OS VÍCIOS – Em 2008 escrevi sobre isso e hoje repito – Por Pedro Ruas Neto*

Sei que posso e estou consciente. Português é difícil e procuro ser eclético. O texto é sobre o vício, sem A. Os vícios podem ser percebidos em muitos homens e mulheres. Entorpecentes, doces, remédios, ir e vir sempre pelo mesmo rumo, costumes repetitivos, tudo isso é vício. O primeiro é o peito. Depois, vêm os outros. Temos que ter discernimento e conhecimento porque esse tormento doe em quem tem vício e muitos, próximos, sofrem. Existem médicos e feiticeiros que prometem tudo. Uns creem nisso. Outros têm Deus como socorro. Enfim, é possível ser livre dos vícios. Determine em si próprio e renegue gole, jogos, muito sexo, tudo sem controle. Pensem bem: nós podemos decidir sobre o presente e o futuro. Por isso, sempre que tivermos desejos viciosos, contemos: um, dois, três. Pronto, refletindo, seguimos em frente, sem sofrer. Ser feliz é o princípio de tudo que queremos. O vício impede muitos de serem felizes. Eu mesmo sofri com este tormento, mesmo sendo consciente dos erros. Esforcei e deixei o vício (muito gole) em 2023. Escrevo este texto e espero contribuir com os que sofrem com este erro terrível e desejo que melhorem, se possível, eu e eles, libertos de vez. Terminei o texto. Quem escreveu? repórter Pedro Neto.

MST completa 40 anos de luta pela distribuição de terras no país

Movimento atualmente está presente em 24 estados A luta pela terra sempre esteve presente na história do Brasil, fruto da concentração de terras desde o período colonial. Revoltas, guerras e repressão marcaram a disputa pela sobrevivência no país, como as lutas camponesa, indígenas e quilombolas.  No final da década de 1970, ressurgiram as ocupações de terra por camponeses, principalmente na região sul, em meio à forte repressão da ditadura. E a sociedade brasileira se organizava pela redemocratização. Em 22 de janeiro de 1984, em Cascavel, no Paraná, camponeses, pequenos agricultores, posseiros e excluídos rurais se juntaram no 1º Encontro Nacional dos Sem Terra. Esse evento marcou a fundação do maior movimento social pela distribuição de terras do país, o Movimento dos Trabalhadores Sem-Terra (MST). Para o professor da Universidade de Brasília e pesquisador sobre a questão agrária no país Sérgio Sauer, o MST ampliou as suas lutas ao longo desses 40 anos. “A organização que luta pela terra se ampliou para outras lutas: luta por educação, luta por saúde, luta por condições dignas de vida no campo. A garantia de vida no campo passa pelo acesso acesso à terra, mas acesso com dignidade, crédito, assistência técnica, condições saudáveis de produção, portanto menos violência e assim por diante.” Mas a violência do campo sempre acompanhou a luta pela terra. Só em 2022, 70 pessoas foram mortas em conflitos agrários, segundo a Comissão Pastoral da Terra. O professor Sérgio Sauer destaca que a impunidade impede a diminuição dessa violência. Já Ceres Hadich, integrante da Direção Nacional do MST, afirma que essa é uma estratégia do agronegócio contra os excluídos do campo. “Ao longo desses 40 anos, perpassaram a história do nosso movimento, nesse processo de tentar impedir a ação da organização popular a partir do uso da força e da violência. E também seguem resistindo, por meio da ação do estado, seja por meio das milícias organizadas, ou mesmo dos fazendeiros e da força do agronegócio, hoje cada vez mais organizada e violenta no campo brasileiro.” O pesquisador Sérgio Sauer ressalta que a reforma agrária ainda é uma demanda social frente às desigualdades existentes no campo. “Do ponto de vista mais estrutural, econômico e social, a reforma agrária continua sendo uma demanda social. Onde se tem, de um lado, mais ou menos um milhão de famílias assentadas em projetos de reforma agrária, tem pelo menos outro um milhão, um milhão e meio de famílias sem terra ou com menos terra do que o mínimo necessário para viver.” E o movimento dos sem terra cresceu e se organiza hoje em 1900 associações, 185 cooperativas e 120 agroindústrias para produzir e comercializar os produtos da reforma agrária. Ceres Hadich afirma que o MST amadureceu e adaptou seus instrumentos de luta. “Um amadurecimento do MST em relação à necessidade de calibrar melhor, a gente poderia dizer na roça, né, amolar melhor as nossas ferramentas de luta para poder fazer o nosso pleito render. A cada momento histórico, se organizou para poder fazer com que nossos objetivos de fato se realizassem, a nossa luta fosse cumprida em concordância aos nossos princípios, que também se mantiveram ao longo desses 40 anos.” Segundo o MST, o movimento atualmente está presente em 24 estados, com 400 mil famílias assentadas e 70 mil acampadas. Agência Brasil

