21 de março – Lula sanciona lei que cria o Dia Nacional do Candomblé

Data reverencia tradições de matrizes africanas e nações do candomblé Agência Brasil – O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou a lei que institui o 21 de março como Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé. Publicada no Diário Oficial da União de hoje (6), a Lei nº 14.519 foi aprovada pela Câmara dos Deputados (como PL 2.053/22) no dia 21 de dezembro de 2022 e encaminhada à sanção presidencial. A data escolhida para a comemoração – 21 de março – é também Dia Internacional contra a Discriminação Racial, marco estabelecido pelas Nações Unidas (ONU) tendo como referência o episódio que ficou conhecido como “Massacre de Shaperville”, em 1960 na África do Sul. O massacre ocorreu quando cerca de 20 mil sul-africanos protestaram contra a determinação imposta pelo governo da época, de limitar os locais onde a população negra poderia circular. Em resposta à manifestação que era considerada pacífica, militares da África do Sul atuaram violentamente para reprimir o protesto. Tiros foram disparados contra os manifestantes, resultando na morte de 69 pessoas.

Ministro Barroso, do STF, é chamado de ‘lixo’ e ‘ladrão’ no aeroporto de Miami

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Luís Roberto Barroso foi hostilizado por bolsonaristas inconformados com a posse de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ao tentar embarcar em um avião no aeroporto de Miami (EUA) que o traria de volta ao Brasil. As agressões aconteceram na segunda-feira (2). Os ataques começaram no salão de embarque do terminal aeroportuário, após uma mulher gritar que os ministros do STF “tiraram Lula da cadeia para colocá-lo na presidência”. Logo em seguida, outros passageiros começaram a chamar Barroso de “lixo” e “ladrão”. Também foram registrados gritos de “sai do voo” e “Pede para sair”. O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, foi hostilizado por passageiros dentro do aeroporto de Miami (EUA). Aguarde mais informações. pic.twitter.com/iFibmqqTXx — Metrópoles (@Metropoles) January 3, 2023 Dino enviará ofício ao STF colocando a PF à disposição para investigar perseguição a ministros Logo após as imagens das hostilidades a Luís Roberto Barroso em Miami ganharem as redes sociais, o ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, disse nesta terça-feira (3) que enviará ofício a ministra Rosa Weber, presidente do STF, colocando a Polícia Federal à disposição para investigar episódios de agressões e ameaças a ministros.

Lira é vaiado e Dilma Rousseff é ovacionada na cerimônia de posse de Padilha

O presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), foi vaiado no Palácio do Planalto ao ter seu nome anunciado durante cerimônia de posse do ministro das Relações Institucionais, Alexandre Padilha (PT). O evento ocorreu nesta segunda-feira (2). Padilha foi escolhido por Lula. A ex-presidente Dilma Rousseff (PT) foi ovacionada e tietada no mesmo evento. Padilha diz que presença de Dilma no Planalto é reparação histórica Após a fala do ministro, o público ovacionou a ex-presidente e gritou a frase “Dilma, guerreira da Pátria brasileira” O ministro da Secretaria de Relações Institucionais, Alexandre Padilha, fez uma deferência à ex-presidente Dilma Rousseff nesta segunda-feira, 2, durante sua solenidade de posse no cargo. Padilha afirmou que a forma como a petista foi recebida no Palácio do Planalto, onde ocorre a cerimônia, é uma “reparação histórica” por injustiças, numa referência ao processo de impeachment, que tirou Dilma da Presidência em 2016. “A sua presença aqui, presidenta, neste ato, a forma como a senhora foi recebida, é uma reparação histórica das injustiças”, declarou Padilha. Após a fala do ministro, o público ovacionou a ex-presidente e gritou a frase “Dilma, guerreira da Pátria brasileira”. “O Brasil voltou a respirar”, declarou Padilha. Ex-ministro da Saúde, ele também relembrou o programa Mais Médicos, do governo Dilma. O petista ainda agradeceu a presença do ex-presidente José Sarney na cerimônia.

