Julho Verde: mês dedicado à prevenção do Câncer de Cabeça e Pescoço

Com a adoção do slogan “O câncer tá na cara, mas às vezes você não vê”, a Superintendência Regional de Saúde de Montes Claros – (SRS) realiza nesta sexta-feira, 5 de julho, webnário com cirurgiões dentistas e referências técnicas de atenção primária à saúde dos 86 municípios que integram a macrorregião Norte, com o objetivo de reforçar a importância do diagnóstico precoce do câncer de cabeça e pescoço. A iniciativa faz parte da 5ª Campanha Nacional implementada durante o “Julho Verde”, visando conscientizar a população sobre a importância do autocuidado e da atenção aos primeiros sintomas da doença. Sob a condução da Coordenadoria de Redes de Atenção à Saúde da SRS de Montes Claros, o evento será realizado a partir das 9 horas com a participação da odontóloga, Cristina Paixão Durães. Ela é doutoranda em ciências da saúde pela Universidade Estadual de Montes Claros – (Unimontes) e, entre outras áreas, atua no segmento de odontologia hospitalar, atendimento e reabilitação de pacientes oncológicos A odontóloga Denise Maria Lúcio da Silveira, referência técnica da Superintendência Regional de Saúde explica que “além de avaliar o cenário atual dos casos de câncer de cabeça e pescoço, durante o webnário serão abordadas as estratégias de prevenção, tratamento e qualificação dos profissionais do Sistema Único de Saúde – (SUS)”. O acesso ao webnário será através do link: https://teams.microsoft.com/dl/launcher/launcher.html?url=%2F_%23%2Fl%2Fmeetup-join%2F19%3Ameeting_M2U2MzcwYjQtODllZC00ODQxLThjNWQtY2NiZWY3NTFmNjdi CENÁRIO “O diagnóstico precoce é de fundamental importância para o tratamento eficaz das pessoas com câncer de cabeça e pescoço. Os tumores malignos atingem a boca, língua, palato mole e duro, gengivas, bochechas, amigdalas, faringe, laringe, esôfago, tireoide e seios paranasais. Os sobreviventes desses tumores podem enfrentar perda significativa da qualidade de vida durante e após o tratamento, devido ao comprometimento da fala, além de sequelas funcionais e psicológicas”, explica Denise Silveira. A preocupação da especialista leva em conta o fato de que entre 2019 e 21 de junho deste ano o Painel Oncologia Brasil aponta que em Minas Gerais foram diagnosticados 13 mil 116 casos de câncer de cabeça e pescoço. Em 2023 foram diagnosticados 2 mil 668 casos. Já nos primeiros seis meses deste ano surgiram 389 novos diagnósticos para a doença. Do total de casos de câncer registrados no estado entre 2019 e o primeiro semestre deste ano, o Norte de Minas contabilizou 9,11% das notificações, o que corresponde a 1 mil 195 casos, alerta Denise Silveira. Os casos diagnosticados no Norte de Minas estão distribuídos da seguinte forma por regiões de saúde: Montes Claros (362); Janaúba/Monte Azul (168); Brasília de Minas (128); Taiobeiras (101); Pirapora (83); São Francisco (69); Januária (67); Coração de Jesus (51); Bocaiúva (46); Salinas (45); Francisco Sá (44) e Manga (31). Segundo a Associação de Câncer de Boca e Garganta – (ACBG) Brasil, “estima-se que cerca de 15 mil novos casos de câncer de cavidade oral surjam por ano no país, sendo 80% em homens. Para o câncer de laringe a estimativa é de que oito mil novos casos sejam diagnosticados anualmente no país, sendo 97% provenientes do tabagismo. O consumo de álcool associado ao tabagismo aumenta o risco em 140 vezes para o câncer de laringe”. Em pacientes jovens, pontua a ACBG, “a infecção pelo HPV (papilomavírus humano) tem ampliado o número de novos casos de orofaringe devido à prática do sexo oral sem uso de preservativos. Além disso, a utilização do narguilé (cachimbo de água utilizado para fumar tabaco aromatizado) e o consumo excessivo de álcool também têm correlação com o aumento do número de casos em jovens de 18 a 30 anos”. Busca ativa Denise Silveira lembra que “os serviços municipais de atenção primária à saúde têm papel de fundamental importância na busca ativa, no diagnóstico precoce e encaminhamento de pacientes para tratamento nos serviços especializados existentes no Norte de Minas. Nesse contexto, os agentes comunitários de saúde constituem importantes atores no encaminhamento de pacientes para atendimento especializado, visto que conhecem os territórios e o perfil da sua população de abrangência, mantendo com eles boa comunicação, o que é essencial para rastreamentos, orientações e monitoramento dos casos de câncer”. Os serviços de atenção primária também são responsáveis pela execução de ações voltadas para a promoção da saúde; melhoria dos hábitos alimentares; combate ao tabagismo; realização de ações voltadas ao autocuidado em saúde bucal; aumento do acesso da população aos serviços de saúde e diagnóstico precoce das lesões pré-malignas.

