Inadimplência cresce e atinge 6,4 milhões de pessoas em Minas Gerais, um recorde

Se considerada a população total no Estado, o endividamento já atinge 30% dos habitantes  O número de cidadãos inadimplentes em Minas Gerais chegou ao maior índice da história em julho. Levantamento feito pela Serasa Experian contabilizou 6,4 milhões de mineiros com o nome negativado no início do segundo semestre. O montante já representa 30% da população total do Estado, estimada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE) em 21,4 milhões de habitantes. Se considerada somente a população adulta, 38,7% das pessoas acima de 18 anos no Estado estão com pendências financeiras. O percentual também é o maior da história. Ao todo, de acordo com o estudo, são 6.457.021 endividados que somam R$ 25,6 milhões em débitos atrasados. O valor médio da dívida por cidadão em Minas é de R$ 3.974,76. Na análise dos dados nacionais, o Brasil atualmente contabilizou em julho 67,6 milhões de pessoas inadimplentes, o maior índice desde 2016, segundo a Serasa Experian. Atualmente, 41,8% da população adulta no Brasil está com o nome negativado, afirma o estudo. A maior parte de pessoas que estão endividadas integra a faixa de 26 a 40 anos, segundo a Serasa. O setor que lidera o ranking de clientes negativados é o de bancos e cartões com 28,6% do total. Em seguida aparecem: utilities, que compila contas básicas como água, gás e energia (22,2%), financeiras (13,7%), varejo (12,4%), serviços (10,1%), telefonia (6,8%) e securitizadoras (2,1%). Siga O Tempo no Google News Seguir “Os recordes consecutivos de inadimplência do país refletem a alta da taxa básica de juros e a inflação ainda elevada, que impactam a realidade financeira dos brasileiros”, afirma o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Limpa nome Conforme a Serasa, o mutirão Limpa Nome, feito pela empresa, pode ser uma oportunidade para auxiliar quem está com as contas no vermelho. A iniciativa permite a negociação de dívidas com até 90% de desconto e possibilidade de parcelamento em 36 vezes sem juros. Segundo Aline Maciel, gerente do Serasa Limpa Nome, a solução conta com o apoio de empresas para possibilitar a recuperação do poder de compra dos brasileiros sem impactar a renda mensal. “Quando um inadimplente renegocia o débito, a dívida sai do seu nome logo após pagar a primeira parcela, o que o auxilia a retomar crédito”, explica Aline. “A ação foi a maneira que as empresas envolvidas encontraram para conter a alta da inadimplência”, complementa. Em julho, a Serasa concedeu mais de R$ 3,5 bilhões em descontos nas negociações realizadas pelo Serasa Limpa Nome. Para auxiliar os consumidores a saírem do vermelho, a companhia, junto a empresas parceiras, disponibilizou mais de 23 milhões de dívidas para negociação de até R$ 100 e mais de 68 milhões até R$ 1.000. As mulheres foram as que mais utilizaram o serviço de renegociação da Serasa, representando 54% do total. “Com a previsão de que este cenário ainda leve algum tempo para estabilizar, ações como a do Serasa Limpa Nome se fazem imprescindíveis. O consumidor que quiser, ainda, contar com outros recursos para sair do vermelho pode verificar, por exemplo, a possibilidade de utilizar o aumento do Auxílio Brasil, que passa de R$ 400 para R$ 600 por mês até dezembro deste ano”, acrescenta o economista da Serasa Experian, Luiz Rabi. Fonte: Jornal O Tempo

Saiba quais são as marcas dos empresários que querem dar um golpe de estado no Brasil

