex-presidente Jair Bolsonaro. Considerando que a investigação é sigilosa e não está concluída, a CGU submeteu a matéria à avaliação de sua Consultoria Jurídica para emitir parecer quanto à viabilidade de divulgação da decisão sobre o sigilo relacionado a esse tema, por estar em curso a apuração correcional. Bolsonaro Bolsonaro decretou sigilo ao próprio cartão de vacinação e qualquer informação sobre as doses de vacinas que ele possa ter recebido. A justificativa é que se trata de informação privada do ex-presidente. Ao assumir a presidência, Lula determinou à CGU que analise todos os sigilos impostos pelo governo Bolsonaro. A intenção é que aqueles que estiverem em desacordo com a legislação sejam derrubados.
Com dinheiro do povo brasileiro, Bolsonaro já torrou, nos Estados Unidos, R$ 950 mil

Ex-presidente viajou dois dias antes do fim de seu mandato; assessores seguem ganhando diárias por estarem no exterior. A viagem do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) para os Estados Unidos nos últimos dias de seu mandato já custou ao menos R$ 950 mil aos cofres públicos. O valor inclui dados repassados pelo Ministério das Relações Exteriores após pedido de LAI (Lei de Acesso à Informação) e informações do Portal da Transparência. Do total, R$ 667,5 mil envolvem diárias, hospedagens, aluguel de veículos e intérpretes, entre outras despesas, de quando Bolsonaro ainda era presidente. Ou seja, do dia 28 de dezembro, quando os primeiros servidores foram em missão precursora até os EUA, até 31 de dezembro. Outros R$ 271 mil foram pagos em diárias para os assessores que ficaram com Bolsonaro após ele deixar a Presidência. A lei permite que ex-mandatários do Executivo mantenham seis assessores remunerados pelo Orçamento, além de dois carros com motorista. Dessa forma, a permanência de Bolsonaro nos Estados Unidos, mesmo na condição de ex-presidente, ainda envolve gastos ao erário. Como os servidores não moram em Orlando, onde Bolsonaro está desde o fim do mandato, eles recebem diárias além dos respectivos salários. Quem mais recebeu em diárias foi Sergio Cordeiro, que já embolsou R$ 73,6 mil. Em seguida vem Marcelo Câmara, com R$ 69 mil, e Max Guilherme, com R$ 64,5 mil em diárias. Ricardo Dias e Osmar Crivelatti receberam cada um R$ 32,1 mil. A conta não contempla gastos com o voo para os EUA, no avião da FAB (Força Aérea Brasileira). Procurados, o ex-presidente e o Itamaraty não quiseram comentar. A Aeronáutica também não informou o custo do voo. Nos Estados Unidos Bolsonaro viajou para os Estados Unidos em 30 de dezembro, dois dias antes do fim de seu mandato presidencial, para não ter de passar a faixa para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Dessa forma, o ex-presidente ignorou o rito democrático de transferir simbolicamente o poder a seu sucessor. Como ainda era presidente da República, Bolsonaro se beneficiou até 1º de janeiro de todas as prerrogativas do cargo para realizar a viagem aos Estados Unidos. No primeiro dia do ano, ele deixou de ser presidente e foi substituído por Lula, que tomou posse em Brasília. Além de viajar em avião da FAB, Bolsonaro teve direito a aluguel de veículos custeados pelo governo federal. Foram US$ 65,3 mil -ou R$ 338 mil- para esse fim. As viagens presidenciais envolvem o deslocamento de uma comitiva. As hospedagens e as diárias para essas pessoas totalizaram US$ 57,8 mil (R$ 299 mil). O Itamaraty também custeou intérpretes por US$ 7,6 mil (R$ 39,4 mil). Na Flórida, Bolsonaro se hospedou em uma casa pertencente ao lutador de MMA José Aldo. A sua entrada como presidente permitia uma estadia nos EUA de 30 dias, período que se encerrou em 30 de janeiro. Perto do fim do prazo, diante da decisão de continuar no país estrangeiro, Bolsonaro pediu conversão para um visto de turista, o que permite que ele fique no país por até seis meses – mas autorizar atividades remuneradas. Isso impede, por exemplo, que o ex-presidente receba por palestras, o que foi cogitado pelo seu entorno para financiar sua estadia. Depois dos atos golpisas de 8 de janeiro, deputados democratas nos EUA chegaram a pedir a expulsão de Bolsonaro, mas o presidente Lula descartou qualquer chance de fazer um pedido com esse fim. Quando Bolsonaro retorna ao Brasil? A data de retorno de Bolsonaro para o Brasil ainda é incerta. Em entrevista ao Wall Street Journal, o ex-presidente disse que voltará ao país em março para liderar a oposição a Lula. Ele mencionou ainda ao jornal que o movimento de direita no Brasil está vivo e vai continuar. Sua esposa, Michelle Bolsonaro, também viajou para os EUA, mas já voltou para o Brasil. Seu nome foi mencionado para concorrer a algum cargo eletivo em 2026, mas ela descartou qualquer pretensão eleitoral em seu perfil no Instagram. “Oposição, fiquem tranquilos. Eu não tenho nenhuma intenção de vir candidata a nenhum cargo eletivo”, escreveu De acordo com o ex-presidente, a missão de Michelle será comandar o PL Mulher. Bolsonaro também negociou para si um cargo no PL, com direito a remuneração e uma casa custeadas pelo partido. O plano, entretanto, está em compasso de espera enquanto o ex-presidente permanece nos Estados Unidos.
Bolsonaro gastou quase R$ 100 mil no casamento do filho Eduardo