Unidade de extensão em oncologia clínica é inaugurada em Brasília de Minas

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema Neto participou na tarde da última sexta-feira (28/6) da inauguração da Unidade de Extensão em Oncologia Clínica, em Brasília de Minas e que atenderá toda as cidades que compõe a microrregião de saúde deste município. Em Brasília de Minas, a Unidade de Extensão em Oncologia funcionará em Parceria entre a Fundação de Saúde Dilson de Quadros Godinho/Hospital Dilson Godinho (HDG), Prefeitura Municipal e a Gerência Regional de Saúde de Januária. Romeu Zema ressaltou as melhorias significativas na área da Saúde que estão sendo feitas por todo o Estado, e destacou a nova unidade de extensão oncológica, realizando série de investimentos na saúde para descentralizar o atendimento e, assim, contemplar todas as cidades mineiras com serviços que antes eram realizados nos grandes centros. “Nós estamos trabalhando para levar o atendimento de saúde mais próximo da casa do mineiro e, isso tem ocorrido em todo o Estado”, disse o governador. Éder Tadeu Pinheiro Brandão, diretor administrativo da Fundação de Saúde Dilson Godinho destacou o momento histórico e de grande importância para a cidade de Brasília de Minas e para toda a sua microrregião de saúde. “A saúde é um direito fundamental de todo cidadão, e a inauguração desta unidade representa um avanço significativo no cuidado oncológico em nossa região. Sabemos que o tratamento do câncer são desafios enormes para muitas famílias, e a proximidade de uma unidade de extensão pode fazer toda a diferença na luta contra essa doença”, disse o diretor administrativo. Porta de entrada Ainda em sua fala, Éder Tadeu ressaltou que apesar da importância da inauguração da unidade de Brasília de Minas e da unidade de Pirapora – ocorrido na manhã de sexta-feira –, a porta de entrada para o diagnóstico continuará sendo o Hospital Dilson Godinho, em Montes Claros, garantindo a manutenção da excelência no atendimento e diagnóstico. “Com essas duas novas unidades, o acesso ao tratamento oncológico na região norte de Minas Gerais será ampliado significativamente, descentralizando o atendimento e facilitando o atendimento aos usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Elas foram projetadas e equipadas com a mais alta tecnologia e contarão com uma equipe de profissionais altamente qualificados, dedicados e comprometidos com a excelência no atendimento”, finalizou o diretor administrativo. O prefeito de Brasília de Minas, Marcus Vinícius Ferreira Carvalho destacou a importância de o atendimento ficar mais próximo da população, sem precisar de longas e cansativas viagens durante o tratamento oncológico. “Aqui, os pacientes poderão receber tratamentos precisos e adequados e, principalmente, um atendimento humanizado, que respeite e acolha cada indivíduo em sua singularidade e dignidade. Antes, muitos pacientes precisavam se deslocar para grandes centros urbanos, como Montes Claros e Belo Horizonte, em busca de atendimento especializado, enfrentando longas viagens e, muitas vezes, deixando para trás suas famílias e redes de apoio. Agora, pretendemos reduzir essas barreiras e proporcionar um cuidado mais acessível e eficaz, permitindo que mais pacientes tenham acesso aos cuidados especializados mais próximos de suas residências”, ponderou o prefeito de Brasília de Minas.