Empresas estão entre os assuntos mais comentados no Twitter e internautas prometem boicote às marcas Após empresários apoiadores de Jair Bolsonaro passarem a defender abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito, internautas divulgaram o nome de suas empresas e prometeram boicote aos locais. O grupo golpista reúne grandes empresários de diversas partes do país, desde nomes conhecidos como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; e outros menos famosos, como José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. Entenda o caso Empresários apoiadores de Jair Bolsonaro passaram a defender abertamente um golpe de Estado caso o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva seja eleito. Segundo o blog do jornalista Guilherme Amado, do Metrópoles, o não reconhecimento da derrota nas urnas, como apontam todas as pesquisas de intenções de voto para presidente, vem sendo a tônica do grupo de WhatsApp Empresários & Política, criado no ano passado. O grupo golpista reúne grandes empresários de diversas partes do país, desde nomes conhecidos como Luciano Hang, dono da Havan; Afrânio Barreira, do Grupo Coco Bambu; José Isaac Peres, dono da gigante de shoppings Multiplan; e outros menos famosos, como José Koury, dono do Barra World Shopping, no Rio de Janeiro; Ivan Wrobel, da construtora W3 Engenharia; e Marco Aurélio Raymundo, o Morongo, dono da marca de surfwear Mormaii. Segundo o blog de Guilherme Amado, o apoio a um golpe de estado para impedir a eventual posse de Lula ficou explícito no dia 31 de julho. José Koury, proprietário do shopping Barra World e com extensa atuação no mercado imobiliário do Rio de Janeiro, foi quem abordou o tema, ao dizer que preferia uma ruptura à volta do PT. Koury defendeu ainda que o Brasil voltar a ser uma ditadura não impediria o país de receber investimentos externos. “Prefiro golpe do que a volta do PT. Um milhão de vezes. E com certeza ninguém vai deixar de fazer negócios com o Brasil. Como fazem com várias ditaduras pelo mundo”, publicou. O ministro Alexandre de Moraes, presidente do TSE, é um dos alvos dos empresários bolsonaristas. Carlos Molina, dono da empresa de auditoria Polaris, tem o costume de chamar Moraes de “skinhead” em diferentes postagens. “Já nem o PCC tem paciência para aturar o skinhead de toga”, afirmou o empresário, em uma postagem datada de 25 de julho. Também há projeções para o futuro do Brasil. Segundo a reportagem, Luciano Hang revelou quem espera que seja eleito presidente nos próximos 12 anos. Para o dono da Havan, depois de reeleger Bolsonaro, o país deveria eleger o ex-ministro Tarcísio de Freitas para o Planalto, em 2026, e reelegê-lo em 2030. “Aí não terá mais espaço para os vagabundos”, completou.

Pobreza bate recorde e atinge quase 20 milhões de brasileiros nas grandes metrópoles

A causa é o golpe de estado de 2016, que destruiu a renda dos brasileiros e precarizou o mercado de trabalho O golpe de estado de 2016, que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff e aplicou um choque neoliberal, que precarizou o mercado de trabalho, destruiu a renda dos brasileiros e transferiu a riqueza do pré-sal para acionistas privados da Petrobrás, fez com que o Brasil atingisse 20 milhões de pobres nas grandes metrópoles. Tais políticas neoliberais, aplicadas por Michel Temer, foram mantidas por Jair Bolsonaro. navigation Assine 247 CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE Pobreza bate recorde e atinge quase 20 milhões de brasileiros nas grandes metrópoles A causa é o golpe de estado de 2016, que destruiu a renda dos brasileiros e precarizou o mercado de trabalho 8 de agosto de 2022, 05:32 Apoie o 247Google News ICL CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE 247 – O golpe de estado de 2016, que derrubou a ex-presidente Dilma Rousseff e aplicou um choque neoliberal, que precarizou o mercado de trabalho, destruiu a renda dos brasileiros e transferiu a riqueza do pré-sal para acionistas privados da Petrobrás, fez com que o Brasil atingisse 20 milhões de pobres nas grandes metrópoles. Tais políticas neoliberais, aplicadas por Michel Temer, foram mantidas por Jair Bolsonaro. CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE “Com o corte do auxílio emergencial, a disparada da inflação e a retomada insuficiente do mercado de trabalho, o número de pessoas em situação de pobreza saltou para 19,8 milhões nas metrópoles brasileiras em 2021. É o maior nível de uma série histórica de dez anos, iniciada em 2012, aponta o 9º Boletim Desigualdade nas Metrópoles. O estudo analisa estatísticas das 22 principais áreas metropolitanas do país. Ao chegar a 19,8 milhões, o número de pobres passou a representar 23,7% –quase um quarto– da população total dessas regiões. O percentual também é, com folga, o maior da série histórica. Até então, a porcentagem nunca havia alcançado 20%”, informa o jornalista Leonardo Vieceli, na Folha de S. Paulo.  