Secretário da PBH mantém atuação no Norte de Minas e incomoda servidores

Zé Reis, segundo relatos de funcionários, estaria deixando a gestão da pasta em segundo plano para se promover junto a prefeitos e eleitores das cidades onde ele mantém base eleitoral O esforço que o secretário de Meio Ambiente de Belo Horizonte, o ex-deputado estadual Zé Reis (Podemos), faz para agradar suas bases eleitorais no Norte de Minas tem causado insatisfações entre os servidores da pasta na prefeitura da capital. Segundo relatos de funcionários, Zé Reis estaria deixando a gestão da pasta em segundo plano para se promover junto a prefeitos e eleitores das cidades onde ele mantém base eleitoral. Ele foi deputado até 2022, mas não conseguiu se reeleger. Naquele ano, José Reis, que é vice-presidente do Podemos em Minas, fez dobradinha com a então presidente da Câmara Municipal de Belo Horizonte, Nely Aquino (Podemos), candidata a deputada federal e presidente do partido no Estado. Entre as reclamações listadas pelos servidores da pasta está o uso de assessores nomeados pelo secretário e que seriam utilizados para fazer promoção pessoal do gestor em vez de trabalhar para projetos da secretaria. “Ficam atrás dele filmando e fotografando tudo, só para postagem em redes sociais e fazer campanha”, dizem. Nas redes sociais, o secretário continua, inclusive, utilizando o seu slogan de campanha, “Gente que Vale”, como mote em todas as suas postagens. Ele mostra, por exemplo, sua participação na inauguração de uma ponte sobre o rio Pardo, em Januária, no Norte de Minas, principal destino de Zé Reis em dezembro último. O secretário também participou, ao lado do governador Romeu Zema (Novo) e do senador Cleitinho (Republicanos), da inauguração de um centro de hemodiálise na cidade, cujas verbas foram solicitadas por Zé Reis quando era deputado. Além disso, o secretário registrou, ainda em dezembro, participação na entrega de um microtrator, em Chapada Gaúcha, também no Norte de Minas. Na região, ele ainda participou, na Câmara Municipal de Montes Claros, em 8 de dezembro, feriado na capital mineira, da entrega de título de cidadão honorário para um empresário do ramo hospitalar da cidade. Já no início de janeiro, ainda em Januária, ele participou, ao lado do prefeito, Maurício Almeida (PP), da entrega de cinco veículos para uso na Secretaria Municipal de Saúde. José Reis assumiu o cargo na Prefeitura de Belo Horizonte em abril de 2023. Ao longo do ano, o secretário fez postagens ao lado do prefeito da capital, Fuad Noman (PSD), em projetos ambientais, sempre intercaladas com diversos registros de participações e homenagens a políticos de sua base eleitoral, como entregas em Montalvânia, Porteirinha e Pirapora. A reportagem tentou contato com o secretário via mensagem e telefone e também acionou a assessoria de comunicação da prefeitura pedindo posicionamento, desde o último dia 9, porém não havia obtido retorno até ontem à noite de ontem O Tempo