Lula recebe a faixa das mãos do povo brasileiro

Agência Brasil – Após ser empossado no Congresso Nacional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu hoje (1º) a rampa do Palácio do Planalto, em Brasília, e recebeu a faixa presidencial de cidadãos que representam a diversidade do povo brasileiro. Entre eles estava o cacique Raoni Metuktire, de 90 anos, líder do povo Kayapó, e Aline Sousa, de 33 anos, catadora de materiais recicláveis do Distrito Federal. A primeira-dama Janja Silva, o vice-presidente Geraldo Alckmin e sua esposa, Lu Alckmin, acompanharam Lula e o grupo na entrada do palácio. A cadela vira-lata Resistência também subiu a rampa. Ela morava no acampamento de militantes do Partidos dos Trabalhadores em frente à Polícia Federal, em Curitiba, e foi adotada por Janja quando o presidente estava preso na cidade, em 2018. Lula voltou a discursar, pela terceira vez, no Parlatório da sede do Executivo federal. Ao se dirigir aos apoiadores que o aguardavam na Praça dos Três Poderes, o presidente iniciou o discurso agradecendo os eleitores que combateram a “violência política” durante a campanha eleitoral e disse que vai governar para todos os brasileiros. “Vou governar para os 215 milhões de brasileiros e brasileiras, e não apenas para quem votou em mim. Vou governar para todas e todos, olhando para o nosso luminoso futuro em comum, e não pelo retrovisor de um passado”, afirmou. Após quase duas horas no Congresso Nacional, o presidente empossado Luiz Inácio Lula da Silva e o vice-presidente empossado Geraldo Alckmin deixaram o Parlamento às 16h20. Eles seguem para o Palácio do Planalto, onde subirão a rampa e receberão a faixa presidencial. A cerimônia de posse no Congresso começou às 14h45 e acabou às 16h04. Logo após o fim da cerimônia, Lula recebeu cumprimentos de parlamentares e de convidados, inclusive um abraço do ex-presidente e ex-senador José Sarney. Do Plenário da Câmara, Lula e Alckmin foram à sala da Presidência do Senado, onde tiveram uma conversa rápida com o presidente do Congresso, Rodrigo Pacheco. Em seguida, voltaram ao Salão Negro e caminharam em direção à rampa do Congresso. Após desceram a rampa, o novo presidente escutou o Hino Nacional, acompanhados dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e da primeira-dama Rosângela Lula da Silva (conhecida como Janja) e da vice-primeira dama Lu Alckmin. Em seguida, Lula passou as tropas em revista na porta do Congresso. A pedido da primeira-dama, não houve a tradicional salva de 21 tiros de canhão. Para evitar perturbações a animais e a pessoas com autismo, Janja pediu que equipamentos que emitam barulho não fossem usados na posse. Bastante aplaudidos pelo público, Lula, Alckmin e as esposas entraram no carro presidencial às 16h40, de onde partiram para o Palácio do Planalto, onde a posse terá continuidade. Após receber a faixa presidencial, Lula fará o segundo discurso do dia no Parlatório do Planalto. Discurso No discurso após assinar o termo de posse no Plenário da Câmara dos Deputados, o novo presidente prometeu união e respeito à lei. Disse que a atitude do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e dos demais órgãos do Poder Judiciário foi fundamental para “fazer a verdade das urnas” e que sua eleição resultou de uma frente ampla para evitar a volta do autoritarismo. O presidente prometeu não praticar revanchismo contra “os que tentaram subjugar a Nação a seus desígnios e interesses ideológicos”. Ele declarou que quem tenha desrespeitado a lei responderá pelos erros na Justiça, com direito amplo de defesa e respeito ao devido processo legal. Em relação ao meio ambiente, disse que o novo governo tem como meta reduzir a zero o desmatamento na Amazônia. Lula também declarou que caberá ao Estado trazer a indústria brasileira para o século 21, com o financiamento adequado. O novo presidente também anunciou um revogaço de decretos que flexibilizaram as regras de armamento da população nos últimos anos. Lula prometeu trabalhar pela aprovação de uma reforma tributária e pela recuperação de investimentos em infraestrutura, educação e cultura. Na hora de assinar o termo de posse, Lula usou uma caneta que disse ter ganhado em 1989 de um cidadão do Piauí. Alckmin recusou a caneta oferecida pelo Congresso e assinou o termo de posse como vice-presidente com a mesma caneta de Lula. Diferentemente das últimas posses, em que portava uma gravata vermelha, Lula estava com uma gravata azul. Coube a Alckmin trajar uma gravata vermelha.