Codevasf realiza leilão do Projeto Hidroagrícola Jequitaí

Investimentos na região serão de R$ 1,5 bilhão – Projeto consiste na implantação de duas barragens de usos múltiplos no rio Jequitaí, na região dos municípios de Francisco Dumont, Claro dos Poções e Jequitaí, no norte de Minas Gerais A Codevasf realizou nesta sexta-feira (1º) o leilão de concessão do Projeto Hidroagrícola Jequitaí (MG), nas instalações da B3, em São Paulo. O projeto consiste na implantação de duas barragens de usos múltiplos no rio Jequitaí, na região dos municípios de Francisco Dumont, Claro dos Poções e Jequitaí, no norte de Minas Gerais. O empreendimento deverá receber investimentos de R$ 1,5 bilhão durante o período de concessão. “O Projeto Jequitaí promoverá segurança hídrica para até 19 municípios mineiros e impulsionará o desenvolvimento econômico do norte de Minas Gerais com investimentos e com a criação de 100 mil empregos diretos e indiretos. Cerca de 650 mil pessoas serão beneficiadas, por meio de parcerias, com o objetivo de levar desenvolvimento sustentável ao interior do país. Outros empreendimentos serão em breve implantados pela Companhia”, explicou Marcelo Moreira, diretor-presidente da Codevasf. Além da reserva de água para segurança hídrica, o Projeto Jequitaí permitirá a instalação de sistemas voltados para a produção agrícola irrigada em 20 mil hectares. As barragens viabilizarão ainda a geração de cerca de 20 MW de energia. Na área irrigada está prevista a produção de caráter empresarial e a destinação de 200 lotes irrigáveis a pequenos produtores e produtores familiares. A produção é estimada em 350 mil toneladas de alimentos por ano. As duas barragens permitirão o armazenamento de 673 milhões de m³ de água, em uma área de 9 mil hectares. A concessão do Projeto Jequitaí foi concebida pela Codevasf, em parceria com o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e com a Secretaria Especial para o Programa de Parcerias de Investimentos (SEPPI) da Casa Civil. O objetivo do leilão foi a seleção da proposta de maior oferta para a Concessão de Direito Real de Uso (CDRU) de áreas públicas. O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, que representou o presidente Luís Inácio Lula da Silva, ressaltou a importância do empreendimento, citando a atuação da Codevasf no Semiárido. “Esse projeto reúne importantes vocações naturais abundantes no Brasil: água, terra e sol, promovendo melhores condições de vida para a população que vive naquela região. É a realização de um sonho para o povo de Minas Gerais, uma terra que tem vocação para produzir alimento e energia”, disse. Essa concessão terá prazo de 35 anos e tem os mesmos moldes adotados pela Codevasf para o Projeto de Irrigação Baixio de Irecê (BA), o primeiro empreendimento de irrigação a ser leiloado no país. O leilão foi vencido pelo Consórcio Jequitaí, com oferta de R$ 35 milhões pela outorga do empreendimento. O prazo previsto para instalação da primeira barragem do empreendimento é de 48 meses. “Não poderia deixar de registrar o reconhecimento da Codevasf como uma referência dentro do governo federal, dentro do nosso país, de um modelo para promoção de desenvolvimento regional, redução de desigualdades e integração”, afirmou Eduardo Tavares, secretário nacional de Fundos e Instrumentos Financeiros do MIDR, que representou o ministro Waldez Góes. Participaram do evento o secretário nacional de Segurança Hídrica, Giuseppe Vieira; o diretor da Área de Desenvolvimento Integrado e Infraestrutura da Codevasf, Henrique Bernardes; o superintendente regional da Codevasf em Montes Claros, Marco Câmara; o diretor de programa da SEPPI, Bruno Melin; o diretor-geral do Idene (MG), Carlos Alexandre Gonçalves; e o deputado estadual Gil Pereira, entre outras autoridades. Codevasf A Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba (Codevasf) é uma empresa pública federal vinculada ao Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional (MIDR) e atua em 2.688 municípios, em 16 unidades da federação. A Empresa, que completará 50 anos em julho deste ano, mantém 36 projetos públicos de irrigação na bacia do rio São Francisco; esses empreendimentos mantêm 330 mil empregos diretos e indiretos e são responsáveis pela produção de mais de quatro milhões de toneladas de itens agrícolas por ano, com valor bruto de produção de R$ 4,5 bilhões. A Companhia executa políticas públicas voltadas à promoção de desenvolvimento regional, com projetos nas áreas de infraestrutura, segurança hídrica, agricultura irrigada, revitalização de bacias hidrográficas e economia sustentável.