Ave de Botumirin é transferida para o Paraná para evitar extinção

A rolinha-do-planalto (Columbina cyanopis), que corre risco de ser extinta e foi encontrada no Parque Estadual de Botumirim, no Norte de Minas, foi transferida para Foz do Iguaçu, a 1.918 quilômetros de distancia, para se procriar. A operação realizada pelo Ibama é porque apenas duas espécimes foram encontradas ainda no Brasil. A rolinha-do-planalto não chama a atenção apenas pelos olhos azuis e a bela plumagem marrom-castanho: ela está entre as aves mais raras do mundo. A espécie, que vivia no Cerrado e era avistada de Goiás a São Paulo, de Mato Grosso a Minas Gerais, praticamente desapareceu do mapa e não era encontrada na natureza há 75 anos. Mas essa história ganhou uma reviravolta surpreendente em 2015, quando 12 rolinhas-do-planalto foram descobertas ao acaso no município mineiro de Botumirim. Desde então, um time de cientistas lançou uma verdadeira ‘operação de guerra’ para tentar salvar essa espécie da extinção. E o mais recente capítulo deste trabalho aconteceu nos primeiros meses de 2023, quando dois ovos da rolinha-do-planalto foram retirados da natureza e incubados com o auxílio de máquinas e especialistas. Os filhotes que nasceram foram então transportados de jatinho até Foz do Iguaçu, onde inaugurarão um viveiro cheio de cuidados especiais – para que, no futuro, indivíduos dessa espécie possam ser reintroduzidos na natureza. Em 2015, o ornitólogo Rafael Bessa viajava pelo interior de Minas Gerais quando decidiu parar num determinado local da Serra do Espinhaço, no Norte de Minas, para tirar fotos e apreciar a vista. Foi aí que o especialista ouviu o canto de um pássaro diferente, que ele não reconheceu de primeira. Ele resolveu voltar ao mesmo lugar no dia seguinte, munido dos equipamentos necessários para registrar aquela espécie misteriosa. “Só pensava em documentar e aproveitar o momento. Até então, não sabíamos absolutamente nada sobre a espécie, e aqueles poucos minutos de observação poderiam significar muito para a conservação da rolinha”, disse Bessa. O biólogo Pedro Develey, diretor-executivo da Save Brasil, ONG que trabalha pela conservação das aves na natureza, lembra que ficou sabendo da descoberta durante a realização do Congresso Brasileiro de Ornitologia de 2015, em Manaus. “Os registros eram extraordinários. Estávamos diante de uma das maiores descobertas da ornitologia do último século. Só conhecíamos a rolinha-do-planalto por algumas peças de museu, e os órgãos responsáveis já a classificavam como uma espécie praticamente extinta”, pontua. A descoberta de Bessa deu início a uma verdadeira corrida contra o tempo. Afinal, ele só havia observado cerca de 12 indivíduos no local. “Um de nossos primeiros questionamentos foi justamente sobre a propriedade. Quem era o dono daquela terra? Tratava-se de uma área protegida? Havia alguma ameaça à vida daquelas poucas aves?”, questiona Develey. A Save Brasil começou a fazer toda essa investigação e, em cerca de três anos, comprou o terreno localizado na cidade de Botumirim com recursos próprios para montar uma reserva natural privada de 600 hectares. Proteção das aves “Em paralelo, trabalhamos com o governo de Minas Gerais para a criação do Parque Estadual de Botumirim, que tem 35 mil hectares”, conta o biólogo. A primeira missão estava cumprida: a área onde as raras rolinhas-do-planalto foram observadas depois de tanto tempo estava finalmente protegida. Começava, então, a próxima etapa. “A gente precisava entender a biologia dessa ave. O que ela come, onde vive, se faz migração, como se comporta nas temporadas de chuva ou seca, como se reproduz…”, lista Develey. E, ao longo dos estudos, os cientistas depararam com uma boa notícia. “A rolinha-do-planalto é prolífera quando o assunto é fazer ninhos e botar ovos. Ela pode fazer até três posturas de ovos durante a temporada reprodutiva, que acontece durante a primavera e o verão”, explica. Isso significa, portanto, que os especialistas poderiam colher ovos logo no início desse período de reprodução sem prejudicar o futuro da espécie na natureza, já que a fêmea botaria outra unidade na sequência, sem prejuízos. “A gente também percebeu que a predação dos ovos era muito alta”, acrescenta o biólogo. Outras aves maiores costumam entrar nos arbustos onde a rolinha-do-planalto esconde o ninho para roubar os ovos e usá-los como alimentos. Ao retirar o primeiro ovo, portanto, os cientistas evitariam o “desperdício” de um material tão precioso. “Vale ressaltar que temos todas as licenças ambientais para realizar esse trabalho e, antes de iniciar o projeto, fizemos um workshop com 20 instituições e quase 30 especialistas do mundo todo”, pondera Develey. “Foi nessa reunião que planejamos todas as ações de acordo com as evidências científicas e as experiências prévias”, completa. Todo o planejamento de quase oito anos foi colocado em prática na última temporada reprodutiva, entre o final de 2022 e o início de 2023. Os cientistas coletaram dois ovos da rolinha-do-planalto na natureza. Eles foram colocados numa incubadora artificial e tiveram todos os parâmetros monitorados de perto. O processo de desenvolvimento dos embriões foi marcado por alguns sustos. “Certo dia, aconteceu uma queda de luz e não podíamos ficar sem energia. Tivemos que comprar um gerador para garantir o funcionamento dos aparelhos”, relata. “Passamos momentos de muita tensão, pois tínhamos que cuidar de dois ovos de uma das espécies mais raras do mundo”, constata ele. Felizmente, deu tudo certo: os dois filhotes nasceram nos dias 21 e 22 de fevereiro, sob o olhar atento e um tanto apreensivo da equipe de especialistas. Nos primeiros dias, eles foram alimentados com papinhas entre às 6 horas da manhã e às 18h da tarde. Parceria para o cuidado das aves Ambos se desenvolveram bem e estavam prontos para alçar um voo precoce — e inédito. Um dos ovos da rolinha-do-planalto recolhido da natureza. “Nós, da Save Brasil, conhecemos muito sobre a conservação das aves na natureza, mas não temos expertise sobre o manejo e o cuidado delas em cativeiro”, admite Develey. “Foi daí que surgiu a parceria com o Parque das Aves.” Localizada em Foz do Iguaçu, no Paraná, a instituição tem como foco a conservação das aves da Mata Atlântica e aceitou a missão de abrigar os filhotes da rolinha-do-planalto. Tinha início, assim,