GOVERNO Lula é oficialmente empossado presidente pela 3ª vez

Aclamado por centenas de milhares de pessoas em Brasília, Lula assume novamente a presidência com o desafio de reconstruir o país – Créditos: Pablo Valadares/Câmara dos Deputados Após anos de perseguição política e judicial e mais de 580 dias preso, Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deu a volta por cima, provou sua inocência, venceu uma das mais duras eleições da história e, aos 77 anos de idade, se tornou presidente da República do Brasil pela terceira vez. O mandatário foi oficialmente empossado em sessão solene no Congresso Nacional, em Brasília, na tarde deste domingo (1). Uma multidão de centenas de milhares de pessoas acompanha a cerimônia nas ruas da capital federal. Após fazer o tradicional desfile em carro aberto, sendo ovacionado pelo público, Lula subiu a rampa do Congresso e foi cumprimentado pelos chefes de Poderes, dezenas de deputados e senadores, novos ministros e chefes de Estado de diferentes países. A sessão solene foi aberta pelo presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), com pedido de 1 minuto de silêncio em homenagem ao jogador Pelé e ao Papa Emérito Bento XVI, ambos falecidos na última semana. Após a execução do Hino Nacional, Lula e o vice-presidente Geraldo Alckmin cumpriram o rito de juramento em que assumem os compromissos constitucionais como chefes do Executivo. Rodrigo Pacheco, então, declarou Lula empossado presidente, oficializando o início do terceiro mandato do petista.   