Morreu Antônio César Drummond Amorim, o consagrado escritor bocaiuvense

* Por José Henrique (Juca) Brandão “O homem tem que ser visto, principalmente em toda singeleza como um ser mortal. Sujeito aos pecados e às maldades do mundo. Abaixo de Deus, aquém dos anjos e dos santos, mas infinitamente além das feras, digno de nosso respeito, de nossa compreensão e de nosso amor”. Antônio César Drummond Amorim morreu no último dia 12/06/2024. O seu sepultamento ocorreu 13 de junho, no Parque da Colina Rua Santarém, n. 50, Bairro Cintra – Belo Horizonte. Amigos, parentes, e conterrâneos estiveram lá no último adeus ao brilhante bocaiuvense. Ainda menino e miúdo fora ele enviado para o Seminário Premonstratense em Montes Claros. Lá, recebeu o apelido de Tikim, dos seus colegas internados ali. Quando cresceu mais um pouco desistiu de ser padre. E voltou para a sua querida terra, para ficar junto à sua mãe, a saudosa professora Maria Augusta Drummond Amorim. O seu pai, um negociante, se chamava Sérvulo Pereira de Amorim, morto há anos. Já rapaz e logo que foi possível Antônio César fez concurso para o Banco do Brasil. Aprovado com louvor tomou posse na agência de Bocaiuva. Na sua terra, lançou o seu primeiro livro, com muitos festejos e com a ilustre presença do prefeito, de seus amigos e dos colegas bancários. O glorioso evento literário ocorreu no Bocaiuva Club e foi promovido pela então festejada colunista social, Gabby, ou seja, Heleninha Brandão. “Aldinha não é existe, não é triste? Era nome do seu primeiro livro. Decorridos alguns anos ele se mudou para o Rio. Trabalhou na agência Cinelândia. Depois foi para Brasília (DF), onde laborou no DESED como supervisor na área de comunicação da presidência. Da capital do Brasil, ele retornou a Belo Horizonte. Depois, casado e aposentado, o vitorioso Drummond Amorim veio passar uma longa temporada na sua querida Bocaiuva junto à sua idosa mãe. Nessa quadra, a cidade já tinha feito as pazes com o progresso. Dava-se para se viver razoavelmente e escrever mais ainda. De mim, logo que se instalou com a mulher e filhos, ele recebeu como presente de boas vindas, um galo e uma bela galinha. Quanto aos cachorros, lembrei a ele que na praça, onde iriam morar, existiam muitos deles. E que o alpendre da casa era imenso. Bastariam uns tapetes velhos e comidas, para os bichinhos. Iriam gostar da nova Bocaiuva, bem diferente de Oblivion, da lavra de Monteiro Lobato: “A cidadezinha onde moro, lembra soldado que fraqueasse na marcha e, não podendo acompanhar o batalhão, à beira do caminho se deixasse ficar, exausto e só, com os olhos saudosos pousados na nuvem, de poeira erguida além”… Bocaiuva, a bem da verdade, tinha se tornado outra cidade depois de Wan-Dyck Dumont, com as suas espetaculares gestões. Em que pese os lamentos e os protestos do nosso conterrâneo e premiado Sebastião Nunes: “o prefeito pode até derrubar, os jardins e os bancos das pracinhas da cidade. Ele só não tem o direito de derrubar os jardins e os bancos da minha imaginação”! E Bocaiuva tornou-se brilhante, garbosa e até prosa: “Ora, Minas inteira é distrito de Bocaiuva, com exceção de Montes Claros que tem uma velha rivalidade com Bocaiuva surgida em 1533, nas expedições de Spinozza e Navarro”. (Um fragmento simpático e galhofeiro do magnífico jornalista, Eduardo Almeida Reis – Estado de Minas 21.09.2011) Certa vez estávamos lá na redação do saudoso e glorioso jornal “O Debate de Bocaiuva”, quando chega o Antônio César. -Agora é a sua vez, falamos juntos! Eu e Pedro Rodriguez, o famoso Pedro Sem Medo, digno condutor daquele jornal, com arrojo e grandeza. Daquela feita, era uma edição dirigida ao prefeito Wan-Dyck Dumont. Seriam como assim foram, duas páginas centrais homenageando-o. Visava-se reconhecer os méritos do eterno prefeito. Sem politicagem. Por amizade e reconhecimento. Para tal a nobre demanda coubera ao Antônio César. A bem da verdade, uma digna tarefa! Vejam: “Há muitas maneiras de se começar a falar em Wan-Dyck Dumont. Uma delas, não importa se a mais presunçosa é apelar para a filosofia e usar qualquer coisa como o método socrático, a que chamaram maiêutico, conforme ensina os compêndios. A coisa funciona mais ou menos assim: Por meio de perguntas, orientadas para determinado fim, dobra-se habilmente o outro, levando-o a si contradizer nas respostas até reconhecer um ponto de vista, muitas vezes contrário ou alheio ao que ele pensava antes. Quando a marca de Wan-Dyck Dumont está em jogo, não há como sair do óbvio: com o seu modelo de vida, dribla qualquer questionamento, porque paira acima de toda discussão: é unanimidade e pronto. Batalhador na hora do vamos ver, sem ligar para as altas metafísicas e sem abrir mão da simpatia nata, disparou a criar, a fazer obras, não as que deviam redundar em votos, que ele nunca foi disso, mas aquelas que eram importantes de fato para a comunidade”. No vai e vem inexorável da vida, o Tikim, também apelidado de Moe, coisa dos amigos mais íntimos. Um deles, por exemplo, o saudoso Paulo Katatau. Outros amigos, como nós, era só César. Por fim, nas altas hostes intelectuais, se fez conhecido como Drummond Amorim. Ou seja, quando ele já era um astro na literatura infanto- juvenil brasileira. No livro, Beto, o analfabeto, ele me dedicou: “Para Juca um abraço de A.César Boc. 15. VII. 2008. Na pag. 96 deste mesmo livro há o cabedal intelectual do César, até o ano de 2008: Co-diretor/editor do Suplemento Literário de Minas Gerais. Com romances e contos para adultos e jovens, obteve duas dezenas de prêmios em âmbito nacional, entre outros: “Guimarães Rosa,” “João de Barro”, “Cidade de Belo Horizonte” (MG), “Alfredo Machado Quintella”, “Altamente Recomendável” (RJ), “Concurso Nacional de Contos (PR)”, “Status” (SP). Livros seus foram selecionados em programas dos governos, Federal e de Minas Gerais e adaptados para cinema, teatro, rádio, televisão e festas populares. Publicou Historia de um primeiro amor (RJ, Record; Belo horizonte; Belo Horizonte, comunicação, Dimensão), De Milena, circo e sonhos ( Belo Horizonte, Imprensa Oficial; Comunicação, Balé de Sombras ( Belo