Pacheco aciona governo Lula para atenuar seca no Norte de Minas

Presidente do Senado quer que ministérios atuem para minimizar efeitos da crise O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), irá acionar o governo Luiz Inácio Lula da Silva, nesta segunda-feira (18), para que sejam adotadas medidas visando amenizar os efeitos da seca prolongada no Norte de Minas Gerais. Segundo o senador mineiro, além de ajuda emergencial às famílias, é necessário um plano de recuperação financeira com renegociação de dívidas e concessão de crédito. O foco seriam os pequenos e médios produtores rurais. “A seca está castigando o Norte de Minas. Onze meses sem chuva e temperaturas acima do normal. Amanhã, segunda-feira, acionarei o Governo Federal para que ações dos ministérios possam minimizar os efeitos da crise. Fornecimento de milho para o gado, disponibilização de caminhão-pipa, ajuda emergencial a famílias mais necessitadas e um plano de recuperação financeira com renegociação de dívidas e concessão de crédito, em especial para os pequenos e médios produtores”, afirmou Pacheco, em nota. “Não tenho dúvida do compromisso do governo federal em nos ajudar a enfrentar esse grave problema econômico, ambiental e social”, complementou o parlamentar. Nos últimos meses, o Norte de Minas vem tendo algumas das cidades mais quentes e secas do país. Em Salinas, a umidade mínima do ar chegou a 11%, o que indica estado de emergência. Itaobim (13%) e Espinosa (15%) também estão na lista. Rodrigo Pacheco tem se aproximado do governo federal para tratar de assuntos referentes ao Estado. O senador também articula, junto ao Palácio do Planalto, um plano alternativo ao do governador Romeu Zema (Novo) para solucionar a dívida bilionária de Minas com a União, hoje estimada em R$ 160 bilhões. Via Jornal O Tempo