Mourão detona Bolsonaro, prega alternância de poder e enterra golpe

ACABOU PORRA! Presidente em exercício diante da ausência de Bolsonaro convocou cadeia nacional de rádio e televisão para deixar claro que atual governo chegou ao fim Hamilton Mourão, na condição de presidente em exercício diante da fuga de Jair Bolsonaro para os EUA, convocou cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (31), e fez um pronunciamento em que deu um recado claro aos golpistas de plantão: o atual governo acabou e Lula (PT) iniciará um novo mandato a partir de 1º de janeiro. Após fazer um balanço dos 4 anos de governo, mentindo, entre outras coisas, que a atual administração fez uma boa gestão da pandemia do coronavírus, o militar, que se elegeu senador pelo Rio Grande do Sul, criticou a postura de Bolsonaro – sem citar o nome do agora ex-presidente -, pelo fato desta conduta ter motivado reações golpistas de seus apoiadores.  “Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e desagregação social e, de forma irresponsável, deixaram com que as Forças Armadas, de todos os brasileiros, pagassem a conta, para alguns por inação e por outros por fomentar um pretenso golpe”, disparou. Main Logo Forum Apoie-nos Menu Pincipal ACABOU Em pronunciamento, Mourão detona Bolsonaro, prega alternância de poder e enterra golpe: “Mudaremos de governo” Presidente em exercício diante da ausência de Bolsonaro convocou cadeia nacional de rádio e televisão para deixar claro que atual governo chegou ao fim Hamilton Mourão em pronunciamento. Créditos: Reprodução Ivan Longo Por Ivan Longo POLÍTICA31/12/2022 · 20:24 hs Comparta este artículo Hamilton Mourão, na condição de presidente em exercício diante da fuga de Jair Bolsonaro para os EUA, convocou cadeia nacional de rádio e televisão, na noite deste sábado (31), e fez um pronunciamento em que deu um recado claro aos golpistas de plantão: o atual governo acabou e Lula (PT) iniciará um novo mandato a partir de 1º de janeiro. Após fazer um balanço dos 4 anos de governo, mentindo, entre outras coisas, que a atual administração fez uma boa gestão da pandemia do coronavírus, o militar, que se elegeu senador pelo Rio Grande do Sul, criticou a postura de Bolsonaro – sem citar o nome do agora ex-presidente -, pelo fato desta conduta ter motivado reações golpistas de seus apoiadores. “Lideranças que deveriam tranquilizar e unir a nação em torno de um projeto de país deixaram com que o silêncio ou o protagonismo inoportuno e deletério criasse um clima de caos e desagregação social e, de forma irresponsável, deixaram com que as Forças Armadas, de todos os brasileiros, pagassem a conta, para alguns por inação e por outros por fomentar um pretenso golpe”, disparou. Por mais de uma vez, Mourão afirmou que o atual governo chegou ao fim e pregou a alternância de poder. “A alternância do poder em uma democracia é saudável e deve ser preservada (…) Aos eleitos, cumpre o dever de dar continuidade aos projetos iniciados”, declarou. “A partir de 1º de janeiro mudaremos de governo, mas não de regime. Manteremos nosso caráter democrático”, disse ainda. Ai final, antes de desejar feliz ano novo, o vice-presidente voltou a se dirigir aos golpistas que insistem em não aceitar o resultado das urnas: “Tranquilizemo-nos”. Assista a um trecho do pronunciamento Mourão basicamente dizendo que essa bagunça que Bolsonaro deixou pra trás ao partir pra Orlando é responsabilidade de Jair, que, além do mais, largou a bomba no colo dos militares ???? pic.twitter.com/CsSvU6pxIE — Jeff Nascimento (@jnascim) December 31, 2022

Aos prantos, Bolsonaro frustra radicais ao negar o golpe e reconhecer derrota na última live