Queimadas prejudicaram 200 mil clientes da Cemig em 2023

De janeiro a maio deste ano, ainda no período chuvoso, mais de 11 mil clientes tiveram o fornecimento interrompido As queimadas são grandes causadoras de ocorrências no setor elétrico, além de prejudicar a qualidade do ar, a flora e a fauna. Em 2023, a prática provocou 442 incidentes na rede elétrica da Cemig, prejudicando o fornecimento de energia para 200 mil clientes. E, a partir desta época do ano, em que se configura o período seco, as queimadas costumam se intensificar. No ano passado, na Região Norte, a Cemig registrou 112 ocorrências de queimadas, que prejudicaram mais de 35 mil clientes. Neste ano, de janeiro a maio, no norte do estado, foram 10 interrupções no serviço, que prejudicaram cerca de 700 unidades consumidoras da companhia. Para reduzir o número de acidentes provocados por queimadas e conscientizar a população sobre os riscos dessa prática, a companhia realiza constantemente campanhas educativas com veículos de comunicação, redes sociais e entidades. Além disso, é importante destacar que fazer queimada pode ser considerado crime e levar a pessoa responsável à prisão. Uma ocorrência na rede elétrica pode deixar hospitais, comércios e escolas sem o fornecimento de energia elétrica. O engenheiro de Sustentabilidade da Cemig, Demetrio Aguiar, explica os danos que o incêndio pode causar à rede elétrica e também os prejuízos que essa prática pode causar à população. “As chamas danificam equipamentos – como postes, cabos e torres – e tornam o restabelecimento do serviço mais demorado, o que pode trazer transtornos para os clientes das distribuidoras. Além disso, o alto volume de fumaça pode trazer sérios danos à saúde, principalmente nesta época do ano em que doenças respiratórias são mais comuns. As pessoas precisam se conscientizar dos impactos causados por suas ações, pensar de forma coletiva e evitar dar início a focos de incêndio que podem tomar grandes proporções e causar muitos estragos”, alerta. Demetrio Aguiar também destaca que grande parte dos focos de incêndio é causada por ação humana. “Por isso, a companhia procura reduzir desligamentos provocados por queimadas que atingem o sistema elétrico alertando a população a respeito dos riscos e consequências, especialmente nesta época do ano, caracterizada por baixa umidade e vegetação seca”, ressalta. Dificuldade de acesso prejudica atuação da Cemig De acordo com Demetrio Aguiar, os equipamentos da rede elétrica, quando expostos às queimadas, têm seu funcionamento prejudicado, o que pode causar o desligamento de linhas de transmissão, de distribuição e subestações, bem como causar graves acidentes com pessoas que estão próximas a estas áreas. “Um dos maiores desafios para as equipes de campo é chegar ao local da ocorrência para fazer o reparo. Normalmente, são locais de difícil acesso e em áreas rurais muito amplas. Além disso, levar estruturas pesadas, como torres e postes, em áreas acidentadas, torna ainda mais complexa a manutenção das redes danificadas pelas queimadas”. Atuação preventiva e medidas de segurança Para minimizar ocorrências deste tipo em sua área de concessão, a Cemig realiza, constantemente, ações preventivas, investindo na limpeza de faixas de servidão, com poda de árvores e arbustos, além da remoção da vegetação ao redor dos postes e torres. A companhia também realiza inspeções em suas linhas de transmissão, para identificar e mitigar riscos potenciais e tentar evitar ocorrências causadas por queimadas. Somente em manutenção preventiva, a Cemig está investindo R$ 311 milhões em toda a sua área de concessão. Algumas medidas simples podem ser tomadas pela população para conter os riscos. As pessoas devem apagar com água o resto do fogo em acampamentos, para evitar que o vento leve as brasas para a mata, além de não jogar pontas de cigarros acesas na estrada ou em áreas rurais. Outra atitude consciente é não deixar garrafas plásticas ou de vidro expostas ao sol em áreas com vegetação, porque estes materiais podem criar focos de incêndio. Também existem restrições para a realização de queimadas mesmo quando permitidas por lei: não devem ser realizadas a menos de 15 metros de rodovias, ferrovias e do limite das faixas de segurança das linhas de transmissão e distribuição de energia. A Cemig lembra, ainda, que é proibido o uso de fogo em áreas de reservas ecológicas, preservação permanente e parques florestais. Em caso de incêndios, a Cemig (116) e o Corpo de Bombeiros (193) devem ser avisados o mais rápido possível. Vale destacar que todos podem denunciar a prática de queimadas ilegais, de maneira anônima, ligando gratuitamente para o telefone 181. Tecnologia contra o fogo A Cemig investe na tecnologia do projeto Apaga o Fogo!, em parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Por meio da plataforma online www.apagaofogo.eco.br, que disponibiliza imagens em tempo real, a empresa e qualquer usuário voluntário podem identificar focos de incêndio em sua fase inicial. Essas imagens são processadas por algoritmos de inteligência artificial que podem validar – já no início – focos de fumaça, além de monitorar a evolução de um incêndio. A plataforma também permite a participação de internautas, que podem se cadastrar e auxiliar na identificação dessas queimadas. (Ascom-Cemig)