Bolsocaro – Inflação nos alimentos: leite, frutas, feijão e pão ficam mais caros

No caso do leite, no ano, a variação acumulada do produto chega a 57,42%. Segundo o IBGE, comer fora ou em casa pesou no bolso do brasileiro A prévia da inflação, que é o aumento geral de preços, mostra a dura realidade que o consumidor brasileiro percebe diariamente na gôndola do supermercado: se alimentar está cada vez mais caro. Os preços do leite e derivados, das frutas, do feijão e do pão francês foram os que mais subiram em julho. No caso do leite, para o leitor ter dimensão do encarecimento, no ano, a variação acumulada do produto chega a 57,42%. Leite longa vida – 22,27% Requeijão – 4,74% Manteiga – 4,25% Queijo – 3,22% Frutas – 4,03% Feijão-carioca – 4,25% Pão francês – 1,47% Leia a íntegra no Metrópoles.

Energia consome 25% de todo orçamento familiar que é a 2ª mais cara do mundo

Nos últimos cinco anos, o custo da energia elétrica no Brasil aumentou em 47%. Este aumento significativo contribuiu para que o país subisse no ranking mundial, e atualmente, o Brasil é o 2ª país que com o custo da energia elétrica mais caro do mundo, apenas atrás da Colômbia. É o que revela um estudo divulgado pela plataforma de cupons de descontos CupomValido.com.br com dados da Abrace (Associação dos Grandes Consumidores Industriais de Energia e de Consumidores Livres) sobre o custo da energia no país. Além da Colômbia e Brasil, no topo do ranking entre os mais caros estão: Turquia (3º), Chile (4%), e Portugal (5%). No lado oposto, entre os 5 países com a energia mais baratas, estão: Noruega, Luxemburgo, Estados Unidos, Canadá e Suíça, respectivamente. Por que a conta de luz é tão cara no Brasil? Segundo o estudo, do total do custo pago pelos consumidores, apenas 53,5% são efetivamente utilizados para a geração, transmissão e distribuição da energia. Os vilões estão nos outros 46,5% restantes, que são compostos por taxas, furtos, impostos e ineficiências. Somente referente ao furto de energia, estima-se que em 2022 as perdas somarão mais de R$5.4 bilhões.