Confuso e gaguejando, Bolsonaro protagonizou uma live patética e despertou a ira dos golpistas ao dizer que não vai “duvidar das urnas”, descartou “soco na mesa” e caiu no choro, a ponto de silenciar a transmissão. De forma confusa, gaguejando e sem os arroubos autoritários das lives que protagonizou durante o governo, Jair Bolsonaro (PL) voltou às redes sociais na manhã desta sexta-feira (30) para fazer uma “prestação de contas” e comentar o “atual momento político brasileiro” exatos 60 dias após a derrota para Lula (PT) nas eleições presidenciais. O enredo patético, transmitido pelo Facebook do futuro ex-presidente, foi finalizado com um Bolsonaro aos prantos e gerou revolta e indignação nos apoiadores que seguiam pelo chat. Bolsonaro repetiu antigas ladainhas, abrindo seu discurso falando novamente sobre a facada nas eleições de 2018 dada “por um filiado do PSOL”, e em seguida, com voz trêmula, reclamou da cobertura jornalística sobre os atos terroristas em Brasília no último dia 12, que classificou como “bolsonarista” o terrorista George Washington Oliveira, que instalou uma bomba próximo ao aeroporto de Brasília e, em depoimento, disse que agiu incitado pelo presidente. Em seguida, ele condenou a ação, comparando ao assassinato do petista Marcelo Arruda por Jorge Guaranho, um apoiador seu em Foz do Iguaçu, no Paraná. “Durante a campanha, aquela tragédia em Foz do Iguaçu, quando uma pessoa mata a outra, ‘bolsonarista’, né?”, reclamou. “Nada justifica o que aconteceu ali, como nada justifica o que aconteceu aqui em Brasília, essa tentativa de um ato terrorista. Nada justifica. O elemento foi pego, graças a Deus, não tem ideia se [ininteligível] cidadão. Agora massifica em cima do cara como bolsonarista o tempo todo”, diz reclamando que hoje “a imprensa aplaude quando alguém é preso”. A declaração iniciou uma onda de indignação entre apoiadores no chat da transmissão que foi aumentando a medida que o presidente sinalizava que não iria apoiar o tão esperado – pelos extremistas – golpe de estado usando o artigo 142 da Constituição. Reconhecimento da derrota Naquela que considerou a “segunda parte da live”, Bolsonaro falou sobre as eleições presidenciais, reclamou do resultado dizendo que “o voto você vê pelas ruas”, mas enfim admitiu que foi derrotado nas urnas, mesmo se mostrando chateado e contrariado. “As esperanças de vitória eram palpáveis. Veio o horário eleitoral e fomos massacrados com mentiras da outra parte, de que íamos acabar com o décimo terceiro. Acusações absurdas. Lá a questão das rádios também, de mais para um candidato e menos para outro. Tivemos também decisões da justiça eleitoral que ninguém conseguiu entender. Tive que deixar de fazer live em casa”, disse, referindo-se ao Palácio da Alvorada, residência oficial da Presidência da República. Em tom mais ameno comparada aos chiliques que tinha em ataques ao Tribunal Superior Eleitoral, Bolsonaro apenas reclamou que “obviamente não foi uma eleição imparcial”. “E tivemos, então, o resultado do segundo turno: 50,9% contra 40,1%. Se fosse duvidar da urna você está passível de responder processo”, disse afinando a voz. “É crime”. “Tudo bem, não vamos duvidar das urnas aqui”, emendou, com olhar vazio. “O partido nosso entrou com petição para que fosse ajustado algumas coisas, tirando tudo e, em vez do TSE [ininteligível], no dia seguinte indeferiu, arquivou e deu uma multa de R$ 22 milhões”, clamou novamente. Bolsonaro ainda justificou porque não iria tentar um golpe, provocando a ira dos apoiadores no chat. “Qualquer medida de força gera uma reação. A gente tem que buscar o diálogo para resolver as coisas, não pode dar um soco na mesa e não se discute mais esse assunto”, afirmou, contrariando a postura que teve por toda a vida, quando chegou a dizer que a Ditadura matou pouco no Brasil. Por fim, Bolsonaro caiu no choro e entrou em prantos, a ponto de silenciar a live quando afirmou que “deu a vida para o Brasil”. “O Brasil não vai se acabar no ano que vem. Pode ter certeza disso”, afirmou em um chororô sem fim. “O bem vai vencer”, emendou engolindo o choro. Assista

Ex-candidata a prefeitura é presa suspeita de vandalismo em Brasília

Klio Hirano era uma das pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG) e foi presa na noite desta quarta-feira (28) Klio Hirano e presidente Jair Bolsonaro(foto: Reprodução/Redes Sociais) A ex-candidata a prefeita da cidade de Tupã, em São Paulo, Klio Hirano é uma das pessoas presas por participar dos atos de vandalismo no centro de Brasília, em 12 de dezembro. Na manhã desta quinta-feira (29/12), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) e a Polícia Federal (PF) cumprem 32 mandados de busca e apreensão e prisão contra os suspeitos de envolvimento. Klio Hirano faz parte do grupo de pessoas que estava acampado em frente ao Quartel-General do Exército (QG). A publicitária bolsonarista usava as redes sociais para publicar fotos e vídeos do movimento. No Instagram, Klio fazia questão de postar vários registros ao lado do presidente Jair Bolsonaro (PL). A primeira foto ao lado do chefe do Executivo foi em maio de 2018. Em 2020, Klio se candidatou pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro (PRTB) ao cargo de prefeita da cidade de Tupã. O Correio Braziliense apurou que a publicitária foi presa pela Polícia Civil na noite dessa quarta-feira (28/12) em frente ao Palácio da Alvorada. Na ocasião, ocorreu uma espécie de manifestação no local. A prisão de Klio chegou a ser publicada minutos depois pela página Advogados de Direita, no Twitter. Operação da PF e PCDF A operação Nero tem o objetivo de identificar e prender os vândalos suspeitos de tentar invadir o Edifício-Sede da PF, além de atearam fogo em oito veículos, incluindo ônibus e carros, e depredaram a estrutura da 5ª Delegacia de Polícia (área central). As investigações tiveram início na Polícia Federal e na Polícia Civil do Distrito Federal. Os suspeitos teriam tentado invadir a sede da PF com o objetivo de resgatar o indígena José Acácio Serere Xavante, conhecido como cacique Tsereré. As duas investigações foram encaminhadas, em razão de declínio de competência, ao STF. A investigação buscou identificar e individualizar as condutas dos suspeitos de depredar bens públicos e particulares, fornecer recursos para os atos criminosos ou, ainda, incitar a prática de vandalismo. Os crimes objetos da apuração são de dano qualificado, incêndio majorado, associação criminosa, abolição violenta do Estado Democrático de Direito e golpe de Estado, cujas penas máximas somadas atingem 34 anos de prisão. O nome da operação faz referência a um imperador romano do primeiro século que ateou fogo em Roma.