Polícia desarticula esquema de pirâmide financeira em Taiobeiras

Segundo a Polícia Civil, foram cumpridos oito mandados de busca e apreensão. Uma ordem judicial de prisão foi expedida, mas o alvo não foi localizado. A Polícia Civil realizou uma operação de combate a um esquema de pirâmide financeira em Taiobeiras e Indaiatuba nesta sexta-feira (7). A ação, denominada Ponzi, recolheu celulares, aparelhos eletrônicos, cartões de crédito e documentos contábeis durante o cumprimento de oito mandados de busca e apreensão. Havia ainda uma ordem judicial de prisão, cujo alvo – sócio-administrador da empresa investigada – não foi encontrado. Segundo as informações divulgadas pela PCMG, a Justiça também autorizou o bloqueio de bens e valores e expediu ordem de sequestro de veículos e imóveis registrados em nome de pessoas físicas e jurídicas investigadas. A medida tem como objetivo o ressarcimento dos valores investidos pelas vítimas. “Há indícios de que a empresa funcionava em esquema de pirâmide financeira, cujo sucesso apoiava-se no crescimento exponencial por parte de novos investidores, indicando uma população crescente em camada sucessiva, com promessa de rendimentos atrativos e bastante elevados em relação ao praticado normalmente no mercado”, detalhou a delegada Mayra Coutinho. Conforme a delegada, a empresa alvo da operação movimentou milhões de reais e causou prejuízos para um número ainda indeterminado de vítimas, a maior parte no Norte de MG. Sobre o esquema, a Polícia Civil detalhou que os investigados ofereciam rendimentos para o dinheiro investido, dessa forma os clientes captavam mais participantes. Conforme a pirâmide foi se afunilando, a empresa não pagava mais os rendimentos, o que levou ao seu fechamento. “Os alvos são pessoas físicas e jurídicas relacionadas ao investigado e, as medidas visam angariar outros elementos para subsidiar as provas já coletadas no inquérito policial que está em curso”, explicou. Esquema Ponzi é uma operação fraudulenta sofisticada de investimento do tipo esquema em pirâmide que envolve a promessa de pagamento de rendimentos anormalmente altos (“lucros”) aos investidores à custa do dinheiro pago pelos investidores que chegarem posteriormente, em vez da receita gerada por qualquer negócio … Wikipédia

Viagem para a origem – Artesãos movimentam R$ 115 mil em vendas

A expedição “Viagem para a origem”, que levou lojistas de nove estados para conhecer e comprar diretamente dos artesãos do Norte de Minas, gerou R$ 115 mil em compras diretas e encomendas. A expedição “Viagem para a origem”, que levou lojistas de nove estados para conhecer e comprar diretamente dos artesãos do Norte de Minas, gerou R$ 115 mil em compras diretas e encomendas. O resultado foi divulgado pelo Sebrae Minas e pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico do Governo de Minas (Sede-MG). Entre os dias 20 e 25 de maio, o grupo visitou as cidades e núcleos de produção nos municípios de Pirapora, Januária, Cônego Marinho, Grão Mogol, Salinas e Taiobeiras. Compradores dos Estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina, Bahia, Alagoas, Sergipe, Ceará e Distrito Federal conheceram de perto o processo de produção e compraram o artesanato norte-mineiro. Ao todo, 19 artesãos comercializaram peças como as cerâmicas das Oleiras do Candeal, comunidade quilombola de Cônego Marinho; carrancas feitas de madeira em Pirapora e Januária; a arte em argila de Taiobeiras e do distrito de Ferreirópolis, em Salinas; as riquezas do artesanato Grão Detalhe, com peças inspiradas pela fauna e flora de Grão Mogol, além de itens produzidos por artesãos de cidades próximas às citadas acima. “Os bons números proporcionados pela expedição evidenciam a importância do artesanato para a região. O setor é um elo dentro da cadeia do turismo, uma vez que divulga a cultura e gera oportunidade de negócios. As cidades que já têm suas belezas naturais agregam renda ao despertar no turista o interesse pelas peças artesanais”, enfatiza o gerente do Sebrae na Regional Norte, Jadilson Borges. MERCADOS O empresário Marcos Marcelo é dono de uma galeria de arte em Aracaju e trabalha com arte popular brasileira. “A visita foi sensacional. Fiquei encantado com as peças feitas em argila do Candeal com a pintura primitiva, que traz o aconchego da cerâmica e a personalidade do artesão, dando uma estética mineira diferente de outros lugares, sendo exclusiva dessa região”, conta. Artesã do grupo Oleiras do Candeal, comunidade quilombola de Cônego Marinho, Nilda Muniz Faria revela que a chegada da expedição incrementou a renda, e conferiu visibilidade às produções. “A visita dos lojistas foi muito importante para mostrarmos nosso trabalho, e vendermos nossas peças. Essa conexão gera um vínculo maior entre a gente. Além de comprar, eles divulgam nosso trabalho em outros estados”, conclui. VIAGEM A “Viagem a Origem” foi promovida com o objetivo de aproximar artesãos de compradores nacionais, ampliando o acesso a novos mercados e promovendo a valorização da origem das peças, traduzida na qualidade do design, riqueza dos detalhes e diversidade de matérias-primas. O Sebrae Minas incentiva a venda do artesanato mineiro em grandes eventos do setor, dando mais visibilidade ao trabalho dos artesãos. Eles ainda têm acesso às soluções voltadas para a gestão dos negócios e novas metodologias de trabalho, que utilizam a inovação e o design para o desenvolvimento de novas coleções e produtos, priorizando a origem e a tradição local, além da promoção da cultura de cooperação entre as associações de artesãos.