PEC da compra de votos é aprova em segundo turno na Câmara dos Deputados

Após tramitação acelerada, adiamento na semana passada e suposta pane no sistema de votação, deputados mudam Constituição por emergência eleitoral Ninguém em sã consciência pode ser contra o aumento do auxílio para quem está passando fome. Mas a extensão do programa poderia ter sido feita por meio de outros instrumentos legislativos, sem violar a Constituição em nome de um golpe eleitoral travestido de estado de emergência. A Câmara dos Deputados aprovou em segundo turno, no início da noite desta quarta-feira (13), por 469 votos a 17 e duas abstenções, a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 15/2022, a chamada, entre outros, PEC do Auxílio. Após tramitação acelerada, adiamento na semana passada e suposta pane no sistema de votação, os deputados mudaram a Constituição de 1988 mais uma vez, agora por emergência eleitoral de Jair Bolsonaro. Ao abrir os trabalhos de hoje, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), manobrou para evitar surpresas que impedissem a aprovação da proposta de novo. Na última quinta-feira (7), Lira preferiu não arriscar diante do quórum baixo e adiou a votação. O esforço foi total para votar os destaques do primeiro turno e, depois, o segundo turno, antes do recesso parlamentar, que começa na próxima segunda-feira (18). O presidente da Casa convocou sessões permitindo o registro de presença remota para hoje, amanhã e sexta-feira. Pelas regras da Câmara, essa presença só era aceita na segunda e na sexta. A oposição protestou contra a manobra, que eliminava o risco da falta de quórum. Ontem, o texto-base foi aprovado em primeiro turno. Lira suspendeu a sessão antes da votação dos destaques por alegada pane no sistema eletrônico de votação e na internet. A Polícia Federal foi chamada para investigar as causas e só saiu da Casa de madrugada. Já nesta quarta, a maioria rejeitou todos os destaques da oposição, como o que propunha retirar do texto da PEC do Auxílio o estado de emergência, o cerne do projeto, já que tem o objetivo de “blindar” o governo Bolsonaro contra sanções legais. A lei eleitoral proíbe a criação de benefícios em ano de eleição. As bancadas oposicionistas, porém, votaram a favor da proposta, sob a justificativa de que não pode negar os benefícios à população que mais precisa. As medidas só valem até 31 de dezembro. Lembrando o auxílio da pandemia O deputado Marcelo Freixo (PSB-RJ) afirmou que, no auge da pandemia, em 2020, a bancada oposicionista votou pela emergência, “pois havia uma emergência no planeta”. Ele lembrou que, à época, o governo Bolsonaro propôs o auxílio Emergencial de R$ 200, mas foi a oposição que aumentou o valor para R$ 500, e depois o benefício acabou ficando em R$ 600. “E mais uma vez vamos votar favorável ao auxílio de combate a fome que o governo Bolsonaro gerou”, disse. Para Freixo, “não tem cabimento, a 80 dias da eleição, dizer que há uma emergência que pode ser usada para qualquer coisa diante de um governo autoritário que não tem apreço pela democracia”. O líder do PT, Reginaldo Lopes (MG), disse que os deputados estão “dando um cheque em branco” a Bolsonaro. “Devemos garantir R$ 600 permanentes, e não por quatro meses”, protestou. A PEC do Auxílio, com o estado de emergência, autoriza o governo a gastar R$ 41,2 bilhões para conceder, aumentar ou criar benefícios. A proposta foi apresentada por governistas para driblar a legislação, que só permite tais medidas em ano eleitoral em caso de emergência ou calamidade. Um momento patético A deputada bolsonarista Aline Sleutjes (Pros-PR) protagonizou um momento patético na sessão, em discurso como líder de seu partido. “Discutimos melhorias pro nosso povo, num momento que nós passamos uma pandemia, crise mundial, guerra, aumento de tudo, inflação. E o Brasil? O Brasil firme, forte, defendendo sua nação. Em nenhum dia em todos esses dias de dificuldade tivemos a falta do alimento sagrado no prato do cidadão brasileiro”, disse a parlamentar. A deputada ignora dados segundo os quais 33,1 milhões de brasileiros passam fome hoje no país, o equivalente a 15,5% da população, segundo estudo do Inquérito Nacional sobre Insegurança Alimentar no Contexto da Pandemia da Covid-19 no Brasil, da Rede Brasileira de Pesquisa em Soberania e Segurança Alimentar e Nutricional (Rede Penssan).