Show da picaretagem – Homem é curado 17 vezes por RR Soares

O Show da Fé, famosa transmissão de cultos evangélicos da Igreja Internacional da Graça de Deus, ministrados pelo missionário Romildo Ribeiro Soares, ou R.R. Soares, viralizou na redes sociais nesta semana após internautas flagrarem o mesmo homem sendo “curado” por 17 vezes, em transmissões variadas, a partir de 2020. Os cultos já foram transmitidos pela RedeTV! e TV Bandeirantes. O fato desperta a curiosidade por si, uma vez que as igrejas evangélicas brasileiras ganharam notoriedade, após sua chegada à televisão, pelos testemunhos de cura, superação, ou mesmo das famosas sessões de descarrego, em que demônios incorporariam nos fieis doentes espiritualmente para, em seguida, serem expulsos. As práticas desde então têm sido acusadas de serem encenações, pelos mais céticos ou fieis de outras religiões. Acontece que neste caso em específico, a não ser que haja alguma coincidência sobrenatural pairando no ar, os céticos aparentemente estão em vantagem. O homem não identificado, sempre utilizando uma máscara médica típica da pandemia de Covid-19, foi catalogado por internautas testemunhando a própria cura por 17 vezes. A primeira aparição dele, que jamais se identificou, teria sido em junho de 2020 e, desde então, está todo mês na telinha do Show da Fé. Dores no peito são o sintoma mais comum, mas é notável também a variação de dores e outros sintomas entre uma e outra aparição. De dores de barriga a ‘pressão na mente’, o homem teria sido curado ao adentrar o templo por diversas vezes. Apesar da não identificação e do uso de máscara, é possível perceber que se trata da mesma pessoa, conforme vídeo abaixo. Apresento-lhes o homem mais curado de todos os tempos.Pode ir pro Guiness pic.twitter.com/TZjRW2znaw — Notícias paralelas (@A_MelhorNoticia) December 26, 2022 O missionário RR Soares, que aparece ministrando os cultos, é o quarto pastor mais rico do Brasil, atrás apenas de Edir Macedo, Valdemiro Santiago e Silas Malafaia, segundo dados da Forbes. Além do Show da Fé, que é o programa brasileiro com maior presença global atingindo mais de cem países, também é proprietário de três mil templos, redes de televisão, rádio, sites e TVs por assinatura.