Conab promove o fortalecimento da biodiversidade brasileira

É possível promover a biodiversidade a partir das práticas e saberes dos povos, com geração de renda: em 2023, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) operacionalizou mais de R$ 26 milhões com subvenções diretas aos extrativistas É possível promover a biodiversidade a partir das práticas e saberes dos povos, com geração de renda: em 2023, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) operacionalizou mais de R$ 26 milhões com subvenções diretas aos extrativistas. São beneficiados povos indígenas, comunidades tradicionais e agricultores familiares extrativistas que vivem da coleta e usam recursos naturais com sustentabilidade, fomentam a conservação do meio ambiente e contribuem com a redução do desmatamento, como forma de minimizar os efeitos das mudanças climáticas. A aão, feita por meio da Política de Garantia de Preços Mínimos para os Produtos da Sociobiodiversidade (PGPMBio), beneficiou cerca de 14 mil extrativistas com a garantia de renda, quando seus produtos foram vendidos por valores abaixo dos preços de referência. A PGPMBio garante um preço mínimo para 17 produtos extrativistas que ajudam na conservação dos biomas brasileiros: açaí, andiroba, babaçu, baru, borracha extrativa, buriti, cacau extrativo, castanha-do-brasil, juçara, macaúba, mangaba, murumuru, pequi, piaçava, pinhão, pirarucu de manejo e umbu. No ano passado, foram comercializadas quase 17 mil toneladas de produtos em todo o país, com destaque para a castanha de babaçu e o pinhão, que somaram mais de 88% do total pago. O fortalecimento de parcerias e ações direcionadas aos territórios estratégicos da sociobiodiversidade, em especial, na Amazônia brasileira, têm sido prioridade na atual gestão da Conab. “Pretendemos que a atuação da CONAB fortaleça os modos de vida dos povos e comunidades tradicionais e a promoção da biodiversidade. Além disso, realizar a sistematização de experiências e, com a participação das organizações sociais, possamos estabelecer, em conjunto com outros órgãos do governo federal que incidem nessa agenda, novas bases para a PGPMBio”, ressalta o diretor de Política Agrícola e Informações da Conab, Sílvio Porto. Na trajetória de sustentabilidade dos biomas, a PGPMBio tem feito a diferença na vida de muitos extrativistas. É o caso de Raquel Leal Andrade Ribeiro, da comunidade de Vila União, no município de Lontra, em Minas Gerais. “Antes desse apoio, os nossos produtos não eram pagos pelo preço justo, e isso nos desmotivava a continuar com a coleta”, lembra Raquel. “Esse recurso mudou a vida em nossa comunidade e nos dá mais força de vontade para trabalhar”. SANTO ANTÔNIO DO RETIRO Já Edson Antunes Barbosa, extrativista da comunidade de Sucuruiu, no município de Santo Antônio do Retiro, Norte de Minas, acessou a PGPMBio por meio da comercialização do pequi, já que vendeu o fruto por um valor abaixo do mínimo fixado pelo governo federal. Ele garante que o apoio traz mudanças para a biodiversidade local. “A segurança de preço na venda incentiva as pessoas de nossa comunidade a cultivar melhor o pequi, a reconhecer a importância desse produto que, até então, não era valorizado”, afirma. Para Nilson José da Cruz, extrativista da comunidade de Lameirão, no mesmo município, a influência da PGPMBio nas famílias em sua região vai além: “Desde que começamos a receber a subvenção, trabalhando juntos para coletar mais e melhor e cuidar da preservação, reforçamos ainda mais os laços no nosso grupo familiar”. Em Minas Gerais, a PGPMBio começou a tomar força em 2015 e teve um crescimento exponencial. Em 2024, a previsão é que o estado tenha cerca de 6 mil processos de solicitação, especialmente para o pequi do Bioma Cerrado e o pinhão na Mata Atlântica. No Estado do Maranhão, historicamente o maior operador da PGPMBio, o principal produto subvencionado é o babaçu, cuja coleta é predominantemente realizada por mulheres. Em 2023, foram disponibilizados R$ 14,2 milhões para 7.345 extrativistas em 37 municípios, o que corresponde a 6.457 toneladas de amêndoa. A extrativista Albeniza Barros da Costa dos Santos, do município de Zé Doca, no oeste maranhense, começou a trabalhar quebrando coco babaçu desde pequena, mas foi só na vida adulta, com a PGPMBio, que sua atividade transformou sua vida. “Antigamente, trabalhávamos para comprar um quilo de arroz ou farinha para comer”, recorda Albeniza. “Com o apoio dessa subvenção, nós conseguimos não só garantir a alimentação, mas melhorar nossas vidas no geral. Eu pude, aos poucos, construir uma casa e um lar para minha família”. O Dia Internacional da Biodiversidade, criado pela Organização das Nações Unidas (ONU) em 22 de maio de 1992, com o objetivo de alertar a população mundial sobre a importância da diversidade biológica e da preservação da biodiversidade em todos os ecossistemas, relembra a necessidade de promover ações em favor da qualidade de vida em todo o planeta. Nesse sentido, a PGPMBio insere-se como importante ação positiva do governo em favor da preservação dos ecossistemas brasileiros, e como comprovação de que as políticas públicas sociais podem estar alinhadas com a valorização da sociobiodiversidade e com os interesses global.