Brasil tem 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo, sem direitos

NOVO MUNDO – O Brasil tem 1,5 milhão de trabalhadores por aplicativo, o corresponde a cerca de 19 estádios do Maracanã lotados. São trabalhadores que realizam suas tarefas por meio de ações mecânicas, como entregadores de produtos, acionados por meio de aplicativos pelo celular. Este grupo representa 93%, aproximadamente 1,3 milhão de todos os profissionais da categoria. Os dados são de pesquisa da Universidade Federal do Paraná (UFPR) com dados referentes a 2021. Há ainda outro grupo de trabalhadores por aplicativos, que executa suas atividades em qualquer lugar sem precisar se locomover. É o caso de programadores, médicos com atendimento remoto, professores que aplicam aulas online e os chamados clickworkers. Nessa categoria estão os que atuam na calibragem de inteligência artificial, por exemplo. Há aproximadamente 100 mil profissionais neste grupo, representando 7% dos trabalhadores nesta pesquisa. Os níveis de escolaridade variaram entre ensino médio completo e pós-graduação completa e a idade foi de 22 a 63 anos. Desse total, porém, cerca de 850 mil são motoristas de transporte de passageiros, sendo 485 mil dirigindo para o Uber, até agosto de 2021. E a ampla maioria do total de 1,5 milhão estão trabalhando sem direito algum. Um contingente, aliás, que tende a aumentar, segundo mostra o estudo. Clique aqui e leia mais sobre a pesquisa. Outro dado preocupante, segundo a pesquisa, está no campo jurídico. A Justiça do Trabalho, em geral, não reconhece os direitos dos trabalhadores nessa relação. Segundo o coordenador da Clínica Direito do Trabalho da UFPR, professor Sidnei Machado, a pesquisa analisou 485 decisões espalhadas pelas 24 regiões da Justiça do Trabalho relacionadas às plataformas Uber, 99 Pop, iFood, Rappi, Loggi e Play Delivery. Neste conjunto, 78,14% das decisões não reconheceram a relação de emprego, 15,88% não versaram sobre a existência de relação de emprego (sendo decisões sobre terceirização ou que não enfrentaram o mérito discutido) e apenas 5,98% das decisões reconheceram a relação de emprego entre trabalhador e plataforma. O maior volume de judicialização se encontra nas plataformas de transporte urbano: Uber e 99 Pop. Esse universo das plataformas digitais é dinâmico, está em constante transformação. É fundamental que o trabalho controlado por plataformas seja associado aos direitos de cidadania no trabalho”, disse Machado, que espera que a pesquisa possa contribuir algumas proposições podem contribuir para o avanço do debate sobre o tema. Direitos para os trabalhadores por aplicativos Para ele, o caminho é a construção de uma lei protetiva, que defina a relação de emprego, com as garantias de direito ao salário mínimo mensal, limite de jornada, descanso semanal, férias, acesso à Previdência Social. “Deve-se responsabilizar a plataforma pelos custos do trabalho e o trabalhador ter direito à representação sindical, incluindo a negociação coletiva” afirmou. O relatório mostra, também, que há uma tendência de crescimento do trabalho em plataformas digitais. No setor de transporte, houve um aumento da média móvel trimestral de mais de 190 mil trabalhadores atuando, se comparado a agosto de 2019, conforme mostra tabela abaixo. No mesmo período, a média móvel de trabalhadores em plataformas de aplicativos de entrega cresceu 330.188; e de usuários diários no setor de saúde cresceu 714.007. Para chegar a esses resultados, Sidnei Machado reuniu uma equipe multidisciplinar, com especialistas nas áreas do Direito, Economia e Sociologia, da UFPR e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Foram utilizados métodos mistos de análise de tráfego de web e de dados do IBGE. Também foram aplicados questionários, respondidos por 500 trabalhadores de diversas profissões, além da realização de entrevistas em profundidade, levantamento de propostas legislativas e análise de conteúdo de decisões judiciais, com o objetivo de compreender o funcionamento desse modelo de negócio no Brasil e as relações de trabalho.

Insegurança alimentar grave atinge 15,4 milhões de brasileiros, aponta Relatório da ONU

Relatório elaborado pela ONU aponta que, entre 2014 e 2016, período que antecedeu o golpe contra Dilma, o problema alcançava 3,9 milhões de pessoas O nível de miséria que atinge a população brasileira, em tempo de Jair Bolsonaro (PL), está cada vez mais desesperador. No período entre 2019 e 2021, a insegurança alimentar grave atingiu 15,4 milhões de brasileiros, o que representa 7,3% da população. Os dados são do relatório sobre a fome produzido pela Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO), divulgado nesta quarta-feira (6). Para se ter uma ideia do retrocesso do atual governo, em comparação com os anos de 2014 a 2016, período que antecedeu o golpe contra a ex-presidenta Dilma Rousseff (PT), o problema afetava 3,9 milhões de brasileiros, o equivalente a 1,9% da população. O relatório ressalta que, caso os dados sejam ampliados para insegurança alimentar grave ou moderada, entre 2019 e 2021, a situação é mais grave ainda, subindo para 61,3 milhões de brasileiros, o que corresponde a 28,9% da população, ou seja, quase um terço do país. Entre 2014 e 2016, a insegurança alimentar moderada ou grave afetou 37,5 milhões de pessoas no país. Estudo aponta que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome no mundo em 2021 O levantamento indica, também, que a fome alcançou 8,6% da população da América Latina e Caribe em 2021, atingindo, diretamente, 56,5 milhões, 4 milhões a mais do que em 2020. O relatório da FAO conclui que entre 702 e 828 milhões de pessoas foram afetadas pela fome em todo o mundo em 2021, o que representa aumento de cerca de 150 milhões desde o início da pandemia de Covid-19. Outra informação revelada é que a insegurança alimentar moderada ou grave atingia 2,3 bilhões de pessoas em 2021, ou 29% da população mundial.