Norte de Minas ganha novo deputado federal – Por Waldo Ferreira*

Suplente do PDT, Délio Pinheiro assume vaga na Câmara dos Deputados em fevereiro O jornalista e radialista Délio Pinheiro (PDT) tomará posse como deputado federal no dia 1o de fevereiro de 2024, em substituição ao presidente do partido em Minas, deputado Mário Heringer, que se licenciará do cargo. O anúncio foi feito pelo próprio Délio, primeiro suplente do PDT mineiro, durante palestra proferida na Associação dos Municípios da Área Mineira da Sudene (Amams), na noite de segunda-feira (11). Ele tem 45 anos e é natural de Porteirinha. Obteve 56.891 votos, quase 40 mil apenas em Montes Claros, onde é pretenso pré-candidato a prefeito. Com isso, o Norte de Minas amplia sua bancada na Câmara Federal, de 4 para 5 representantes. Foram eleitos pela região os deputados Marcelo Freitas (União Brasil), Paulo Guedes e Patrus Ananias (PT) e Célia Xakriabá (Psol). Heringer se licencia do mandato para se dedicar a questões partidárias e costuras eleitorais e já indicou que um dos seus focos é Montes Claros, onde o desempenho de Pinheiro surpreendeu e pavimentou caminho para uma possível candidatura, condicionada ainda a negociações das quais se ocupará o parlamentar licenciado. A notícia foi dada durante o lançamento do livro “A música do realejo e outras histórias”, de autoria de Pinheiro, entremeado por uma palestra sobre comunicação de alto impacto, durante a qual o futuro deputado deu dicas de como ser um bom comunicador e enfatizou a importância da comunicação na vida cotidiana e profissional. Depois de passagens pelo rádio e tevê, onde trabalhou por 12 anos, apresentando e fazendo reportagens, Délio Pinheiro revelou que resolveu escrever uma nova história de vida ao enveredar na política. “Não sei se consegui, mas me esforcei para ser o melhor radialista e o melhor jornalista. Agora, farei o possível para ser o melhor político”, disse. * Jornalista

Truculência – Índio xacriabá é morto a tiros pela Polícia Militar

O Povo Xakriabá acusa a Polícia Militar de Minas Gerais de agir com truculência e torturar indígenas, após confronto que resultou na morte de um jovem, na madrugada deste domingo (10). Alisson Lacerda Abreu, de 25 anos, levou um tiro no peito e morreu na hora. A confusão aconteceu durante um evento beneficente, na Aldeia Xakriabá, em São João das Missões, no Norte de Minas. Os militares usaram spray de pimenta e dispararam com arma de fogo contra os indígenas. Estes depredaram a viatura da PM e arremessaram cadeiras e garrafas contra os policiais. Na versão dos militares, os agentes foram recebidos com hostilidade e precisaram reagir. Já o relato dos indígenas é de que a truculência partiu da PM e a reação deles só se deu por indignação com o tratamento, principalmente após a morte de Alisson. Na nota divulgada pelo Povo Xakriabá, o relato é de que os policiais entraram na reserva indígena sem consultar as lideranças. “De acordo as testemunhas, a PM invadiu casas e intimidaram os moradores. Testemunhas que tiveram sua casa revirada pelos PM, afirmam que quatro menores não indígenas foram agredidos, e sete jovens Xakriabá foram torturados, detidos e levados para 30º Batalhão da polícia militar de Januária-MG”, publicaram.