Preso por planejar atentado a bomba em Brasília diz que queria provocar intervenção militar

Policiais civis do Distrito Federal conduzem o acusado de planejar atentado a bomba em Brasília.| Foto: G1/reprodução O homem preso no sábado (24) sob a acusação de tentar explodir um caminhão-tanque numa área próxima ao aeroporto de Brasília, identificado como George Washington de Oliveira Sousa, disse em depoimento à Polícia Civil que o plano do atentado seria criar o “caos” e levar à decretação do estado de sítio no país e à intervenção das Forças Armadas. Durante um estado de sítio, direitos e garantias individuais são suspensoss para facilitar o enfrentamento de uma situação de “comoção grave de repercussão nacional”. Com isso, o objetivo de Sousa seria evitar o que ele chamou de instalação do comunismo no país. O atentado não ocorreu porque o motorista do caminhão, que tinha como destino o aeroporto, percebeu um objeto estranho no veículo e então chamou a polícia. A polícia investiga ainda a participação de outras pessoas na tentativa do atentado. Um segundo suspeito foi identificado apenas como “Alan”. Segundo as investigações, Sousa tem 54 anos, é do Pará e viajou a Brasília para se juntar aos manifestantes contrários à eleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) que estão no acampamento montado na frente do quartel-general do Exército. No depoimento, o acusado teria confirmado que outras pessoas do acampamento teriam ajudado na tentativa de explosão. Sousa estava hospedado num apartamento alugado onde foram encontrados armas e pelo menos cinco explosivos parecidos com o que ele pretendia explodir o caminhão perto do aeroporto. A Justiça do Distrito Federal decretou a prisão preventiva do acusado – ou seja, sem prazo para a detenção ser relaxada. A Polícia Civil informou ainda que ele deve ser denunciado por crime contra o Estado Democrático de Direito e por posse ilegal de explosivos e de armas – embora Sousa tenha registro como caçador, atirador e colecionados (CAC), não possuía autorização para transportar essas armas em uma viagem. Acusado não teria identificado outros envolvidos Durante o depoimento à Polícia Civil, Sousa relatou que a intenção seria impedir a instalação do comunismo no Brasil – supostamente representada pela posse de Lula. E a ideia era justamente provocar, de alguma forma, a decretação de um estado de sítio e a intervenção das Forças Armadas. Defensores de uma intervenção militar no país costumam citar o artigo 142 da Constituição, que estabelece que uma das funções das Forças Armadas é manter a ordem. Sousa também afirmou aos policiais que, além do aeroporto, foi cogitado explodir postes perto de uma subestação de energia do Distrito Federal, provocando a falta de luz. O acusado disse que elaborou um plano juntamente com outros manifestantes que estão acampados na frente do quartel do Exército. Ele não teria identificado de forma objetiva quem seriam essas outras pessoas. Sousa teria dito que foi uma mulher desconhecida quem sugeriu a explosão perto da subestação de energia. E que outro desconhecido teria fornecido o controle remoto para acionar as bombas. Ministros da Justiça de Bolsonaro e de Lula comentam a tentativa de atentado O ministro da Justiça, Anderson Torres, informou que oficiou a Polícia Federal (PF) para acompanhar a investigação sobre a tentativa de atentado em Brasília. Por meio do Twitter, disse ainda que, no âmbito de sua competência, vai adotar as “medidas necessárias”. Ele destacou que é importante aguardar as conclusões das investigações para as devidas responsabilizações. Já o futuro ministro da Justiça do governo de Lula, Flávio Dino, chamou a tentativa de atentado de “terrorismo” e disse que, em função disso, o esquema de segurança da posse de Lula será reavaliado. Ele também criticou a continuidade dos acampamentos na frente dos quartéis para contestar a eleição de Lula e a política armamentista do atual governo – que flexibilizou a posse e o porte de armas. Dino afirmou que superá-la é uma “prioridade”. O futuro governo já planeja um “revogaço” de medidas de Bolsonaro, incluindo decretos envolvendo a posse e o porte de armas. Dino afirmou ainda que pediu ao delegado Andrei Rodrigues, futuro diretor-geral da PF, para acompanhar as investigações. Ele ainda disse que irá propor que o procurador-geral da República, Augusto Aras, e o Conselho Nacional do Ministério Público constituam grupos especiais para combate ao terrorismo e ao que chamou de “armamentismo irresponsável”.