Diesel fica mais caro que gasolina pela 1ª vez desde 2004 e chega a R$ 8,85

O preço médio do diesel nos postos de abastecimento em todo o território nacional atingiu, na semana de 19 a 25 de junho o preço de R$ 7,568/litro, enquanto o preço médio da gasolina ficou em R$ 7,390/litro. O valor mais alto do diesel foi encontrado a R$ 8,850/litro no Acre, e o mais baixo a R$6,290/litro no Rio de Janeiro. A alta em relação à semana anterior foi de 9,6% no caso do diesel e de 2,2% na gasolina. O diesel tem sido mais disputado no mercado global e a previsão é de que a partir do segundo semestre os preços sejam ainda maiores, por causa da substituição do gás russo da Europa pelo combustível, após as sanções impostas à Rússia pela invasão na Ucrânia. Também a partir de julho começam as férias de verão no hemisfério norte, que aumentam a demanda também da gasolina, e os furacões nos Estados Unidos, fenômeno que interrompe por muitas vezes a produção do Golfo do México. O mercado interno, porém, o governo tenta segurar possíveis futuras altas, trocando mais uma vez o comando da Petrobras. Nesta sexta-feira, o Comitê de Elegibilidade da estatal está reunido para avaliar o nome de Caio Paes de Andrade para a presidência da empresa, que deve ser homologado na segunda-feira, 27, pelo Conselho de Administração. Mesmo antes do aumento, o preço do diesel nas bombas dos postos já era criticado pelos caminhoneiros, que no segundo semestre aumentam o consumo do combustível por causa do transporte da safra agrícola. (Estadão Conteúdo)

Bolsocaro: prévia da inflação acelera e permanece acima de 12% em 12 meses

 O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) registrou em junho alta de 0,69%, ante 0,59% no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta sexta-feira.  O dado mensal da prévia da inflação brasileira ficou acima da expectativa em pesquisa da Reuters de avanço de 0,62%. O resultado levou o índice a acumular em 12 meses inflação de 12,04%, ainda quase 2,5 vezes o teto da meta oficial para a inflação este ano, que é de 3,5%, com margem de 1,5 ponto percentual para mais ou menos, medida pelo IPCA –já abandonada pelo Banco Central. A leitura para o dado em 12 meses também ficou acima da expectativa, de um avanço de 11,98%. O reajuste de até 15,5% dos planos de saúde acabou apagando o alívio proporcionado pela entrada em vigor da bandeira tarifária verde para as contas de energia. Em junho, os custos dos planos de saúde saltaram 2,99%, exercendo o maior impacto individual sobre o IPCA-15 do mês e levando o grupo Saúde e cuidados pessoais a um avanço de 1,27% no mês. Por outro lado, a alta dos preços do grupo Transportes desacelerou a 0,84% em junho, contra 1,80% em maio, graças à queda de 0,55% nos combustíveis, após avanço de 2,05% no mês anterior. De acordo com o IBGE, embora o óleo diesel tenha subido 2,83%, o etanol e a gasolina caíram 4,41% e 0,27%, respectivamente. Também tiveram queda os preços da energia elétrica, de 0,68%, devido à entrada em vigor a partir de 16 de abril, da bandeira verde, em que não há cobrança adicional na conta de luz. Ainda assim, o grupo Habitação deixou para trás a deflação de 3,85% de maio e passou a subir 0,66% em junho, puxado pelo aumento de 4,29% da taxa de água e esgoto. A alta do grupo Alimentação e bebidas desacelerou a 0,25% em junho, contra 1,52% em maio, com os preços dos alimentos para consumo no domicílio apresentando variação positiva de 0,08%. O Banco Central segue em sua batalha contra a inflação e na semana passada elevou a taxa básica de juros Selic em 0,5 ponto percentual, a 13,25% ao ano, seguindo a indicação de que reduziria a intensidade de seu ciclo de aperto monetário, mas disse que antevê um novo ajuste, de igual ou menor magnitude, na reunião de agosto. As mais recentes projeções do BC apontam para um IPCA de 8,8% ao final deste ano e de 4,0% em 2023, com a autoridade monetária já sinalizando que tentará levar a inflação a um patamar em torno da meta, não exatamente em cima do alvo. A política monetária do BC está atualmente focada na inflação de 2023, e o presidente da autoridade monetária, Roberto Campos Neto, afirmou que, a partir de agosto, 2024 também entrará no chamado horizonte relevante do Banco Central.