Japonvar terá que realizar concurso público e adequar o quadro de servidores

O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) firmou um Termo de Ajustamento de Conduta com o município de Japonvar, no Norte de Minas, em que a administração municipal reconhece ilegalidades na contratação de pessoal e se compromete a realizar concurso público, até agosto de 2024, para que a situação seja regularizada. Também foi assumido o compromisso de que o quadro de servidores seja adequado mediante a reformulação de leis municipais que regulam os cargos em comissão, as funções de confiança e as contratações temporárias, alterando-se a forma de provimentos dos cargos típicos do serviço público. Pelo TAC, o município se comprometeu ainda a realizar o concurso público para aproximadamente 100 vagas contemplando diversos cargos de nível fundamental, médio e superior. Outra obrigação assumida foi a de designar para as funções de confiança de direção, chefia e assessoramento nas atividades típicas da administração pública apenas servidores públicos ocupantes de cargos efetivos, conforme determina o artigo 37 da Constituição Federal. Em caso de contratação de funcionários sem concurso ou fora das hipóteses legais, o município será multado em R$ 5 mil por nomeação irregular. Em outra cláusula do TAC, ficou acordado que o município fará processo seletivo simplificado para celebrar novos contratos de prestação de serviços temporários para preenchimento de vagas. De acordo com a 2ª Promotoria de Justiça de Brasília de Minas, o último concurso da prefeitura foi em 2015, e, atualmente, existem na administração pública servidores contratados sem concurso. Muitos deles ocupam cargos típicos da administração pública como médicos, enfermeiros, técnicos em enfermagem, dentistas, dentre outros, que deveriam, conforme a legislação, ser preenchidos por meio de concurso público.

Dia dos Gerais volta a acontecer depois de cinco anos

O Dia dos Gerais será comemorado hoje (8), na cidade de Matias Cardoso, depois de cinco anos de suspensão e a pequena cidade de Matias Cardoso será transformada em capital de Minas Gerais é a primeira vez. O governador Romeu Zema realiza a homenagem que entrega a medalha Matias Cardoso a 12 homens e a medalha Maria da Cruz a 12 mulheres. No ano de 2019, quando tomou posse Romeu Zema suspendeu todas as homenagens, alegando contenção de despesas. A entrega das Medalhas Matias Cardoso e Maria da Cruz, no município começa às 10 horas, na Praça Cônego Maurício. Cinco parlamentares estaduais estão entre os agraciados com a honraria: a deputada Leninha (PT), a vice-presidente da ALMG e os deputados Arlen Santiago (Avante), Gil Pereira (PSD), Oscar Teixeira (PP) e Ricardo Campos (PT). A Assembleia integra o Conselho das Medalhas. A Medalha Maria da Cruz é entregue a personalidades femininas e a Medalha Matias Cardoso a personalidades masculinas, como reconhecimento do Governo do Estado aos que contribuíram para o desenvolvimento cultural, econômico e social da região Norte. As duas personalidades que dão nome às comendas tiveram destaque em movimentos pela integração territorial do Estado, no século XVII. A homenagem foi instituída pelo Decreto 45.649, de 2011. Todo dia 8 de dezembro é comemorado o Dia dos Gerais, quando a Capital do Estado é simbolicamente transferida de Belo Horizonte para Matias Cardoso, considerada uma das primeiras cidades do Estado.

Professores de Manga entram em greve por falta de pagamento de salário

Sob gritos de “trabalhador na rua, Prefeito a culpa é sua”, servidores da educação pública do município de Manga fizeram, na segunda-feira (27), um protesto contra o atraso de salários na praça da Prefeitura. Durante a manifestação, nenhum representante da gestão municipal se apresentou para dar alguma explicação. Com isso, os servidores afirmaram que elaborarão uma notificação para que a Prefeitura se explique e dê uma possível solução para a questão que tem gerado muitas incertezas aos trabalhadores. Segundo os professores, o atraso e a possibilidade de não receberem o 13º salário vem causando ansiedade e transtornos em toda a classe. Um servidor que não quis se identificar, por medo de retaliação, afirmou que muitos dos seus colegas não participaram do protesto porque têm sofrido perseguição política, inclusive por meio de ameaças de transferi-los para a zona rural, como uma forma de punição, caso participassem dos movimentos. Enquanto isso, nenhuma resposta concreta foi dada por parte do governo municipal que apenas se limita a dizer que o pagamento não foi feito por não terem tido tempo de realizar o fechamento da folha. Os servidores disseram não acreditar nessa versão e o que eles esperam é a sinceridade por parte do prefeito, já que omitir o real cenário só gera ainda mais incerteza e insegurança a toda a comunidade escolar. Após as manifestações, os professores declararam greve até que a situação se resolva. Com informação do jornal Gazeta