Farra do cartão corporativo: Foram bancados com o cartão da Presidência da República quase R$ 100 mil no casamento do filho Eduardo, com hospedagem de convidados e lanchinhos para militares que fizeram a segurança – Créditos: Instagram O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) gastou R$ 98.975 do cartão corporativo da Presidência da República para bancar viagem ao Rio de Janeiro para o casamento de seu filho, o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP), em maio de 2019. Levantamento feito pelo site Metrópoles revela que o cartão corporativo foi utilizado para custear a hospedagem e alimentação da comitiva. Os maiores gastos foram realizados com alimentação de militares que trabalharam na segurança da área onde Bolsonaro se hospedou. Ao todo foram 1.850 lanches, no valor de R$ 55.500. Os itens comprados para os miliares foram: 1.850 maçãs (R$ 2,99 a unidade); 1.850 refrigerantes (R$ 5,99 a unidade); 3.700 mistos frios (R$ 7,80 a unidade); 1.850 águas sem gás (R$ 3,90 a unidade); e 1.850 barras de cereais (R$ 1,61 a unidade). Além disso, o cartão foi usado para bancar a hospedagem de 49 pessoas no Hotel Mercure de Copacabana, no valor de R$ 32.775, e de outras 28 pessoas no Hotel Laghetto Stilo Barra, por R$ 10.150. Integraram a comitiva: o ex-presidente Bolsonaro; a então primeira-dama Michelle Bolsonaro; a filha mais velha de Michelle, Letícia Firmo; a filha do casal, Laura; o filho de Bolsonaro, Jair Renan; o deputado federal Hélio Lopes (PL-RJ); e a intérprete de libras, Elizângela Ramos. Bolsonaro usou cartão corporativo para bancar motociata durante campanha eleitoral Levantamento feito pelo UOL revela que o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) usou o cartão corporativo para bancar despesas da campanha política. A partir da identificação de notas fiscais pagas com o cartão corporativo do ex-presidente, é revelado que Jair Bolsonaro gastou R$ 697 mil com o cartão corporativo para bancar atividades da campanha eleitoral. Ainda de acordo com reportagem do UOL, os valores dos gastos podem ser ainda maiores, pois, até este momento nem todas as notas fiscais foram tornadas públicas. O uso do cartão corporativo para bancar despesas de campanha eleitoral é controverso, pois, a lei prevê que o partido ou a coligação deve ressarcir a União em gastos de transporte pessoal do candidato e sua comitiva durante o período eleitoral no prazo de dez dias. No entanto, não especifica os demais gastos. As planilhas dos gastos foram tornadas públicas por meio da agência Fiquem Sabendo por meio da Lei de Acesso à Informação. As notas estão em relatórios classificados como “atividade eleitoral”. Motociata Entre os gastos identificados e que foram pagos com o cartão corporativo, está uma motociata realizada na Bahia, em Vitória da Conquista. Na motociata o cartão corporativo foi usado para bancar 1.024 lanches e 512 barras de cereal, num total de R$ 50 mil. Além disso, o cartão corporativo foi usado para custear a hospedagem de cerca de 50 pessoas. Segundo a justificativa, esse pessoal era para garantir a segurança presidencial, totalizando um gasto de R$ 44,7 mil. Também foi registrado que, a quatro dias do segundo turno, Bolsonaro subiu em um palanque eleitoral em Teófilo Otoni (MG). Nesta passagem, o cartão corporativo bancou R$ 63 mil em hospedagem, lanches e um cercadinho. Já no dia 12 de outubro, quando o ex-presidente foi à Aparecida (SP), foram gastos R$ 64 mil com o cartão corporativo. No dia 15 de outubro, em Fortaleza (CE), o cartão custeou a compra de 566 kits lanches por R$ 20,3 em evento classificado com o “atividade eleitoral”. Também consta como pagamento com o cartão corporativo, no dia 24 agosto, um pedido de R$ 8.650 no iFood. Bolsonaro e o PL não se manifestaram sobre os gastos durante a campanha eleitoral com o cartão corporativo.
Lewandowski vota para que militares sejam julgados pela Justiça comum

Ricardo Lewandowski, ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) votou para derrubar o foro privilegiado dos militares no Judiciário. Ele foi o quinto a votar na ação retomou o julgamento da ação que questiona a lei que prevê que integrantes das Forças Armadas devem ser julgados exclusivamente pela Justiça Militar quando são acusados de crimes contra civis em ações consideradas militares. Entre as ações estão a atuação na defesa civil, na segurança das eleições ou em operações de garantia da Lei e da Ordem. Em seu voto, Lewandowski disse que “a norma questionada cria uma espécie de hipótese de foro por prerrogativa de função [o foro privilegiado]” e que esse privilégio não deve abranger os militares que cometem crimes fora de ações estabelecidas na Constituição como atribuições das Forças Armadas. “Esta Suprema Corte já decidiu que só o texto constitucional pode elencar os agentes públicos que gozam de tal privilégio”, justifica o ministro. Os casos, então, só iriam para a Justiça Militar se os crimes fossem cometidos na “defesa da Pátria, na garantia dos poderes constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem”. Atualmente, o placar está 3 a 2 para os militares. Os ministros Marco Aurélio Mello, Luís Roberto Barroso e Alexandre de Moraes votaram à favor dos integrantes das FA. Edson Fachin e Ricardo Lewandowski votaram contra. A expectativa é de que a decisão seja finalizada durante votação no plenário virtual na sexta-feira (17).