Bocaiuva recebe evento “Inspirience – rolê de Marketing Digital e Inovação” para pequenos negócios

Evento será realizado dia 20 de junho e soma inspiração e experiência para apoiar os pequenos negócios no ambiente digital Grandes profissionais de marketing digital e empreendedores de sucesso vão estar reunidos no Inspirience – rolê de Marketing Digital e Inovação, no dia 20 de junho, em Bocaiuva, no Norte do estado. A ação é resultado de uma parceria entre Sebrae Minas, Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) e Sicoob Credinor. As atividades serão realizadas das 14h às 20h, no Espaço D – avenida Prefeito José Maria Figueiredo, 2.312. As inscrições estão abertas e devem ser feitas pelo site Sympla . O evento é a junção de inspiração e experiência, com a apresentação de tendências e práticas do universo digital. Um dos palestrantes será o colunista da revista Exame e especialista em estratégia, João Branco. Ele é apontado como um dos profissionais de marketing mais respeitados do país. Foi líder da equipe que fez o McDonald’s se transformar em Méqui, e registrar todos os recordes de vendas da história do BigMac. “Essa é a segunda edição do evento que, em 2023, contou com grande público e trouxe excelentes resultados. Para esse ano, esperamos um interesse ainda maior dos donos de pequenos negócios, uma vez que eles precisam traçar estratégias para enfrentar desafios do mercado cada vez mais competitivo”, destaca o analista do Sebrae Minas Pedro Viana. O presidente da ACE/CDL de Bocaiúva, Rafael Wilke Caldeira, reforça a importância do evento para os empresários da região. “Temos um comércio forte, e aperfeiçoar as habilidades no meio digital é fundamental para o sucesso nas vendas e no atendimento ao cliente, temas que serão amplamente abordados pelos palestrantes”, enfatiza.

3º Festival gastronômico e cultural de Januária valoriza sabores e saberes do sertão mineiro

Evento gratuito apoiado pelo Sebrae terá a participação de nove empreendimentos participantes do Prepara Gastronomia Para fomentar o turismo gastronômico e valorizar a cultura local, será realizada, de 7 a 9 de junho, a terceira edição do Festival Gastronômico e Cultural de Januária* , no Norte do estado. Com entrada gratuita, o evento tem início às 18h, na Praça Patrocínio da Mota, no Centro da cidade. A realização é da Prefeitura em parceria com o Sebrae Minas. No Festival, nove empreendedores locais vão expor e comercializar pratos elaborados com apoio do programa Prepara Gastronomia – iniciativa do Sebrae Minas para capacitar os pequenos negócios do segmento de alimentação fora do lar. Ao longo desse ano, eles receberam orientações sobre gastronomia, precificação, marketing digital, inovação no cardápio e melhoria no atendimento. Na receita dos pratos do Festival, estão ingredientes regionais como frutos do Cerrado, carne de sol, farofa, rapadura, requeijão, queijo e cachaça. ”São itens que representam nossa identidade cultural, nosso modo de fazer e utilizar ingredientes originários das riquezas da nossa terra. Cada prato tem a sua história,” destaca o chefe de cozinha Afonso Bicalho. A importância de capacitar os empreendedores do setor de alimentação fora do lar é destacada pela analista da entidade Aline Magalhães. “A cada ano percebemos a evolução dos empreendedores do setor, e a valorização da nossa culinária e das nossas tradições”, reforça. Confira os estabelecimentos e os pratos que serão comercializados: Taty Cake – Cerrado em Fatia; Cozinha e Delivery -Sol do Sertão; Chapada Paulista – Velho Chico; Canoeira– Costela Canoa; Coisas da Roça – Caipira; Tutto Belo – Sertanejo; Zé Lucas – Bolinho das Gerais; Pequitinha – Picado de Arroz; Cachaça Caribé– Drink Ouro de Minas.